Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Quem É Considerado “Humano”?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem pertence ao nível humano do desenvolvimento? E quem ao nível animal? Isto depende da região onde a pessoa vive?

Resposta: Isto não tem nada a ver com parâmetros corporais. Os níveis inanimado, vegetal, animal e humano existem em todas as pessoas que vivem na terra. E cada uma deve alcançar seu estado de perfeição no fim do seu desenvolvimento.

A questão principal aqui é a aspiração da pessoa em direção a isto, que não depende de nós. Todas as almas estão juntas em seu estado inicial, o registro informativo inicial, chamado de Reshimo na Cabalá. E cada um de nós tem um lugar nesta hierarquia das almas.

Por esta razão, quando chegar a hora e um ponto neste mecanismo global começar o seu desenvolvimento, a pessoa que possui este ponto sente certa pressão, e isso a empurra para frente. E a única coisa que depende dela é a velocidade da realização desta Reshimo e o seu tipo: boa e rápida ou ruim e devagar. Nada mais depende dela.

Assim, em cada região pode haver pessoas que já estão se esforçando em direção à espiritualidade, e isto não depende do local ou da qualidade de vida da pessoa.

Na Europa, nós temos descoberto um número menor de pessoas como estas. A maioria está na América do Sul e Rússia. Mas, geralmente, elas vivem por toda a parte: China, Irã, Japão África, Austrália. Nos temos estudantes de todos os lugares; eles são de diferentes raças, classes sociais e nacionalidades. E nos não somos capazes de prever quais continuarão se esforçando em avançar, como eles o farão e quando. Isto é completamente imprevisível!

Nos não sabemos a ordem de desenvolvimento de cada parte da alma comum. Da mesma forma que um embrião no ventre de uma mãe desenvolve-se conforme certa ordem, as partes da alma coletiva da humanidade (todos nós) também se desenvolvem na mesma ordem. Cada alma individual desenvolve-se de acordo com a mesma imagem e similaridade da alma coletiva.

Pergunta: Nós podemos dizer que se as questões sobre o propósito da vida surgiram na pessoa, isto é, que ela adquiriu o ponto no coração, isto significa que ela já está trabalhando no nível “humano”?

Resposta: Sim, se ela já adquiriu o ponto no coração, e começou a perguntar sobre o propósito da vida, ela já esta trabalhando no nível “humano”.

Mas ela pode “conservar-se” neste nível por anos. Ela praticamente não será capaz de fazer nada se não descobrir um grupo, se não se aproximar das fontes autênticas e de um professor. Infelizmente, existem pessoas assim, e entristece-me vê-las. Elas estavam com a gente, mas depois pararam e congelaram. Eu espero vê-las novamente em breve.

Da Lição 1 de Moscou 14/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”

A Europa É Um Osso Duro De Roer

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial na Convenção de Berlim? O que temos que fazer lá? O que cada um de nós deveria fazer, bem como entre os grupos?

Resposta: Agora mesmo, quer queira quer não, você está sob a impressão das coisas que eu digo. É como se você estivesse ligeiramente anulado e incluído por mim em um único desejo, um pensamento unificado. E isso nos une.

Todas estas qualidades, meios, desejos, pensamentos, as coisas que já processamos, as coisas que desejamos, nossas aspirações, a enorme quantidade de pessoas e grupos – tudo isso se junta em um só. O resultado é que isso age em nós, dando-nos um poderoso e progressivo impulso.

Mas nós temos um “pequeno problema”: parece-nos que temos um pequeno egoísmo e que devemos somente superá-lo, ligar um pequeno botão, pressionar certa tecla, e com isso terminaremos o trabalho. Nós não entendemos que aqui existe um grande sistema em ação. Não é apenas uma “engrenagem” que alguém em cima quer ou não quer mudar. Estamos em um sistema de duas forças opostas: doação e recepção. E até que esse sistema não funcione por sua dialética, por seu movimento para a frente, pela lei da união das partes, isso não acontecerá.

Nós só aceleramos o tempo com os nossos esforços, mas nunca seremos capazes de dar um salto. Isso é impossível, devido à natureza das coisas. Tudo é feito por meio do movimento gradual, sequencial, e estritamente determinado, passo a passo. E através deste movimento adiante, passo a passo, chegamos constantemente mais perto do sucesso, quando o egoísmo será “lançado para fora”. A transição acontecerá! E será súbita.

Nossas Convenções aceleram consideravelmente o movimento e, portanto, elas são muito importantes. Durante os vários dias em que estamos juntos, e ao nosso redor também há muitas pessoas ao redor do mundo, ocorre um processo muito sério nos graus do nosso desenvolvimento interior.

De uma forma ou de outra, um milhão de estados têm que passar por nós. Nós temos que passar por eles. E cada Convenção ocorre de forma diferente, com novos aspectos, novas formas e sentimentos.

Portanto, a Convenção de Berlim tem a obrigação de ser especial, pois será um encontro de pessoas que são permeadas pelo desejo e as qualidades do ambiente onde vivem. Esse ambiente é muito ruim; a Europa é um continente muito problemático, a fonte de todos os problemas e guerras, e com o egoísmo extremamente grande, embora ele já esteja diminuindo agora, junto com toda a nossa civilização do passado. Ainda assim, ela é um osso duro de roer. É por isso que esta Convenção não é simples e, de fato, é a mais difícil.

A Convenção mais fácil é a realizada na América Latina. As pessoas de lá são ardentes, de coração aberto e sinceras. Eu nunca conheci pessoas assim em qualquer outro lugar. Depois vem a Rússia. Mas na Europa as coisas são mais difíceis, e quanto mais difíceis são as coisas, mais interessante, e mais espetacular é o resultado e a eficácia do trabalho.

Portanto, eu espero ter o apoio de vocês, tanto físico quanto virtual, para que possamos “influenciar” a Europa juntos.

Da Lição em Moscou em 16/01/11, Escritos do Rabash

A Liberdade Só Existe Quando Você Ama

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós estamos no sistema comum de almas e alcançamos o nível do Criador, nós ainda permanecemos como engrenagens nesse sistema?

Resposta: Sim, quando estamos nesse sistema e somos semelhante ao Criador, permanecemos ainda como engrenagens. No entanto, cada um de nós ganha liberdade absoluta, porque ao girar juntamente com todos, de acordo com os desejos de todos os outros, é que a pessoa sente a liberdade total.

Se eu os amo e giro somente por eles, com todas as suas qualidades, eu sou totalmente livre. É claro que do ponto de vista egoísta isso parece contrário. Mas se eu os trato de forma altruísta e com amor, isso é exatamente assim. Isso é porque eu não tenho nenhum outro desejo além de girar por eles. Se eu tenho essa oportunidade, eu sou livre.

Da Lição em Moscou em 14/01/11, O Zohar

O Parâmetro Absoluto do Progresso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que ajuda no nosso desenvolvimento espiritual saber exatamente onde estamos nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano? Do que depende o nosso progresso? Que instrumentos podem nos ajudar a determinar onde estamos? E como podemos mudar?

Resposta: Tudo isso é determinado no momento em que a pessoa chega ao grupo. Ela pode começar a avaliar-se apenas em relação ao ambiente: o quanto ela aspira por seus amigos, ao desejo comum de doação, a fim de sentir a todos como um único desejo?

Este desejo comum é a Alma que foi criada. Se nós a alcançarmos como um todo, sentiremos nela a qualidade de doação, o Criador. Foi exatamente para permitir a mensuração, a realização, bem como o controle sobre o nosso estado, que a alma comum (a criação) e o desejo foram divididos em várias partes infinitas. Cada parte do desejo, cada pessoa, recebeu assim a oportunidade de imaginar a outras partes como unidas, de acordo com sua aspiração por esse estado.

Se essa pessoa ou parte começa a trabalhar para se unir com todas as outras partes, vendo-as como perfeitas e recebendo delas a aspiração correta para avançar, a motivação, a importância e o valor do desenvolvimento espiritual, então ela ganha habilidades totalmente claras para medir seu estado e receber ajuda de fora.

Da Lição em Moscou, em 14/01/11, O Zohar

Encontrando O Cobiçado Buraco Da Agulha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o propósito de estudarmos todos esses sistemas incrivelmente complexos dos mundos de Atzilut e Nekudim, descritos no Estudo Das Dez Sefirot?

Resposta: Nós precisamos saber como corrigir a quebra e quais objetos espirituais (Partzufim) e suas partes irão ajudar. O mundo de Nekudim é o mundo quebrado, e o mundo de Atzilut corrige a quebra. Nós precisamos saber qual atributo corrige o atributo correspondente e quem é responsável por cada ato de correção.

Cada correção exige um conhecimento preciso daquilo que foi danificado, onde a falha está, e como, com que meios, ela pode ser corrigida. Tudo isso é esclarecido nos mínimos detalhes, e só então ocorre a correção.

O problema da humanidade é que nós queremos corrigir o mundo enquanto nos falta a mínima noção do que realmente é isso. O mundo de Atzilut serve como exemplo de correção para nós. Até que eu saiba a causa da quebra, quais as partes que foram quebradas, e como elas funcionavam antes, eu não posso fazer a correção.

Toda a correção é baseada no conhecimento das falhas. Só então você pode construir um sistema de correção. A humanidade não tem como alcançar uma vida boa e corrigir alguma coisa, se nós não entendermos o que está acontecendo conosco. Sem esse conhecimento, como podemos alcançar a correção?

Portanto, o nosso livre arbítrio só é exercido ao realizarmos uma correção. Nós estudamos o sistema de correção que se estende de Cima para baixo e contém o conhecimento de todo o processo, do início até o fim.

Quando nós subimos de baixo para cima, não conseguimos definir nem o início, nem o processo em si, ou o seu fim com antecedência, a fim de construir o sistema de correção. Assim, nós estamos usando um sistema já existente, que evoluiu durante a descida do Mundo Superior. No entanto, nós podemos utilizá-lo apenas com a condição de que sejamos capazes de entrar dentro dele e ativar todo o sistema.

Portanto, nós não temos chance de sucesso tateando cegamente o caminho a seguir, da mesma maneira que toda a humanidade faz. Apenas a sabedoria da Cabalá nos servirá como instrução para a correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/1/2011, Talmud Eser Sefirot

Adicionando O Universo À Partícula

Dr. Michael LaitmanO método Cabalístico é construído sobre o trabalho em grupo, na conexão entre nós, na aspiração de todos em nos reunirmos, para juntarmos todas as forças comuns, e com os nossos esforços mútuos ajudar a cada um a sair de si mesmo em direção aos outros. Na realidade, o método é muito realista e simples. A fim de perceber o Mundo Superior, nós temos que parar de prestar atenção nos “átomos” de nossos corpos e mudar a nossa atenção para o vazio no “espaço interatômico”. Nós odemos fazer isso na sociedade humana ou em um pequeno grupo que nos permita mudar a nós mesmos.

Nós temos que ficar juntos, ajudando uns aos outros mutuamente, e começar a mudar a nossa atenção, de nós mesmos para o que está entre nós. O trabalho é desagradável, obscuro, e muito artificial para nós. Mas é por isso que os Cabalistas escreveram uma quantidade enorme de materiais. Ao aplicarmos o método Cabalístico em nós mesmos, nos adicionamos a ele, o completamos, e o materializamos. Começamos a aceitar e a sentir ele dentro de nós. Como um todo, o adaptamos a nós e em tempo real, e implementamos-no no presente.

Portanto, nós o realizamos e o investigamos, bem como desenvolvemos a fase da realização prática de toda a Natureza. Hoje o método é aplicado em nós, aqueles que desejam complementar a sua sensação do universo com uma parte adicional e externa. Além disso, esta não é simplesmente uma parte adicional, mas a parte mais importante. Começamos a sentir forças, fenômenos e ações no espaço “interatômico”, ou seja, em 99% da realidade. Em primeiro lugar, este enorme volume é preenchido por um pensamento, um plano, forças e suas interações, e tudo que nos ativa, que são partes pequenas e microscópicas.

Esta conquista da raiz nos leva para fora do estado de tempo, falta de visão e submissão – em essência, um estado de não-ser -, para um estado de clareza, eternidade e perfeição. É isso que a realização correta da ciência da Cabalá nos dá.

Tudo isso é realizado no grupo, quando começamos a sentir como ir para fora, para a percepção dos outros. Nós partimos da sensação de “o mundo dentro de mim” para a sensação de “o mundo no mundo”. Se há bilhões de pessoas ou almas além de mim, então, saindo de mim mesmo, eu começo a perceber as forças que atuam entre nós, e sinto todas as almas como um todo, como um sistema fechado.

Hoje mesmo no nível material algo já está nos dizendo que o mundo é global e integral, e tudo nele é interconectado. Assim, eu começo a perceber tudo do lado de fora de mim. Eu adquiro um grande desejo, força e satisfação, que estão à minha disposição. Tudo isso se torna o meu “eu”. Estas não são mais pessoas, mas simplesmente forças que existem nesta forma.

É assim que a pessoa começa a revelar o volume real e a visão do mundo.

Da Lição em Moscou, em 16/01/11, Escritos do Rabash

Unindo-Se Em Torno Da Fonte Comum Da Vida

Dr. Michael LaitmanNós entramos na fase de desenvolvimento do maior nível de desejo, Malchut. E o mais importante, esse desejo é comum.

Este é o início da era do Messias. Se nós víssemos 6.000 anos de desenvolvimento como seis dias, então estamos nos últimos mil anos, no último “dia”.  A diferença é que agora estamos revelando a conexão universal, Malchut, que está conectada a Yesod.

Se Malchut se revela a si mesma, este é o nível animal. Mas se a conexão de Malchut  com Yesod, com Zeir Anpin, se revela, esse já é o nível humano. Portanto, esta conexão que se revela desperta a nossa aspiração por algo maior, levando-nos a procurar o sentido da vida.

Parece que nós temos uma conexão com Yesod, que é a fonte da qual a vida, a Luz de Hochma, chega até nós. Nós sentimos que precisamos de mudanças e todo o nosso mundo exige correção. Yesod também une tudo de cima para baixo, pois ela é a soma das cinco Sefirot anteriores (Hesed, Gevura, Tiferet, Netzah e Hod).

Por outro lado, Yesod é o lugar da união com o Criador (Brit, circuncisão), que concentra todas as correções da conexão entre o Criador e criação. Esta é a fonte de onde Malchut recebe toda a Luz da vida.

Em nossos dias, estamos começando a sentir Yesod. Estamos despertando repentinamente e não entendemos o que é a nossa vida: De onde ela vem? Nós morremos, mas será que existe vida acima de nós?

Nós começamos a ficar impressionados por sentir a conexão com Yesod, que está aos poucos se revelando para nós. Este período é chamado de era do Messias, quando a Luz de Yesod deve nos atrair para cima (a partir da palavra Moshech,arrancar). Yesod é uma qualidade masculina, enquanto que nós, a criação, somos uma qualidade feminina, Malchut. Nós devemos provocar a união dessas duas partes, o macho e a fêmea.

Por enquanto os nossos pontos no coração estão despertando porque uma pequena iluminação sai de Yesod e atinge Malchut. Por um lado, cada pessoa sente dentro de si um despertar individual. Por outro lado, sentimo-nos conectados uns aos outros porque Yesod reune todas as Luzes de cima para baixo.

Quando todas essas Luzes passam através de Yesod, elas se unem e chegam até nós como uma única Luz, que inclui muitos componentes e, portanto, desperta uma consciência em Malchut, de que estamos todos conectados. Nós temos que alcançar a equivalência com Yesod, e a Luz que recebemos dele desperta essa conexão universal dentro de nós.

Por enquanto, essa conexão não está correta, não está boa. Nós ainda temos que passar pela compreensão do mal e outras correções. Entretanto, esta conexão já surgiu. Estes dias são chamados a era do Messias, porque ele nos arranca (Moshech) e nos eleva.

Da lição sobre o Talmud Eser Sefirot em 7/1/11.

Mundos Paralelos Estão Entre Nós

Pergunta: Como podemos aumentar a demanda para a unidade ainda mais?

Resposta:
Uma pessoa nunca faz nada a não ser que venha do sentimento de necessidade. Você tem que perguntar-se e claramente ter a seguinte imagem diante dos seus olhos, “Onde é que vamos revelar o Mundo Superior? Quando é que vamos revelá-lo? No que podemos revelá-lo? O que é o Criador?”

Se você responder a essas perguntas, então você chegará ao fato de que a ligação interna entre nós é a única alma em que o Criador se revela, e Ele é a força comum da natureza que já está trazendo agora todos nós juntos, forçando a nossa unirão, ao mesmo tempo que nos opomos a isso.

Todas as pessoas no mundo se sentem assim. Olhe para a dependência que existe, nas coisas que estão acontecendo no mundo, e do imprevisível, eventos repentinos na natureza. Tudo isso é para forçar-nos a pensar sobre isso, para aproximar-se uns aos outros, e responder à pergunta: “O que nós temos que fazer?” [Leia mais →]

O Grupo É O Local Onde Nos Encontramos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós avançamos apenas em virtude do ambiente, quando a nossa escolha virá de nossa própria intenção altruísta (Lishma)?

Resposta: Nós temos que alcançar a perfeição, e ela contém dois parâmetros:

1. Por um lado, eu sou independente e igual ao Criador de todas as maneiras,
2. Por outro lado, eu sou semelhante a Ele em todos os sentidos.
Nesse caso, eu sou independente e perfeito.

Acontece que a independência e a perfeição devem se unir e levar-me ao estado final. Mas como a independência e a equivalência podem coexistir? Como eu posso alcançar a perfeição, elevando ambas estas qualidades, que são opostas entre si?

Para possibilitar isso, o Criador teve que acrescentar um terceiro fator aos dois já existentes (Ele e eu). Este terceiro fator será o local do nosso encontro, o lugar da revelação. É onde eu revelarei o meu “eu” independente e e o Criador oposto a mim.

É necessário criar um “território”, onde nós poderemos ser parceiros, em oposição mas iguais e unidos. Este território é chamado de “a soma das almas”, a Shechiná, Malchut. Após a quebra, nós, como o Criador, estamos fora dos limites da soma das almas, e agora temos que nos encontrar lá. Nós fazemos isso conforme somos capazes de participar neste processo e revelar um ao outro.

É por isso que a criação foi quebrada. Ela quebrou em muitas partes diferentes, que são os npiveis de independência da criação, ou seja, sua separação e distanciamento do Criador.

Nós temos que usar essa situação, razão pela qual o Baal HaSulam escreve que devemos manter a singularidade de cada pessoa. Afinal, ela nunca serepetirá em mais ninguém. Cada pessoa deve ser independente e especial.

Mas, por outro lado, devemos dar a cada pessoa a oportunidade e ajudá-la a alcançar a equivalência de forma com o Criador. Por meio de sua singularidade, por ter uma combinação única de qualidades e desejos, a pessoa as desenvolve a fim de dirigí-las à doação. É assim que ela chega à equivalência com o Criador.

Essa semelhança é realizada por meio da união com os outros. Por que isso não é feito através da união com o Criador? A fim de preservar a independência. Ao trabalhar diante do Criador, a pessoa se anula, enquanto que em relação ao grupo, ela pode ter um papel decisivo, à semelhança do Criador.

O lugar do nosso encontro é o território do grupo, que foi criado artificialmente e dividido em partes. Nós chegamos até lá na linha média e nos unimos. Lá nós realizamos o Zivug (acoplamneto) de HaVaYaH e Elokim, a união do julgamento e da misericórdia.

No entanto, se a pessoa não pensa sobre estes três elementos: ela e o Criador, unindo-se no grupo, então ela imagina de forma errada a realização do objetivo da criação que lhe aguarda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, Escritos do Rabash

Um Desafio Para A Imaginação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos calibrar a nossa atitude, a fim de direcioná-la para a meta?

Resposta: Você tem que fazê-lo de acordo com o princípio: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “O Criador” é a raiz pela qual nos esforçamos. A “Torá” significa todos os meios que nos ajudam ao longo do caminho, incluindo professor, livros, grupo e o estudo. “Israel” é o ponto no coração, o desejo espiritual inicial.

Pergunta: Para que eu resolva essa equação, o que precisa ser ocultado e o que precisa ser revelado para mim?

Resposta: Você precisa imaginar o estado corrigido onde todos nós estamos conectados e cada pessoa percebe o todo, ao invés de si mesma. Está escrito: “O geral e o particular são iguais”.

A força comum de amor e doação reina dentro de nossa união e preenche todos em igual medida. Esta força é chamada de “Criador” ou “Natureza”. Isto é o que você tem que ver como a meta final. No final, nós devemos chegar a essa imagem.

É por isso que nós estamos trabalhando para discernir a noção “de grupo”. Em essência, o grupo é o mesmo sistema no qual nós despertamos a mesma força. Essa força já está presente no interior do sistema; nós apenas não a percebemos ainda. Nós temos que revelar essa força que preenche o grupo, fortalece-o, manifesta-se nele, e corrige-o. Esta é a força chamada de “Criador” ou a Luz que se oculta em nossa união.

Quando nós nos esforçamos para crescer em nosso mundo, revelamos essencialmente a mesma força. Isto é porque nós temos a mesma direção, embora em um nível corporal. O “Criador” é a força comum que une todas as partes da criação.

Pergunta: Ainda assim, existem muitas incógnitas nesta equação….

Resposta: Você tem que continuar procurando e experimentando, uma e outra vez. É assim que você despertará novas sensações. Não há outra possibilidade de fazê-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/11, Escritos do Rabash