Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

O Que É Igualdade?

Dr. Michael LaitmanIgualdade é quando cada um de nós tem oportunidades iguais, isto é, a oportunidade convencional e individual de nos expressar apropriadamente no sistema coletivo e integrado, a oportunidade de receber e doar, e de estar equilibrado com os outros.

Da mesma forma que o coração é igual ao fígado, os rins, as pernas, os braços, e todos os outros órgãos. Mas, de que modo eles são iguais? Eles são iguais quando interagem entre si de forma adequada. Cada um deles tem seu trabalho individual para o bem comum, o qual permite que o corpo viva.

Como analogia, eu não tenho culpa de ter nascido para fazer o papel dos rins, por exemplo, e você nasceu para ser o coração, enquanto que outro – os pulmões. Em relação a isso, cada um de nós é imutável. Mas, se nós trabalhamos juntos harmoniosamente, cada um de nós é igual a todos os demais e ninguém é maior do que ninguém. Nós vivemos nosso potencial inato, que não escolhemos.

Nós nascemos em famílias diferentes e com diferentes inclinações. Nós temos diferentes experiências e níveis de educação. Nós percebemos o mundo e nos relacionamos com as coisas de forma diferente. Cada um de nós experimenta as coisas do seu próprio jeito. Mas, se cada um de nós se percebe em harmonia com os outros, isso será igualdade.

Um Pequeno Passo Para Uma Pessoa, Um Passo Gigante Para a Humanidade

A fim de atingir o equilíbrio com a integralidade da natureza, temos que começar a tratar uns aos outros de forma diferente em todas as áreas da nossa atividade. Mesmo que a mudança seja pequena, mesmo que seja 1%, mas se isso acontecer em todo o mundo, ela vai trazer mudanças enormes e radicais para melhor.

Em geral, subestimamos as coisas pequenas. Por exemplo, nos últimos 50 anos, a temperatura mundial aumentou 0,1%, e olhe que tipo de mudanças que isso causou: as geleiras no Alasca e outros locais estão derretendo, o nível do oceano subiu vários centímetros, e o clima está mudando . E tudo isso foi causado por uma simples mudança de 0,1%, porque isso está acontecendo em todo o mundo.

Da mesma forma, a pequena mudança em cada indivíduo será multiplicada por sete bilhões de almas que são absolutamente interconectadas umas com as outras, uma circunstância que não estava presente antes. Já existe proximidade universal entre nós em algum respeito, e, portanto, este pequeno movimento fará grandes mudanças, transformando o mundo de uma forma extraordinária. [Leia mais →]

Com o Nosso Rosto Voltado Para o País e o Mundo

No verão de 1940, Baal HaSulam publicou o jornal “A Nação”, na última tentativa de chegar a quaisquer ações práticas antes do Holocausto e em face dos problemas que envolviam o mandato da Palestina daqueles tempos. Ele queria de alguma forma pressionar a nação a ficar mais próxima da unidade e fez tudo que podia para conseguir isso. No entanto, assim que a questão foi publicada, os seus inimigos imediatamente levantaram-se e informaram o jornal para as autoridades britânicas, que fecharam o jornal por conta de uma acusação de agitação socialista.

Hoje, nós também não temos qualquer outra solução além de perceber o caminho oferecido por Baal HaSulam – o caminho da unidade. A situação que se criou em Israel e no mundo não é menos ameaçadora do que a situação no seu tempo. Mas as condições agora são diferentes, incomparavelmente mais favoráveis.

Temos que assumir a responsabilidade sobre nós mesmos e perceber isso. E somos capazes disso. Temos a base de preparação para isso, as oportunidades e as condições necessárias interior e exterior. Tudo está sendo construído apenas para podermos nos organizar corretamente, e quando o fizermos, o sucesso é certo de vir no nosso caminho muito em breve. [Leia mais →]

A Quebra Foi Necessária

A chave nesta realidade é entender que nós existimos em um estado. Quando o ponto no coração desperta em nós, ele nos empurra para revelar a verdadeira realidade, que depende totalmente dos esforços da pessoa e nada mais.

Toda a realidade já existe em sua perfeição completa e magnificência. Mas nós somos incapazes de atingir a percepção da verdadeira realidade sem a revelação do mal, do sofrimento e da tristeza.

Então, a pessoa naturalmente justifica todas as etapas do seu caminho durante o processo de desenvolvimento dos seus desejos. Ela entende que todo o sofrimento que cada parte de sua alma experimentou foi necessário para revelar o verdadeiro estado que foi perfeito desde o início. Ela viu esses desejos como separados, quebrados, distantes, e sofrimento, porque esta era a única maneira para ela entender essa angústia enorme. Ela poderia atingir esse sofrimento apenas devido ao fato de que ela ficou dividida em numerosas peças que percebeu como “estranho”. [Leia mais →]

Um Guarda-Chuva Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma“, Item 759: Uma vez que Nukva foi adornada – ou seja, construída por (Partzuf) AVI (Aba ve Ima) -, e ZA e Nukva voltaram a ser PBP (Panim ve Panim), essa forma do homem (ZA) veio pelo desejo por Nukva. Lá, na Nukva , o segundo homem de Beriafoi gravado e exibido, como sua forma. Está escrito sobre ele, “E gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem”.

O Livro do Zohar fala apenas do que está acontecendo na rede que conecta as almas. A soma total de todas essas conexões entre nós é chamada “mundo superior”, cujas imagens são descritas pelo Zohar, incluindo as forças, Luzes, formas e imagens. Não há mais nada para nós imaginar, porque é isso que estamos vivendo!

Cada um de nós é um desejo de desfrutar, e fora de cada um de nós, nas conexões entre nós, há o mundo superior, cheio de Luz. Portanto, eu tenho que “embrulhar” o desejo de desfrutar, cobri-lo como que numa sombra, realizar uma restrição sobre ele e criar uma tela e a Luz refletida, e depois existir fora dele, nas minhas relações com os outros.

É exatamente disso que O Zohar fala: que forma ou imagem eu assumo em relação aos outros. Se eu fizer isso, eu revelo tudo que lemos no Zohar. Caso contrário, eu estou dentro de mim, no meu desejo de desfrutar, e sinto apenas este mundo.

Nós podemos perceber tanto dentro de nós quanto acima de nós, fora de nós. “Fora de nós” significa na atitude para com o próximo, onde “próximo” são as pessoas com quem eu quero construir uma rede de conexão. Isso é chamado de “grupo”. Se eu me relaciono com o mundo inteiro desta forma, o grupo é o mundo inteiro.

Enquanto eu corrijo minhas qualidades, se eu desejo revelar a força que fundou tudo, eu a revelo de acordo com a lei de equivalência de forma. Assim que minha rede de conexão com as outras pessoas adquire uma forma espiritual, uma essência espiritual, a verdadeira doação mútua, o primeiro nível da garantia mútua, em seguida, dentro dela, eu imediatamente sinto o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]

Como Medir A Aceleração Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo material, nós sabemos como medir a aceleração. Mas como podemos fazê-lo em nosso progresso espiritual, com a ajuda de quê?

Resposta: Você mede a aceleração avaliando a sua conexão com o grupo. Você não tem mais nada. É por isso que a alma comum foi dividida em muitas almas – assim você teria um meio de mudar, um lugar para trabalhar e fazer esforços, para que você pudesse avaliar o quão longe ou perto você está em relação a elas – e não apenas às pessoas, mas aos seus desejos de revelar a espiritualidade, o Criador. Você verifica se você está entre esses desejos, juntamente com eles, de modo que na conexão direita, na garantia mútua entre vocês, você revelará o Criador.

Portanto, você pode avaliar o seu estado espiritual somente em relação a estes desejos dos seus amigos – o quão perto você está junto com eles em relação ao mundo superior.

Pergunta: Mas onde está a aceleração aqui? Como ela pode ser medida?

Resposta: De um dia para o outro, de uma hora para outra, você avalia esta conexão. Há uma distância entre você e os outros, e você avalia se ela está ficando menor ou não, de que forma, com velocidade constante ou com aceleração. A aceleração é a velocidade que aumenta a cada momento.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/07/11, O Zohar

Para Quem Eu Estou Trabalhando?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut”:  O grau no qual um indivíduo produziu por suas ações, seja grande ou pequeno, em última análise une o futuro ao mover o mundo para uma balança de mérito, uma vez que sua parte foi adicionada e se uniu à mudança.

Cada pessoa tem que cumprir seu próprio trabalho, e fazendo isso a pessoa trabalha não para si mesma, mas para os outros. Essa é a nossa interconexão. A pessoa não tem seu desejo próprio. Seu desejo está em todas as outras pessoas. Ela não tem seu trabalho pessoal, que possa cumprir sozinha. Ela trabalha até que corrija sua inclusão em todos os demais.

Como resultado, nós revelamos certo “quadro holográfico”. Eu estou incluído em tudo e tudo está incluído em mim. Agora mesmo isso está oculto de nós porque de outra forma nós não seríamos capazes de nos mover de onde estamos. Realmente, o que eu tenho para dar aos outros?  Eu não quero estar ocupado com seus problemas, e não quero fazer nada para eles. Eu sou incapaz de realizar o trabalho a menos que todos os seus frutos sejam consumidos pelos outros.

Assim, é como se nós tivéssemos um véu sobre nossos olhos e vivêssemos uma mentira: é como se cada pessoa atuasse para seus interesses próprios e tomasse conta de si mesma. Graças a isso, nesse estágio nós podemos pelo menos nos mover em intenção egoísta de Lo Lishma. Mas, mais tarde, na intenção altruísta de Lishma nós descobriremos que não há nada particular aqui e que tudo pertence a um todo comum. Cada pessoa está incluída em todos e o trabalho de cada pessoa se transfere para todos, para sua conta comum.

Assim, não importa que cálculos possam ser feitos, positivos ou negativos, nós o fazemos somente em relação ao todo comum e avaliamos as ações da pessoa somente em relação aos outros. É impossível dizer que ela atuou bem ou mau a menos que avaliemos os resultados pela influência nos outros: se ela os trouxe para mais perto da meta da criação, ou, ao contrário, os separou dela.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/11, “A Arvut

Irradiar Amor Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós continuarmos a trabalhar na nossa união e interconexão interna, nós também nos amaremos mais no mundo exterior?

Resposta: Sim, mas isso não se aplica apenas a nós, mas a todo o mundo. Afinal de contas, é tudo um único sistema. Se no nosso nível (que é maior do que o do resto do mundo) nós tentamos aproximar a nossa parte espiritual da união, ao fazê-lo também traremos as partes materiais, ou seja, as pessoas, à união entre elas.

Na verdade, não existem pessoas, e não há união ou ruptura entre elas. Estas são as mesmas almas, só que elas descrevem a si mesmas e a conexão entre elas do ponto de vista chamado “este mundo”. Tudo o que você vê são as mesmas almas na mesma rede, só que elas percebem a si mesmas e rede de conexão entre elas como nosso mundo ilusório.

Portanto, se nós aspiramos a construir esta conexão, estando dentro deste sistema comum com elas, apenas num nível superior de consciência e compreensão, naturalmente isso vai impactar todos as outras.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabala 14/07/11O Zohar

Vamos Viver!

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 432: … Todas as pessoas no mundo sabem que vão morrer e voltar ao pó, e, portanto, muitas se arrependem e retornam ao seu Mestre por causa deste temor. Elas temem pecar diante Dele.

Pergunta: Qual é o significado de “morrer”?

Resposta: “Morrer” ou “viver” tem relação com o desejo. De acordo com O Zohar, “vivo” significa doar e “morto” significa receber.

Na espiritualidade, não há vida ou morte. Nós falamos de vida e morte em nosso mundo porque percebemos apenas uma forma de existência e vemos que esta forma parece desaparecer de nós. Nós pensamos que a vida é o corpo quando ele está respirando, e a morte quando ele pára de respirar.

Mas, para uma pessoa que começa a sentir a espiritualidade, esta distinção torna-se muito estranha. Como é possível que esta seja a indicação com qual nós fazemos a diferença entre o que existe e o que não existe, entre o que está vivo e o que está morto? Isso porque esta pessoa passa a perceber uma forma diferente de existência, e as noções materiais de vida ou morte desaparecem para ela.

Se a pessoa muda para uma percepção mais importante, quando a doação é considerada a vida, e a recepção a morte, ela se eleva acima do nível de um animal para o nível de um ser humano, e a vida para ela significa a existência no nível humano, e a morte a existência no nível animal. Ele não conecta a vida e a morte à existência do corpo animal.

Então, este corpo animal desaparece de sua sensação, perdendo seu significado em definir seu estado, de vida e morte. Mesmo que o corpo morra, a pessoa já está em um nível diferente de desejo, na sensação de vida e morte em relação à espiritualidade, e ela está unida a isso.

Portanto, este mundo já não a faz experimentar quebras no processo de desenvolvimento da alma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/11, O Zohar