Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Setenta Raízes, Uma Verdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: As nações do Oriente, os chineses por exemplo, afirmam que já sabem a verdade, mas na prática essa não é a verdade. O que podemos fazer sobre isso?

Resposta: Diz-se: “A sabedoria entre as nações – acredite”. A questão é que todas as culturas e religiões falam sobre o nosso mundo egoísta, tentando inseri-lo num método que nos ajudaria a evitar a dor em nossa vida, em nosso ego, e que daria uma resposta para os problemas atuais e até mesmo alguma esperança para a próxima vida, embora esta parte não se expresse tão fortemente na cultura chinesa. Mas as religiões e outras culturas desenvolveram métodos inteiros tomando a ideia da sabedoria da Cabalá.

De uma forma ou de outra, trata-se de um método egoísta, sobre como nós existimos nele, na esperança de uma vida melhor neste e no outro mundo. Tudo isso não tem nada a ver com mudar a natureza humana. Não existe um método que exija e defina seu objetivo como amar aos outros como a si mesmo. Por isso, a sabedoria da Cabalá difere de todos os outros métodos, e é o único método que fala sobre a mudança do homem pelo uso da força superior e explica como fazê-lo. Todos os outros meios estão fechados dentro do nosso ego e usá-los é como puxar-se pelos cabelos para fora do pântano.

Além disso, cada método é adequado para as pessoas para as quais foi criado. Acho que é impossível compreender Confúcio se você não é chinês. Seus ensinamentos são muito profundos, mas outros países o veem como superficial, porque não é adequado para a sua natureza e caráter.

Não é por acaso que há setenta raízes para setenta nações. Cada nação tem sua própria raiz espiritual, que em nosso mundo gera a sua réplica. Este é o lugar onde se originam todas as diferenças, incluindo as diferenças culturais. Suponha que a ópera seja para os italianos e você não pode pensar no espanhol sem pensar em touradas. Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de filosofia. É impossível entender Dante separado da sua cultura e seu tempo.

Nós só fingimos que entendemos obras-primas do passado. Será que eu posso realmente aprender filosofia japonesa se não sou japonês? Eu simplesmente não serei capaz de senti-la e penetrá-la. Eu só posso estudar o material e perceber as letras áridas, mas não o espírito.

Eu não vou entender Confúcio porque internamente não sou construído como ele. Eu também não serei capaz de compreender os índios americanos nativos. Eu posso visitá-los e imitar a exterioridade, mas não vou ser capaz de conectar seus estudos com a minha alma.

Na melhor das hipóteses, eu posso sentir outra nação, mas não fazer parte de sua raiz. Portanto, nosso mundo está cheio de lixo: nós nos castrados e nos privamos da satisfação interior das culturas ricas e das profundas percepções filosóficas, deixando apenas a externalidade.

As setenta raízes são mantidas até o Gmar Tikkun (o fim da correção) e só então é que desaparecem na Keter geral. Assim, não pode haver qualquer penetração mútua, exceto para doutorados áridos. Não há um pingo de verdade neles.

Além disso, os chineses modernos olham para Confúcio à distância e também não o compreendem em profundidade. Mas eles ainda podem se juntar a ele e, de alguma forma, se conectar a sua raiz, e ninguém mais pode fazer isso.

Nós temos que nos conectar no amor mútuo acima de todas as nossas raízes, sem confundi-las. A fonte das setenta raízes é Zeir Anpin, mas mesmo lá elas não se misturam, mas sim se conectam pela Masach (tela). Em geral, na espiritualidade todas as diferenças são mantidas e até mesmo crescem à medida que sobem, já que nossos atributos tornam-se mais poderosos. No início nós estamos pertos e quase não diferimos uns dos outros, mas mais tarde, os níveis espirituais dividem-se como um cone, uma vez que “quem é maior do que seu amigo, seu desejo é maior”. Nós nos conectamos mutuamente acima disso, acima de todos os detalhes que percebemos.

Você está perguntando “como?”. Quando eu coloco o seu desejo acima do meu e coloco meu desejo acima do seu, eu começo a penetrar os ensinamentos de Confúcio, e vocês os ensinamentos de Moisés. Mas, para isso, nós precisamos de uma Masach, e primeiro precisamos trabalhar juntos

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/12, O Estudo das Dez Sefirot

Mudando A Odiada Pele Da Serpente

Dr. Michael LaitmanApós toda a preparação de cima, a quebra e as descidas, o nosso desejo de receber prazer é dividido em três partes: a parte interna adequada para a correção e as duas partes externas que podem ser corrigidas se pararmos de usá-las Estas duas partes são chamadas de “Klipa (casca) Noga” e “pele da serpente”.  Mas, a parte interior é chamada de “corpo interno”.

Toda a correção que a pessoa tem que realizar ocorre no pensamento. Se ela pensa nisso, ela está fora de seu corpo, o que significa que aspira a doar aos outros: aos amigos, ao grupo e ao mundo, como está escrito, “Do amor do homem ao amor do Criador; do amor das criaturas ao amor do Criador”; então ela não nutre seu ego, e, como resultado, seu desejo egoísta morre. Afinal, ele não pode existir sem comida, por isso desaparece!

No entanto, a pessoa deve sempre se proteger, já que as tentações da “pele da serpente” e da “Klipa Noga” constantemente a atrairão, tentando se agarrar a ela, em pensamentos de inveja, ambição e dominância. Elas fazem isso astuciosamente, e, graças a isso, cada vez a pessoa pode decidir que não quer esses pensamentos, que quer trabalhar fora de seus próprios interesses, sem qualquer benefício próprio, mas apenas para doar.

Se ela esclarece as coisas o suficiente, através de certo número de ações, ela separa o corpo interno, a alma de santidade, do corpo externo onde nenhuma intenção de doar pode ser vestida. Se ela para de pensar nelas, a alma de santidade é vestido com o corpo interno no qual está escrito: “Da minha carne verei a Deus”. Isso significa que a pessoa começa a descobrir a Luz, o Criador, a Divindade e a revelação do Criador, na sua carne, em seu corpo, em sua pele.

É tudo graças ao fato de que ela conseguiu se manter em pensamentos e esclarecimentos que estavam fora de seu corpo, o que significa fora de seu benefício próprio. Ela se amarrou ao Criador para poder ter certeza de que tudo vem Dele e que não há outro além Dele. O Criador dispôs tudo isso para que ela fosse capaz de esclarecer os três corpos após o pecado da Árvore do Conhecimento.

Como resultado dos persistentes esclarecimentos, a pessoa gradualmente priva seus dois organismos externos, a Klipa Noga e a pele da serpente, de sua comida, e eles partem dela e desaparecem. Quando a diferença entre o corpo interno e os dois organismos externos torna-se bastante evidente, a Luz no primeiro nível pode ser vestida em seu corpo interno, o que significa nascer no mundo espiritual.

Se a pessoa constantemente aspira doar aos outros: aos amigos, ao grupo e ao Criador, o que significa que quer estar “fora de sua pele”, fora do seu desejo de desfrutar, então é nesse desejo que a Luz superior é vestida, como está escrito: “De minha carne verei a Deus”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/06/12, Shamati # 36

A Chave Para A Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que podemos avançar em felicidade, com alegria?

Resposta: Se a pessoa está imersa em seu ego, em seu desejo de receber, ela certamente não pode ser feliz, porque isso só vai trazer-lhe dor. Mas se ela se ergue acima do seu ego, sem se preocupar com o que se passa dentro dele, mas para viver em um nível mais elevado e se identificar com o atributo de doação, com o mundo, com tudo que a rodeia, ela pode ser feliz sempre.

Pode ser de tal forma que ela não irá sentir o que se passa com o seu corpo. O corpo pode morrer, mas a pessoa não vai sentir mais que pertence ao seu corpo.

Agora nós nos identificamos totalmente com o nosso corpo. Mas se pudermos nos desenvolver para pudermos nos distanciar ainda mais dele, vamos finalmente parar de sentir que estamos conectados a ele. É como se eu flutuasse sobre este corpo, e é realmente assim, porque me identifico com o atributo de doação e vivo nele, e isso é fundamental para se avançar em felicidade.

Eu posso alcançar isso se estou incorporado no ambiente e, juntamente com outros, formo uma força geral do grupo que não é egoísta, mas que é formada por todas as nossas centelhas espirituais que estão conectadas acima do nosso ego. Nosso ego perde seu valor e nós elevamos as centelhas e vêmo-las como a principal prioridade. Como resultado, começamos a viver nestas centelhas que estão conectadas e criamos uma força de grupo harmoniosa.

Além disso, através do desenvolvimento da força de doação mútua, o que significa que podemos exigir essa força de doação do campo de força superior, do Criador, nós nos sentiremos constantemente felizes. Tudo depende de como a pessoa se posiciona em relação ao grupo, e como o grupo se posiciona em relação ao Criador, em relação ao campo de doação e amor.

Este é o único fator que determina tudo. Eu tenho que separar-me do meu “eu” e subir para o nível do “nós”; tudo será aceito de forma feliz! Isso não é simples; há subidas e descidas, mas é assim que avançamos. Cada vez nós recebemos um ego adicional, um desejo adicional de desfrutar, para que possamos ficar mais fortes e nos conectar com mais força com o campo de doação. Esta é a única maneira de avançar.

Se a pessoa se identifica com o objetivo, ela aceita com alegria tudo o que acontece no caminho,porque ela entende que esse é um meio para atingir o objetivo.

Mas se a pessoa só pensa em seu estômago – absorvida em si mesma, incapaz de se elevar acima de si mesma, então ela certamente vai andar por aí com um rosto azedo, vai sofrer na vida, e sempre terá reclamações sobre o ambiente, sobre o grupo, os amigos, o criador e o professor – tudo depende de como ela se posiciona.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/12, Shamati # 30

Nós Temos 228 Anos Para Pensar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o mundo tem a chance de chegar à correção nos 228 anos que nos restam até o fim dos 6.000 anos que nos foram dados para isso, e como é que vamos sentir isso?

Resposta: Ninguém pode dizer quanto tempo nos resta até o Gmar Tikkun (fim da correção). Isso foi falado tanto pelos profetas, que falaram sobre isso em alusões ocultas. Isso significa que eles também não sabiam quando isso iria acontecer porque se relaciona com o nosso livre arbítrio. O Baal HaSulam pensava que o Gmar Tikkun viria amanhã, se não hoje, já que tudo está pronto para ele de Cima!

Nós também achamos que isso vai acontecer em breve. Nós podemos basear a nossa crença no que está acontecendo no mundo hoje, embora ninguém saiba nada ao certo. Diz-se que a correção levará 6.000 anos, o que significa que há 228 anos restantes. Mas será que é realmente este o período de tempo que temos para alcançar o Gmar Tikkun, de uma forma boa ou má?

De uma forma boa, nós pudemos alcançar a correção amanhã, ou mesmo hoje. Não há limites aqui. Se quisermos ser corrigidos, o nosso desejo imediatamente evocará sobre nós a influência do campo superior. Nenhum acordo especial por parte do Criador é necessário. Nosso desejo é o suficiente para evocá-lo. Nós somos os mestres dos estados em que nos encontramos.

Não podemos saber quando isso vai acontecer, mas como estamos perto do Gmar Tikkun, após a revelação do mundo superior, que é chamado de nascimento espiritual, continuamos a sentir este mundo em todos os 125 graus da ascensão espiritual. No momento em que atingimos a correção geral e todo mundo está corrigido, há uma conexão de todos os vasos, de todos os desejos espirituais individuais. Então, o nosso mundo desaparece, uma vez que existe um vaso geral para todos os desejos de receber.

Quando sua última partícula se move para a doação, não resta um único desejo que não esteja corrigido para doar. Portanto, o sentimento deste mundo, que só existe dentro do desejo egoísta sem uma Masach (tela), desaparece! E só o mundo superior permanece!

Uma vez que todos os desejos estão conectados, todos os mundos se unem e se tornam um mundo superior geral, no nível de Ein Sof (Infinito). Então, ao atingir o Gmar Tikkun juntamente com todo o mundo, você deixa de sentir o mundo. Você não vai precisar dele! Além disso, você não terá vasos para percebê-lo, visto que você corrigiu o seu último desejo egoísta. Então, essa realidade irá desaparecer da sua sensação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/12, Shamati # 30

Dentro do Meu Povo

Todos os vasos podem ser preenchidos apenas por cada um e por doação um sobre o outro. Na medida em que você doa aos outros, você doa ao Criador. Quanto mais você pode se conectar com os outros, mais você se conecta com o Criador. Isso se chama: “Eu habito no meu povo”, porque se você se conectar com os outros, você encontra o Criadorl.

Portanto, “Ama teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, uma vez que você doa ao seu amigo, você doa ao Criador. É a única coisa que você deve fazer, e não há nada mais que isso. Doar ao Criador refere-se ao vaso geral e a Luz geral que o preenche. Com relação aos outros, realizamos correção individual que não pode ser feita por eles, se você não pretende trazer contentamento ao Criador, ou seja, ao vaso em geral.

Não podemos perceber o Criador de qualquer outra forma, mas através da força geral de doação que é revelada no vaso geral, no desejo geral. Se evitarmos a doação aos outros dentro da rede geral, isso nos impedirá de fazer a ação certa e nos isolará da realidade, uma vez que toda a realidade se baseia apenas na conexão entre nós. Lá, a doação geral chamada a Luz superior, a lei geral chamada de “o Criador”, é revelada.

Por isso, se diz: “Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá.

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Da 3a. da Lição Diária de Cabalá de 07/06/2012, O Estudo das Dez Sefirot

Material Relacionado:
“Como é Maravilhoso e Agradável Sentar-se Juntos Como Irmãos”
Eleve Seus Desejos A Um Novo Nível

O “Adaptador” Para Conexão Com A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Estas são as palavras do Rabi Elazar, filho do Rabi Shimon, que disse que o mundo é julgado por sua maioria. Ele estava se referindo ao papel da nação de Israel em qualificar o mundo a certa pureza, até que sejam dignos de tomar para si o Seu trabalho, não menos do que Israel fora digno no momento em que recebeu a Torá”.

É errado imaginar o “mundo” como o desejo de receber que não pode executar qualquer ação por conta própria. Não é assim. A parte de Israel no mundo é simplesmente semelhante à cabeça do Partzuf, às três primeiras Sefirot (GAR), e deve agir como o “adaptador” entre a Luz e o desejo de receber.

O Partzuf é dividido em cinco partes: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. A Luz reside nos vasos de Keter, Hochma e Bina, e eles estão adaptados a ela. Por ser o mesmo desejo de receber, eles contêm a Luz e realizam Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) com ela, transmitindo-a aos vasos de recepção, a Zeir Anpin e Malchut (ZON).

Portanto, é impossível ter êxito sem os vasos de Keter, Hochma e Bina. Eles são o elo e são muito importantes, pois sem eles a conexão seria perdida. Por outro lado, o objetivo do processo é que os vasos de ZON, cujo trabalho é aumentar o pedido de correcção (MAN) para os vasos de doação (GAR), sejam incorporados neles e se unam a eles.

As duas partes se ajudam mutuamente. ZON ajuda os vasos de GAR a cumprir seu papel como elo, e GAR evoca os vasos de ZON e lhes traz o método de correção, necessário para os vasos de recepção se conectar e serem incorporados nos vasos de GAR. Assim, as “nações do mundo”, aqueles que não têm uma centelha de doação, realizam um trabalho importante quando se conectam aos vasos das primeiras três Sefirot.

A mesma coisa acontece conosco. Como nós podemos atrair a Luz se não estivermos conectados ao Rabi Shimon, ao Baal HaSulam, ao Rabash e outros grandes Cabalistas, ou em outras palavras, aos Partzufim, Sefirot, aos níveis espirituais? Nós nos conectamos a eles a fim de receber poder deles, de modo que eles agirão sobre nós e nos unirão. Quando eu leio um texto Cabalístico, tento me conectar com seu autor. Afinal, ele é o superior para mim e por ele a minha conexão com a Luz flui. Não se trata de certa pessoa que já viveu; eu quero me conectar com a fonte da Luz, e sou atraído ao elo, ao mecanismo espiritual pelo qual essa conexão continua.

Quando eu desenvolver meus vasos espirituais, juntamente com a Masach (tela), quando eu conseguir me conectar com o mundo espiritual, eu vou ver o Cabalista em sua forma espiritual, como um Partzuf. Agora, ele é o autor do artigo ou o autor do livro para mim. Esta é a singularidade do nosso mundo: aqui nós podemos usar textos, que na verdade ainda não entendemos, e podemos nos conectar com a espiritualidade através de tais dispositivos externos. O Cabalista me convida, cuida de mim, e eu tento segurá-lo. Assim, nós estamos numa relação de garantia mútua.

Quanto às “nações do mundo”, elas também não vão receber a correção de uma só vez. Sua função é se unir, ajudar, para ser incorporadas nos vasos de GAR. Este é um trabalho muito sério, graças ao qual Hochma se revela nelas. É por elas que toda a Luz é revelada.

Ainda que, de acordo com o valor oposto entre as Luzes e os vasos, isso só seja revelado pela primeira vez nos vasos de GAR e apenas por enquanto, no caminho para o fim da correção. No final, tudo é preenchido com uma simples Luz, como se diz: “e todos Me conhecerão, do menor ao maior”. E não haverá nem um grão de desejo que não receberá satisfação completa. Uma vez que todos os grãos estão incluídos um no outro, cada um deles, cada alma individual, atinge Ein Sof (Infinito).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

A Garantia Mútua É Simples

Dr. Michael LaitmanToda nossa correção é para alcançar a conexão de todos os vasos quebrados. Então, nós vamos corrigir o vaso geral. Esta conexão deve ser perfeita, especial e diversificada. Nós não estamos apenas montando um quebra-cabeça, uma imagem bidimensional.

Afinal, nós entendemos que pela quebra os vasos foram incorporados uns nos outros, e não há uma parte quebrada que não inclua todos os outros vasos. Portanto, cada parte está separada do todo, uma vez que perdeu a capacidade natural de estar com os outros. Esta é a parte quebrada nela. Agora, com a ajuda da Luz superior, ela deve adquirir esta capacidade por si mesma.

No passado, eu sabia que estava conectado a várias partes ao meu redor, assim como em um quebra-cabeça comum. Eu tinha que conviver apenas com aqueles que estavam próximos a mim, e isso tudo prometia ser bom para a nossa “área”.

Mas agora tudo é diferente. Agora eu estou incluído em todos. Isso significa que eu tenho que participar da conexão entre todos, da conexão entre cada duas partes diferentes. Pense apenas que mecanismo nós estamos falando: todas as suas partes estão integralmente conectadas entre si, em toda a sua diversidade, em todos os setores, em todas as direções. Não podemos imaginar ainda como tal coisa é possível.

A fim de ser capaz de iniciar esta reunião que inclui medidas, exige-se uma percepção emocional e participação mútua em centenas de bilhões de opções; essa ideia nos é apresentada na forma da lei da garantia mútua, que devemos manter mesmo no nível mais baixo; na verdade, para começar, eu não tenho que manter contato com todas as outras partes, que não são realmente sete bilhões, mas uma quantidade infinita, já que todo mundo está incluído em todos e cada conexão com outra pessoa imediatamente se transforma no mundo de Ein Sof (Infinito).

A lei da garantia mútua, o formato no qual os Cabalistas nos trazem o método de conexão, é um método simples que pode ser facilmente realizado, e que nos permite realizar simples ações graduais em nosso caminho para a correção sem sermos confundidos. Hoje, nós não podemos lidar com o nosso “mecanismo” interno, que vamos alcançar mais tarde de acordo com o princípio “De Suas ações devemos conhecê-Lo”. Em vez disso, nós estamos lidando com coisas acessíveis, externas que podem ser identificadas a fim de avançar.

Esta é a garantia mútua: sem entrar em coisas internas, que possam me impedir de corrigir a mim e ao mundo. Eu só preciso ser responsável pelo que está acontecendo entre nós. Nós devemos considerar o método da garantia mútua como uma oportunidade maravilhosa. Os Cabalistas nos trouxeram intencionalmente o método de correção nessa forma simples.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/12, “A Arvut (Guarantia Mútua)”

Os Devedores

Dr. Michael LaitmanPergunta: A divisão em partes internas e externas entre “Israel” e as “nações do mundo” deve ser mantida quando o mundo inteiro atingir o fim da correção?

Resposta: Não. As letras da palavra hebraica “Israel” significam Li Rosh (eu tenho uma cabeça). Esta é a ordem da correção geral, aquela que é evocada e a qual é dado um desejo especial chamado “Israel”, e ela deve cuidar de todo o mundo servindo como elo entre o Criador e os seres criados. Não é um desejo comum já que o “ponto no coração” o gerencia pela conexão com o Criador. O atributo de doação foi inserido neste desejo, a parte posterior de Nefesh da Santidade. Este é o significado de “Israel”, Yashar El (direto ao Criador). Não se trata de certas pessoas, mas sim de um tipo especial de desejo que está conectado ao Criador, uma vez que tem o discernimento do que é doação. Apesar de ter sido oculto e fragmentado, ele ainda existe.

Como os desejos onde esta centelha (o discernimento de doação) não existe podem ser corrigidos? É possível se eles adicionarem Israel como sua “cabeça”; se as duas partes se conectarem e trabalharem juntas.

O mundo inteiro é a essência do desejo de receber que deve ser corrigido. Mas ele só pode fazê-lo através da conexão com outro desejo onde há uma centelha de doação. Portanto, as “nações do mundo” não são obrigadas a se corrigir. Por outro lado, sentem tristeza e dor, pois “Israel” não as corrige.

Este é o lugar de onde deriva o ódio que o mundo sente em relação a Israel. Claro, ninguém percebe isso, mas inconscientemente, de acordo com sua natureza, essas pessoas o sentem e expressam suas reivindicações abertamente.

A correção é o papel daqueles que pertencem a “Israel”. Eles têm que corrigir a sua atitude para com as nações do mundo o mais rápido possível. Na verdade, não há nada a corrigir em “Israel”, exceto a parte das “nações do mundo” neles. Se “Israel” processar corretamente esses desejos neles, elas vão entender como tratar os outros. Falando em termos cabalísticos AHP de Bina explica a Bina a forma como ela deve tratar ZON.

Assim, devemos primeiro corrigir “as nações do mundo” em nós, nossa parte externa, que nos permitirá conectar com a parte interna do mundo. Esta é a ordem da correcção. É nosso dever, e se não fizermos esforços para realizá-lo o mais rapidamente possível, os problemas logo chegarão. Chegou a hora, e as nações do mundo vão começar a nos pressionar, uma vez que a inclusão mútua que foi criada como resultado do exílio lhes permite sentir que Israel lhes deve.

Diz-se: “Por que foi chamado Monte Sinai? Uma vez que o ódio das nações do mundo desceu dele”. “Uma vez que Israel recebeu o método da correção. Então de onde é que todos os nossos problemas vêm? De Israel, uma vez que ele não cumpriu o que recebeu”. O método da Torá, obriga-nos imediatamente, enquanto a força superior gerencia as nações do mundo, e assim seu ódio é justificado.

Mas nós estamos avançando “contra a corrente”, esperando que os problemas desapareçam por si mesmos, sem a correção da nossa parte. É um absurdo. Afinal, estamos lidando com a força que evoca a correção. Não devemos nem pedir ou orar para que o ódio que as nações do mundo sentem por nós desapareça do mundo; só devemos nos esforçar para que ele seja corrigido. Aqui, também, não é porque seja um fenômeno desagradável, mas, pelo contrário, temos que ser gratos por ele, já que ele nos incita a nos voltar para o Criador.

Portanto, é um paradoxo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/06/12,“A Arvut (Guarantia Mútua)”

Revelação Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que existam 300 pessoas no grupo. Cada uma delas deve encontrar seu lugar no trabalho externo com as massas?

Resposta: Esta não é uma exigência. Há uma parte potencial definida que deve se revelar.

Diz-se que três milhões de pessoas deixaram o exílio egípcio, mas havia apenas 600.000 almas de homens entre as idades de 20 e 60 anos, aqueles que eram realmente fortes, homens em sua natureza. Isso é apenas um quinto.

Portanto, se apenas cerca de um quinto, um quarto, ou mesmo um terço do grupo puder se reunir numa equipe forte (isto ainda vai exigir o apoio de todos os outros), então é o suficiente para todos eles, mesmo os mais fracos, sentirem a atração, a sua atitude, sua ascensão para o nível seguinte. Todo mundo, conforme sua força; não há nada que você possa fazer. Toda sociedade humana é organizada como uma pirâmide.

Da “Discussão sobre Workshops” 27/05/12

O Que Um Eletrocardiograma dos Desejos do Coração Revelaria?

Pergunta: O que é a Shechiná?

Resposta: Shechiná são todos os desejos criados pelo Criador unidos em um desejo equivalente, que se funde com o Criador no mesmo tipo de doação como Ele é. Ou seja, o desejo de desfrutar está totalmente corrigido para doação.

Mas em relação a nós, a Shechiná “está na poeira”. O Criador criou o desejo de desfrutar, e o trouxe para a correção final: o ultimo, terceiro, estado corrigido que já existe. No entanto, nos sentimos como se estivéssemos fora da Shechiná, a tal ponto que estamos ocultos por dissimulação, o engano e o nevoeiro.

Portanto, sentimos como se nós não pertencessemos a esse desejo comum corrigido e nós precisamos trabalhar duro para nos unirmos com ele. Imagine que todo mundo está completamente corrigido, menos você, e você vê o mundo completamente corrompido. Portanto, você deve corrigir a sua percepção e se juntar ao resto do mundo, a Shechiná. [Leia mais →]