Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Não Em Quantidade, Mas Em Intensidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “600.000 almas”: Na minha opinião, existe de fato apenas uma alma no mundo… Todavia, dizer que há 600.000 almas e centelhas de almas parece como se ela fosse dividida pela força do corpo de cada pessoa. Em outras palavras, primeiro, o corpo se divide e completamente nega a si o brilho da alma, e pela força da Torá e da Mitzva, o corpo é purificado, e conforme a sua purificação, a alma comum brilha sobre ele.

Você tem que fazer um esforço para reunir todas as partes quebradas. O número das partículas é 600.000, mas na verdade eu não as reúno pela quantidade, mas pela sua intensidade. Não se trata de números, mas de quão firmem nós nos “agarramos” uns aos outros – este nível de realização é chamado de 600.000, visto que pela conexão e poder da união nós subimos desde o nível de ZON ao nível de Arich Anpin.

Hoje, não podemos imaginar esse estado na Luz verdadeira, e assim o descrevemos de diferentes maneiras. Na verdade, o Baal HaSulam escreve sobre o assunto para nos dirigir corretamente de várias maneiras. Eu sinto 600.000 almas porque estou quebrado, mas se eu não estivesse quebrado, tudo o pareceria para mim como uma formação integral. Eu sinto a intensidade da minha atual existência neste mundo e não na vida eterna, porque eu não alcanço o nível das 600.000 almas, eu não evoco ZON para alcançar o meu Gmar Tikkun (o fim da correção), o nível de Arich Anpin.

Por um lado, eu sigo o caminho correto da correcção, e por outro lado, ainda não percebo a realidade em que existe apenas uma alma com a intensidade de 600.000, o que significa que ela é atingida 620 vezes mais do que o Criador tem dado. Se a critura sente que está doando ao Criador ao receber, a intensidade da satisfação, sua inteligência e sentimento crescem: “Quanto eu recebo, de quem estou recebendo, quão grande é o amor entre nós”. Assim, o vaso é evocado na criatura, o qual é 600.000 vezes maior do que o anterior e onde a intensidade da Luz é 620 vezes maior do que antes.

Assim, a fim de alcançar o discernimento correto da realidade em Gmar Tikkun, nós temos que ver o nosso estado atual como dividido em 600.000 partes e sob 6.000 anos – níveis, na intensidade de uma “vela muito fina” em vez da Luz plena de NRNHY, que é 620 vezes maior do que o estado inicial.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/12, Baal HaSulam “600.000 almas”

Da Multiplicidade À Unidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam: “600.000 almas”: Diz-se que há 600.000 almas, e cada alma se divide em várias centelhas. Nós temos que entender como é possível para o espiritual se dividir, uma vez que, inicialmente, apenas uma alma foi criada, a alma de Adam HaRishon.

Por um lado, a pessoa vê a imagem de um mundo perturbado e dividido, e por outro lado, é claro para ela que ela é a único que está quebrada e dividida internamente e é por isso que ela vê o mundo dessa forma. Diz-se que por meio da correção, a pessoa inclina a si e o mundo inteiro ao mérito. Quando eu chegar ao meu Gmar Tikkun (fim da correção) privado, devo ver o mundo inteiro como corrigido. Agora, quando olho para mim, eu vejo que o mundo é corrupto; é assim que minhas falhas o descrevem para mim. Mas quando eu me corrijo, eu inclino a mim e o mundo inteiro ao mérito, porque eu e o mundo que eu vejo é a mesma coisa. O mundo é a essência dos meus vasos.

E o que dizer das outras pessoas? Será que elas existem ou não? Será que elas também vão atingir o Gmar Tikkun ? Ou será que o Gmar Tikkun depende apenas de mim e os outros só me ajudam ao longo do caminho? Isso seria justo para todos? Será que os outros não existem e eu estou me deparando com meu vaso quebrado que é descrito para mim como pessoas egoístas que se opõem a mim? Isso significa que eu só tenho que anexá-las a mim?

Em suma, onde o geral e o particular se encontram aqui? Será que é realmente meu vaso diante de mim e não há mais nada no mundo, exceto uma única alma na qual a Luz, o Criador, deve ser revelado?

Isto significa que se eu penetrar mais profundamente em minha alma, eu vou descobrir o vaso – na união de todas as suas partes, em cooperação espiritual mútua com o Criador. O retrato imaginário do mundo com bilhões de pessoas vai desaparecer e através da conexão de todos numa só alma eu vou ver que não há outro além Dele.

Até então eu vou perceber o mundo como dividido em partes independentes, e em muitas almas separadas.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/12, Baal HaSulam “600.000 almas”

Igualdade Para O Objectivo Final

Dr. Michael LaitmanSe o meu objectivo é a conexão, eu vejo tudo no mundo como fragmentos da quebra que se afastou de mim apenas na medida em que serei capaz de recolhê-los e juntá-los novamente. As partículas não têm de ser idênticas de forma a conectarem-se. Pelo contrário, elas têm de ser diferentes!

Se existir um positivo num local e um negativo noutro, se existir mais aqui e menos ali, então existe uma conexão entre as partes. Um grande pode dar a alguém que é pequeno, e um pequeno pode receber de um grande. Se ambos forem perfeitamente iguais, o que eles poderão dar um ao outro, como serão capazes de conectar?

É a igualdade que leva à separação! Portanto, como nós podemos atingir a igualdade geral? Aqui começamos a perceber que o conceito de igualdade não se refere a atributos, pensamentos, desejos ou acções idênticas, mas antes é expressa em atingir o objectivo. É pelo objectivo que nós todos nos ligamos e em relação a ele somos todos iguais.

Nós nunca seremos capazes de ser iguais se não nos conectarmos ao Criador e O considerarmos como o nosso objectivo. De acordo com isto, eu começo já a recrutar forças, para encontrar o que é o método de conexão, procurar formas de me conectar com outros; eu examino tudo o que acontece no mundo como uma oportunidade que me é dada a cada momento de forma a elevar-me acima do meu ego, acima das forças de separação, para alcançar a conexão geral.

Nós só podemos nos conectar como iguais quando o Criador está entre nós e é o objectivo de nossa coenxão. Portanto, diz-se que a condição de: “Israel, a Torá e o Criador são um só” determina a direcção correcta para a correcção.

Ao querer conectar e alcançar a igualdade absoluta, mas ao mesmo tempo para que cada um mantenha a sua singularidade e os seus próprios atributos individuais, nós nos conectamos como um corpo. O Criador, a Luz superior, tem de dar a este corpo vida de acordo com a lei de equivalência de forma.

Muitos desejos conectam-se num corpo espiritual, num Partzuf, sob uma Masach (tela), de forma a criar a adesão geral com a Luz. Então, existe o Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) com a Luz na cabeça do Partzuf e é criada a formação chamada “alma” (Neshama). Ao mesmo tempo, todas as partículas individuais mantêm a sua singularidade natural nos seus pensamentos e desejos e operam como órgãos num corpo, à medida que todos fazem o seu trabalho e se conectam com outros de forma a alcançar o objectivo geral, a vida espiritual. Esta vida é equivalência e adesão com a Luz.

Aqui a fórmula “O amor cobrirá todos os pecados” é activada. Os pecados permanecem, as diferenças entre nós são mantidas, e nessa base todos julgam e se justificam a si próprios. Claro, ele acusa os outros, uma vez que “a pessoa julga de acordo com os seus próprios defeitos”. Mas pela conexão nós percebemos que todas as diferenças entre nós nos vão, na verdade, ajudar a alcançar uma conexão maior se conseguirmos preencher a conexão num nível superior ao elevar-nos acima de todas as diferenças entre nós.

Se nós simplesmente apagarmos as diferenças entre nós, não teremos base para a conexão, não teremos nada para dar um ao outro. Todos precisam dar aos outros, aparecendo como seu “negativo” em relação a um “positivo” e recebendo dos outros como um negativo de um positivo.

Isto significa que nós somos todos diferentes! Mas se nós fizermos isso sob um “guarda-chuva de amor”, então todos serão iguais. Quando um bebé sorri para a sua mãe, ela está pronta para lhe dar o mundo inteiro. Diz-se “o amor cobrirá todos os pecados” e se houver amor, então ele conecta-nos todos numa rede. Então conectamo-nos acima de todas as falhas por uma causa e a alcançamos.

Este é o método que nos foi preparado pela Luz, através de muitas acções preliminares. A Luz criou um desejo e trabalha nele reduzindo-o e fazendo-o atravessar todos os degraus, quebrando-o e criando os mundos de BYA de Santidade e de impureza e o “primeiro homem”, Adão, que também está quebrado.

Apenas hoje, nesta nova era em que toda a humanidade se encontra, começamos a correcção do mundo, de modo que em vez de um mundo terrível e aterrorizante, cujas doenças e corrupções crescentes são reveladas dia após dia, veremos diante de nós o mundo de Ein Sof (Infinito).

Da Lição de 25/5/12, Escritos do Rabash

Eu Me Conduzo Com A Ajuda De Duas Rédeas

Dr. Michael LaitmanA pessoa precisa se ver como um ponto que recebe tudo de fora. Os amigos e o mundo em geral, e até mesmo o inanimado, vegetal e animal, são todos partes da minha alma. Tudo isso é uma Malchut (reino), um Kli (desejo/vaso), um homem que fica diante do Criador.

Portanto, na medida em que tento conectar o entusiasmo e as impressões que chegam agora até mim a partir dos amigos, não anulá-los, nessa medida eles se tornam reais, pois eu junto partes de minha alma a mim. Então, eu adquiro um novo intelecto e emoções, como resultado da conexão do Kli quebrado.

É proibido extinguir qualquer estado. Nós precisamos nos elevar acima e examiná-lo de um nível superior; esta é a abordagem correta. Portanto, não importa como eu me sinto durante o workshop: bem ou mal, pois de qualquer forma devo me elevar acima de tudo, e esclarecer de onde os sentimentos vêm e porque, e em seguida continuar. Nós precisamos reunir e acumular as impressões mais positivas e negativas, a fim de avançar acima deles.

Eu devo, de antemão, concordar com todos os estados que chegam, já que a minha autoanulação será construída acima de todos esses estados. Tudo o que eu atravesso é necessário para me ensinar a assumir o controle de todos os meus estados, e acima deles para me conectar com os amigos, apesar da minha rejeição. A coisa mais importante para mim deve ser a conexão que vou conduzir aparentemente através de duas rédeas, e todos os meus sentimentos e experiências estarão em segundo plano. O final de um ato está no pensamento inicial. Se a pessoa se comporta desta maneira, ela utiliza corretamente todos os seus discernimentos.

É proibido dexiar que o seu cavalo fuja, seja para a esquerda ou direita. Há um objetivo na frente de você e você precisa constantemente examinar a si mesmo de acordo com ele: se você se desviar para a esquerda, você precisa adicionar da linha certa, e se você se desviar para a direita, você precisa adicionar da esquerda linha. Tudo é determinado apenas pela direção do objetivo, e o objetivo é a unidade. Nós não vemos nenhum outro objetivo na espiritualidade que não seja o ponto de unidade, Arvut (garantia mútua).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Unidade Dividida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “600.000 almas”: Na realidade, não existe nada no mundo além de uma única alma, que é dividida pelo egoísmo do homem em 600.000 partes e uma infinidade de centelhas espirituais.

Uma única alma unificada foi criada, e nada mais. Só ela existe, e nós estamos sempre dentro dela. E se nos parece que não é assim, é porque somos falhos. Para mim, o vaso geral se divide em meu “eu” e os “outros”, em vez de aparecer para mim como um todo integral, onde só há “nós”. E todo o meu trabalho equivale a corrigir minha própria percepção.

Até agora, eu estava num mundo cujas partes pareciam desconectadas e vazias de interconexão. É assim que sou construído no interior. É assim que sempre foi confortável para eu ver o mundo exterior, e eu estava em bons termos com ele. No entanto, hoje o mundo do lado de fora está assumindo formas diferentes: descobre-se que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão intimamente interligados. É verdade, isso não é tão importante para mim, embora a ecologia também seja importante visto que minhas ações irrefletidas evocam mudanças desagradáveis ​​nos fenômenos naturais.

Mas o mais importante é que a sociedade humana está se tornando um “mecanismo” único para mim. Dito de outra forma, hoje o mundo está sendo expresso em uma única alma, um único vaso, embora eu não queira reconhecer essa unidade. Eu vejo que entro involuntariamente no mundo, que a realidade, literalmente, me “empurra” para dentro, embora isso seja contra a minha vontade. Eu quero continuar sendo um egoísta, mas a realidade da alma única está sendo revelada para mim.

Assim, a imagem do mundo quebrado só está sendo retratada no “espelho curvo” da consciência humana imperfeita. Quanto mais rápido nós entendermos isso e corrigirmos nossa percepção, mais rápido iremos alcançar o sucesso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/12, “600 almas”

Crescer Dentro E Para Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o elevador pelo qual avançamos ao centro do grupo?

Resposta: Eu subo ao absorver os desejos e aspirações de todos os amigos. Eu me subjugo e elevo os outros, vendo-os como mais importante do que eu, e graças a isso, eu recebo o poder deles.

Este poder me empurra e me permite aderir ao centro do grupo corretamente. Primeiro, ele me ajuda a imaginar este centro, pois estou sempre confuso e continuo perdendo esse conceito. Eu tenho que segurá-lo como a uma mira e constantemente me corrigir.

Nós começamos a partir deste ponto central porque vamos lidar com isso o tempo todo. Nós crescemos apenas na sua base, a partir deste ponto e subindo cada vez mais. O crescimento não representa simplesmente uma altura física, mas uma concentração cada vez maior da conexão interna.

Portanto, nos futuros workshops nós temos que esclarecer o que significa um desejo, um sentimento e uma realização, como eles estão conectados e de que forma, para que possamos atingir nossa raiz neles, o Criador.

Este é um trabalho prático que temos que executar toda a nossa vida e não somente nos workshops. Eu estou constantemente num workshop comigo mesmo: antes da aula, depois da aula, 24 horas por dia, a fim de conectar “Israel, a Torá e o Criador”. Eu tenho que ouvir os amigos, e não apenas quando eles dizem certas palavras, e ouvir o que seu coração diz. Eu recebo todas estas impressões através do centro do grupo, através de todos.

O Criador nos trata como um sistema corrigido, mas eu não posso vê-lo desta forma. Em vez disso eu o julgo de acordo com as minhas deficiências. Se eu corrigir um pouco o meu defeito egoísta, vou me unir ao conceito corrigido do grupo, como o Criador o vê. A fim de fazer isso não há necessidade de esperar o momento específico do workshop: toda a nossa vida é um workshop chamado trabalho interno, a obra do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

Meu Amigo É Um Representante Do Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós trabalhamos durante o workshop, como podemos ouvir um ao outro?

Resposta: Um amigo pode dizer coisas que eu posso ou não entender. Ele pode dizer coisas que eu acho que são grandes ou talvez algo tolo. De qualquer forma, agora eu o percebo como uma manifestação de um representante do Criador: o Criador está me influenciando através dele.

Se eu sou repelido pela aparência ou expressão do meu amigo, pelo real significado de suas palavras ou qualquer outra coisa, eu não posso percebê-lo ou querê-lo. E este é um exercício maravilhoso! Eu preciso superar isso! Se ele é um representante do Criador, uma vez que “Não há ninguém além Dele”, especialmente num evento como este que estamos participando, então eu preciso elevar o meu amigo e tentar penetrar a essência espiritual através dele, que está apresentando tudo isso a mim e também se apresenta desta forma. Eu devo me elevar acima de mim mesmo a um estado onde vou perceber tudo como bondade absoluta, doação absoluta, uma qualidade espiritual absoluta – a despeito do que estou sentindo internamente, apesar do fato de que eu não tenho isso.

E é uma coisa muito boa que essas duas qualidades estejam se manifestando em mim: a minha atitude egoísta para com meu amigo, quando tudo que eu vejo nele não recebe qualquer crítica, e por outro lado, quando eu o trato mediante a fé acima da razão, como representante do Criador, porque nada deve vir de alguém no mundo que possa ser mau ou imperfeito. E se isso existe em mim, então é meu; eu estou olhando para ele com meus próprios olhos.

É por isso que, se eu sou capaz de observar esses dois estados em mim, então eu já fiz certo trabalho espiritual. Nós devemos unir todos os maiores e menores estados críticos com relação uns aos outros, e teremos um vaso comum (Malchut, que está no fundo e consiste apenas de coisas desagradáveis), e ele vai ficando mais brilhante e pior em nós, e seremos capazes de continuar subindo em direção à Keter sobre ele. Então, vamos chegar a essa distância entre eles, tal tensão, que será igual ao estado em que a Luz Circundante for se transformar em Luz Interna e brilhar lá. Então, nós iremos adquirir o primeiro grau espiritual.

O que isso faz? Nós elevamos MAN à Malchut do mundo de Atzilut, que nos conecta juntos, e lá nós estabelecemos a nós mesmos pela primeira vez como recém-nascidos. E uma pessoa não pode nascer sozinha, mas apenas um mínimo de dez pessoas.

Uma Vida E Uma Oração Comum Para Todos

Dr. Michael LaitmanO centro do grupo é o ponto em que nos tornamos livres de todos os fragmentos da quebra e queremos nos concentrar apenas em nossas centelhas, unindo-as. E quanto mais buscamos unir estas centelhas, mais alto subimos na escada espiritual.

Devido a estes esforços, nós revelamos uma nova profundidade do desejo em nós, e uma Luz maior é revelada na união das centelhas. A conexão das centelhas é a “Reshimo de Hitlabshut“, e a profundidade do desejo, acima do qual queremos nos conectar, é a “Reshimo de Aviut “. Assim, nós começamos a nos conectar em nosso primeiro Partzuf espiritual comum, no qual sentiremos uma só alma.

A primeira vez nós sentiremos a nós mesmos na realidade integral, onde estamos todos conectados, e dentro dela sentiremos a vida espiritual: um por todos. Como se diz: “Não há nenhum outro além do Criador”, um por todos: um pensamento, uma Luz, um sistema unificado. Nós sentiremos a nós mesmos vivos dentro de uma força superior.

Então, nós começaremos a reconhecê-la cada vez mais, distinguindo mais recursos nela, atitudes diferentes em relação a nós, relativo ao tamanho do Partzuf. Mas o primeiro ponto, a partir do qual temos que começar, é o ponto da nossa união, chamado de centro do grupo. Ele é composto de dois elementos: o primeiro é a superação do nosso egoísmo, a Reshimo de Aviut, e o segundo é o nosso desejo de se unir por meio de nossas centelhas, o que determina a Reshimo de Hitlabshut.

Se eu acomodá-los corretamente, um em relação ao outro, isso é chamado de fé acima da razão. Tudo se resume a uma realidade, um único estado. A fé é a centelha de conexão, e o conhecimento é a força do desejo egoísta, acima do qual queremos construir nossa conexão.

Não importa se falhamos em alcançar o desejado e em nos conectar no centro do grupo. O principal é o quanto de esforço nós investimos. A quantidade de esforços determina o sucesso.

Nós nunca alcançaremos o sucesso diretamente através de nossas ações, mas só atrairemos a Luz até nós, de modo que o Criador termina este trabalho para nós! Afinal, “um prisioneiro não pode libertar-se da prisão”; tudo acontece devido a ajuda do Alto, através da oração e da resposta a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

De Um Ponto Até O Criador

Dr. Michael LaitmanO Zohar nos fala das maneiras como nos conectamos, as quais criam o vaso de percepção. Através da nossa conexão de diferentes maneiras, nós descobrimos o Criador. O Criador não tem forma nem imagem. Sua forma é a extensão e o modo de nossa conexão. Se nos conectamos, adquirimos o atributo do Criador, a Sua forma.

A princípio, o Criador foi revelado no ponto inicial da criação: Malchut de Ein Sof (Infinito). Não havia conexão lá, mas apenas um ponto, um desejo. Então, esse desejo se desenvolveu sob a influência da Luz e recebeu todos os seus atributos. Mas ele ainda era um, até que a oposição da Luz em todos os seus atributos opostos surgir nele.

Ao nos conectar, nós descobrimos as formas da Luz, as formas do Criador. Portanto, estar conectado também significa que estar aderido ao Criador com o atributo de amor e doação.

A forma como nos relacionamos é a forma do Criador que descobrimos. A intensidade da nossa conexão é o nível em que descobrimos o Criador. O Criador se revela na conexão entre nós.

O desejo permanece o mesmo desejo que foi criado no início, como um desejo específico. A luz quebrou-o em muitos desejos separados. Ao conectá-los nós descobrimos a Luz 620 vezes mais forte em qualidade do que antes: nós descobrimos o pensamento, a mente, o pensamento da criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/12, O Zohar

A Reserva Comum De Energia Espiritual

Dr. Michael LaitmanNão importa o quão difícil pareça ser a realização espiritual; na realidade, não há nada mais simples. Imagine um sistema que seja completamente unificado, saudável, conectado entre todas as suas partes, nos mínimos detalhes. Tudo funciona em harmonia absoluta e aspira a uma única meta – tudo se destina à conexão, a fazer uma análise comum; em outras palavras, ao Criador que existe entre nós.

Nós O revelamos como uma consequência da harmonia que surge entre nós, através de nossos esforços constantes para nos conectar harmoniosamente. Como resultado do encontro da harmonia dentro de nossos desejos, nós revelamos a Luz que os preenche.

O Criador está em nós! Nós estamos no mundo do Infinito. Portanto, vamos pelo menos revelar o primeiro grau deste estado perfeito, o menor e mais fácil dos graus. Revelá-lo significa corresponder-se a ele, tornarem-se iguais em qualidades, atingir o equilíbrio com a Luz que preenche pelo menos o primeiro grau: Nefesh de-Nefesh de-Nefesh do mundo de Assiya.

Para isso é necessário atingir a igualdade de todas as partes do vaso comum. Mas como isso pode ser alcançado quando a igualdade não pode ser medida? A única coisa que pode ser medido é a diferença entre um e outro, o delta. Mas quando as coisas são idênticas, nós não conesguimos avaliá-las, porque perdemos a escala para medi-las. Como pode duas cores absolutamente pretas ser comparadas, ou como alguém pode comparar branco com branco? Nós precisamos de certa diferença para avaliar as coisas.

No entanto, nós devemos verificar a nossa igualdade, porque se eu não sou completamente igual a outro, eu não posso considerá-lo meu amigo, eu não estou conectado a ele por uma conexão mútua, aberta. É por isso que precisamos de duas qualidades: recepção e doação. Eu devo doar ao grupo como alguém grande em relação àqueles que são pequenos, dando-lhes a grandeza da meta, o reconhecimento da importância do Criador e amigos. Por outro lado, eu devo me rebaixar na mesma medida em relação a eles, a fim de receber a influência e apoio deles, à medida que os percebo como os maiores da geração.

Em outras palavras, eu alcanço o máximo de doação e o máximo de rebaixamento de mim mesmo. Esses dois extremos levam a minha igualdade. Eu não posso construir a igualdade sozinho, apenas considerando-me igual: esta igualdade não vale nada. A igualdade só é revelada como conseqüência de dois estados extremos: o mais alto e o mais baixo.

Quando todos no grupo agem da seguinte maneira: no máximo e no mínimo, dando tudo para o grupo e recebendo a força, o despertar, e a inspiração deles, então, é como se eles estivessem se conectando por um único tubo (canal) aberto. Antes, nós estávamos acostumados a nos conectar uns com os outros através de tubos, através dos quais fluia a energia, mas agora, todos eles se fundem e nós temos um grande lago; um reservatório comum está sendo descoberto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash