Revelação

219.01Não existe um estado verdadeiro na minha atitude em relação a um amigo que eu possa medir com alguma “régua” fixa e objetiva. Tudo é medido em relação a mim.

Quem decretou que isto é assim e aquilo é assado? É sempre uma pessoa que mede. Existe alguém além de um ser humano que possa me dizer o que as coisas são e como elas são? As unidades de medida são sempre definidas por mim.

Mas quando adentro a espiritualidade, à medida que a alcanço, já sei o que alcanço, onde estou, o que constitui o lugar em que me encontro e o que ele abrange. Ou seja, ao sentir, sei exatamente o que estou sentindo. Recebo definições, uma compreensão de como essas coisas são chamadas. Percebo coisas que nunca tinha visto antes, mas as reconheço instantaneamente: “Ah! Isto é isto, e aquilo é aquilo!” Sei o que é porque a conquista também é compreensão.

Então a linguagem dos ramos me é revelada. Não preciso de um tradutor no mundo espiritual para traduzir minhas novas sensações desse mundo para a antiga linguagem do mundo material.

Pergunta: Isso significa que estou vendo a verdadeira imagem da realidade?

Resposta: A verdade é definida como o estado em que eu avalio tudo com meus Kelim (vasos) corrigidos, mas eles são meus.

Da Lição Diária de Cabalá 19/05/26, Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”