O Instrumento Para Medir O Prazer
Pergunta: É possível construir uma intenção baseada unicamente em sua correspondência com o desejo?
Resposta: Uma intenção não pode existir sem um desejo; ela é medida pelo peso, pela magnitude do desejo. A luz superior chega a Malchut, que possui cinco tipos de Aviut (magnitude do desejo).
Malchut entra em contato com a luz superior e, dessa interação, emergem cinco tipos de luz refletida, cada um correspondendo ao nível específico de Aviut com o qual Malchut rejeita a luz direta. A luz direta chega como um todo único e indiferenciado, mas, como Malchut possui cinco níveis de Aviut, cria cinco tipos de luz refletida.
Em cada uma delas, examina-se o quanto se pode receber em prol da doação (manipulando um tomate de uma maneira, um pepino de outra, arroz de uma maneira, carne de outra), e de acordo com isso, recebe-se. Portanto, dizemos que existem cinco Sefirot no Partzuf.
O que são as Sefirot ? São cinco tipos de equivalência com o Criador. Como minha natureza é dividida em cinco partes, medimos tudo por meio de Aviut; não temos outro instrumento de medida. Eu doo através da minha Aviut, recebo através dela e desfruto através dela. Não tenho outra ferramenta de medida além de Aviut.
Aviut representa o grau de prazer contido no meu desejo de receber. Às vezes estou de bom humor e pronto para devorar uma refeição farta: bebida, frango, tudo. E às vezes estou num estado em que, mesmo que um jantar maravilhoso me seja servido e eu esteja com fome, não consigo me obrigar a comer.
Ou seja, avaliamos a Aviut não pela minha fome ou pela quantidade de prazeres que tenho à minha disposição, mas sim pela intensidade com que sou atraído por eles. Essa é a medida da avaliação, pois somente assim posso proporcionar prazer ao anfitrião.
Como estou em frente ao anfitrião, sinto tanta vergonha que, em vez de apreciar as iguarias, começo a odiá-las. Sinto dor por causa delas, até mesmo ódio por elas. Chego a um estado de “estender” minha Aviut em prol do anfitrião, porque, para ter a oportunidade de lhe oferecer algo, preciso ter apetite. Há muitas variações aqui, muitas relações entre as luzes e os vasos.
Da Lição Diária de Cabalá 06/06/26, Rabash, “Por que a Torá é chamada de ‘Linha do Meio’ na Obra? – 1”