Aja Com Base Na Razão
Em nosso trabalho de baixo para cima, não devemos sofrer uma descida, pois “somos elevados à santidade, e não rebaixados”. Simplesmente adquirimos um grau cada vez mais elevado, mesmo que às vezes nos pareça que estamos entrando em um grau pior, inferior, em nossas sensações.
O fato é que nossas sensações estão no desejo de receber, em nosso ego, e, portanto, medimos, pesamos e determinamos aquilo que existe em nosso egoísmo. Assim, essa sensação não é direcionada ao propósito da criação.
Posso estar me elevando em relação ao objetivo da criação, mas, dentro dos meus vasos egoístas de recepção, sinto que não tenho nada. Se não tenho nada, parece-me que estou mais distante do propósito da criação, pois o objetivo é que eu tenha tudo! Mas esse “tudo” está nos vasos de doação, enquanto nos vasos de recepção não tenho nada.
Portanto, se uma pessoa analisa seu estado com intelecto, ela pode justificar o Criador. Contudo, se ela é incapaz de justificar o Criador ou controlar seu estado, ela o avalia de acordo com suas sensações — às vezes se sente bem, às vezes mal.
Se ela determina seu estado de acordo com seu humor, não pode ser considerada nem uma pessoa justa nem uma pecadora. Deve ser tratada como um animal, pois um animal age unicamente com base nas sensações, enquanto um ser humano age com base no intelecto.
O que significa, com base no intelecto? É necessário que o intelecto controle as sensações. Claro, uma pessoa não é uma máquina; ela tem intelecto e coração. Mas sua correção consiste no fato de que a avaliação na escala de “verdade-falsidade” é mais importante para ela do que a avaliação na escala de “doce-amargo”.
Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”