Textos com a Tag 'Trabalho'

Trabalho Rotineiro Não Traz Benefício

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá),” Item 14: Isto é porque o trabalho nas Mitzvot entre homem e Deus é fixo e determinado e não é exigente, e o indivíduo facilmente se acostuma com isso e tudo que é feito por hábito já não é útil.

Mas as Mitzvot entre homem e homem são irregulares e se modificam, e demandas o rodeiam onde quer que ele se vire. Portanto, a cura delas é muito mais certa e seu objetivo é mais próximo.

Nós não podemos alcançar o Criador. Não podemos senti-Lo e verificar se estamos agindo corretamente ou não em relação a Ele, ou como Ele reage. Enquanto nosso desejo não estiver realmente pronto, não estamos preparados para ouvir, ver, ou senti-Lo em qualquer forma.

Mesmo para atingir o primeiro nível de espiritualidade de Nefesh de Nefesh exige-se a preparação de um desejo completo do nível de zero com suas dez Sefirot. Mas não sabemos como nos aproximar, como começar, como passar através pela metade ou um quarto do caminho a fim de preparar um vaso dessa maneira.

Nós nunca temos a capacidade de sentir o Criador e a Sua atitude em relação a nós antes de nos tornarmos prontos para este tipo de conexão. Portanto, nós trabalhamos com o vaso quebrado que nos foi dado. Através da nossa reunião de suas partes, conectando-as sob a forma correta e, relacionando-se uns aos outros com uma verdadeira intenção, descobrimos nossa conexão com o Criador através das intenções de doação e conexão com nossos amigos.

Através das relações mútuas com os amigos, eu alcanço um vaso que é mais vinculado, mais complexo, mais conectado, e dentro dele, descubro o Criador. Nós não temos nenhuma possibilidade de trabalhar diretamente com o Criador, mas somente através da correção do vaso no qual esclarecemos nosso relacionamento mútuo com os amigos, todos os seus prós e contras, e entendemos apenas como reagir e nos comportar para conseguir a conexão correta.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Arte No Trabalho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O trabalho interior é uma questão de constantes esclarecimentos internos. É possível amá-lo?

Resposta: Um bom trabalhador é chamado de um artista que gosta do seu trabalho e não pelo pagamento. Ele precisa de recompensa só para o avanço, mas para ele não é a coisa principal.

Ele realiza ações difíceis e desagradáveis, mas ama o seu trabalho e recebe prazer dele, que ele pode descobrir apenas através do trabalho duro e esforços.

Isso é chamado de arte, caso contrário, é apenas um simples ato de trabalho por recompensa. O que é considerado é apenas na medida em que você aprecia o trabalho que o Criador lhe dá. Portanto, nós precisamos honraro Faraó.

Tudo depende disso, com o que você se identifica. Pode ser que eu só queira me sentir bem e nada mais me preocupa. Ou o contrário, não importa o que eu sinto, mas eu preciso saber a essência das ações que agora estou passando. A partir disso, eu quero receber satisfação.

Isso significa que eu não estou preso nas sensações de dentro do meu desejo de receber, mas à idéia, à meta e à missão, o que me traz satisfação. Nisso, eu mudo de uma forma de satisfazção para outra e me desprendo do sentimento de dificuldade no trabalho e da escuridão e me prendo à grandeza da meta; especificamente dentro da maior escuridão, eu sou capaz de ver a maior Luz e a maior satisfação.

Eu mudo a essência interior da ação, e, em vez de prazer, que é recebido dentro do ego, eu recebo prazer da minha conexão com o Criador. Portanto, é apenas de dentro da maior escuridão, da Machsom (barreira) que eu não posso atravessar, e do Masach (tela), que está entre eu e o Criador, em que estou interessado, que eu posso justificar isso e me transformar para ser como isso.

É especificamente por isso que eu me torno independente em Gmar Tikkun (fim da correção) por me diferenciar completamente do Criador e me aderir o a Ele acima de todas as diferenças. Assim, dois opostos se conectam.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, O Livro do Zohar

Verdade E Benefício

Dr. Michael LaitmanPergunta: No início o nosso trabalho é cansativo, e depois ele nos mantêm ocupados e toma conta de nós…

Resposta: Isso depende de sua habilidade. Se você se torna um especialista em sua ocupação, o trabalho é um prazer para você. Quando você aprecia o que está fazendo e seu trabalho não é sentido como um fardo, mas como prazer, como auto-expressão, então você não se sente cansado, como verdadeiros artistas que adormecem sobre o cavalete por exaustão física e não porque eles se desinteressaram pelo trabalho.

Pergunta: Às vezes eu estou tão cansado que, sem conexão com a elevação espiritual e a atividade do grupo, eu sinto que sou como um servo que não precisa de nada. Como é possível passar para um estado de cooperação mútua?

Resposta: Nós precisamos trabalhar em conjunto com todos, e isso é tudo. Eu sei que não há nenhuma outra maneira, e parece-me que não posso concordar com isso, é difícil para mim, eu faria tudo diferente, mas não há escolha, é necessário; existe um objetivo maior.

Não pode ser que vou avançar para a verdade porque ganho algum benefício com isso. Verdade e benefício não existem juntos. Benefício é apenas para o meu ego.

O objetivo maior nos obriga a avançar. Nós damos contentamento ao Criador com isto; nós nos elevamos ao nível Dele.

Procure obrigações com relação ao grupo, no que se refere aos amigos, na responsabilidade por todos; atinja este nível, não se rebaixe. O Criador lhe dará todos os tipos de efeitos colaterais. Suponha que agora vocês estão fazendo uma coisa boa juntos, Ele irá empurrá-los para um trabalho melhor, melhores salários, melhores condições e assim por diante.

É impossível aceitar isto como caridade ou pagamento. Há apenas uma recompensa: eu quero descobrir a característica de doação e amor como resultado do meu trabalho. Portanto, tente sempre se aproximar cada vez mais da propriedade de doação.

Trabalho Em Escrever As Letras Do Trabalho

Dr. Michael LaitmanTodos os mundos, os Partzufim, e as Sefirot são revelados na conexão entre nós. Tudo isso começa a partir do nível de embrião, onde a pessoa trata a todos como se ela mesma não existisse. É como a restrição, a auto anulação. O ego é restringido, como se não existisse e, portanto, a pessoa é incorporada em seu ambiente como um embrião em sua mãe.

Isso não acontece de uma só vez, já que primeiro a pessoa tem que passar pelos três dias da absorção do sêmen. A auto anulação não é suficiente aqui, já que é apenas uma forma de não perturbar o superior. No entanto, a fim de ser incorporado Nele e me tornar um embrião que se adere à parede do útero, eu tenho que passar pelos três dias da absorção do sêmen. Embora eu me restrinja, eu tenho que tomar as três formas de ascensão, a linha direita, a linha esquerda e a linha média. Eu também me anulo diante delas e aceito a dominação do superior.

O superior é o grupo para mim. Nós não procuramos superior em algum lugar lá no céu, mas apenas em nosso ambiente. O ambiente pode me tratar bem ou mal, não importa. Eu estou pronto para me anular perante ele com relação a tudo o que acontece, já que estou aderido ao grupo na fé acima da razão, e entendo que este é o meu nível superior. O Criador se vira para mim através dos amigos.

Assim, os três dias da absorção do sêmen passam e se eu estou pronto para me anular perante o grupo, eu continuo a me desenvolver. Isso requer também a auto anulação. O embrião se anula constantemente, mas com isso eu começo a sentir a influência do grupo. Os amigos podem não sentir o que eles me dão, como no exemplo do rabino Yossi Ben Kisma e seus alunos, mas eu recebo verdadeiros discernimentos espirituais através do mundo inteiro, através de tudo o que me rodeia.

Após os primeiros 40 dias, eu atinjo o nível de Bina. Este período é chamado de quarenta dias da criação do embrião, já que desse momento em diante eu começo a tomar a forma do futuro ser humano. Bina desenha a primeira forma do Criador para mim. Assim, o período de desenvolvimento do embrião espiritual continua com todos os preenchimentos que ele recebe. A principal coisa é nos anularmos constantemente durante este período. Quanto mais eu me anulo acima do meu ego, mais preenchimento eu recebo. Meu preenchimento é a minha luta interior, superando o meu ego, que se transforma nas letras do trabalho.

Minhas letras do trabalho, ou seja, o meu preenchimento, são adicionadas à forma de HaVaYaH. O desejo começa a se dobrar, a fim de aceitar a forma de um futuro ser humano. Assim nós começamos nosso caminho espiritual.

Eu acredito que o exemplo da mãe que ensina seus filhos a serem bons, jogar gentilmente, e seguir o exemplo dos adultos, é um exemplo muito bom. Se quisermos nos tornar aquele que se assemelha ao Criador, temos que seguir o Seu exemplo. O Criador é bom e benevolente, e eu também tenho que provar que sou bom com as pessoas. Se eu realmente desejar isso, eu vou descobrir uma resistência interna cada vez maior por parte da minha natureza a isso, e ao superá-la, vou começar a revelar o Criador.

Nós aprendemos sobre o Criador a partir da nossa inclinação ao mal e não recebemos qualquer forma pronta do Alto. A forma, o preenchimento das letras, é realmente as letras! Nós construímos a nós mesmos no Criador pelos nossos desejos, pela nossa auto anulação e auto submissão, e pelo desejo de se parecer com o Criador cada vez mais acima do nosso ego, que quer o oposto.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 13/02/14

Manter-se No Caminho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Dói quando a pessoa trabalha durante anos e, de repente, depois de 12 a 13 anos abandona o caminho espiritual.

Resposta: Em tais casos, nós devemos verificar por que a pessoa não pôde continuar o trabalho e qual a razão de sua saída. Talvez ela se encontrasse numa situação onde teve que se anular perante o grupo, mas não pode fazê-lo. Esta é a coisa mais difícil.

Pergunta: Mas ela ouviu falar sobre isso todos os dias durante 13 anos.

Resposta: Ela provavelmente não ouviu. Isso pode acontecer até mesmo com pessoas que estiveram conosco por mais de 13 anos. Eu sei disso por experiência própria ao trabalhar com meus alunos.

O principal é concentrar-se constantemente na meta, verificá-la todos os dias e ver se você está usando os meios que o levam a ela. Se você fizer isso, você deve concordar, apesar de suas dúvidas e contra o seu desejo.

Pergunta: Se uma pessoa tentou, buscou, esteve em diferentes lugares, e depois voltou para nós, ela ainda tem que se segurar em alguma coisa. Eu sei por experiência própria que o nosso trabalho não é fácil.

Resposta: A questão é que hoje em dia este tipo de trabalho não é mais tão complicado, uma vez que o mundo está mostrando que não há nada que ele possa oferecer. Este é o primeiro ponto

Em segundo lugar, já existem centenas de milhares de pessoas seguindo este caminho.

Em terceiro lugar, é um caminho lógico, uma vez que se desenvolve em seu coração e mente em cada nível que você atravessa, revelando toda a sabedoria.

A coisa mais importante é que hoje você pode começa a cumpri-lo diretamente em si mesmo, mas somente se realmente entende que tudo depende da conexão entre as pessoas, com base na lei do “Ama teu amigo como a ti mesmo”.

Se você chega a outro lugar, você tem que verificar isso imediatamente, pois a revelação do Criador só pode ser no atributo do “ama teu amigo como a ti mesmo”, como lemos nas fontes. O que podemos fazer para atingir este atributo? Será que nós seguimos as instruções dos nossos professores? Será que realmente executamos o que eles dizem, mesmo que seja apenas mecanicamente? Se fizermos isso, podemos continuar a verificação. Se não fizermos isso, então devemos abandonar imediatamente tudo isso.

Comentário: a pessoa ainda busca algum suporte mecânico nas Mitzvot (mandamentos) que observa.

Resposta: Esse é um problema dela. Ninguém a proíbe de fazer isso. Mas se trabalhamos para o mundo inteiro, não podemos permitir fazê-lo na forma que existe no ambiente religioso e não podemos necessariamente observar as Mitzvot tão escrupulosamente como eles o fazem. Afinal, quando uma pessoa se envolve no trabalho interno, ela está mais inclinada a enfatizar o trabalho interior ao invés do trabalho externo; é inevitável.

Se a pessoa soubesse internamente as pessoas que parecem estar observando as Mitzvot, seria mais fácil para ela entender que suas ações são vazias. Mas ela só vê a externalidade e acredita que há algo lá.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/13

Junto É Fácil Trabalhar, Sozinho É Fácil Matar O Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos superar o desejo de adiar tudo para amanhã, para a próxima lição, para a próxima Convenção? Há um sentimento de que ainda há tempo suficiente e que podemos esperar.

Resposta: É a ilusão do ego que a pessoa não consegue superar sozinha. Se você está sozinho em casa, você certamente vai lidar com diferentes questões tolas e que não vão levar a nada. Será apenas um desperdício de tempo hoje, amanhã, depois de amanhã e também em um ano e daqui a dois anos. Você nunca será capaz de usar eficientemente o tempo, enquanto estiver sozinho. É “o grupo ou a morte”.

Todos devem fazer certo compromisso que não possa ser adiado ou do qual não possam escapar. Estes compromissos devem amarrá-los aos amigos e vocês devem trabalhar em alguma coisa juntos.

Vocês devem se amarrar constantemente à necessidade de avançar de diferentes formas:

1. Compromissos de trabalho

2. Amigos

3. Vergonha de não terminar, de que todo mundo saiba e veja o que você não    terminou.

O sentimento de vergonha deve ser tão forte quanto o medo da morte. Estar entre os amigos é a única coisa que irá empurrá-lo para fazer bom uso do tempo. Se você está sozinho, e pode usar o tempo como quiser, você pode ter certeza que ele vai enganá-lo. O tempo é uma casca (Klipa) e uma força muito forte e egoísta. Ela vai atrair você para diferentes comportamentos bobos.

Mas quando trabalhamos juntos, nós, de repente, trabalhamos de forma fácil, prazerosa e agradável!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/13, O Zohar

Não Deficiências Pessoais, Mas Material Para O Trabalho

Dr. Michael LaitmanNós avançamos apenas por causa de quedas, acidentes, decepções, e a revelação de estados desagradáveis ​​que são vivenciados em nosso desejo de desfrutar. Primeiro, nós acreditamos que todos esses problemas nos dão várias forças neste mundo, então os atribuímos ao Criador.

Tudo depende em que grau a pessoa está, de que revelação. Talvez, ela se encontrava em tal ocultação que perdeu completamente a sensação do Criador e culpa o mundo pensando que são as pessoas que lhe causam diversos problemas, tanto internos como externos. Todos os problemas são apresentados no fundo do mundo material, isto é, afetando suas necessidades de comida, sexo, família, dinheiro, poder e conhecimento.

A pessoa sobe depois disso. Se ela estiver conectada com um grupo, ela pode subir pelo caminho da Luz, e se não for capaz de se tornar incluída nele, pelo menos faz isso através da participação mecânica nos estudos, em todos os tipos de ações. Ela recebe novos golpes em sua ambição e começa a vinculá-los com a sua atitude, a culpar a si mesma. Primeiro, ela acusou apenas os outros e os via como a causa do seu estado. Mas se ela avança, ela também começa a se culpar, atribuindo a si mesma o que aconteceu.

Ela se bate, experimentando um monte de estresse, e este estado pode levar um tempo muito longo. Tudo depende da inclusão da pessoa no ambiente. Se ela não está incluída no grupo o suficiente, ela pode experimentar diferentes conflitos nela e não aprender com eles. Se ela consegue alcançar uma forte conexão com o grupo, ela recebe a Luz que Corrige através dele e começa a atribuir todas as ações ao Criador. A Luz que se aproxima lhe dá essa sensação.

Então ela vê que todos esses mal-entendidos, problemas e obstáculos foram a revelação de suas propriedades internas. O culpado não era o mundo cruel e nem mesmo sua natureza má, mas apenas desejos que precisam ser corrigidos. Não há necessidade de aplicá-los a si mesma. Eles realmente pertencem a ela, mas são dados a ela para trabalhar neles.

É desejável perceber que o mal que nos é revelado não se aplica a nossa conta pessoal, mas nos é dado apenas para a correção, como material de trabalho. E se não quisermos aceitar este mal ou nos quebrarmos e esforçarmos em unir-nos com Israel e o Criador, que são um só, então começaremos a exigir e pedir ajuda para nos tirar desses estados. Então nós elevamos todos os nossos defeitos com a ajuda da tela e da Luz Refletida, que pode ser vestida com a Luz Direta.

Em todo o caminho deste mundo para o mundo do infinito, nós vamos constantemente revelar a quebra e o mal. Nosso objetivo é transformar o mal nas ferramentas para a revelação da Luz através do nosso trabalho. Nós temos que acrescentar a nossa atitude correta, os nossos esforços, a essas deficiências que são expostas pela Luz, e depois vamos revelar a bondade dentro delas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/13, Shamati # 33 “Os Lotes em Yom Kippurim e Haman

Trabalho Global Em Nossos Erros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: Qualquer um pode ver como uma sociedade grande como o estado da Rússia, com centenas de milhões em população, mais terra do que toda a Europa, inigualáveis na riqueza em matérias-primas, e que já concordou em levar uma vida comunitária e praticamente aboliu a propriedade privada, onde cada um se preocupa somente com o bem-estar da sociedade, aparentemente adquiriu a medida completa da virtude da doação aos outros em seu sentido completo, além do que a mente humana pode compreender.

Ainda assim, vá e veja o que aconteceu com eles?… Na verdade, o fato nos intriga, porque, a julgar pela riqueza do país e sua população abundante, parece irracional que chegariam a isso. Mas esta nação cometeu um pecado que o Criador não perdoa: que todo este precioso e exaltado trabalho, ou seja, doação aos outros, que eles começaram a realizar, deve ser para o Criador e não para a humanidade.

Pergunta: O que significa, “O Criador não vai perdoar”?

Resposta: Esta é a lei, cujos efeitos só podem ser revelados na forma de ruptura prolongada e destruição. Levará muito tempo para a Rússia entender a falha em sua tentativa. Já faz vinte anos que este país está passando por uma espécie de período de transição, cujo resultado começou um falso retorno à época anterior, aos dias de Stalin com a intenção de descobrir o que exatamente e em que medida eram as corrupções. Veja que enorme reviravolta eles terão que fazer para compreender e reconhecer como seguir em frente.

Os americanos e os europeus também terão que trabalhar seriamente em seus erros, até que no final todos cheguem a uma decisão comum. Entretanto, cada um segue direções diferentes e o mundo está voltando aos tempos da guerra fria com todos os seus detalhes.

Por outro lado, este século é diferente do último: hoje não há nenhum medo das grandes guerras entre as superpotências. Isso é improvável, já que com certeza levaria ao desastre e a aniquilação total. Então haverá conflitos e guerras regionais; vai haver agitação e problemas, até que todos os lados percebem que não têm nenhuma outra escolha senão cooperar integralmente.

E mais, o futuro golpe virá de uma direção diferente: social, econômica, etc.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/09/13, Escritos do Baal HaSulam “A Paz”

Aprender A Trabalhar Ignorando Os Resultados

Dr. Michael LaitmanO avanço correto de um grupo é quando ele não recebe qualquer motivação de Cima. O Criador não nos dá qualquer razão para justificar o caminho espiritual. Nós não vemos quaisquer resultados positivos em nosso estudo, na disseminação, em outras atividades, mas, na verdade, é o oposto, na medida em que descobrimos a falta total de sucesso. Então, consolidando as conexões entre nós, exigimos que o Criador seja revelado entre nós, e isso se torna o nosso combustível. Caso contrário, nós somos egoístas que são incapazes de descobrir nosso vaso, para revelar o Criador e ascender.

Nós não devemos descer aos níveis de desfrutar o nosso sucesso, o orgulho egoísta por ter trabalhado em disseminar, e medir nosso avanço pelo resultado e o número de pessoas que aproximamos da espiritualidade. Nós não queremos voltar ao nível da fanfarronice infantil. Nós respeitamos e valorizamos o estado em que não temos esperança nem domínio sobre o ego, do desejo de receber onde não há satisfação, nenhum sentimento de sucesso, alegria, nada. Nós não desfrutamos isso, pois caso contrário, essa já será uma recompensa. Há aqueles que gostam de sofrer, uma vez que isso os enche de adrenalina.

O Criador deve nos dar apenas o combustível chamado de doação em nossas ações de disseminação e não uma prova de nosso sucesso. Se formos bem sucedidos sem Ele, não vamos precisar dele. Nós devemos sentir a escuridão em nossos vasos de recepção, a fim de exigir a ajuda do Criador. Os egoístas não precisam do Criador, uma vez que quererem usá-Lo e receber uma satisfação egoísta ainda maior.

Nós não precisamos de uma satisfação, mas precisamos da ajuda do Criador em nossas ações. Nós pedimos pelo combustível que nos permite trabalhar e não precisamos de nada exceto isso. Nós nos afastamos da recompensa. O Criador oferece prazeres a nós, Sua revelação, enquanto que nós devemos colocar diferentes Masachim (telas) em nós mesmos e restringir nosso desejo. Nós estamos numa posição muito difícil. Nós temos um problema, já que o nosso carro se move para frente por si só, sem qualquer tipo de combustível, e nós precisamos apenas acertar os freios em vez de pressionar o pedal do acelerador.

Não há pedal do acelerador na espiritualidade e você constantemente pressiona os freios, mantendo, assim, diferentes tentações e prazeres de entrar em seu desejo de receber. Caso contrário, eu vou cometer um delito e irei falhar.

Nosso trabalho agora é não ficarmos impressionados com a nossa falta de sucesso, mas de ficarmos impressionados com o fato de que nos é dada a oportunidade de aproximar as pessoas da conexão de acordo com as leis reais. Se nós temos essa oportunidade, nós não precisamos de mais nada. Isso é chamado de “servo de Deus”. Nós só queremos uma chance para trabalhar, nada mais do que o “buraco de uma agulha” para que possamos colocar o fio do nosso trabalho através dele, e isso é suficiente.

Se a pessoa está satisfeita com isso e o resultado do trabalho não importa, se ela fica mais forte graças ao grupo e começa a exigir a ajuda do Criador, ela não precisa de mais nada. Os vasos de recepção estão totalmente vazios, e há apenas o grupo que, de forma  impotente e humilde, está pronto para se recompor de alguma forma com o pouco de força que lhe resta e voltar-se ao Criador. Este é o último estado a partir do qual há o grande avanço ao próximo nível, para um estado superior.

É assim que nós devemos continuar a convenção de São Petersburgo, a fim de não sentirmos qualquer sucesso em nossos vasos de recepção, mas, sim, mudarmos os nossos vasos para vasos de doação. Vamos esperar que sejamos capazes de fazer este trabalho até a próxima Convenção em fevereiro, em Israel. Este será um avanço muito significativo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/08/13

No Meio Do Fogo Cruzado

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume 2, “O Que é a Proibição de Saudar Outro Antes de Saudar o Criador, no Trabalho”: A parte mais difícil do trabalho é a ordem do trabalho que consiste em duas coisas que se contradizem, e é difícil entender como ambas podem ser verdadeiras, quando atribuímos o trabalho ao Criador, acreditando que o Criador aceita o nosso trabalho, não importa como nós o vemos.

Isso significa que não importa se a pessoa trabalha pela grandeza da razão e do entendimento, se ela atribui o trabalho ao Criador, o que significa que ela trabalha com a intenção “a fim de doar”, o Criador aceita de bom grado o seu trabalho. Isto significa que a pessoa tem que seguir a linha direita, que é considerada a plenitude, orar ao Criador, e agradecer-Lhe, mesmo que ela não encontre nenhum desejo de espiritualidade nela. Caso contrário, como ela pode agradecer ao Criador e dizer que o Criador ouve o que ela diz a Ele?

Se ela consegue agradecer ao Criador, ela sente alegria, e de “Lo Lishma (não em Seu nome), ela chega a Lishma (em Seu nome)”, e, portanto, se eleva de seu estado de plenitude. Como a gratidão que ela sente em relação ao Criador faz a pessoa sentir que é plena, e conforme a alegria que sente, ela continua, ela é capaz de subir ao próximo nível.

O estado em si não muda, é constante. Apenas a atitude da pessoa em relação a ele muda, a sua percepção dele, e isso acontece na medida em que ela esclarece e interpreta corretamente este estado, sua reação ao estado constante em que ela existe o tempo todo.

Novos Reshimot (registros espirituais) são revelados nela cada vez, e ela julga a Luz superior, o nível de doação que lhe é revelado. Portanto, ela está constantemente passando por mudanças internas, o que significa que a sua avaliação dos atributos, como doação, conexão e amor, de todos os atributos que pertencem à espiritualidade, à ideia do Criador, também muda.

Isto é revelado nos desejos (vasos) quebrados ou parcialmente corrigidos da pessoa e, portanto, todas as mudanças ocorrem apenas internamente. Portanto, tudo depende de como ela corrige seus vasos e os aproxima da Luz. Tudo depende da equivalência de forma, na medida em que os Reshimot, que são constantemente revelados, correspondem à Luz. A única maneira de torná-los equivalentes à Luz é através do ambiente, que serve como um adaptador entre os Reshimot que são revelados e a Luz.

Se a pessoa usa corretamente o ambiente e seus Reshimot, ela pode chegar à adesão com a Luz muito rapidamente em cada estado. Então, ela pode sentir que seu estado é bom. É claro que ela faz isso não para se sentir bem, mas para se parecer com a Luz e desconectar-se das análises egoístas, para se tornar verdadeiramente quem doa. Aqui ela sobe os níveis de consciência, da compreensão, e da valorização da Luz.

Nós devemos amarrar essas duas sensações juntas, os dois fatores que se contradizem, a contradição que descobrimos, e isso só é possível quando a pessoa transcende a si mesma. Por um lado, tudo é “contrário” à doação, e por outro lado, tudo é “a favor” dela, e a pessoa não sabe o que fazer. Este é o mundo; é assim que a pessoa é internamente. Portanto, como podemos amarrar esses dois opostos? É impossível, a menos que um terceiro fator venha e decida entre eles. Isso exige estudo e muita experiência, para que a pessoa entenda que esta é a única maneira de avançar.

Por um lado, ela sente um desamparo absoluto, tensão e não entende como pode sair desse estado e ser salva da ameaça do “Faraó”. Por outro lado, ela entende que não há espaço para tais estados no amor e na doação, onde tudo tem que ser agradável, bom e perfeito!

O mundo está dividido em dois exércitos: as forças do mal (conflitos, ódio e separação) estão enfrentando as forças boas e positivas (da conexão e do amor), e não há nada entre elas. Tudo isso é para que o terceiro participante venha e decida entre elas. Somente o Criador pode fazer as pazes entre as duas partes hostis, que é chamado, “Meus filhos Me derrotaram”. Diz-se: “Aquele que fizer as pazes no Céu vai trazer a paz para nós”. Isso já é um trabalho em três linhas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/04/13