Textos com a Tag 'Trabalho'

Encontre O Seu Lugar De Trabalho

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, artigo 44: E todos os elementos espirituais do inanimado, vegetal e animal desse mundo, que correspondem à Sefira de Malchut de Assiya, servem e ajudam o Partzuf de Nefesh de quem subiu lá.

Pergunta: Quais são os elementos espirituais da natureza inanimada, vegetal e animal?

Resposta: Todas as cinco fases, desde a fase da raiz até a fase quatro, conectam-se no esforço de uma pessoa. Embora nós nos esforcemos apenas no que diz respeito à intenção, apenas com relação à natureza humana em nós, há também outras camadas no desejo, em que somos controlados, não temos livre arbítrio. Estas camadas do desejo são semelhantes às nossas necessidades físicas e estão incluídas no nosso trabalho; elas agem em nós enquanto não podemos influenciá-las de forma alguma. Como Baal HaSulam disse no “Prefácio à sabedoria da Cabalá”, os elementos da natureza inanimada, vegetal e animal sobem e descem junto com o nível humano, não tendo nenhuma consideração própria.

Pergunta: Isso significa que na espiritualidade também fazemos coisas não por nossa escolha?

Resposta: Claro. A mesma coisa acontece também no nosso mundo, uma vez que é uma réplica exata da espiritualidade. Eu não preciso trabalhar na multiplicidade de forças espirituais que não pertencem ao nível humano. No nível humano, eu também tenho que primeiro esclarecer as coisas e só então executar as correções. Em primeiro lugar, eu devo esclarecer onde exatamente devo me esforçar para que possa doar e alcançar resultados reais. O mais importante é a diferenciação entre a “área de trabalho” e a “área de não trabalho” e colocar muito esforço na primeira.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Acidentes Planejados No Trabalho

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que é a Proibição de Abençoar uma Mesa Vazia, no Trabalho”: A pessoa deve acreditar que todas as descidas que experimenta são porque cada descida aumenta a necessidade da pessoa pela ajuda do Criador, uma vez que a necessidade é chamada de vaso, já que é este vaso que o Criador enche de Luz… A pessoa deve acreditar que o Criador sabe como o vaso deve ser grande de acordo com sua necessidade e desejo, e quando o Criador vê que o vaso já pode aceitar a Luz, então Ele imediatamente o enche tanto quanto pode. E a pessoa não deve se impressionar com as descidas, mas sim dizer: “a ajuda de Deus é imediata”, e deve acreditar que todas as suas descidas podem ser suficientes para ela ser um vaso e o Criador pode imediatamente preencher este desejo…

Todas as interrupções não são obstáculos, mas sim “ajuda contrária”. Todo problema deve ser imediatamente visto como a chamada do Criador querendo aproximar a pessoa Dele, evocando assim a sensação de que Ele está distante.

Então, você pode subir acima do seu sentimento de deficiência, acima da interrupção, e ansiar por adesão, pela doação. Depois de vários casos, você desenvolve energia suficiente para ser preenchido com a Luz da revelação do Criador.

Por outro lado, se você constantemente age assim, está trabalhando na “linha da esquerda”, já que trabalha apenas acima de sua deficiência e isso é indesejável. Você tem que trabalhar desta maneira somente se cair neste buraco. Você não deve ansiar apenas pela deficiência e buscá-la, mas apenas se  não tem outra escolha. Enquanto tal “acidente” não acontece, você tem que trabalhar na linha direita e constantemente ansiar por plenitude.

Plenitude significa que você não sente deficiência em nada e está constantemente em estado de Hafetz Hessed, em doação absoluta. É o Criador que traz para você tais acidentes no trabalho, o sentimento de deficiência em diferentes desejos.

Este é o nosso trabalho: você sempre dá um passo à frente com o pé direito até que o Criador o obriga a dar um passo com o pé esquerdo. Assim, você finalmente chega a um único desejo. Quando você alcançar tal vaso completo, você vai descobrir imediatamente a Luz nele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/03/13

Realização Emocional – Para Frente

Pergunta: Pode um critério de recompensa para os funcionários no local de  trabalho ser não o resultado, mas as qualidades pessoais de uma pessoa, ser  capaz de se conectar as pessoas em uma equipe?  Talvez, elas não deem resultados visíveis que poderiam ser refletidos em um  gráfico, mas mesmo assim, o clima de uma equipe depende delas.

Resposta: A atmosfera e saúde geral de uma equipe, que é sentida como “realização”, depende de quem possa vincular a equipe. “Nem só de pão deve viver o homem .” Essas pessoas, graduadas no treinamento em nossos centros, são muito  necessárias nos locais de trabalho. Uma pessoa precisa de satisfação emocional.

Outro dia, eu estava conversando com nossos representantes da Itália.  Atualmente há uma enorme taxa de desemprego. O que as pessoas estão fazendo?  Elas estão se reunindo, comprando casas, remodelando-as em prédios de  apartamentos, e convertendo-as em comunidades. Acontece que, desta forma é muito  mais fácil sobreviver à crise, problemas, e tudo mais. Além disso, elas
experimentam um conforto emocional, porque eles estão juntos: maridos, esposas e  filhos. [Leia mais →]

É Bom Em Casa, Mas É Melhor Com A Equipe

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma nova forma de trabalho foi desenvolvida, o “trabalho à distância ou teletrabalho”, quando um funcionário não vai ao escritório, mas fica em casa em seu computador e vai ao escritório algumas vezes por mês. Isso é bom ou ruim?

Resposta: Eu acho que, neste caso, a pessoa ainda vai sofrer de depressão e vazio. Ela precisa ​​sentir uma conexão integral. Trabalhar sozinha não será suficientemente eficaz. Hoje isso é relevante porque é conveniente para o empregado, o empregador e a mãe com crianças, mas este é um processo temporário.

De qualquer forma, a pessoa terá que ser integrada num sistema, quer no local de residência ou na base de outra coisa. Ela deve constantemente realizar o seu novo desejo, sentir que está dentro de um sistema integral. Afinal, o egoísmo integral que surge em nós ainda vai nos levar a isso. Não somos livres; a natureza nos desenvolve desta forma.

De KabTV “Segredos Profissionais” 03/02/13

Quanto Devemos Trabalhar?

Dr. Michael LaitmanEstudos (de RBC.ru): “No século XX, o consenso entre os empresários norte-americanos era de que fazer as pessoas trabalharem mais de 40 horas por semana era perigoso e caro. O aumento do tempo de trabalho aumenta o risco de lesões e a porcentagem de desperdícios. A produtividade deve crescer através da introdução de novas tecnologias e modernização. Quando fabricantes reduziram a semana de trabalho, seus negócios se tornaram mais produtivos e rentáveis. …

“A pesquisa mostrou que os trabalhadores engajados no trabalho intelectual são produtivos não por oito horas por dia, mas por seis horas. …

“Pesquisa feita pelas forças armadas norte-americanas mostrou que perder apenas uma hora de sono por noite por uma semana causará um nível de degradação cognitiva equivalente a um nível 0,1 de álcool no sangue…

“Cada pessoa numa sociedade civilizada moderna deveria viver utilizando os benefícios da própria civilização. Caso contrário, a vida não tem sentido. Nós temos medo do fim do mundo, sabendo que nós mesmos somos culpados por essas catástrofes que nossa natureza preparou em resposta à nossa atitude desrespeitosa. A pessoa deve ter tempo para si mesma”.

Meu comentário: Em breve ocorrerá uma reestruturação completa da nossa atitude para com o trabalho: trabalhar o necessário para prover necessidades razoáveis, cerca de duas horas por dia, e o resto do tempo será dedicado ao processo de correção de nossa natureza egoísta em altruísta pelo método da educação integral.

Cada Dia Novamente Com O Copo Vazio

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é dividido em pequenas partes que precisamos unir. Elas aparecem na sequência das Reshimot (genes informativos) que são reveladas, que temos que realizar. O papel de um homem é não se esquecer disso e tentar organizar o seu ambiente de modo que este irá constantemente despertá-lo e ajudá-lo a superar mais e mais obstáculos severos.

Ele precisa entender que a cada momento nós executamos uma nova ação e nunca repetimos o mesmo ato. Embora possa parecer que os mesmos problemas se repetem, é porque nesse meio tempo não sentimos as novas distinções em cada despertar.

Mas diz-se que nenhum momento se assemelha a outro. Assim, temos que acreditar que a cada vez trabalhamos em novas propriedades e as corrigimos. Se a cada momento nós as unimos ao grupo e dentro dele elas são direcionadas ao Criador, à adesão e correção via conexão, então assim realizamos nossas Reshimot.

E todo esse trabalho é feito por meio do fortalecimento e esclarecimentos, que se opõem aos nossos sentimentos e mente, através do constante fortalecimento do ambiente, para torná-lo mais forte, pressionando e exigindo. Se sempre nos prepararmos para as novas condições a serem superadas, isso vai nos levar ao momento seguinte; então, todos esses momentos irão se conectar e se juntar numa grande soma.

No final, todos os centavos resultam num grande tesouro. Como a parábola Cabalística onde um homem entra várias vezes no tesouro do rei com um copo pequeno, enche-o com moedas de ouro e sai. Mas o guarda que está na entrada derrama seu copo de moedas a cada vez e deixa o homem com o copo vazio. Mais uma vez ele volta ao tesouro e, novamente, o guarda derruba as moedas que estão no copo.

Isto é repetido vezes até que ele se desespera completamente. Não que ele se desespere com o trabalho em si, porque cada vez que entra no tesouro, ele acredita que é a última tentativa e que vai ser bem sucedido. Mas simplesmente o tempo atribuído a ele acabou e não depende dele, e de repente lhe foi dito: “Todo o ouro que você tirou e derramou, agora pertence a você”. Todos os centavos, todos os esforços, unidos numa grande Masach (tela), e todas as gotas de Luz fundem-se numa grande Luz.

Assim, o nosso trabalho é feito em partes; do contrário, não teríamos a força para executar tudo de uma vez. Assim, centavo por centavo acumulam-se numa grande soma. E o principal é o ambiente que está constantemente em guarda e nos lembra do nosso compromisso de juntar todos os momentos num único objetivo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/01/12

A Linha Esquerda Vem De Cima E Nos Eleva

Dr. Michael LaitmanArtigo do Rabash, “O que tu não deves acrescentar e menosprezar no trabalho”: A pessoa que quer seguir o caminho da verdade tem que permitir certa quantidade de tempo para o caminho da direita, e então precisa seguir a linha esquerda. Sobre isso, nos é ordenado que é proibido adicionar um dos caminhos mais do que o outro, e vice-versa, se a pessoa diz que hoje quer seguir a linha esquerda. O caminho da direita é chamado fase da plenitude, quando a pessoa pode ser muito grata ao Criador. Então, ela precisa mudar para a linha esquerda, para o caminho da esquerda, que é a hora de ver o seu verdadeiro estado, como lhe parece dentro da razão. Então, há espaço para uma oração, já que uma oração pertence a um lugar de uma deficiência. E quanto maior a deficiência, mais do fundo do coração é a oração. Como se diz: “Das profundezas eu chamei você Deus”. Portanto, as duas linhas tem que ser equilibradas, “até que uma terceira venha e decida entre elas”. Então, depois de trabalhar nas duas linhas, a pessoa é recompensada com a adesão ao Criador.

A terceira linha, a linha do meio, é construída pelas duas primeiras linhas. Na primeira linha, a linha direita, eu agradeço ao Criador e aumento Sua grandeza, tanto quanto puder, tanto quanto fui impressionado pelo ambiente, os amigos e o estudo e posso imaginar o Criador como grande, onipotente, bom e benevolente, e misericordioso. A linha direita é a plenitude infinita.

Em seguida, na linha esquerda, eu vejo o meu verdadeiro estado, o que significa até que ponto eu não sinto tudo isso: eu não sinto que o Criador é grande e que Ele doa e é bom e pleno.

Depois, vem a terceira linha do meu desejo de ter a chance de realmente ver o Criador como grande e pleno dentro da minha razão e realmente agradecer a Ele e não apenas na fé acima da razão. A terceira linha vem e decide entre as duas primeiras linhas e, portanto, avança a pessoa ao longo da linha média.

Em resposta a tal desejo o Criador nos dá o poder de avançar e, a pessoa O alcança. Mas ela O alcança na fé acima da razão em sinal de gratidão. Ela já pode continuar em frente, constantemente avançando ao longo das três linhas: direita, esquerda e média.

Na linha média, ela pede que sua linha esquerda seja como a linha direita. Ela sente a grandeza do Criador e sua própria baixeza, e seu sentimento de deficiência nasce a partir destas duas linhas, esquerda e direita: uma oração que é respondida por um preenchimento, a revelação da grandeza do Criador.

Suas linhas direita e esquerda são conectadas através disso e a terceira linha nasce: a linha média. Assim, a pessoa dá um passo para frente, na medida em que pode elevar a grandeza do Criador ainda mais alto, e depois mudar para a linha esquerda e ver o que parece dentro de sua razão. Em seguida, uma oração nasce nela, e ela exige a ajuda de cima: a terceira linha.

As duas primeiras linhas dependem da pessoa, e a terceira linha vem de Cima.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/10/12

Vamos Dividir O Trabalho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O particular e o geral são iguais. Se eu me conecto com uma pessoa, o general é incorporado em mim. Portanto, por que eu preciso de tantos amigos?

Resposta: Diz-se: “Na multidão do povo está a glória do Rei”. Primeiro, é mais fácil para você verificar a si mesmo se está realmente conectado a alguém ou apenas atraído por ele egoisticamente. Pode ser que exista apenas uma conexão habitual entre vocês com base em atributos ou interesses comuns.

Além disso, não pense que é mais fácil se conectar com uma pessoa do que com dez pessoas, por exemplo. Pelo contrário, é muito mais fácil se conectar com 10, uma vez que você é impressionado com a grandeza da auto-anulação de cada indivíduo, da sua preocupação mútua e seu desejo de alcançar a meta juntos. Ao olhar para eles você é “arde” e queima de inveja.

Mas se houvesse uma pessoa diante de você, como você conseguiria ver suas ações em relação a você e não em relação aos outros amigos? Você é um prisioneiro de seu ego e por isso não consegue ver o efeito desejado.

Por isso, é desejável estar num grande ambiente. No geral, o mínimo de uma maioria é dois, mas ainda é uma minoria, já que é muito pouco e neste caso você terá que trabalhar muito.

Na verdade, não é uma questão de quantidade. O que importa aqui é que você anula seu ego, de modo que começa a ver tudo que é externo a você como seu. Você anula os limites e já está fora de seu corpo. É como se seus desejos fossem derramados para fora e incluíssem o mundo inteiro dentro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/12, Escritos do Rabash

Como Trabalhar Independentemente Do Resultado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção eu sinto que o grupo é uma pequena parte de algo grande. Como nós podemos manter esse fogo também na disseminação? Como não se esquecer de que há um grupo e que há algo enorme por trás dele e que é a união dos amigos que enche o nosso trabalho de significado?

Resposta: Durante a Convenção nós sentimos uma grande força; olhamos para as telas e vemos os amigos de todo o mundo. Conosco há centenas de grupos e milhares de pessoas sentadas sozinhas que nem sabemos. É claro que isso nos permite sentir alguma coisa, mas temos que tentar receber o combustível de outra coisa – ao avançar a humanidade em direção à revelação.

Na verdade você está perguntando como podemos receber combustível. Obviamente, é a impressão de um grande grupo que primeiro nos abastece; aqui todo mundo me conhece e me incentiva, todo mundo vê o que eu faço, e juntos nós queremos mudar o mundo. Em suma, é o poder do egoísmo que está ativo aqui.

Mais tarde, a escala de valores muda em nós. Você se esforçou, agiu, mesmo egoisticamente, ao querer levar suas crenças e perspectivas ao mundo inteiro e, de repente, você descobre que está sem combustível.

É assim que as Reshimot (reminiscências) mudam. É porque não há nada, exceto o que pode mudar. Nossa Reshimo é o único parâmetro variável, o único fator que muda. E aqui ele muda de forma a permitir-lhe trabalhar de forma não egoísta, não querendo impor sua opinião sobre o mundo, provar que você está certo, e tomar o leme.

A próxima Reshimo permite pensar mais altruisticamente: “A cabeça do ângulo não somos nós e nem eu. Que ninguém saiba, nem mesmo eu, se eu alcançar algum resultado”. Esta abordagem já está mais perto da espiritualidade e essa é a maneira que você está avançado para o Alto.

Um apoio mais intensivo do grupo é necessário aqui. Se você se conectar mais com os amigos, você vai sentir que tem poderes mais puros do que antes, “eu realmente não me importo se o meu trabalho é frutífero. Assim como desportistas, eu não preciso ver o resultado. Eu quero fechar meus olhos e agir apenas numa direção, sem verificar a ‘caixa de entrada’. Eu não me importo quem me influencia e até que ponto ele mudou. Eu sinto que posso levar algo para o mundo, eu estreito a minha conexão com os amigos e vou para fora, e não há nada em resposta”.

Portanto, onde você pode obter o combustível? Afinal, numa situação como esta a pessoa permanece como um motor sem combustível. Ele não tem a força motriz; ele precisa de alguma resposta. Aqui ele começa a exigir internamente: “Eu tenho que me ver na força de doação!”. É como trocar um motor convencional com um motor elétrico, passar da gasolina para eletricidade, para outra forma de energia. Isto é o que você procura, “O desejo de doar deve ser revelado para mim! Se eu não posso trabalhar dentro do meu desejo de receber, eu preciso do desejo de doar!”.

Então, você vai conseguir.

Da Convenção na Itália 30/09/12, Lição 2

Aprenda A Trabalhar Com A Cabeça Espiritual

Dr. Michael LaitmanPrimeiro, a conexão com a Luz é feita na cabeça do Partzuf espiritual, onde ocorrem todos os cálculos. Só depois é que todas as decisões que foram tomadas na cabeça se propagam no corpo e se realizam na prática.

Na realidade não há nada além de um desejo. A cabeça é o mesmo desejo de receber que no mundo de Ein Sof (Infinito) não tinha uma mente, não tinha uma cabeça. Era apenas um desejo de receber.

Mas depois esse desejo decide que quer responder ao Anfitrião, o Criador, e para fazer isso, tem que ter uma cabeça. Na verdade, nós não precisamos de mais nada, exceto uma cabeça!

Nós repetimos as mesmas ações que ocorreram durante a propagação dos mundos, dos Partzufim, das Sefirot, e das almas de cima para baixo. Agora nós temos que repeti-las na ordem inversa, de baixo para cima, desta vez por nós mesmos. Assim, verifica-se que a nossa mente, a cabeça, cresce constantemente.

A cabeça cresce um pouco, e daí eu posso fazer um pouco mais com ela; ela cresce um pouco mais e eu posso fazer outra coisa. Assim, eu sempre cresço na escada espiritual, e minha cabeça cresce constantemente como um cone, até ser equivalente ao mundo do Ein Sof. Isso significa que agora eu tenho pensamentos e decisões que abrangem todos os meus desejos, a compreensão e realização de todas as ações.

As próprias ações permanecem as mesmas. Eu copio tudo o que aconteceu durante a descida de cima para baixo e repito de baixo para cima. Mas eu precedo tudo isso pelo cálculo pessoal, pela realização. Portanto, a subida da escada é chamada “níveis de realização”, a escada da realização.

Agora nós estamos na base desta escada e atrás de nós há toda a humanidade pronta para ascender. A única coisa que precisamos para isso é aumentar a nossa mente, a “cabeça” e começar a trabalhar com a “cabeça espiritual”. Portanto, o conhecimento que precede todas as ações é tão importante.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/09/12O Estudo das Dez Sefirot