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Aqueles Que Entram Estão Sujeitos A Sete Testes

Dr. Michael LaitmanHoje, a sabedoria da Cabalá está disponível a todos: por favor, entre, a porta está aberta! Ainda há uma barreira invisível (Machsom) que não permite que todos possam entrar. Quando nós avançamos e nos aproximar da entrada, ela nos afasta.

Nós estamos quase lá! E ainda ela nos repele novamente. Às vezes, chegamos mais perto dela e, de repente, esquecemos para onde estávamos indo. Voltamo-nos para o lado e, de repente, nos distraímos com outra coisa.

Isso significa que todo mundo que quer entrar deve passar por sete testes. A pessoa tem que passar por todos os desejos egoístas e superá-los, de modo que ela para de confiar em si mesma. Esta é a forma que permite entrar.

Em outras palavras, a porta está sempre aberta se a pessoa resiste aos testes. Nossa geração é a pior dentre todas as gerações anteriores. Diz-se “a face da geração é como sorriso de um cão”. Nós não respeitamos mais nada. Em comparação a nós, as pessoas que viveram na época da destruição do Templo eram muito delicadas e decentes. Elas aspiravam apaixonadamente à espiritualidade.

Rabash compartilhou que no início do século XX ele teve a oportunidade de ver o último dos verdadeiros judeus hassídicos de Kotzk. No final do século XIX, se a algum jovem de uma pequena cidade judaica russa ou polonesa fosse oferecido estudar e alcançar o Criador, ninguém pensaria duas vezes antes de abandonar seu estilo de vida anterior e se dedicaria a este objetivo sem hesitação.

A revelação da Cabalá surgiu em paralelo com a revelação dos desejos que caíram ao seu grau mais baixo. O mal se manifestou na forma mais terrível e não somos capazes de corrigi-lo, porque o nosso orgulho, o ódio mútuo e a inveja atingiram o seu nível máximo. É por isso que a nossa geração é aquela que a sabedoria da Cabalá foi amplamente exposta. Nossos desejos estão prontos para passar por “sete testes” e entrar nas portas da verdadeira sabedoria. No entanto, o aviso de sete testes sempre existiu.

Estes testes não estão verificando o grau dos nossos desejos, mas a sua profundidade. A maturidade de um desejo é uma condição para a sua revelação. É por isso que a sabedoria da Cabalá está se revelando apenas agora, em vez de surgir várias centenas de anos atrás. Isso é explicado pela necessidade de esperar até que os desejos desçam até a Malchut mais inferior.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Curso Do Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo físico mais próximo a mim está a uma distância de quatro horas de trem. Eu me encontro com ele uma vez por mês. Eu não vejo e não sei a tendência e a direção do avanço do grupo.

Mas a tendência e a direção do meu grupo virtual, que se reúne diariamente e vive no meu coração, eu entendo. Eu tento agarrá-lo com as duas mãos, para não me desviar e deixa-lo de lado. Isso é suficiente para o progresso espiritual, ou apesar de tudo isso, é necessário mudar alguma coisa?

Resposta: Se você está em contato com o seu grupo virtual o tempo todo e este é um grupo bom, forte, que tenta estar junto e tenta participar de todos os nossos eventos, principalmente das aulas, mesmo que não seja em tempo real, porque vivemos em fusos horários diferentes, então isso é o suficiente. Além disso, você viaja uma vez por mês para visitar o grupo físico.

Mais do que isso, ele lhe fornece uma boa indicação entre a percepção interior física e virtual. E isso é bom.

Na medida do possível, vá a todas as Convenções, porque você verá como participando dela você poderá decolar numa semana.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Terceiro Dia 04/02/14, Lição 1

Atravessar A Barreira

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós vamos a um grupo, nós temos um anseio por alguma qualidade inexplicável. Então nós começamos a sentir alguns gostos e entendemos que somos atraídos à característica de doação. Mas quando você diz: “Tentem sentir todos como um”, então ficamos com muito medo. Há um desejo de fugir, sem saber para onde, porque este estado nos pressiona por trás.

Resposta: Isso é muito bom porque não há nada mais oposto à nossa natureza do que a qualidade de doação e amor. Nós temos muito medo dela, não a queremos, e quando chegamos lá, nós viramos e voltamos.

Pergunta: Como podemos ajudar uns aos outros, pois você realmente não pode sequer ajudar a si mesmo?

Resposta: Somente o grupo pode direcioná-lo de modo que você atravesse a Machsom. Eu gosto muito do exemplo dos filmes de Harry Potter, da Plataforma 9 3/4. Para alcançá-la, eles devem passar através de uma barreira que separa entre a 9ª e a 10ª plataformas. Então, a mãe de uma das crianças aconselha Harry: “Tudo que você tem a fazer é ir diretamente para a barreira. Não pare e não tenha medo de que você vai batê-la, isso é muito importante”. Isto é, você não deve ver este obstáculo, ele não existe, e assim você vai atravessá-lo.

Pergunta: Mas como é possível não vê-lo!

Resposta: Vocês não têm uma conexão. Se vocês se conectam e se unem entre vocês, o obstáculo desaparece. Quando vocês se dissolvem no Grupo de Dez, a parede também se dissolve.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Três 04/02/14 Lição 1

Em Prol Do Avanço Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, # 25: “Coisas Que Vêm do Coração”: Sobre as coisas que vêm do coração, entram no coração. Assim, por que nós vemos que mesmo se as coisas já entraram no coração, ainda caem de seu grau? Por que vemos que, mesmo se as coisas entram no coração de uma pessoa, ela ainda cai de seu nível espiritual? Nós vemos que mesmo se uma pessoa é impressionada com o que o professor lhe transmite, ela ainda cai do nível em que recebeu a Torá, a intenção e os pensamentos do professor.

A questão é que quando a pessoa ouve as palavras da Torá de seu professor, ou seja, a sabedoria de seu professor, ela imediatamente concorda com seu professor e resolve observar as palavras de seu professor com o seu coração e alma, porque realmente quer que isso seja cumprido. Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos que vagam pelo mundo, isto é, pelos desejos, pensamentos e planos das outras pessoas que lidam com todos os tipos de absurdos e não o desenvolvimento espiritual neste caso, e ela e sua mente, seu coração e sua vontade são anulados perante a maioria, ou seja, as condições do ambiente em que se encontra.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito, eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles… O que isso significa? Se eu estiver num ambiente externo, é o Criador quem joga comigo e me coloca lá em diferentes condições externas para que eu possa ficar mais forte no que diz respeito às decisões internas que já fiz, apesar das influências externas que aparecem.

Suponha que eu estou no meu caminho de volta para casa depois da convenção e quando entro no avião já estou sob o domínio de um ambiente externo. Será que eu consigo permanecer na mesma condição interna que senti durante as três convenções – concentrado, focado no objetivo, sentindo-me contente e sentindo meus amigos – quando estou em condições externas que me pressionam? Se eu consigo, é um estado em que controlo o mundo lá fora; se eu não consigo, significa que o mundo lá fora me controla.

Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos, ou seja, a sociedade em geral, lidando com bobagens. Portanto, se ela não consegue superar a si mesma, seus pensamentos, desejos e coração obedecem a maioria.

Superar a multidão consiste de duas partes.

Primeiro, quando eu percebo que estou separado do apoio dos amigos, eu me alieno internamente e fico longe deles.

Em segundo lugar, eu não vejo mais que tudo é gerenciado pelo Criador e que os pensamentos da multidão são enviados a mim de propósito para que eu possa estreitar a conexão com o grupo, com as fontes, ainda mais do que antes, e considerar o efeito externo como jogo do Criador. Afinal, Ele me envia “ajudantes”, guardas que querem me derrubar da montanha que fui subindo no meu caminho para o Criador, mas eu continuo em frente, segurando com os dentes para me manter acima da água e na direção certa. Não importa qual for a influência do ambiente, eu não vou com a corrente, mas sim remo em direção ao meu objetivo.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito…

Afinal, o Criador trabalha para a pessoa através de todo o mundo! Se eu justifico o mundo porque ele realmente funciona para me ajudar a avançar, isso significa “julgar o mundo à escala de mérito”.

Mas se eu não consigo julgar o mundo inteiro à escala de mérito, o que significa atraí-lo em minha direção, percebendo que o Criador me envia esses obstáculos de propósito para que eu possa avançar com mais força; se não consigo me conectar com meus amigos e com a meta com mais força, então o mundo se torna externo e o Criador desaparece com ele. Se eu me esqueço de que Ele é o único que organizou tudo e penso que o mundo me influencia, por si só, o Criador desaparece com ele e eu fico sob o domínio do mundo. …eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles, ou seja, a pessoa se desvia do objetivo.

Então, quando a pessoa subjuga os desejos do mundo que a rodeia, ela é levada como ovelha ao matadouro. Ela não tem escolha; ela é obrigada a pensar, querer, desejar e exigir tudo o que a maioria exige, ou seja, ela está sob o domínio da sociedade externa. Isso também é sob a autoridade do Criador. Ela não deve pensar que qualquer coisa diferente Dele opera aqui. Mas este é um controle completamente diferente, não “eu vou apressá-lo” (Achishena), mas “em seu tempo” (Beito). Ela, então, escolhe seus pensamentos estranhos e seus anseios repugnantes e desejos, que são estranhos ao espírito da Torá. Nesse estado, ela não tem força para subjugar a maioria, e vai junto com a corrente, como o resto do mundo.

Em vez disso, há apenas um conselho então, apegar-se ao seu professor e os livros. Isso é chamado de “Da boca dos livros e da boca dos autores”. Ela tem que segurar com os dentes às lições e às fontes e escolher o que é mais perto dela e o que a impressiona mais fortemente. Pode ser um determinado artigo ou uma passagem do TES, uma canção, qualquer coisa. O que importa é que isso deve fortalecer a sua conexão com a nossa sociedade. Somente aderindo-se a eles, ela pode mudar sua ideia e vontade para melhor. No entanto, argumentos espirituosos não vão ajudá-la a mudar de ideia, mas apenas o remédio da Dvekut (adesão), pois esta é uma cura maravilhosa, na medida em que a Dvekut a corrige.

Apenas enquanto a pessoa está dentro da Kedusha (santidade) ela pode discutir consigo mesma e entrar em polêmicas inteligentes que a mente necessita que ela deva sempre andar no caminho do Criador. Mas tudo isso é um disparate. Entretanto, a pessoa deve saber que, mesmo quando ela é sábia e tem certeza de que já pode usar essa inteligência para derrotar a Sitra Achra (outro lado), ela deve ter em mente que toda a sua sagacidade e belas conclusões, o estudo e o acordo com os amigos, que tudo isso é inútil. Este não é um armamento que consegue derrotar a guerra contra o desejo, pois todos esses conceitos são apenas uma consequência que ela alcançou após a referida Dvekut.

Tudo depende de quão fortemente a pessoa se prende ao grupo. Afinal, ela tem que falar com seus amigos ao telefone, contatá-los na Internet, preparar algum material para eles, participar do trabalho diário. Se ela não fizer isso, nada vai ajudar. Nós somos os únicos que precisam de disseminação e não aqueles a quem nós disseminamos. Ela nos obriga a estar em constante movimento e melhorar. Esta é a única maneira que podemos avançar!

O que eu digo é baseado em minha experiência pessoal. Infelizmente, eu posso pensar nas 30-40 pessoas que uma vez eu levei ao Rabash que também se envolvem na Cabalá até certo ponto agora, mas você pode sentir o que significa estudar Cabalá sem avançar quando você fala com elas.

Em outras palavras, todos os conceitos sobre os quais ela constrói seu edifício, que dizem que a pessoa deve sempre seguir o caminho do Criador, fundamentam-se na Dvekut com seu professor. Assim, se ela perde a fundação, todos os conceitos são impotentes, pois agora vai faltar a fundação. Por isso, ela não deve confiar em sua própria mente, mas unir-se mais uma vez aos livros e autores, pois só isso pode ajudá-la, e nenhuma sagacidade e inteligência, pois elas não têm vida.

Em princípio, este artigo diz que tudo o que é enviado para nós na vida é enviado intencionalmente pelo Criador, e não devemos esquecer isso. Nós temos que tirar proveito de todos os obstáculos, a fim de avançar e ficar mais forte em nosso avanço.

Na verdade não há interferências. Todos esses obstáculos e barreiras são um trampolim. Se os vencermos, vamos avançar; se não, isso significa que vamos ter que superá-los indiretamente. Tudo depende da nossa participação.

A questão é que não nos são dados quaisquer obstáculos de cima que não possam ser superados. A Luz Superior opera de uma maneira que é adaptada para cada um de nós de acordo com as circunstâncias pessoais. Todos os obstáculos que encontramos são sempre adaptados às nossas capacidades. É o ego que temos que corrigir no próximo nível. Se a pessoa se lembra disso, ela se adere mais fortemente ao avanço em direção ao Criador, o professor, os livros e o grupo.

Assim, ela não é controlado pelo ambiente externo, embora esteja em boas relações com ele, mas internamente ela é fiel a si mesma e ao ambiente. Além disso, de forma gradual e sem palavras, ela começa a influenciar o ambiente de modo que, de repente, ele começa a mudar.

Vamos manter a conexão entre nós, de modo que a impressão da semana que passamos unidos, sentindo plenitude entre nós, e num estado maravilhoso só fique mais forte! Afinal de contas, cada um seguirá o seu caminho e cada um receberá suas interferências e nós temos que manter o espírito da garantia mútua, e nos comprometer que nada vai nos separar do grupo e que vamos superar todos os obstáculos e sentir que estamos juntos como se nunca tivéssemos ido em nossos próprios caminhos.

Se as interferências não nos puxarem em direções diferentes, vamos sentir ainda mais forte a conexão entre nós, e isso é realmente o que precisamos. Se pudermos fazer isso, então não há palavras que possam descrever o nível a que vamos subir imediatamente. Nós podemos cumprir o nosso sonho na semana que vem! Se todos nós, independentemente da distância entre nós, pensarmos no fato de que nossos amigos devem permanecer conectados, assim como estão agora, nós podemos ter certeza de que o Messias virá. A palavra Messias deriva da palavra hebraica “Moshech”, “puxar”, e a Luz Superior revelada completa todas as correções, tirando a pessoa do seu ego para a adesão completa com o Criador.

De uma Lição em Russo 07/02/14

Questão Proibida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a sua interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é , quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar sua alma, e realizar os menores esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito: (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, fazendo assim, a pessoa também faz os filhos de Israel se elevar na interioridade e exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a externalidade, reconhecer e admitir o valor dos filhos de Israel.

Pergunta: Existe a interioridade e existe a exterioridade. É claro para mim. No entanto, eu não entendo o que significa preferir um em detrimento de outro.

Resposta: Existe uma alma e existe um corpo. Aqui “corpo” não é usado no sentido físico da palavra. No nível falante, o corpo é o desejo de receber. O que é um ser humano em primeiro lugar?

Não é um corpo físico. Mesmo um macaco tem mãos e um galo tem pernas. Os seres humanos ficam acima do nível animal porque têm a capacidade de alcançar o Criador. Mesmo que os seres humanos pertençam ao nível animal, eles ainda têm um potencial adicional: o desejo de procurar o Criador.

Nós somos “macacos estranhos” que têm horizontes ilimitados de desenvolvimento.

“O que você está procurando em nossa floresta”, questionam os macacos; “Você perdeu alguma coisa?”.

“Eu estou procurando meus irmãos. Eu quero encontrar o pai”.

“Aqui está o seu pai, você não vê?”.

“Não. Eu estou procurando a fonte da vida. Há algo faltando em minha vida. Eu quero saber por que eu vivo. Há algo além de bananas lá fora? É difícil para mim permanecer sem procurar”.

“Sem o que …?”

“Eu mesmo não sei ainda, mas tenho que encontrar um sentido na vida. Minha existência não tem gosto sem sabor”.

“Tente estas bananas maravilhosas!”

“Isso não vai funcionar! Eu ainda tenho um desejo que está além de ter apenas o sustento”.

Este desejo adicional é chamado de “o Homem” (Adão). Nossa busca interna aborda a aspiração de se tornar semelhante (Domeh) ao Criador, às Suas propriedades e natureza.

Um macaco começa a procurar sem ter qualquer pista sobre algo. Até agora, a procura está envolta em desenvolvimento egoísta.

O desenvolvimento é rigidamente orientado para ganhar mais dinheiro, ter mais sucesso e construir mais. Este processo já se arrasta por centenas de milhares de anos: houve a agricultura, depois emergiu a indústria, interações sociais complexas, inúmeras realizações humanas, e ainda assim o macaco nunca está completamente feliz ou satisfeito.

No emaranhado de desejos dos macacos, dentro se esconde uma corrida para sentir o Criador. Mas essa aspiração é desarticulada, implícita, como se escondida sob várias camadas de roupas, outros desejos. Novas terras inexploradas e continentes parecem tão atraentes para os macacos! Macacos se esforçam para explorar o mundo e suas leis: “O que há nos céus? O que há na profundidade da terra? O que está na mente dos nossos amigos e em seus corações?” Os macacos desenvolvem as ciências e tecnologias que representam marcos evolutivos na linguagem que eles entendem.

Em essência, no mais profundo de suas mentes, por trás de todos os esforços possíveis na ciência, na filosofia, e nas mais recentes tecnologias, os macacos aspiram à revelação da fonte da realidade.

Com o tempo, os macacos se tornam muito estranhos e começam a se chamar “seres humanos”. Essa situação continua até que um desejo, antes escondido, começa a se manifestar de forma mais vívida. Então, os macacos começam a procurar certos poderes naturais; eles se envolvem em misticismo e astrologia, começam a olhar para os sacramentos, percebendo “sinais” que estão ao redor e dentro deles. Eles atribuem propriedades misteriosas para várias coisas e fenômenos e criam inúmeras teorias. Como resultado, eles ainda não encontram nada.

No entanto, o desejo mais profundo dos macacos gradualmente emerge cada vez mais. De repente, no meio de milhares de macacos altamente desenvolvidos surge um com o nome de “Adão”. Não é por acaso que seus pais lhe deram este nome em particular. Este enorme desejo recém-criado finalmente revela a força superior que iniciou toda a realidade com tudo o que já existiu.

Este homem é chamado de “o primeiro homem” (Adam Ha-Rishon), uma vez que é o único que adquiriu uma aparência humana: semelhança com a força superior. Assim, ele revelou o Criador.

Ele foi seguido por muitos outros ao longo de vinte gerações antes de Abraão. Alguns deles conseguiram atingir o nível humano.

Consequentemente, uma sede de revelar a força superior é construída neste tipo de macaco. Até agora, o seu egoísmo só o acompanhava em direção a essa força. Eles estão tentando construir uma vida melhor e tentam vários remédios, visto que o seu apelo interno ainda está escondido.

Da mesma forma, eles “enganam” as nossas crianças para envolvê-las em atividades benéficas ao colocar coisas que são boas para elas em invólucros atrativos, para que elas gradualmente se movam na direção desejada. O mesmo se aplica aos macacos: eles se aproximam lentamente da questão sobre o propósito da vida impulsionados por inúmeros desafios, desapontamentos e provocações. É assim que acontece qualquer avanço.

Na antiga Babilônia, havia grandes discussões entre as pessoas. Elas não tinham ideia de como resolvê-las. A situação tornou-se tão aguda que elas começaram a gritar: “Queremos conhecer o nosso Rei!” Estes eram macacos racionais muito avançados, progressistas. Eles levaram centenas de milhares de anos antes de proclamar seu desejo de se “familiarizar” com a força superior. Eles não eram meros idólatras primitivos, eles construíram zigurates (antigos templos da Mesopotâmia). Com a sua torre alcançando o céu, em essência, eles estavam engajados em ações espirituais que trabalham com as forças da natureza, embora egoisticamente.

Em suma, este é o momento em que começou o desejo dos macacos de revelar a força superior. No entanto, eles não sabiam como alcançá-la. Eles tinham uma longa tendência milenar de progresso técnico e social atrás deles, de modo que decidiram continuar neste caminho, mas encontraram uma crise, uma vez que é impossível alcançar o Criador desta forma.

Nós temos que entender que eles viviam muito modestamente, tinham o suficiente para comer, e todos os seus esforços eram direcionados para a realização da força superior.

Na época da Babilônia, os macacos se aproximaram do estado humano a um certo grau. Algo mudou neles. Eles começaram a aspirar à fonte, à força superior.

Desde então, o desenvolvimento de uma nova metodologia de realização foi lançado. Esta metodologia revela a verdade para nós. Não importa se a verdade é agradável ou confortável. Eu não estou à procura de conforto, mas sim quero saber.

Nós só podemos continuar este caminho de realização adquirindo um grau ainda maior de egoísmo. Isso significa que temos que passar para a próxima etapa.

O egoísmo Babilônico “adicional” permitiu que uma pequena parte (cerca de cinco mil pessoas de três milhões) triunfasse, subisse acima do seu egoísmo, se tornasse Galgalta ve Eynaim e se juntasse aos grupo de Abraão. A maioria não foi capaz de lidar com o seu egoísmo e se esqueceu do propósito de sua vida, a “torre para o céu”, isto é, a busca da força superior. Eles caíram sob o peso do amor-próprio e se espalharam por todo o mundo e continuaram estabelecendo a sua existência material.

O egoísmo amplificado dividiu-se em duas partes: interno e externo. Esse processo continua até agora: uma pequena parte, a casa de Abraão, de Israel, se desenvolve e corrige, enquanto que a parte maior (AHP) só deve ganhar a vontade de se corrigir, mas é incapaz de fazê-lo por conta própria e é corrigida unicamente através de Galgalta ve Eynaim. Isso explica por que o mundo inteiro também tem que passar por uma grande crise e muitas decepções para que, no final, eles se conectem a Galgalta ve Eynaim e a apoiem.

Como o profeta Yeshayahu (Isaías) disse, as “nações do mundo” vão levar os “filhos de Israel” sobre os seus ombros para o Templo. Elas são capazes de fazê-lo, embora não sejam capazes de se corrigir por conta própria. Galgalta ve Eynaim é um ponto de transição entre AHP (as “nações do mundo”) e a força superior.

Assim, em conjunto, ambas as partes vão atingir a correção completa.

Por que os macacos preferem a interioridade à exterioridade? Eles se questionam sobre o sentido da vida: “Por que eu faço alguma coisa? Pra que eu vivo? Por que eu desenvolvo a indústria, ciências, cultura, educação e sistemas políticos? Por que eu descubro novas terras? Por que eu conquisto o cosmos?”.

Hoje em dia, pelo menos metade do mundo passa por vários estágios de disparidade. Um grande número de pessoas está tomando antidepressivos, drogas leves ou álcool. Estes são sinais de fraqueza e desamparo. Ninguém tem uma resposta para a questão mais profunda de sempre: “Por que eu estou aqui?”.

As pessoas não percebem isso, mas sentem o vazio e a devastação. Se elas forem privadas da televisão ou de outros tipos de meios de comunicação que as confundem ainda mais, se elas se libertarem de tudo o que são forçadamente “alimentadas” de manhã até a noite, o que lhes restará?

As pessoas são obrigadas a trabalhar duro, mas é desnecessário. Trabalhando duro, elas são propositadamente distraídas da grande questão evocada pela natureza. Hoje, esta questão torna-se muito perigosa. É como um jogo que pode acender um fogo em todo o mundo.

Ninguém quer ouvir esta questão. As pessoas têm medo da dor que carregam dentro. Quando uma pessoa se pergunta a cerca desta questão, toda a vida se transforma num grande espasmo doloroso. Quem quer isso? As pessoas estão tentando encontrar um pouco de alegria; elas não querem ficar submersas num desespero total.

As pessoas estão prontas para matar quando questões sobre o sentido da sua vida causam uma dor que não pode ser curada por qualquer medicação conhecida.

A humanidade faz tudo o que pode para evitar dores: turismo, moda, cinema, televisão, entretenimento; não há fim para as “alternativas”. Faça o que quiser, mas não desperte a angústia que não tem solução.

No entanto, a questão sobre o sentido da vida desperta independentemente de políticos ou outros profissionais que sabem como inverter esta questão de cabeça para baixo. Seus esforços não são bem sucedidos, uma vez que contradiz o propósito da criação.

No entanto, as pessoas precisam “cozinhar” e “amadurecer” internamente. Por todos os meios este processo depende da oportunidade de ter um amplo acesso à metodologia da correção que carrega um remédio pronto, uma bela vida saturada com uma sensação de eternidade e perfeição, bem como uma subida interminável para todos em vez de doenças ou o absurdo de nossa existência atual.

Por um lado, a metodologia da correção apresenta uma explicação clara da situação em que estamos neste momento. Ela explica por que essa situação aconteceu conosco e como corrigi-la. Por outro lado, ela fornece uma técnica forte e prática de correção que mostra resultados positivos imediatos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Convite Para Subir

Dr. Michael LaitmanNo mundo não há nada ruim, exceto a nossa teimosia selvagem, que devemos corrigir dentro de nós. Eu não diria corrigir, mas usá-lo da maneira certa.

No lugar onde podemos encontrar o Criador nós descobrimos Sua descida até nós, e temos que agradecer a Ele por isso, abraçar essa característica e tentar avançar junto com Ele, aceitando toda perturbação como um convite para subir. A principal coisa no nosso trabalho é a ação.

Agora, quando estamos espalhados por todo o mundo, nós nos integramos com os nossos grupos, nos misturamos com aqueles que não estão conosco, com o nosso trabalho, o estudo, com todos os problemas da vida que surgem o tempo todo. A principal coisa é aceitar tudo isso como um convite, apesar de todas as mudanças nas condições em volta, e permanecer no estado que havia na Convenção. Este é o nosso primeiro objetivo.

Você está viajando daqui para o aeroporto, embarcando no avião, voando e desembarcando: o seu país, a língua, o ruído, o barulho, tudo isso só tem a intenção de ajudá-lo a conectar-se ainda mais com os amigos. Suponha que a partir de hoje nós alcançamos um determinado nível de conexão. Não podemos atingir um nível maior. Portanto, agora precisamos adicionar a ele todos os tipos de distúrbios, a fim de processá-los mais tarde e nos tornar ainda mais próximos com a sua ajuda.

Não é importa quando será a nossa próxima aproximação, não precisa ser o encontro físico da próxima Convenção. Mas já será o suficiente para descobrir não a Luz Circundante (Ohr Makif), mas a Luz Interna (Ohr Pnimi).

O que nós alcançamos agora é algo grande. Nós realmente alcançamos um único todo. Nós entendemos um ao outro, não temos necessidade de quaisquer outras explicações. As lacunas se fecharam conosco, pensamentos compartilhados apareceram. Tudo isso está se tornando algo unificado mesmo de forma emocional e intelectual em um nível que já fala de uma compreensão do avanço.

Nós estamos juntos dentro do grupo pelo Criador. E estamos juntos fora do grupo por toda a humanidade. Se você conversar com qualquer pessoa no mundo que não estuda o nosso sistema, mas está envolvida com Cabalá, com meditação, com misticismo, com Torá, não importa com o que, você vai descobrir que nenhuma delas têm uma compreensão clara de um método para o avanço em direção ao objetivo da criação, da correção, como nós temos.

Sempre Numa Encruzilhada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 53, “A Questão da Limitação”: … Este é o significado de “Servir ao Senhor com alegria”. Isto é assim porque durante Gadlut é irrelevante dizer que Ele lhes dá trabalho para estar em alegria, já que durante Gadlut a alegria vem por si só. Em vez disso, o trabalho de alegria lhes é dado pelo tempo de Katnut, de modo que eles vão ter alegria apesar de sentir Katnut. E esta é uma grande obra.

Isso é chamado de a parte principal do grau, que é o discernimento de Katnut. Este discernimento deve ser permanente, e Gadlut é apenas uma adição. Além disso, a pessoa deve ansiar pela parte principal, não pelas adições.

Em nosso trabalho, nós chegamos a uma encruzilhada, uma bifurcação na estrada, após o qual já temos que medir os nossos estados ao longo do caminho espiritual, seja dentro do nosso desejo de receber prazer ou fora dele. Tudo depende de onde medimos o nosso estado, o nosso sucesso, o nosso progresso contínuo.

Se nós o medimos dentro do desejo, já estamos felizes com a grandeza: a altura e o preenchimento. É a linha esquerda que nos puxa para o lado do ego, de acordo com o qual aspiramos a ver e medir tudo. Na linha direita medimos tudo em relação ao grupo e o Criador.

Na linha direita, nós não percebemos o estado em que estamos e aceitamos todos os estados como o estado perfeito. Isso significa que nós não levamos nossos sentimentos em conta, não importa o que o Criador nos envia. Nós sempre medimos tudo de acordo com a doação, ou seja, fora de nós mesmos. Na linha esquerda é o oposto: eu não tenho outros pensamentos, exceto pensamentos sobre mim mesmo e sobre o que acontece comigo, e essa é a única coisa com que eu me preocupo o dia todo.

Assim, o trabalho ao longo das duas linhas é diferente e depende do que eu exijo de cada estado. Se for a linha direita, eu exijo permanecer do jeito que sou ou me preocupar apenas em como não perder o sentido de doar ao Criador através do ambiente e através de toda a criação.

Aqui eu trabalho na minha pequenez (Katnut), a fim de me tornar tão pequeno quanto possível. Eu só quero doar ao Criador tanto quanto possível e não sentir que doo ou que Ele desfruta da minha doação. Isso significa que eu diminuí a resposta em todos os sentidos possíveis, cortei todos os laços e todas as maneiras pelas quais posso obter uma resposta para a minha ação de doação, a qual eu tento aumentar o máximo que puder.

Este tipo de trabalho é em doação máxima e recompensa zero. Na medida em que posso executar cálculos limpos em relação à doação absoluta sem uma recompensa, dessa forma é medido o meu nível espiritual (como Rosh -Toh- Sof). Assim, eu já me estabilizo e começo a trabalhar mutuamente com o Criador, na medida em que o Criador abre cada vez mais oportunidades para mim.

Quando eu estou estabilizado no nível anterior, eu peço mais e mais forças, a fim de aumentar a minha doação. Claro, eu tenho que superar o meu ego mais e mais para alcançar isso e para não receber nenhuma recompensa em troca. E o que eu recebo do Criador, eu tenho a oportunidade de transformar em doação, e este é um trabalho extra para além deste trabalho. É assim que avançamos.

O problema está na verdadeira encruzilhada, na divisão que é criada. Este trabalho é repetido em todos os níveis. À medida que subimos ao próximo nível espiritual, as Reshimot (reminiscências) quebradas são reveladas e eu tenho que ficar nessa encruzilhada para ter certeza onde está a linha esquerda e a linha direita. Eu não posso simplesmente virar para a direita e não olhar para a esquerda.

Isto é impossível, porque uma linha se baseia na outra linha. Se eu seguir a linha direita corretamente e chegar a certo ponto, a linha esquerda também cresce na mesma medida, mas eu cortei uma linha da outra, e assim o “tronco” (Toch) e o “fim” (Sof) do meu Partzuf espiritual são criados. O lugar em que eu calculo coisas é chamado de “cabeça” (Rosh). Assim, eu começo a construir o meu Partzuf espiritual. Este é o trabalho espiritual prático. Isso tudo é baseado na imagem do mundo que o Criador apresenta para mim como resultado da minha atitude para com a realidade.

Pergunta: Qual é o ponto da nossa independência no desenho?

Resposta: Nós somos independentes apenas na encruzilhada, mas ela sempre existe. Nós temos que sentir constantemente que estamos numa encruzilhada, como se diz: “Eles devem parecer novos para você todos os dias”. Todo o tempo nós temos que decidir e sempre escolher a linha direita, e em vez de apagar a linha esquerda, nós devemos avançar sobre ela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/03/14

Acolha Todas As Condições De Progresso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para que o nosso pedido pela espiritualidade seja correto, nós precisamos incluir nele a conexão, a anulação mútua de um para com o outro, assim como todo o mundo para o qual podemos transmitir a nossa conexão. No que nós precisamos nos concentrar acima de tudo? Seria em nosso ataque interno?

Resposta: Nenhum ataque é necessário. Nós sempre precisamos nos fortalecer em conjunto, para que o sistema em que estamos seja integral e eterno.

Nós precisamos viver num estado de unidade e, assim, vamos entender que estamos dentro deste volume o tempo todo, que somos eternos e perfeitos! E todo o resto é desarticulado, danificado, e morto; isso nos separa da eternidade, do acoplamento perfeito entre nós. Tente imaginar onde a eternidade e a plenitude estão, onde a nossa existência está, e por que elas são diferentes, e você vai ver que estes são dois planos paralelos. Não vale a pena cair no plano inferior.

Comentário: Mas se eu não estou no ataque o tempo todo, então, aparentemente, eu caio.

Resposta: Mas não ataque. Não é necessário atacar as Klipot (forças impuras), basta entender que elas vêm para o seu bom desenvolvimento. Você pode chamar isso de um ataque, se for mais fácil para você.

Depois disso, você começa a amar as Klipot, a abençoar o mal, assim como o bem, porque tudo isso é necessário para o seu avanço. E mais do que isso, todos esses distúrbios são o motor para o nosso avanço.

Comentário: Conclui-se que nos esforçamos por causa dos distúrbios.

Resposta: Com certeza! Pois tudo isso é da nossa matéria! Isso é revelado a você cada vez mais. Imagine que o seu intelecto e o seu desejo estão se tornando muitas vezes maior, e se você usá-los corretamente, os poderes também crescem em você. É assim que você cresce.

Em nosso mundo uma criança cresce porque aceita e digere o alimento. Este processo muito complicado também é construído sobre os problemas de processamento, o qual é completamente artificial para ele.

Um Escudo, Nosso Caminho Seguro Para O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a ordem das ações na aquisição de novas deficiências?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que organizar um grupo e ver que criamos um determinado sistema nele. Depois nós começamos a aprender a sair do grupo para o público. No grupo nós estamos conectados de acordo com uma ideia interna, pelo nosso desejo de descobrir o Criador. Nós aprendemos este sistema a partir dos livros de Cabalá e descobrimos que deficiências devemos ter, o que exatamente vamos sentir quando descobrirmos o Criador, a força superior, e o que vamos ver e entender.

Nós aprendemos o que significa a revelação do Criador; o que significam as Luzes de NRNHY e os vasos de Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut; o que são os níveis do superior e do inferior, e as fases de Ibur (concepção), Yenika (sucção) e Mochin (mente). Assim, nós nos preparamos para a revelação, recebemos o conhecimento de como atrair a Luz que Corrige, e também desenvolvemos os nossos sentimentos a fim de ansiar pela Luz que Reforma, pela correção. É assim que trabalhamos no grupo.

Mas se quisermos expandir a nossa deficiência, porque vemos que isso não é o suficiente, não podemos ficar apenas dentro do grupo. Nós podemos estudar e “estufar” desta forma entre nós por mais dez ou vinte anos e nada vai mudar. Esta é a razão pela qual o Criador abre vasos externos para nós e por isso nós vamos até eles. Nós começamos a estudar o método de educação integral, workshops, jogos, mesas redondas, etc., e assim saímos para o público.

Ao trabalhar com o público, nós realmente preenchemos o sistema espiritual que conecta os três níveis: o inferior, o superior e o superior do superior, e assim entendemos melhor o que fazemos. Nós nos incorporamos nos desejos do público e queremos ter êxito. Assim, nós sentimos um sofrimento adicional porque queremos doar às pessoas e fazê-las se sentir melhor. Nós sentimos que estamos interessados ​​nelas, visto que investimos nossos poderes nelas.

Além disso, o Criador providenciou razões diferentes para irmos ao público. Não importa se é por razões corporais ou espirituais. De alguma forma, Ele nos mostra que nós precisamos do público e que é ele o nosso escudo e o nosso caminho para o futuro. Os Cabalistas nos aconselham e a vida também nos mostra que temos que nos envolver com a disseminação. Assim, nós devemos constantemente ansiar pela expansão de nossas deficiências, no grupo e com o público, para aprofundá-las e esclarecer que forma elas devem ter e, assim, pudermos avançar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/14

Uma Manobra Indireta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos acelerar o desenvolvimento do desejo? Dizem-nos que devemos nos unir e que sequer entendemos isso, mas ainda assim não queremos.

Resposta: O desejo é desenvolvido pela Luz que Reforma. Se esperarmos por ela, será “em seu tempo”. Se você quer que aconteça mais cedo, você deve atrair a Luz para o desejo.

Pergunta: Mas e se uma pessoa ouve a mensagem, mas ainda não tem o impulso interior de realizá-lo? O que ela pode fazer?

Resposta: Ela ainda deve se incorporar na sociedade e, assim, o desejo virá. A sociedade irá afetá-la pela Luz e ela vai querer agir.

Problemas no mundo corporal também são resolvidos de forma semelhante, dependendo de qual sociedade a pessoa se encontra. De uma maneira ou de outra, o ambiente atrai a Luz, seja numa boa direção ou não. Uma pessoa não desperta por si mesma e não levanta um dedo sem a Luz. Então, a questão é qual ambiente, qual sociedade els se encontra, o que significa que tipo de Luz brilha sobre ela.

Se quisermos avançar pelo caminho do “eu devo apressá-lo” e não pelo caminho “em seu tempo”, nós não temos escolha, senão estimular e evocar a Luz, então o desejo vai mudar e vamos finalmente querer nos unir.

Esta é a nossa missão e não devemos lamentar, nos vangloriar ou esperar por um milagre; nós precisamos ansiar e ser atraídos à Luz, nada mais.

Se uma pessoa tem a intenção de superar todos os obstáculos por seus próprios poderes, é pior do que estupidez. A pessoa tem que superar a si mesma para atrair a Luz, mas não diretamente: eu trabalho num grupo, no ambiente certo, na realização de diversas ações complementares, e por esta manobra indireta, sinto o desejo, e com ele sou atraído à Luz mais uma vez, e depois ela vem a mim de novo.

É necessário realizar estes ciclos várias vezes; afinal de contas, nós não podemos fazer nada por nós mesmos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 23/02/14, Escritos do Baal HaSulam