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Derech Eretz Aquecido Pela Luz

Dr. Michael LaitmanHá muitos níveis de compreensão e realização do sistema no qual a pessoa está em cooperação mútua com a força superior. É muito difícil descobrir este caminho de sofrimento que é chamado de “400 anos de exílio”, que é insuportável. Se as duas forças, recepção e doação, o Criador e a criatura, colidirem frontalmente, a criatura terá que passar por todo este caminho de novo a partir das quatro fases da Luz Direta, todo o processo de desenvolvimento. Este é um caminho terrível.

Mas nós estamos num sistema que age de acordo com determinado plano superior, onde já existe o resultado final, o ponto de partida e o estado final. Todos os Cabalistas que agiram em todas as gerações e todos os livros que eles escreveram estão incorporados neste sistema. Há pessoas que alcançaram o Criador vivendo em segredo entre nós neste mundo que estão trabalhando para aproximar mais a humanidade dessas ideias.

Tudo isso nos leva ao que é chamado de Derech Eretz (o caminho da Terra) algo que está entre o caminho do sofrimento e o caminho da Luz, o qual permite o livre arbítrio. Se avançássemos apenas pela vara, não teríamos como desenvolver a nossa mente. Nós ficaríamos ocupados apenas tentando evitar o próximo golpe que poderia vir de um lado ou do outro.

Mas, se recebermos tudo através do sistema onde existe tanto o juízo quanto a misericórdia, a combinação destas duas forças nos permite desenvolver. Como um bebê cujos pais o desenvolvem, nós vamos receber ajuda no nosso desenvolvimento espiritual. Imagine o que seria de um bebê que se desenvolvesse sem a ajuda de seus pais. Mesmo que ele pudesse sobreviver, quais os problemas e sofrimentos pelos quais ele teria que passar; o máximo que ele poderia alcançar seria uma existência animal simples, para de alguma forma viver e morrer.

Esta é a vida de um animal. A vida de um homem é baseada em receber apoio das gerações anteriores, à medida que cada uma delas se desenvolve e completa aquela que a precedeu. Os desejos humanos se desenvolvem de uma geração para outra.

Portanto, hoje nós nos encontramos num estado onde por um lado ninguém quer receber a sabedoria da Cabalá e não entende pra que precisa dela. Ninguém conhece esta sabedoria e imagina algum tipo de misticismo e milagres. Diferentes grupos têm diferentes atitudes para com a sabedoria da Cabalá, pessoas que são religiosas ou não, que pertencem à nação de Israel ou a outras nações.

Os mais teimosos são os que já assumem que estão lidando com a Torá e não precisam de mais nada. Eles se consideram perfeitos à medida que eles estudam o Talmude e observam Mitzvot. De alguma forma, nós podemos nos aproximar de uma pessoa não religiosa e explicar as coisas, já que ela sente que esta vida corpórea não tem sentido e quer revelar o mundo superior, o sistema que gerencia a vida.

Mas, na verdade, ninguém sente uma necessidade real pela sabedoria da Cabalá, incluindo aqueles em que o ponto no coração foi revelado. De repente, eles acordam e querem saber sobre ela e vêm estudar. O desejo deles, entretanto, é simplesmente um desejo de adquirir algo novo e não para alterar sua natureza para a forma oposta. Tal desejo não é natural para uma pessoa e simplesmente não existe. Porque entre qualquer pessoa neste mundo e a verdadeira ciência da Cabalá há uma divisão (parede) de ferro, que deve ser quebrada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, “Introdução ao Estudo do Dez Sefirot

A História Da Conexão Entre Nós

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos ajustar a uma força, a uma Luz, e não sair deste caminho?

Resposta: Isso só é possível através da adesão mútua dos amigos que querem esclarecer tudo apenas com relação à conexão entre si. Toda a Torá é a história dessa conexão e nada mais do que isso.

Aos poucos, nós conhecemos o desejo de receber, que a princípio parece ser bom; isso é chamado de “sete anos de saciedade” no Egito. Então, nós descobrimos que o nosso desejo é ruim. Isso é evidenciado pelas cidades de Piton e Ramsés. A posição do ego não muda, e se você se identifica com ele, você vive uma vida confortável. Mas se você se identifica com Israel, é ruim, já que o ponto que não deixa você descansar aparece e obriga-o a separar-se da atitude anterior. Assim, você não muda a realidade, mas apenas a divide e prolonga de acordo com o seu ego ou de acordo com a Luz.

Primeiro você determina que os desejos e pensamentos que lhe separam de sua propriedade são ruins. Esta abordagem é chamada de “a opinião dos latifundiários”. Depois, o mal se torna algo que separa você do Criador e isso é chamado de “a opinião da Torá”. Essas duas opiniões são opostas entre si, e a Torá nos diz como a pessoa se move de um mundo para outro. Se a pessoa determina que tudo deve existir dentro do desejo de receber, é um estado chamado de “este mundo”, o que significa o nível atual. A partir deste ponto a pessoa se move para o “outro mundo”, para o próximo estado onde tudo tem que existir no Criador.

A história do êxodo do Egito é a história geral que se repete de tempos em tempos, cada vez numa qualidade diferente, num novo nível de percepção que revela camadas mais profundas e expõe detalhes menores e uma avaliação mais precisa. Nesta história nós abandonamos o Egito, mas ainda estamos muito longe do ponto final. O Egito retorna para nós durante a peregrinação no deserto. Em outras palavras, ele retorna para nós num nível mais alto, à medida que você vê e vive o “filme”, ​​mas numa “resolução superior”. Isto ocorre junto com diferentes guerras e problemas. Tudo retorna e descobre detalhes mais sutis do nosso esclarecimento.

Tudo sempre gira num triângulo: “Eu – o grupo – o Criador”. Nós esclarecemos o ponto de unidade, a adesão entre o grupo e eu. Eu sou o vaso e o Criador é o preenchimento. Em seguida, nós examinamos o que nos perturba e o que nos ajuda. Nós estamos constantemente esclarecendo isso; nós esclarecemos os atributos necessários a cada segundo, a fim de corrigi-los e conectá-los. Com isso nós subimos a escada espiritual. Então, se você está procurando a maneira mais eficiente, só existe um lugar onde você deve se concentrar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/12, Escritos do Rabash

Seguir A Sabedoria Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlevei HaSulam (Os Degraus da Escada), Volume I, Artigo 12, “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”: Acontece que a pessoa tem que fazer um grande esforço antes de começar a estudar, de modo que seu estudo dará frutos e bons resultados. Isso significa que o estudo deveria trazer-lhe a Luz da Torá, que pode reformá-la.

Primeiro nós temos que desenvolver o desejo correto; na verdade, isso é indispensável. A pessoa chega à sabedoria da Cabala apenas com um “ponto no coração”, que não tem qualquer direção. Ela não sabe aonde chegou ou onde está, como uma gota de sêmen no útero. Neste caso, é o grupo que faz o papel do útero, e tem que “formatar” a pessoa, dar-lhe uma forma, e exercer influência. Não devemos esperar que ela atue corretamente. Nós devemos ter cuidado se ela “se exibe”, já que a exibição deveria ser do grupo.

Há aqueles que chegam cheios de energia e começam a trabalhar, para eles é realmente uma abordagem positiva, mas não é definitivamente na direção certa. E onde se pode encontrá-la? A partir de suas ações egoístas? A pessoa não teve sequer a chance de descobrir a inclinação ao mal e ainda está num nível inferior.

Portanto, o grupo deve delicadamente controlar o novo aluno, a fim de dar-lhe a forma correta, a direção certa. E quando a pessoa sente que “rédeas e freio” são colocados sobre ela, ela é obrigada a aceitá-los já que não tem outra escolha. O grupo deve controlar todos.

Os amigos devem buscar a inclinação ao mal e a falta de conexão. Nós ansiamos pela conexão; nós esclarecemos em que medida os nossos parâmetros qualitativos e quantitativos estão corretos; se isso atende às nossas necessidades e nos satisfaz, até que descobrimos a forma do Criador na conexão.

Nós atravessamos os níveis de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida em cada um dos 125 graus. Em busca de conexão, nós descobrimos uma deficiência e atraímos a Luz que Reforma durante o estudo. Assim, o estudo torna-se intencional e eu me analiso constantemente, não de acordo com o quanto entendo ou não, ou como isso é interessante ou não. Isto não tem nada a ver com o que fazemos. O estudo é um tempo de cura, um tempo de esclarecimento, um momento de atrair a Luz da correção. Tudo isso está de acordo com a nossa deficiência, que descobrimos durante a preparação para a lição. Nós descobrimos isso durante as reuniões de amigos e em nossas ações coletivas e daí chegamos à lição com a demanda pela Luz que Reforma.

Nesta demanda nós somos diferentes do resto do mundo. As pessoas sentem que são justas; elas não exigem a Luz que Reforma, estão satisfeitas com o que fazem, como todos aqueles que nem pensam nisso. Nós precisamos constantemente avaliar a nós mesmos de acordo com a deficiência pela Luz e a Luz em si.

Quando eu cheguei ao Rabash, perguntei a ele depois de alguns meses: “Qual é a principal coisa com respeito a trabalhar com o livro? Onde está descrita a essência do nosso mundo durante a lição matinal?”. Então, ele me mostrou o item 17 da “Introdução ao TES”, onde se diz: “E assim a pessoa que estuda compromete-se antes de estudar a fortalecer sua fé no Criador e Sua Providência em castigo e recompensa”, já que isso é importante. O nosso único trabalho é preparar o desejo de mudança através do esforço no grupo. No geral, nós descobrimos que não podemos fazer isso e é só lá que devemos realizar a correção. Com este reconhecimento, chegamos ao estudo de novo.

Assim, enquanto estudamos, descobrimos uma deficiência e, por outro lado, somos corrigidos e curados.

Portanto, nesse sentido “a pessoa deve fazer grandes esforços antes de começar a estudar”. Se não conseguimos alcançar os resultados certos, então devemos verificar se chegamos para estudar com a intenção correta. Caso contrário, nós estudamos a fim de adquirir conhecimento de um determinado livro, em vez de atrair a Luz, como é exigido da Torá.

Portanto, há “sabedoria” e há “Torá”. E uma pessoa que simplesmente quer saber o que está escrito no livro lida com sabedoria, e uma pessoa que busca a correção e quer mudar a si lida com Torá, com o verdadeiro método. Esta é toda a diferença…

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 04/11/12

Jogando O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa atrair a Luz que Reforma?

Resposta: Quando eu leio O Zohar, eu quero ver mudanças dentro de mim, como se uma corrente de energia entrasse no meu sistema interno, uma Luz, poderes, novos discernimentos, novos atributos. Algo me influencia, e eu quero sentir o que me influencia e realiza mudanças em mim. Eu quero saber isso, sentir os sabores e ver como essas mudanças ocorrem em mim e dentro de mim, onde eu posso imaginar tudo o que li no Zohar, para que não seja apenas imaginação, mas que eu realmente sinta isso em meus atributos. Isto é o que eu espero: as mudanças no meu desejo de receber.

Nós temos que fazer esforços coletivos, em ajuda mútua, e daí a Luz que Reforma será muito mais forte do que quando ela influencia uma única pessoa. Assim é muito mais fácil de conseguir algo, mas somente se a pessoa trabalha com outras pessoas, em conexão com elas. Com isso, ela se aproxima da Luz, já que seus desejos pela Luz não são mais egoístas, mas são semelhantes a ela de alguma forma.

É claro que ainda é “para si”, mas a pessoa tenta se parecer com a Luz de alguma forma e, aparentemente, se tornar igual a ela. Isso é chamado de “jogo”. Naturalmente, eu estou pedindo para mim mesmo, mas, de certa forma, é como o verdadeiro e correto atributo de doação.

De que forma é semelhante? Milhares de egoístas se reúnem, todos querem doar, embora no fundo de suas almas todos queiram para si e desrespeitem todos os outros, mas eles fazem esforços coletivos, como se conectassem, como se desejassem, como se fosse pelo Criador, pela doação – “como se” é chamado de “jogo”. Eles fazem “lavagem cerebral” na mente um do outro como se fosse realmente algo grande e importante. Na verdade, não há nada real aqui, mas isso é o que deve ser feito para alcançar o nível superior. Isto porque há um abismo entre os níveis, e você não pode estar num nível superior antes de ascender a ele, e, para ascender você o joga.

Portanto, nós temos que nos conectar mais fortemente e querer sentir que a Luz nos muda. Enquanto isso, ela apenas nos muda, mas depois a nossa intenção será mais precisa, de modo que vai nos mudar em nossa conexão, em unidade, mas isso virá depois. Agora nós temos que pelo menos visar à influência da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/12, O Zohar

Sob A Infusão Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nós primeiro visamos à Luz que Reforma. Eu só penso nisso, como se passasse por algum processo de cura conectado a uma infusão IV, com a força superior constantemente fluindo através de mim.

Se eu penso nisso, eu já posso avançar. Diz-se que a Torá é a essência dos nomes sagrados, o que significa os atos de doação, o Criador, a Luz que Reforma, que me traz bons pensamentos e desejos de doar.

Portanto, eu tento localizá-los dentro de mim agora ao ler O Livro do Zohar: “Talvez algo esteja acontecendo dentro de mim?”. Eu quero aderir às mesmas ações que a Luz realiza. Eu quero realizá-las em mim; eu estou pronto para me tornar Nukva, para receber tudo. Deixe que ela venha e se vista em mim e faça o que quiser comigo.

Isso é chamado de “descobrir os nomes sagrados”, “querer saber o que se estuda”, “estudar a Torá”, para estudar as ações da Luz sobre meu desejo de receber – como a Luz reforma.

Eu não sinto que a Luz me influencia, mas eu quero senti-la! Ao estar conectada a uma infusão comum, a pessoa pode repousar inconsciente ou conscientemente apenas olhando para as gotas pingando.

Mas nós queremos sentir como as gotas de Luz nos curam e o que cada gota acrescenta. Eu quero sentir isso porque quero aprender sobre isso, sobre como agir, como cada gota muda o meu desejo de receber; uma gota aqui e outra lá, com relação a uma coisa ou outra. Por isso, eu quero saber como posso usar cada pequena mudança em meu reconhecimento, no meu entendimento, quando me levanto após este processo de cura.

A principal coisa é que eu espero ver as ações do Criador, para aprender com elas, para saber o que elas são, quem eu sou e como posso me assemelhar à Luz que me influencia agora. Eu tenho que executar ações que são idênticas às da Luz, aprender com elas, como se diz: “Das suas ações Lhe Conheceremos”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/12, O Zohar

O Método Mecânico De Atração Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos jogar a auto-anulação apenas externamente ou também internamente?

Resposta: Internamente eu jogo sozinho, e não importa se há pessoas em torno de mim ou não. A principal coisa é que nesse meio tempo eu estou dividido em partes internas e externas e do meu estado atual eu quero chegar a outro, organizando meus atributos, a hierarquia interna das forças — por isso eu jogo.

Se eu jogo anulando-me e humilhando-me, este jogo gradualmente se torna realidade. Todos os nossos mundos e nosso estado são mecânicos e, exceto pela atração mecânica da Luz que Reforma, não temos nenhum outro livre arbítrio.

Se eu entendo um pouco o que o próximo nível deve ser e onde estou agora, e jogo com o nível superior na humildade, tentando diferentes meios para me aderir e conectar com os amigos, tudo bem que eu não tenha nenhum sentimento por isso, nem mente ou experiência. Nosso mundo é mecânico, corpóreo e físico, e se eu usar todos os meios que me foram dados, eu atraio a Luz que Reforma sobre mim.

A Luz Circundante age em mim. Nos níveis superiores, nós começamos a sentir a influência da Luz Circundante que se torna parte do nosso estado, porque nosso vaso é dividido numa parte interna e externa nas quais agimos. Mas no nosso atual estado isso ocorre em ocultação.

Deve haver uma inversão de meus atributos. Mesmo se eu lidar com algo com a intenção oposta, mas fizer tudo o que posso fazer, é suficiente atrair a Luz sobre mim, e esta Luz é chamada de Luz Circundante.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/12, Escritos do Rabash

Um Radar Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você falou sobre o fato de que estamos constantemente sendo despertados de Cima, mas nós não sentimos isso porque não temos equivalência de forma. O que acontece Acima quando lemos O Livro do Zohar? Nós somos despertados mais fortemente ou nos tornamos mais sensíveis?

Resposta: Se você só lê O Livro do Zohar nada acontece. Você pode lê-lo ou não. Tudo depende de sua intenção. Se a sua intenção evoca uma equivalência de forma, então, conforme você é igual ao nível superior, você é impressionado por ele. Mas se você não está disposto a ser equivalente em forma, se você não abordá-lo, ele não ilumina você.

O nível superior é em um estado fixo e é chamado de Hafetz Hesed (que não quer nada para si). Você pode evocá-lo de modo que ele lhe impressionará se você se esforçar e aumentar o seu desejo. Então, ele ilumina você. Não significa que ele ilumina especialmente para você, mas você é impressionado por ele de acordo com seus vasos, seus desejos renovados.

Mas onde você pode obter novos vasos e desejos? Se você estiver conectado a outros amigos, então entre vocês, vocês criam o vaso espiritual. Nenhum de nós é um vaso que pode absorver a Luz. Deve haver, pelo menos, várias pessoas que queiram se conectar, a fim de anular-se perante as demais, e que isso já significa tornar-se igual ao superior. De acordo com certa equivalência de forma, elas podem sentir uma iluminação mais potente do superior entre elas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, O Zohar

Uma Centelha De Luz Num Mundo Virtual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, Artigo 03: “A Questão da Realização Espiritual”: Uma vez que o desejo de receber é chamado de “criatura” e um “novo discernimento”, a declaração começa precisamente no local onde o desejo de receber começa a receber impressões. O discurso significa discernimentos, partes das impressões. Pois aqui já existe uma correlação entre a Luz e o desejo de receber.

Pergunta: O que é a Luz?

Resposta: Algo especial é evocado em você, um fenômeno excepcional, e você o chama de Luz. Quando ele vem, você sabe que é assim que você o chama.

No entanto, agora você não tem o vaso correto para sentir esse fenômeno. A menos que você adquira a realização espiritual, todos os seus desejos visam apenas seu benefício pessoal: “tudo para mim, para o meu próprio bem, para usar os outros, tudo para o meu próprio bem e contra os outros”. É mais ou menos assim que as coisas funcionam hoje, e, estando nestes desejos, você não consegue sentir o fenômeno da doação, o amor, a cooperação, a conexão e uma aspiração para fora: todas as coisas que são chamadas de “Luz”. Para você isso não é Luz, mas escuridão.

Às vezes fica escuro e ruim: você se sente impotente e não tem vontade de fazer nada; você não vê nenhuma luz no fim do túnel. Esta é a forma como os seus desejos lhe parecem, sem a iluminação normal em nosso mundo, sem a menor iluminação que irá iluminar a escuridão do vaso.

Afinal, em nossos parcos desejos apenas um brilho minúsculo pode mostrar e dar um pouco de vida e prazer. Esta centelha é tão pequena que pode penetrar até mesmo vasos egoístas de recepção. Eu vivo neles nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza; todo o nível humano (falante) está acima disso e eu não faço parte dele.

Nesse nível há desejos para receber e desejos para doar, que serão revelados em mim um diante do outro. A linha da esquerda é a inclinação ao mal, o verdadeiro ego que se revela na medida em que quero me conectar com os outros e faço isso. Então, eu atraio a Luz que Reforma e tento adquirir a força boa e trabalhar entre as duas inclinações na linha do meio, que se chama Adão (humano).

Nesse meio tempo, eu estou no nível animal, sob o domínio do meu pequeno ego, recebendo apenas a “vela fina” no vaso que é feito dos três primeiros níveis. Do ponto de vista espiritual, isso não é considerado vida ou uma existência. Assim, o nosso mundo é chamado de mundo virtual, como se ele existisse abaixo do nível da consciência.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/12, Shamati # 3

A Luz Age Sem Qualquer Dia De Descanso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos medir até que ponto a Luz que Reforma nos influencia?

Resposta: No momento, é impossível medir com precisão a influência da Luz, já que a pessoa ainda não tem as ferramentas para medi-la. O problema não é com a Luz ou o nível superior, mas com a própria pessoa.

Nós podemos dizer que a pessoa é influenciada pela Luz que Reforma na medida em que ela anseia pela Luz. Mas a pessoa não pode medir o seu anseio, embora seja seu próprio desejo, seus esforços, sua tensão. A razão é que ela está constantemente num estado de subidas e descidas e não pode contar esses momentos e seus esforços, nem os que ela faz, consciente ou inconscientemente.

No final, tudo isso se acumula. É um processo cumulativo, como se diz “muitos centavos formam uma grande conta”, e quando, no final, há uma grande conta, a pessoa sente que outra parte da Luz que Reforma vem.

A verdade é que a Luz constantemente nos influencia, mas nós apenas sentimos essa influência depois de que certa porção é preenchida e alcançada em nosso nível de sensibilidade. Assim, parece-nos que a Luz vem em porções, enquanto na verdade ela constantemente influencia a pessoa.

A Luz nos influencia mesmo quando não pensamos nela e se desenvolve naturalmente. As Reshimot (genes informativos) emergem uma por uma, e a Luz as influencia. Caso contrário, elas não iriam ser realizadas, e não iriam se desenvolver. Os golpes da vida fazem você se tornar mais sábio, você entende mais e se aproxima da doação, o que significa que as Reshimot saem perpetuamente, e a Luz Circundante age nelas.

Mas a Luz que Reforma é a Luz que você anseia e realiza ações especiais, para que ela o influencie e apresse o surgimento natural das Reshimot e a influência da Luz. Apesar de ser a mesma ação, a diferença é que você a atrai e exige, e isso não vem por si só.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/09/2012, Escritos do Rabash

Quem Realmente Depende De Quem?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que as nações do mundo forçam Israel a se unir?

Resposta: Assim que Israel começa a avançar em sua correção, de imediato, devido a sua inclusão em todos os outros, através destes canais, a Luz começa a fluir também para as nações do mundo. Então, todas as nações sentem a sua aproximação com a Luz e a Fonte. De acordo com sua natureza interna do desejo, isso as acalma.

Nós precisamos entender que estes desejos do quarto nível estão num estado indefeso, porque eles têm apenas uma necessidade a ser preenchida com a Luz, sem qualquer conexão com Ela ou capacidade de atrair a Luz que Reforma.

Esta dependência das nações do mundo em relação a Israel é instintivamente sentida no mundo cada vez mais, dependendo de como Israel realiza sua correção. Esta questão vai se tornar mais importante. Nos próximos anos, ficará óbvio que a humanidade se tornará mais sensível ao comportamento de Israel.

Tentativas de ser como todos os outros e, supostamente, beneficiar a humanidade no mundo material, fazendo diferentes invenções e descobertas, não vai ajudar Israel. Isso não é o que se espera dele. Inconscientemente, o mundo espera de Israel a conexão com a Fonte da criação e não trocará isso por nada.

É por isso que, instintivamente, haverá tais cálculos, e o atrito entre nós e todos os nossos supostos amigos, como os EUA e os outros, vai aumentar. Nós não podemos evitar isso porque justamente estes estados vão nos mostrar o nosso estado não corrigido. Nós precisamos entender que isso não depende deles, mas só de nós, de como vamos realizar a nossa missão e seguir a direção espiritual. Por isso, nós definimos completamente a atitude das nações do mundo em relação a Israel da maneira mais rápida e direta.

Portanto, se as nossas relações com os norte-americanos se deteriorar, isso é causado apenas por nossas ações. Se nós vemos que nossas relações estão consistentemente piorando dia a dia, temos que entender que devemos nos corrigir o mais rápido possível. O mundo está propositadamente construído dessa forma, que Israel depende de todos, justamente porque, na realidade, todos dependem de Israel internamente.

Se Israel fizer o que é necessário – a correção interna – então o mundo vai deixá-lo em paz. Mas se não cumprirmos com nossas obrigações, mas continuarmos a nos envolver no trabalho dos outros, estes vão nos pressionar: o Criador desde o Alto, e o mundo desde baixo.

Da 1ª parte Lição Diária de Cabalá 9/9/12, Shamati # 46