Textos com a Tag 'Luz'

Como Peixe Num Mar De Luz

Dr. Michael LaitmanNós precisamos sentir que estamos totalmente dentro da Luz, como um corpo que está imerso na água. Por todos os lados, meu corpo é cercado por água que está intimamente ligada a todos os meus movimentos.

Neste estado, eu preciso sentir que estou dentro da Luz Superior, de modo que através de cada um dos meus minúsculos movimentos, no pensamento ou no desejo, em cada tendência do meu coração e cérebro, eu atraio imediatamente a Luz para vir para mim. Isso acontece imediatamente, sem qualquer transição. Eu preciso chegar a essa sensação na minha vida.

Todos nós estamos nos afogando nessas águas, recebendo oxigênio apenas no instante em que nos movemos em direção ao outro. Se nossos corações são atraídos a se unir entre si, então temos algo do qual respirar. Se o coração não quer se unir, então não podemos respirar sem ar. Nós precisamos sentir esse estado em nosso trabalho espiritual: nós estamos submersos num mar de Luz, como a água, e o oxigênio só depende da conexão entre nós. Assim, nós precisamos de alguma forma forçar nossos corações a lutar pela unidade.

A presença do oxigênio depende da nossa proximidade. Assim nós começamos a nos conectar, não para receber oxigênio, mas para dar alegria ao Criador! Como podemos aumentar o desejo de receber oxigênio para desejar dar alegria ao Criador, mesmo que estejamos sufocando sem ar?

No final, nós chegamos ao estado em que de repente deixamos de precisar de oxigênio e nos sentimos como peixe na água! Nós sequer pensamos nisso, mas apenas em como podemos trazer-Lhe alegria.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/14, Workshop

O Segredo Das Características Puras

Dr. Michael LaitmanO valor inverso das Luzes e vasos é uma lei que funciona e existe desde o princípio do mundo até o seu fim. Ela decorre do fato de que quanto maior o vaso (o desejo) e mais grosso (espesso) ele for, maior é a Luz que será descoberta por ele. Em outras palavras, a Luz se revela na parte pura pela parte grossa.

A parte pura e transparente da qual os vasos começam a crescer é chamada de Keter. A parte grossa do vaso é chamada de Malchut, e assim Malchut determina o tamanho da Luz que vai estar em Keter. Esta lei é idêntica em todas as dez Sefirot de tudo: de uma pequena célula, de alguma parte do mundo, ou da totalidade da realidade.

Na verdade, existem duas leis na lei do valor inverso das Luzes e vasos:

  • Uma lei é que eu descubro o Criador de acordo com o tamanho do meu vaso, do meu desejo. Isso significa que eu descubro os sabores dos alimentos de acordo com a minha fome.
  • Em segundo lugar, há a lei da equivalência de forma: quanto mais puro meu vaso, mais ele está em equivalência de forma com uma Luz maior e mais elevada.

Acontece que eu tenho uma parte grossa do vaso pela qual atraio e descubro as Luzes, e há uma parte pura do vaso pela qual sinto todas essas Luzes. Isto leva a muitos resultados diferentes neste mundo que nos confundem totalmente.

Para alcançar algo elevado na arte, por exemplo, as pessoas precisam se dedicar muito, embora sejam pessoas muito difíceis, grosseiras e físicas. Olhando de fora, parece que elas flutuam em algumas esferas superiores, mas, na verdade, elas são pessoas bem “pesadas”.

“Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior”. Isso decorre do valor inverso das Luzes e vasos, até mesmo aqui no mundo corpóreo. A fim de alcançar algo sublime e puro, você tem que passar por tudo na vida, e só então será capaz de criar alguma obra de arte elevada. Você tem que ser muito “sujo” e, como resultado, pode chegar ao topo.

Portanto, quando nos familiarizamos com as características puras nós descobrimos algo totalmente diferente, uma vez que elas contêm tudo. Assim, a pureza e o Aviut (aspereza, grossura) estão conectados, pois a relação entre “algo a partir de algo” e “algo a partir do nada” é inversa. Por um lado, “algo a partir de algo” deve apresentar a si mesmo, e, por outro lado, “algo a partir do nada” deve revelar a sua essência e o polo oposto que lhe falta. É assim que atingimos a espiritualidade.

Nós continuamos a avançar, ficamos mais sujos, caímos na lama, todas as gerações rolam num abismo, e isso é realmente o que nos prepara para a realização mais pura. De acordo com “algo a partir do nada”, eu descubro a Luz conforme o Aviut do meu desejo, e de acordo com “algo a partir de algo”, eu descubro a Luz conforme o nível da minha pureza. Portanto, há duas partes em meu desejo: a parte grossa que atrai a Luz e a parte pura que recebe a Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Ansiar Pela Luz Perdida

Dr. Michael LaitmanPergunta: É dito que a Luz se revela de acordo com a necessidade e o desejo (anseio) da pessoa pela Luz. Mas como nós podemos ansiar por isso, se não nos lembramos de nada da quebra?

Resposta: Nós podemos ansiar por algo que nunca tivemos, e não necessariamente algo que se perde. Eu posso ansiar por algum carro especial que custa muito dinheiro. Isso significa que eu sinto dor porque não tenho a Luz e constantemente sinto fome, deficiência, desejo por ela.

Isso também pode ser interpretado como anseios por um preenchimento passado, uma vez que temos um Reshimo (reminiscência). Nós não despertamos para nada se ​​um novo Reshimo não é despertado em nós, porque estamos num sistema fechado de toda a realidade. Havia um desejo de receber que foi quebrado e todas as suas partes se afastaram uma da outra, mas há uma cadeia de Reshimot em cada parte que deve recriar a sua conexão com as outras partes, até que elas estejam todas conectadas num vaso completo.

Se nós sentimos um anseio, se sentimos pena por algo ou ansiamos por isso, isso significa que já o tínhamos antes. Tudo o que eu posso imaginar decorre da quebra dos vasos. Caso contrário, isso não poderia ser revelado, nem em nossos sentimentos, nem em nossa mente e nem mesmo em nossa imaginação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/14

Adaptadores Da Luz

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, Ki Tisa, 32:25-27: E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Aarão o havia deixado despir-se para vergonha entre os seus inimigos.

Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: “Quem é do Senhor, venha a mim. Então se reuniram a ele todos os filhos de Levi”.

E disse-lhes: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: ‘Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu parente’”.

“…e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu parente” significa livrar-se das propriedades, hábitos, desejos, esperanças e lembranças que a pessoa preza mais, ou seja, livrar-se do núcleo de toda a sua vida inteira e universo. A pessoa tem que abrir mão dessas noções para sempre, “fechá-las”, restringi-las internamente, e gradualmente corrigir outras qualidades.

O apelo, “Quem é do Senhor, venha a mim!”, significa “Aquele que é pela doação pura…”.

“Então se reuniram a ele todos os filhos de Levi” refere-se às pessoas ou a determinadas qualidades humanas que devem “se sobressair” (tornar-se óbvias) do ponto de vista da parte interna da Torá.

Pergunta: Então, por que os filhos de Levi participam da criação do bezerro de ouro?

Resposta: Isso aconteceu porque não havia Moisés, nenhuma iluminação da Luz Superior em Malchut. Quando a Luz influencia Malchut, as propriedades que estão enraizadas nela se elevam. Em outras palavras, os Levitas se aproximam de Moisés; enquanto que, se a Luz não desce à Malchut, os Levitas ficam sob a influência do poder do egoísmo de Malchut. Os Levitas não têm escolha própria.

Isso se aplica apenas à governança de Moisés que desce através de cada parte do sistema para o povo. É por isso que Aarão, os Cohens e os Levitas são apenas “adaptadores” que conectam Moisés ao povo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/09/13

Aprender Sobre A Luz A Partir Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o nosso caminho para atingir o bem, o belo, passa pela descoberta do mal da nossa natureza? Além disso, num primeiro momento, nós sequer percebemos que este mal está em nós, mas sim o vemos nos outros, até transformá-lo em nosso próprio no final.

Todos os defeitos que vemos nos outros são o resultado de minhas próprias falhas. Se eu vejo características ruins nos outros, isso indica que este mal sempre esteve em mim e agora é revelado a mim. Eu tenho que transferir a culpa em minha direção, ou seja, perceber que esta é a minha deficiência pessoal e corrigi-la dentro de mim. Mas, por que o Criador revela o mal para mim dessa forma?

Resposta: Se eu me preparo através do ambiente, do estudo, do professor, das fontes, para o fato de que “não há outro além Dele”, então todas as deficiências e o mal que eu vejo nos outros eu posso atribuir imediatamente a mim mesmo. Por isso se diz: “Todos julgam de acordo com suas próprias falhas”. Portanto, eu serei capaz de me alegrar com todos os “ímpios que são revelados em mim”. Se eles são revelados, este é um sinal de que estou pronto para corrigi-los e transformá-los em boas características através da conexão com os amigos e da “Oração Coletiva”.

É assim que eu vou ser feliz com todo o mal que é descoberto nos outros e em mim. Eu não “me devoro” sobre quaisquer eventos ou erros que fiz no passado ou no presente, mas sim entenderei de imediato que isso é revelado para corrigir o mal.

Tudo depende da conexão entre nós que possibilita realizar com que todos mantenham a preparação e a intenção corretas, no estado correto, para que eu possa estar imediatamente pronto para aceitar todo o mal que é descoberto na forma correta. Segue-se que todos os distúrbios, as descobertas do mal em mim ou nos outros, os erros que são feitos e o esclarecimento da quebra, são meios para o avanço.

Os erros não são culpa minha, mas sim foram enviados para mim com a intenção de me ajudar a avançar. O Criador criou todo o mal, a inclinação ao mal. E eu só preciso descobri-la, aprender com ela, para exigir a correção e ver como o Criador a corrige. Com todas essas formas opostas do mal antes da minha correção e com o bem após a correção, essas lacunas, eu aprendo sobre a Luz desde dentro da Escuridão.

Tudo depende do grau em que nos preparamos para aceitar todas as descobertas dos “males” de uma forma boa e correta. É necessário apenas nunca se esquecer que tudo vem do Criador e apenas para nos ajudar a chegar a uma sensação de que “não há outro além Dele”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/01/14, Workshop

Engrenagens Lubrificadas Com Luz

Dr. Michael LaitmanA influência do grupo deve ser tão forte que “ele não me deixa dormir”. Ou seja, eu nunca vou ser capaz de esquecer a importância da conexão, mas sim, vou sentir que este pensamento está preso em minha mente e coração, um pano de fundo permanente.

É totalmente possível atingir isso. Ninguém pode reclamar que isso não funciona. Se ele pensa assim, está simplesmente mentindo para si mesmo. Para isso, só necessitamos de trabalho e tempo.

Se a pessoa se coloca sob a influência do grupo e está sob seu poder de cura, ela não pode desprender-se, como se fosse atraída por um ímã ou algum tipo de onda que a mantém em seu campo. Ela se torna ligada a um ambiente que ela mesma escolheu em um estágio. No entanto, após a escolha, ela entra sob a influência do ambiente, dos amigos, aprecia os mesmos valores, e pensa da mesma forma que todos, pois, se o grupo for importante para ela, ela vai aceitar todas as suas opiniões, mesmo aquelas que ela não valorizava, não amava, e não achava que eram boas e bonitas antes.

Nós vemos de nossas vidas que se amamos e apreciamos alguém, começamos a aceitar e copiar seu comportamento, porque o apreciamos como maior do que nós e dependemos dele.

Portanto, o ego não se torna uma perturbação para nós, e se não tivermos êxito, a razão para isso é que não investimos energia suficiente para o fortalecimento do grupo. Não recorremos à inveja. O professor também aprende com seus alunos, como se diz, “Aprendi muito com meus professores, ainda mais com meus amigos, e ainda mais com os meus alunos”. Portanto, você pode aprender com todos que você ensina.

No momento em que sentimos algum tipo de resistência interna, nós temos que aceitar isso como a “linha esquerda”, contra a qual a “linha direita” é despertada. A sociedade vai ficar contra esta perturbação e, em seguida, veremos que isso não é uma perturbação, mas sim uma oportunidade de conectar as duas linhas e construir a “linha do meio” entre elas, a fim de avançar ainda mais em direção a uma representação do Criador.

Nós estamos tentando conectar as partes quebradas da alma como se estivéssemos conectando engrenagens. No entanto, nós não queremos que elas sejam pressionadas uma sobre a outra e obrigadas a rodar, como ocorre numa sociedade regular. Nós queremos que elas comecem a girar de forma sincronizada através da ajuda mútua, evitando a pressão de qualquer uma delas sobre a outra. Todas devem girar em plena concordância e harmonia. Ou seja, cada uma se sente como completamente livre, sem nenhuma pressão, porque Luz gira e move todas juntas.

Quando o criador é revelado, não permanece nenhuma pressão de uma sobre a outra em qualquer direção, e todas são acionadas por meio da Luz. Isto é, como está escrito: “E o terceiro virá e os conciliará com os outros”.

Revelando a inclinação ao mal dentro de si mesma, ela pode verificar se é capaz de passar imediatamente para a correção correta. Se ela imediatamente aceita esta descoberta do ego como uma ajuda, como algo bom e útil, “uma ajudante contra ela”, então ela imediatamente pode trabalhar com isso e construir a “linha do meio”, e a linha do meio já é a descoberta do Criador. Assim, o trabalho se torna tão fácil para a pessoa, sem qualquer atrito, que ela sente como se estivesse simplesmente flutuando no ar.

No entanto, é impossível permanecer num estado como este, porque as oscilações vêm o tempo todo, à direita e à esquerda, e a pessoa se equilibra entre elas na linha do meio, que é chamada de linha de acomodação, equivalência de forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/14, Lição sobre o Tema: Preparação para a Convenção

No Mar De Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYikhael”, item 131: …Também foi esclarecido que enquanto Bina e TM sobem e ascendem ao seu grau desde o firmamento para cima, levam consigo o grau mais inferior que os vestia enquanto estavam caídos nela, e também a elevam acima do firmamento.

Pergunta: Quem é o “superior” e quem é o “inferior”?

Resposta: Há um mar da Luz Superior que preenche tudo igualmente. Existem diferentes desejos nele que também enchem a Luz Superior, e ela está neles, nesses desejos. Estes desejos do ser criado começam a agir em conjunto com as Luzes que revelam de forma independente. Cada desejo descobre uma Luz nele, uma vez que são separados um do outro.

A sequência de estados que eles passam é chamada de “a correção da criação”. Antes disso houve a preparação para a corrupção de criação: o mundo do AK, o mundo de Nekudim, a quebra, a correção dos mundos de ABYA, e, em seguida, o nascimento do primeiro homem (Adam HaRishon), o pecado da árvore do conhecimento, bem como a correção relativa do primeiro homem, a tal ponto que o trouxe para o início do reconhecimento do mal.

Deste ponto em diante, a partir desse estado, desse discernimento em diante, tudo o que acontece nas relações entre os desejos e as Luzes é uma relação chamada de correção da criação, que é o estado em que nos encontramos. Esta é a única coisa que falamos. A correção é simples: como equilibrar os vasos, os desejos, com as Luzes, para que as luzes e os vasos se sintam bem e, assim, alcancem uma equivalência de forma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13, O Zohar

Uma Lupa Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa tentar se conectar ao ler o Livro do Zohar?

Resposta: A leitura do Zohar é o momento em que você não deve usar sua mente, mas sua alma. Agora você tem que pensar em como devemos nos conectar a fim de sermos como uma lupa através da qual atraímos os raios do sol, a fim de acender algo que está sob o vidro.

Como podemos nos concentrar e focar este ponto? Se fizermos isso, vamos sentir a Luz que nos influencia ao passar por nós, iluminando nosso desejo de receber e mudá-lo. Então o desejo vai se limitar, adquirir um Masach (tela) e começará a trabalhar.

Todo o nosso trabalho é feito por esta lupa que está se tornando mais poderosa. Nosso trabalho está na crescente concentração do grupo em quantidade e qualidade, para que a Luz mais forte venha e nos leve a uma conexão mais substancial e qualitativa. Então, nós vamos descobrir o estado espiritual na conexão entre nós. O que nós descobrimos é chamado de mundo espiritual.

Pergunta: Eu construo esta lupa pelos meus esforços ou ela é criada pelos esforços de todos?

Resposta: Por todos os nossos esforços. A lupa em si não importa. O que importa é o ponto central na lupa, onde todos os raios de Luz se conectam e descem por ela.

Pergunta: Como sabemos que todos os nossos esforços são bem sucedidos?

Resposta: De acordo com o resultado: Você irá receber a mudança desejada, como se diz: “Eu me esforcei e encontrei”. O esforço está na conexão entre nós, em um só coração e na garantia mútua, e a descoberta é quando descobrimos entre nós o primeiro atributo de doação chamado primeiro nível espiritual.

Pergunta: O que vai mudar em mim depois dessa mudança?

Resposta: Você não só vai querer doar, mas também será capaz de doar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 08/12/13,O Livro do Zohar

Mil Entram Numa Sala E Todos Saem Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que mil entram numa sala e só alguns são beneficiados com a descoberta do Criador. Portanto, eu sou tomado pelo medo. Será que eu tenho o potencial para descobrir as Reshimot?

Por um lado, eu entendo que o trabalho espiritual é um grande benefício e, ao mesmo tempo, não consigo me livrar do medo. Como a pessoa deve trabalhar isso?

Resposta: Nós sabemos que centenas de milhões de pessoas querem ser ricos, famosos, e estar no controle. Quantos deles alcançam esse objetivo?

O objetivo espiritual é obrigatório para todos. A expressão que mil entram numa sala e só um alcança o objetivo pertence aos Cabalistas das gerações anteriores. Naqueles tempos não era necessário que todos alcançassem os mundos espirituais e os indivíduos mereciam este agiu de acordo com leis muito complexas. Eles tinham que manter condições muito rígidas e difíceis, a fim de entrar no mundo superior.

Em nossos dias, cada dona de casa, cada cara simples da América do Sul, da Sibéria, de Israel, dos Estados Unidos, e de outras regiões, pode alcançar isso sem qualquer preparação; o desejo simplesmente inflama dentro deles e isso é tudo. Nós estamos entrando num estado como esse, onde todos, sem exceção, devem avançar para a meta.

Nós até nos voltamos àqueles que não têm esse desejo, a fim de despertá-lo neles e evitar um avanço posterior sob a influência do sofrimento, porque o mundo já está num estado de ameaça; nós vemos para onde tudo está avançando. Portanto, a condição de que, “mil entram e um sai” não é relevante para nós. Hoje, todo mundo deve sair para o mundo espiritual, mesmo aqueles que ainda não entraram, sem mencionar aqueles que são como nós.

Hoje, essa condição não funciona, esqueça-a. Os Cabalistas, simplesmente nos lembravam disso para nos estimular um pouco, pois, apesar de tudo, a pessoa deve levar isso muito a sério. Isto está em nosso poder.

Os Cabalistas estão, aparentemente, nos dizendo, atue nessas estruturas que você pode e, assim, você vai ter sucesso. Isto significa que você deve dedicar todo o seu tempo livre para o trabalho interno. Pelo menos é necessário tentar direcionar a nossa intenção para isso o tempo todo.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 13/12/13, Lição 1

Uma Corrida Na Pista Da Luz

Dr. Michael LaitmanHá uma luta constante entre a importância da meta e os nossos sentimentos. Se a meta é importante, não faz diferença que estados nós passamos ao longo do caminho. É como um paciente à espera de uma operação sabendo que, embora o tratamento seja desagradável, se destina a salvar sua vida.

Nós também devemos entender que o Criador nos envia cada vez mais decepções, escuridão, sentimentos de desamparo e estados desagradáveis, ​​de propósito. Nós, por outro lado, devemos continuar a aumentar a importância da meta, para que a meta seja mais importante para nós do que o estado atual e o que sentimos. É um sinal de que o Criador “endurece o coração do Faraó”, e envia-nos mais problemas.

Não faz diferença quão inteligente a pessoa é e se ela é sensível ou não; todo mundo deve passar por isso e agarrar-se à fé e ao poder geral de doação que recebe do ambiente. Então, você não vai perder a direção e a importância da meta em estados de “endurecimento do coração”. Isso realmente depende apenas do equilíbrio entre as forças que atuam sobre a pessoa. Tudo pode ser medido. Se a meta era importante para você e você se dedicava ao grupo para receber o apoio que precisa agora, o Criador pode endurecer o seu coração ainda mais, e você pode, assim, encurtar o caminho e avançar no caminho do “Eu vou apressá-lo” (Achishena), em direção à meta.

O caminho da Luz, “Eu vou apressá-lo”, não significa sentir problemas constantes; obviamente, o caminho “Eu vou apressá-lo” significa que a importância da meta ajuda você a subir todos os cumes e a cair em cada fosso, e ainda a sair de todos esses estados difíceis. É porque você está constantemente olhando para frente para a importância da meta. Assim, não importa o que lhe derruba, lhe abaixa ou eleva, você continua avançando de forma consistente como um bebê engatinhando.

Nós temos que entender que devemos alcançar o endurecimento do coração que vai encher a nossa medida ao máximo e, ao mesmo tempo, permitir-nos lutar e manter a nossa conexão, para que ela continue a nos iluminar e a evitar que saiamos do caminho e o abandonemos. Vamos ser mais conscientes de quão essencial é a Luz que Reforma uma e outra vez. Nós agradecemos ao Criador pelos sofrimentos que Ele nos traz, pois é graças a eles que precisamos Dele. Nós entendemos que só podemos nos voltar ao Criador juntos, conectando-nos e através da oração coletiva.

Se nós sabemos como cumprir nossa missão, então o trabalho que temos a fazer não parece difícil e é realmente agradável. Embora exija nossa superação constante, torna-se um esporte. Nós apreciamos os esforços que fazemos quando vemos uma meta clara diante de nós. Assim, podemos avançar rapidamente.

Portanto, há duas condições que nos ajudam a não desistir do trabalho mais difícil que existe: ser incorporado no grupo e, graças a isso, alcançar o reconhecimento da importância da meta. Se cumprirmos tudo isso, vamos nos sentir gratos ao Criador e chegar a uma oração, em resposta a qual virá tal medida da Luz que Reforma que vai nos elevar ao primeiro nível espiritual, ao mundo de Assiya.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/12/13