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Socialistas Genéticos

Laitman_167Comentário: Recentemente, em um dos programas de rádio, o apresentador fez a pergunta: “Por que os judeus norte-americanos votam esmagadoramente num democrata, em vez de um republicano? Eu acho que é porque o povo judeu é geneticamente socialista, com os genes para ajudar o próximo prevalecem neles.

Resposta: Claro. Mas, infelizmente, é tudo no passado. Recentemente, nós temos nos distanciado significativamente e deixamos de nos envolver em assistência mútua. Tudo se transformou num negócio.

O mundo está se movendo em direção a uma grande crise que a Cabalá olha como um prelúdio para a Terceira Guerra Mundial, e quer manter o mundo longe da guerra.

Tudo depende de nós. O povo judeu deve mostrar um exemplo de unidade a todos. Eles deveriam criar um Estado dentro de Israel com tal comunicação interna entre as pessoas que servisse como um exemplo para todos.

Nós somos um grupo de descendentes de Abraão, cuja unidade ele queria demonstrar para a antiga Babilônia. Hoje, nós temos que dar um exemplo dessa combinação da antiga Babilônia que se instalou por toda a terra, e nos tornarmos “uma luz para as nações do mundo”, como está escrito na Torá.

De KabTV “Uma Opinião Especial” 17/08/14

Os Serviços Inúteis Dos Judeus

Dr. Michael LaitmanOs judeus foram perseguidos ao longo da história. No entanto, as acusações contra eles são sempre diferentes: a morte de Jesus, a economia, a política e o domínio do mundo. Parece ilógico, uma vez que as razões mudam o tempo todo, enquanto o ódio permanece.

O mundo está evoluindo e internalizando novos valores, como a tolerância e os direitos humanos. No Ocidente, a hostilidade religiosa do passado já não existe, mas o ódio contra os judeus não perdeu o seu fervor.

No fundo, fatos são distorcidos, às vezes de forma completamente irrealista. Eles nos culpam por coisas que não têm nenhuma relação com a realidade e mesmo essas coisas nos causam um prejuízo real. Nossas pegadas são encontradas numa ampla gama de catástrofes e há um número infinito de fabricações.

Reações desproporcionadas em relação à questão judaica tornaram-se uma tradição. Trinta e cinco por cento das decisões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenam Israel, 60% das reuniões de emergência da Assembleia Geral das Nações Unidas são convocadas contra Israel e 70% das decisões atuais são dedicadas a Israel.

No ano passado, um tradutor da ONU se esqueceu de desligar o microfone e manifestou-se a respeito da estranha obsessão da comunidade mundial em relação a Israel, enquanto outras nações se deparam com inúmeros problemas.

Em resumo, Israel concentra a atenção do mundo sobre si mesmo como um fator negativo que atrai repulsa e ódio geral.

É ainda mais surpreendente, considerando o plano de fundo do investimento dos judeus em muitas áreas diferentes do desenvolvimento mundial.

Como já indicamos anteriormente, as nações do mundo sentem uma oposição fundamental e interna em relação ao povo judeu, em cuja posse estão duas forças: doação e recepção, enquanto eles próprios só se agarram à força egoísta de recepção.

Assim, nossos atos de bondade e caridade não interessam a ninguém. Inconscientemente, nós estamos à espera de que o mundo reconheça nosso serviço, “Vejam quanto benefício nós trouxemos”. No entanto, esse benefício não é levado em conta e é irrelevante, e ninguém sequer nos pede esses favores. Pelo contrário, as pessoas sentem que somos os portadores do mal. Elas realmente sentem isso.

Pode parecer que tudo está claro: nossos prêmios Nobel e o resto dos prêmios são apresentados como prova irrefutável, ao passo que o nosso mal é moldado na forma de difamação e calúnia infundada. Mesmo assim, todo mundo acredita na negatividade e não leva em conta o positivo.

Chegou o momento de entendermos esta abordagem das nações e entender que elas exigem algo mais de nós. Elas exigem que nós tornemos sua vida melhor.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

A Influência Dos Judeus Sobre As Nações Do Mundo

Dr. Michael LaitmanAo estudar os longos períodos dos judeus na diáspora e no exílio de dois mil anos, nós podemos dizer que o mesmo fenômeno se repete sucessivamente.

Sempre que os judeus entravam num novo país, eles procuravam abrigo e um lugar onde pudessem morar e sobreviver, e só podiam sobreviver se unindo fortemente entre eles. Portanto, não tendo escolha, nós nos tornávamos mais próximos quando estávamos no exílio, e as relações mútuas corretas eram formadas entre nós, não porque queríamos, mas porque éramos forçados a fazê-lo.

Nossa atitude positiva mútua afetava aqueles a nossa volta. Nós levávamos ciência e cultura para as pessoas no país onde vivíamos e esse país começava a prosperar.

Mas quando nos acostumávamos com um determinado lugar, o ego crescia entre nós, como fazia a concorrência, e nos tornávamos alienados um do outro. Essas relações negativas eram refletidas nas pessoas que nos cercavam e, portanto, atraíamos nelas ódio e acusações contra nós. Como resultado, éramos expulsos do país e esse país iria se deteriorar.

O estado interno do povo judeu sempre era transmitido ao povo no qual ele vivia, e lhes trazia prosperidade ou recessão.

Portanto, se começarmos a chegar mais perto um do outro hoje e estabelecermos as corretas relações recíprocas entre nós, vamos evocar uma atitude positiva por parte das nações que nos cercam em todos os continentes.

De KabTV “Contos” 24/10/14

Artigo Jornal “Jewish News” Do Reino Unido


Muito obrigado ao meu aluno Kris Dawson. Graças a seus esforços meu artigo publicado no “The New York Times” foi reproduzido no jornal “Jewish News”, o maior jornal judaico da Grã-Bretanha.

 

Transformar Para Se Tornar Uma Parte Ativa Do Sistema Geral

laitman_249-01Pergunta: Nós temos conexões com várias organizações de jovens judeus. Quão atual é estar envolvido com disseminação num ambiente judaico em nossa nação e como nós abordamos isso?

Resposta: Eu não acho que existam pré-requisitos para isso na Rússia e na Ucrânia. O estrato judaico da população ainda não está preocupado com questões de sua nacionalidade.

Enquanto a população do entorno não tiver tocado esta questão, eles não se preocupam com nada. Mas, quando uma onda de antissemitismo alcança-los, então pode ser que as condições para sair apareçam.

O fato é que o Criador vai despertar completamente o antissemitismo em todas as partes do mundo em suas maiores profundidades e não vai deixar nenhum judeu viver em paz, de modo que eles vão entender que a perseguição física está condicionada a levá-los a realizar a sua missão espiritual.

Afinal, sem a participação de todos os judeus do mundo, a correção da humanidade é impossível. Nós precisamos acostumá-los à disseminação, estudo e implementação deste programa. Caso contrário, não haverá sucesso.

Quando nós estamos falando de uma rede geral onde cada um de nós é um nó numa conjuntura particular na rede, os judeus são especificamente esses pequenos nós (elos, ligações) que têm participado ativamente nos trabalhos desta rede por quase dois mil anos. Eles pertencem ao grupo de Abraão; eles trabalhavam corretamente dentro do sistema desde o início, mas depois caíram deste nível, que por si só provocou tudo isso.

Agora, este grupo deve criar a si mesmo novamente. Ao restabelecer a conexão correta, eles vão atrair todo o resto dos pequenos elos diante deles. E sem a correção das partes da rede que foram uma vez ativas, não podemos chegar ao trabalho correto e harmonioso de todo o sistema chamado de “alma”, no qual revelamos o Criador.

Quando o sistema é despertado, ele procura o problema. Então, surge o antissemitismo. A rede de conexão sente que suas partes ativas estão agindo de forma negativa e trabalhando contra ela.

Assim, os antissemitas estão certos quando veem que os judeus, que são a parte interna do sistema, são a fonte de seu mau funcionamento. A associação negativa dirigida aos judeus em todo o mundo deve trazê-los a uma consciência de sua função dentro do sistema, e, assim, eles vão começar a ser corrigidos contra a sua vontade.

O grupo Bnei Baruch foi criado entre essas partes que estavam agindo de forma incorreta, tentando participar corretamente no trabalho do sistema. Segue-se que os antissemitas vão pressionar os judeus do mundo por todos os lados, e de dentro de nós começaremos a explicar-lhes como eles devem ser corrigidos para se transformar em partes positivas e ativas para todo o sistema, ou seja, para toda a humanidade. Assim, com a ajuda de ambos, o trabalho será realizado para a correção de toda a rede conectada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 68

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Seis Passos

Não podemos nem imaginar como nós, povo do planeta Terra, estamos próximos uns dos outros.

Você sabe quantas pessoas existem, por exemplo, entre um tecnólogo da Índia e um arquivista da Estónia? Apenas seis.

Em 2002, o sociólogo americano Duncan Watts e seus colegas conduziram um experimento impressionante.

Uma tarefa foi dada a mais de 98000 voluntários. Através de seus conhecidos, espalhados por todo o mundo, eles tinham que enviar uma mensagem de e-mail para um destinatário desconhecido, escolhido arbitrariamente para esta finalidade.

A lista de destinatários continha um professor universitário, um arquivista da Estónia, um engenheiro da Índia, um policial australiano, um veterinário do exército norueguês, e outros. Havia dezoito pessoas ao todo.

A experiência mostrou que, em média, foi necessário transmitir seis vezes a mensagem para que ela chegasse ao seu destino.

“Esta progressão de seres humanos de tal condição aparentemente anárquica para agregações cada vez maiores e ordenadas – de bandos, aldeias, cidades e estados – pode, de fato, ser entendida como um aumento gradual no tamanho e complexidade das redes sociais. E hoje esse processo continua a se desdobrar na medida em que nos tornamos hiperconectados”. (Nicholas Christakis e James Fowler, Conectados)

Nós estamos conectados através de uma rede. Nós influenciamos uns aos outros, direta ou indiretamente. Por exemplo, o café colhido no Brasil, como a vodca produzida na Rússia, as pessoas bebem em todos os lugares, com todas as consequências positivas e negativas que se seguem. Pode-se dizer que essa é uma ligação direta entre os países.

Relações indiretas incluem todas as que se relacionam com o desperdício associado com a produção do mesmo café e vodca, bem como a produção de energia necessária para isso. Tudo isso tem sido conhecido por um longo tempo.

“A humanidade, como uma substância viva, está intrinsecamente ligada com os processos materiais-energéticos do envelope geológico específico da Terra – sua biosfera. Ela não pode ser fisicamente independente dela por um minuto”. (Vladimir I. Vernadsky, “Algumas Palavras Sobre a Noosfera”)

Tendências para a unidade e a interdependência estão aumentando a cada ano, quer queiramos ou não. Quer estejamos conscientes disso ou não. O termo “globalização” há muito tempo se tornou uma palavra diária em todas as línguas. O embaixador Wu Jianmin, Presidente da universidade de Negócios Estrangeiros da China, diz o seguinte sobre isso:

“O mundo do século XXI é diferente daquela em que vivíamos antes. Nós passamos da destruição mútua assegurada à interdependência econômica.

Quer você goste ou não, a globalização está ganhando força e torna o nosso mundo profundamente interdependente. Um exemplo notável é a relação entre a China e os Estados Unidos…

Em 1972, o volume de comércio entre os dois países totalizou 5 milhões de dólares, e em 2012 chegou a 500 bilhões de bilhões

Em 1972, os investimentos norte-americanos na economia chinesa foram zero, e agora eles são de até 60 bilhões de dólares”. (Assuntos Globais).

Interconexões são uma coisa boa. É difícil argumentar. No entanto, uma consequência direta de tais relacionamentos profundos é a interdependência. Ela é carregada de consequências, e nem sempre agradável. É devido a essa relação e interdependência que a crise financeira eclodiu em 2008.

O que podemos fazer, como podemos conectar o que aparentemente não pode ser conectado? Nós precisamos de alguma metodologia especial para resolver este problema aparentemente insolúvel. Mas esta metodologia tem circulado por um longo tempo. Com a sua ajuda, Abraão conectou pessoas completamente diferentes numa única nação com um destino único.

“O conflito entre o bem e o mal que prossegue incessantemente no seio da humanidade em lugar algum atinge tal intensidade como na raça judaica. A natureza dual da humanidade em lugar algum é mais fortemente ou mais terrivelmente exemplificada”. (Winston S. Churchill,” A Luta pela Alma do Povo Judeu”)

Os Judeus Foram, São E Serão Culpados Por Tudo

Dr. Michael LaitmanDe M. Brushtein:

Durante esses últimos dias de calor, os mísseis do Hamas, acompanhadas por alarmes, visitaram regularmente todo o território da nação de Israel. Enquanto isso, o sistema antimíssil, a cúpula de ferro, foi bem sucedido em interceptar os hóspedes não convidados. Em seguida, o IDF (Força de Defesa Israelense) iniciou uma operação terrestre.

Junto com isso, no fundo de nossos corações, todos entenderam que não havia solução militar, política ou outra solução racional para este problema. Foi possível tentar diminuir o problema na agenda, confundir todo mundo ou fingir que ela não existia, mas não havia nenhuma solução verdadeira, e não haverá.

Por que é impossível convencer, relaxar, ou, em última instância, aniquilar aqueles que odeiam Israel? É porque todo mundo sente, ou pelo menos assume, que Israel e os Judeus são sempre os culpados por tudo.

Os judeus foram, são e serão culpados por tudo. Todos eles são os culpados, mesmo aqueles que estão apenas prestes a nascer. Os judeus são os culpados pelo estabelecimento da polícia soviética, e também são culpados por destruir esta polícia. Os judeus que saem são os culpados por sair, e os judeus que ficam são os culpados por ficar. (V. Boinovich, autor russo, poeta e dramaturgo)

Há aqueles que pensam que o povo aprendeu uma lição no Holocausto. Certamente agora, todo mundo odeia os sionistas e não os judeus. Eles odeiam Israel e tudo relacionado a ele.

Pouco tempo atrás, a Liga Anti-Difamação (ADL) publicou um relatório estatístico sobre o nível de antissemitismo. De acordo com os dados, mais de um quarto da população do globo sente grande hostilidade para com os judeus. Em palavras simples, eles são antissemitas. As estatísticas estão erradas, porque há muito mais antissemitas. Simplesmente, alguns admitem isso e alguns ainda não.

Todas as pessoas entre as quais vivemos, todas juntas e cada uma separadamente são antissemitas, expressos ou implícitos. (Chaim Weitzmann, primeiro presidente da nação de Israel).

Tanto os judeus como os que não são judeus devem, em última análise, reconhecer que a fonte desta atitude para com os judeus está além de toda compreensão racional.

Quem, por exemplo, no final dos anos quarenta, pregaria de forma séria e aberta que o ódio dos judeus seria semelhante ao que está acontecendo hoje na Alemanha? (Coleção Literária Histórica).

Adivinhe quando estas linhas foram publicadas. Foi no ano de 2014? Talvez tenha sido em 1980, mas não, foi no ano de 1880. Além disso, há cem anos, e mil anos atrás, a atitude em relação aos judeus não mudou. Na melhor das hipóteses, as pessoas toleravam eles, e, na pior das hipóteses, os aniquilariam. Por trás de todas as nossas tentativas de encontrar uma razão lógica para o ódio para com os judeus se oculta a esperança de encontrar uma solução racional para o problema.

Vale a pena parar de procurar por soluções lógicas e, pelo contrário, tentar procurar algo ilógico.

O antissemitismo é irracional e não está sujeito aos ditames da razão “(George Orwell, autor inglês e jornalista).

No ano de 1940, a primeiro (e, evidentemente, a última) edição do jornal, A Nação, foi publicado. Um trecho do artigo:

“Este jornal A Nação é uma nova criação. É um tipo de criatura que nasce nas angústias, nas difíceis e terríveis dores de parto: do veneno do ódio que se autorizaram as nações do mundo para nos aniquilar da face da terra, a ameaça de extinção de milhões de nossos irmãos, e ainda as suas mãos estão estendidas – esta criação sádica neles não conhece satisfação. E mais, o desastre duplica; não podemos nos iludir de que tudo isso é apenas um fenômeno passageiro temporário”. (Baal HaSulam).

E isso é o que o autor escreve sobre a solução para o problema:

“Portanto, eu disse que nós precisamos organizar uma única instrução para nós mesmos através de uma ampla campanha, para inserir em cada um de nós sentimentos de um toque de amor nacional de um indivíduo para com outro e destes indivíduos para com o todo, para restaurar e revelar o amor nacional que foi implantado entre nós quando estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações. E este trabalho vem antes de qualquer outra coisa, pois além de ser fundamental, ele também dá estatura e sucesso a todos os tipos de atividades que queremos fazer neste campo”. (Baal HaSulam).

Uma solução como esta irá confundir qualquer pessoa normal. Qual é a conexão entre o que aconteceu com os judeus da Europa e a educação para o amor nacional entre os judeus que vivem na terra de Israel? É verdade que nós não vemos uma conexão direta, e, por outro lado, dizemos que não há nenhuma conexão direta e racional com o problema judaico.

A pessoa que sugeriu essa solução ilógica, Baal HaSualm (Rabino Yehuda Ashlag, 1884-1954), foi o maior Cabalista do século XX. Ele escreveu o comentário sobre O Livro de Zohar. É interessante que uma solução semelhante para o problema tenha sido sugerida não só pelos Cabalistas, mas por antissemitas.

“Uma obrigação é imposta ao povo judeu para cumprir as profecias antigas que estabelecem que todas as nações do mundo serão abençoadas por eles, e para isso eles são obrigados a começar a realizar este novo serviço”. (Henry Ford, fabricante de automóveis americano, imprimiu e distribuiu o “Protocolos dos Sábios de Sião”)

E assim nós somos obrigados a esclarecer que profecias ele está falando.

“Porque Eu vos tomarei dentre as nações, e vos reunirei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E Eu espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Um novo coração também Eu vos darei, e um espírito novo porei dentro de vós; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e Eu vos darei um coração de carne”. (Ezequiel 36: 24-26)

Seja o que for, a nossa experiência histórica mostra que o problema do antissemitismo existiu e ainda existe. Não só os nossos vizinhos, mas todas as nações do mundo não vão nos deixar em paz. A solução racional é a paz para o território em troca de outra coisa que não vamos aceitar, que todo mundo sabe. Talvez valha a pena tentar resolver este problema de forma irracional, como Baal HaSulam escreve? Se outros acreditam nisso, por que não devemos acreditar?

“Eu acredito que um futuro maravilhoso será revelado aos judeus, e não como uma nação gerida por alguém, mas como a realização de grandes ideais da nossa civilização”. (Harry Truman, 33 º Presidente dos Estados Unidos).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 67

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Capítulo 5. Amarrados por Uma Rede

Tudo o que existe está conectado entre si de modo que um segue o outro e, além disso, um vem e nasce do outro. Tudo está amarrado num nó e é um ser total, que pode só atingir a perfeição se tem absolutamente todos os detalhes.

Unidade é o Objetivo da Natureza

Todos os líderes se voltam para seu povo com ideias de unidade. Estas ideias são sempre bem-vindas por todos. O problema é que a unificação que eles oferecem é muitas vezes visando derrotar alguém ou superar algo. O que há de errado com isso?

O fato é que ao derrotar alguém ou superar algo, nós chegamos à desunião e ou desintegração em outros níveis. Os exemplos não são difíceis de encontrar. Qualquer guerra, mesmo a mais libertadora, provoca vítimas. É assim que tem sido e também está acontecendo hoje. Nós não somos capazes de prever as consequências de nossa unificação.

Nós somos unidos pela Natureza de acordo com o seu próprio programa. Este processo iniciou-se após o Big Bang, e continua até hoje. A tendência de unir permeia toda a humanidade. Isso é conhecido por muitas pessoas; Fala-se muito sobre isso, especialmente hoje em dia, mas nós não tiramos conclusões e não queremos tirá-las.

“Com todas as opções, nós que temos a tendência inexorável da evolução humana a desde a era das sociedades até a era das supersociedades”. (Alexander Zinoviev, Rumo à Supersociedade)

Nós continuamos a viver de acordo com os nossos próprios interesses, que não são necessariamente os mesmos, se assim posso dizer, que os interesses da Natureza. De onde vem essa confiança? Tudo é muito simples. Nós nunca tentamos levar em conta esses “interesses naturais”. Na verdade, que interesses pode ter a Natureza? Não é só bobagem falar, mas mesmo pensar.

Nós devemos nos unir, porque esta é a diretriz da Natureza, e a própria Natureza tem que nos ajudar com isso. Na segunda parte do livro, nós discutimos em grande detalhe o método da unidade, que é baseado nas leis da Natureza. Agora, vamos colocar a pergunta sem rodeios: Por que precisamos nos unir? Onde podemos ver os benefícios de tal unidade na vida?

Nós podemos aprender algo sobre os benefícios da unidade com uma história que aconteceu em 1968.

Naquela época, o submarino nuclear americano Scorpion desapareceu em circunstâncias estranhas. O último contato via rádio com o Scorpion ocorreu no dia 21 de maio, quando o submarino foi localizado a 400 km a noroeste dos Açores, cinco dias antes de seu retorno programado para a Estação Naval de Norfolk. Havia 99 tripulantes a bordo.

Foi realizada uma busca num raio de 20 milhas e a uma profundidade de mais de mil metros.

Um dos oficiais da Marinha, John Craven, propôs a aplicação de uma maneira incomum de calcular as coordenadas do submarino. Ele reuniu um grupo formado por matemáticos, mergulhadores, socorristas e outros profissionais.

O grupo recebeu toda a informação conhecida sobre o submarino. A informação era muito escassa e ninguém sabia o principal: o que aconteceu com o barco, qual era a sua velocidade e qual o curso que ele tomou.

A essência da técnica de Craven foi a seguinte: o grupo organizou discussões em conjunto, onde simularam vários cenários sobre o que tinha acontecido.

Na fase final de discussão, cada participante apresentou sua versão do que aconteceu. Craven reuniu todos os cenários e montou uma previsão coletiva das coordenadas do submarino, que, aliás, não coincidia com qualquer cenário.

Cinco meses se passaram. O submarino afundado foi descoberto a uma profundidade de 3.000 metros. A localização do barco acabou por ser apenas 183,4 metros de distância do ponto que o grupo de Craven indicou.

Conclusão: individualmente, cada membro não sabia nada, e, ao mesmo tempo, o grupo sabia tudo. A consciência coletiva do grupo é maior do que a consciência de um único indivíduo.

“Os enigmas desconcertantes que na Natureza nós chamamos de capricho, e na de vida humana de chance, são estilhaços de uma lei revelada a nós em vislumbres”. (Victor Hugo, O Homem Que Ri)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 66

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Amor Derrotará a Crise

3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.

Sobre as leis, não há nada mais a acrescentar. Elas falam por si, pois são visíveis em sua própria natureza e parecem ensinar não a impiedade, mas a piedade mais verdadeira no mundo. Elas não fazem os homens se odiarem, mas incentivam as pessoas a comunicar o que elas têm entre si livremente; elas são inimigas da injustiça, cuidam da justiça, banem a ociosidade e a vida cara, e instruem os homens a se contentarem com o que têm, e a serem laboriosos em sua ocupação; proíbem os homens de fazer a guerra a partir de um desejo de obter mais, mas tornam os homens corajosos na defesa das leis; elas são inexoráveis ​​em punir malfeitores; elas não admitem nenhum sofisma de palavras, mas sempre são estabelecidas pelos próprios atos, cujas ações nós já propomos como manifestações mais certas do que o que está contido apenas por escrito: em cuja conta eu sou tão ousado a ponto de dizer que estamos nos tornando os professores de outros homens, com o maior número de coisas. (Flávio Josefo, historiador judeu, Contra Apion)

Esta nação tem uma identidade nacional e autoestima; não perde o ânimo e trabalha, e quer viver como os outros, em estreita amizade fraterna com todos”. (Maxim Gorky, escritor soviético)

A eles nós devemos a ideia de igualdade perante a lei, tanto divina como humana; da santidade da vida e da dignidade da pessoa humana; da consciência individual e também da redenção pessoal; da consciência coletiva e, portanto da responsabilidade social; da paz como um ideal abstrato e amor como o fundamento da justiça, e muitos outros itens que constituem a mobília moral básica da mente humana. Sem judeus poderia ter sido um lugar muito mais vazio. (Paul Johnson, jornalista inglês e historiador popular, A História dos Judeus)

4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

“Basta se ver como um judeu num sonho para fazer o assunto mais alegre tremular de pavor e enviar maldições impotentes ao destino” (Mikhail E. Saltikov-Shchedrin, 1826-1889, um dos maiores satíricos da Rússia).

O antissemitismo está contido nos genes. Cientistas alemães descobriram que o nível de antissemitismo em alguns estados da Alemanha não mudou ao longo dos séculos.

O maior percentual de sentimentos anti-judaicos hoje – é compartilhado por 30-38% da população – é notado onde os pogroms mais fortes ocorreram nos séculos XIX e XX, e em 1938 (7Kanal, Israel).

O ano de 2012 foi chamado no relatório: o “ano de violência sem precedentes contra os judeus na França”. Houve 614 incidentes antissemitas, em comparação com 389 desses casos em 2011 (7Kanal, Israel)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 65

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Não Pode Ser Acidental

Então, o que aprendemos? Teses iniciais:

  1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra [Referências] ou, se você quiser, comprime a humanidade.
  2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.
  3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.
  4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

Agora, os detalhes de cada item de

1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra1 ou, se você quiser, comprime a humanidade.

“A história do mundo seria realmente muito fácil de fazer, se a luta fosse retomada apenas sob a condição de chances infalivelmente favoráveis. Seria, por outro lado, de natureza muito mística, se ‘acidentes’ não tivessem qualquer papel. Estes acidentes caem naturalmente no curso geral de desenvolvimento e são compensados ​​novamente por outros acidentes”. (Karl Marx, Carta ao Dr. Ludwig Kugelmann, 1871)

“Toda a história da ciência tem sido a realização gradual de que os eventos não acontecem de forma arbitrária, mas que refletem certa ordem subjacente, que pode ou não ser divinamente inspirada”. (Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo)

“Nada na natureza pode acontecer por acaso. Tudo está sujeito a leis fixas. Essas leis são apenas a conexão necessária de certos efeitos com suas causas. Um átomo de matéria não pode encontrar outro por acaso; este encontro é o efeito de leis permanentes, que faz com que cada ser necessariamente aja como ele age, e o imoeça de agir de outra forma, em determinadas circunstâncias. Para falar do concurso fortuito de átomos, ou atribuir alguns efeitos ao acaso, é simplesmente dizer que nós somos ignorantes das leis, pelas quais os corpos agem, se encontram, se combinam, ou em separam”, (Paul-Henri Thiry, Barão d’Holbach, autor franco-alemão, filósofo, enciclopedista e figura proeminente no Iluminismo francês)

2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.

“Basta mencionar as crises comerciais que, por seu retorno periódico, colocam a existência da sociedade burguesa em julgamento, de forma cada vez mais ameçadora”. (Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista)

“Parece que as crises, como as doenças, é uma das condições da existência dessas sociedades onde o comércio e a indústria são predominantes. Pode-se prevê-las, aliviá-las, atrasá-las até um determinado momento, pode-se facilitar a recuperação das actividades econômicas; mas voltou a ser impossível eliminá-las, não obstante todos os métodos possíveis que foram aplicados”. (Clément Juglar, médico e estatístico francês)

As crises acompanham toda a história da sociedade humana. No início, elas se manifestaram como crises de subprodução de produtos agrícolas, do meio do século XIX, como “subconsumo”, associadas a um desequilíbrio entre a produção industrial e a demanda efetiva.

Até o século XX, a crise estava confinada a um, dois ou três países. Mais tarde, ela começou a adquirir um caráter internacional, como por meio da competição e da reciprocidade, o desenvolvimento do comércio criou condições favoráveis ​​para a propagação. (Dicionário Econômico)

(Continua no próximo segmento)

1 Integração (do latim Integer – completo, inteiro, intacto): é um processo ou ação que resultou na integridade, associação, união, restauração da unidade (Dicionário Filosófico)