Textos com a Tag 'Egoísmo'

Força Conjunta Contra O Egoísmo Individual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho estudado Cabalá há vários anos, e esta semana vou participar da minha primeira Convenção. Como devo preparar meu coração e mente para este evento?

Resposta: Não temos outro lugar, outra fonte, outra possibilidade de receber a força espiritual. O grupo e os estudos, as conversas, palestras e disseminação – estas coisas são a “prosa” do dia a dia. Naturalmente, isso também contribui para a nossa unidade; no entanto, uma Convenção (Kenes) representa outra coisa, uma convocação (Kinus) dos corações.

Na espiritualidade, tudo se correlaciona com a unidade, de onde tiramos nossa força. Todos os dias nós procuramos falar e perceber isso, nós construímos intenções, temos encontros de amigos e aulas especiais a cada semana; no entanto, estes não são os estados onde é realmente possível receber uma força grande e poderosa que vai nos empurrar para frente como numa Convenção.

Malchut do Mundo de Atzilut é chamada de “Assembléia de Israel” (Knesset Israel) porque reúne e une todos os nossos desejos voltados à meta espiritual. Basicamente, a Convenção é a construção de Malchut do Mundo de Atzilut, a criação de um vaso espiritual corrigido e unido. Não há alternativa para isso.

E é principalmente por isso que eu recomendo a todos participar da Convenção, para terem certeza que não a perderam. A pessoa não tem outra chance de receber a força para o avanço espiritual.
Além disso, com base na experiência, nós sabemos que as Convenções são seguidas por períodos não muito agradáveis de descida. Você precisa da Convenção para armazenar força e passar suavemente esta descida como se ela não existisse. É como se estivéssemos nivelando a pressão entre dois pólos. Recebemos o pólo “positivo” nos reunindo e dando enorme força um ao outro, e cada um de nós recebe o pólo “negativo” individualmente após a Convenção; esta negatividade nos divide e separa. No entanto, eu trabalho com ela com a ajuda da força comum que recebi de todos os outros, e no final eu a corrijo.

Eu não tenho outra oportunidade de corrigir o meu pólo “negativo”, meu egoísmo, meu “veneno”, meu “anjo da morte”, a minha inclinação ao mal. A única coisa que eu posso fazer é tornar-me inspirado pela ascensão comum e usá-la para corrigir minha descida pessoal. O mesmo acontece nas aulas e reuniões de amigos; no entanto, as Convenções são chances sem precedentes para atrair a força dos amigos, corrigir o mal particular em você, se unir e apoiar uma conexão unificada com todos, tentando dar a eles. Assim, nós podemos avançar.

Houve convenções que não foram realmente seguidas de descidas. Mas ultimamente nós realmente começamos a “cair”, e agora entendemos que não há nada artificial aqui. Isso é necessário para a existência; caso contrário, vamos morrer espiritualmente.

Chegou a hora: todas as nossas Convenções se destinam a juntar forças, que mais tarde nos permitem corrigir a nós mesmos. Eu não estou indo para me divertir e me distrair, assistir aulas e concertos com os meus amigos. Não, eu preciso desta união para imediatamente após esta união, corrigir a minha inclinação ao mal, as forças de separação que despertam em mim.

É por isso que é tão importante ir à Convenção e também é muito importante manter uma conexão máxima entre nós depois dela, tentando sentir a luta que estamos levando. Se após a Convenção, cheio de tensão e dilacerado por contradições, eu ainda posso igualmente passar esta fase, mantendo a força que recebi de todos e mantendo-me no grupo; se quando eu experimentar uma descida, eu subir acima dela, então o pólo “positivo” e o pólo “negativo” se fundem num todo único: a inclinação ao mal – um grande desejo egoísta – se manifesta em mim, mas uma tela -o poder da união, que eu adquiri – reina sobre ela.

Esperemos que esta seja a forma como usamos nossas Convenções.

Da Lição em Nova Jersey 09/05/12, Shamati # 25

Batalha Do Egoísmo Com Crianças

Dr. Michael Laitman“José” representa um ponto dentro da pessoa que só pode crescer quando está posicionado no reino do Faraó (desejo egoísta). A pequena centelha de Luz é chamada de “vela fina” (Ner Dakik). A “vela fina” deliberadamente se posiciona dentro do ego, uma vez que cresce dentro dele e, finalmente, transforma-o em doação. Assim, José foi ao Egito, cresceu (expandiu-se) lá ​​(o que significa que seus irmãos se juntaram a ele). Ele representa uma centelha que se desenvolve somente dentro de um ego humano.

O egoísmo é construído de uma forma que só pode valorizar algo que ele considera como “lucrativo” (benéfico). Ele identifica “lucros” apenas no tipo de realização chamada de “trabalho das mulheres”, em oposição à esmagadora satisfação chamada de “trabalho dos homens”. É por isso que se diz que o Faraó ordenou que todos os meninos judeus fossem mortos e se deixasse as meninas vivas.

Nós damos nascimento a “filhos” e depois os matamos porque não temos idéia de como trabalhar com as intenções em prol da doação. Então, eles renascem através de nossas tentativas de doar, ao menos minimamente, mas o nosso ego mais uma vez mata esses esforços. Nosso intelecto reconhece aquilo que temos para doar, e que ao conseguirmos gerar tais intenções, novamente as anulamos com o nosso ego.

O nosso trabalho é reconhecer através dos nossos desejos que ao para dar à luz aos nossos “filhos” nós os destruímos novamente. Nós ficamos aterrorizados com o que fizemos, e pelo fato de não nos resta mais nada. Depois de passar pela tortura e perceber que somos incapazes de fazer qualquer coisa com relação ao estado das coisas, pouco a pouco nós adquirimos um novo desejo: uma nova Reshimo informativa chamada de “Moshe” (Moisés).

Moshe” começa a crescer e se desenvolver na casa do Faraó. É como se viesse do lado do Faraó. O Faraó o desenvolve e eleva, ensina-lhe sabedoria, capacita-o. Depois de 40 anos passados ​​no palácio do Faraó, Moshe tem tudo, exceto que não foi exposto ao conhecimento sobre o Criador.

Moshe continuou a crescer dentro de seus desejos, que foram submetidos à correção, e sentiu que apesar de todos os seus esforços, ele não pode convertê-los em doação. Neste ponto seus desejos gradualmente adquiriram o “ponto de Moshe“, ou seja, a centelha que a princípio estava oculta na medida em que era totalmente ilusória. No entanto, a centelha continuou a crescer. Por causa disso, nós continuamos dando à luz a nossos “filhos”, ou seja, às intenções de doar. Nós acreditamos que somos capazes de dar e, repetidamente, “matamos” os nossos esforços.

A pessoa continua a exterminar seus “filhos” até que, com um enorme pesar, ela começa a perceber que todas as tentativas de doar não levam a lugar algum. Nós damos nascimento a um “filho” (intenção de doar), que é de fato o nosso próximo nível que nos leva a “partir” do Egito. Este passo é resultado do nosso esforço no trabalho em grupo, que decorre de nossas ações reais. Em algum ponto, nós realmente adquirimos um desejo de doar, mas depois que esfriamos e agimos egoisticamente, mais uma vez. Isso significa que o Faraó “engoliu” os nossos filhos recém-nascidos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/12, Escritos do Rabash

O Líder É O Maior Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem pessoas que já atingiram o quarto nível de desenvolvimento, o nível do Homem? Seriam elas são certos líderes mundiais?

Resposta: Infelizmente, os líderes estão muito longe disso, porque só o maior egoísta pode ser um líder no nosso mundo. Isso ocorre porque o nosso mundo é egoísta e, portanto, a fim de subir até o topo, você precisa ser o maior egoísta com um desejo muito grande.

Há cerca de dois milhões de pessoas ao redor do mundo que estudam o método da educação integral no âmbito do Instituto ARI. Muitas outras diferentes organizações e círculos também estão empenhados nisso.

Eu espero que o ano de 2012 seja um ano especial, pois muitas mudanças estão para acontecer agora, e vemos que a velocidade dessas mudanças está aumentando, particularmente em termos da compreensão e adaptação do sistema integral para a humanidade. Portanto, nós vamos ver grandes mudanças, e eu espero que sejam para melhor.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Fuja Da Imagem Egocêntrica Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os nossos primeiros passos da aproximação com o Criador, que é o objetivo da sabedoria da Cabalá?

Resposta: Na espiritualidade, a aproximação não é determinada pelo tempo ou espaço, ou por movimentos mecânicos, mas por alterações nas propriedades, na qualidade. Eu preciso desenvolver sensações adicionais dentro de mim, uma sensação totalmente nova chamada doação. Neste momento, eu percebo toda a criação somente na qualidade egoísta, buscando receber constantemente satisfação e desfrutar tudo o que é bom para mim, enquanto afasto tudo o que eu acho desagradável.

Eu vejo o mundo somente através destas categorias de bem e mal. É como um cão que percebe o mundo inteiro apenas por meio de cheiros e que pode distinguir uma coisa da outro apenas com base em como cheira. Ele não vê praticamente nada e recebe 99% de suas informações a partir de olfato. Da mesma forma, hoje, nós distinguimos tudo à nossa volta só em relação ao nosso desejo egoísta: preto e branco, cores diferentes, alto e baixo, distante e próximo, agradável e desagradável – milhares de propriedades diferentes que eu percebo neste mundo.

Eu nem sequer percebo que só faço julgamentos com base em quão bom ou ruim eu me sinto pessoalmente. Há uma grade dentro de mim que discerne todas as impressões, dependendo se me beneficiam ou prejudicam, e é assim que eu determino todas as cores, distâncias, tempos, movimentos, bem como vários objetos e seus comportamentos – eu distingo tudo conforme o princípio egoísta.

Eu não entendo isso, porque essa sensação egoísta é a única coisa que eu tenho, e não posso reconhecer a sua presença dentro de mim, pois nasci com ela. Tudo é percebido na grade do detector chamado “meu desejo de desfrutar”. Como na fotografia, que exige uma placa sensível à luz ou filme, dentro de nós há uma tela de que é sensível ao que nos traz benefício ou prejuízo.

De acordo com isso eu distingo várias formas e objetos, até mesmo coisas inanimadas: um copo de água sobre uma mesa, diferentes cores, pessoas, frio e calor, ou distâncias. Eu avalio tudo da perspectiva do que é melhor e que é pior para mim. Estas são as diferenças tão refinadas que me pintam as imagens deste mundo, que eu vejo na minha frente. Mas tudo isso só existe na percepção do desejo egoísta de desfrutar.

A fim de não depender dele totalmente, a sabedoria da Cabalá está nos levando para o desejo de doar. Dentro desse desejo eu começo a ver um “mundo invertido”, ou seja, eu vejo toda a realidade através dos olhos da doação, à medida que cada coisa é útil para a minha doação aos outros.

Está escrito: “O Criador fez um contra o outro”, e na revelação de ambos os paradigmas eu posso me elevar acima destes dois princípios de percepção. Graças a isso, é como se eu subisse acima de toda a criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/12, Shamati # 190

O Rei Do Egito Morreu!

Dr. Michael LaitmanShamati, artigo 159: E sucedeu que, no decorrer de muitos dias, o rei do Egito morreu… (Êxodo). A grandeza do ego, toda a boa vida corpórea e o desejo da pessoa de se sentir melhor na vida, tudo cai, entra em colapso e morre. Então, o que a pessoa pode fazer? Isto é o que a humanidade como um todo, e cada indivíduo, está passando agora. Não podemos agir de acordo com o ego comum, pelas causas corporais comuns.

Então, os filhos de Israel suspiraram por causa da escravidão, que são aqueles que anseiam pela espiritualidade, mesmo que ainda não saibam o que ela é, e aqueles que já estão perto dela, que pouco entendem que a espiritualidade simboliza doação e amor, independentemente de seus interesses pessoais. Assim, eles começam a verificar e ver que não podem ir por esse caminho.

Esta é uma pirâmide que contém aqueles que simplesmente não podem ser consumidores e servir o seu ego através daqueles que já entenderam que a espiritualidade simboliza doação, em vez de amor-próprio. Todos têm seu lugar nela e todos “suspiram” de seu próprio ponto desta escravidão egoísta.

Há aqueles em quem o “ponto no coração” despertou, e há aqueles que simplesmente sofrem sem saber por quê. Todos suspiram sob o fardo da sua situação, se saber como satisfazerem-se.

E o seu clamor subiu a Deus por causa da servidão – eles não apenas clamam; é por causa do trabalho duro: das tentativas fúteis de satisfazer o seu ego ou daqueles que estão mais avançados, mas ainda não conseguem deixar seus velhos hábitos e tomar para si a responsabilidade da obra de Deus e começar a trabalhar em doação e amor aos outros.

Mas, apesar de tudo, “E Deus ouviu seu gemido“. O Criador ouve todos que respondem ao que o Criador faz com eles. O sistema é construído de tal forma que o superior cuida de todos, segundo o nível de cada um, mas especialmente daqueles que entendem e procuram se dirigir de forma prática à doação e amor no grupo, como “irmãos sentados juntos”, entre aqueles que anseiam pelo Criador.

Eles sofreram tanto que não podiam suportar por mais tempo. Então, o povo pediu tanto em oração que o seu clamor subiu a Deus; eles estavam exaustos por este trabalho. Mas, por outro lado, vemos que eles estavam dizendo: “Será que nós tínhamos… quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar”. E eles também disseram: “Lembramo-nos dos peixes que estávamos acostumados a comer no Egito por nada…”, o que significa que parece que antes tudo estava bem.

A pessoa tem dois pontos ao mesmo tempo: um é corporal e o outro é aparentemente espiritual. Então, ela está entre eles; quanto mais distantes eles estiverem, mais espaço ela tem e mais ela sabe o seu lugar e o que ela faz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Shamati # 159

Não Rejeite O Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que as pessoas compreendem que a inclinação ao mal existe nelas? Podemos dizer-lhes abertamente isso?

Resposta: Não, jamais! É proibido dizer a uma pessoa que ela é egoísta, ou mesmo dizer algo ruim sobre ela. Que direito você tem de fazer isso? Se ela é normal e se comporta como os outros seres humanos, então como é possível dizer que ela é má, que seu ego a controla, e assim por diante? O oposto deve ser feito. Você precisa sugerir algo bom para ela, sem lhe dizer de forma alguma que há algo mau nela. Você precisa se aproximar dele como se ela fosse especial.

Como nós nos aproximamos de uma criança? Se você quer educá-la corretamente, você não precisa colocar pressão sobre ela. Você precisa apoiá-la, dar-lhe a segurança de que ela é capaz, que ela é grande e forte. Desta forma, você irá despertar as forças corretas nela para avançar, e assim ela irá se desenvolver. Se você começar a colocar pressão sobre ela, você vai ter o resultado oposto no final. Infelizmente, não sabemos como educar as crianças. Não nos ensiam isso, e assim nos as arruinamos.

O mesmo ocorre em relação aos adultos. Você precisa despertar os sentimentos bons e corretos numa pessoa, para louvar e elevá-la. E como ela é especial, você lhe mostra algo especial no mundo que possa elevá-la ainda mais. Então, ela vai junto com você! Você não mente para ela, porque na verdade essa possibilidade existe em cada pessoa.

Não repudie uma pessoa com a mensagem de que ela é um egoísta. É proibido fazer isso! Afinal, todos nós somos egoístas, mas se você disser a um egoísta que ele é egoísta, ele será imediatamente repelido por você, enquanto você deve entrar em contato com ele. Psicologia simples: é proibido se referir negativamente a uma pessoa. Não importa quem. Você precisa procurar a boa conexão. Isso é chamado de “sentenciar cada pessoa à balança de mérito”.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

O Propósito De Se Criar Um Grupo

Dr. Michael LaitmanÀ medida que o homem passa por uma evolução, todo o seu desenvolvimento ocorre por meio do desenvolvimento do desejo de receber prazer, chamado amor próprio ou egoísmo. Portanto, se a pessoa não sente que vai receber alguma coisa, ela é incapaz de fazer qualquer ação. Internamente, ela sente isso como uma falta de motivação ou energia, que são necessárias para ela fazer um movimento interno ou físico.

Mas, a Natureza é a qualidade do altruísmo, doação e amor, oposta ao egoísmo. Ela impulsiona o homem a adquirir esta qualidade desenvolvendo-o através de um sofrimento cada vez maior, que ele gradualmente começa a perceber como um derivado do seu próprio egoísmo e do egoísmo geral de toda a humanidade. Em outras palavras, o objetivo que a Natureza estabelece para o nosso desenvolvimento é para que o homem alcance a equivalência com ela. Este objetivo destina-se expressamente para o homem, porque o egoísmo está ausente nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que são governados e existem instintivamente, simplesmente obedecendo a sua natureza.

Uma vez que suprimir o egoísmo é contrário a nossa natureza e a todo nosso ser, nós precisamos de um grupo de pessoas com um só objetivo, que nos dê uma força maior para suprimi-lo. É por isso que precisamos de um grupo que una pessoas com o mesmo desejo: conseguir subir acima do egoísmo e da repulsa mútua, e se elevar ao amor mútuo.

O resultado da união em direção ao objetivo comum é que em vez de sermos totalmente fracos e incapazes de resistir ao nosso egoísmo, cada um de nós adquire uma grande força que ajuda o homem a subir acima do seu egoísmo, em direção à união.

Esta grande força surge como resultado da união de nossas pequenas forças individuais, ou melhor, nem mesmo forças, mas apenas desejos. Essas nossas pequenas forças vão se combinar e multiplicar, permitindo a cada um de nós subir acima do seu pequeno egoísmo para a união. É assim que cada pessoa adquire um tremendo desejo de subir acima do seu próprio egoísmo e alcançar um objetivo único.

Mas, para que isso aconteça, cada membro do grupo tem que suprimir ou reduzir seu “eu” em relação aos outros. Isso só pode ser feito ao não se perceber as falhas do amigo e prestar atenção somente a suas boas qualidades. Se um membro do grupo se considera um pouco melhor do que os outros, ele não é mais capaz de se unir verdadeiramente com eles.

Durante o compromisso do grupo na educação integral (unificação), nós temos que ser sérios e não nos desviar do objetivo para o qual nos reunimos aqui: a conquista de um desejo único de doação mútua e amor, como a equivalência com a Natureza nos exige.

Mas, com as pessoas de fora, devemos nos comportar de uma forma simples, com cortesia, tomando cuidado para não impor-lhes a ideia de união, doação mútua e amor. Isso porque os esforços para subir acima do egoísmo individual não podem ser feitos em encontros casuais, mas somente num grupo constante de amigos, sob a orientação de um instrutor. Durante seu trabalho no grupo, e em geral na vida, os membros do grupo devem tentar barrar a instabilidade de seus desejos, porque o comportamento imprudente ou mesmo pensamentos destroem todos os esforços pessoais e do grupo de se unir.

Mas, se um estranho acidentalmente encontrou o seu caminho numa sessão realizada pelo grupo, é necessário primeiro eliminar educadamente a sua presença para só depois continuar os estudos.

(Basedo no artigo do Rabash “Propósito da Sociedade (2)”

Utilizando O Seu Egoísmo Para O Bem Do Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está dizendo que a força de recepção vai continuar crescendo, do mesmo modo que a força de doação continua se desenvolvendo em nós? Será que ela não vai diminuir?

Resposta: Uma nova força de recepção vai crescer em você tanto quanto a força de doação se desenvolverá em você. Não é a força de um pequeno egoísta, que você estava usando no nível animal ou no nível de uma pessoa do “velho mundo”. Agora, duas forças estão se desenvolvendo em você, as forças de uma pessoa do novo mundo.

Até agora você estava se desenvolvendo instintivamente, como qualquer animal. Mas, ao contrário do animal, você desenvolveu tal nível de egoísmo que ele simplesmente se tornou insuportável. Agora, você está tentando desenvolver a força de doação com a ajuda do ambiente.

A doação supõe mais do que um dom; ela significa dar, a participação mútua, a proximidade, suporte, misericórdia, até o nível do amor. O amor inclui todas as outras manifestações de conexão e a capacidade de sentir os desejos do outro. Isso é chamado de força de doação.

Quando que eu começo a desenvolver essa força dentro de mim, uma segunda força começa a crescer em paralelo a ela, a força de recepção, e isso me ajuda a doar. Como eu não tenho nada, eu sou incapaz de dar aos outros, não há maneira de eu estabelecer uma conexão com eles. Mas usando toda a minha força de recepção, eu posso doar aos outros.

Eu tenho apenas a força de recepção por natureza, e eu já existia com ela desde o início do universo até agora. Agora surge a pergunta: Como eu posso aprender a dar aos outros, à sociedade, que não vai me aceitar, e ainda vai pensar que sou um selvagem, um ninguém. Eu vou sentir vergonha diante dos meus filhos, da minha esposa, dos parentes, de todas as pessoas que são importantes para mim, o meu ambiente mais próximo, que um egoísta possui.

Eu sinto que todo mundo lamenta a minha existência. Então, eu começo a entender que preciso começar a doar. Mas como eu posso doar? Eu posso doar através da força de recepção que eu tenho, conectando-me à doação.

Eu tenho um grande egoísmo que me permitiu vencer, construir e fazer as coisas. Agora, eu uso a mesma força para beneficiar os outros. Isso é chamado de força de doação. Mas isso são coisas muito internas, que um novato provavelmente não consegue entender. Elas não vão convocar uma resposta interna, uma reação, porque não são construídas dessa maneira. Deste ponto em diante, nós já precisamos da força de correção contida na Luz que Reforma.

Portanto, nossa conclusão é a seguinte: ao adquirir a força de doação, eu desenvolvo uma capacidade interior de ver o mundo inteiro como se fosse transparente, para ver através dele, para saber o que acontece, para corrigir a mim, minha família, meu ambiente social imediato e distante, e para organizar minha vida de uma maneira perfeita.

Isso me permite atingir o estado de felicidade absoluta. Eu me sinto incluído na realidade eterna, e eu subo ao nível humano, que me dá a sensação de que vale a pena viver, existir e continuar nossa espécie, ter filhos. Eu sinto satisfação e realização na vida.

Tudo isso acontece através da aquisição da força de doação através do ambiente adequado.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Um Nocaute Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas se unem por um objectivo comum num determinado grupo e alguém se recusa a participar no jogo comum, ele precisa ser afastado ou forçado a trabalhar juntamente com a equipe?

Nós estamos a criar grupos de educação integral, onde as pessoas fazem coisas muito importantes: elas estudam integração e aplicam-na na prática. Mas em tais grupos, pode haver uma pessoa que não só se recuse a jogar este jogo, mas por alguma razão disturbe ou destrua mesmo o processo.

Resposta: Nós reunimo-nos em grupos por tipo. Há pessoas para quem é difícil aceitar o método integral, a unificação e perceber que a comunidade está onde revelarmos o nível seguinte da nossa existência acima do corpo corpóreo: um desejo comum, pensamentos comuns.

Temos de pôr estas pessoas em grupos separados, onde nós “bombeamos” todo este conhecimento nelas ao longo de meses ou mesmo anos. Muito cuidadosamente, aplicamos-lhes métodos de educação, mostrando a necessidade pela união nos exemplos de animais, pessoas, estruturas sociais, sociedade, e por aí fora, até que comecem a ouvir que isto se aplica a elas.

Estas pessoas precisam de tempo. Elas não devem ser pressionadas ou expulsas do jogo, porque a humanidade inteira tem de se desenvolver até este ponto. Se elas tiverem um desejo por algo (estas pessoas normalmente gravitam em direcção ao entendimento, à sistematização do conhecimento), precisam ser-lhes dada a oportunidade de “cozinhar” nele, até que muito gradualmente a sociedade à sua volta, o tempo, assim como o material, as afecte. Não há nada mais que possa ser feito. A práctica mostra que por vezes os resultados apenas podem vir depois de muitos anos.

Estas pessoas estudam, podem escrever, falar sobre integração, dar palestras, e organizar grupos, mas a sua natureza está em tal estado de profundo nocaute egoísta que elas não percebem que não estão nisto.

Pergunta: Como você sugeriria a tais pessoas se transferirem para um grupo diferente? E quem é que o fará?

Resposta: Nos inicialmente distribuímos as pessoas como julgamos necessário. Penso que você também junta os seus grupos psicológicos de acordo com certos critérios. Não pode ser feito de qualquer outra forma, caso contrário os participantes irão perturbar-se uns aos outros. E nós queremos que todos tenham sucesso. Os grupos são distribuídos de acordo com certas semelhanças entre eles. Portanto nós usamos o mesmo critério de semelhança aqui.

Da “Conversa sobre Educação Integral” #11, 16/12/11

Não Há Necessidade De Invejar Seu Gato

Dr. Michael LaitmanQuando examinamos a natureza e o comportamento humano devido ao desejo egoísta de governar os outros, vemos que a única forma de influenciá-los é através da sociedade. É um fato que quando uma pessoa provê suas necessidades corporais, ela quer governar os outros, usá-los para seu próprio benefício e fazê-los servir-lhe. É porissoqueeladepende da sociedade.

Por esta razão, se dêssemos a ela um ambiente que exigisse uma boa atitude dela para ser aceita nele, quer ela goste ou não, ela terias que mudar suas qualidades, como o ciúme e a paixão pelo prazer e respeito, de acordo com as exigências da sociedade.

É sua inclinação egoísta que exige esta conexão com a sociedade, uma conexão onde ela é o governante. Mas a sociedade pode lhe dar o entendimento oposto, sem quebrar esta conexão: vá em frente!Seja grande, seja orgulhosa, esteja acima dos outros! Mas faça isso através do bem, não do mal!

Em outras palavras, o desejo, que ela costumava usar de uma forma que prejudicava a sociedade e a beneficiava, gradualmente começa a mudar através de sua dependência da sociedade. Há muitos exemplos como este na vida.

Por exemplo, uma pessoa está concorrendo a uma eleição. O que ela quer? Governar, provar suas habilidades! Ela quer fazer novas leis, estabelecer uma nova ordem, e dirigir o governo. E o que ela diz? Algo completamente oposto: eu vou servir a todos, trabalhar para o bem comum, vou tratar vocêso melhor que puder, e amá-los como um pai.

Segue-se que a conexão da pessoa com a sociedade obrigaa pessoa a ter uma atitude altruísta em relação a ela, mesmo que sejam apenas palavras, mesmo quando suas intenções reais são completamente egoístas. Por esta razão, se dermosà pessoa uma sociedade adequada para educá-la, os problemas desaparecerão.

Quando a pessoa, egoisticamente concorrendo à presidência, promete ao povo realizar todas as suas exigências: criar empregos, dar abrigo, segurança, etc, a sociedade deve tratá-la da mesma maneira.

Você quer respeito? Trabalhe para nós, faça o bem para nós, e você será valorizada. Então, você terá o que merece de acordo com as boas ações que você faz para nós.

Acontece que não nos queixamos, não culpamos e não exigimos que a pessoa mude; essas exigências são sem sentido e irracionais. Mas nós podemos influenciar a pessoa de forma indireta, através do ambiente, de modo que ela facilmente aceitaria tudo que fosse necessário.

A pessoa vai crescer como numa estufa, adquirindo a forma que corresponde ao calor, humidade, pressão atmosférica, e outras condições externas. Ela gostará de fazer isso como num jogo, assim como as crianças crescem e se tornam mais sábias jogando.

Não há nenhuma razão em se discutir o modo como cada um de nós precisa mudar, pois tudo depende da influência do ambiente. Nós simplesmente precisamos agir como num jogo. Vai ser um jogo -o jogo da mudança de vida, mas ainda um jogo, que será tão divertido que vamos dedicar o nosso tempo livre, libertospelo nosso ego das obrigações diárias, para formar um bom ambiente.

Nós cresceremos sem esforço e facilmente mudaremos com o apoio de professores e educadores, assim como as crianças que crescem e são mudadas através de jogos. Nós só precisamos saber como usar nosso tempo livre e conhecimento, que estamos recebendo agora, para mudar da maneira correta.

Mas, por que não fizemos isso antes? O que nos impediu de fazer isso mil anos atrás, quando vivíamos numa sociedade subdesenvolvida em gerações passadas? Então, não fomos capazes de conhecer e reconhecer o nosso mal. Nós pensávamos que o ego nos ajudaria a nos desenvolver e não sentíamos que ele era ruim. O ego nos empurrou para o progresso e desenvolvimento, e não o consideramos como mal.

Bem, nós ficamos distantes uns dos outros, criamos famílias separadas, marcamos fronteiras sociais e estatais: e tudo isso eram coisas boas. Nós nunca pensamos que isso nos levaria a tal destruição comum.

Só recentemente começamos a perceber o quão inútil é o nosso estado, e que a única maneira de formar uma nova pessoa é construindo uma nova sociedade.

Como uma incubadora, uma estufa, ou as mãos de um maestro, esta sociedade prepara novas pessoas fora de nós que usam toda a força que possuem acima do nível animal para o bem e não para o mal – e elas vão se tornar boas pessoas em vez de pessoas más.

Nós vamos tentar usar o poder do grupo, da sociedade e da humanidade de uma forma boa, de modo que quando cada um se conectar com os outros, sentirá que está próximo a eles, em coração e alma, num pensamento como num corpo. Ele vai se sentir tão perto deles que vai sentir e entender os pensamentos e sentimentos que preenchem o mundo.

Cada um de nós incluirá toda a humanidade dentro de si, e depois veremos que a natureza nos trouxe a este estado maravilhoso através de nosso desenvolvimento, em que cada pessoa sente que é um conjunto de todos. Desta forma, a pessoa vai além dos limites da percepção de sua vida breve e insignificante e começa a sentir o nosso mundo integral através da humanidade inteira.

Desta forma, nós percebemos a força principal da nossa vida, o egoísmo, que nos distingue e nos eleva acima do nível animal. Na verdade, ele nos eleva e não nos reduz a uma vida infeliz, miserável, onde eu sentiria medo e impotência, o que é pior do que o nível animal. Na verdade, por vezes, quando vejo o meu cão ou gato, eu invejo suas vidas.

De KabTV “UmaNova Vida” Episódio 9, 06/01/12