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Economia Da Sociedade Do Futuro

Pergunta: Poderia dar um exemplo para mostrar como a economia da sociedade do futuro deve ser, o que precisamos para chegar lá?

Resposta: Isto é muito simples, e não há realmente muito a pensar aqui. Para começar, temos de tomar tais coisas tangíveis que, gradualmente, nos vão ajudar a chegar a uma comunicação e definições mais abstratas.

Vemos que nossa economia está passando por uma crise séria. É preciso “esvaziar”, tornar-se uma economia de consumo razoável. Isso vai acontecer quer nós queiramos ou não. Se realmente quisessemos, poderíamos começar a restringi-lo gradualmente e libertar-nos de excessos e coisas que não precisamos.

Em primeiro lugar, gostaríamos de eliminar toda a publicidade. Não deve haver nenhum publicidade, mas anúncios razoáveis, sobre coisas úteis que as pessoas precisam para que as pessoas saibam que aqui estão as coisas normais que tornam a vida mais fácil.

Mesmo agora, cada país e cada sociedade tem um perfil de consumo necessário que cada pessoa deve ter para se sustentar, como alimentos, medicamentos, acessórios necessários, e assim por diante. Nós também devemos manter um perfil como este, mas não um mínimo, uma perfil de consumo alargado para uma existência normal e razoável. Toda a produção fora disto precisa ser restringida.

Gradualmente restringindo a produção desnecessária, antes de tudo, vamos receber uma abundância de energia, que é uma coisa muito boa. Por que desperdiçá-la? Vamos ter uma abundância de recursos naturais. Vamos deixá-los para os nossos filhos e netos. Em outras palavras, chegaremos a praticamente um ponto em que será capaz de se vestir, alimentar, e equipar toda a humanidade em um nível razoável.

Esta é a economia do futuro que gradualmente tem vindo a avançar, por outras palavras, por um lado, a deflação do consumo excessivo e, por outro lado, o aumento de toda a humanidade ao nível de existência normal. Alcançar esse nível é o nosso objetivo inicial. Desta forma, nós cuidamos da nossa existência animal, certificando-nos de que ela é igual para todos.

Imagine a revolução psicológica que devemos criar nas pessoas, mas isso não pode ser feito sem a educação integral das pessoas. Antes de cuidar da economia, é necessário mostrar para as pessoas a necessidade de subir para o próximo nível. Este próximo nível onde nós formamos uma sociedade que chamamos de nível humano, homem, Adão, determina a descida voluntária para o nível de consumo razoável.

É necessário criar um programa de transição gradual para isso porque o principal não é o resultado final, mas uma transição suave e multi-nível. Aqui, ao mesmo tempo, deve existir educação integral, formação integral e redução gradual da produção desnecessária, bem como um aumento gradual em servir a população com educação e formação integral; em outras palavras, a reestruturação de todos os meios de comunicação para fazer o trabalho educacional. Quando a humanidade está ocupada em transformar-se, é como uma enorme máquina mundial.

Finalmente, a humanidade estará ocupada consigo mesma, mas não preocupada em mostrar ao seu vizinho se tem um bilhão a mais ou humilhando mostrando que é mais forte, mas sim com o objetivo de alcançar a integração.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/02/12

Ao Volante

Pergunta: A maioria das pessoas não entendem como elas podem ir do estado em que estamos agora para uma imagem integral perfeita.Podemos discutir isso e dar alguns exemplos?

Resposta: Podemos discutir isso. Além disso, devemos desenvolver um plano de transição, um programa, um movimento, para o governo global que seria composto de pessoas com uma compreensão dos problemas que estamos enfrentando e espiritualmente elevados, acima de outras pessoas.

Estas seriam as pessoas progressistas e desenvolvidas, não as egoístas de hoje que só são desenvolvidas em seu conhecimento especifico de um campo particular, mas pessoas que são desenvolvidas em sua compreensão integral da natureza e da sociedade. Elas devem liderar este movimento inteiro.

Há pessoas que possuem naturalmente boas habilidades organizacionais: os mesmos funcionários do governo , os ricos, e os comerciantes. Eles só precisam de lhes ser dada uma direção diferente, e as suas competências organizacionais podem ser implementadas.

Pergunta: E a sua ambição?

Resposta: Deixe-os permanecer gananciosos. Tudo o que eles precisam é de redirecioná-los e garantir que toda a humanidade aprende uma forma sensata de consumo no mais curto espaço de tempo para que todos tenham tudo. Deixe-os fornecerem isso, e, em troca, vamos dar-lhes a nossa gratidão e amor pleno. Você acha que isso não vai preencher as pessoas?

Da “Formação sobre Formação Integral” 29/02/12

Conselho De Família: Uma Discussão À Luz De Velas

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa deve compartilhar seus sentimentos sobre a vida familiar com o seu cônjuge?

Resposta: Sim, pois não deve haver divisão interna entre o marido e a esposa. Às vezes, nós ficamos envergonhados, e às vezes sequer queremos admitir algo para nós mesmos. No entanto, devemos falar uns com os outros como psicólogos. Nós ficamos completamente despidos e ficamos diante um do outro como a natureza nos fez.

Todos devem olhar para si e seu parceiro de lado. Como numa bancada de laboratório, nós revelamos o nosso mundo interior e discutimos tudo até o fim sem nenhum pudor, sem pensar no passado ou no futuro.

Afinal, nós queremos transformar tudo em unidade. Então, vamos colocar todos os problemas sobre a mesa:

  • O que há de ruim em nós? Que qualidades não queremos usar em sua forma atual? Nós fazemos uma análise crítica mútua.
  • O que há de bom em nós? O que queremos compartilhar com o outro? O que queremos desenvolver?

Juntos, vamos descobrir o que está errado com a nossa natureza feia, e, ao mesmo tempo, mostramos que estamos preparados para superar isso, e nos unimos de uma vez por todas. Nós nos odiamos quando se trata de crítica mútua, e mal conseguimos conviver com o outro devido à falta de esperança. Nós estamos em poder das crianças, dívidas e responsabilidades, e toleramos a vida familiar. No entanto, ao mesmo tempo, procuramos uma forma de melhorá-la.

Quando falamos, temos que entender a natureza humana, desejos por comida, sexo e família, assim como dinheiro, respeito, poder e conhecimento. Devemos entender que todos têm inveja e cobiça, assim como ambição e amor pelo poder ardendo dentro deles.

Nós discutimos o mundo interno de ambos, e depois o nosso mundo mútuo e compartilhado que devemos construir entre nós. Primeiro nós falamos sobre a natureza humana como um todo, de forma psicológica. Depois, vamos examinar quais dessas coisas comuns são inerentes a cada um de nós.

Nós falamos sobre nossas qualidades, desconfianças, impulsos, paixões, hábitos e outras coisas, sem vergonha ou medo. Eu nem sequer percebo que tenho algumas dessas qualidades, mas devo saber sobre elas. Eu preciso ao menos saber como elas se parecem aos olhos do meu parceiro de vida.

Então, eu digo tudo em voz alta: como não concordo com as coisas que existem dentro de mim, quais são as coisas que me faltam, e o que eu gostaria de esconder em vez de exibir. É como se eu estivesse numa bancada de laboratório, quando falo de mim mesmo, e junto com meu parceiro, examinamos as minhas qualidades e discutimos o parceiro da mesma maneira.

Isto permite que possamos nos abrir, sem permanecer confinados aos nossos limites. Nós nem exaltamos nem culpamos. Afirmamos fatos objetivamente como um médico faz, sem realizar avaliações estéticas durante um exame. Ele define um problema e o resolve. Grosso modo, ele me considera como um “pedaço de carne” que precisa ser corrigido, e também de forma imparcial, nota qualidades boas e más um no outro sem ser pessoal.

Por exemplo, minha esposa me diz: “Você é tão econômico. Eu não sabia que estava me casando com um pão-duro. Isso realmente me incomoda. Você pediu uma salada para nós dois quando comemoramos meu aniversário no restaurante. Passou-se dez anos desde então, e você não me levou mais a um restaurante. Você me acorda toda vez que sai da cama à noite, mesmo podendo ser mais cuidadoso. De manhã, você se levanta cinco minutos antes de sair de casa, e eu tenho que juntar todas as suas coisas em cinco minutos”.

Nós discutimos os problemas. Minha esposa me ajuda a perceber as coisas que são ruins em mim, e isso é uma grande coisa. No entanto, esta conversa não ocorre na forma de bate boca ou  exigências prejudiciais. É objetiva. É feita com amor ou, pelo menos, do ponto de vista de um médico que analisa um paciente.

Por exemplo, um psicólogo lhe escuta enquanto toma uma xícara de café com bolo, e depois, de forma semelhante, ele lhe explica as coisas que são ruins em você. Você o deixa com o coração partido, enquanto ele faz os comentários finais num caderno e derrama uma xícara de café por si mesmo. Isso é objetividade. Eu subo acima dos interesses pessoais e simplesmente digo ao meu parceiro o que vejo nele.

Eu vou dar o seguinte exemplo para compreendermos melhor esta abordagem. Eu estou começando uma nova posição onde tenho um estágio probatório de uma semana. Eu estou muito preocupado com este período de teste, porque dele depende a conquista do emprego, e agora a minha esposa, que me conhece por dentro e por fora, me fala sobre todas as minhas falhas, que eu tenho que tomar cuidado no trabalho, com amor e sem ofensa pessoal.

Mesmo que eu não goste de ouvir isso ou de vê-la listando os fatos, eu superarei meu ego e aceitarei seriamente suas palavras. Eu não as ignoro. Eu sou grato à minha esposa por esta preparação, à medida que compreendo minhas faltas.

Minha esposa me diz: “Não se esqueça de jogar fora o saco vazio quando fizer café. Não assue o nariz ruidosamente. Não peça esclarecimentos…”. Todos os pontos do seu “diagnóstico” me beneficiam. Ela é mais do que um médico; ela participa de meus problemas com amor e carinho.

No final, nós dois queremos alcançar a unidade, e é por isso que fazemos uma noite de diagnóstico. Por exemplo, quando eu voltar para casa do trabalho, abriremos uma garrafa de vinho e colocaremos algumas torradas e minha salada grega com queijo feta favorito na mesa. Nós até acenderemos uma vela para ambiente e teremos uma discussão pacífica

Da “Discussão sobre Nova Vida” 12/07/12

Os Professores Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante as pausas no congresso, haverá uma apresentação de livros, Internet, e por aí fora. Isto não nos irá distrair do fluxo interno do congresso?

Resposta: O facto é que ainda devemos pensar sobre o que vamos levar ao mundo. Uma pessoa deixa o congresso, vai para casa, e o que é que se segue?

Uma vez que a nossa ascensão depende da disseminação de uma ponta à outra, devemos dar a todos algum conhecimento sobre aquilo que fazemos em geral: a Internet, livros, palestras, workshops, mesas redondas, e por aí fora. Devemos mostrar tudo isto a todos. É por isso que devem haver apresentações curtas de quinze minutos durante as pausas.

Com o que é que deixamos o congresso? Deixamos com aquilo que precisamos de levar ao mundo. Cada um de nós deve tentar ser um conferencista, um organizador de workshops, um distribuidor, e assim por diante. Dirijo-me a vocês, pessoalmente, a todos! O mundo irá precisar do método integral; mesmo agora, precisa dele, mas ainda não está ciente disto.

E vocês verão num par de meses que irão correr atrás de vocês; vocês serão procurados porque ninguém além de vocês sentirá o que deve ser feito em qualquer situação para obter o resultado correcto, porque vocês irão pensar de forma integral.

Vocês serão os professores do mundo, conselheiros de primeiros-ministros e banqueiros e de trabalhadores simples porque vocês irão ser capazes de ver porque é que isto deve ocorrer, e não de outra forma. É isto que é chamado, “Vir para uma bênção”. Vocês serão requisitados e procurados. Assim, vocês ainda devem ser incluídos na disseminação.

Da Lição Virtual 29/7/12

A Percepção De Um Campo Único

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos imaginar este campo único que existe fora de nós? O que as pessoas precisam fazer ao treinar em grupos de aprendizagem integral?

Resposta: Vamos imaginar que estamos nos conectando com o desejo de outra pessoa. Em outras palavras, fazemos uma prática psicológica regular. Eu tento determinar os desejos, intenções e pensamentos de uma pessoa.

Quais são as etapas que as pessoas e os grupos vivenciam enquanto entram gradualmente nesses estados? Primeiro as pessoas precisam sentir umas as outras, como durante a prática psicológica regular. Como eu sinto a pessoa com quem estou falando? Como faço para me conectar com ela? Como faço para determinar qual é o seu desejo, para me tornar envolvido com ela, e chegar a uma boa atitude em relação a ela, aprender a amá-la e comunicar com ela?

Em outras palavras, seus desejos, que são referidos como seu coração, e sua mente, que leva esses desejos, devem se tornar essenciais para mim, do mesmo modo que a mãe se sente em relação a seu filho quando deseja servi-locompletamente com ambos os seus desejos e mente. O coração e a mente é o que a pessoa tem. Desta forma, é como se eu estivesse dando um passo em direção a todos os participantes do grupo, irradiando bondade em cada um deles, e todo mundo faz isso em relação a todos os outros.

Esta atitude comum no grupo, que estamos constantemente desenvolvendo, deve criar tal nível de reciprocidade que começa a criar certo campo entre nós. Este campo de atitude mutuamente boa deve adquirir uma determinada base.

Por que fazemos isso? Nós não estamos fazendo isso apenas para ter um bom relacionamento entre nós. Nós agora queremos elevá-los ao próximo nível, para que possamos existir neste campo mútuo de bondade, um campo de atitude mútua em relação ao outro, de modo que possamos mantê-lo.

Este campo bom e comum entre nós – vamos nos referir a ele através de sua qualidade mútua de doação – necessita ser criado através de nossa garantia mútua, quando eu penso em você e você pensa em mim. Nós temos que nos desenvolver constantemente desta forma através de uma atitude boa. Nós temos que perceber esse calor mútuo de todos para com todos, a fim de criar algo mútuo, mesmo independente de nós, como uma criança comum.

Nós podemos nos referir a esta imagem comum de nós, já independente de nós, para qual já estamos começando a trabalhar, o grupo. A vida nesta imagem, neste grupo, deve ser a principal coisa para nós. Este grupo é o que realmente assumimos como sociedade.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/02/12

Quando As Pessoas Se Recusam A Escutar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: A única esperança é estabelecer uma educação nacional completamente nova para nós mesmos, para descobrir e acender mais uma vez o amor nacional natural, que foi apagado dentro de nós.

Pergunta: O que devemos fazer com a parte da nação de Israel que não está pronta para nos ouvir, que não quer ter nenhuma relação conosco?

Resposta: Nós devemos tentar alcançá-los de outro ângulo e, em seguida, de outro, em diferentes maneiras inovadoras. Não temos escolha, pois eles são como o seu próprio filho. Não há nada que você possa fazer: ele nasceu e está vinculado a você por laços indestrutíveis. Então, queira você ou não, você carrega seu fardo e tenta fazer tudo que está em seu poder, procurando um remédio para todas as doenças que ele possa ter.

Além disso, nós devemos entender que essa é uma réplica de nós; é o nosso vaso, e não algo externo a nós. Não podemos descartar o mundo, a realidade, ou qualquer parte dele.

As pessoas se recusam a nos ouvir e isso é perfeitamente natural. O pior é quando elas querem, já que querem dizer algo que é totalmente diferente do que estamos falando. Nós devemos ser mais criativos com os “fãs”, a fim de transformá-los na direção certa. Se a pessoa apenas nos rejeita, este pode ser o caso mais simples.

De um jeito ou de outro, não devemos desistir e ir embora. A melhor coisa a fazer é dizer: “Deixe-os sofrer”. Mas estas são partes suas, seu “eu” que está espalhado por toda a humanidade, mas você só sente uma pequena parte dele, 80 quilos de seu peso e nada mais. Aos poucos você vai descobrir outras partes novas de si mesmo. Portanto, imagine só que dor você sentiria se descobrisse a verdade. Seria possível se desfazer das pessoas?

Pergunta: Então, o que podemos fazer? É como se estivéssemos batendo numa parede sem conseguir penetrá-la…

Resposta: Nós não estamos tentando o suficiente. Se tentássemos o suficiente, não haveria esses problemas. Tudo depende de nós. A pessoa julga a si mesma e o mundo inteiro à escala de mérito. Tente se esforçar no grupo, na conexão. Tente fazer o seu melhor, e depois saia para os círculos externos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/12, Escritos do Baal HaSulam

O Educador Ideal

Dr. Michael LaitmanDesenvolvimento significa limitar constantemente o desejo, que é inevitável. Mesmo as abordagens mais avançadas de ensino que não utilizam castigos ainda limitam as crianças, mas de outras formas. Um embrião no ventre de sua mãe também se desenvolve por limitações. Toda a natureza é baseada neste princípio, e se o mantivermos em nosso desenvolvimento, certamente evitaremos problemas e tristezas.

Mas nós seguimos o caminho inverso e removemos todos os obstáculos: libertamos o ego, abusamos dos outros o máximo possível, abusamos o mundo inteiro em nosso próprio interesse. A pessoa se vê como grande quando consegue roubar milhões e é respeitada por isso. Nós distorcemos totalmente nosso caminho ao desistir de qualquer forma de restrição. Nossos desejos não são limitados por nada e também podemos ver isso na TV, nos costumes culturais e educacionais modernas. A julgar pelo que está acontecendo com as crianças e os jovens, nós estamos cultivando uma geração que cresce por modelos animais e não humanos de comportamento e pensamento. Que tipo de modelos a publicidade apresenta?

Nós vemos os resultados: sem nos limitarmos, chegamos ao colapso e sofrimentos, e começamos a compreender que temos que mudar. Isto é o que nos espera, uma vez que ainda não estamos realmente sofrendo.

Se fôssemos tão flexíveis quanto os bebês, que podem ser facilmente direcionados para se desenvolver no caminho certo, se respondêssemos ao que está acontecendo com a mesma velocidade e prontidão que eles, então tudo estaria bem. Nós poderíamos ver que o Criador é o educador perfeito e nós iríamos até Ele com nenhuma queixa.

Mas, para isso, nós temos que responder corretamente a Sua educação e ser sensíveis. Os Cabalistas nos dizem como podemos adquirir essa atitude; eles dizem que devemos nos conectar e ser “bons meninos”, ser gentis, sociáveis ​​e responsáveis ​​uns pelos outros, para criar a garantia mútua, etc.

Certamente, as crianças não querem ouvir ninguém. Elas só querem ir a todas as direções. Mas os adultos impõem disciplina a elas, assim como o Criador, embora Ele ainda não tenha começado a nos tratar seriamente. De uma forma ou de outra, as mesmas leis penetram através de todos os mundos, mas a questão é que temos que aprender com a natureza e não inventar limitações artificiais.

Isso também se refere aos educadores de crianças. A natureza nos mostra como, quando e de que forma as limitamos de acordo com os estágios de desenvolvimento. Na verdade, nada depende de nós, nós só executamos as coisas. Se estudássemos bem as leis da criação e a natureza das crianças, saberíamos exatamente como agir em cada fase, agora e no futuro. Em condições ideais, um educador realiza as ordens da natureza. Ele nunca inventa nada de novo, mas apenas executa o seu plano. Esta é a sua obrigação: aos poucos, dia após dia, faz com a pequena natureza da pessoa corresponda à natureza superior.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/12, “Introdução ao Livro do Zohar

A Imagem Externa De Uma Família Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há vários tipos de inter-relações familiares. Por exemplo, na Rússia, as famílias se reúnem em comunidades e passam muito tempo juntas, em virtude de interesses comuns e apoio mútuo. Enquanto no Ocidente, “minha família é meu castelo”, que se caracteriza pelo isolamento. Como serão as famílias integrais? Como elas se parecerão?

Resposta: Eu acho que a maior parte do tempo não vai ser gasto dentro do círculo familiar, mas numa comunicação maior, mais viva entre as pessoas, porque elas vão descobrir de repente uma grande fonte de energia nisso: revitalizando, edificando, melhorando constantemente, e apenas permitindo que a pessoa possa ser satisfeita por este mundo.

É por isso que as famílias integrais começarão a criar conexões integrais internas muito sérias entre si. Além disso, elas vão procurar pessoas semelhantes no espaço virtual.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 07/08/12

Tratando A Cegueira Integral

Dr. Michael LaitmanEmbora nós precisemos estudar, mudar e corrigir-nos, nem tudo está pronto ainda, porque é como se a natureza estivesse nos elevando para um novo nível. Ela quer nos tirar do estado de pequenos animais tolos, que sempre brigam, destruindo nossas famílias e relacionamentos, e que entraram num beco sem saída depois de todas as tentativas de construir uma vida boa para nós mesmos. Devido à destruição completa e fracasso dessas tentativas, e com o atual mundo de desilusão e desespero, nós podemos começar a subir em direção ao novo mundo. É claro para qualquer um, mesmo psicologicamente, que se eu olhar para tudo através dos olhos do amor e coparticipação, com a sensação de que o mundo inteiro pertence a mim, como uma mãe coruja, se eu sentir que estou dentro de cada um, então isso vai me dar uma visão completamente nova do mundo.

Com isso, fica claro que o mundo começa a olhar completamente diferente para a pessoa. Ela recebe uma visão integral, como se estivesse olhando o mundo através de óculos novos. Agora ela vê que apenas um método, uma força, um sistema comum age no mundo. Ela compreende que todos estão conectados entre si e se completam. Enquanto que toda a natureza (o mundo inanimado, vegetal e animal) e as pessoas estão sendo subitamente reveladas a ela como um sistema unificado. Ela revela todos os tipos de conexões que existem na natureza.

Antes, com uma visão egoísta, parecia-lhe que tudo estava separado, e ela não precisava se preocupar se estragasse alguma coisa. Desejando receber o benefício num só lugar, a pessoa não tinha medo de causar dano em outra. O importante para ela sentir-se bem não importa aonde.

Agora, porém, através de seus novos óculos integrais, ela vê que esses lugares estão conectados entre si e não é possível agir em detrimento de outro lugar. É por causa desse tipo de ação que nós estamos agora numa crise, uma vez que pensamos que devemos obter uma vida boa apenas em torno de nós mesmos, e que todo o resto espere.

A ausência de uma visão integral não deixa colocar nada em ordem. Nós não sabemos como abordar os sistemas financeiros, a economia, tecnologia, ecologia, família, ou a educação dos filhos. E tudo isso é devido a esta cegueira integral. No entanto, através da construção de novas relações integrais dentro da família, nós seremos capazes de compreender através delas como construir o mundo, já que veremos como tudo está conectado entre si e receberemos os instrumentos para a percepção do novo mundo.

Discussões sobre A Nova Vida 18/07/12

Unidade Com Preenchimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com relação ao público em geral, o nosso método deve ser o meio pelo qual eles serão abastecidos com necessidades básicas como alimentação, segurança e saúde. Como isso os ajuda a revelar o mundo espiritual?

Resposta: Elas revelam o mundo espiritual de forma mais passiva do que nós.

Nós nos tornamos conectados com o superior para trazer a Luz que Reforma e nos assemelharmos a Ela. Nós passsamos esta Luz adiante, levando o método de correção às pessoas. Elas executam apenas as medidas necessárias, sob a nossa direção, não se importando com a Luz, e esta prática de conexão é suficiente para levá-los ao seu ambiente. A Luz vai afetar e avançá-los ao entendimento e sentimento, e depois eles vão querer recebê-la para se mover em direção à unidade e à revelação do Criador, como está escrito: “Todos Me conhecerão, jovens e velhos”.

Assim, nós devemos transmitir o método da unidade às pessoas, para que elas se sintam bem. Nós não podemos explicar o que o “bem” realmente significa; no entanto, a Luz que Reforma reside nessas atividades, e devido a isso, as pessoas vão se mover cada vez mais na interpretação de seu benefício até que cheguem ao Bom Que Faz O Bem.

Pergunta: Como isso se funde com as necessidades das pessoas simples, por exemplo, por alimentos mais baratos?

Resposta: Nós explicamos como se unir para que o alimento se torne mais barato. Claro, ninguém quer se unir, mas esta é a condição se quisermos obter algo, e é por isso que a pessoa paga esse preço. Então, continuando a agir na mesma direção, ela descobre que a unidade é um tesouro em si mesmo: não como uma ferramenta para ajudá-la a conseguir alguma coisa, mas como um estado. Esta é a forma como a Luz age, dando-nos uma nova compreensão.

Então, vamos explicar para as pessoas que unidas elas vão ter muitas vantagens. O apoio mútuo irá incutir nelas um sentimento de segurança; sua vida se tornará melhor, mais segura, etc. Claro, você tem que pagar por isso, através da medida de conveniência pessoal, da partilha do seu egoísmo, mas isso é fácil e atraente com a participação geral. A força das massas faz o trabalho. Então, tendo se aproximado da realização, as pessoas vão ver que ela realmente traz benefícios a elas, que a solução para os problemas foi encontrada.

Não haverá repetição do cenário da União Soviética ou dos Kibutzim israelenses; o roteiro da unidade é apenas em prol de uma vida melhor. Afinal, hoje nós estamos engajados no processo, e somente através da nossa participação as pessoas se reúnem de modo que seja bom e útil para o desenvolvimento. De repente, elas vão sentir que a unidade as atrai, porque é aí que reside a raiz superior, um estado mais elevado, algo que as preenche com o espírito da vida. Portanto, elas vão avançar.

Pergunta: Onde nós precisamos começar nossas explicações para envolvê-las no processo?

Resposta: Nós precisamos desenvolver uma abordagem que permita explicar adequadamente às pessoas que a unidade pode melhorar significativamente a sociedade, para alcançar descontos e intercâmbios mutuamente benéficos, aprendendo a ajudar uns aos outros, em vez de pagar dinheiro a alguém, etc. Alguém assumirá voluntariamente um clube para crianças, outros também contribuirão e seremos capazes de viver uma vida normal, sem dinheiro, descontado pela crise. Nós vamos sentir a necessidade e os benefícios da reciprocidade.

Claro, sem a Luz que Reforma, sem a intenção de se unir seriamente, as pessoas “fugiriam” depois de terem utilizado uma a outra. Mas aqui, graças a nossa liderança, as pessoas vão sentir a necessidade do crescimento interno. Repetidamente, elas vão descobrir os desejos mais elevados que exigem satisfação, por enquanto egoísta. Então, gradualmente, elas chegarão à intenção altruísta, de Lo Lishma para Lishma (de ‘não para o Seu nome’ a ‘para Seu nome’).

Assim, todo mundo passa pelo mesmo processo, apenas o ponto de partida delas está abaixo do nosso ponto de partida. Nós começamos com o estado de “Israel”, com as aspirações “direto ao Criador” (Yashar-El). Nós temos o desejo de revelar o mundo espiritual. Elas não têm essa atração, e é por isso que temos que trazê-las junto, para sermos o que se chama “Luz para as nações”. Nós conduzimos a Luz nas ações de unidade, através das quais treinamos pessoas. Essas ações beneficiam as pessoas, e a Luz oculta nelas desenvolvem as pessoas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar