Textos com a Tag 'Doação'

Almoço De Negócios

Dr. Michael LaitmanNós não sabemos o que significa doação porque a nossa natureza é o desejo de receber. Mas com a ajuda de atividades específicas, é possível despertar o desejo de doar dentro de nós, que se encontra em nós, mas escondido. Por isso, eu devo me conectar com o grupo e seguir os conselhos dos Cabalistas, ou seja, pessoas que já passaram por este caminho com êxito.

Portanto, nós estamos construindo um grupo como este, conectado em torno da ideia de descobrir a característica de doação, além da característica natural da recepção que nos domina. Cada um se anula perante a grandeza da meta que devemos atingir. E se todos nós juntos tentarmos descobrir a característica de doação que está latente dentro de nós, então isso vai acontecer. Através de nossos esforços, nós descobrimos esta característica a partir da ocultação, a despertamos dentro de nós e a obrigamos a se revelar.

Para termos êxito, nos é exigido apenas certa deficiência, anseios que são dirigidos para descobrir a característica de doação entre nós. Isso não pode ser descoberto dentro de uma pessoa, pois cabe a ela doar a alguém. Até mesmo a recepção em um nível ligeiramente mais elevado do que a simples satisfação bestial está nas relações com outra pessoa de quem queremos receber e desfrutar. Mas quando se fala de doação, isto é apenas descoberto entre nós e, portanto, não pode ser revelado em uma pessoa.

O trabalho compartilhado com a finalidade de descobrir a doação entre nós é chamado de organização de um grupo de Cabalistas. Em particular, o nosso grupo é chamado de Bnei Baruch porque seguimos o método do meu professor, o Baruch Ashlag, que escreveu artigos originais sobre as regras gerais de construção de um grupo de Cabalistas. O grupo é um meio para a descoberta da característica de doação.

Quando nós alcançamos uma forte deficiência por esta característica e a descobrimos, então começamos a entender que ela pertence à força superior que se encontra acima da força de recepção que estava sempre em nós. Nós vemos que a nova força que é revelada a nós é a primeira força na realidade que controla e determina, em contraste com a segunda força, a força de recepção.

Mais corretamente, ela não só controla; em vez disso, ela criou em nós o desejo de prazer e, portanto, nós a chamamos de Criador. Quando nós descobrimos isso, chamamos-lhe por vários nomes: divindade, graciosa, mais misericordiosa, paciente, gentil, generosa e assim por diante. “De seus atos nós conheceremos você”; nós esclarecemos como ela faz várias mudanças em nós e de acordo com isto lhe damos diferentes nomes. Isso é chamado de “revelação do Criador às criaturas”.

Nós vemos que mudamos constantemente graças a nossas descobertas; ou seja, este poder nos “cria” novamente o tempo todo. Sentimo-nos como um computador que está sempre atualizando seu software e, assim, se torna mais inteligente, sensível, descobrindo mais e mais dados. Descobrimos que esse poder sempre agiu em nosso benefício, tanto no presente como em todos os eventos que já aconteceram. Desde o início da criação ele nos fez passar por diversos estados, chamados “encarnações”.

Cada realização de um Reshimo que é alterada a cada momento é chamada de uma “encarnação”. No fim, nós descobrimos que todas as encarnações, através das quais nós passamos, foram para nosso benefício, e, portanto, decidimos que a força de doação é a força do Criador bom e beneficente.

O mais importante é chegar a certa deficiência, uma necessidade ardente de descobrir esta força. Conforme a tristeza, como resultado da falta de descoberta, nós adquirimos a disponibilidade em aceitar o controle da força superior. Nós devemos acumular o grau necessário de energia chamado um “Seah“, para saltar cada vez para um novo nível e descobrir a força de doação.

É como em um restaurante, onde cada prato tem determinado preço. Até que eu pague na íntegra, não o terei. É exatamente isso que acontece com as “partes” da descoberta espiritual que são compostas de “dez Sefirot“. Cada porção contém dez Sefirot, nem mais e nem menos, como um “almoço de negócios” que inclui tudo, começando na salada até a sobremesa no final da refeição. E cabe a nós descobrir a deficiência, o “apetite”, por todas as dez Sefirot. Isto é chamado de “Seah”.

A deficiência depende apenas do grupo. Se trabalharmos corretamente, cada um pelo grupo e o grupo por cada um, poderemos facilmente chegar à deficiência necessária. Tudo depende de nós, não existem truques. Os Cabalistas escreveram muitos artigos sobre isto para nós; eles deixaram uma infinidade de material que explica como aumentar nosso anseio pela descoberta da Luz, o poder de doação, ou seja, para despertar o apetite pela espiritualidade em nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/11/13, Escritos do Rabash

A Livre Ação De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa reconhece que está num ponto de escolha?

Resposta: Se você percebe claramente o que é melhor, isso não é uma escolha: é conhecimento. E se você não entende o que é melhor, isso também não é uma escolha, é falta de conhecimento.

A escolha é possível quando você vê dois componentes iguais a sua frente, mas é impossível resolver qualquer coisa com eles ao preferir um sobre o outro. Você vê que tanto o desejo de receber como o desejo de doar são igualmente necessários, você não pode passar sem nenhum deles. Você está bem no meio deles e está confiante de que deve usar ambos.

Afinal de contas, como eu posso doar se não uso o meu egoísmo? Eu posso realizar algumas ações só devido ao meu desejo de desfrutar. No entanto, como eu posso doar se não uso o desejo de doar? É impossível agir sem qualquer um desses desejos. Então, como vamos usá-los juntos?

Eu preciso primeiro construir a atitude de amor para com aquele a quem esta ação é direcionada. Na medida do meu amor, eu vou sentir o seu desejo, aceitá-lo e torná-lo meu, e vou ser capaz de usar os meus dois desejos, duas forças, a fim de preencher o seu desejo em mim, como uma mãe preenche um embrião (Ubar) em seu ventre. Então eu o torno mais externo a mim, e isso é chamado de “alimentação” (Yenika) ou um estado grande (Gadlut).

Esta é a forma como esses estados são construídos devido a uma terceira força que os elucida. Então, onde está essa terceira força? É aquele a quem eu gostaria de doar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/10/10, Escritos do Baal HaSulam

Quando Todo Mundo Faz Isso

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “doar aos outros”?

Resposta: “Doar aos outros” significa doar ao grupo, a todos que aspiram se aderir ao Criador, que pensam apenas nisso, e compreendem que isso só pode ser alcançado através da conexão mútua, sem nenhuma diferença entre nós.

No entanto, nesse caso, não seria mais os outros, mas sim como se fosse eu, eu mesmo, aderido ao Criador. Ainda assim, eu devo primeiro aprender a doar aos outros com base no que está escrito, “Do amor do homem ao amor do Criador”, pois caso contrário eu vou errar, pois o meu ego vai me confundir e enganar.

Doação aos outros é a doação ao grupo para alcançar a meta comum, que é doar ao Criador. Você doa todo o seu desejo aos amigos, transformando-o, assim, no lugar onde a Luz pode ser revelada. Você a está passando a eles!

Se você está fazendo isso com devoção absoluta, nesta parte de sua devoção transferida a eles, eles podem revelar o Criador. E quando todo mundo fizer a mesma coisa e nós chegarmos ao poder de “600 mil” almas, a revelação espiritual irá ocorrer.

Todos nós devemos pensar em como criar esse desejo comum de todo o Kli mundial, para unificá-lo, de modo que ele se torne apto a revelar esta primeira parte da Luz. Então, a adesão (Zivug) entre todos os desejos e a Luz irá ocorrer. Isso acontecerá pela primeira vez na história! Na verdade, tudo o que havia ocorrido nas gerações anteriores era uma mera preparação para isso.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/10, Escritos do Baal HaSulam

A Grandeza De Hafetz Hesed

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como acontece a transformação em que o atributo de doação se veste no desejo de receber?

Resposta: Antes eu costumava rejeitar o uso do desejo de receber e constantemente construía o desejo de doar acima dele. Agora, porém, eu comecei a receber a fim de doar. Esta é uma transição muito especial, quando eu opero os vasos de recepção.

É difícil trazer exemplos semelhantes do nosso mundo. É como se eu roubasse em prol do público, como se matasse em prol da vida. O tumor maligno que é utilizado para consumir e matar o corpo cresceu às suas custas e eu começo a injetar medicamento. Este medicamento faz com que o corpo se sinta 620 vezes mais saudável, uma vez que o cura. É porque o corpo doente tem passado por estados que estão próximos da morte…

Esta é a forma como é feita a transição do estado de pequenez (Katnut) para o estado de grandeza (Gadlut), quando o anjo da morte torna-se o anjo sagrado.

Nós devemos entender que o estado de pequenez não é caridade (Hassadim), mas sim fraqueza. Outro ponto é que, quando todo o cruel desejo de receber se abre em mim e toda a grande Luz está na minha frente, eu digo: “Eu não quero isso, eu quero permanecer no atributo da misericórdia (Hafetz Hesed). Eu só prefiro Hassadim e não preciso desses vasos e destas Luzes”.

Isso é chamado de verdadeira misericórdia (Hafetz Hesed) e é um estado muito grande e sublime. Sem ele eu não posso conter toda a Luz de Hochma e receber a fim de doar.

Ela deve fornecer todas as intenções “a fim de doar” para todos os vasos de recepção. Eu preencho todos os meus desejos com a Luz de Hassadim e decido trabalhar em Hassadim, de dentro de Hassadim. Para receber prazeres, eu desenvolvo um novo desejo para eles, que é 620 vezes maior e os recebo só em prol do Criador, só para mostrar meu amor.

Tudo isso é baseado numa nova atitude, que é sustentada pelo fato de que, internamente, ainda estou em Hafetz Hesed. Mesmo que eu receba a Luz de Yechida no final da correção, eu não faço isso por mim mesmo. Pessoalmente, eu não preciso de nada e é tudo para o Criador. Isso não é mais fraqueza, mas a base de toda doação na altura plena das maiores Luzes, Haya e Yechida.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Os Dois E Todos Os Mundos Entre Eles

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu entendo que acima do meu desejo de receber eu construo a intenção de doar aos meus amigos. Porém, como eu sei se eu atribuo a mesma intenção ao Criador?

Resposta: Por um lado, há o desejo de receber prazer, e por outro lado, há a Luz, o Criador. Ambos devem estar conectados como um só. A fim de trazê-los à unidade, foi criado um sistema: família, sociedade, este mundo e os mundos superiores, todo o universo, tudo que existe.

Porém, este processo envolve apenas dois: o desejo de receber e o desejo de doar. A fim de amarrá-los juntos e realizar a unidade entre eles, todo o meio através do qual eles devem se conectar foi construído. Existe a pessoa de um lado, e o Criador do outro. No meio, há a família, a sociedade, o grupo, a humanidade, a história e todo o sistema de mundos superiores e suas ações. Tudo o que existe entre eles é para ligá-los uns com os outros.

Se a pessoa quer se conectar com o Criador, a única oportunidade para testar a si mesma é através do grupo, ou seja, através dos mundos que existem entre ela e o Criador. Só através disso é que eles podem se conectar.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, Escritos do Baal HaSulam

Eu Estou Sonhando Em Me Tornar Um Escravo Da Doação

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “O Cálice da Bênção deve estar cheio até a borda”. Para fazer com que a Luz atue em mim, eu tenho que pedir a Luz para fazê-lo como resultado de todos os meus desejos que ela deve corrigir.

Eu não sei que tipo de desejo é esse e sobre qual parte de mim eu peço, mas deve ser a medida plena. Eu não sei como isso acontece e se eu estou indo na direção certa para encontrar os desejos necessários. Eu só tenho que trabalhar constantemente para me dar tanto quanto possível os pensamentos, desejos e ações de doação, e para ser incluído no grupo até que eu volte para o grito correto organizado para mim pelo Criador.

A verdadeira oração é já uma conseqüência da influência da Luz. Afinal de contas, nós mesmos não fazemos nada, exceto a preparação. A oração em si é o resultado de muitas etapas preliminares e da preparação, a oração antes da oração.

A Luz nos afeta gradualmente por pequenas iluminações na escuridão, nos estados de desamparo e impotência até que o desespero atinge o limite, quando a pessoa está pronta para fazer qualquer coisa para se tornar escrava da doação, que irá dominá-la e preencher toda a sua mente e coração.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/09/13

Canal De Doação Unidirecional

Dr. Michael LaitmanSem Klipa (casca) nós não podemos identificar a Kedusha (santidade), porque ver a vantagem da Luz ocorre através de seu contraste com a escuridão. Se quisermos desenhar uma linha entre duas propriedades, devemos ver ambas, uma característica e a outra que é diferente da primeira. Nós precisamos de limites, limites, definições, diferenças e apenas o sistema de forças impuras (Klipot) pode proporcionar isso para mim, e cada vez mais qualitativamente.

É um sistema engenhoso extraordinário, que funciona de forma inversa ao da santidade, mas de uma maneira que leva a pessoa à santidade. Portanto, isso requer um duplo truque. É como um adulto brincando com uma criança pequena tentando lhe mostrar todos os seus defeitos, mas de uma forma atraente para que a criança não fuja. Ele mostra todos os meios que ajudarão a criança ao longo do caminho, a fim de ensiná-la a usá-los por si mesma, para ensiná-la a atingir sozinha esses poderes.

Em cada nível, a Klipa leva a pessoa a um estágio final de desenvolvimento, (Behina Dalet), onde ela começa a ter controle sobre si mesma. Então, ela está pronta para construir a santidade acima dela. Isso é tão habilmente organizado que é como se ela estivesse enganando a si mesma, produzindo opostos duplos. Portanto, Klipa é considerada traiçoeira e ardilosa, mas todo o seu engano é dirigido ao objetivo da criação. O sistema é construído desta forma desde cima.

A pergunta é: “Como podemos identificar a Klipa se ela é tão complicada?” Nós podemos identificá-la de acordo com a intenção, porque ela me mostra que minha intenção ainda não é para doar (Lo Lishma).

Klipa não é senão a oportunidade de contatar e chegar ao Criador, como é dito: “Outro deus é estéril e não produz fruto”. Através da Klipa, eu não consigo me conectar com o Criador. E só se eu desisto de tudo por causa do Criador, mesmo que apenas por um momento, e doo a Ele numa única direção sem me preocupar com nada em troca, então os portões são abertos e eu passo de Klipa para Kedusha. Esta é a única coisa que está faltando no sistema de forças impuras e é encontrada no sistema de santidade: contato com o Criador, com a doação unidirecional, só de mim para Ele.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/08/13, O Zohar

As Formigas Sob A Carga Da Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é basicamente o desejo de receber, a criatura, “algo do nada”, que significa zero, nada, absolutamente nada. O único caso em que uma ação pode ser atribuída ao desejo de receber é se o desejo opera graças à força da Luz, a força de doação que recebe do Criador.

Até então, ele permanece “do nada”, o que significa que nada vem dele. Mas se ele recebe o poder da Luz e opera graças a este poder, torna-se “algo”. Por isso, é chamado de “algo do nada”. Mas é só esse tipo de trabalho que transforma o desejo em “algo” e sem o qual ele é “nada”.

É um conceito. Não só o desejo não existe, mas não há nada que possamos falar, uma vez que ele não pode responder ou agir de qualquer forma por conta própria. Algo pode ser transmitido através dele, mas ele por si só é “nada”.

Assim, “algo do nada” é “algo” no “nada”. Se algo do Criador é revelado na matéria do desejo zero, então já é “algo do nada”. A partir deste ponto o ser humano já pode se desenvolver. Sua origem do “nada” é a adição mais importante, uma vez que, por si só, fora de sua escolha pessoal, com a ajuda do poder que recebeu do Criador, da centelha do ponto no coração, ela recebeu algo da mente e do coração e transformou o “nada” em “algo”.

Portanto, como a criatura, que é “nada”, recebe o ponto de “algo” do Criador? Nós não sabemos isso. Mais tarde, quando nós subimos os níveis espirituais, o alcançamos.

Há pessoas que sentem o início de “algo” em seu “nada” e querem satisfazer essa centelha. Esta é satisfeita através da conexão com outras centelhas, o que só é possível pela superação do ego que as separa. A matéria do desejo egoísta de desfrutar está entre elas, ou seja, a rejeição, e ao superá-la, elas se conectam numa grande centelha que tem que atingir um determinado tamanho, de modo a assemelhar-se à  Luz, assemelhar-se a “algo”.

Isso significa que também há “algo” em nós e que está em exílio, no cativeiro em poder das cascas (Klipot).  O nosso livre arbítrio, a ação que pode libertar a centelha para o trabalho, está ajudando outro desejo da pessoa a superar a inveja, acima do hiato entre nós. Isso não acontece por si só, mas pelo estudo, com um guia e com o trabalho no grupo. Nós não entendemos o mecanismo dos acontecimentos, mas passamos por eles e isso já cria uma ligeira iluminação. Ela decorre das ações corporais, uma vez que não temos nenhuma intenção ainda, mas ainda agimos em conjunto em diferentes áreas, e essa conexão atrai a Luz Circundante no nível de Nefesh.

Portanto, nós começamos a satisfazer a nossa centelha, o ponto no coração, através de um trabalho mecânico simples. Mais tarde, no entanto, quando terminamos este trabalho, nós começamos um tipo mais esclarecido de trabalho, uma vez que já realizamos certo papel no que diz respeito ao grupo, somos incorporados na conexão mais consciente, e entendemos por que e por qual razão.

Agora eu tenho que tomar uma decisão a respeito de como continuar, quais os passos a tomar e quais evitar. Primeiro eu simplesmente me fundi e agora há ações sérias que tenho que explicar: Como e com que propósito eu me conecto com os amigos? Por que eu deveria superar o meu ego? O que devo pagar pela conexão e o que eu deveria fazer com ela?

Se eu adquiro o poder da conexão, a força de doação, eu não a utilizo para o meu próprio benefício. Eu me conecto com o grupo, a fim de me juntar a eles para receber a força de doação dos amigos acima da minha anulação, e agora eu sou como uma formiga, levando essa força para os outros. Mais tarde eu volto ao grupo e recebo uma nova carga dos amigos, uma nova carga de doação, e mais uma vez passo-a aos outros.

Isso significa ser um elo, e é aí que reside o meu livre arbítrio. Esta é a única coisa que eu posso escolher. Eu continuo uma formiga e não exijo mais nada. Apenas me dê o poder de realizar este trabalho, para me anular perante o grupo e perante o público externo.

Por que eu faria isso? Eu faço isso porque assim dou satisfação ao Criador, porque levo a mensagem e o método de se aproximar Dele ao grupo e às pessoas de fora. Eu tomo suas deficiências, estou incorporado no grupo e, com isso eu elevo uma “oração coletiva”, pelas pessoas de fora.

Não há nada que possamos orar no grupo, uma vez que estamos num estado de Hafetz Hesed. O Criador quer eles e não nós. Ele inseriu uma centelha dentro de nós e agora nós podemos orar em grupo, para que Ele nos dê forças para trabalhar com o público em geral, a fim de dar-Lhe satisfação.

Eu contunamente volto ao grupo com os desejos externos, elevo uma oração, recebo a força de doação, e a passo ao público. Este é o meu trabalho, e quando eu o executo, eu purifico os vasos ou os elevo acima do Parsa, formo os mundos de BYA até o mundo de Atzilut. Assim, uma e outra vez, eu realizo o meu livre arbítrio em relação a cada novo discernimento.

Portanto, na Noite de Unidade em Gaash nós sentimos a necessidade de conexão entre nós; nós construímos a intenção de ter o poder de sair ao público em geral, a fim de cuidar deles e servi-los. Com isso nós queremos trazer-lhes um pouco daquilo que dá satisfação ao Criador. A fim de fazer isso nós precisamos da força e é por isso que nos conectamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/08/13

Agora Já Existe Alguém Para Perguntar!

Dr. Michael LaitmanSe nós ansiamos por doação, nós temos que verificar a nós mesmos e quais são as nossas reivindicações, quão puras elas são, e que elas são sem a intenção de benefício pessoal. Nós temos que fazer isso agora, quando recebemos um desejo adicional, e temos que adicionar a força da intenção e a força da nossa concentração pelo trabalho. Nós temos que tentar chegar ao pedido certo, sem misturá-lo com os nossos pedidos particulares e com o nosso ego que já despertou em nós com o desejo de se beneficiar do trabalho que temos feito para o bem do nosso desejo de receber.

Tudo tem que ser focado apenas na doação, de modo que não vamos nem querer saber que doamos. A razão é que a verdadeira compreensão já é o nosso pagamento e a nossa recompensa. Nós queremos que todo o pagamento pelos esforços que fizemos seja destinado à doação. Assim, isso será uma verdadeira Luz de Retorno.

Nós temos que temer constantemente não receber nenhuma recompensa pelos nossos esforços, de modo que todas as nossas intenções e ações, a doação ao grupo e ao ambiente, e a nossa oração sejam todos externos ao nosso corpo. Nós temos que temer muito que isso não volte para nós e nos proteger disso. Assim, nós podemos construir um Masach (tela) acima de nós mesmos que primeiro nos protege da recompensa, de modo que isso não volte ao nosso desejo de receber.

Se nós pudermos fazer isso constantemente e termos certeza de que podemos manter a aliança com o nível anterior, sem pensar em receber, nós já podemos começar a fazer outro tipo de trabalho e ansiar em aumentar a nossa doação. Assim, nós podemos trabalhar em ambas as direções. Por um lado, nós protegemos o muro que não deixa qualquer benefício próprio entrar no nosso corpo, em nossos desejos. Por outro lado, nós aumentamos nossa doação fora de nós mesmos.

Na verdade, esta é a mesma direção, graças à qual a imagem daquele que doa é revelada em nós. É graças a essa proteção, que não permite qualquer benefício próprio, proteção acima dos nossos desejos pessoais, que os desejos começam a assumir novas formas e nos preocupamos em atingir a meta. Nós temos que protegê-los muito bem, de modo que não vão receber qualquer resposta de nosso trabalho a fim de doar.

Como resultado deste trabalho de restringir nossos desejos e ampliar o desejo de doar, nós começamos a formar a imagem daquele que doa dentro de nós, a imagem do Criador. Então nós já começamos a entender o que é doação e quais ações são altruístas. Nós começamos a reconhecer a força de doação como a primeira e elementar força, que revive toda a criação.

Então, nós já temos alguém para perguntar, a quem recorrer em nossa oração. Primeiro esta imagem sublime não existia em nós e nós costumávamos imaginar coisas diferentes sem qualquer base real. Agora, já existe uma base e a imagem pela qual podemos entender que “Israel, a Torá e o Criador são um só”. Já existe uma direção de nossa parte com relação à imagem de quem doa. É assim que a pessoa avança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13Escritos do Rabash

Focando A Energia Na Reciprocidade

Dr. Michael LaitmanTudo no mundo é feito de dois atributos: recepção e doação. É como fogo e água, positivo e negativo, polo norte e polo sul, etc. Esses dois estados polares são os dois atributos da natureza que atuam sobre a matéria e não há outra coisa, exceto estes dois atributos.

A matéria é o desejo de desfrutar, de receber, de ser preenchido. É a base natural da matéria. Cada átomo, por exemplo, quer preservar a sua forma: um grande átomo quer manter a sua forma e peso na tabela periódica, com o número de partículas no seu núcleo, etc.

Uma vez que tudo é feito de positivo e negativo, o mais e o menos devem ser separados por algum adaptador, como um motor aos quais eles estão conectados e que faz o trabalho. Além do mais, deve ser uma carga benéfica. Se for uma carga prejudicial, como numa bomba atômica, que conduz a uma colisão e destruição mútua, como por vezes dizemos, por exemplo, um curto-circuito. Quando os dois atributos opostos se encontram uma grande quantidade de energia é liberada, uma vez que é dirigida para fora e não para a mutualidade.

Todos os níveis de poder, todos os atributos que uma pessoa tem, têm seu nível de adaptação, o que significa a resistência correta que pode ser entre o mais e o menos. Se o mais e o menos são pequenos, a resistência pode ser pequena, e se o mais e o menos são grandes, a resistência tem que ser muito grande, pois, caso contrário, haverá um “curto-circuito”.

Todos os desejos de receber de uma pessoa são classificados em relação ao atributo de doação: o nível da raiz, fase um, dois, três e quatro, o que significa que os cinco níveis de Aviut (espessura). Assim, existem cinco níveis de tensão ou de cinco níveis da Luz superior (doação) e a resistência entre eles.

A Torá nos diz como eles são classificados. Se eu estou neste estado quando estou em oposição ao Criador, o que significa que o atributo de recepção é oposto ao atributo de doação, o atributo de “Moisés” em mim pode estar um nível abaixo do Criador, o que significa estar próximo dele, “face a face”.

Os níveis grosseiros, mais tangíveis, espessos, devem, portanto, ser removidos. Por isso, diz-se que Moisés está mais próximo do Criador, depois Arão, os Levitas, os homens, as mulheres, os idosos e as crianças. Depois, há diferentes rebanhos, etc. Isso significa que eles estão numa forma de pirâmide, ou em círculos em torno do Monte Sinai. “Em torno” é o ponto de contato com o atributo superior.

Por que dizer “em torno da montanha”, e não numa linha reta? Porque eles ainda não tinham adquirido um Masach (tela); eles não têm a linha, e tudo ainda é gerido em círculos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13