Textos com a Tag 'Doação'

Receber A Fim De Doar

Dr. Michael LaitmanO que é a intenção “a fim de doar”? Se eu trabalho com o desejo do outro a fim de satisfazê-lo em vez de me satisfazer, isto é chamado de intenção a fim de doar ao outro. Trabalhar com o desejo do outro é chamado de ansiar satisfazê-lo. E como este não é o meu desejo, isto é considerado como trabalhar com uma intenção. Eu considero este desejo ainda maior e mais precioso que o meu desejo, como em relação ao meu bebê.

Não importa que o desejo do outro seja materialista, mas visto que antes ele era um estranho para mim, e que o meu ego e ódio nos separavam, saltar acima do meu ego e satisfazer o desejo do outro é chamado trabalhar com uma intenção a fim de doar. Eu recebo esta satisfação por ele de Cima e a transmito a ele, isto é, receber a fim de doar.

Pergunta: Mas o tempo todo, quando eu finalmente me analiso, eu descubro que trabalhei para me beneficiar de alguma forma!

Resposta: Então você está ainda neste mundo e não no mundo espiritual. Isto se refere ao desejo do outro que eu realmente absorvo, colocando-o acima do meu ego que o rejeita. Eu peço à Luz Superior para fazer o desejo dele como o meu desejo, e trabalho no desejo dele como se ele fosse o meu desejo.

Isso significa que eu recebo uma oportunidade de Cima para sentir o desejo dele “como se fosse meu”. Mas ele não é meu, mas sim “como meu,” isto é,  acima do meu ego. Nós não entendemos esta importante distinção.

Segue-se que eu trabalho no seu desejo e o satisfaço porque quero me conectar com você e neste contexto dar satisfação ao Criador. Isto é porque nós damos a Ele satisfação através de todas as conexões das partes do vaso quebrado.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/03/14

O Humilde Atributo De Doação

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:29: E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho… Trata-se da descida de Moisés de volta à Malchut. Tendo recebido a Luz e o poder para trabalhar com o desejo egoísta, com o ser criado, ele desce a fim de iniciar a sua correção.

A Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:29: …Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, já que ele tinha falado com Ele. Moisés não sentia que estava cheio da Luz de Hochma que ilumina em Hassadim. Uma pessoa não sente o nível em que se encontra porque ela vive nele e só pode senti-lo quando sobe ou desce em relação a um determinado ambiente. Assim como um bebê que pode crescer e se tornar o filho de um rei ou o filho de um pobre, mas que ainda não percebe seu estado. A pessoa também mede o seu nível só em comparação com outros.

Assim, Moisés não sente que adquiriu o nível de Bina. A questão é que quando uma pessoa desce do nível de Bina para transmitir a Luz superior ao inferior, ela não sente que o que ela traz para eles é um fardo pesado, como o seu imenso ganho pessoal, porque ela faz isso para eles.

Isto significa que o AHP emerge de Bina apenas a fim de dar ao inferior. Assim, a pessoa sente que está no atributo de doação, mas não se sente até que ponto este atributo é revelado nela na forma de dar fisicamente a Luz que provém dela ao inferior. Está abaixo do seu nível, já que ela está no nível de Bina, que se caracteriza por “Eu não tenho nada e não preciso de nada”.

Mas quando ela começa a descer para transmitir tudo ao povo, ela toma consigo tanto quanto eles precisam, mas ela não está incluída neste pacote. O atributo de Bina anula o orgulho; há completa auto-anulação, e assim a pessoa não sente o seu estado.

A Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:30: Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar perto dele. O brilho é a iluminação que só pode ser recebida no atributo de doação. Mas ele repele as pessoas de Moisés, porque elas ainda não têm esse atributo.

Elas não podem se assemelhar a ele e, assim, se afastam dele, porque ainda não têm meios de correção. Isto é o que acontece hoje. Nós temos que mudar, mas como e no quê?

Agora nós já começamos a perceber que se continuarmos a nos tratar de forma egoísta, não vamos sobreviver. Mas como podemos mudar e será que isso é possível? A sabedoria da Cabalá responde a esta pergunta, porque é o método de atração da Luz da correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/13

Louvar O Atributo De Amor E Doação

Dr. Michael LaitmanHá um equívoco geral sobre o significado de agradecer o Criador. Nós caímos de joelhos e bajulamos o Criador, prontos a fazer qualquer sacrifício, como em culturas antigas, etc. Mas isso é totalmente errado. Nós devemos saber o que isso realmente significa.

Louvar o atributo de amor e doação expande nossa mente e nossos desejos, porque se fizermos isso, atraímos a Luz Circundante (Ohr Makif) sobre nós mesmos e nos abrimos à sua influência, embora realmente não entendamos o que estamos fazendo. De qualquer forma, mesmo no nível mais baixo há uma consequência.

Louvar os atributos de amor e doação no grupo, entre os amigos, eleva do Criador aos nossos olhos, a força superior, que é chamada assim porque está acima de nós em termos de qualidade, e assim podemos nos aproximar de revelá-Lo. Todas as belas frases sobre o amor do Criador, louvar o Criador, ansiar por Ele, curvar-se para Ele, nos atrai para mais perto do Criador.

A maioria de nós não entende este atributo porque nós estamos apenas no mundo material, mas agora nós começamos a ver que ele não é matéria, mas sim forças que nos dão a sensação de matéria e do seu movimento mecânico. Nós percebemos que o Criador é o único atributo que existe na natureza, o atributo de amor e doação.

Portanto, no grupo é necessário manter e elevar constantemente a gratidão, e a grandeza e singularidade do nosso trabalho. Assim, não basta elevar o espírito dos nossos amigos, o que também é importante, mas atrair a Luz Circundante (Ohr Makif), que atua em nós e corrige tudo.

Nós podemos até fazer um revezamento no grupo para que todos os dias várias pessoas se envolvam em louvar o Criador, o grupo, o estudo, etc., ou seja, tanto o objetivo como os meios para atingir o objetivo. Revezar-se era prática comum no século XVII no grupo do Ramchal e entre Cabalistas sérios.

Quando nós exaltamos artificialmente a doação e o amor – embora não seja perfeito e o trabalho espiritual nos esgote porque não é natural para nós e nem sempre nos parece que lidamos com ele – é especificamente nesses estados, se tentamos elogiá-los um pouco, que evocamos uma enorme Luz sobre nós, visto que ansiamos por ela artificialmente.

Nós devemos entender que é nesses estados, quando não nos sentimos felizes e não sentimos a grandeza dos amigos, da conexão entre nós e do objetivo da criação, quando nos sentimos cansados, distantes e isolados, tudo é orientação! Tudo é interferência! O estado espiritual é contínuo e eterno.

Se os estados em que nos encontramos estão mudando, isso só ocorre para elevarmos o nível ainda mais alto. Na verdade, nós temos que superar a nós mesmos artificialmente, pois, caso contrário, isso não é considerado trabalho. Todo o nosso trabalho é focado contra o ego, contra o que é revelado em nós a cada momento.

Mesmo se de repente eu estou num estado em que sorrio com os amigos, me sinto impressionado, e um sentimento de amor e unidade emerge entre nós, eu deveria entender que tudo é dado a mim pelo Alto, a fim de que eu suba ainda mais, porque este estado não é meu. Como um homem velho, eu deveria procurar: “Onde eu perdi alguma coisa? Onde posso encontrar um estado ainda mais elevado?” Eu não deveria denunciar o meu estado atual, mas sim buscar o último centavo que perdi aqui e ascender.

Isto significa que nós nunca recebemos certo estado de modo que devemos relaxar e aproveitar! Este é o egoísmo claro! A casca (Klipa) imediatamente começa a agir em nós e é muito difícil deixá-la mais tarde. Ela se acumula como escória, como material de resíduos, que temos que processar mais tarde, assim como poluímos a terra e os oceanos e depois temos que fazer algo sobre isso. Sem isso não vamos chegar à vida espiritual.

Neste sentido, é muito importante não desfrutar o que nos é dado num momento específico, mas sim encontrar prazer em nossos esforços! Nós devemos nos acostumar com isso.

Todos os nossos esforços, toda a nossa vida espiritual está acima da primeira restrição (Tzimzum Aleph) acima da Machsom (barreira). Restrição é um estado em que fazemos as nossas contas com o nosso ego e começamos a calcular apenas como sair de nós mesmos e encontrar prazer nisso.

Não é masoquismo, não é autoagressão e automutilação, mas sim aceitar uma subida egoísta com grandes esforços, mas esse esforço está incluído na Luz Superior. Eu espero que comecemos gradualmente a sentir isso agora. Vamos nos preparar para isso.

O Magnetismo Da Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso medir o meu estado fora do desejo de receber e será que isso é possível se nós estamos dentro dele o tempo todo?

Resposta: Isso significa que eu estou pronto para permanecer no estado atual para sempre, que é em Hafetz Hesed, não importa o que aconteça. Quanto mais eu me elevo, mais baixo o meu estado de Hafetz Hesed desce, o que significa que ele se estende até o nível mais baixo. Isso é chamado de mensuração fora do desejo de receber. No estado de Hafetz Hesed eu não faço quaisquer mensurações, mas sim tento ficar o mais baixo possível num estado permanente.

Isso é considerado que estou medindo fora do desejo de receber se não atribuo benefício como satisfação para o desejo de receber. Eu recebo a habilidade como uma barra de ferro levantada no ar por um ímã. Graças ao ímã, o ferro pode pairar no ar. Assim também é com o desejo, na medida em que a Luz influencia o desejo, elevando-o acima da intenção em prol da recepção, ele pode ser pendurado no ar com uma intenção em prol da doação.

O desejo em si não é alterado, mas a sua direção se transforma de “para si mesmo” para “para o outro”, ou seja, para o Criador. É assim que nós somos capazes de medir fora do desejo de receber.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/03/14

O Ritmo Da Vida Entre Recepção E Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a vantagem de descobrir o Criador?

Resposta: Se sentíssemos o desejo de viver, de receber prazer, a compreensão, o conhecimento, e melhorar a nossa condição, até mesmo essa questão não existiria. Eu preciso do Criador para o meu próprio bem.

Pergunta: Mas esse não pode ser o objetivo final.

Resposta: Por que não? Eu sou um desejo de receber, não tenho nada mais do que isso. Portanto, eu não estou pronto para desejar qualquer coisa além de bom e abundante. Assim, procurando o melhor, eu descubro que existe uma fonte para o bem, o Criador ou a Luz. Aparentemente, eu sou construído de tal forma que o melhor estado para mim é quando Ele me preenche. Aqui é onde o jogo começa. Por que eu sou preenchido? Eu sou preenchido porque vai ser bom para mim ou porque vai ser bom para o Criador?

Suponha que eu estou fazendo isso para o meu próprio bem. Nesse caso, minha realização será muito pequena. Eu vou ser como uma criança que está satisfeita e cheia, deitada sem se mexer, cheia de prazer. Isso ocorre porque todo movimento é uma busca de prazer e neste estado ela não tem nada. Mesmo o inanimado está acima disso; ele se protege, e aqui mesmo a proteção é supérflua.

O Criador não quer que a gente esteja nesse estado, pois este é um nível muito pequeno. Portanto, Ele organiza tudo para que não fiquemos satisfeitos com o preenchimento do eu; pelo contrário, é para que possamos preenchê-Lo, como se Ele precisasse. Mais precisamente, nós podemos ser preenchido por Seu amor. Isso acrescenta realizações cada vez mais novas e intermináveis a nós o tempo todo, e, como resultado disso, nos sentimos vivos.

Você sente um pouco de fome e um pouco de saciedade e, novamente, fome e saciedade, e assim por diante, repetidamente. Essa é a forma como a vida flui o tempo todo e você não congela, não para no nível primitivo de auto-satisfação, que o preenche até o fim, sem deixar qualquer deficiência. Por outro lado, se Malchut do Infinito não tivesse feito uma restrição (Tzimtzum) e tivesse preenchido todos os vasos até o fim, ele desapareceria e voltaria ao ponto inicial do algo a partir do nada, da existência a partir da ausência (Yesh mi Ain).

Por esta razão, o Criador criou tudo, de tal forma que devemos ser como Ele, nos tornarmos alguém que doa. Embora sejamos um desejo de receber, ao mesmo tempo queremos doar, e nós “oscilamos” entre recepção e doação, aumentando constantemente o intervalo. Isso nos dá a oportunidade para um desenvolvimento ilimitado e com isso nós sentimos uma aventura, um verdadeiro prazer. Nós desfrutamos tanto a fome como o preenchimento, porque desde o início até a nossa fome é dirigida para o bem do outro. Por isso, eu desfruto o amor dos dois lados, tanto do lado de Din (julgamento) como do lado de Rachamim (misericórdia).

Pergunta: Como alguém pode realmente querer isso?

Resposta: Estas distinções chegam com a ajuda da Luz. Ela nos ilumina conforme a nossa acomodação a ela, na medida em que nos assemelhamos a ela. E nós começamos a nos assemelhar com a ajuda do trabalho com os amigos no grupo.

Tente ajudá-los e você vai sentir a resistência. Não concorde com essa resistência, a fim de doara eles, e, assim, conforme o seu esforço, você vai despertar a Luz que Reforma.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Tudo Para Doar

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, 32:30-32: E aconteceu que no dia seguinte Moisés disse ao povo: “Vós cometestes grande pecado. Agora, porém, subirei ao Senhor; porventura farei propiciação por vosso pecado”. Assim voltou-se Moisés ao Senhor, e disse: “Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-Te, do Teu livro, que Tens escrito”.

Pergunta: Acontece que Moisés desiste de subir ao mundo superior. Mas como alguém pode desistir da eternidade?

Resposta: Quando uma pessoa está no nível de Moisés, no nível do atributo de doação, o próprio nível dita o que ela faz. Estando neste atributo, a pessoa não pode ver a si mesma, a sua própria existência, e o preenchimento de sua forma de outra maneira. Se não há preenchimento, ela também não existe, pois a menos que seja preenchido, o atributo de Moisés não leva a nada. É parecido com o estado em que Baal HaSulam pediu para ser rebaixado de sua altura espiritual para que pudesse ser capaz de expressar em seus escritos o que as pessoas precisam, a fim de cumprir a correção.

Portanto, quando Moisés pede ao Criador para riscá-lo do Livro da Vida, não há resistência, rebelião contra o Criador, já que é o atributo interno de uma pessoa. Nós não devemos imaginar Moisés como uma pessoa diante do Criador. Tudo o que a Torá fala está dentro de nós e nós temos que percebê-lo corretamente e não imaginar cenas de filmes de Hollywood. Uma pessoa que sente internamente o atributo de Moisés não pode responder de outra maneira, uma vez que ele a obriga. Nós sempre assumimos quem somos e quais atributos existem em nós e nos governam.

Qualquer estudo que traga a Luz, que nos leve a unir, é cumprido a fim de disseminar e doar. Tudo é para doar. A pessoa só existe para os outros, e só para que eles existam. Tal desprendimento absoluto é uma indicação do atributo de Bina.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/09/13

Visando O Atributo De Doação

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 32:33-35: E o Senhor disse a Moisés: “Aquele que pecar contra Mim, a este riscarei do Meu livro. Vai, pois, agora, conduze este povo para onde Te tenho dito; eis que o Meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da Minha visitação visitarei neles o seu pecado”. Assim feriu o Senhor o povo, por ter sido feito o bezerro que Aarão tinha formado.

Esta é uma nova correcção. A Luz Superior revela quais níveis do nosso ego estão mais próximos e quais estão mais longe à medida que desce a todos os nossos níveis egoístas. Então, eles são classificados: alguns afundam ao nível da morte e outros sobem mais para cima, etc. Torna-se claro que é um passo para frente, e também para onde devemos avançar e como fazê-lo.

A partir deste esclarecimento, da compreensão do que a pessoa é feita em relação ao Criador, quando todos os cinco níveis estão claramente dispostos nela, de acordo com eles ela se concentra no atributo de doação. Afinal de contas, ela não vê o atributo de doação; ela não vê o Criador. Mas eles estão dentro dela num estado, e na correlação entre eles é que eles lhe mostram essa direção e ela pode avançar. Apenas pela informação interna, por seus sentimentos internos, concentrando-se no que está mais perto do Criador do que no que está dentro dela, é que ela se vira na direção certa e segue em frente.

A pessoa se concentra internamente no atributo que ilumina um pouco. Pela cooperação mútua de seus atributos internos com esta iluminação, quando ela os estabelece de acordo com sua distância, ela se concentra na direção que deve se voltar, de onde e o que o puro atributo de doação realmente é.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/09/13

O Lado Oposto Da Característica De Doação

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, 32:2-3: E Aarão lhes disse: “Quebrem os anéis de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e tragam a mim”. E todo o povo quebrou os anéis de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxe a Aarão.

Jóias incorporam a parte feminina do trabalho espiritual, que inclui mulheres, idosos e crianças. Isto é o que é dito aqui, que todo o trabalho espiritual com o qual o povo de Israel se adorna torna-se seu oposto, a doação.

Aarão era o desejo do “sumo sacerdote em nós”; na época, este era o maior poder que o povo de Israel encontrou para o avanço. Se não fosse por ele, como eles teriam criado o “bezerro de ouro”? Este poder concordou com um trabalho que era o oposto da doação, porque o ego estava agora no controle.

Uma pessoa avança de forma particular, e parece-lhe que essa direção é completamente certa, e quando o ego se eleva, tudo aquilo que ela lucrou numa determinada parte do caminho que ela avançou, agora se torna o oposto. Portanto, mesmo uma característica tão pura como o sumo sacerdote se torna impura.

Nós encontramos muitos desses fenômenos em nosso mundo. Suponha que uma pessoa está envolvida em algum tipo de ciência, querendo levar bondade e felicidade à humanidade, e como resultado disso, produz uma arma que traz a morte.

Pergunta: Se uma pessoa avança por meio do “bezerro de ouro”(o seu ego), em minha opinião, o nível chamado “medo” está faltando aqui.

Resposta: Pelo contrário, o medo empurra a pessoa para o bezerro e ela adquire segurança. Em princípio, o medo deve trabalhar em conjunto com a vergonha, porque a pessoa deve fiscalizar e criticar a si mesma na medida em que a vergonha surge nela em todos os níveis.

A vergonha evoca a primeira restrição (Tzimtzum Aleph) em nós e deve nos levar a isto: que com a sua ajuda, nós podemos perceber o Criador. Isso ocorre porque a fonte da vergonha está na sensação do que está diante de mim, e isso é só o Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 09/09/13

Expandir Os Horizontes De Doação

Dr. Michael LaitmanA ocultação da face se torna um Kli para descobrir o Criador. Sem este período de preparação a pessoa não teria nada com que sentir essa descoberta. É impossível descobrir o Criador só porque você quer isso agora. Como você pode ter um desejo, se não passar pelas etapas de busca, esclarecimento, pressão e impotência ao tentar descobrir o Criador, isto é, descobrir a característica de doação e amor, que você deseja adquirir, mas não pode?

É impossível sem uma busca como essa, e o mais importante é que você deve estar em um ambiente que o dirige em direção à meta o tempo todo. E mesmo que você ainda não esteja se conectando com a meta certa, não a vê e se confunde, você está constantemente, incessantemente buscando ela. Assim, o caminho começa a ser estabelecido cada vez mais, a partir de muitos caminhos, e contraído cada vez mais em um único caminho. Em última análise, a meta passa a ser mais clara, começa a revelar que é imperativa. Assim que você chega a um estado onde há uma meta diante de você, há uma missão clara. A meta superior se torna mais clara, assim como a nossa meta. Você já está trabalhando num acordo para abordá-la, para descobrir e percebê-la.

É impossível passar sem essa fase, porque especificamente através disso nós reunimos o Kli para sentir o Criador, o Kli para sentir a espiritualidade. Há 125 degraus neste caminho e cada degrau inclui muitos caminhos, estados, subidas e descidas, infinitas integrações de Sefirot um dentro do outro.

Nós não sentimos tanto as mudanças que estão ocorrendo em nós agora, mesmo que, junto com isso, estejamos passando por um grande número de estados. Como uma criança que brinca e corre atrás de seus pais, ela não vê e não sente que há um grande mundo ao seu redor com uma infinidade de atividades e eventos onde algo está acontecendo o tempo todo. Ela vive em seu próprio mundinho.

Portanto, nós também estamos em algum tipo de Klipa que esconde a verdadeira realidade de nós. Mas quando nós reunimos experiência, ou seja, aprendemos a fazer ações que são dirigidas cada vez mais à meta, de acordo com as possibilidades que são evocadas para nós a partir de uma supervisão superior, cada vez mais nós expandimos nossos horizontes, o que significa que podemos expandir nosso Kli de absorção, e depois começarmos a sentir um mundo mais amplo com todos os sistemas que estão nele.

É assim que ocorre a maturação na vida material, e é precisamente o mesmo na vida espiritual também. Somente na vida espiritual a expansão depende da nossa capacidade e prontidão em tolerara doação, Lishma, isto é, a capacidade de agir não para o meu próprio bem, mas para o bem de todos. E depois, do “para o bem de todos” nós passamos para “o bem do Criador”, como é dito: “Do amor da criação ao amor do Criador”. Assim nós passamos pelos estágios de desenvolvimento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/12/13

Vida Na Doação, Morte Na Recepção

Dr. Michael LaitmanO ser criado deve estar entre dois sistemas, a fim de crescer e existir: a casca (Klipa) e a santidade (Kedusha). É por isso que existem os mundos de ABYA de santidade e ABYA de impureza, como se diz, “Deus criou-os um em oposição ao outro”. As almas estão no meio e conforme elas passam pelas fases de desenvolvimento, elas são alternadamente influenciadas pelo sistema de pureza e o sistema de impureza.

Desta forma, aquelas que são alimentadas pelo sistema do Klipa são chamadas de mortos e aquelas que são nutridas pela santidade são chamadas de vivos. Assim, a influência dos mundos ajuda as almas a se desenvolver continuamente entre a vida e a morte.

Nós nos desenvolvemos gradualmente a partir do simples desejo de viver a vida material, corporal, num desejo de um nível espiritual. Neste nível não há mais a vida e a morte, no sentido usual. Na vida espiritual nós somos independentes do corpo; nós nos elevamos acima dele e começamos a sentir um nível diferente de vida. Então, a vida significa que estamos sob a influência da força de doação, e a morte significa que estamos sob a influência da força de recepção.

Isso nos ensina como transformar todas as forças da intenção “a fim de receber”, da inclinação ao mal, para a inclinação ao bem. Assim, nós conseguimos estabelecer a nossa vida espiritual.

Nós devemos entender o que significa o princípio “Deus criou-os um oposto ao outro” aqui: Se um desejo é evocado em nós, o outro desejo cai, e vice-versa. Os dois sistemas não podem operar simultaneamente. A eficácia de um sistema é à custa da ineficácia do outro sistema. Assim, eles operam alternadamente, de acordo com o plano superior que está no mundo de Atzilut.

Os sistemas de BYA de santidade e BYA de impureza nos ajudam a avançar, empurrando-nos para frente. Se nós avançamos pelo sistema de BYA de impureza, nós desenvolvemos “a seu tempo”, e se nós avançamos pelo sistema de BYA da Santidade, nós aceleramos o nosso desenvolvimento, que se chama “Eu vou apressá-lo”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/14, Escritos do Baal HaSulam