Textos com a Tag 'Doação'

A Recompensa É Doar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma atriz muito famosa pediu uma explicação do significado de conexão para que não se torne uma “coleção de palhaços”. Ela e a família inteira assistem o Canal 66, mas este conceito ainda não está claro para eles.

Resposta: O “povo de Israel” é a primeira parte da humanidade a receber uma necessidade adicional e não está disposto a viver apenas a serviço do seu ego no nível físico, bestial, terrestre. Em “Israel” há uma centelha adicional que o conecta com o Criador, com a origem da Luz. Portanto, ele não pode estar satisfeito com a vida física no plano terrestre; ele deve se conectar com a fonte superior.

Para atingir a realização espiritual, a conexão com a fonte superior, nós somos obrigados a estar conectados entre nós, isto é, a conectar nossas centelhas. Assim, nosso trabalho é em dois planos. O trabalho no plano físico é dirigido a satisfazer uma existência razoável, sem excessos, mas também sem privações.

Todos os outros esforços devem ser direcionados à elevação espiritual que depende totalmente da aquisição da necessidade de conexão, não da realização da conexão em si, mas por um desejo por ela. A conexão em si vai chegar mais tarde, graças à Luz Superior.

“Israel” também é dividido em duas partes. Uma parte sente uma atração por alcançar o mundo espiritual e inclui várias pessoas, não só entre as pessoas físicas de Israel, mas também de outras nações. Isto é devido à integração mútua das almas após a destruição do Templo e o exílio que se seguiu.

Por enquanto, estes são desejos egoístas para alcançar o Criador, e esses desejos são vestidos em nosso ego. Portanto, nós queremos alcançar o Criador para poder desfrutar disso, para sermos preenchidos, para senti-Lo, para descobrir Olam HaBa (mundo vindouro), para sobrepor-se à morte.

Mas, depois disso, nós começamos a entender que tudo isto é conseguido com o desejo de doar. Portanto, todas as perguntas que fazemos no começo sobre alcançar o mundo espiritual se tornam inválidas. Assim, a pessoa passa por uma séria crise interna, aguenta descidas e decepções em seu ego.

Isto é porque ela, de repente, percebe que não obtém satisfação egoísta, mas especificamente o oposto; ela deve ter auto realização de forma oposta, na doação. Assim, passo a passo, nós começamos a abordar a verdade, que não é fácil. No final, nós devemos estar prontos a abandonar nosso ego para alcançar o Criador. “Alcançar” não significa capturar ou agarrá-Lo, mas o contrário, sacrificar-se, entregar-se a Ele, dedicar-se ao Criador.

E aqui ficará claro que não está na nossa habilidade fazer isso, porque somos egoístas absolutos. A única coisa que podemos fazer é entender que tal ação é realizada pela Luz que Reforma, que transforma a nossa compreensão, consciência e valores.

Nós começamos a apreciar a doação mais do que a recepção e preferi-la, e assim é como a doação se torna uma recompensa para nós. Nós queremos ser doadores, ser libertados de todo ganho egoísta e nos dedicar ao serviço de todos, e, através deles, ao Criador, a fim de dar contentamento a Ele. Isto é o que é especificamente chamado de conexão.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/07/14

No Espesso Campo De Força Da Doação

Dr. Michael LaitmanNós deveríamos estar tentando decifrar o jogo do Criador e nos aproximando da imagem real. Então vamos sentir que estamos no campo de força da doação, como numa nuvem. Como se diz: “Sua glória preenche o mundo”.

Nós estamos todos no mesmo campo de força. A Luz Superior preenche toda a realidade e está num estado de repouso absoluto. Nós precisamos desenvolver o nosso vaso de modo a começarmos a sentir a Luz superior.

Para fazer isso, foi-nos dada a nossa natureza quebrada, de modo que, na medida em que nos esforçarmos em nos conectar, vamos começar a nos revelar no campo de força. Este campo é unificado e completo, mas nós o descobrimos na medida em que o atributo de doação se desenvolve em nós. Quanto mais atributos de doação houver dentro de mim, mais forte se torna a sensação do campo de força.

É assim que a lei da equivalência de forma funciona, como em todos os campos de força físicos, seja elétrico, magnético ou radioativo. A única diferença é que nós podemos identificar as forças que operam no nível corpóreo naturalmente ou por instrumentos que construímos.

No entanto, existem forças e atributos que pertencem ao nível falante. Para percebê-los, nós temos que mudar e melhorar. Nenhum instrumento pode nos ajudar aqui. Nós temos que criar nossos próprios instrumentos internos, trabalhando em nossa conexão e estabelecendo o atributo de doação em nós no qual sentimos e descobrimos este campo.

A principal coisa é não deixar nem por um momento o pensamento de que estamos num campo de doação, como num meio denso. Ele envolve todos os nossos movimentos, nosso corpo e nossos sentimentos, e preenche tudo.

Não há nada que uma pessoa não possa sentir, nós só temos que nos esforçar esforços e praticar. Nosso trabalho é desenvolver o sentido, o vaso para sentirmos esse campo de doação, de Luz Superior em que estamos imersos.

O exercício “afastar-se do mal” que nós apenas começamos também se destina a atingir esse objetivo. No conjunto e em cada lição, nós precisamos apenas levar em consideração a Luz, até que ponto podemos de alguma forma evocar desejos dentro de nós que nos ajudarão abordar, sentir e tocar a força superior. Este é o objetivo da lição.

O exercício de afastar-se do mal tem a intenção de desenvolver o senso de percepção da doação em nós, com o qual vamos descobrir que estamos no campo de força do superior.

Em um dos meus primeiros livros, eu descrevo a sensação deste campo com o exemplo de uma pessoa que, de repente, sentiu isso de forma espontânea, como resultado de grandes sofrimentos que ela tinha experimentado numa prisão siberiana. Mais tarde, ela leu meu livro e veio ao meu encontro. Foi muito interessante encontrá-la, mas eu não sentia que ela ainda tinha a vida espiritual. Isso ocorre porque a revelação não foi consequência de seu trabalho proposital.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 06/07/14

Pão Numa Cesta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Carta 43”: …Está escrito: “E Moisés tomaria a tenda”, etc. Por que ele armaria a sua tenda fora do acampamento…?

No entanto, é o contrário. É um verdadeiro remédio abrir as fontes da sabedoria à uma fonte fiel, já que uma vez que Moisés armou a sua tenda fora do acampamento, o desejo por ele dentro do campo aumentou, assim como aquele que tem o pão em sua cesta não é como aquele que não tem, etc.

Como de costume, nós não apreciamos o que temos e assim Moisés tem que sair. Está escrito: “A Torá vai sair de Sião (as saídas)”. Nós temos que sair de um estado, a fim de apreciar o que era e o que será. É somente pelo sentimento de deficiência que chegamos à importância.

A pessoa tem que trabalhar no aumento da importância do estado atual, como um homem velho que anda curvado como se estivesse procurando algo que perdeu, aumentando as deficiências pessoais por meio do grupo e da disseminação. Não devemos esperar que as deficiências despertem dentro de nós por si mesmas e reclamar por que não estamos queimando, por que não ansiamos, por que estamos dormindo.

Se uma pessoa não buscar deficiências adicionais por si mesma, pela conexão com os amigos, o estudo e a disseminação, ela vai secar, murchar e perder o interesse. Deve haver sempre “pão em sua cesta”. Se a pessoa sabe que tem uma fatia de pão para o futuro, ela não terá medo de estar com fome, uma vez que esta ação vai satisfazê-la. Mas se ela não tem nada para o futuro, então mesmo se estiver cheia, ela já vai sentir uma deficiência e preocupação. É porque o vaso futuro é revelado gradualmente e ela não tem o preenchimento esperado.

Portanto, nós devemos sempre ansiar pelo futuro preenchimento, o que significa pelo desejo de doar. A Luz de Hassadim, em contraste com a Luz de Hochma, preenche o vaso vazio com alegria pelo anseio de preencher os outros. Embora eu não tenha nada meu, nem mesmo uma camisa, como alguém que só quer ser Hafetz Hesed, eu não preciso de nada.

Esta é a perspectiva que temos que olhar a respeito do que significa “pão em sua cesta”. Isso significa que, por um lado, a pessoa se prepara para um vazio cada vez maior, mas por outro lado, tem que sentir um preenchimento nele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Garçom Excepcional

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que, quando eu obtenho o máximo em prol da doação, em todo o próximo Partzuf, a Luz diminui em vez de aumentar: Galgalta, AB, SAG, MA, BON?

Resposta: Eu sinto no Partzuf AB o que não pode ser recebido em Galgalta porque o Criador cresceu aos meus olhos, o prazer cresceu. Eu já sou estimulado pelo o que recebo Dele.

Eu tinha um garçom comum, e, de repente, eles me dizem que ele não é um garçom comum, mas o filho do dono do restaurante. Desta forma, a partir de Galgalta eu passo a AB.

Em SAG eles me dizem que ele é um grande cientista e que isso é apenas o seu hobby. E em MA e BON, eles me dizem que ele quer servir as pessoas e por isso trabalha como garçom.

Portanto, o tempo todo aos meus olhos, o prazer em si não aumenta, mas o doador do prazer é que aumenta. No final, eu vejo que não posso responder-lhe com a mesma atitude que ele mostra para comigo. A atitude do Criador torna-se cada vez mais evidente para mim.

Portanto, não é justo que a Luz seja cada vez maior, mas NRNHY (Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida); a Luz muda sua qualidade.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Presentes Invisíveis

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós precisamos ter esperança de redenção, a qual é impossível sem a nossa esperança?

Resposta: Basta sentir o quanto precisamos dela. Enquanto não temos uma deficiência por alguma coisa, não há Kli; nós não estamos prontos para receber a satisfação desejada.

O Criador está pronto para nos dar presentes, tanto quanto quisermos. Ele exige apenas uma coisa: que tenhamos um desejo por eles, caso contrário, nós não sentimos os presentes. Se você levar um presente para uma pessoa que não precisa, ela não vai sentir qualquer valor nele.

Portanto, nós temos que atingir uma deficiência e, assim, descobrirmos que o presente já se encontra perto de nós, no ar. Todo o espaço que nos rodeia está cheio de presentes; você simplesmente não vê e não imagina o que está acontecendo aqui. Tudo já existe; você só precisa de uma deficiência.

É como se eu tirasse os óculos e não visse nada na minha frente. Como é possível dar algum tipo de presente para uma pessoa em condições como estas? A Luz Superior está em repouso absoluto, mas o presente é revelado num desejo que é apropriado para a Luz. Prepare o seu desejo e o presente será revelado.

Não há necessidade de pedir ao Criador: “Dê-me, dê-me!” No momento, eu começo a preparar a minha deficiência, eu descubro que não estou pronto para fazer isso, e depois vou pedir ao Criador: “Ajude-me a moldar meu desejo para o presente que você preparou para mim”. E o Criador vai ajudar.

Porém, enquanto eu não formar o desejo, não vou sentir o presente. O desejo tem que corresponder precisamente ao presente, à Luz. A redenção não virá; enquanto eu não tiver um desejo completo, uma necessidade pelo Criador, pelo rei do mundo, não haverá sentimento de exílio. A separação do Criador é a morte para mim! Ele deve ser descoberto no meu mundo; caso contrário, eu não vou ser capaz de conseguir o que tanto preciso.

Se eu não tenho esse sentimento de exílio, como a redenção pode vir? Como o presente pode ser revelado, se eu não tenho uma necessidade por ele? Eu devo sentir que estou ansiando por doar e não estou pronto para chegar a isso, então eu sou obrigado a pedir que o Criador me salve, revele a Sua grandeza.

Eu não preciso de Sua revelação, caso contrário eu iria começar a desfrutá-la egoisticamente; sim, eu preciso do sentimento de Sua grandeza. Isso é tudo que eu peço! Assim como é importante que eu saia de férias e relaxe na praia agora, eu devo pensar constantemente em doação e entenda que, para atingir esse objetivo, eu preciso da grandeza do Criador.

Meu desejo precisa receber uma forma acomodada com a revelação do Criador. Eu quero doar ao Criador, sentir dentro do meu desejo como eu doo a Ele, e que Ele tem prazer de mim e doa a mim através desta forma. Desta forma, nós estamos juntos com Ele nesta intenção, na adesão com o outro, na doação mútua.

Não faz nenhuma diferença quem doa e quem recebe. O Criador dá e eu dou; Ele doa e eu doo; ambos são iguais. Não importa quem é o primeiro e quem é o último se há amor entre nós, nossas ações são completamente iguais. Que Ele é o Criador e eu sou a criatura perde todo o significado. O filho é menos importante para sua mãe que ela é importante para si mesma?

Pergunta: Segue-se que o Criador também recebe?

Resposta: O Criador recebe prazer de mim. Mas onde é que Ele desfruta  se Ele não tem nenhum desejo de receber? Ele desfruta meus desejos! É como uma mãe que desfruta de seu bebê porque as coisas estão indo bem para ele. Seu prazer se encontra no bebê.

Agora nós podemos entender como é grande o nosso desejo por prazer. Dentro dele já existe o desejo de doar do Superior, e assim tudo começa e termina com o nosso desejo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/04/14, Escritos do Baal HaSulam

O Ego Empurra A Pessoa À Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os egípcios empurraram os filhos de Israel para trabalhar a fim de doar?

Resposta: Pelo desespero! Uma pessoa executa ações egoístas, Lo Lishma (não para si mesmo), mas isso não importa, já que estamos abaixo do Machsom (barreira).

Acima do Machsom há a dominação da doação, a intenção altruísta, enquanto abaixo do Machsom há a dominação da recepção, a intenção para mim. Após a quebra os desejos caíram abaixo do Machsom. A quebra ocorreu de propósito a fim de proporcionar a condição em que vamos querer retornar à conexão, mesmo egoisticamente, e isto é considerado que temos a intenção correta.

Isto significa que a Luz que Reforma vai agir sobre nós de Cima. A fronteira do Parsa, o Machsom, não impede a Luz Circundante e não é uma barreira para ela. A Luz Circundante pode iluminar até mesmo com uma intenção egoísta e uma oração. O MAN pode vir de desejos egoístas que só anseiam um pouco por doação.

Parsa é uma fronteira muito sensível, e assim nós podemos chegar à correção de todos os estados.

Os egípcios, os desejos de desfrutar, são os que empurram Israel para trabalhar a fim de doar, para que eles possam levar todos os ganhos. É como uma cobra que engole todos os frutos do nosso trabalho. O que mais pode ser um meio que me ajuda a avançar além do Egito, além dos meus desejos egoístas?

Uma pessoa não tem outros meios. Há o ponto no coração, que é empurrado para frente pelos vasos egoístas: pensamentos, desejos e intenções. Sem esse obstáculo eu não teria nada mais exceto as centelhas chamadas de filhos de Jacó. Estas centelhas na verdade não querem fazer nada e são apenas Reshimot (reminiscências) dentro de uma pessoa.

Nós podemos avançar apenas pelos cruéis desejos egoístas deste mundo e para além dele: os desejos de alcançar, entender, subir acima da vida e da morte. Onde conseguimos força para vir para a lição toda manhã e disseminar? Tudo isso vem do Faraó, do nosso ego. Uma pessoa que suprime o seu ego não pode avançar.

Portanto, nós não restringimos nossas ações egoístas. Pelo contrário, quanto mais o ego nos empurrar, melhor. Como se diz, “aquele que é maior do que seu amigo, seu desejo é ainda maior”. Uma pessoa anseia alcançar o Criador, e o Faraó a ajuda a avançar.

Nós temos que usar todo o ego cruel que temos, o que significa ir até os 49 portões de impureza. Os egípcios nos ajudam a avançar, mas ao mesmo tempo cada vez nós recebemos a Luz, e assim alcançamos o estado em que temos que fugir. A Luz que chega até nós cria essa atitude especial para com a intenção em nós, mas nós realizamos todas as ações à custa dos egípcios.

Portanto, o melhor Faraó é o que nos dá problemas e nos leva a um estado onde podemos escapar dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

Linhas Cada Vez Mais Claras De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pedir ajuda aos amigos?

Resposta: A ajuda só pode vir na direção da conexão, quando todo mundo anseia por atingir uma conexão em que há máxima doação mútua entre si para o bem de revelar o Criador. Nós tentamos criar cada vez mais conexões entre nós ao tentar isso ou aquilo, e os egípcios nos ajudam mostrando qual conexão é certa e qual não é. Eles nos mostram os nossos erros, os lugares onde não nos conectamos corretamente e não conseguimos o benefício mútuo.

Assim, eles nos ajudam a avançar, e isso é chamado de “o Faraó levou os filhos de Israel ao Criador”. Assim, nós constantemente procuramos qual deve ser o verdadeiro atributo de doação. Nós não conseguimos descobri-lo, mas apelamos por meio de pedidos, orações, clamores, esclarecendo as coisas entre nós e o Criador até que finalmente o compreendemos.

Mas nós temos que encontrá-lo por nós mesmos. Há uma ajuda, uma iluminação de Cima, de acordo com o nosso esforço. Mas nós não podemos receber essa revelação de graça, uma vez que não sentiríamos nada. Esta deve ser o resultado de nossos esforços, nossa busca e nossos pedidos. Tudo deve começar a partir do nosso impulso interior, de um despertar de baixo. Se conectarmos com outras pessoas de uma forma que corresponda à primeira revelação, isso acontece e nos leva à redenção.

Nós temos que procurar a próxima forma de doação que é cada vez mais avançada, a fim de encontrar o Criador de uma forma clara, iluminada e mais proeminente. A forma do Criador é, na verdade, nós. A forma de doação que descobrimos entre nós é a Luz. Agora nós não a vemos ou sentimos, mas depois a Luz vai nos sustentar.

Nesta Luz nós descobrimos a ideia da criação, os atributos do superior. Assim, nós podemos construir a infraestrutura para a Sua revelação, que é chamada de Divindade. A forma de doação com a sua missão é chamada de Criador. O Criador está vestido no ser criado. O ser criado é o Partzuf espiritual que é construído como resultado da conexão entre nós. Por isso, se diz que nós criamos o Criador, que é chamado de Bo-re (venha e veja).

Pergunta: Então, onde está o pedido de ajuda dos amigos aqui?

Resposta: O pedido deve ser mútuo. Isso é chamado de garantia mútua. Ele tem que estar incorporado na doação mútua. Tudo visa a uma direção. A garantia mútua é o esforço comum para alcançar a forma do Criador e Seus atributos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

Sacrificar O Ego Em Prol Da Doação

Dr. Michael LaitmanComentário: O oferecimento de um sacrifício foi descoberto após as consecutivas entradas de Abraão, Isaque e Jacó no Egito.

Resposta: O oferecimento de sacrifícios também era de certa forma comum no Egito, mas de uma forma totalmente diferente; a Abraão, por exemplo, foi dito: “Ofereça Isaque como sacrifício”.

Após o êxodo do Egito, havia instruções diretas para vir ao Criador, para a construir o Tabernáculo, para informar os sacerdotes, etc. Isto tornou-se o movimento de uma nação que não existia no Egito.

Portanto, nós podemos entender como o costume hebraico de oferecer sacrifícios de animais abatidos foi odiado pelos egípcios. É porque o ego vê como ele está sendo destruído e sacrificado a fim de adquirir o contrário, o atributo mais odiado, a propriedade de amor e doação.

O ego não pode suportar qualquer forma de sacrifício, e é contra isso, mas não pode fazer nada em relação a isso.

Pergunta: Alguns condados proibiram o abate kosher de animais.

Resposta: Geralmente encontramos este fenômeno, visto que o ego ordinário normal não entende que oferecer um sacrifício kosher, mesmo no nível corpóreo, é a forma mais humana e misericordiosa, porque, nesse caso, o animal não sente que é morto. Na verdade, ele simboliza correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/11/13

Um Motor Que Funciona Com A Energia Da Doação

Dr. Michael LaitmanRabash, “Três Orações”: Quando Moisés veio falar “em Seu nome”, o que significa que eles deveriam trabalhar para o bem do Criador, o “mal chega a esse povo”, ou seja, eles se tornam mais perversos. Isto significa que antes que Moisés viesse falar que eles só deveriam trabalhar para o bem do Céu, todos se envolviam na obra de Deus e pensavam que eram justos.

Eles tinham a força e energia para trabalhar, porque no que eles trabalhavam era claro para eles. Mas, depois que Moisés veio com a mensagem de que eles tinham que trabalhar a fim de doar, eles se tornaram ímpios. Então, para eles seria melhor não se envolver em trabalho “Lo Lishma“.

Nós vemos que muitas pessoas que vêm estudar sentem a força, o desejo e a motivação egoísta. Isso continua até que elas ficam impressionadas com o verdadeiro trabalho e entendem que ele deve ser totalmente acima do ego e contra ele.

Depois, os seus poderes desapareceram. Até então, eles eram ferozes, decididos e cheios de energia, e de repente tudo desaparece e eles perdem o poder de fazer qualquer coisa. Com que energia eles podem trabalhar, com que combustível?

Depois, todos caem, e apenas aqueles que podem avançar ao atrair poderes de doação e estão prontos para ações “a fim de doar” podem mudar para um combustível diferente, para a energia de doação.

Pergunta: Qual é o combustível de doação alternativo?

Resposta: O combustível da doação é o respeito pelo Criador, a grandeza do Superior. Portanto, nós temos que sentir a grandeza do grupo, depois a grandeza do professor e de todos os Cabalistas do passado, e, em seguida, a grandeza do Criador.

Nós temos que trabalhar constantemente nesta grandeza e na sua apreciação e com isso receberemos o poder para avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/14, Escritos do Rabash

A Estranha Doação Para Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o trabalho de satisfazer o desejo do outro é chamado de “intenção”?

Resposta: Isso é chamado de “intenção” porque eu mesmo uso tudo que eu tenho para satisfazer o desejo do outro.

Eu só posso trabalhar com os desejos. Há um trabalho chamado de preparar os Kelim: isso é “doar em prol de doar”, o nível de Bina. E há o trabalho espiritual direto, “receber a fim de doar”.

Mas eu sempre trabalho com o desejo. Se eu trabalho com meus desejos, isso é chamado de “a fim de receber”, e se eu trabalho com os desejos do outro, isso é chamado de “a fim de doar”.

Em todos os casos, o trabalho é feito com os desejos e a intenção mostra para o bem de quem eu estou agindo: a fim de receber ou a fim de doar. A intenção é o meu plano de trabalho. A intenção a fim de doar significa que eu trabalho com o desejo do outro acima do meu próprio desejo e uso toda a minha habilidade para ajudá-lo e satisfazê-lo.

Mas, basicamente, seus desejos são meus. Eles simplesmente derramam algum tipo de poeira nos meus olhos o que torna impossível para eu ver que eles são meus e que tudo isso sou eu. Então, eu trabalho tentando satisfazer esses desejos que são aparentemente estranhos para mim, mas, basicamente, estou me satisfazendo. Depois disso, eu vejo que tudo isso pertence a mim. Portanto, por que eu tenho que trabalhar em prol de uma dádiva tão estranha? Para que eu precise criar um relacionamento com o outro e, essencialmente, sinta o Criador por meio dele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/03/14