Textos com a Tag 'Desejo'

Perguntas Sobre Israel E O Desejo De Receber

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual órgão do “corpo” da alma coletiva Israel se tornará? Ou ele é o embrião de Adão?

Resposta: Ele será sua cabeça, uma vez que “Isra-El” significa “Li Rosh” ou “minha cabeça”, como disse o Criador. Todas as pessoas no mundo que aspiram revelar o Criador pertencem a esta parte da alma coletiva.

Pergunta: Será que a criação da consciência da existência de desejos pazerosos expressos como desejo de doar e desejo de receber cria o egoísmo? Será que o egoísmo na sua forma extrema tem semelhança com a singularidade que, em analogia com o  “buraco negro” astrofísico, só recebe? Pode a fuga da jaula do egoísmo ser comparada à quebra do vaso, onde a quebra do egoísmo é a mudança do desejo de receber para o desejo oposto, ou seja, o desejo doar?

Será que a quebra do egoísmo e a combinação dos desejos de doar (expresso pelas almas individuais) desenvolve a criatura que tem o desejo de doar? Essa combinação pode ser comparada ao equivalente espiritual do big bang que criou o mundo material? Será que a criação do desejo de doar e do desejo de receber a quebra de uma “singularidade espiritual” é manifestada no nível humano da realidade como a quebra de uma singularidade material (também chamada de big bang)?

O propósito de nossas vidas em nossa realidade é conduzir a evolução de uma realidade espiritual em virtude de uma quebra intencional dos vasos do egoísmo (consciência desequilibrada do desejo de dar e receber) do indivíduo? A intenção deliberada do indivíduo de quebrar seu próprio vaso do egoísmo assemelha-se à intenção original do Criador criando esses desejos?

Resposta: Eu estou deixando suas perguntas, e minha resposta a todas elas é “sim!”

O Desejo Não Está Quebrado – A Tela Está

Dr. Michael LaitmanPergunta: O senhor diz que os desejos estão quebrados, mas eu percebo o desejo como algo inteiro. O que é um desejo “quebrado”?

Resposta: O desejo de receber para o seu próprio benefício é referido como “quebrado”. E o desejo dirigido à “doação” aos outros é referido como “corrigido” ou inteiro. O desejo não quebra, a tela sim.

O desejo é sempre inteiro. Se meu desejo tem uma tela, e quando a Luz vem eu sou capaz de passá-la aos outros e manter apenas o que preciso para minha existência, isto significa que toda a Luz superior passa através de mim aos outros. Ela nunca permanece em mim; ela circula constantemente do mundo Infinito a todos, sem exceção. Então, eu me sinto totalmente satisfeito, e a força da vida sempre circula em mim.

Mas, se eu não tiver essa qualidade, ou seja, se eu não possuir a tela, a Luz superior não chega até mim. Ela retorna imediatamente para sua fonte, realizando a condição da Primeira restrição (Tzimtzum Alef ou TA): a Luz não entra no desejo de receber sem uma tela. É por isso que eu sinto que existo “dentro de mim” e não na Luz.

“A coisa dento de mim”, que sou eu, é chamada de “este mundo”, que é o que percebemos por enquanto. “Este mundo” é o que percebo dentro de mim.

O mundo superior é o que eu sinto fora de mim quando me conecto com o resto. Então, eu percebo a vida de todo o corpo, e toda a Luz do Criador passa através de mim para o resto.

É por isso que o estado em que eu tenho uma tela, quando estou conectado com todos os outros e passo a Luz a eles, é chamado de “corrigido”. E o estado quando eu não tenho uma tela é chamado de “quebrado”. O desejo não está quebrado, a tela está, mesmo que frequentemente se use o termo convencional: “desejos quebrados”.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 23/10/11

O Ladrão Que Não Roubou Uma Moeda

Dr. Michael LaitmanO fato dos nossos desejos estarem quebrados e distantes entre si é uma grande ajuda. Graças a isso, nós estamos na mesma situação descrita na parábola sobre o rei que queria transferir todo o seu tesouro de um lugar para outro e tinha medo de colocar tudo nas mãos de um único indivíduo, uma vez que todos eram ladrões.

Assim, ele dividiu seu tesouro e deu a cada indivíduo uma moeda para que cada um resistisse à pequena tentação e, portanto, não roubasse, mas levasse a moeda para o depósito. Desta forma, o rei transferiu todo o seu tesouro para o novo local.

É exatamente isso que acontece conosco. Nossos vasos (desejos) estão quebrados; assim, cada pessoa tem seu próprio pequeno desejo. No entanto, se ela se conecta a outros, graças a isso ela não pega deles os desejos maus e quebrados, mas a força para superar seu próprio desejo.

Isso nos dá uma série de vantagens. Em primeiro lugar, tudo que eu preciso restringir é meu pequeno desejo. Em segundo lugar, ao meu redor há uma grande sociedade com enorme força, e ela pode me influenciar com os seus valores.

Afinal, apesar do fato dos nossos desejos estarem quebrados, eles estão conectados a um sistema. Ou seja, não estamos conectados uns aos outros por nosso próprio desejo, mas contra nossa vontade, não do nosso lado, mas do lado da natureza. Se eu estou sob a influência dos desejos que estão tão distantes de mim, eu posso usá-los como um instrumento externo, uma ajuda externa, em vez do Criador.

Acontece que, graças à quebra, eu recebo “ajuda contra Ele”: eu posso usar a parte do meu desejo que foi separada de mim pelo meu egoísmo. Parece-me que estes desejos são opostos a mim, distantes de mim, rejeitados e odiados por mim. Assim eu posso usá-los como forças de assistência.

Isso significa que temos muito a ganhar com a quebra. Por um lado, eu não sou obrigado a corrigir de uma só vez todo o grande desejo e a resistir a todos os tesouros do rei. Basta vencer a tentação de uma única moeda colocada diante de mim.

Por outro lado, eu recebo de todos as forças que não me permitem roubar. Todo mundo me convence da grandeza do rei. Se eu puder de alguma maneira me conectar a eles com o meu desejo quebrado, propiciar a eles um pouco, e até mesmo de uma forma egoísta, por causa do meu ganho, o que é chamado de “Lo Lishma”, então, até mesmo isso é bom. Através deles eu recebo a Luz que Corrige.

Afinal, a Luz Interna não pode brilhar dentro de mim, enquanto que a Luz Circundante pode!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11,TES

Perguntas Sobre Reuniões De Grupo E Satisfação De Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: No nosso grupo, parte dos amigos se encontra quando tem tempo livre. Eu sinto que essas reuniões impedem uma  profunda união entre todos os amigos do grupo.

Existem objeções cada vez maiores a tais reuniões. Nós pensamos que não devemos nos encontrar como grupos separados, mas todos juntos. Como devemos nos comportar? Se continuarmos desta forma, como podemos explicar isso aos amigos que são contra tais reuniões?

Resposta: É desejável se reunir pelo menos uma vez por semana para a minha lição de domingo, refeições festivas e o encontro dos amigos. Venham com suas famílias e passem algumas horas juntos para que isso se torne sua tradição.

Pergunta: Você fala do amor e em preencher os desejos dos outros incondicionalmente. Se a pessoa satisfaz esses desejos, ela estimula o ego, e isso cria um sentimento de superioridade. De quais desejos você está falando, e como a pessoa pode satisfazê-los, sem pensar em si mesma?

Resposta: Amar o outro significa satisfazer o seu desejo pela espiritualidade, porque todos os outros desejos (exceto pelas necessidades básicas) são em detrimento da pessoa.

Num Único Campo De Desejos

Dr. Michael LaitmanNós vivemos num mundo egoísta, e cada pessoa o vê com base na quantidade de satisfação e prazer que pode receber dele, o quanto ela pode se beneficiar: pessoalmente e em comparação com os outros. Uma pessoa se mede constantemente em relação aos outros: às vezes é melhor receber menos, mas um pouco mais do que outros, depois receber um monte, quando outros recebem ainda mais. Nós estamos acostumados a atuar dessa forma em nosso mundo, e nós sempre nos desenvolvemos desta maneira.

Mas, agora, um mundo completamente diferente está diante de nós. Ele nos obriga a agir de maneira diferente; por exemplo, como formigas, que sempre trabalham juntas como um único organismo, ou como pássaros, que sentem um ao outro quando voam. Quando as aves viajam, todo o bando se move ao mesmo tempo, como um todo único: não é a primeira ave que se move com todas as outras aves lhe seguindo, mas todas as aves se movem juntas.

Um cardume de peixes também se move simultâneamente, e assim por diante. Existe uma conexão precisa entre eles, um campo comum que os controla. Todos sentem totalmente os outros, independentemente de serem ou não o primeiro ou o último do cardume, e é por isso que todos eles se movem simultaneamente. Num estado de comunidade, em vez de perceber a si mesmo, cada indivíduo percebe o todo comum e executa o desejo comum, o plano comum.

Da mesma maneira , a Natureza nos obriga a agir em conjunto. Porém, em vez de agir instintivamente como formigas, peixes e aves, é preciso agir conscientemente. Este estado é totalmente confuso para nós. Como eu posso perceber o mundo inteiro como um enorme rebanho, movendo-me e interagindo com ele como um todo comum, com uma cabeça e um coração? No entanto, agora nós estamos entrando neste estado contra a nossa vontade e independentemente do nosso desejo. Nós já existimos nele como um enorme conjunto de aves, peixes ou formigas, mas nós ainda não entendemos nada.

No entanto, aos poucos estamos começando a perceber isso. Nós vemos que já não podemos controlar a nós mesmos e influenciar as coisas como fazíamos antes, porque agora um plano de trabalho mútuo completamente diferente está sendo revelado, quando você deve sentir a todos os outros, e todas as pessoas juntas devem sentir o movimento comum, dirigir-se, e mover-se numa única direção.

Nós temos que distribuir tudo entre nós de acordo com isso: para consumir e gerenciar assuntos aparentemente particulares que, de repente, se tornam públicos. A pessoa não tem nada de privado. Qualquer coisa que ela faz é parte do coletivo. No final, a sua pequena obra deve incluir o plano geral. Ela deve se sentir como um elemento do rebanho, que é operado pelo pensamento geral, a mente geral, o plano geral.

Do Programa de TV “O Mundo Integral”

As Metamorfoses Do Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A correção ocorre do simples para o complexo, mas a revelação, a compreensão, ocorre do complexo para o simples. Como podemos combinar estes dois opostos?

Resposta: Estes dois opostos se encontram na pessoa, no seu desejo. À medida que o desejo é despertado, a pessoa executa certas ações: direciona o seu desejo, concentra-o, trabalha com ele corretamente e sente certos resultados nele.

Nós, a nossa natureza, o nosso desejo, são os objetos de estudo aqui. Eu investigo o que está acontecendo em meu desejo, em meu ser. Ao estudar os livros, chamados de “Torá” (de “Oraa” ou “manual”), eu transformo meus desejos de várias maneiras: mudo, combino, analiso, sintetizo, conecto-me aos outros, me aproximo ou me afasto, e assim por diante. Ao ler os livros que me falam das várias metamorfoses que ocorrem em meu desejo, eu atraio certo efeito sobre mim.

Assim, meu desejo se transforma constantemente e toma formas novas e adicionais. Ao mesmo tempo, nenhuma das formas muda. O desejo só fica encerrado em formas cada vez maiores, até adquirirmos todas as vestimentas em nosso ponto original no coração e alcançarmos a correção completa.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 04/09/11

Um Pequeno Mundo Perdido

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer para nos conectar com os desejos de outras pessoas? É suficiente simplesmente querer?

Resposta: Nós precisamos de ações práticas para, ao menos, explicar a cada pessoa porque ela se sente mal. É semelhante à forma como nos comportamos com crianças pequenas. Se a criança se machuca e está chorando, nós, antes de tudo, precisamos explicar-lhe a razão para o que aconteceu, para que da próxima vez ela fique longe disso. Então, nós precisamos explicar como corrigir o que aconteceu e como alcançar o sucesso especificamente graças a esses erros.

Agora, o mundo inteiro encontra-se numa situação peculiar, em que o campo de força superior está se revelando a ele: a conexão entre todos nós. Entretanto, a humanidade não está preparada para isso; não corresponde à conexão em suas qualidades. Portanto, a rede que se estende sobre nós evoca em nós o sentimento de quebra, desastre e crise, e nada funciona para nós, nada está claro, tudo é como num nevoeiro, num estado de confusão.

Então, primeiro de tudo, precisamos explicar a uma pequena criança perdida porque tudo isso está acontecendo, bem como todo o processo. Alguns começarão a entender mais cedo, outros mais tarde. Em geral, isso é chamado de reconhecimento do mal, a primeira etapa da correção. Está sendo dito à pessoa: Olha, é por isso que você se sente mal!.

Agora, vamos analisar o que precisamos fazer para nos sentir bem. Se você permanecer em seu estado atual e não se esforçar para alcançar a correspondência com a rede que foi revelada a nós, você não chegará a uma boa vida.

Aqui, surge o método (a sabedoria da Cabalá), explicando à pessoa o motivo do mal e como evitá-lo. Gradualmente, nós começamos a perceber que isso depende da conexão correta e boa entre todas as pessoas, da suposta garantia mútua, porque assim nós alcançamos a correspondência com esta rede.

Quanto melhor nós nos adaptarmos a ela, melhor nos sentiremos. Pelo menos, de uma sensação ruim, começaremos gradualmente a nos aproximar de uma sensação boa.

E se avançarmos ainda mais, possivelmente vamos nos preparar tão bem para a revelação dessa rede que iremos de sucesso em sucesso. Tudo depende da nossa preparação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/08/11Shamati # 110

Um Bom Hábito: Desejar Doar

Dr. Michael LaitmanTodos sabem que o hábito se torna uma segunda natureza. Digamos que quero aprender algum ofício e ofereço-me como aprendiz a um ferreiro ou um carpinteiro. Ainda não estou familiarizado com o material, e é-me ensinado gradualmente como trabalhar com ele. Isto é, eu adquiro capacidades (hábitos) no trabalho e começo a sentir o material: como ele se comporta em resposta ao que eu lhe faço e como trabalhar da melhor forma com ele.

Com a experiência, eu ganho um sentimento adicional do material que toco. É quando dizemos que um hábito se torna a minha segunda natureza. E as coisas que antes eram estranhas, incompreensíveis, imperceptíveis e indistinguíveis para mim, eu começo a sentir e a reconhecê-las melhor. Eu até identifico os detalhes aos quais anteriormente não prestava qualquer atenção e que me fugiam.

Evidentemente, nada ocorre sem uma razão. Portanto, por que o hábito de repente se torna a minha natureza? Há sempre a Luz que trabalha na nossa matéria, o nosso desejo de desfrutar. De acordo com a aspiração do homem, o seu desejo de alcançar determinado nível, a Luz trabalha nele e leva-o para mais perto deste estado, permitindo-lhe percebê-lo e senti-lo.

É assim como temos desenvolvido através da nossa evolução por milhares de anos: tudo devido aos hábitos que eram parte da nossa natureza. A Luz permaneceu por trás de cada um dos nossos desejos e ajudou a implementá-los. O desejo atrai a Luz, o homem evolui, e assim nós crescemos.

Nós vemos como muitas vezes uma criança repete a mesma acção, até se habituar finalmente a ela (aprender) e parar. Crianças mais novas parecem fazer tais coisas tolas, mas para elas é absolutamente necessário, e é a natureza que as empurra para isso, porque é assim que elas devem crescer.

Nós também crescemos constantemente no contraste de estados opostos, nas subidas e descidas, nos sentimentos de deficiência e sua satisfação. É esse o caminho.

Nós achamos difícil acreditar que mesmo agora estamos no mundo do Infinito! Mas com a ajuda das subidas e descidas por que passamos, começamos gradualmente a habituar-nos a esta idéia. Afinal de contas, vemos que o mundo aparece tal como ele é dependendo com que olhos nós olhamos para ele. Quando eu acordo de manhã de bom humor, parece-me que tudo está bem e o mundo todo é bom. Se algo estraga o meu humor, o mundo imediatamente se torna mau.

Ainda assim, ao mesmo tempo, as nossas qualidades não mudam; é apenas o equilíbrio delas que muda um pouco. Se começamos a mudar as nossas qualidades, como os Cabalistas dizem, vemos muitos mundos diferentes, uma realidade diferente.

Tudo depende da pessoa apreendê-la. Mas a própria realidade é a mesma Luz do Infinito, e você vê o que pode actualmente atrair para si no seu pano de fundo. Isto define o seu mundo: um grau de ocultação da Luz do Infinito, em que você está actualmente presente de acordo com as suas qualidades. Assim, se quisermos ser semelhantes a esta Luz e doar como ela, podemos atrair a Luz que Corrige, que nos corrigirá e transformará o nosso desejo de desfrutar. E ele desejará existir na forma de doação.

Estas acções tornar-se-ão o nosso hábito. Mas este hábito opõe-se sempre ao nosso desejo e requer esforço, até revelarmos em nós próprios tais qualidades onde iremos experienciar a forma de doação, a forma do Criador. Isso se chama a revelação do Criador aos seres criados.

Tudo ocorre em virtude do hábito que se torna uma segunda natureza. Nós treinamos para despertar em nós o desejo com a ajuda do ambiente e dos estudos, de forma a nos aproximar da doação a partir de um estado muito distante dela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/8/2011, Shamati #7

A Europa Tem Um Desejo De Morte?

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Joschka Fischer, ministro das Relações Exteriores da Alemanha e vice-chanceler de 1998 a 2005): “O comportamento da União Européia (UE) e seus Estados membros mais importantes foi indeciso e de hesitação, devido ao egoísmo nacional e uma impressionante ausência de liderança…

“Os Estados podem falir assim como as empresas, mas, ao contrário das empresas, eles não desaparecem quando isso acontece. É por isso que os Estados não devem ser punidos, e os seus interesses em curso não devem ser subestimados…

Recusar-se a pagar não é uma opção viável, porque a Alemanha e todos os membros da Zona Euro estão no mesmo barco…

“A crise financeira européia é realmente uma crise política, porque os líderes da UE não são capazes de decidir sobre as medidas necessárias. Em vez disso, perde-se tempo em questões secundárias enraizadas em questões de política interna…

“O euro – e com ele a UE como um todo – não sobreviverá sem uma maior unificação política da Europa. Se os europeus querem manter o euro, devemos avançar com uma união política agora; caso contrário, goste ou não, a integração do euro e da Europa será desfeita. Então, a Europa perderia quase tudo o que ganhou em mais de meio século ao transcender o nacionalismo. À luz da ordem mundial emergente, isso seria uma tragédia para os europeus…

“A Alemanha e França, os dois jogadores cruciais nesta crise, terão de elaborar uma estratégia conjunta, porque só eles, trabalhando juntos, podem avançar com uma solução…

“O que é necessário, portanto, é um diálogo aberto bilateral franco-alemão sobre um realinhamento global da união monetária”.

Meu comentário: Ah! Essa eterna luta entre a razão e a ganância, entre o seu próprio futuro político e o bem-estar do povo ou mesmo do mundo… Mas, sem a educação integral a UE não sobreviverá e desmoronará. Evidentemente, o mundo terá que passar por sofrimentos, para nos convencermos de que a natureza coloca diante de nós a condição para nos corrigir e unir não em um mercado, mas na união.

Quem Tem Um Maior Desejo De Se Unir?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o nosso trabalho na garantia mútua está conectado com o resto do mundo?

Resposta: As pessoas do mundo têm uma necessidade de garantia mútua, que vem da quebra, de estar em mau estado, de sentir a crise.

Mas nós não temos essa necessidade. Nós nos sentimos bem porque adoçamos nosso egoísmo com o material de estudo, e assim o “entupimos”. Mesmo os desejos do mundo exterior passam por nós e nós não os sentimos. As pessoas sentem falta de comida, sexo, relacionamentos familiares, dinheiro, honra, poder e conhecimento, mas nós estamos bem porque algo muito maior está prometido para nós. É verdade que nós não alcançamos isso ainda, mas já estamos “flutuando” acima dos desejos materiais.

Assim, verifica-se que a necessidade do mundo externo pela garantia mútua, pela união, é muito maior do que a nossa. As pessoas perambulam de manhã à noite, sem saber o que fazer e não tem uma solução, mas nós estamos bem. Tudo está claro para nós e somos quase justos.

Então, quem está pior? Quem está mais longe da meta da criação por seus desejos: eles ou nós? Nós estamos pior. Portanto, a fim de forçá-lo a ajudá-los, para corrigi-los, eles estão transformando seu ódio em você. Eles são levados a isso por forças que operam no sistema comum. A Luz influencia as pessoas para que elas possam, por sua vez, influenciá-lo. Afinal, o desejo delas é maior que o seu. Assim, elas vêm até você com ódio, cujas consequências se revelarão muito grave se você continuar demorando muito.

Pergunta: Será que eu posso fazer alguma coisa além de trabalhar na garantia mútua no grupo?

Resposta: O que é necessário é justamente o seu trabalho no grupo na garantia mútua, a fim de respingá-la no mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, “Arvut