Textos com a Tag 'Criador'

A Escuridão É Uma Tática Do Criador

260Por Sua onipotência, o Criador concebeu uma tática pela qual uma realidade perceptível apareceria aos inferiores.

É chamada de “escuridão”, como em “e cria escuridão” [da palavra “cria” (Boreh).]

O termo “Criador” (Boreh) é derivado das palavras “Bo” (venha) e “Reh” (veja). Isso significa Venha e veja a escuridão, e a partir dela, você começará a entender quem você é e o que existe além do Criador. Aquilo que existe além do Criador é o que você virá a ser.

Em outras palavras, a ausência de luz e nossa tênue compreensão dela, que percebemos como escuridão, é a verdadeira razão para a percepção da luz. Este é o significado de “Como a vantagem da luz de dentro da escuridão”. Ou seja, toda a nossa percepção da luz vem de dentro da escuridão (Baal HaSulam, “Ohr HaBahir”).

O Criador abrange tudo; afinal, “Não há outro além Dele”. Para alcançá-Lo, a coisa mais importante para nós é o sentimento da escuridão, sua análise e sua percepção.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia “O Trabalho em Ocultação”

Reação Aos Sinais Da Proximidade Do Criador

237Uma pessoa deve prestar atenção a isso e acreditar que o Criador está cuidando dela e a guiando na trilha que leva ao palácio do Rei. Segue-se que ela deve ficar feliz que o Criador esteja cuidando dela e também lhe dando as descidas. Ou seja, uma pessoa deve acreditar, tanto quanto puder entender, que o Criador está lhe dando as subidas, já que certamente, ela não pode dizer que ela mesma recebe as subidas, mas que o Criador quer trazê-la para mais perto; é por isso que Ele lhe dá as subidas.

Além disso, uma pessoa deve acreditar que o Criador também lhe dá as descidas, porque Ele quer trazê-la para mais perto. Portanto, cada coisa que ela pode fazer, ela deve fazer como se estivesse em um estado de subida. Portanto, quando ela supera um pouco durante a descida, isso é chamado de “despertar de baixo”. Cada ato que ela faz, ela acredita que é a vontade do Criador, e por isso em si ela é recompensada com uma aproximação maior, o que significa que a própria pessoa começa a sentir que o Criador a trouxe para mais perto (Rabash, Artigo 6, “Quando A Pessoa Deve Usar Orgulho no Trabalho?”)

O mais importante é a nossa reação a qualquer ação negativa ou positiva, o que significa que devemos avaliar constantemente se elas provocam uma resposta igual em nós.

Não deveria importar como minha besta se sente, bem ou mal. O foco principal é perceber a comunicação do Criador comigo. Minha resposta depende de como reajo sem palavras. Se recebo algo negativo, respondo a Ele com amor; se recebo algo positivo, também respondo a Ele com amor.

Quando minha resposta é mais pronunciada: é para experiências positivas ou negativas? Certamente, é mais evidente com experiências negativas. Isso demonstra que eu realmente aspiro a Ele, em vez de meramente buscar experimentar algo agradável do Criador.

Devemos aprender a interpretar os sinais da proximidade do Criador conosco. Podemos estar muito próximos Dele e ainda sentir o que vem Dele como algo negativo. No entanto, em vez de provocar uma reação negativa em nós, essa proximidade inspira gratidão. Ela nos permite demonstrar uma atitude positiva em relação a Ele acima dos sentimentos negativos.

Este processo constrói a tela (Masach): restrição (Tzimtzum), tela (Masach) e luz refletida (Ohr Hozer).

Da Lição Diária de Cabalá 03/09/19, Escritos do Baal HaSulam, “Não Há Outro Além Dele”

Aproxime-se Do Criador Em Três Linhas

232.05A revelação do Criador representa duas ações mutuamente opostas para nós. Por um lado, a revelação deve despertar um egoísmo ainda maior em nós, nossa diferença do Criador; por outro lado, devemos dar a esse egoísmo a forma correta na qual nos tornaríamos como o Criador.

Essas duas formas opostas devem estar em nós simultaneamente e ir em paralelo: esquerda – direita, esquerda – direita. A linha esquerda é a diferença do Criador. Além disso, essa diferença pode ser qualitativa ou quantitativa de acordo com diferentes parâmetros.

Em cada um dos 125 graus, há mais três graus: concepção (Ibur), o pequeno estado (Yenika), o grande estado (Mochin). Os 125 graus são uma subida através dos cinco mundos para completar a similaridade com o Criador.

Nesses graus, sempre passamos por dois estados: a diferença do Criador e a semelhança com Ele. Cada passo é determinado por essas duas ações, sensações, adesões e revelações opostas.

Portanto, há uma linha esquerda, uma linha direita e uma linha média. Na linha esquerda, nosso egoísmo é despertado; é nossa diferença do Criador. Na linha direita, fazemos o egoísmo à Sua semelhança, como se déssemos a esse egoísmo a forma do Criador, e então somos chamados de “Adão” (homem).

Na linha média, a pessoa se conecta com o Criador, ou seja, as linhas direita e esquerda se conectam e formam uma adesão com o Criador que é chamada de “Dvekut”.

Este é o nosso trabalho em três linhas. Todo aquele que avança mais, seu egoísmo na linha esquerda aumenta, mas ele pode corrigi-lo com a ajuda do grupo e com a ajuda da oração ao Criador.

Assim, a linha esquerda é o egoísmo, a linha direita é sua correção, e a linha média é a conexão com o Criador com base no que uma pessoa adquiriu nas linhas esquerda e direita. É assim que uma pessoa se aproxima do Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 05/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia “Voltando-se ao Criador”

Sinta O Criador Do Mundo

276.02Devo sintonizar-me com a sensação do Criador para que meus sentimentos percebam o mundo inteiro, tudo o que Ele cria dentro de mim, desde a imagem bruta deste mundo, que imaginamos através dos nossos cinco sentidos, até os estados espirituais internos, até a atitude do Criador em relação a isso, e à minha atitude em relação a Ele através do véu deste mundo.

Devo imaginar tudo isso como a imensa atenção e cuidado do Criador por mim, que visa meu desenvolvimento a um estado em que começo a senti-Lo. Ele não se esconde; é minha consciência que O esconde de mim.

Se eu pensava que no meu estado anterior eu tinha um vislumbre de perfeição ou alguma compreensão e consciência, o próximo estado, em contraste, revela que não entendo nada, me sinto perdido e não sei como lidar com essa percepção confusa do mundo.

Aqui devo perceber o que estou buscando. Naturalmente, de acordo com meu egoísmo, quero que tudo esteja claro para minha mente e revelado aos meus sentimentos para que eu possa me preencher com sensações e percepções de alguma imagem e, através dela, ver o Criador desta imagem, o Criador do mundo.

O mundo é a imagem que percebo. O Criador é aquele que está por trás dele.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia “O Trabalho em Ocultação”

Ocultação Multicamadas

962.3Por que o Criador deve se esconder de nós? Por que não vemos o sistema de forças agindo sobre nós? Por que não percebemos diretamente a força superior em nosso mundo e nosso estado e trabalhamos com ela abertamente como fazemos com as outras forças da natureza ao nosso redor, aquelas que nos influenciam e que nós, por sua vez, influenciamos?

Por que é diferente com o Criador? Afinal, Ele nos afeta por meio de todas as forças, e nós de alguma forma O influenciamos com nossos desejos. No entanto, a fonte de tudo o que acontece permanece desconhecida, incompreensível e oculta de nós.

Isso é feito para que, por meio de todas as forças que nos afetam e de todas as forças com as quais podemos influenciar o Criador, possamos revelá-Lo pessoalmente: Sua vontade, Sua perspectiva, Sua intenção e Sua atitude para conosco.

Por exemplo, se eu interajo com alguém e faço ou digo algo que o influencia, ele começa a entender minha atitude em relação a ele, o que eu quero dele, como eu o percebo, e assim por diante. Da mesma forma, eu sinto sua influência sobre mim e através disso formo uma imagem de quem ele é.

Pessoas diferentes podem agir sobre mim de maneiras completamente similares, mas com combinações variadas, e eu formaria imagens completamente diferentes delas. Há inúmeras nuances e possibilidades aqui.

O mesmo se aplica ao Criador, mas em uma escala muito maior, mais ampla e mais rica. Por meio dessa interação com o Criador, começamos a revelá-Lo.

Além disso, a ocultação do Criador é mais complexa e em camadas. Com outra pessoa, posso vê-la e me envolver em interação física ou virtual. Com o Criador, é mais complicado.

Ele é incompreensível para mim e, por algum motivo, permanece oculto em tudo o que percebo.

Isto é, meus desejos, intenções, pensamentos, sentimentos e tudo o que percebo através deles no mundo ao redor são gerados dentro de mim pelo Criador. Essencialmente, isso significa que “eu” não existo. Há apenas um “eu” que sente o que o Criador está fazendo com ele e nada mais.

Em outras palavras, nossa conexão, nosso relacionamento, é vasto (abrange tudo o que sinto e todo este mundo) e oculto. Não consigo ver de onde e por que essas coisas vêm até mim. Assim, a conexão é multicamadas e consiste em muitas camadas de ocultação.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia, “O Trabalho em Ocultação”

Com Base Em Que O Criador É Revelado?

938.04Pergunta: Com base em que o Criador é revelado?

Resposta: O Criador é revelado na oposição entre escuridão e luz, quando há uma certa condição de rejeição de amigos no grupo e uma certa condição de sua reaproximação no grupo.

Na diferença entre as forças da luz e das trevas, da recepção e da doação, quando fazemos uma restrição, uma tela e assim por diante, o Criador começa a ser revelado.

Alcançar o Criador pressupõe duas qualidades que são opostas entre si e coexistem entre si, uma vez que são necessárias apenas para se tornar como o Criador, apenas para Sua revelação.

Da Lição Diária de Cabalá 03/09/19, Escritos do Baal HaSulam “Não Há Outro Além Dele”

A Atitude Especial Do Criador

002Pergunta: O que significa acreditar que todos os estados vêm do Criador e como chegamos a essa crença?

Resposta: Como chegamos à crença de que todos os estados vêm do Criador? É somente na percepção gradual de que não há outro além Dele.

Isso acontece sob a influência da luz superior sobre nós. Afinal, além do fato de que essa luz controla tudo — natureza inanimada, vegetativa, animada e seres humanos — ela também quer que o elemento que controla, ou seja, a pessoa, sinta isso.

Esta já é uma atitude nova e muito especial do Criador em relação ao homem. Ou seja, o Criador começa a atraí-lo para Si, o que desperta nele um senso de Si mesmo. Tal atração pode ser dupla.

Por um lado, o Criador atrai uma pessoa para Si; por outro lado, Ele começa a despertar nela todos os tipos de pensamentos, perturbações e interferências. É como se estivéssemos ouvindo uma transmissão de fala normal enquanto experimentamos alguma interferência na linha. O Criador faz o mesmo. Ele é um mestre nessas coisas, e precisamos trabalhar com isso.

Como regra, o Criador desperta uma conexão conosco e ao mesmo tempo algo negativo, isto é, todos os tipos de confusão. Digamos que você está olhando para mim agora, ouvindo, tentando entender minhas palavras, e ao mesmo tempo está imaginando seu travesseiro, no qual você está caindo. Mas essas interrupções são necessárias porque é assim que você fortalece a conexão.

O que fazer? Peça ao Criador. Não tente se animar: “Agora vou fazer alguma coisa, tomar uma xícara de café, de alguma forma me aquecer, me irritar!”. Não há necessidade de acordar seu burro; você precisa pedir ao Criador: “O fato de Você me dar pensamentos sobre Você — obrigado! O fato de Você me dar o desejo de dormir em vez de ouvir a lição — obrigado! Eu também quero agradecer por me despertar agora e me tornar ainda mais direcionado a Você”. Isso é o melhor!

Você tem todas as condições para começar a trabalhar no feedback. É assim que se faz — muito simplesmente. Ou seja, é preferível não fazer nenhum esforço próprio. Deve haver apenas um esforço — voltar-se ao Criador em todas as situações da vida até que fique claro que não há outro além Dele, que somente Ele está diante de você.

E seus próprios esforços? Não há esforços. Quem é você para executar quaisquer ações espirituais, para tomar quaisquer decisões? Não pode haver nada assim em uma pessoa — apenas um apelo ao Criador! É por isso que se diz: “Deus conceda que vocês orem de manhã à noite”. Eu orava, isto é, eu me voltava ao Criador, eu estava em um diálogo interno com Ele o tempo todo.

Da Lição Diária de Cabalá 03/09/19, Escritos do Baal HaSulam, “Não Há Outro Além Dele”

Aqueles Que Confiam No Criador Renovam Suas Forças

938.01Uma pessoa recebe uma necessidade e desejo completos para que o Criador a ajude, pois vê que, de outra forma, está perdida; não apenas não está progredindo no trabalho, ela até vê que regride. Ou seja, lhe faltam forças (Baal HaSulam, Shamati 1, “Não Há Outro Além Dele”).

Quando começo a entender que toda a imagem do mundo vem do Criador, e que Ele me deu apenas um pequeno desejo de revelá-Lo, percebo que sou incapaz de agir. Ou seja, o pequeno desejo em si sou eu, mas não posso controlar meus pensamentos ou força com esse desejo e, assim, explorá-lo.

Portanto, para direcionar adequadamente uma pessoa ao Criador, a pessoa continua perdendo-O. Embora ela encontre o Criador como a fonte de sua visão de mundo, no final, o Criador está oculto. As tentativas falham, e a pessoa aparentemente cai.

Aqui, o grupo que pode me ajudar é especialmente importante. Como estou em um estado de conexão com minha própria espécie, posso contar com eles. Eu caí, eles se levantaram, um deles caiu, eu o puxo junto, e assim por diante. Todo mundo puxa um amigo para fora do rio do egoísmo, que o leva para algum lugar à margem.

É por isso que se diz: “Aqueles que confiam no Criador renovam suas forças”. Ou seja, aqueles que veem que não há nada mais no mundo além do Criador, e que eles só podem compreender o Criador através do grupo, caso contrário Ele não será revelado, eles renovam suas forças a cada momento. Acontece que a queda em si, especialmente se ocorrer em um grupo, é a razão para a ascensão.

Se não sou eu, então é meu amigo; se não é meu amigo, então sou eu. Dessa forma, podemos subir constantemente.

Se uma pessoa está sozinha e em descida, esse estado pode durar muitos meses, até que o Criador lhe envie a força da ascensão. Sabemos disso por nós mesmos. Essa condição às vezes se estende por várias semanas, e não posso fazer nada a respeito; não posso me retirar desse pântano.

É assim que posso determinar se estou no grupo certo. Se estou no ambiente certo, não devo sentir vontade de cair porque nossas interações corretas no grupo sempre nos reanimam.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia, “O Trabalho em Ocultação”

Entre Na Qualidade Do Criador

627.2Pergunta: O que significa entrar na qualidade do Criador se eu sou oposto a essa qualidade?

Resposta: Se você pode anular seu egoísmo, então, nessa medida, você pode se conectar com um amigo. Na medida em que você pode se conectar com um amigo, você pode se conectar com o Criador. Isso é tudo.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia, “O Trabalho em Ocultação”

Onde Está Meu “Eu”?

727Se tudo no universo se origina do Criador, o que resta? O que resta é um componente muito intrigante: meu esforço para sustentar a perspectiva de que tudo vem Dele.

Vamos supor que eu tenha me sintonizado com essa perspectiva, mas em um minuto ela desaparece, desliza ou distorce. Em um momento, posso sentir como se existisse independentemente, e o mundo ao meu redor girasse pela mão do Criador. Em outro momento, parece que todos os meus parâmetros são moldados pelo Criador dentro de mim, enquanto o mundo externo parece estável ou flutuante, mas de alguma forma separado.

Então, se eu quiser revelar o Criador, devo trabalhar continuamente dentro da ocultação. A ocultação está em reconhecer que tudo é condicionado por Ele e que “Não há outro além Dele”. Minha tarefa é perceber a mim mesmo e ao mundo adequadamente, separar o que não me pertence do que constitui meu “eu” — meus esforços.

E mesmo dentro desses esforços, devo analisar o que é verdadeiramente meu em meus esforços, e o que foi criado em mim pelo Criador. Pode ter me parecido que algo era obra minha.

Mesmo que ontem parecesse que eu queria seguir pessoalmente o caminho do Criador, ainda devo me corrigir e reconhecer que foi o Criador quem me concedeu esta oportunidade e não minha própria ação.

Assim, vemos que o trabalho dentro da ocultação começa a tomar forma como uma clara delimitação de onde o “eu” termina e onde o Criador começa. O “eu” realmente existe, e o que é esse “eu”? É evidente que meu corpo físico é temporário.

Se meus pensamentos e sentimentos não são “eu”, segue-se que somente através do discernimento correto de nossos esforços para formar uma percepção de “eu e do mundo ao redor” poderemos encontrar algo que seja verdadeiramente nosso.

Certamente, este “meu” não abrangerá os parâmetros fundamentais do mundo ou de mim mesmo, pois estes foram predeterminados muito antes de mim. Portanto, é em minhas tentativas de construir uma visão interna do mundo que meu “eu” pode ser encontrado, um resultado de minha busca pelo Criador, pela verdade e pelo sentido da vida. E este “eu”, essencialmente, é o que é chamado de “minha alma”. Esta é a essência do trabalho dentro da ocultação.

Da Lição Diária de Cabalá 04/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia, “O Trabalho na Ocultação”