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Definir Os Termos É A Chave Para O Estudo Da Cabalá


No final de “A Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 156, o Baal HaSulam escreve que a adopção das definições certas é de importância primordial e fundamental no estudo da Cabalá. Elas devem estar à nossa disposição, colocadas em nossa mente como se estivessem em prateleiras de livros, para que possamos escolher o termo certo, sem sequer pensar como precisamos entender, sentir e imaginar o significado escondido por trás de cada palavra no texto.

Caso contrário, eu vou me confundir, gerando em mim a impressão e a percepção errada, que não corresponde à verdade. Esta é uma chave muito importante para estudar a sabedoria da Cabalá. Se você não decifrar corretamente o que está escrito, você vai ficar completamente confuso.

Nós não estamos estudando com a finalidade de conhecer quantos anjos há no céu e quais os  seus nomes, e não vamos memorizar quais os objetos espirituais (Partzufim) que existem em algum lugar lá fora. Precisamos entender que tudo o que tem sido escrito sobre isto está dentro de nós, dentro de nossa alma, que ainda não revelamos.

Deixe que este sistema espiritual seja escondido de nós, por agora, mas é dentro de nós e não em algum lugar lá fora. Nós não estamos falando sobre os anjos no céu, mas sobre as forças internas do homem. Tudo está dentro do homem, e não há mais nada além dele.  Só nos parece que existem outras pessoas ao redor dele, mas na realidade, todas são partes dele mesmo. É por isso que a frase “amar ao próximo como a si mesmo” parece estar falando de outra pessoa até que você venha a compreender que este é realmente você, você mesmo, e tudo pertence a você.

Os termos Cabalísticos precisam ser conhecidos de cor, o que significa que você precisa estar ligado ao seu verdadeiro significado espiritual e não imaginá-lo em sua percepção atual. Quando me deparo com palavras como “sol”, “Lua”, “para cima”, “para baixo”, “entrar” e “sair” da Luz, todos os termos mais técnicos, mesmo os que são pouco relacionados com este mundo, eu ainda preciso verificar em relação a mim como estou me mantendo em relação às definições certas. Isto irá eliminar 99% de toda a confusão e erros.

Além disso, não vou precisar de um monte de longas explicações se eu adotar as definições corretas. É por isso que é tão importante estudar os apêndices de cada capítulo de O Estudo das Dez Sefirot: “Tabela de Perguntas e Respostas para o Significado das Palavras”. Isto é ainda mais importante do que estudar o texto principal do livro.

Mesmo que ainda não consigamos lembrar, compreender e sentir todas essas definições, precisamos pelo menos ver como essas definições espirituais diferem daquelas dentro de nós, porque, normalmente, já temos uma determinada imagem material sobre cada uma das palavras e conceitos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, Talmud Eser Sefirot

Recuperando A Consciência

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá não é revelada por si mesma, porque as pessoas a revelam em seu desenvolvimento. Ela declara que de acordo com a estrutura do universo, nós precisamos chegar ao nosso ponto inicial outra vez.

Inicialmente, um desejo foi criado, e esse primeiro estado é chamado o mundo do Infinito. Nesse estado, o desejo e a Luz que criou o desejo existem em absoluta semelhança, fusão, e complementação mútua. Ali, o desejo é preenchido com a Luz, mas esse é somente o estado concebido da futura criatura. Ela ainda não sente nada.

Assim, no começo, ela deve se tornar oposta ao Criador, oposta à Luz. Para se separar completamente da fonte, a criatura passa por cinco estados especiais de desenvolvimento chamados mundos. Assim, ocorre a descida desse desejo, isto é, o consistente distanciamento do seu estado original.

O primeiro mundo é chamado de Adam Kadmon. Adão é o protótipo do futuro ser humano. Depois, vem o mundo de Atzilut (o mundo da emanação), seguido por Beria (o mundo da criação), Yetzira (o mundo da formação) e Assia (o mundo da ação). Esses são os cinco mundos, cinco descidas consecutivas, espessamentos, ocultações, e saída da Luz do desejo que ela preenche. Cada estado seguinte é como o mundo do Infinito, exceto que a Luz lá existe numa forma mais oculta.

Mesmo agora, nós estamos no mundo do Infinito porque não existe mais nada. Acontece que esse estado está oculto de nós atrás de muitas telas internas. Nós temos que abri-las, descascá-las, e então, gradualmente, começaremos a nos sentir na forma verdadeira.

É semelhante ao estado de uma pessoa que está inconsciente. Esse é nosso estado número dois, aqui nesse mundo. Nós estamos em completa ocultação aqui, como se tivéssemos perdido a consciência e existíssemos em certas flutuações internas, imaginando algo.

Se nos esforçarmos numa forma particular e recuperarmos a consciência, iremos subir para nosso estado inicial. Este é chamado de terceiro estado. Esse também é o mundo do Infinito. Nós o alcançamos subindo exatamente os mesmos degraus dos mundos, pelos quais passamos em nossa descida quando perdemos o sentido da perfeição, a presença completa da Luz. Ao subir gradualmente os mesmos degraus, experimentaremos a realização, a transição do nosso estado inconsciente para o consciente.

A primeira saída do estado inconsciente para o consciente é chamada de barreira (Machsom). A coisa mais importante para nós é cruzar essa Machsom, sair do estado de separação completa da percepção da natureza global.

Agora, nós sentimos a natureza somente na forma do nosso mundo e não a percebemos através dos desejos espirituais. Nós experimentamos o mundo enquanto estamos num estado totalmente desconectado, sem usar as ferramentas que temos totalmente à nossa disposição. 

Nós nos sentimos através de nossos cinco órgãos sensoriais: olfato, tato, visão, audição, paladar. Assim, nosso sentido de identidade é passado através de nosso corpo animal. Então, dentro, surge um quadro específico em nossa mente. Na parte posterior do nosso cérebro, temos um tipo de “tela”, na qual é projetado tudo que percebemos. Tudo isso compõe um único quadro do mundo.

Isso não é o que vemos durante a saída do estado inconsciente. Tão logo atravessamos a Machsom, nós começamos a sentir estados completamente diferentes. Começamos a sentir a Luz interiormente. Nosso desejo recebe o prazer da satisfação, do conhecimento sobre o mundo real, e um quadro preciso é desenhado dentro de nós.

Assim, o plano do Criador, a intenção original da Luz, é criar o desejo (a Luz é primária, o desejo é secundário), para que esse desejo, isto é, a criatura, se torne igual à Luz em status, poder e sensações. Naturalmente, esse estado está acima do nosso mundo, ou seja, acima do tempo, espaço, movimento, e acima da divisão em vida, nascimento, e morte. Acima de tudo isso.

Ao descobrir esse novo sentimento dentro de nós, iremos nos sentir existindo eternamente como toda a natureza. Nós iremos parar de nos identificar com um “animal” que existe aqui nesse mundo. É como se ele desaparecesse de nossa percepção como a menor de nossas sensações.

Portanto, com respeito à consciência, a pessoa pode de alguma forma imaginar e lembrar o que aconteceu com ela. Essa sensação permanece em algum lugar, mas é tão pequena, tão insignificante, que é suprimida pela consciência da existência num mundo grande, novo, infinito, eterno, e perfeito. Essa é a Machsom que precisamos cruzar.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

O Nível Humano Não Encolhe

Dr. Michael LaitmanO Baal HaSulam disse que estava feliz por ter nascido numa geração onde era possível disseminar a sabedoria da Cabalá. A Cabalá nos ensina como combinar as duas forças (de doação e recepção) em uma, como adicioná-las uma na outra para que a soma (Σ) se torne um “humano”.

Esta é realmente uma ciência, uma sabedoria. Isto não é fácil, é difícil. Nós estamos acostumados a seguir a corrente e, de repente, surge uma outra força, levando-nos para algum lugar. Para onde?

A integração das duas forças conduz a um resultado único. No mundo que nós vemos e sentimos há formas das naturezas inanimada, vegetal e animal. Nós pertencemos ao nível animal e ainda não alcançamos nada mais elevado. O nível humano, que começamos a descobrir dentro de nós, é um nível espiritual que abre um novo mundo à nossa frente.

Na natureza, um nível dá vida a outro. Os animais se alimentam de plantas e as plantas absorvem a força da natureza inanimada. No entanto, o nível inanimado não sabe o que significa crescer, desenvolver-se, viver, consumir, excretar, e sentir o ambiente. O nível vegetal, por sua vez, não entende o que significa ser um animal, mover-se, gerar descendentes, e viver em grupos, sem falar das sutilezas da existência dos “animais desenvolvidos”, as pessoas que vivem uma vida muito complicada.

O nível inferior não é capaz de entender o superior; é um mundo completamente diferente. Por enquanto, nós existimos no nível animal e somos governados pelos nossos desejos. Nós não entendemos o que é o nível humano. É impossível mostrar ou demonstrá-lo, do mesmo modo que um animal não pode demonstrar a sua visão de mundo a uma planta.

Além disso, a pessoa que integrou as duas forças (o ponto do coração e o coração, o desejo de prazer e o desejo de doar) e ascendeu ao nível humano do desenvolvimento não pode transmitir a sua sensação para aqueles que ainda o alcançaram. É possível dizer uma coisa: ela sente acima de todas as limitações do corpo físico, porque subiu para um nível diferente. Ela existe em conexão com todos os níveis anteriores e se alimenta deles; no entanto, ela está no seu nível.

Ao ascender ao nível humano (esperamos que isso ocorra o mais rápido possível), nós também preservaremos a relação com este mundo, com todas as suas formas de vida . No entanto, além disso, teremos sensações e intenções completamente diferentes. Nós sentiremos a eternidade e a perfeição no primeiro nível espiritual.

Todo o nosso problema é que queremos receber o prazer, a Luz Superior, embora ela não possa existir em nós, e desaparece imediatamente devido a um “curto circuito”, quando o positivo e o negativo se anulam. Assim, nós devemos trabalhar corretamente na terceira linha, entre essas duas forças.

Nós criamos uma combinação correta: nós colocamos uma espécie de “resistência” (R) no meio, através da qual o positivo e o negativo funcionam corretamente. Isso nos dá os resultados de seu trabalho, e nós recebemos a força deles. Na linguagem da Cabalá, a resistência entre o ponto no coração e o egoísmo é chamada de “tela” (Masach). Neste lugar nós recebemos e sentimos uma nova vida no nível humano (Adão).

Então, nós ficamos livres da morte. Toda vez que eu quero receber a Luz, eu não consigo me adaptar a ela. O prazer com o desejo desaparece, e eu provo um pouco da morte. Eu não tenho mais nada para apreciar e caio em desespero. Eu não quero nada e  recuo. No final, a pessoa “seca totalmente” por causa deste trabalho, e vê que não é bem sucedida. Ela começa a “desaparecer”. As naturezas animal, vegetal e inanimada diminuem gradualmente nela até que ela morre.

No entanto, se entendermos como unir corretamente as forças de doação e recepção dentro de nós mesmos, o positivo e o negativo, atingiremos um sentido da vida no nível humano, uma vida eterna e perfeita.

Da  Lição 1 da Convenção na Espanha, 03/06/11

Cabalá Para Os Tempos Modernos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está familiarizado com os escritos do Cabalista Isaac, o Cego (rabino Yitzhak Saggi Neor, 1160-1235, Provença, França)?

Resposta: Nós estudamos três fontes principais da sabedoria da Cabalá: O Livro do Zohar, os escritos do ARI (principalmente seu livro “A Árvore da Vida”, e as obras do Baal HaSulam, o grande cabalista do século XX). O Baal Há Sulam nos transmitiu a sabedoria da Cabalá sob a forma mais adequada para sua publicação e disseminação ao mundo inteiro.

Dentre todos os grandes Cabalistas, começando com a Babilônia e até hoje, cada geração produziu vários outros Cabalistas. Mas alguns deles se ocultaram e outros escreveram muito pouco, já que até recentemente, apenas 30 anos atrás, para revelar uma parte da Cabalá, a pessoa tinha que receber uma permissão especial do Alto. Por isso, os Cabalistas raramente escreveram, e quando o faziam, era de uma forma secreta.

E só no século XX, quando chegou o momento da revelação da Cabalá às massas, de modo a corrigir o ego coletivo, o Baal HaSulam escreveu aquilo que foi autorizado a divulgar. Essa parte específica da Cabalá nós estamos oferecendo ao mundo.

Da Palestra em Roma, 20/05/11

A Cabalá Sem Um Traço De Misticismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que os primeiros mestres da sabedoria da Cabalá receberam esse conhecimento? Onde está a sua origem? As pessoas pensam que a Cabalá é algo próximo da magia, e muitos mitos a cercam.

Resposta: Adão foi o primeiro Cabalista e viveu há 5772 anos. Ele foi o primeiro de toda a humanidade que descobriu que existe um sistema integral da natureza e é possível revelá-lo.

Pessoas viveram antes dele, mas ele foi o primeiro homem na história que questionou: “Para que eu vivo? Qual é o segredo da vida? Onde está a sua origem?”. Ele escreveu um livro sobre isso; ele chegou até nós e é chamado de O Anjo Secreto (Raziel HaMalach). Um anjo é uma força. O “anjo secreto” significa a “força oculta”. É um livro pequeno, com algumas dezenas de páginas.

O próximo livro foi escrito por Abraão há cerca de 3700 anos e é chamado de O Livro da Criação (Sefer Yetzirah). Pela primeira vez, de forma sistemática, este livro explica: as “Sefirot“, as 32 forças que descem até nós e estão conectadas entre si.

Ao mesmo tempo, vários Cabalistas escreveram juntos mais um livro Cabalístico, O Grande Midrash (Midrash HaGadol), que significa explicação, comentário. Muitos mais livros foram criados depois desse, até o surgimento do maior livro Cabalístico, O Livro do Zohar, escrito por volta de 2.000 anos atrás.

Depois disso, muitos livros foram escritos, até a época do Ari, que viveu no século XVI. O principal livro do Ari foi “A Árvore da Vida” (Etz Chaim), que fala sobre as Sefirot e os mundos e é cheio de desenhos e diagramas.

Do imenso número de livros que surgiram depois dele, os mais importantes para nós são os livros do Baal HaSulam, escritos no século XX.

Todos estes livros não eram conhecidos do público em geral. Eles eram mencionados apenas ocasionalmente, como se ocorresse uma “fuga de informação”. Isso formou uma aura misteriosa em torno da Cabalá, como se ela estivesse envolvida em misticismo, forças secretas, ajudasse a realizar milagres e prever o futuro através das cartas de Tarô. Na realidade, isso não tem qualquer relação com a Cabalá!

É claro que a Cabalá usa símbolos, diagramas, gráficos, desenhos, Gematria (o valor numérico das palavras). A Cabalá estuda a alma e suas fases de crescimento. Mas não há nada de místico nisso. Eu diria que é simplesmente a física da dimensão superior.

A Cabalá não está associada com a religião e as práticas místicas. É uma ciência para as pessoas que querem saber. Naturalmente, elas têm que trabalhar e corrigir-se. Eu gostaria de comparar isso com o ato de sintonizar o aparelho de rádio, o qual é cercado por muitas ondas de rádio de freqüências variadas. Se eu sintonizar o aparelho de rádio e criar a onda que corresponde à onda existente fora, eu recebo essa onda externa e posso ouvir o sinal.

A ciência da Cabalá nos ajuda a criar essas ondas dentro de nós, e começamos a sentir a força existente fora de nós, a perceber e estudá-la. Nós desenvolvemos os sentidos internos da audição e da visão. O sentido interno da audição é chamado de nível de Biná (Sefira Biná), e o sentido interno da visão é chamado de nível de Hochmá (Sefira Hochma).

Da Palestra em Roma , 20/05/11

A Física De Um Mundo Mais Amplo

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível adquirir a alma, revelar o mundo espiritual e o Criador, sem a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A pessoa começa a explorar a natureza e descobre nela uma determinada lei, uma conexão particular entre os fenômenos. Por exemplo, eu lanço um objeto no chão, calculo a aceleração da sua queda e desenho uma lei a partir desta experiência. Ao mesmo tempo, outras pessoas não estudam os fenômenos naturais, mas aprendem sobre eles numa forma preparada.

Há pessoas que descobrem as leis da natureza, e há aquelas que as aprendem e assim fazem uma revelação, sempre pessoal, individual.

Os fenômenos que estão sendo descobertos pelos cientistas existiram antes na natureza. Não caiam maçãs sobre as cabeças antes de Newton descobrir a lei da gravidade? Desta forma, não há nada de novo; nós revelamos o que já existe, o que já acontece. No entanto, há os pioneiros e aqueles que aprenderam com eles e tentam usar corretamente os conhecimentos adquiridos.

O mesmo pode ser aplicado à sabedoria da Cabalá, a física de um mundo mais amplo, não percebido pelos nossos órgãos sensoriais. Para senti-la, temos de desenvolver um órgão sensorial adicional chamado “a propriedade de doação”, em que vamos revelar os fenômenos espirituais: Sefirot, os mundos, Partzufim. No entanto, continuamos a trabalhar como cientistas.

É dito: “Por Suas ações Lhe conheceremos”. É claro que tudo decorre de uma ação, de uma investigação. “A pessoa julga apenas aquilo que os seus olhos conseguem ver”. A “Fé” é a força de doação que você conquista. Você não fecha os olhos e aceita cegamente a opinião de alguém como fato; isso não existe em nenhuma ciência, incluindo a ciência da Cabalá. Pelo contrário, foi dito: “Conheça o Criador e sirva-O”. Conhecimento, análise e revelação é o alicerce de tudo.

Há pessoas que já fizeram essa descoberta e viram certos padrões, que transmitem a você o conhecimento sobre essas leis, o método de pesquisa para facilitar o seu caminho. Estas leis se aplicam a todos, pois nós estamos em um único mundo.

Então, não veja a Cabalá como um animal desconhecido. Ela é a raiz de todas as outras ciências do mundo, porque revela as raízes da criação, e ela deve ser tratada como uma ciência. A Cabalá não está relacionada com a religião. Quando nós caímos do grau do amor dos amigos para o do amor-próprio e ódio mútuo, perdemos a Cabalá e paramos de perceber o mundo superior, espiritual. Então, a religião nasceu.

Assim, a “religião” é a ciência da Cabalá permanecendo no exílio, na separação do Criador, no isolamento do mundo superior, separada do objeto de estudo. Fora da percepção real, sem o conhecimento e a compreensão, a interpretação das ações e a relação com a verdadeira realidade, com a força superior, ela se transformou no Judaísmo. Ele existe no período entre a destruição e a redenção do Templo, após o qual voltamos à sabedoria da Cabalá. É por isso que foi dito: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”.

É claro que não devemos desprezar nada. Nós avançamos com a ajuda dos meios disponíveis, mas cada um deles tem sua própria aplicação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “A Liberdade”

Cabalistas Sobre A Abordagem Ao Estudo Da Sabedoria Da Cabalá, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante o Estudo

Se ele pretende estudar a Torá para receber a recompensa da Torá, chamada “Luz que Corrige”, então seu estudo é benéfico. No entanto, quando ele esquece o objetivo de estudar a Torá, a Torá não é instrumento para completar o trabalho de criar um desejo de doar … Este é o significado das palavras, “Qualquer Torá sem trabalho (sobre a intenção de ser corrigido pela Luz da Torá) acaba em anulação” (sem sua Luz).
– Rabash, Os Degraus da Escada, “O Que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”

Uma das maravilhas de se estudar os segredos da Torá é que quando a pessoa estuda os seus conceitos de amor, mesmo que não seja capaz de perceber as questões com o intelecto, eles elevam sua essência, apesar de tudo; portanto, estes conceitos brilham sua Luz sobre ela.
– Rav Raiah Kook, Orot HaTorah (Luzes da Torá), Capítulo 10, seção 10

Interceptando a Iniciativa da Luz

Inicialmente, devemos entender que a criatura é o desejo. Na verdade, o desejo é só uma ferramenta, os meios disponíveis para a criatura; é um sentimento órgão, um elemento sensorial, algo que lhe permite sentir o seu próprio ser e refletir sobre ele: “Por que eu existo? De onde eu vim e por que? O que é a vida? Qual é a minha satisfação, e para onde vou? “Tudo isso se manifesta no desejo.

O Criador, a Luz superior, criou apenas um ponto uniforme,” a existência da ausência”, o que temos que desenvolver, uma vez que, em consonância com o programa do Criador, a criatura tem que ascender à Sua altura. Esse ponto é a criação inteira. É o oposto à Luz, e essa propriedade é suficiente. Assim, ele é chamado um ponto.

Durante seu desenvolvimento, o ponto tem que experimentar vários tipos de oposiçõeso à Luz, emanadas da Luz. A Luz se projeta sobre este ponto e, desta forma cria formas reversíveis.

Assim, foi apenas um ponto que surgiu como “a existência da ausência.” Suas outras propriedades aparecem como “a existência de existência” e tomam as suas origens a partir da Luz. Este ponto está evoluindo nas propriedades que são projetadas pela Luz e em frente a ele. Desde o seu estado oposto, o ponto aprende o grau de semelhança com o Criador, que é capaz ou não capaz de alcançar. Assim, ele revela a Luz.

Este ponto do desejo de receber é submetido a um longo, grandioso e progressivo desenvolvimento multifacetado. Se o Criador é o desejo de dar prazer, a criatura, inevitavelmente, é o desejo de receber prazer.

Para que a criatura tenha a oportunidade de se expressar, tem que definir a forma de seu desejo de receber. Como é feito? É feito pelo desenvolvimento cíclico: Todo o tempo o desejo adquire sua forma, recebe a realização dessa forma, depois parte da realização deixando a forma vazia. Então, a criatura decide como utilizá-la.

Anteriormente, a Luz determinou as condições de prazer para a criatura. Agora, ao contrário, a criatura recebe o prazer em dar prazer ao Doador. Desta forma, a criatura transforma recepção em doação.

Assim, a Luz cria o desejo e sua forma; mas também traz satisfação ao desejo. Mais tarde, a criatura descobre que ela precisa se tornar vazia, ser privada da Luz. A criatura não pode suportá-lo; a vergonha o impede. Então, ela pede a força da Luz para si, a fim de se livrar dele. A Luz, que despertou o sentimento de vergonha na criatura, concorda e dá força para a criatura. Então, a criatura exige mudanças internas e correções da Luz e os avanços com estas demandas.

Mesmo que tudo venha da força superior, a partir da força da Luz, que é primária em relação ao desejo de receber, ao mesmo tempo, é a criatura que começa a decidir o que quer e intercepta a iniciativa e ganha supremacia. É por isso que o período de desenvolvimento começa a partir de um sentimento de vergonha e abaixo, é creditado para a criatura.

Da parte 4 da Lição Diaria da Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Cabalistas Sobre A Abordagem Ao Estudo Da Sabedoria Da Cabalá, Parte 4

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante o Estudo

Durante a prática da Torá, cada pessoa deve… ajustar sua mente e seu coração para revelar o Criador (a propriedade de doação e amor). E qualquer pessoa está apta para isso, como está escrito: “Você trabalhou e não encontrou, não acredite”. … Assim, a pessoa não precisa de nada nesta questão, exceto o trabalho em si.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 97

Existe um remédio maravilhoso para aqueles que se engajam na sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendem o que estão aprendendo, através do grande desejo de entender, eles despertam em si mesmos as Luzes que cercam suas almas.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155

A Cabalá É Pura Prática

Dr. Michael LaitmanO desenvolvimento ocorre em virtude da força “elétrica” que circula no sistema. Quando eu me conectar a ele com as duas forças que tenho, a egoísta e a altruísta, a sua força também começa a circular através de mim. Nesse caso, o sistema está trabalhando comigo, e eu sinto a “corrente” que o permeia inteiramente; eu descobro o seu programa e propósito, e entro nele cada vez mais.

Assim, nós ascendemos aos níveis espirituais, subindo em direção à força unificada. Mais e menos, positivo e negativo, unidos, nós encontramos a nossa vida eterna, o objetivo final da nossa existência. Esse é o programa.

Isso nos permite ver a causa da crise e suas conseqüências. Nós entendemos o porquê de não recebermos a sabedoria da Cabalá, e não descobrirmos o grupo até que o nosso egoísmo tenha crescido até o limite. Só agora é que vamos sentir, dia a dia, como tudo está mudando ao nosso redor. Tantas coisas estão acontecendo no mundo, as quais são planejadas para revelar a crise e demonstrar a nossa situação desesperada, bem como a desesperança e a falta de entendimento que prevalece no mundo. Dia após dia, em um ritmo rápido, estaremos dando passos neste caminho.

Assim, muito em breve, teremos que mostrar ao mundo que entendemos o plano da criação. Obviamente, nós não sabemos tudo, uma vez que o atingimos ao escalar os degraus do desenvolvimento. No entanto, nós sabemos como realizar e começar este processo. Quanto ao resto, vamos estudar à medida que avançamos.

Entre nós, não existem indivíduos que tenham atingido a linha de chegada, o que não faria diferença mesmo. Basicamente, nós aprendemos com os Cabalistas, que nos contaram todo esse processo, toda a história humana. Além disso, eles nos deram essa informação há milênios atrás, mas, hoje em dia, suas palavras ainda se tornam realidade.

Portanto, precisamos apenas ouvir quais leis obedecer, a fim de rapidamente fazer parte do sistema integral. Assim que eu me revelo como sendo essa parte, todas as leis começam a trabalhar através de mim. Eu começo a entender e a experimentar o que está acontecendo em nosso mundo. Eu vejo através dela as forças que me permeiam; eu também descubro o que as está causando, assim como a essência do seu trabalho.

Está escrito: “De Suas ações O conheceremos”. A sabedoria da Cabalá é um método puramente prático que eu aplico somente em mim. Eu não estudo nenhum inseto em um microscópio, nem estudo o mundo externo. Pelo contrário, eu revelo a sabedoria da Cabalá e toda a criação, em geral, em mim mesmo. Nenhuma ciência é mais prática e experimental do que a Cabalá.

Os Cabalistas explicam que as leis devem ser seguidas para que nos tornemos parte ativa de um todo maior. Afinal, a humanidade é apenas uma pequena parte do enorme sistema do mundo do Infinito. Eles falam sobre as leis simples que precisamos observar no grupo. Nós devemos estruturá-lo como um mini-modelo de uma realidade imensa e integral, para que dentro deste modelo tenhamos a oportunidade e nos esforcemos em executar de acordo com as leis básicas da criação pertencentes ao nosso egoísmo e à força criativa positiva.

Então, o grupo vai se tornar uma “área de construção” para mim, uma espécie de “laboratório” onde eu examino os amigos e a mim mesmo; onde nós, todos juntos e, entre nós, trabalhamos, construimos, criamos e moldamos o mundo futuro, a parte superior mundo e a humanidade do amanhã. Nossos atos estão em sintonia com o que os Cabalistas aconselham, e nós agimos apenas experimentalmente, testando e verificando os resultados do nosso trabalho.

Da 2ª Lição da Convenção de Roma