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Uma Aliança Cheia De Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 119: É também por isso que o grande privilégio, quando a pessoa é recompensada em sentenciar-se a uma escala de mérito, ainda não é suficiente para ela alcançar o amor completo, ou seja, o quarto discernimento. Isto é assim porque agora ela não atinge o mérito do Criador como sendo o bom que faz o bem para o bom e para o mau, mas somente Sua Providência sobre ela.

No entanto, ela ainda não conhece Sua providência desta maneira sublime e maravilhosa com o resto das pessoas do mundo. Assim, nós aprendemos acima que, enquanto a pessoa não conhece as relações da pessoa amada com os outros, até que nenhum deles esteja faltando, o amor ainda não é eterno. Por isso, é preciso também condenar o mundo inteiro a uma escala de mérito, e só então é que o amor eterno aparece para ela.

No caminho para completar a adesão e alcançar o objetivo da criação, nós alcançamos todas as nossos deficiências e todas as ações do Criador em nós durante todo o processo que passamos quando a Providência superior estava em ocultação. Depois, a pessoa vê como em todas as etapas, em tudo o que ela passou, o Criador era bom e benevolente com ela em absoluto amor.

Como resultado, ela sente que ama o Criador de volta. Mas isso não é suficiente, já que ela também tem que trabalhar no futuro, para manter a mesma atitude. Isso significa que ela tem que desenvolver vasos dentro de si que são chamados de fé e confiança, de modo que em todas as fases no futuro ela não perca a fé no amor do Criador por ela.

Mesmo isso não é suficiente para determinar que o Criador é bom e benevolente, uma vez que é tudo verdade apenas em relação à própria pessoa, e agora ela deve determinar a mesma coisa em relação a todos os outros.

Isso significa que, no fim da correção, ela atinge o fim da correção de todos, e deste ponto ela vê toda a história humana e todo o caminho de todas as almas que passaram no processo de sua correção.

Estas almas separadas descobrem as conexões entre si acima do mar de ódio em que estão imersas, que as separa e as mantém separadas. Através destas conexões de amor, elas sentem como o mar do ego as separa e, assim, descobrem que o Criador constantemente cuida delas da melhor maneira possível, e que todos os sofrimentos, golpes e problemas que elas têm passado em toda a história humana e a ascensão das almas através de todos os mundos até o mundo de Ein Sof (infinito) era tudo resultado do grande amor do Criador.

Quando a pessoa sobe a escada espiritual, ela se afasta do seu ego na medida em que sobe, e assim, vê que foi apenas no ego que sentiu as aflições. Se não fosse pelo ego e o desejo de receber para si mesma, em detrimento de outros, ela sempre sentiria só o amor e o grande cuidado do Criador por ela.

Isso significa que ela vê e entende que todos os sentimentos negativos não vêm do Criador, mas resultam de sua conexão com seus desejos egoístas. Assim, ela determina que está em contato, numa aliança com o bom e o benevolente, e que neste contexto, esta aliança está cheia de amor.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Exame Com Amor

Dr. Michael LaitmanQuando sai para o público externo, a pessoa está diante deles como diante de um exame: “Um grupo maravilhoso em um mundo onde tudo está corrigido, com exceção de mim; eu estou diante dos meus desejos não corrigidos; tudo isso é parte da minha alma”.

“O meu papel é convencer esse fragmento da minha alma ou este fragmento da minha mente que vamos convergir num único corpo unificado. Como eu posso fazer isso e bater na porta do seu coração?”

Isso é o que Abraão disse aos habitantes da antiga Babilônia ao tentar convencê-los de que todos eram um todo único, que não se deve brigar com o outro, porque se nos separarmos, as coisas vão ser muito piores. Por outro lado, nós precisamos nos unir.

Portanto, nós saímos para o público em geral com este fundamento. Eles precisam sentir nosso calor, que não estamos fazendo isso formalmente, mas de todo o coração.

E as pessoas vão responder a isso. Mas nós precisamos nos preparar internamente. Nós precisamos de todos os desejos que foram arrancados de nós; precisamos juntá-los a nós.

Pergunta: Então, o que toca os meus amigos…?

Resposta: Os amigos também são os seus desejos que já estão preparados para criar um único coração com você; enquanto que as massas ainda não estão prontas. Mas todos pertencem a um só coração, um só desejo, o seu desejo pessoal. Cada um de vocês tem seu próprio universo privado, o seu próprio mundo privado. E todos, exceto você, fazem parte do seu desejo, toda a natureza inanimada, vegetal, animal e humana. Conecte tudo isso a você, ou seja, ame a todos.

Você está se dirigindo às pessoas porque precisa delas; elas devem sentir que seu coração está aberto para elas, que elas são importantes para você, que seu desejo é dirigido a elas, e que através de você um poder único desce até elas. Esta é a primeira mensagem.

Depois disso, o Arvut será revelado em todo o mundo. Esta é a condição para a conexão correta de todos os vasos quebrados.

Da Convenção em Sochi 10/06/14, Lição 3

Ficar De Guarda Dia E Noite Sobre O Amor

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 24: Você sabe o que Baal HaSulam disse, que do relacionamento entre homem e homem a pessoa aprende como se comportar na relação entre o homem e o Criador. Isto é assim porque a Luz Superior está em repouso absoluto, e é necessário sempre evocar o amor, “até que o amor do nosso casamento agrade”.

Ou seja, é mostrado a você de Cima que você tem que continuar despertando desta forma o amor do Criador e que você deve ficar sempre de guarda, todo o dia e toda a noite, quando sente um estado de dia ou sente um estado de noite.

Segue-se que você deve evocar o coração dos amigos até que a chama se eleve por si só. Com isso, você será recompensado com o despertar o amor do Criador sobre nós.

É sabido que em sistemas analógicos, todas as suas partes estão totalmente relacionadas entre si, como no corpo humano, onde a vida de cada célula depende das células em torno dela. Esta célula vive exclusivamente e somente graças ao sustento que obtém do lado de fora.

Portanto, uma pessoa não pode viver sozinha. Se ela se joga numa floresta e quer viver como um eremita retirado de todo o mundo, ela não deveria se queixar depois que não pode satisfazer todas as suas necessidades. Afinal, nós conseguimos tudo que é necessário para a vida do ambiente.

Da Shevirat HaKelim (quebra dos vasos) nós vemos ainda mais claramente o quanto cada um de nós não está pessoalmente pronto para atrair e receber qualquer iluminação, nem da Luz que Reforma, nem da Luz que preenche uma pessoa que já está corrigida. Pois a correção de todos está na conexão com os outros.

Depois disto, a conexão é realizada e existe até um determinado grau, então é possível falar de preenchimento. Portanto, a única coisa que se exige de nós é estarmos preocupados com a conexão. Isso ocorre porque a inclinação para se conectar é uma inclinação para o Criador, que é revelada dentro da conexão.

Todo mundo deve despertar o coração do amigo, fornecer-lhe um exemplo de como ele próprio pode ser despertado e pode ansiar pelos amigos. É necessário despertar e inflamar a inveja no coração do outro, uma inclinação no sentido do respeito, e usar todos os meios que irão influenciar uma pessoa, para que de alguma forma ela seja empurrada para a conexão.

Nós precisamos ver nossas vidas como uma sequência de momentos que vêm do Criador para nos mostrar novas observações o tempo todo, colocando-nos em novas situações onde vamos despertar o nosso ambiente. Pois nós não temos nenhum outro trabalho além de despertar o nosso ambiente com o objetivo de descobrir o Criador dentro da nossa conexão mútua.

Servir o Criador se torna cada vez mais concreto e concentrado numa área muito limitada. Portanto, o Rabash escreve que “todo o dia e toda a noite”, ou seja, em ambas as situações, os bons sentimentos e os sentimentos ruins, nós devemos entender que o Criador está nos dando uma oportunidade a cada momento para despertarmos os amigos para a conexão mútua entre nós.

Somente de acordo com a maneira em que eu desperto o ambiente, o ambiente me desperta. Eu não tenho poder de me conectar com os amigos e não tenho vontade de pedir por isso. Eu obtenho isso apenas conforme eu os despertar para a conexão. Todo o nosso trabalho começa com isso.

Eu não posso me voltar ao Criador por mim mesmo, eu não anseio por conexão e não anseio por correção. Isto só é possível mediante meu despertar dos outros. Certamente, nós primeiro trabalhamos nisso dentro do nosso círculo. Mas nós saímos para a disseminação externa com o objetivo de despertar as pessoas para que elas também comecem a avançar em direção ao ponto de conexão.

Na medida em que cada um de nós conseguir despertar os amigos, seu círculo interno e o mundo inteiro, que é o círculo exterior, desta forma ele próprio receberá um desejo de se conectar com eles e vai chegar a um lugar onde o Criador é revelado.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/06/14

Uma Pergunta Complicada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa deve responder à pergunta sobre por que é necessário amar o seu amigo como a si mesma?

Resposta: É porque o mundo é integral e a conexão integral mútua entre todos na linguagem humana é chamada de “amor”, o amor mútuo um pelo outro, como células num corpo. Isso é chamado de “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Isso significa que deve haver uma conexão entre as pessoas como há entre todas as outras partes da criação.

Na natureza tudo está na correta conexão e união entre elas, com exceção dos seres humanos. Pessoas violam esta unidade e distorcem a natureza inanimada, vegetal e animal. Assim que as pessoas começarem a se corrigir, a natureza vai automaticamente começar a ser mudada.

A natureza começará a se elevar porque todas as partes da criação estão incluídas uma na outra, mas, particularmente, nesse nível chamado Adão (humano). Assim, “ama o seu amigo” significa implementar a lei fundamental da criação, a conexão entre todas as suas partes.

Da Convenção em Sochi 09/06/14, Lição 1

O Fogo De Amor Que Consome

Dr. Michael LaitmanO Midrash Diz, Capítulo “Shemini”: Então havia o fogo da Shechiná. Todos os judeus viram a coluna de fogo descendo do céu, entrando no Tabernáculo, consumindo os sacrifícios sobre o altar e estabelecendo-se ali. Vendo este milagre, eles caíram e louvaram o Criador.

A correção do mais forte, pior e amargo egoísmo se manifesta como a Luz mais poderosa, como o fogo que tudo consome. Ódio mútuo, repulsa, rivalidade, desprendimento e negação são substituídos pelo amor; no entanto, internamente tudo permanece o mesmo. É por isso que, quando duas propriedades opostas se tocam, surge o fogo entre elas.

Além disso, este estado se torna permanente e nunca podemos nos livrar dele. Na espiritualidade nada desaparece. Quando nós atingimos certo nível, não caímos dele. Nós recebemos um egoísmo adicional, embora ainda não revelado, em que estamos submersos. Em geral, não é uma descida, mas sim uma subida ao longo da linha esquerda. Por isso se diz, “a coluna de fogo se estabeleceu no degrau”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/15/14

Como Eu Posso Ajudar As Pessoas Carentes?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é percebido o amor ao próximo? Se uma pessoa precisa de dinheiro, como posso ajudá-la?

Resposta: O mundo está cheio de pessoas carentes que estão morrendo de fome. No entanto, eu sou incapaz de corrigir o mundo diretamente. Minha tarefa é aproximá-lo do Criador. Esta é precisamente a abordagem geral que devemos ter em relação aos problemas da humanidade.

Na verdade, o mundo não precisa de dinheiro ou pão; precisa da Luz Superior, que irá preencher e organizar tudo. Ela vai tratar todos os males. Eu só posso, através da minha inclusão no grupo, aproximar a Luz do mundo. Juntamente com o grupo, eu posso aspirar à Luz, revelar a necessidade dele ser corrigido, e a correção vai fluir através de nós para todos. Nisso é que eu estou trabalhando.

Por outro lado, se eu tentar ajudar a África ou outra região necessitada, isso não vai fazer nada. Hoje, nós vemos isso depois de todos os esforços de filantropos ou outros “benfeitores”. Somente a Luz vai ajudar o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Procurando Os Irmãos

Dr. Michael LaitmanDo Rabash, Artigo “Amor dos Amigos”: “E o homem perguntou-lhe, dizendo: ‘O que você está procurando?'”, isto é, “Como posso ajudá-lo?”, “E ele disse: ‘Eu procuro meus irmãos'”. Ao estar junto com meus irmãos, isto é, ao estar em um grupo onde há amor dos amigos, eu serei capaz de subir a trilha que leva à casa de Deus.

“E o homem disse: ‘Eles partiram daqui'”. E Rashi interpretou que eles tinham se afastado da irmandade, ou seja, que não queriam criar laços com você. Isso, no final, causou o exílio de Israel no Egito. E para sermos resgatados do Egito, temos que assumir nós mesmos a entrada nm grupo que quer estar no amor dos amigos e, através disso, seremos recompensados com o êxodo do Egito e a recepção da Torá.

Nós precisamos entender tudo o que está escrito na Torá em seu sentido autêntico, espiritual. Não importa o que aconteceu com seus personagens reais, visto que os corpos não tem significado. A matéria da criação é o desejo que foi deliberadamente quebrado em muitos pedaços. Nós temos que encontrar por quais forças, programas, demandas, impactos, ajustes e ações é possível conectar todas as partes de volta num único desejo.

Nós precisamos olhar apenas para os nossos desejos e procurar como conectá-los juntos. Todo mundo quer algo diferente, porque, caso contrário, estaríamos unidos num único desejo. Mas porque nós somos diferentes, nós somente podemos nos conectar acima dos desejos em intenção pelo apoio mútuo.

Nós temos que sentir os desejos, necessidades, expectativas e objetivos dos nossos amigos e ajudá-los a atingir seus objetivos com o melhor de nossa capacidade. Devemos ajudar nossos amigos a implantar seus desejos; esta é a única forma pela qual a unidade pode ser alcançada.

Embora nenhum de nós seja como o outro e cada um seja bastante diferente, todos nós nos esforçamos para ajudar os outros. Assim, de repente, vemos que, elevando-nos acima de nossos desejos com a intenção de ajudar um ao outro, nos conectamos. A união não acontece nos desejos; ela acontece na intenção. Assim, nós construímos um novo vaso de intenção que está acima dos nossos desejos. É como a cabeça (Rosh) de um Partzuf.

Quando percebemos que este trabalho não está nos corpos materiais ou dentro de nossos desejos, mas unicamente nas intenções, nós começamos a sentir a necessidade dos amigos. É por isso que está escrito na Torá sobre José “Eu procuro meus irmãos”. Neste caso, eles se tornam vitais para nós.

Se a nossa aspiração é correta, nós recebemos a união. Anteriormente, nós nunca pensávamos que poderíamos atingir a união, nem nos esforçávamos por ela até que a propriedade denominada “Yosef” (José) se manifestou em nós. Esta propriedade coleta (Osef) todas as nossas intenções. Neste momento, nós estamos atuando com a ajuda desta força chamada Yosef (José) que age entre nós.

Nós elevamos José acima de tudo. Nós o estendemos além do nosso egoísmo e o deixamos governar nossa natureza. Em outras palavras, seu reinado é colocado por cima de nós designando-o primeiro assistente do Faraó (o desejo de receber). O desejo de receber é a nossa natureza, e José está acima dele controlando e reinando sobre todo este desejo, todo o Egito.

Neste momento, nós somos capazes de trabalhar corretamente com o nosso desejo de receber prazer. Este período é chamado de sete anos de saciedade. Esta é a medida completa que pode possivelmente revelar nossa unidade sob a liderança de José.

Depois disso, uma etapa superior chamada Jacó desce ao Egito (ou seja, entra no desejo de receber) porque começa a adquirir uma estrutura que conecta todos os irmãos, todos os tipos de desejos, juntos. Por isto um vaso chamado José é construído acima dos desejos.

Visto que nós continuamos trabalhando com o desejo de receber nos níveis mais elevados, os sete anos de fome chegam, as cidades pobres de Pitom e Ramsés são construídas. Torna-se claro para nós que é impossível atingir a unidade dentro de um desejo incompleto. Então, vem o período de fome, a incapacidade de usar o desejo de receber para alimentá-lo sem mantê-lo sob a tela, sob o governo do poder da doação.

Depois de adquirir e trabalhar com a pequena força do desejo (Aviut), torna-se possível. Quando o Aviut aumenta, ou seja, um novo rei que nunca conheceu José nasce no Egito, este trabalho torna-se impossível novamente, visto que um desejo de receber maior é revelado como resultado da quebra. A propriedade de José desaparece e aparece uma nova etapa chamada Moisés, para continuar o processo de correção.

Tudo está centrado em torno de recolher novamente os fragmentos dos desejos. Mas dentro deles cresce uma força oposta ao desejo de receber, a intenção de doar, como assistência pela regra dos contrários. Cada vez nós decidimos o que é mais importante para nós, assim nós avançamos ao ponto de perceber como a Força Superior que nos controla é essencial. Então, nós nos elevamos acima do nosso desejo de receber prazer e nos reunimos no Monte Sinai.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/03/14

Ansiar Pelo Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu sinto ódio infundado por um amigo, não consigo sair dele.

Resposta: O ódio carece de uma fundação; é uma categoria espiritual que se manifesta numa pessoa sem uma razão. É simplesmente porque seu ego queima nela.

Tais questões só podem ser resolvidas em conjunto, numa discussão com outros amigos. A ideia é que a correção é realizada especificamente quando uma forte rejeição aparece entre nós.

O ódio infundado é uma descoberta clara e precisa dos desejos quebrados. Diz-se que a rejeição se tornou a razão da destruição do Segundo Templo, quando ao invés da conexão, da solidariedade, da ajuda mútua e do amor entre as pessoas, de repente irrompeu um ódio intenso. É isso que causou a quebra do Kli (vaso) espiritual coletivo.

Portanto, quando tais situações aparecem, reúnam-se rapidamente e tentem discuti-las na forma de um workshop. Primeiro sem qualquer programação, sem tocar ninguém pessoalmente, e sem a intenção de uma solução obrigatória para a questão, que diga respeito a todos, pois manifestações de ódio infundado existem em cada um de nós.

Ele surge o tempo todo por razões desconhecidas, inexplicáveis ​​ou sem qualquer razão: Bem, eu não posso suportá-lo, não posso chegar a um acordo com ele, não nos entendemos, ou algo me afasta dele.

É necessário esclarecer se há alguma razão, ao se reunir em grupos de cinco ou dez com amigos para discutir o assunto. Ao mesmo tempo, eu não posso dizer que não gosto de alguém, mas quero saber por que a minha atitude para com ele é revelada desta forma.

Rumo Ao Mundo Do Amor

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:1-34:3: Então disse o Senhor a Moisés: “Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste. E prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao monte Sinai, e ali te põe diante de Mim no cume do monte. E ninguém suba contigo, e também ninguém apareça em todo o monte; nem ovelhas nem bois se apascentem defronte do monte”.

Todos os atributos, com exceção do atributo de Moisés na pessoa, não podem se aproximar do atributo de amor e doação absoluta chamado Criador. Somente esses atributos numa pessoa podem receber a Torá.

As tábuas são a passagem do atributo de um nível superior para um nível inferior. A passagem das tábuas simboliza o estado do fluxo da Luz, da informação, o poder, a informação entre os dois Partzufim. Em outras palavras, uma tábua é uma carga de energia superior, informação e conhecimento superior, e, principalmente, uma carga do atributo espiritual. Então, Moisés prepara as tábuas e o Criador lhes traz à vida.

As primeiras tábuas foram divididas no 9o de Av, e agora nós falamos sobre as segundas tábuas que aparecem no dia do juízo (Yom Kippur). Todos os eventos ocorrem no Monte Sinai, ou seja, no estado de ascensão acima do ego, acima do ódio. Afinal, sentir repulsa dos outros, sentir que os outros são opostos a nós, é o nosso principal atributo. Não precisar chamar isso de ódio, é claro, porque ele é dividido e muda, mas o ódio continua. Em geral, tudo deriva deste atributo.

Nosso mundo é o ódio total e o mundo espiritual é amor, e não há nada mais do que isso! Assim, quando subimos acima do ódio, chegamos ao amor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/09/13

Fisiologia Do Amor

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dmitry Zhukov, biólogo): “No Grande Dicionário Enciclopédico, está escrito que o amor é “visar uma pessoa, comunidade humana, ou ideia”. A forma de amor que é mais interessante para as massas é o amor entre duas pessoas não relacionadas biologicamente.

“Esse tipo de amor pode ser caracterizado como um distúrbio mental, representado por uma ideia supervalorizada na forma de atenção de outra pessoa, acompanhado por um efeito instável, constante mutável. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, na subseção F63.9, o amor muitas vezes pode pertencer ao seguinte subgrupo: ‘Distúrbios dos hábitos e interesses, não especificados’.

“Uma pessoa apaixonada inconscientemente satisfaz uma gama de necessidades. É importante enfatizar que diferentes pessoas podem ter uma gama completamente diferente. Obviamente, o desejo das pessoas é para satisfazer uma necessidade hedonista, ou seja, a necessidade de obter prazer, que neste caso é muitas vezes chamada de sexual.

“Além do amor hedonista, as pessoas apaixonadas satisfazem muitas outras necessidades, principalmente no aumento da autoestima. Nós costumamos amar mais as pessoas que nos permitem demonstrar as nossas vantagens – física e mental. É fácil de ver a satisfação da necessidade na posse de um objeto de prestígio que provoca a inveja dos outros e aumenta novamente a autoestima de uma pessoa.

“A necessidade de liderança, no desejo de controlar uma situação, sustenta o amor de mulheres maduras por homens jovens. Muitas vezes, o amor é formado com base na necessidade oposta, na necessidade de submissão, de seguir o líder. Normalmente, a base do amor é a necessidade de emoções.

“Esta necessidade desencadeia muitas formas de comportamento humano, mas o amor é o mais agradável, embora uma maneira muito cara para satisfazê-lo. Entre outros requisitos, satisfeitos num estado de amor, nós podemos notar a necessidade de contatos sociais estáveis. Note que nem todas as pessoas têm essa necessidade. Esta forma de amor está intimamente ligada com o conceito de “amizade”.

“Quanto aos mecanismos fisiológicos no amor, eles são desconhecidos. Mais precisamente, há muitas descrições de mudanças no trabalho em vários sistemas que ocorrem nos indivíduos, que afirmam que estão num estado de “amor romântico”. A atividade de várias regiões do cérebro, hormônios, o trabalho dos sistemas cardiovascular, digestivo, etc., também muda. Mas os mecanismos que desencadeiam o amor são completamente desconhecidos. Mais precisamente, eles são puramente psicológicos (a presença das necessidades) e não são estudados em fisiologia”.

Meu Comentário: De acordo com a Cabalá, não há amor: há o desejo de receber prazer. Isto não ocorre somente com o ser humano, mas em toda a natureza: inanimada, vegetal e animal. A parte mais desenvolvida da natureza animal é o ser humano. O amor só pode ser espiritual, isto é, com base no desejo altruísta de doar, de satisfazer os outros. E essa propriedade só pode ocorrer numa pessoa sob a influência da Luz Superior, a propriedade de doação. A implementação da sabedoria da Cabalá nos permite atrair sua influência sobre nós.