Textos com a Tag 'Amor'

A Torá É Um Guia Para O Amor

Dr. Michael LaitmanA Torá já existe há milhares de anos e nós devemos entender o que ela representa. Basicamente, há um meio em nosso mundo através do qual é possível atingir o objetivo da criação. Mas qual é o objetivo da criação? Venham, vamos esclarecer isso.

Na minha frente está o universo, as estrelas, o sol e a lua. Sob os meus pés está a Terra, e nela toda a natureza inanimada, vegetal e animal, e os seres humanos. Tudo isso existe. Por que existe? De onde vem isso? O que é isso? Com que finalidade isso existe?

A Torá explica tudo isso para mim. Ela é projetada para me informar por que e para que eu vivo, as razões da minha existência e qual o resultado, para onde estou indo. Em suma, a Torá pode me ensinar tudo sem deixar qualquer espaço ou local vazio.

Portanto, como alguém adquire esse conhecimento? Como alguém penetra esta vasta e maravilhosa sabedoria que se encontra acima da nossa realidade e se estende até os mundos espirituais?

É possível alcançar isso por meio de regras gerais definidas que me parecem muito longe da natureza e suas leis, como a física, química, biologia, zoologia, e outros campos da ciência natural. Em vez de me trazerem fatos científicos, eles dizem: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Isso não está claro para mim. Dê-me fórmulas precisas! O amor é uma ideia simplista. Ninguém sabe o que fazer com ele; cada um puxa-o para si mesmo em tudo o que gosta, e o “rola” de um lado para o outro. Em última análise, nós não damos qualquer seriedade, estabilidade ou poder real a essa característica.

No entanto, se uma pessoa sofre, as coisas se tornam sérias; isso nós compreendemos. Considerando que o amor carece de força aos nossos olhos, ele carece de clareza; ele não está na base da fundação do mundo. Portanto, é muito difícil para nós internalizar o conceito chamado a “grande regra geral da Torá”. Nós não podemos nos relacionar seriamente com ele.

Mas, na realidade, uma abordagem que se move através do amor possui maior peso e não pode ser destruída. Esta é uma “regra de ferro” a partir da qual é impossível desviar-se; ela nos obriga a passar por todas as restrições, todas as ameaças, por tudo, para que possamos atingir o conceito de “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Especificamente ao se alcançar a característica do amor, nós exploramos todo o mundo, o compreendemos e atingimos toda a realidade.

Assim, o amor verdadeiro é diferente do que nós imaginamos para nós mesmos; nós ainda temos um problema com isso quando nos relacionamos com este conceito com a maior seriedade e começamos a compreendê-lo.

Uma vez, muitos anos atrás, eu estava presente no funeral de um jovem casal que foi morto num acidente logo antes de seu casamento. Ao recitar o Kadish, o rabino chefe da cidade, uma pessoa que compreendia a sabedoria da Cabalá, disse com lágrimas nos olhos que o que nos falta é o amor, que só graças a isso nós podemos corrigir todos os crimes e defeitos.

Eu não o entendi na época, e pensava que, provavelmente, esta é a forma como se costuma dizer um elogio. Só muito mais tarde, depois de ter estudado há algum tempo, eu entendi o que ele quis dizer. No entanto, todas as outras pessoas se relacionaram com suas palavras como eu no início, apesar de haver muitas pessoas espiritualizadas lá…

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/14, Escritos de Baal HaSulam

Uma Pílula Contra O Amor

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Theory and Practice): “O amor nem sempre é bom; ele pode causar a dor da perda, provocar violência. Em termos da fisiologia cerebral, o amor é apenas um processo hormonal que pode ser controlado pelo desejo!

“O desejo de se livrar do amor ocorre quando esse sentimento é semelhante a uma doença.

“O amor, que pode unir as pessoas e aproximá-las para dar à luz e criar filhos, é a base da sobrevivência da espécie. Ele ativa: 1) o desejo sexual, 2) a simpatia e 3) a conexão.

1) O desejo sexual nos leva a se unir com potenciais parceiros, 2) a simpatia permite que você escolha o mais adequado dentre eles, 3) a conexão ajuda a criar um relacionamento de longo prazo e nos dá a força para trabalhar até que o dever dos pais seja cumprido.

“O trabalho de cada um dos três sistemas é baseado nos hormônios produzidos pelo corpo. A atração sexual é associada ao estrogênio e testosterona – hormônios sexuais nos homens e mulheres.

“A capacidade de avaliar a atratividade vem do prazer e dos hormônios do estresse (dopamina, serotonina, adrenalina), que nos orientam para o objeto do desejo, causando uma sensação de excitação em sua presença.

“O afeto nasce da ação de neuromoduladores (oxitocina e vasopressina); eles nos inspiram com uma sensação de calma e confiança, facilidade nos relacionamentos.

“Porém, visto que estes três subsistemas operam simultaneamente, nós podemos desejar um parceiro, considerar o outro atrativo, manter um relacionamento contínuo com um terceiro.

“A testosterona cria apego, e a ocitocina liga o apego à atração – de modo que o mais favorito é aquele que está mais próximo.

“Nos primeiros meses, o amor se assemelha ao transtorno obsessivo-compulsivo. Mas um ano depois, os níveis de serotonina voltam ao normal, e a idealização do parceiro desaparece.

“Os hormônios que são responsáveis ​​pela fixação e redução do estresse (vasopressina, ocitocina e dopamina) são produzidos durante o toque, abraço, sexo, amamentação. Eles mantêm os casais juntos, as mães e seus filhos”.

Meu Comentário: A principal coisa é não interferir em um processo natural com comprimidos. A educação em sintonia com as boas relações globais, como a sabedoria da Cabalá nos ensina, vai equilibrar a secreção de hormônios e levar a melhores relacionamentos de amizade, amor e família.

Descobrindo A Força Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os nossos esforços ao longo de nosso desenvolvimento espiritual coincidem com o plano da criação?

Resposta: Sem pedir nossa permissão, esse plano nos ajuda a avançar pelas forças da natureza, assim como os níveis inanimado, vegetal e animal.

Mas, por outro lado, nós recebemos a Torá, a sabedoria da Cabalá, entendemos esse processo e sabemos quais as fases e estados que nos aguardam. Cada um deles é a essência da revelação do mal na natureza humana. Ele acabará por ser revelado, mas a questão é como?

Se ele é revelado sem a minha preparação, eu me torno pior em comparação a todos, e o mesmo vale para todos os outros.

Mas se eu uso a sabedoria da Cabalá, ouço e aceito a ajuda dos professores, sábios e grandes Cabalistas que continuam a nos ensinar, eu descubro o mal de uma forma diferente.

Eu sei que o mal vai aumentar agora, e com os outros, eu me preparo e me concentro para isso com antecedência, para que o ódio não entre em erupção e seja libertado. Ele está fervendo, mas nós estamos no controle e sabemos o porquê e para que isso está acontecendo. Nós trabalhamos em nós mesmos, a fim de contê-lo.

Depois, a inevitável revelação do mal acontece de uma forma diferente, e em contraste com isso, nós descobrimos a força do amor. Está escrito que “o amor cobre todos os pecados”. Assim, nós podemos corrigir todo o mal dentro de nós de uma maneira boa e positiva.

Isso é possível se nós entendemos o que está acontecendo e se cada lado evita cair no ódio. Mas, para fazer isso, nós temos que unir a nação, fortalecer a boa conexão mútua entre as pessoas, ouvir os sábios, e ser bem organizados.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

A Lei Do Amor

Pergunta: Você disse que, sob a doação de Ohr Makif (Luz Circundante) começamos a outorgar a um vácuo vazio, que não sentimos. O que significa doar a um vácuo?

Resposta: Temos que chegar a um ponto que vamos doar sem exigir qualquer recompensa em troca, assim, o ato de doação em si será para nós uma realização, uma recompensa.

Pergunta: Como posso entender que eu realizo um ato de doação?

Resposta: Vamos supor que na frente de você está uma personalidade muito respeitada, ou uma pessoa que é famosa e conhecida em todo o mundo. Você sentirá respeito e admiração, e gostaria de lhe dar um presente. Você sente satisfação, porque, de certa forma, recebe um presente, uma vez que essa pessoa respeitada recebeu um presente de você.

É assim que você tem que trabalhar com todos que ama ou respeita, porque o amor é expresso no presente. Eu quero fazer algo agradável para o outro, uma vez que eu gosto de quando eu dou-lhe algo e ele recebe de mim. A Cabalá é organizada neste princípio. Eu dou ou outorgo ao Criador, mas eu realmente recebo prazer com isso.

Pergunta: Não é relacionado a presentes materiais, mas a relacionamentos?

Resposta: Tente também praticar com os presentes materiais. Mas, claro, o principal é o relacionamento. Se você ama uma pessoa, você olha para as possibilidades de dar-lhe algo. E não porque você quer trazer-lhe prazer, mas porque você aprecia isto. Você se relaciona com ela como uma mãe se relaciona com seu bebê. Ela vai cobri-lo com um cobertor, e depois tirar o cobertor. Ela verificará isso e aquilo. Ela vai vê-lo, e se ele não está sorrindo, ela brincará com ele, então ele sorrirá. Esta é a lei do amor. A lei do amor é a lei de doação! Se eu amo alguém, então, dando a ele me enche de prazer. Ele pega e aprecia isto.

Pergunta: Mas eu preciso saber o que ele quer?

Resposta: Certo, isso significa que você precisa sentir ele. Não tem problema, sinta! Vamos supor que uma pessoa que você ama tem um aniversário amanhã. Você pensa consigo mesmo: “Que presente vou dar-lhe? O que ela quer? Quais são as suas necessidades? Como faço para trazer-lhe alegria?

“Você calcularia: Devo fazê-lo desta ou daquela maneira? Como é que é melhor começar a conhecê-la? Como faço para melhor revelá-la? Como sentir? O que dar para ela?

“Estes cálculos baseiam-se em atingir o Criador. Caso contrário, será egoísta! Porque no momento da doação espiritual, eu outorgo e aprecio. Eu outorgo mais, eu gosto mais. Mas, cada vez, eu tenho que esclarecer o que ela quer e o que mais eu posso outorgar-lhe.

Pergunta: Como alguém sabe? Será um palpite?

Resposta: Não, peça-lhe para dizer-lhe, assim você será capaz de satisfazê-la, e com isso, você mesmo será preenchido com a sua Luz.

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Da Convenção Em Sochi “Dia Dois” em 14/07/14, Lição 3

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Amor Que É Mais Forte Do Que A Morte

Dr. Michael LaitmanPergunta: No Cântico dos Cânticos, cada frase do Rei Salomão está literalmente cheia de significado alegórico. Por exemplo, a expressão “jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada”. O que significa isso?

Resposta: É uma tentativa de abrir a ocultação, não permitindo que a ligação seja atingida. Caso contrário, o amor não vai chegar à sua altura total. Sem ele, a semente não será abençoada e não haverá nenhuma emanação sem essa ligação.

Comentário: “Eu durmo, mas meu coração está acordado”.

Resposta: Esta é a razão pela qual eles não chegam imediatamente à ligação: não há absolutamente nenhuma necessidade disso. Meu coração está acordado, mas meus desejos e todos os vasos não estão.

Pergunta: Como o amor pode ser despertado?

Resposta: Por diversas atividades: ele bate na porta, ela abre a porta tarde, ele se foi, e ela corre atrás dele, etc. “A canção” termina com o amante supostamente preenchendo o mundo todo. E onde está o seu verdadeiro abraço, conexão e ligação? Supostamente não estão lá. O Cântico dos Cânticos fala sobre tudo, mas este é apenas o início. A descoberta da natureza que existe em perfeição está pronta para um abraço e ligação, e nós estamos diante dessa natureza.

Pergunta: O que é o “beijo”?

Resposta: Existem diferentes tipos de conexões entre os que amam e os seus entes queridos. Isso inclui o abraço, que é dividido num abraço da esquerda e um abraço da direita. Juntos, eles formam o abraço perfeito. Depois, há o beijo, a conexão na boca. Esta conexão ainda não está completa, uma vez que uma ligação completa é a fusão de corpos. Deve haver abraço, beijo e ligação.

Pergunta: Há um ponto de vista especial sobre o “Cântico dos Cânticos”, como uma descrição do amor entre o povo de Israel e o Criador. Como nós devemos olhar para esta história: tanto o amor do homem pelo seu próximo como o amor do homem pelo Criador?

Resposta: Na verdade, essa é a resposta, “do amor das criaturas ao amor do Criador”. O que isso significa? Se eu defino a minha disposição de amar tudo o que me rodeia, no final eu alcanço a mesma disposição em relação a toda a natureza, que é o Criador, a força superior. Toda a natureza está acima de mim; eu estou nela, nós estamos todos nela.

Pergunta: “Porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que o homem desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam”. Que tipo de amor é esse mais forte do que a morte?

Resposta: Todas as nossas propriedades boas e ruins, tudo o que existe na natureza de forças boas e más, o positivo e o negativo, o calor e o frio, pressão e vácuo, tudo fica renovado. A conquista do fim, a realização completa das forças opostas da natureza, o fato de que na natureza há sempre uma contra a outra, é o objetivo de toda a criação.

Isso se chama “Cântico dos Cânticos”. O Cântico é um amor não-egoísta das criações em doação mútua, “Ama o próximo como a ti mesmo”. O Cântico dos Cânticos é a conquista do amor para com o Criador ou do amor para com toda a criação, quando uma pessoa sai de si mesma e, literalmente, se localiza em todos os lugares!

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

Viva De Acordo Com A Mente Ou De Acordo Com O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O feriado de Chanucá começa lembrando-nos da vitória dos Macabeus na guerra com os gregos. O que significa a sua oposição num sentido mais profundo?

Resposta: “Os gregos” é o meu desejo de desfrutar, o meu egoísmo que me diz: “Olha, você precisa confiar na lógica e no instinto. Nós temos que viver pela mente, e você tem isso. Você pode organizar a vida de forma racional, avaliando e pesando cada oportunidade. Seja como todo mundo”.

Esta é a abordagem grega. Ela é correta e boa, todo mundo gosta dela, e não há nada para argumentar contra. É verdade que o mundo não pode realizá-la, porque a nossa vida está longe de ser o paraíso. No entanto, nós simplesmente não temos outras ferramentas que sejam claras, verdadeiras, lógicas, apoiadas pela ciência e a psicologia, com base numa base sólida, e entendida pelo senso e a razão.

Mas há outra abordagem: os “Macabeus”.

“Não”, dizem os Macabeus, “nós não queremos viver dessa maneira. Nós queremos viver pelas leis que Abraão definiu como a fundação do povo judeu, o princípio do ‘ama ao próximo como a si mesmo’. Isto é o que nós temos que alcançar”.

Os gregos em mim respondem a isto: “Honestamente, você está totalmente certo”.

Mas espere, como assim? Afinal de contas, ele apenas declarou o oposto. Acontece que os dois estão certos?

“Sim”, continua o meu grego, “Eu certamente gostaria de viver de acordo com o amor. Mas esta é uma utopia inatingível. Você tem uma pílula, que se for engolida, garanta que todas as pessoas da terra se amarão? Você pode impor a unidade, ajuda mútua, cuidado mútuo, garantia mútua e igualdade em todos os lugares? Você é capaz de transformar todos em amigos?”.

Assim, o problema dos Macabeus é que eles são irracionais e pouco realistas. O mesmo é dito sobre a sabedoria da Cabalá: “Por que ela é necessária? É melhor alcançar o sucesso real na vida. Um ligeiro interesse em assuntos elevados pode ser útil, mas dar-lhes toda a minha vida é demais. Não é lógico”.

É por isso que os Macabeus são inicialmente pequenos e fracos. Eles não têm nada que vai me convencer. Um pequeno Macabeu está escondido dentro de mim e um grego forte está confortavelmente instalado. O que eu devo fazer? Que guerra irá ocorrer entre eles?

Mas eu recebo uma resposta que me diz: “Mesmo que você desista da imagem externa, internamente você entende que não há outro caminho; nós precisamos alcançar a unidade plena, que é o amor, para que então você comece a construir o grupo adequado. Nele, você vai atrair a Luz, que é uma força especial inerente à natureza que você pode usar. Você tem apenas uma pequena centelha, mas a natureza tem uma enorme Luz, e você pode atraí-la para si mesmo”.

Então, você vai ver que o mundo inteiro era apenas um teatro de ilusão. Ele vai desaparecer e se dissolver; como nos filmes de Hollywood, vai desaparecer e ir embora. Na verdade, toda a imagem era imaginária.

No entanto, isso vai acontecer sob a condição de que você entre na sua centelha, na sua vela, com a grande Luz que preenche o mundo. A fim de sentir a necessidade disso, você deve fazer esforços que são contrários à sua própria mente.

Pergunta: Como eu poderia explicar isso para meus familiares que estão longe de tais pensamentos quando as velas de Chanucá estão sendo acesas? Como eles podem ser introduzidos, mesmo um pouco, nesse entendimento?

Resposta: Os Macabeus venceram a guerra contra os invasores porque se tornaram unidos. Eles foram ao povo e conseguiram trazê-lo à unidade.

Portanto, nós não precisamos apelar pela unidade durante a guerra, quando isso já está acontecendo. Não, nós temos que nos unir agora e então não haverá guerra. Com isso nós vamos neutralizar todas as forças do mal.

Portanto, vamos nos unir. Que mal poderia haver? Nenhum. Nós precisamos apenas aplicar um pouco de esforço. Isso é o que nos diz Chanucá: ao nos unirmos, vamos ganhar a nossa maior vitória.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/14, Escritos do Rabash

Sentir Amor E Não A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um dos versos do “Cântico dos Cânticos” contém estas palavras: “Eu estou doente de amor”. De quem essa mulher está falando?

Resposta: Se eu me relaciono com a natureza e com toda a realidade de forma amorosa, eu começo a sentir a partir dela calor e uma atitude amorosa. Ela me abraça, acaricia, protege e rodeia com ondas boas e agradáveis que constantemente me suportam.

Desta forma, eu não falo do lado do “homem”, ou seja, uma atitude em relação à natureza com amor, mas do lado da “mulher”, recebendo a atitude em resposta. Em última análise, nós estamos falando de uma pessoa que se sente dando e recebendo.

Aquele que preenche é chamado de um homem. Quem recebe de outro em resposta é chamado de mulher. Acontece que estar em boas relações com o mundo é chamado de um homem, e receber ondas de calor e amor do mundo é chamado de uma mulher.

Pergunta: Não importa se eu sou um homem ou uma mulher?

Resposta: Claro que não. Nós estamos falando de uma pessoa que corrigiu a inclinação ao mal em si mesma e adquiriu a inclinação ao bem através de trabalho em grupo e educação integral.

Agora, ele está sentindo doação e recepção em relação ao conjunto da natureza e toda a humanidade. Esse sentimento lhe traz um sentimento de perfeição e eleva-o acima de todas as desvantagens, de modo que os conceitos de tempo, espaço e movimento desaparecem.

Pergunta: O que significa “Eu estou doente de amor?”

Resposta: Uma nova sensação o prende e preenche de tal forma que ele não sente a si mesmo. Ele sente o amor que o preenche, mas não a si mesmo recebendo esse amor. Ele sobe ao sentimento da natureza geral, sai de si, não existe e não está presente.

Só há um sentimento de amor universal. Esse é o ponto de sua unidade, adesão e conexão superior com a natureza, com o Criador. A fraqueza reside no fato de que o amor governa.

Pergunta: Por que isso é uma doença?

Resposta: Quando algo vem de fora, me preenche e me domina, essa força externa é chamada de doença. Esta é a expressão do amor que vem e me preenche completamente.

Pergunta: Mas é bom estar doente de amor?

Resposta: Exato. Apenas deve-se ressaltar que não há limites. Você está sob essa força externa por sua própria vontade e devido ao trabalho constante que você executa com grandes esforços. Você chegou a este estado, mas, como resultado, está no poder do amor.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

A Pessoa Amada É Sempre Bonita!

Laitman_201_01Pergunta: Os livros sagrados muitas vezes se referem à beleza de uma mulher, seja em sua aparência, seu caráter, sua maternidade, etc. Mas não há nenhuma descrição detalhada da perfeição de uma mulher, como no “Cântico dos Cânticos”. O que o Rei Salomão quer nos ensinar?

Resposta: Ele quer dizer que a nossa realidade: a natureza inanimada, vegetal, animal e humana, é bela, boa e perfeita, e é apenas a minha correção pessoal que determina se vou ser capaz de me relacionar com ela com amor absoluto.

É sobre a nossa atitude em relação a natureza como um todo e a correção do homem: até que ponto eu completei e cobri minha inclinação ao mal com este amor. Então eu vejo que não há falha na realidade e que tudo é como uma mulher bonita.

Nós não temos outras palavras para expressar o amor, incluindo o tipo certo de amor. É porque nós entendemos apenas como amar alguém usando essa pessoa. É o tipo de amor em que eu estou disposto a dar e preencher na medida em que recebo prazer.

Aqui, por outro lado, é um amor oposto: eu dou e preenche uma outra pessoa, porque quero fazer o bem a ela. Mas eu preciso da inclinação ao mal, a fim de testar a minha atitude em relação a essa pessoa: eu opero acima do ódio, do desprendimento e da repulsa?

Eu posso fazer isso? É assim que eu verifico se é um amor verdadeiro e real que decorre da inclinação ao bem e não um amor egoísta que decorre da inclinação ao mal. Este tipo de amor é chamado de amor independente. Independente de que? De receber, uma vez que é baseado na doação. De onde vem o nome do livro do “Cântico dos Cânticos”? Numa canção comum nós costumamos falar de prazer: “Eu te amo e quero desfrutar você”. No “Cântico dos Cânticos”, por outro lado, isso significa que eu quero fazer o bem aos outros.

Pergunta: Nós vemos que há referência a beleza ao longo deste livro. O que é expressado pelo conceito de beleza? Por que o mundo parece bonito para uma pessoa que ama?

Resposta: Isso é chamado de “o amor cobre todos os pecados”. Você já viu como uma mãe pega o bebê e mostra: “Olha como ele é bonito!” Ela está orgulhosa dele e isso é perfeitamente natural. A pessoa amada é sempre bonita, e, portanto, nós não temos nenhum padrão para a beleza.

Se eu quero preencher o outro e desfruto esse desejo, quanto mais ele não tem, mais eu posso preencher e completa-lo, mais eu o amo como resultado da minha preocupação, e mais bonito ele é aos meus olhos. Então, tudo nele se torna belo. Os pais de crianças adotadas as amam não menos e às vezes até mais do que os seus próprios filhos biológicos. Eles tentam dar-lhes mais, a fim de atingir o seu amor, preenchê-las mais e, assim, as amam ainda mais.

É dito: “o amor cobre todos os pecados”. O amor não pode surgir a menos que haja uma disputa que o preceda. Deve haver um sentimento de desapego, conflito, resistência, e acima disso há conexão, abraço e amor. Assim, a beleza aparece como resultado: a pessoa que é amada parece bonita como um bebê aos olhos de sua mãe.

Pergunta: O Rei Salomão diz: “Uma é minha pomba, a minha preciosa”. Qual é o significado da expressão “uma”?

Resposta: Não há nada além disso. É uma criação, um sistema perfeito. Na verdade, é graças à conclusão de todos os atributos positivos e negativos existentes em conjunto que a beleza aparece. A beleza é a totalidade. A totalidade aparece quando eu vejo que as coisas boas e ruins se complementam e não podem existir de forma independente. A bondade não pode existir sem o mal e o mal é a base para a revelação da bondade.

Agora nós descobrimos apenas o mal nessa mulher, ou seja, em toda a criação, uma vez que olhamos para as coisas só da nossa inclinação ao mal e não podemos ver nada de bom. Mas esta é uma fase essencial, pois até o “Cântico dos Cânticos”, a pessoa tem que descobrir todas as falhas, todos os pecados, e só então pode revelar o amor em cima disso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

Amor Terreno É Inútil Desde O Início

Laitman_070Pergunta: (Cântico dos Cânticos 1: 1) No Cântico dos Cânticos, o rei Salomão é talvez o símbolo mais marcante do amor. Basta olhar para a lista de obras de arte que foram baseadas em citações do “Cântico dos Cânticos” para entender o grau de influência deste livro sobre as emoções e a imaginação das pessoas desde o momento em que foi escrito até hoje. Imediatamente surge a pergunta: para quem foi escrita esta canção maravilhosa?

Resposta: Ela foi escrita para uma pessoa que já sente que toda a vida e toda a natureza é amor, e a regra geral, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, é a força geral que rege o mundo. Aqui está se falando sobre um homem que em seu desenvolvimento já atingiu uma compreensão e consciência de que a bondade o rodeia e que toda a realidade é organizada e construída de acordo com a meta final desde o início, para alcançar a totalidade.

Totalidade não é agir sob a influência de hormônios e chamar isso de “amor”, como da minha experiência em sentir prazer com algo e dizer que o amo. Por exemplo, eu amo (adoro) peixe. Mas não podemos amar um peixe que não seja para comê-lo. Se uma pessoa entende que ama com sua essência, ou seja, com a inclinação ao mal, então isso é natural, amor terreno.

Através desse amor ela destrói o mundo, porque se aproxima o que é bom para ela e rejeita o que é ruim para ela. Desta forma, ela não sobe acima de seu desejo egoísta. Segue-se que o nosso amor é inútil desde o início.

A pessoa deve subir para um amor completamente diferente: para a conexão. Ela deve se conectar com todos, com a substância dos níveis inanimado, vegetal, animal e seres humanos acima de suas atitudes naturais. Se eu me volto ao mundo dessa forma, que é inteiramente amor, isso significa que eu participo dos desejos e sofrimentos gerais. Eu sinto o que é imprescindível e necessário a todos, e quero preencher e completar isso: “E amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Isto é o que é chamado de “amor”, e não o desejo de desfrutar do mundo em volta e, consequentemente, determinar o que me agrada e o que não me agrada. Eu me separo desse amor natural, subo acima dele, e começo a amar a todos, porque de acordo com a lei geral da natureza, eu devo estar conectado com todos. Isto é alcançado com a ajuda de uma educação única, no decurso da qual eu começo a entender e a me conscientizar de que tudo está conectado e é interdependente, que há um destino para todos, e nós o guiamos.

Se eu alcanço uma relação assim com a natureza, eu vejo que, na verdade, a força do amor está agindo em tudo. E o “Cântico dos Cânticos” começa com isso: “Beije-me com os beijos da sua boca” (Cântico dos Cânticos 1: 2), o que significa que eu já estou conectado com toda a natureza e começo a estudar como continuar a desenvolver minha conexão de amor.

Em outras palavras, a “canção” desde o início me eleva a um nível muito alto. Eu entendo que devo preencher e completar a criação onde os seres humanos existem em oposição: “a imaginação do coração do homem é má desde a sua mocidade” (Gênesis 8:21). Isto significa que em vez de explorar o mundo que existe fora de mim, eu preciso me conectar a ele e complementá-lo de tal forma que vai ser bom para ele.

Isso significa que o amor é expresso em eu querer que as coisas sejam boas para todos. É assim que nos relacionamos com os filhos. Nós pensamos constantemente sobre o que podemos acrescentar mais à nossa preocupação com eles, preenchendo e criando um bom estado de ânimo. Esta é a expressão do amor. Eu não desfruto do objeto, como geralmente acontece em nossa vida; em vez disso, eu desfruto sendo bom para ele. A partir do momento que eu estou voltado para isso, a história começa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

O Ideal De Amor E Doação

Dr. Michael LaitmanO Criador, o ideal de amor e doação, deve ser constantemente retratado diante de nós de forma clara e precisa. Nós devemos perceber que podemos entender este ideal e revelá-lo em certa medida.

Isto significa que o Criador é algo que nós sentimos fora de nós mesmos. Não há condição para alcançar a criação, e tudo é sentido em nossos desejos e em nossos atributos.

O atributo mais elevado é o de Keter, no qual sentimos o Criador; é o atributo de amor e doação resultante do trabalho das nove Sefirot inferiores.

Assim, nós temos que nos ajustar de acordo com este diapasão, de acordo com a décima Sefira superior e adaptar constantemente todas as outras Sefirot a ela.

Isto não é fácil, já que a intenção correta é atingida no grupo durante o estudo, atraindo a Luz Superior do ponto de Keter e usando todos os outros atributos. Tudo o que nós fazemos neste mundo, ao estabelecer a conexão mútua entre nós, é necessário a fim de nos checarmos constantemente por meio desta conexão.

A parte mais superior de Keter tem que estar separada de nós. Nós temos que purificá-la cada vez mais, para elevá-la e separá-la de nós. Ela tem que se tornar mais transparente em nossos sentimentos.

Assim, há oito Sefirot: Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod, nossos desejos que podem ser corrigidos, e Malchut, que não pode ser corrigida.

A mais Sefira mais elevada – Keter, a Sefira mais inferior Malchut, e tudo o que possamos imaginar entre Malchut e Keter está entre elas como oito Sefirot. É em relação a este sistema que trabalhamos.

Em cada fase de seu desenvolvimento, a pessoa tem que pensar apenas em como pode elevar Keter ao revelar Malchut mais e mais e tentar vê-la como Keter nos oito atributos anteriores.

Keter brilha para baixo, e no final da correção se espalha de uma forma que se funde gradualmente com Malchut com a ajuda do trabalho nas oito Sefirot entre elas por 6.000 anos ou 125 níveis. As oito Sefirot entre Keter e Malchut representam a rede de nossas conexões mútuas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14