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O Que Procurar Na Assembleia De Amigos

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que Procurar na Assembleia de Amigos”: É o mesmo com o amor dos amigos. É um grande esforço quando a pessoa deve julgar os amigos a uma escala de mérito (favoravelmente), e nem todos estão prontos para isso.

Às vezes, é ainda pior. Às vezes, a pessoa vê que seu amigo é desrespeito para com ela. Pior ainda, ela ouviu um rumor difamatório, ou seja, ouviu de um amigo que aquele amigo, que se chama assim e assim, disse sobre ela coisas que não são agradáveis ​​aos amigos dizer sobre o outro. Agora ela tem que dominar a si mesma e julgá-lo a uma escala de mérito (favoravelmente). Isso, sim, é um grande esforço… No entanto, se esse amigo a calunia, onde ela vai reunir forças para amá-lo? Ela sabe com certeza que ele a odeia, ou não estaria difamando-a. Portanto, qual a razão de dominar a si mesma e julgá-lo a uma escala de mérito?

A resposta é que o amor dos amigos, que é construído sobre a base do amor ao próximo, pelo qual eles podem alcançar o amor do Criador, é oposto ao que normalmente se considera amor dos amigos. Em outras palavras, o amor ao próximo não significa que os amigos vão me amar. Pelo contrário, eu é que devo amar os amigos. Por esta razão, não faz diferença se o amigo está difamando-a e certamente deve odiá-la. Em vez disso, a pessoa que deseja adquirir amor ao próximo precisa da correção do amor ao próximo.

Portanto, quando a pessoa faz um esforço e o julga a uma escala de mérito, é uma Segula (remédio, poder, virtude), onde o trabalho duro que a pessoa realiza, chamado de “um despertar de baixo”, ela recebe a força do Alto para ser capaz de amar a todos os amigos, sem exceção.

Esta é uma pergunta difícil. A atitude de um indivíduo para com a sociedade tem diferentes aspectos. Primeiro, eu preciso ver o grupo num estado perfeito no final da correção e entender que “aquele que vê defeitos no outro o faz através de seus próprios defeitos”. Portanto, eu tenho que ver os amigos como perfeitos, e, se eu percebo eventuais defeitos, é um sinal dos meus atributos não corrigidos. Eu devo constantemente tentar julgar os amigos à escala de mérito (favoravelmente), e isso mostra como devo me corrigir e pedir a força de correção.

Por outro lado, eu devo verificar o que posso acrescentar à sociedade, de modo que ela irá aumentar sua influência sobre mim: isso vai elevar o meu espírito, me fortalecer e me fazer sentir seguro. A fim de fazer isso, eu preciso de uma perspectiva crítica do grupo para que eu possa ver como ele pode ser melhorado e onde carece de integridade. Eu sempre aspiro a elevá-lo, e, por isso, tenho que vê-lo como imperfeito agora para que eu possa ter algo a trabalhar. Eu me esforço no grupo para que ele fique forte e ascenda.

No entanto, se você não se refere à atitude de um indivíduo em relação à sociedade, mas ao estado da própria sociedade e sua influência sobre todos os amigos, então a sociedade deve ser forte o suficiente para fazer com que todos se sintam seguros e mantenham cada membro em certa altura, para guiá-lo e manter seu espírito elevado, para que ele não seja capaz de cair. É por isso que temos que ver o verdadeiro estado da sociedade, já que nós a construímos por nós mesmos, e não podemos nos contentar com a ideia de que ele já está no mundo de Ein Sof (Infinito), num estado perfeitamente corrigido.

Nós temos que ver como podemos elevar a sociedade para que ela nos eleve. A fim de fazer isso, eu preciso sair de mim mesmo, ser incorporado na sociedade, e certificar-me de que o veneno da calúnia não vai envenená-lo, mas que só a grandeza da meta e o amor por todos, sem exceção, irão residir nele. Então, esse sentimento e esse apoio vão passar a cada um dos amigos e obrigá-los a amar uns aos outros da mesma forma.

Há diferentes nuances de acordo com o tipo de sociedade, se é uma sociedade de iniciantes ou de alunos mais avançados, uma sociedade de mulheres, de homens, ou uma sociedade mista. Em cada caso, há relações especiais, mas as duas condições básicas são a atitude de uma pessoa em relação à sociedade que é perfeita e a atitude em relação à sociedade que precisa ser elevada, a fim de irradiar essa perfeição de volta para nós. Como sempre, há dois polos opostos para tudo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/03/13

Os Amigos Entre Os Quais Eu Vivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me mover de “eu” para “nós”? Qual é o significado de justificar o Criador apenas quando a pessoa está feliz não porque é bem sucedida, mas porque seu amigo é bem sucedido?

Resposta: A questão é que você deve se aderir ao amigo, e através dele sentir a realidade. Como posso verificar minha devoção aos meus amigos? De acordo com o quão feliz eu me sinto quando eles estão felizes e quão triste me sinto quando eles estão tristes, indo ao grupo apenas para ajudá-los a alcançar o bom estado.

Aqui eu começo a descobrir até que ponto eu quero realmente o oposto: que fogo de ódio e inveja é revelado em mim em relação a eles, e em que medida não quero nada de bom para eles porque gosto deste estado separado.

Há uma grande quantidade de trabalho que eu tenho que fazer aqui para que esses exames me levem à conclusão certa: que eu não tenho nada, exceto os amigos, entre os quais eu vivo!

Se meu amigo tem um problema, eu trabalho com ele como se houvesse um obstáculo colocado entre eu e o Criador. Não faz diferença. Eu serei capaz de me anular lá, o meu “eu”, e por outro lado, vou me sentir  bem em relação aos amigos, ou seja, que quero fazer tudo para que eles se sintam bem, como uma boa mãe.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/13, Shamati #6

Os Únicos Entre Sete Bilhões

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, 1984, Artigo 2, “Sobre o Amor dos Amigos”:

1) A necessidade do amor dos amigos.

2) Qual é a razão pela qual eu escolhi especificamente esses amigos, e por que eles me escolheram?

3) Deve cada um dos amigos revelar seu amor pela sociedade, ou basta sentir o amor em seu coração e praticar o amor dos amigos em segredo, e, portanto, não precisa mostrar abertamente o que está em seu coração?

Essas questões são, obviamente, importantes. Na verdade, em geral, eu não sinto qualquer necessidade do amor dos amigos. Onde vou encontrar forças? Como posso me convencer? E o mais importante, onde está a recompensa aqui?

Se me prometessem algo real, talvez eu pudesse me convencer, mas só me dizem que através do amor dos amigos eu vou receber uma recompensa que está acima de todo este mundo: nem dinheiro ou ouro, nem saúde, nem diferentes entretenimentos, mas algo que é muito maior. Mas como eu não vejo essa recompensa, eu realmente não valorizo o amor dos amigos.

Seria melhor se me dissessem: “Ame o seu amigo e você vai se sentir bem”. Se eu dependesse de alguém, por exemplo, que pudesse me tirar da prisão, então eu estaria certamente pronto para fazer tudo por ele, só para que ele ajudasse a escapar. Mas aqui também, eu não vejo nenhuma maneira de sair da prisão, eu não vejo uma recompensa muito grande para o amor dos amigos. Dizem-me sobre o mundo superior, mas por algum motivo eu não o acho tão atraente.

Mais tarde, o Rabash diz que eu escolhi os amigos, e os amigos me escolheram. Mas quando eu realmente os escolhi? E, realmente, eu os escolheria tivesse a chance de escolher entre muitos outros candidatos? Pelo que vejo aqui, eu escolheria um ou dois, não mais do que isso. Portanto, verifica-se que ninguém escolheu seus amigos.

Nós também não escolhemos o professor. Eu tenho certeza que vocês prefeririam alguém mais sólido e respeitável. Portanto, onde está o nosso livre arbítrio?

Parece que pela conexão no grupo eu tenho a sensação de que cada um é tão especial que de toda a humanidade, eu realmente escolho apenas esses amigos. Esta etapa está diante de nós: sentir o amigo, sua alma, chegar tão perto dele que ele se torne o único dos sete bilhões, e o mesmo para cada membro do grupo.

Além disso, o Rabash pergunta se devemos expressar nosso amor por algum meio externo: por exemplo, agir diante do outro, dar presentes um ao outro, etc. Ou se devemos sim trabalhar modestamente, uma vez que o verdadeiro trabalho é interno, enquanto que os “adornos”, como bem sabemos, não valem muito, porque podem vir a ser bajulação, hipocrisia e falsidade. Eu realmente não amo ninguém. Portanto, será que posso expressar algo que não sinto? Afinal, isso é uma mentira.

No entanto, se cada um deles não mostrar à sociedade que está praticando o amor dos amigos, então lhe falta a força do grupo.

Nós temos que entender que somos pequenos e fracos, e uma vez que nos falta a compreensão, somos impressionados por atos externos e por isso temos que usá-los. Cada um deve se comportar de uma forma que os amigos possam ver: ele realiza um trabalho interno sério, faz esforços pelo amor dos amigos, e de fato já alcança um nível elevado. Assim, nós avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 24/01/13, Escritos do Rabash

A Verdade Sobre A Grandeza Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é que eu elevo aos meus olhos, curvando-me diante dos amigos?

Resposta: Nada. Auto-diminuição e realização da grandeza do Criador são duas coisas diferentes, mas complementares. Geralmente, no contexto de uma relação com o Criador, nós estamos falando do grupo, e no contexto de uma relação com o grupo, estamos falando de nós mesmos, porque o grupo está entre eu e o Criador.

Pergunta: O que é exatamente revelado a mim quando eu elevo o grupo aos meus olhos?

Resposta: O sistema corrigido da alma única que está no fim da correção. O sistema, que hoje vejo através do prisma dos meus defeitos.

Isto é o que significa a grandeza do grupo, e não menos, porque esta é a verdade. Embora eu ainda não possa aceitá-lo como um fato, no final, eu o compreendo completamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

Cinco Segundos Da Vida Por Dia

Dr. Michael LaitmanOs amigos devem se certificar de que eu não caia e devem pensar constantemente em mim. Eu tenho que pagá-los por isso, porque eles também precisam deste tipo de apoio. Somente se nos preocuparmos uns com os outros, não vamos cair ou esquecer a meta. Nós vamos nos manter juntos.

Nós não temos nenhuma chance de conseguir qualquer coisa se não apoiarmos uns aos outros. Se não fizermos isso, não vamos sair do ego. Esta é a garantia mútua.

Se eu não consigo pensar nos outros, isso significa que eles não pensam em mim. É tanto a causa quanto o efeito que existem simultaneamente sob a condição de nosso pacto mútuo coletivo. Portanto, o Criador reside nele e, cumpre o nosso pacto. Sem isso, nós vamos, sem dúvida, esquecê-lo e começar a ter cálculos estranhos, supondo que avançamos e anos podem se passar sem nos levar a nada.

A pessoa não pode continuar no caminho certo sozinha. Você sabe quantos momentos podemos contar durante todo um dia inteiro em que realmente avançamos: 3 a 5 segundos, no máximo! Eles são tão poucos, porque cada um de nós não tem o apoio externo.

O vaso do meu desejo é externo a mim e eu tenho que me esforçar em anexá-lo a mim. Se nós não agimos desta forma com relação aos outros, nós não agimos corretamente e, portanto, não atraímos a Luz que Reforma, porque ela atua apenas dentro do nosso trabalho mútuo. Ela vem em resposta ao nosso anseio.

Se não houver tais anseios, a Luz em torno de nós espera passivamente. “Sua honra preenche o mundo”, mas nós temos que ativá-la. Nós temos que manter essa condição principal: a garantia mútua que é feita da nossa interdependência coletiva um no outro e da obrigação de todos. Sem isso ninguém pode ter êxito, mesmo se avaliarmos isso de um ponto de vista egoísta, e ainda mais se disser respeito às intenções elevadas.

Da Palestra sobre Trabalho Interno 30/09/12

Veja A Altura Dos Amigos E Ascenda

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que o superior se abaixa em relação ao inferior?

Resposta: Significa que o inferior não o sente mais como superior. Agora ele tem uma escolha: ou permanecer sob a impressão de que o superior perdeu todo o sentido para ele ou trabalhar com a fé acima da razão, a fim de reforçar a grandeza do superior a seus olhos. É aqui que reside o nosso livre arbítrio.

O livre arbítrio ocorre apenas quando há ocultação. É assim que o Criador nos trata, e é assim que temos que ver todos os amigos, entendendo que eles estão sob ocultação em relação a nós. Sou só eu quem vê as deficiências neles, uma vez que “a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”.

Portanto, eu tenho o livre arbítrio aqui: eu os trato como os maiores em nossa geração? Se sim, eu realizo o meu livre arbítrio. Se eu os reconheço como grandes, o superior irá elevar Seu AHP e eu junto com eles. Assim eu vou subir!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 29/08/12, Escritos do Rabash

Tudo Está Pronto, A Última Palavra É Nossa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que estamos esperando, o que devemos esperar, de modo que todos os amigos se dediquem à Convenção?

Resposta: Vocês devem esperar se conectar como resultado de todos os seus esforços, que devem ser absorvidos com a intenção de se unir. Há todas as condições necessárias para isso no mundo atual.

A cada dia artigos de cientistas, pesquisadores, economistas e políticos são enviados a mim sobre a globalização do mundo e as conexões mútuas nele. Eles estão realmente usando nossas palavras, embora não digam tudo, pois não entendem como podem mudar a situação na sociedade. Eles entendem, no entanto, que o mundo terá de alcançar a unidade, a harmonia, a integralidade, etc.

Nós estamos num estado sem precedentes. Foi-nos dada uma chance de mudar o mundo através da união, e ainda mais, nos é dado num país (Israel) onde a sabedoria da Cabalá se desenvolveu durante muitos anos e onde hoje, também, há os grupos mais fortes e com os alunos mais fiéis. Nós podemos fazer com que a força que vamos descobrir entre nós realmente ajude o mundo inteiro a alcançar o Criador através dela.

Isso é chamado de uma trindade: nós, cada um de nós, por meio do grupo, de todos nós, do Kli (vaso) mundial, e depois de nós a comunidade mundial, ansiamos pelo Criador e nos conectamos. Isto significa que nós, todos os amigos em todo o mundo, juntamente com toda a humanidade, e o Criador criamos um todo geral. Este conjunto geral deve ser revelado, sentido e criado, uma vez que não existe no momento!

Eu espero que a nossa preparação sirva para isso.

Da Lição Virtual 12/08/12

 

Elos De Conexão No Espaço Infinito

Dr. Michael LaitmanEu sou um elo entre todos os meus amigos. Cada um de nós tem a mesma finalidade. Este é um sistema n-dimensional, ou seja, este sistema é infinito.

Eu estou incluído em cada um dos bilhões de pessoas com o meu Eynaim Galgalta e meu AHP. E cada um deles também está incluído em todos os outros. Este sistema é chamado de Malchut do Mundo Infinito. É um sistema muito simples. Você simplesmente começa a viver nele quando você entra com os seus sentidos.

Você se torna um condutor entre todos, de cima para baixo e de baixo para cima. E o mesmo acontece com todo mundo: eles se conectam com todos os outros através de você.

Então, o que é deixado lá para você? Somente neutralizar a si mesmo para que você possa continuar a existir neste sistema desta forma.

Neutralizar-se significa se incluir em todos os demais acima do seu egoísmo. Basta fazer um enorme esforço para se incluir. No entanto, esses esforços vão ser leves e fáceis, porque uma quantidade enorme de pessoas se reúne e, em geral, todas foram suficientemente preparadas nos workshops e sabem como criar e alcançar isso.

Nós chegamos a um ponto em que podemos perceber isso de forma fácil e precisa, e atingir essa massa crítica, o poder do desejo e a aspiração de que a “autoignição” ocorra e a Luz superior se manifeste. Nós podemos fazer isso!

Da Lição Virtual 29/07/12

Centelhas Que São Iluminadas Num Círculo De Corações

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume II, Carta 8: E depois de já ter adquirido essa vestimenta mencionada anteriormente, centelhas de amor prontamente começam a brilhar dentro de mim. O coração começa a desejar se unir com os meus amigos, e parece-me que os meus olhos veem meus amigos, meus ouvidos escutam suas vozes, a minha boca fala com eles, as mãos abraçam, os pés dançam em círculo, em amor e alegria juntamente com eles, e eu transcendo meus limites corporais. Eu esqueço a vasta distância entre eu e meus amigos, e a terra dispersa por muitos quilômetros não vai ficar entre nós.

É como se os meus amigos estivem dentro do meu coração e vissem tudo o que está acontecendo lá, e eu fico com vergonha dos meus atos mesquinhos contra os meus amigos. Então, eu simplesmente saio dos vasos corporais, e parece-me que não há nenhuma realidade no mundo, exceto meus amigos e eu. Depois disso, mesmo o “eu” é anulado e está imerso, misturado nos meus amigos, até que eu fico em pé e declaro que não há nenhuma realidade no mundo, apenas os amigos.

É claro que é impossível de alcançar tal estado por meus próprios esforços simples. Somente a Luz superior pode nos levar a este estado, à medida que ela age em nós por um longo tempo até que evoca em nós o desejo coletivo. Então, todos nós somos incorporados numa rede, e cada um sente a sociedade.

Cada um vai ver que este é o centro de sua vida, e este é o lugar onde recebe a força da vitalidade e sua impressão. Neste respeito mútuo, ela descobre gradualmente a forma do Criador, já que pela doação mútua, os amigos mantém um campo a partir do qual, como na matéria que se desenvolve e descobre, a forma do Criador é descrita e revelada.

Assim, quando atingimos um desejo coletivo, as condições corporais deixam de existir. O desejo é a única matéria, a partir da qual, pela doação mútua, nós começamos a estabilizar e esculpir a imagem do Criador, revelando-a a todos. A pessoa percebe que fora desta rede geral não há nada, exceto os amigos.

É por isso que nós estamos neste estado em tal mundo, e através das ações e dos estados corporais, podemos alcançar o mundo espiritual. Caso contrário, não poderíamos fazer nada.

Isso só pode ser assim, através das ações corporais e da Luz que nos eleva para ações espirituais, mas a impressão vem da conexão geral entre todos. Eu creio que isso já exista entre nós de certa forma.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/07/12

Um Diapasão Para O Violino De Davi

Dr. Michael LaitmanEu não consigo me sintonizar com o Criador sem primeiro me ajustar corretamente com a ajuda dos meus amigos. Não tenho qualquer outra ferramenta para verificar a mim mesmo: nem a sua base, seus limites, suas qualidades de referência.

Eu primeiro devo chegar à configuração correta, como a lente na câmera ou a afinação inicial de qualquer instrumento. Eu preciso me conectar a determinado sistema de informação.

É o mesmo em relação ao Criador, porque eu não tenho quaisquer pontos de referência quando se trata Dele. Cada religião e crença lhes dão sua própria definição; há uma abundância de opiniões, todos imaginam o que gostam.

Por isso a quebra dos desejos nos dá a oportunidade da verificação, de modo que nós não vamos ficar confusos. Eu sou capaz de me ajustar perfeitamente com um diapasão em relação a um grupo de amigos. Eu preciso de pelo menos mais uma pessoa (dois é o número mínimo) que eu possa usar para determinar a direção correta e o ponto de partida para o avanço, combinando “Israel, a Torá e o Criador”.

Mas eu devo começar a trabalhar, transformando-me num instrumento devidamente ajustado, tão preciso quanto possível. Toda a escada dos graus espirituais onde estou trabalhando constantemente em maior adesão, a união de todas as almas, todas as pessoas, representam uma melhor qualidade e um ajuste mais fino em relação a algo chamado Criador até eu me concentrar num único ponto, que aponta na direção absolutamente precisa.

Todas as minhas qualidades, todos os meus desejos, se conectam neste ponto, dando um som puro, como o do violino de David. Isso significa que estou atingindo a verdadeira adesão, revelando este fenômeno chamado Criador em todas as minhas qualidades.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, Escritos do Baal HaSulam