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Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Ceder Ao Domínio Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 44: Quando ela começa a mergulhar na Torá e mandamentos, mesmo sem qualquer intenção, ou seja, sem qualquer amor e temor, como convém ao servir o rei, mesmo em Lo Lishma, o ponto em seu coração começa a crescer e revelar sua ação.

Quando o ponto no coração desperta numa pessoa, ela chega a um ambiente em que é provida com todas as condições para o seu desenvolvimento espiritual interior. Diz-se que “o Criador coloca a mão da pessoa no bom destino e lhe diz: escolha”. É exatamente aí onde reside seu livre arbítrio: avançar ao centro do grupo e através do grupo ao Criador.

Então, a pessoa começa a entender o sistema, a “cozinha” onde tudo é “cozinhado”. Daquele ponto em diante, se ela procura se concentrar corretamente na meta usando a influência do ambiente, subjugando-se ao ambiente e ansiando pelo Criador através dele, então seu ponto no coração se expande e cresce.

Aqui a sua participação básica, com a intenção que ainda não está destinada à doação pura, é suficiente. Mesmo se a pessoa ainda não se lamenta por isso e não consegue pensar nisso seriamente, já é um começo. Se ela já tem um “ponto no coração” e, mais importante, já está incorporada no ambiente certo que a influencia, isso é desenvolvimento.

Mesmo atos sem um objetivo podem purificar o desejo de receber, mas apenas no primeiro grau chamado de “inanimado”.

A pessoa ainda não tem as intenções certas e ainda não consegue ver a si mesma como alguém que doa, mas pode, ao menos, optar por “abaixar a cabeça” com todas as suas forças, anular a si mesma, e, assim, avançar. A grandeza do nível inanimado é a sua capacidade de se submeter perante o grupo e o estudo. Este nível termina quando a pessoa se anula totalmente diante do que foi revelado a ela no nível atual. Este é o clímax do nível inanimado.

Depois, no nível vegetal, tudo muda: se antes ela só tinha que se conter enquanto se elevava acima do seu ego, agora ela tem que se abrir o máximo possível. Tal modificação é típica em cada transição de um nível para o outro.

Pergunta: Então, verifica-se que o nível inanimado não é tão “grosseiro” como se pode pensar?

Resposta: Eu posso não compreender ou sentir nada, e posso não ser capaz de participar na verdadeira doação, mas eu preciso reconhecer a falta de sentimento, de mente e da atitude certa, a falta de qualquer coisa espiritual. Eu estou 100% fora da dimensão da doação. Portanto, como posso entrar nela?

Para fazer isso, eu tenho que anular tudo o que desperta dentro de mim. Eu não excluo e não encubro meus atributos, mas sei que não posso entrar na espiritualidade com eles. Então, eu me agarro ao domínio do ambiente. Eles me dizem para juntar alguma coisa, e eu faço isso sem entender o que significa. Dizem-me para ler, para estudar, e assim, eu leio e estudo. Eles me dizem para fazer alguma coisa, então eu faço. Eu faço isso especificamente porque me disseram para fazer. Em outras palavras, eu me subjugo perante o grupo e o estudo com todas as minhas forças. Eu aceito este domínio como se abandonasse a mim mesmo, avançando assim em direção à correção do meu nível inanimado.

Afinal de contas, o meu nível inanimado não pode se mover por si só. Portanto, a única maneira de fazer isso é ter amigos que me movem de fora. Para isso, eu tenho que estar em suas mãos.

Nisto ninguém tem quaisquer obstáculos. Todo mundo é capaz de realizar essas ações em si mesmo. A pessoa só se anula perante os outros e depende apenas disso. A anulação pessoal a coloca automaticamente em suas mãos. Mais tarde, será solicitado que ela realize ações baseadas na interdependência e cooperação, mas no nível inanimado ela só tem que renunciar a si mesma. O desejo cresce, as interrupções aumentam, há maior confusão junto com controvérsia, e a resposta para tudo isso é a anulação pessoal. É preciso abaixar sua cabeça repetidas vezes e, assim, avançar. Esta é a primeira fase no nosso caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04//13, “Introdução ao Livro do Zohar”

O Que Procurar Na Assembleia De Amigos

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que Procurar na Assembleia de Amigos”: É o mesmo com o amor dos amigos. É um grande esforço quando a pessoa deve julgar os amigos a uma escala de mérito (favoravelmente), e nem todos estão prontos para isso.

Às vezes, é ainda pior. Às vezes, a pessoa vê que seu amigo é desrespeito para com ela. Pior ainda, ela ouviu um rumor difamatório, ou seja, ouviu de um amigo que aquele amigo, que se chama assim e assim, disse sobre ela coisas que não são agradáveis ​​aos amigos dizer sobre o outro. Agora ela tem que dominar a si mesma e julgá-lo a uma escala de mérito (favoravelmente). Isso, sim, é um grande esforço… No entanto, se esse amigo a calunia, onde ela vai reunir forças para amá-lo? Ela sabe com certeza que ele a odeia, ou não estaria difamando-a. Portanto, qual a razão de dominar a si mesma e julgá-lo a uma escala de mérito?

A resposta é que o amor dos amigos, que é construído sobre a base do amor ao próximo, pelo qual eles podem alcançar o amor do Criador, é oposto ao que normalmente se considera amor dos amigos. Em outras palavras, o amor ao próximo não significa que os amigos vão me amar. Pelo contrário, eu é que devo amar os amigos. Por esta razão, não faz diferença se o amigo está difamando-a e certamente deve odiá-la. Em vez disso, a pessoa que deseja adquirir amor ao próximo precisa da correção do amor ao próximo.

Portanto, quando a pessoa faz um esforço e o julga a uma escala de mérito, é uma Segula (remédio, poder, virtude), onde o trabalho duro que a pessoa realiza, chamado de “um despertar de baixo”, ela recebe a força do Alto para ser capaz de amar a todos os amigos, sem exceção.

Esta é uma pergunta difícil. A atitude de um indivíduo para com a sociedade tem diferentes aspectos. Primeiro, eu preciso ver o grupo num estado perfeito no final da correção e entender que “aquele que vê defeitos no outro o faz através de seus próprios defeitos”. Portanto, eu tenho que ver os amigos como perfeitos, e, se eu percebo eventuais defeitos, é um sinal dos meus atributos não corrigidos. Eu devo constantemente tentar julgar os amigos à escala de mérito (favoravelmente), e isso mostra como devo me corrigir e pedir a força de correção.

Por outro lado, eu devo verificar o que posso acrescentar à sociedade, de modo que ela irá aumentar sua influência sobre mim: isso vai elevar o meu espírito, me fortalecer e me fazer sentir seguro. A fim de fazer isso, eu preciso de uma perspectiva crítica do grupo para que eu possa ver como ele pode ser melhorado e onde carece de integridade. Eu sempre aspiro a elevá-lo, e, por isso, tenho que vê-lo como imperfeito agora para que eu possa ter algo a trabalhar. Eu me esforço no grupo para que ele fique forte e ascenda.

No entanto, se você não se refere à atitude de um indivíduo em relação à sociedade, mas ao estado da própria sociedade e sua influência sobre todos os amigos, então a sociedade deve ser forte o suficiente para fazer com que todos se sintam seguros e mantenham cada membro em certa altura, para guiá-lo e manter seu espírito elevado, para que ele não seja capaz de cair. É por isso que temos que ver o verdadeiro estado da sociedade, já que nós a construímos por nós mesmos, e não podemos nos contentar com a ideia de que ele já está no mundo de Ein Sof (Infinito), num estado perfeitamente corrigido.

Nós temos que ver como podemos elevar a sociedade para que ela nos eleve. A fim de fazer isso, eu preciso sair de mim mesmo, ser incorporado na sociedade, e certificar-me de que o veneno da calúnia não vai envenená-lo, mas que só a grandeza da meta e o amor por todos, sem exceção, irão residir nele. Então, esse sentimento e esse apoio vão passar a cada um dos amigos e obrigá-los a amar uns aos outros da mesma forma.

Há diferentes nuances de acordo com o tipo de sociedade, se é uma sociedade de iniciantes ou de alunos mais avançados, uma sociedade de mulheres, de homens, ou uma sociedade mista. Em cada caso, há relações especiais, mas as duas condições básicas são a atitude de uma pessoa em relação à sociedade que é perfeita e a atitude em relação à sociedade que precisa ser elevada, a fim de irradiar essa perfeição de volta para nós. Como sempre, há dois polos opostos para tudo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/03/13

Os Amigos Entre Os Quais Eu Vivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me mover de “eu” para “nós”? Qual é o significado de justificar o Criador apenas quando a pessoa está feliz não porque é bem sucedida, mas porque seu amigo é bem sucedido?

Resposta: A questão é que você deve se aderir ao amigo, e através dele sentir a realidade. Como posso verificar minha devoção aos meus amigos? De acordo com o quão feliz eu me sinto quando eles estão felizes e quão triste me sinto quando eles estão tristes, indo ao grupo apenas para ajudá-los a alcançar o bom estado.

Aqui eu começo a descobrir até que ponto eu quero realmente o oposto: que fogo de ódio e inveja é revelado em mim em relação a eles, e em que medida não quero nada de bom para eles porque gosto deste estado separado.

Há uma grande quantidade de trabalho que eu tenho que fazer aqui para que esses exames me levem à conclusão certa: que eu não tenho nada, exceto os amigos, entre os quais eu vivo!

Se meu amigo tem um problema, eu trabalho com ele como se houvesse um obstáculo colocado entre eu e o Criador. Não faz diferença. Eu serei capaz de me anular lá, o meu “eu”, e por outro lado, vou me sentir  bem em relação aos amigos, ou seja, que quero fazer tudo para que eles se sintam bem, como uma boa mãe.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/13, Shamati #6

Os Únicos Entre Sete Bilhões

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, 1984, Artigo 2, “Sobre o Amor dos Amigos”:

1) A necessidade do amor dos amigos.

2) Qual é a razão pela qual eu escolhi especificamente esses amigos, e por que eles me escolheram?

3) Deve cada um dos amigos revelar seu amor pela sociedade, ou basta sentir o amor em seu coração e praticar o amor dos amigos em segredo, e, portanto, não precisa mostrar abertamente o que está em seu coração?

Essas questões são, obviamente, importantes. Na verdade, em geral, eu não sinto qualquer necessidade do amor dos amigos. Onde vou encontrar forças? Como posso me convencer? E o mais importante, onde está a recompensa aqui?

Se me prometessem algo real, talvez eu pudesse me convencer, mas só me dizem que através do amor dos amigos eu vou receber uma recompensa que está acima de todo este mundo: nem dinheiro ou ouro, nem saúde, nem diferentes entretenimentos, mas algo que é muito maior. Mas como eu não vejo essa recompensa, eu realmente não valorizo o amor dos amigos.

Seria melhor se me dissessem: “Ame o seu amigo e você vai se sentir bem”. Se eu dependesse de alguém, por exemplo, que pudesse me tirar da prisão, então eu estaria certamente pronto para fazer tudo por ele, só para que ele ajudasse a escapar. Mas aqui também, eu não vejo nenhuma maneira de sair da prisão, eu não vejo uma recompensa muito grande para o amor dos amigos. Dizem-me sobre o mundo superior, mas por algum motivo eu não o acho tão atraente.

Mais tarde, o Rabash diz que eu escolhi os amigos, e os amigos me escolheram. Mas quando eu realmente os escolhi? E, realmente, eu os escolheria tivesse a chance de escolher entre muitos outros candidatos? Pelo que vejo aqui, eu escolheria um ou dois, não mais do que isso. Portanto, verifica-se que ninguém escolheu seus amigos.

Nós também não escolhemos o professor. Eu tenho certeza que vocês prefeririam alguém mais sólido e respeitável. Portanto, onde está o nosso livre arbítrio?

Parece que pela conexão no grupo eu tenho a sensação de que cada um é tão especial que de toda a humanidade, eu realmente escolho apenas esses amigos. Esta etapa está diante de nós: sentir o amigo, sua alma, chegar tão perto dele que ele se torne o único dos sete bilhões, e o mesmo para cada membro do grupo.

Além disso, o Rabash pergunta se devemos expressar nosso amor por algum meio externo: por exemplo, agir diante do outro, dar presentes um ao outro, etc. Ou se devemos sim trabalhar modestamente, uma vez que o verdadeiro trabalho é interno, enquanto que os “adornos”, como bem sabemos, não valem muito, porque podem vir a ser bajulação, hipocrisia e falsidade. Eu realmente não amo ninguém. Portanto, será que posso expressar algo que não sinto? Afinal, isso é uma mentira.

No entanto, se cada um deles não mostrar à sociedade que está praticando o amor dos amigos, então lhe falta a força do grupo.

Nós temos que entender que somos pequenos e fracos, e uma vez que nos falta a compreensão, somos impressionados por atos externos e por isso temos que usá-los. Cada um deve se comportar de uma forma que os amigos possam ver: ele realiza um trabalho interno sério, faz esforços pelo amor dos amigos, e de fato já alcança um nível elevado. Assim, nós avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 24/01/13, Escritos do Rabash

A Verdade Sobre A Grandeza Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é que eu elevo aos meus olhos, curvando-me diante dos amigos?

Resposta: Nada. Auto-diminuição e realização da grandeza do Criador são duas coisas diferentes, mas complementares. Geralmente, no contexto de uma relação com o Criador, nós estamos falando do grupo, e no contexto de uma relação com o grupo, estamos falando de nós mesmos, porque o grupo está entre eu e o Criador.

Pergunta: O que é exatamente revelado a mim quando eu elevo o grupo aos meus olhos?

Resposta: O sistema corrigido da alma única que está no fim da correção. O sistema, que hoje vejo através do prisma dos meus defeitos.

Isto é o que significa a grandeza do grupo, e não menos, porque esta é a verdade. Embora eu ainda não possa aceitá-lo como um fato, no final, eu o compreendo completamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

Cinco Segundos Da Vida Por Dia

Dr. Michael LaitmanOs amigos devem se certificar de que eu não caia e devem pensar constantemente em mim. Eu tenho que pagá-los por isso, porque eles também precisam deste tipo de apoio. Somente se nos preocuparmos uns com os outros, não vamos cair ou esquecer a meta. Nós vamos nos manter juntos.

Nós não temos nenhuma chance de conseguir qualquer coisa se não apoiarmos uns aos outros. Se não fizermos isso, não vamos sair do ego. Esta é a garantia mútua.

Se eu não consigo pensar nos outros, isso significa que eles não pensam em mim. É tanto a causa quanto o efeito que existem simultaneamente sob a condição de nosso pacto mútuo coletivo. Portanto, o Criador reside nele e, cumpre o nosso pacto. Sem isso, nós vamos, sem dúvida, esquecê-lo e começar a ter cálculos estranhos, supondo que avançamos e anos podem se passar sem nos levar a nada.

A pessoa não pode continuar no caminho certo sozinha. Você sabe quantos momentos podemos contar durante todo um dia inteiro em que realmente avançamos: 3 a 5 segundos, no máximo! Eles são tão poucos, porque cada um de nós não tem o apoio externo.

O vaso do meu desejo é externo a mim e eu tenho que me esforçar em anexá-lo a mim. Se nós não agimos desta forma com relação aos outros, nós não agimos corretamente e, portanto, não atraímos a Luz que Reforma, porque ela atua apenas dentro do nosso trabalho mútuo. Ela vem em resposta ao nosso anseio.

Se não houver tais anseios, a Luz em torno de nós espera passivamente. “Sua honra preenche o mundo”, mas nós temos que ativá-la. Nós temos que manter essa condição principal: a garantia mútua que é feita da nossa interdependência coletiva um no outro e da obrigação de todos. Sem isso ninguém pode ter êxito, mesmo se avaliarmos isso de um ponto de vista egoísta, e ainda mais se disser respeito às intenções elevadas.

Da Palestra sobre Trabalho Interno 30/09/12

Veja A Altura Dos Amigos E Ascenda

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que o superior se abaixa em relação ao inferior?

Resposta: Significa que o inferior não o sente mais como superior. Agora ele tem uma escolha: ou permanecer sob a impressão de que o superior perdeu todo o sentido para ele ou trabalhar com a fé acima da razão, a fim de reforçar a grandeza do superior a seus olhos. É aqui que reside o nosso livre arbítrio.

O livre arbítrio ocorre apenas quando há ocultação. É assim que o Criador nos trata, e é assim que temos que ver todos os amigos, entendendo que eles estão sob ocultação em relação a nós. Sou só eu quem vê as deficiências neles, uma vez que “a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”.

Portanto, eu tenho o livre arbítrio aqui: eu os trato como os maiores em nossa geração? Se sim, eu realizo o meu livre arbítrio. Se eu os reconheço como grandes, o superior irá elevar Seu AHP e eu junto com eles. Assim eu vou subir!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 29/08/12, Escritos do Rabash

Tudo Está Pronto, A Última Palavra É Nossa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que estamos esperando, o que devemos esperar, de modo que todos os amigos se dediquem à Convenção?

Resposta: Vocês devem esperar se conectar como resultado de todos os seus esforços, que devem ser absorvidos com a intenção de se unir. Há todas as condições necessárias para isso no mundo atual.

A cada dia artigos de cientistas, pesquisadores, economistas e políticos são enviados a mim sobre a globalização do mundo e as conexões mútuas nele. Eles estão realmente usando nossas palavras, embora não digam tudo, pois não entendem como podem mudar a situação na sociedade. Eles entendem, no entanto, que o mundo terá de alcançar a unidade, a harmonia, a integralidade, etc.

Nós estamos num estado sem precedentes. Foi-nos dada uma chance de mudar o mundo através da união, e ainda mais, nos é dado num país (Israel) onde a sabedoria da Cabalá se desenvolveu durante muitos anos e onde hoje, também, há os grupos mais fortes e com os alunos mais fiéis. Nós podemos fazer com que a força que vamos descobrir entre nós realmente ajude o mundo inteiro a alcançar o Criador através dela.

Isso é chamado de uma trindade: nós, cada um de nós, por meio do grupo, de todos nós, do Kli (vaso) mundial, e depois de nós a comunidade mundial, ansiamos pelo Criador e nos conectamos. Isto significa que nós, todos os amigos em todo o mundo, juntamente com toda a humanidade, e o Criador criamos um todo geral. Este conjunto geral deve ser revelado, sentido e criado, uma vez que não existe no momento!

Eu espero que a nossa preparação sirva para isso.

Da Lição Virtual 12/08/12

 

Elos De Conexão No Espaço Infinito

Dr. Michael LaitmanEu sou um elo entre todos os meus amigos. Cada um de nós tem a mesma finalidade. Este é um sistema n-dimensional, ou seja, este sistema é infinito.

Eu estou incluído em cada um dos bilhões de pessoas com o meu Eynaim Galgalta e meu AHP. E cada um deles também está incluído em todos os outros. Este sistema é chamado de Malchut do Mundo Infinito. É um sistema muito simples. Você simplesmente começa a viver nele quando você entra com os seus sentidos.

Você se torna um condutor entre todos, de cima para baixo e de baixo para cima. E o mesmo acontece com todo mundo: eles se conectam com todos os outros através de você.

Então, o que é deixado lá para você? Somente neutralizar a si mesmo para que você possa continuar a existir neste sistema desta forma.

Neutralizar-se significa se incluir em todos os demais acima do seu egoísmo. Basta fazer um enorme esforço para se incluir. No entanto, esses esforços vão ser leves e fáceis, porque uma quantidade enorme de pessoas se reúne e, em geral, todas foram suficientemente preparadas nos workshops e sabem como criar e alcançar isso.

Nós chegamos a um ponto em que podemos perceber isso de forma fácil e precisa, e atingir essa massa crítica, o poder do desejo e a aspiração de que a “autoignição” ocorra e a Luz superior se manifeste. Nós podemos fazer isso!

Da Lição Virtual 29/07/12