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Perca A Carteira – Encontre Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma pessoa perde a carteira com todo o seu dinheiro e os documentos nela, é apenas um problema corporal e ela tem que pedir outra CI de acordo com as leis deste mundo. Internamente eu tento lembrar que não há outro além Dele, e que isso vem da mesma força, mas como isso se relaciona com o trabalho com o grupo, de modo que tudo passe por isso? Como a minha carteira perdida se relaciona com o centro do grupo e a minha conexão com os amigos?

Resposta: Eu tento estar sempre no centro do grupo, com o ambiente e com o mundo todo, e eu tento trazer tudo o que acontece comigo na minha vida corpórea através do centro do grupo onde estou internamente, juntamente com o Criador. No final, eu também começo a ver a espiritualidade em todas essas ações corpóreas.

Eu vejo que em todas as ações corporais eu realmente encontro anjos, ou seja, forças, que me ajudam de diferentes formas: eles me obrigam a perder a carteira ou a encontrá-la, etc. Eu vejo e entendo que todas essas ações me direcionam para outra coisa, para algo novo. Graças à carteira perdida eu alcanço certas pessoas, converso com elas, e executo diferentes ações com elas, e, talvez, estabeleço conexões com elas que são realmente uma grande correção que eu tinha que fazer.

Se eu constantemente me apego à intenção correta de fazer o que for necessário neste caso, o qual “não é para ser condenado nem elogiado”, é uma necessidade e eu sou obrigado a cumpri-lo em cada ação corporal, e com isso quero elevar todas as minhas ações corporais à santidade. Então eu vejo que estas não são ações corporais. Eu as executo com as minhas mãos e pés, mas quem manejou minhas mãos e pés? A força espiritual!

Eu fiz isso sozinho? Não. Primeiro eu pensei que executei as ações, mas verifica-se que o Criador as realizou. Em tal adesão, eu desapareço por um lado, mas por outro lado, é o resultado de todos os meus esforços.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Num Círculo De Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje os jovens muitas vezes sofrem de depressão; não há nenhum incentivo na vida, uma falta de energia. Como uma pessoa lida com este problema na família?

Resposta: O fato é que este é um problema inconsciente. E não é porque o adolescente sofre de amor não correspondido ou problemas na escola. Em geral o que lhe preocupa é a interação com seus pares e não a escola em si, que para ele não é mais do que um lugar para a competição: quem é melhor e quem é mais forte.

Assim, os pais devem tentar mudar a sua casa num “clube”, para que os amigos de seus filhos possam vir livremente, de modo que os filhos não vão sentir que os pais são algum tipo de impedimento. Uma comunicação boa e agradável é o principal fator que impede o aparecimento de depressão entre os filhos. Isto é desejável e útil tanto do ponto de vista psicológico como do ponto de vista materialista. É preferível que lhes permitam se comunicar em seu território do que em lugares duvidosos (como bares, vários clubes, e assim por diante).

Pergunta: No método integral há um exercício muito interessante. Suponha que exista depressão ou mau humor com um dos membros de um casal, e o outro está feliz e alegre. A fim de tirar o parceiro da depressão, ele precisa entrar no estado do outro, olhar o mundo com os mesmos olhos, estar integrado com o cônjuge, e, juntamente com ele, sair gradualmente deste Estado. É possível usar este exercício com um adolescente?

Resposta: É muito difícil usar isso com adolescentes. Eu não acho que isso seja possível. Este é um ataque ofensivo. Mesmo que você demonstre que está pronto para qualquer abordagem, com isso, pelo contrário, você está atraindo arrogância e oposição nele: “Eu não quero!” Você deve entender a psicologia dos adolescentes. Um resultado como este também é típico de adultos que começam imediatamente a ser mais arrogantes e prepotentes.

Por isso, é melhor fazer com que o filho se interesse no que o atrai mais: esportes, danças, e assim por diante. Nessa idade, movimentos físicos jogam todos os tipos de lixo para fora do corpo e da cabeça. É bom se houver um pequeno trampolim na casa que o filho possa saltar. Isso vai sacudir todas as besteiras para fora dele.

À noite, é possível organizar bailes em casa, encontros com os amigos, e em geral fazer algo ativo.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Os Amigos Dentro Do Nosso Coração

Dr. Michael LaitmanNão é por acaso que o nosso grande grupo global está dividido em duas partes que são necessárias para expressar de maneira correta a nossa oração, a nossa deficiência pela correção. Por diferentes razões, à primeira parte recebe a oportunidade de se conectar fisicamente durante a Convenção, enquanto que a outra parte não pode vir à Convenção e se conectar fisicamente.

É por isso que há outro elemento importante em nossa oração onde devemos pedir pelos amigos que não estão fisicamente conosco, de modo que sentiremos como se eles estivessem aqui conosco. Nós não devemos sentir qualquer distância entre nós, mas sim que a distância entre nós é insignificante, uma vez que não há nada exceto a conexão com os amigos.

Nós pedimos que o Criador aproxime de nós os amigos que tiveram que ficar em casa e transmita todos os nossos sentimentos para eles e suas impressões para nós. Não deve haver linhas de comunicação virtual entre nós, mas linhas de comunicação de coração para coração, que são tão fortes que sentiremos que os amigos não estão apenas ao nosso lado, mas dentro dos nossos corações!

Da Preparação para a Semana Mundial do Zohar 2014 29/01/2014

Crítica Do Passado

Pergunta: O que devemos fazer em relação a amigos que não vêm para a aula e que não querem disseminar?

Resposta: Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá e comecei a ler os artigos “A Entrega da Torá”, e “A Garantia Mútua”, apelos à unidade, como “ama a teu amigo como a ti mesmo”, etc., não me impressionei, absolutamente, uma vez que me fez lembrar dos tempos da antiga União Soviética. A humanidade passou por tudo, comunismo, socialismo, e kibutzim e se deu conta de que não há nada nestes ideais.

É assim que as coisas tinham que ser historicamente, para que possamos começar a estabelecer uma nova abordagem: Por um lado, devemos sentir repulsa pelo passado mal sucedido e, por outro lado, reexaminá-lo. [Leia mais →]

Como Transformar Inimigos Em Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos imaginar as “forças impuras” (Klipot)?

Resposta: Imagine que existem pessoas “boas” que sempre o elogiam e dão presentes, e há pessoas “más” que sempre o punem e causam problemas.

Agora, a questão é quem realmente faz bem para você e quem lhe machuca? Tudo depende do objetivo que você está tentando alcançar.

Aqueles que o machucam, revelam a verdade para você, mostrando-lhe que você tem propriedades que eles desprezam. Ao fazer isso, eles mostram a fonte do mal, a razão de odiá-lo. Quando você corrigir esse motivo, de repente você vai ver essas forças hostis se tornarem seus amigos!

Portanto, você acha que eles eram bons ou maus, inicialmente? Eles devem ter sido bons!

E aquelas pessoas que apenas lhe deram presentes e sempre elogiaram você, nunca lhe deram uma chance de corrigir alguma coisa em você. Elas só satisfizeram o seu egoísmo. Portanto, verifica-se que elas são seus inimigos. Certo?

É compreensível que todo mundo só queira estar perto de pessoas “boas” que nos elogiam, mas essas pessoas boas estão arruinando o mundo! Está escrito em O Zohar: “Toda a sua misericórdia é egoísta, para seu próprio bem”.

Nós precisamos amar as Klipot, valorizar o Faraó! Todos os nossos inimigos nos mostram as nossas partes não corrigidas. E se nós víssemos as correções que podemos fazer com a sua ajuda, deveríamos ser gratos a eles.

Todo o nosso trabalho em criação e educação é descobrir as propriedades que podem ser corrigidas e crescer fazendo isso.

Ódio das Klipot é infância, o “estado pequeno” (Katnut)! A pessoa precisa ver a fonte delas, afinal, a Luz Superior passa por elas através dos nossos desejos corruptos, e nos mostra esses defeitos de lado na forma de forças estranhas e impuras (Klipot). Isso é chamado de “falha visível”.

Basicamente, eu estou olhando para mim mesmo no espelho e vendo a minha face, que eu não gosto! Portanto, quem eu culpo, o espelho ou eu? A Klipa é o nosso espelho. Todos os defeitos que ela nos mostra estão dentro de nós (assim como o resto do mundo que vemos ao nosso redor).

Todas as catástrofes e problemas que encontramos, desde o menor até o maior, são projeções de nossas propriedades internas.

É por isso que é impossível ficar sem as Klipot! Sem elas não seríamos capazes de atingir algo, não sentiríamos ou distinguiríamos nada. Onde começaríamos a correção, se não com as Klipot?

É impossível corrigir um defeito sem ter revelado a sua causa. E o papel das Klipot é nos mostrar nossos defeitos. Esta é a coisa mais necessária para nós! Nós sabemos que a pessoa só pode alcançar o fruto através da casca.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/10, Talmud Eser Sefirot

Inspirar E Impressionar Os Amigos!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o último workshop havia um forte sentimento de absoluta confiança e alegria entre os amigos. É esta a essência da garantia humana masculina? Será que todas as minhas ações em relação aos amigos devem fazê-los se sentir desse jeito?

Resposta: O correto despertar dos amigos para a meta espiritual é quando você mostra que está nela e ela lhe enche de grande alegria, prazer e entusiasmo; isso lhes dá uma enorme carga de energia, quando você é sério e valoriza com alegria o grupo em que está; quando você enche os amigos com grande atenção, e tudo isso volta para você. Além disso, ela vem de volta para você de uma forma muito maior.

Você não deve fazer quaisquer outros cálculos aqui. Tente sentir isso o tempo todo. Se você acha que eles te tratam com desrespeito, que diferença isso faz? O Criador organiza as coisas dessa maneira para você de propósito. Você deve trabalhar e pronto. Seja esperto e seja mais esperto que o Criador.

Pergunta: Mesmo assim, eu quero entender o conceito de garantia mútua mais profundamente. O que é isso?

Resposta: A garantia mútua é quando você sente que é responsável pelo fato de que todos os amigos devem atingir a meta. Você sente que pode fazer isso e que isso depende apenas de você.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Dois” 13/07/13, Lição 4

Com Os Amigos Sob A “Sucá Da Paz”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial no amor dos amigos que me permite cobrir todos os pecados?

Resposta: O amor dos amigos cobre todos os pecados. Afinal, se nós trabalhamos para conectar nossas centelhas no grupo, então todos os outros desejos se rendem à Luz do amor, apesar do fato de serem tão opostos entre si, de tal forma que realmente se odeiam. Esta Luz age em nós desde Cima, do nível superior, quando ela nos cobre como um cobertor, um guarda-chuva, uma Sucá de paz, e obriga todos a se unir, embora internamente continuemos muito diferentes.

Pergunta: Eu escolho o amigo uma única vez ou de novo todos os dias?

Resposta: Eu não escolho de acordo com critérios corporais. Entretanto, nós não sabemos por que fomos trazidos para um grupo desde Cima, ele e eu. Depende da raiz da alma, da sentença das almas, sobre as quais vamos aprender mais tarde. Porém, como estamos num grupo, temos de cumprir o nosso livre arbítrio e nos conectar num único sistema, num único grupo.

Escolher um amigo significa ser leal a ele, apesar da repulsa e das dúvidas. Eu não deveria sentir qualquer diferença entre eu e ele. A cada momento o pensamento e o desejo mudam em mim e eu tenho que escolhê-lo exatamente da mesma maneira, eu analiso a mim mesmo e a ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, Escritos do Rabash

Que Tipo De Amigos Eu Preciso?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o critério mais importante que eu posso usar para verificar a que tipo de amigos eu deveria me aderir?

Resposta: Você deve se aproximar de quem constantemente assiste às aulas, participa da disseminação, e toma parte nos deveres. Essas pessoas podem ser um modelo para mim pelo seu comportamento externo e por suas ações terrenas corporais. Portanto, eu quero me aderir a elas.

Não faz diferença o que uma pessoa de caráter é e exatamente que tipo de trabalho ela faz no grupo. O que importa é que ela vem todos os dias e participa de tudo. O melhor é aderir a essas pessoas que não se destacam no grupo por causa de seus atributos especiais, mas são leais a ele e lhe dão todas as suas forças.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Ceder Ao Domínio Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 44: Quando ela começa a mergulhar na Torá e mandamentos, mesmo sem qualquer intenção, ou seja, sem qualquer amor e temor, como convém ao servir o rei, mesmo em Lo Lishma, o ponto em seu coração começa a crescer e revelar sua ação.

Quando o ponto no coração desperta numa pessoa, ela chega a um ambiente em que é provida com todas as condições para o seu desenvolvimento espiritual interior. Diz-se que “o Criador coloca a mão da pessoa no bom destino e lhe diz: escolha”. É exatamente aí onde reside seu livre arbítrio: avançar ao centro do grupo e através do grupo ao Criador.

Então, a pessoa começa a entender o sistema, a “cozinha” onde tudo é “cozinhado”. Daquele ponto em diante, se ela procura se concentrar corretamente na meta usando a influência do ambiente, subjugando-se ao ambiente e ansiando pelo Criador através dele, então seu ponto no coração se expande e cresce.

Aqui a sua participação básica, com a intenção que ainda não está destinada à doação pura, é suficiente. Mesmo se a pessoa ainda não se lamenta por isso e não consegue pensar nisso seriamente, já é um começo. Se ela já tem um “ponto no coração” e, mais importante, já está incorporada no ambiente certo que a influencia, isso é desenvolvimento.

Mesmo atos sem um objetivo podem purificar o desejo de receber, mas apenas no primeiro grau chamado de “inanimado”.

A pessoa ainda não tem as intenções certas e ainda não consegue ver a si mesma como alguém que doa, mas pode, ao menos, optar por “abaixar a cabeça” com todas as suas forças, anular a si mesma, e, assim, avançar. A grandeza do nível inanimado é a sua capacidade de se submeter perante o grupo e o estudo. Este nível termina quando a pessoa se anula totalmente diante do que foi revelado a ela no nível atual. Este é o clímax do nível inanimado.

Depois, no nível vegetal, tudo muda: se antes ela só tinha que se conter enquanto se elevava acima do seu ego, agora ela tem que se abrir o máximo possível. Tal modificação é típica em cada transição de um nível para o outro.

Pergunta: Então, verifica-se que o nível inanimado não é tão “grosseiro” como se pode pensar?

Resposta: Eu posso não compreender ou sentir nada, e posso não ser capaz de participar na verdadeira doação, mas eu preciso reconhecer a falta de sentimento, de mente e da atitude certa, a falta de qualquer coisa espiritual. Eu estou 100% fora da dimensão da doação. Portanto, como posso entrar nela?

Para fazer isso, eu tenho que anular tudo o que desperta dentro de mim. Eu não excluo e não encubro meus atributos, mas sei que não posso entrar na espiritualidade com eles. Então, eu me agarro ao domínio do ambiente. Eles me dizem para juntar alguma coisa, e eu faço isso sem entender o que significa. Dizem-me para ler, para estudar, e assim, eu leio e estudo. Eles me dizem para fazer alguma coisa, então eu faço. Eu faço isso especificamente porque me disseram para fazer. Em outras palavras, eu me subjugo perante o grupo e o estudo com todas as minhas forças. Eu aceito este domínio como se abandonasse a mim mesmo, avançando assim em direção à correção do meu nível inanimado.

Afinal de contas, o meu nível inanimado não pode se mover por si só. Portanto, a única maneira de fazer isso é ter amigos que me movem de fora. Para isso, eu tenho que estar em suas mãos.

Nisto ninguém tem quaisquer obstáculos. Todo mundo é capaz de realizar essas ações em si mesmo. A pessoa só se anula perante os outros e depende apenas disso. A anulação pessoal a coloca automaticamente em suas mãos. Mais tarde, será solicitado que ela realize ações baseadas na interdependência e cooperação, mas no nível inanimado ela só tem que renunciar a si mesma. O desejo cresce, as interrupções aumentam, há maior confusão junto com controvérsia, e a resposta para tudo isso é a anulação pessoal. É preciso abaixar sua cabeça repetidas vezes e, assim, avançar. Esta é a primeira fase no nosso caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04//13, “Introdução ao Livro do Zohar”