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Uma Propriedade Desconhecida Que Transforma A Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma nós devemos conduzir uma primeira reunião com o público externo para deixá-los com uma sensação calorosa?

Resposta: Pense no que é possível, não faz diferença. Pode ser que seja um workshop, ou na forma de um jogo.

A principal coisa é a pessoa descobrir que, quando nos conectamos e nos unimos, uma espécie de força interior, de calor, a “bola de framboesa”, aparece entre nós. Não importa como você a chama. “Uau! Como isso é bom!” É isso, nada mais é necessário. Apenas este sentimento deve permanecer com eles. Esta é a conclusão da primeira reunião!

No entanto, é necessário que este resultado seja registrado: à medida que nos reunimos num círculo e cada um não pensa em si mesmo, mas em como estar junto com todos no centro do círculo, onde todos os nossos anseios em avançar estão reunidos e tudo o que é pessoal é deixado fora dele, então, dentro do círculo, nós descobrimos algo novo e agradável, a nossa criança compartilhada, nosso sentimento compartilhado, e isso foi tão bom, tão caloroso, que quando nós olhávamos um para o outro, sentíamos que todos estavam perto, e esse sentimento só é revelado quando estamos conectados assim.

Eu acredito que o resultado da primeira rodada de workshops ou simplesmente a reunião deve ser uma bola de framboesa. Nós precisamos levar as pessoas a um estado onde elas sentem que através da conexão entre si certa propriedade especial é descoberta que lhes dá calor, esperança, confiança e transformação da alma.

Da Convenção em Sochi 09/06/14, Lição 1

Remova O Pesado Fardo Da Alma

Dr. Michael LaitmanAarão estava completamente livre de erro, exceto pelo incidente com o bezerro de ouro. Este erro foi um fardo pesado para a sua alma. Ele estava preocupado que o Criador rejeitasse seu trabalho sagrado e seu sacerdócio. Moisés lhe disse: “Você não tem que ter medo! O Onipotente perdoa!” Foi só então que Aarão foi até o altar. (M. Weisman, “Midrash Mispar“, ParashatShemini“).

Aarão se considerava indigno da obra sagrada e do sacerdócio, porque sentia dentro de si a violação anterior, a crise anterior, a quebra anterior, do pecado do bezerro de ouro.

Portanto, ele teve que passar por um ponto de virada, a fim de se elevar novamente. Só então ele estava pronto para a correção dos pecados cometidos no momento da adoração do bezerro de ouro.

Ele começou a sentir que o pecado do bezerro de ouro foi organizado intencionalmente para sua atual correção. Isto significa que este problema tinha que ser revelado precisamente desta forma, caso contrário não teria sido revelado. Agora era possível revelá-lo e corrigi-lo.

Isso aconteceu quando Aarão se conectou com Moisés, e em seu trabalho em conjunto, eles chegaram a um estado em que a Luz Superior desceu sobre eles vestida na característica de doação. Desta forma, ao se aproximar um do outro, eles adquiriram a característica de doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/01/13

A Música Desembaraça As Cordas Da Alma

Pergunta: O que acontece dentro de mim quando eu ouço uma música que me penetra?

Resposta: O som da música gera um sentimento harmonioso dentro de nós, um equilíbrio entre todas as frequências dos sons, e com isso nós somos preenchidos com grande prazer.

Essa impressão pode durar por um longo tempo, desde o início da composição até o seu fim, mas, na verdade, nós desfrutamos a plenitude que sentimos nesses sons, como um texto, palavras, ou sabedoria, mas aqui ela é transmitida através de nossos sentimentos.

Nossa matéria é o desejo de desfrutar, e assim o som da música tem um efeito imediato sobre o nosso desejo e nos faz sentir e entender que esta é certamente uma força que afeta todas as nossas partes de forma equilibrada e harmoniosa. Há algo da perfeição superior da natureza nela.

Portanto, quando eu escuto uma música, meus vasos internos são reconstruídos de acordo com essa harmonia e eu começo a achar que subo acima da minha matéria, acima de tudo o que acontece. A música nos corrige e nos eleva. Ela pode nos purificar, limpar, ajustar e regular.

Atualmente, eu sou como um instrumento musical com cordas entrelaçadas, um instrumento que é falho e fora de sintonia. De repente, a música me atinge, os sons me penetram numa ordem precisa, estão conectados entre si com acordes harmoniosos, fortes, suaves, e tudo isso me sintoniza e calibra. Eu sinto como a música toma conta dos meus sentimentos e os desembaraça, como se isso me vasculhasse de acordo com a melodia.

Esta é a razão pela qual nós realmente adoramos quando a música nos controla. Se for música clássica, nós queremos que ela controle nossos sentimentos e preencha todo o vazio interior, assim como a água que derrama e nos preenche de sons. Este é o efeito da música sobre o homem.

Os sons chegam até nós a partir do nível de Bina superior, e assim nós não sentimos qualquer ameaça na música. Uma pessoa pode estar com medo de alguma imagem ou palavras, mas a música não nos assusta, mesmo que seja o som alarmante de tambores.

Ela evoca emoção dentro de nós e pode nos deixar emocionados. Mas a maioria das peças musicais foi feita para fazer uma pessoa sentir prazer e alegria. Ela pode nos levar às lágrimas, mas é uma experiência íntima e muito interna.

Não é uma mensagem que nos é transmitida visualmente ou por uma mensagem audível que pode nos assustar. Nós podemos ouvir música e não saber quem a compôs, do que se trata, ou quem está tocando. É como água pura que lava o meu vaso, mas não me obriga de forma alguma.

Do Programa “Uma Nova Vida” 27/04/14

A Arte De Reunir A Alma Geral

Dr. Michael LaitmanComentário: Um dos amigos que estava conosco por um tempo, disse: “Eu não quero fazer parte de um rebanho. Eu tenho a minha própria relação com o Criador”.

Resposta: Isso vai passar. No momento, ele não entende o quadro geral da criação.

O Criador não existe! A pessoa tem que criá-Lo por si mesma. Do que ela pode se aproximar? Onde ela pode fazer isso? Só quando estiver em contato com outras pessoas. Na verdade, ela está procurando uma forma de justificar o seu ego que faz com que ela se sinta repelida por todos. Eu a compreendo perfeitamente, mas não há nada que possamos fazer. No momento, ela está num nível infantil e pode demorar algum tempo até que ela volte.

Depois que o vaso geral foi quebrado em vários pedaços, a única maneira de descobrir a Luz, o Criador, dentro dele, é reunindo-o. Mas será que eu posso reuni-lo se sou apenas um pequeno pedaço do vaso?

Há uma história sobre um velho quiroprático que foi visitado por jovens médicos que vieram aprender a colocar os ossos de volta no lugar. No passado, arrumar ossos era uma profissão separada.

O quiroprático pegou um jarro de barro, amarrou-o firmemente num saco e o quebrou. Depois ele começou a reunir os pedaços sem abrir o saco. Quando ele reuniu o jarro de barro apenas sentindo as partes, ele mostrou-o a todos, fez uma reverência e saiu. Isso é arte!

Isso é exatamente o que devemos fazer. Infelizmente, eu não sinto que o país esteja pronto para isso. Nós ainda não encontramos um grande desejo, e isso dificulta as minhas explicações. Mas virá o tempo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

Correção Através Do Método De Justificação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos escolher entre Nefesh de Kedusha (alma santa) e Nefesh de Klipa (alma impura) que o Criador nos dá em todos os estados?

Resposta: Em cada estado, eu preciso dizer que me encontro metade em Kedusha (santidade) e metade em Klipa (impureza) e escolher entre elas, como está escrito: “A pessoa deve sempre se ver como se fosse meio inocente e meio culpada, e decidir entre ambas”. Isso significa que eu sou sempre livre para determinar a minha atitude para com o estado em que me encontro.

Eu não mudo os estados; eu não posso mudar as Reshimot (genes informativos). Eu não sou o dono da Luz. Está em meu poder apenas mudar a minha atitude em relação ao estado atual.

Eu não trabalho com as forças de Klipa e Kedusha. Tudo depende apenas do que me atrai na situação atual, tanto do lado da doação como do lado da recepção. Na criação, nós nos tornamos parceiros com o Criador, a fim de justificá-Lo.

Mas isso é o suficiente, pois esta justificação abre os meus olhos para o grau que eu me uno com o Criador com a percepção correta, a forma, o programa, a profundidade e o objetivo de Suas ações que são abertas para mim. Isso é chamado de revelação do Criador.

A revelação do Criador me dá o poder de justificá-Lo no atual estado, em todos os estados anteriores, e nos próximos estados, em relação a cada um na realidade, de acordo com todas as partes do Kli quebrado. Assim, eu sou chamado de Tzadik Gamor (completamente justo).

O fim da correção (Gmar Tikkun) é a justificação completa do Criador em todas as Suas atividades com todas as criaturas.

Pergunta: Então, por que uma pessoa não chega ao fim da correção quando consegue, pela primeira vez, chegar a tal ponto de justificação do Criador?

Resposta: Porque eu vou ter muitos pontos como estes no caminho. Eu preciso passar por todos eles, um após o outro, porque só desta forma gradual e consistente eu posso reconhecer o Criador. Justificar significa que eu conheço, entendo e sinto todas as razões, ações e resultados do trabalho que a Luz realiza nos Kelim. Então, “De suas ações O conheceremos”, o que significa que eu O reconheço e compreendo, e descubro que Ele e Seus atos são perfeitos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/14, Escritos do Rabash

O Primeiro Contato Com Partes Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu for para a Convenção e não conhecer ninguém lá, isso vai me ajudar no progresso espiritual?

Resposta: Você não tem que conhecer ninguém. O que você vai reconhecer lá: rostos, o caráter físico da pessoa? Nada disso importa. O que importa para mim é que essas pessoas têm uma atração e inclinação para o desenvolvimento de suas almas, e é por isso que elas estão indo. Nós vamos estar envolvidos com este desenvolvimento lá.

Eu não acho que seja necessário estar familiarizado com estas pessoas. É até melhor não estar familiarizado com ninguém, de modo a não prestar atenção ao corpo físico. Nós precisamos superar os corpos e toda a materialidade, e nos concentrar apenas nos desejos pela espiritualidade.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Escritos do Rabash

De Um Momento Para O Outro

Dr. Michael LaitmanO nível mais alto que uma pessoa alcança é chamado de Moisés, e só a partir deste nível é que ela começa a entender como conectar todos os desejos dentro dela, a fim de trabalhar pelo amor e a doação aos outros, e através disso, ao Criador. Isto significa que somente o nível de Moisés pode atingir este estado da alma quando está claro como deve ser estabilizado, conectado e recolhido.

Coletar todas as partes da alma requer uma penetração especial dentro dos sentidos, dentro dos atributos do egoísmo material que leva à compreensão de como ele pode ser apresentado e conectado para que trabalhe como o atributo altruísta da Luz. Este é o trabalho de Bezalel.

Moisés é a realização do Criador, enquanto Bezalel é a realização da forma e da imagem do Criador dentro do desejo egoísta. Bezalel é na prática, mas na prática com um coração sábio. Existe a sabedoria da mente, a realização, que é Moisés, e há a sabedoria e o trabalho no coração, que é Bezalel (que significa na sombra do Criador, em hebraico).

Moisés cria uma sombra do Criador e Bezalel alcança essa sombra e esculpe o ego a partir dela à semelhança com o Criador. Isto é como projetar uma imagem numa parede e depois desenhá-la. Mas todo o trabalho é feito dentro da pessoa.

Ao mesmo tempo, nós não criamos nada de novo, mas simplesmente tomamos nosso ego e o esculpimos em diferentes formas, como argila, colocando o foco na importância de certas formas em vez de outras. Se no passado eu usei a mim mesmo para o meu autobenefício, se abusei ou roubei, agora eu faço o contrário, uso a mim mesmo para o seu bem.

Há uma mudança de variáveis ​​em que tudo muda do meu próprio bem para o seu bem. Quem está à frente, quem é mais importante, determina toda a diferença entre os mundos.

Pergunta: Se eu mantiver Moisés dentro de mim, eu nunca vou deixá-lo?

Resposta: Isso não pode ocorrer porque os desejos e os atributos em você mudam. Isso significa que você tem que manter Moisés a cada segundo. Cada momento é diferente do outro, os desejos mudam, e cada vez você tem que mantê-lo novamente.

A mesma coisa acontece em nosso mundo, mas nós simplesmente não prestamos atenção nisso. Na espiritualidade todo o trabalho é feito de um momento para o outro, da subida à descida.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/11/13

Um Templo Puro E Branco Dentro Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o sinal mais proeminente de estar no exílio?

Resposta: Nós queremos chegar à doação mútua e não temos força para isso; queremos dar satisfação ao Criador, e isso só é possível através da doação mútua entre nós. Nosso objetivo é construir uma infraestrutura chamada garantia mútua. Da incapacidade de fazermos isso, nós nos sentimos no exílio.

A redenção significa que nossos desejos são organizados, conectados, fixados e ligados para que adquiram a forma de doação pura. Isso significa que eles tomam a forma do Criador, de doação e amor. Nós construímos de nós mesmos um modelo, um exemplo, uma forma semelhante ao Criador.

Existem 125 níveis de semelhança como este, 125 porções em que podemos nos assemelhar à característica de doação, de amor, cada vez mais em todos os tipos de formas, com uma garantia cada vez mais estreita. Este é o trabalho de Israel, e essa parte dele é feita no Egito, no deserto, até chegarmos à construção do Primeiro Templo.

Nós precisamos sentir todos esses estados. Isso não se refere à construção de uma estrutura de barro e tijolos. A construção é feita a partir da nossa substância, do desejo, onde a corrigimos e branqueamos, e a partir disso cresce a casa de Kedusha, o Templo Sagrado (Beit HaMikdash).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/03/14, Talmud Eser Sefirot

A Refeição Que Dá Sustento Ao Corpo E À Alma

Dr. Michael LaitmanA refeição é um ato muito importante. No Talmude há uma história que conta como um grupo de estudantes que perderam seu professor realizou um jantar em sua memória. De repente, eles descobriram que não poderiam organizar a refeição, eles não foram capazes de dizer a bênção, porque não tinham força suficiente para isso; a força vem do Alto.

Durante a refeição, há um poder que está presente porque ele é compatível para receber a Luz que Reforma, a Luz que dá vida ao corpo e à alma. Assim, as refeições com Rabash ocorriam em completo silêncio. Era proibido falar uns com os outros. Cada um tinha que se concentrar em si mesmo e falar dentro de si.

Havia uma ordem muito rígida, que era inteiramente voltada para o trabalho interno. Havia tanta tensão no ar, que cada pessoa era forçada a acompanhar cada migalha que entrava em sua boca com uma intenção. Se após a refeição, ela quisesse lembrar o que tinha comido, ela tinha grande dificuldade em lembrar. Parecia que a comida não tinha gosto, porque o sabor era recebido do próprio estado e não da comida.

Nós não somos capazes de realizar essas condições, uma vez que ambas as mulheres e as crianças estão presentes na refeição, mas ainda temos que tentar, tanto quanto for possível. Nossa sociedade é especial; ela anseia por um objetivo espiritual. Portanto, vamos começar a subir um pouco.

Eu quero agradecer a todos os amigos que estão envolvidos com os preparativos da Convenção e desejam que nós resolvamos todos os problemas que aparecem no caminho. Vocês precisam sentir que são grandes. Entretanto, não é compreendido ou sentido quem realmente somos. Mas quando isso for descoberto, vocês vão perceber que estão no centro de toda a criação, e todas as gerações anteriores de Cabalistas e toda a humanidade estão olhando para vocês na expectativa do que vocês estão fazendo agora: como vocês inclinam o mundo para o lado da justiça.

Da Conversa durante a Refeição 17/01/14

Um Fogão Elétrico: Marca “NRNHY”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se tudo depende do nosso desejo e do trabalho, e não do Criador, por que pedimos que Ele nos ajude a conectar?

Resposta: Nós tentamos atingir desejos adicionais por conexão, fazemos um esforço, buscamos. E quando nos voltamos ao Criador, isso significa que ativamos mais uma deficiência, e, assim, a Luz age em nós com essa deficiência adicional. Isto ocorre mesmo que a própria Luz seja constante, como uma tensão constante numa tomada.

Se eu tenho uma tomada com uma tensão (voltagem) de 220 ​​volts, eu posso conectar dispositivos de várias resistências e intensidade lá; assim, consequentemente, uma corrente diferente fluirá nelas, mais ou menos: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida, de acordo com o desejo que eu conecto a ela. É como se eu tivesse um fogão elétrico e girasse o botão, mudando a intensidade do calor: 1, 2, 3, e cada vez eu ativo uma nova espiral onde uma nova Luz é revelada: 1 – pequeno, 2 – maior, 3 – maior ainda. A “tensão” da Luz é constante, mas a “intensidade da corrente”, ou seja, o meu “NRNHY” depende da força da minha resistência.

Lá fora, nada muda; há uma fonte de energia cheia de energia infinita lá. Conecte nele qualquer coisa que queira! Do Mundo do Infinito ao nosso mundo, a tensão é classificada de acordo com os níveis, como em nosso mundo, onde pode haver diferentes voltagens: 380 volts, 220 volts, 110 volts, 24 volts, 12 volts.

A escala de tensões (voltagens) sai desta forma, mas em todos os níveis a tensão é constante, e tudo depende disso, como você se conecta a ela: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida. Você termina este nível, já usou todas as divisões do interruptor em seu “fogão”, e agora pode se mover para um novo “fogão”. Porém, não há mudanças na tomada; ela lhe dá tudo o que você precisa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/13, Talmud Eser Sefirot