Como Avaliar Corretamente Um Amigo?

938.03Uma pessoa deve usar todas as forças que existem dentro de si, especialmente o medo, para atingir o estado desejado. Não possuímos uma única inclinação, nem mesmo a pior, que não tenha sido criada com o propósito de alcançar esse objetivo, nem mesmo aquelas tendências que nos envergonhamos de admitir. As inclinações podem ser mal utilizadas, mas nada foi criado sem um propósito.

Tendemos a pensar que o problema reside no Criador, que aparentemente criou tudo de forma tão imperfeita: os doentes mentais, os autistas, os homossexuais, as pessoas com uma infinidade de problemas, para não mencionar as doenças comuns. Pensamos que existe algum tipo de “distorção” aqui.

Não se trata de uma distorção, mas de uma forma de governança que opera com imensa sabedoria e abrangência. Só mais tarde ficará claro por que a correção está especificamente contida no fato de você estar resfriado ou de alguém ter nascido com transtornos psicológicos.

Não se deve olhar para uma pessoa e avaliar se ela “combina conosco” ou não. Em vez disso, deve-se avaliar apenas o grau de sua disposição em estar conosco.

O grupo não deve se comportar como uma mãe excessivamente indulgente que tem pena do filho em demasia e, com isso, o prejudica. No fim, a criança só sofre mais. O grupo deve utilizar os meios de influência à sua disposição.

Você não deve tratar todos os amigos como se fossem iguais em todos os aspectos. Maior apreço e respeito devem ser demonstrados àqueles que se dedicam integralmente ao grupo. Quanto àquele que não se esforça para se dedicar, por um lado, deve ser ajudado, mas, por outro, deve-se fazê-lo entender que não há necessidade de laços estreitos nessas condições.

Não se deve abandoná-lo, mas também não se deve ser excessivamente afetuoso ou sentimental com ele. Pelo contrário, deve-se demonstrar que ele é visto como alguém distante.

O grupo deve utilizar todas as forças disponíveis. A exclusão do grupo é a influência mais forte de todas. Use a vergonha e a inveja; elas estão entre os meios de influência mais eficazes. Você verá como um amigo começa a sentir o que o grupo realmente é e o que ele tem a perder. Use esses meios, mas com cuidado.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Quando O Ponto No Coração É Revelado

604.02Inicialmente, nossa alma está “envolta” em um desejo de receber animalesco, um anseio por prazeres animalescos: dinheiro, honra e conhecimento. É assim que reencarnamos ao longo de muitos ciclos de vida, até que essa casca externa, a casca deste mundo e desse desejo, se torne pura e refinada através do sofrimento que uma pessoa vivencia de geração em geração, impulsionado pelo desenvolvimento da humanidade como um todo.

Esse desejo cresce e se torna imenso: por prazeres animalescos, dinheiro, honra e conhecimento. Basta observar a variedade em nosso mundo! Há cinco mil anos, não havia tantas pessoas lutando pelo poder. As pessoas se contentavam em permanecer escravas, contanto que tivessem o que comer.

Quantas pessoas desejavam dinheiro naquela época? Se você simplesmente as deixassem viver em paz, sentadas sob uma árvore, isso já seria suficiente para elas. Ao longo das gerações, quantas pessoas ansiaram por conhecimento e sabedoria? A situação melhorou de geração para geração, mas não se pode dizer que, em nossa geração, o desejo por prazeres animalescos, comida e sexo esteja diminuindo. Esses desejos aumentam junto com uma crescente sede de poder e conhecimento.

A humanidade está chegando a um ponto em que quer tudo! No entanto, em meio a todos esses desejos, um “ponto” se revela no coração da pessoa, e a pobre alma de repente percebe que não pode satisfazer esse imenso anseio por todos esses prazeres! Esse ponto no coração anula a sensação de plenitude, não importa o quanto ela receba.

Uma pessoa pode ter desejos imensos e todas as vantagens possíveis, riqueza como a dos Rothschild, poder como o de um presidente e conhecimento como o de Einstein. Mas se o ponto no coração estiver presente, nenhuma quantidade de satisfação mundana impedirá uma profunda sensação de vazio. O ponto no coração dá à pessoa a sensação de que ela não possui nada de espiritual. Ela ainda não sabe o que é espiritualidade, mas, de repente, sente uma sensação de total falta. Sente-se deficiente em todos os aspectos; essa é a conclusão a que as pessoas gradualmente chegam.

Em milhares de anos, nunca as pessoas estiveram tão desesperadas quanto em nossa geração. Considere a enorme quantidade de problemas psicológicos e emocionais que existem hoje! O mundo inteiro está deprimido. Há apenas um século, as pessoas se contentavam com o que tinham, mas hoje a satisfação se tornou um problema.

Existiam drogas há mil anos? Existiam, mas quase ninguém precisava delas. Mesmo há cem anos, seu uso era raro. Foi apenas na década de 60 que essa tendência começou, desencadeada pelo surgimento do ponto no coração, junto a todos os outros desejos, até mesmo aqueles que já estavam sendo satisfeitos!

Normalmente, esses fenômenos têm origem em países desenvolvidos. Onde o uso de drogas é mais prevalente? Na Europa, na América e na Rússia, lugares onde as pessoas têm a oportunidade de se realizarem de alguma forma, mas não conseguem. Aprendam, façam o que quiserem! Mas uma pessoa que não quer nada, não se sente realizada.

Em outros países que se encontram num estágio inicial de desenvolvimento, onde a consciência ainda não está suficientemente aguçada para que enxerguem o seu vazio, produzem e vendem drogas. Encontram satisfação no dinheiro, na comida e em tudo o que precede o desenvolvimento europeu. Não precisam de drogas para si mesmos. Vendem-nas para conseguir comida. No mundo desenvolvido, não querem comida, querem drogas.

Essa situação surgiu por um motivo: o ponto no coração foi revelado, expondo o vazio em todos os outros desejos. Os demais desejos são fortes, mas ocos; não oferecem nenhuma sensação tangível de realização.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Sob A Pressão Da Importância Da Meta

249.03Na minha jornada espiritual, estou constantemente buscando esclarecer, não com meu intelecto, mas através de uma sensação interior, onde me encontro: no campo de batalha enfrentando o perigo, onde minha vida está por um fio, ou estou livre para vagar pela vida, desperdiçar meu tempo e pensar: “Não é nada demais; não estou sozinho; tudo se resolverá”?

Mas, repetidamente, tudo se resume a um único ponto: a importância da meta. Somente aumentando sua importância podemos nos livrar dos obstáculos que nos aprisionam e que nos trazem sentimentos de cansaço. Na realidade, não existe cansaço; tudo depende da necessidade.

Em última análise, todos os nossos sentimentos são determinados pelo desejo de receber. Não estamos falando de questões físicas, mas espirituais. Sabemos por experiência própria que, se o corpo, mesmo muito cansado, sentir que existe um objetivo valioso que justifique o esforço, ele se dedicará imediatamente à tarefa.

Portanto, tudo depende de quanto aumentamos a importância daquilo que podemos alcançar aos nossos próprios olhos. Nosso trabalho consiste unicamente em fortalecer a importância da meta. A consciência de sua importância se opõe a qualquer obstáculo no caminho e os anula.

Nenhum obstáculo resiste à pressão da importância da meta. Eles simplesmente desaparecem; deixamos de senti-los. Então percebemos que estavam em nosso caminho apenas para nos confundir. Aumentamos a importância da meta, e coisas que antes pareciam significativas — “Ah, isso não está funcionando, e aquilo também não!” — desaparecem instantaneamente.

Isso acontece porque todas essas perturbações são artificiais, não reais. Elas existem apenas como um contrapeso à importância da meta. Mas assim que adquiro consciência da importância da espiritualidade, a necessidade dessas perturbações desaparece. Elas simplesmente se dissipam e são anuladas.

Esta é a única coisa em que devemos trabalhar: aumentar constantemente nossa consciência da importância do Criador e da importância de alcançá-Lo. Nisto reside a solução para todos os problemas que surgem em nosso caminho.

Da Lição Diária de Cabalá 20/05/26, Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”

Antes Da Revelação Do Ponto No Coração

222Atualmente, o ponto no coração das nações mais desenvolvidas revela uma sensação de vazio, a incapacidade de preencher suas vidas através dos cinco sentidos. Em seu desespero e confusão, recorrem às drogas e outras formas de fuga, buscando apenas escapar da realidade.

Veremos como a Europa gradualmente mergulha num estado em que até mesmo o desenvolvimento para, porque não haverá mais nenhum estímulo, nenhum desejo que o impulsione. O mesmo se tornará evidente entre os americanos que falam com tanta paixão sobre progresso, trabalho e dinheiro. Gradualmente, veremos uma sociedade inteira que não deseja mais fazer nada, e isso também faz parte do processo de desenvolvimento.

Por que, então, eles não vêm à Cabalá? Porque a hora deles ainda não chegou. Por enquanto, eles estão apenas começando a descobrir a futilidade de buscar a plenitude neste mundo. Os sinais estão por toda parte: a cultura não é mais importante, a literatura não é mais importante e até mesmo o próprio progresso parece não ter mais importância.

Não fosse o medo da sobrevivência física, o mundo já teria parado de se desenvolver há muito tempo. Tal é o caminho tanto do indivíduo quanto da humanidade como um todo. A pessoa começa a sentir que não consegue se realizar. Não tem forças nem vontade de fazer nada. Não sabe para que está trabalhando. Está confusa, sem rumo, sem entender o que vale a pena buscar ou almejar. Abandona tudo e, naturalmente, perde toda a vontade de trabalhar.

Gradualmente, esse processo abrangerá o mundo inteiro até que a humanidade descubra a futilidade de todo o seu desenvolvimento. Será que somos realmente mais felizes hoje do que aqueles que um dia viveram em cavernas? De que forma? Porque temos cem canais de televisão? Quem sequer os assiste? A pessoa chegará a sentir, em todos os aspectos da vida, que nada a satisfaz verdadeiramente.

Tudo isso ocorre antes que o ponto no coração seja revelado de forma aberta e tangível. Mesmo assim, esses estados são benéficos; são estágios de progresso. São estágios muito distintos. Basta observar como a humanidade progrediu nos últimos cem anos em sua compreensão da realidade em que vive.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Responsabilidade Pelo Que Está Acontecendo No Mundo

963.5Comentário: Discutimos a ideia de nos esforçarmos para trabalhar em prol da doação e de nos concentrarmos nisso apenas em relação ao grupo.

Minha Resposta: Não estou dizendo que vocês devam se esforçar para trabalhar com o objetivo de beneficiar alguém fora do grupo. Não, vocês devem fazer isso dentro da estrutura do grupo. No entanto, a estrutura da sua alma abrange um espectro muito mais amplo. Vocês não devem se esquecer de que a missão que lhes foi confiada não é meramente “beneficiar o grupo”, mas sim conduzir à correção universal.

Não se trata de trabalhar para dar esmolas a toda a humanidade, pois vocês não têm nada a lhes dar! No entanto, devem reconhecer que são responsáveis ​​pelo que está acontecendo à humanidade e ao seu povo.

Vocês estão procurando algo para pedir, algo em que pensar. Leiam o final da “Introdução ao Livro do Zohar” e verão que todos os problemas têm origem em vocês, e então terão algo para pedir. Ouvi dizer que vocês não sabem com que pedido se dirigir ao Criador! Se as coisas estão tão boas para vocês, observem o que está acontecendo lá fora.

Sozinhos, vocês podem ser justos e estar em estado de Hafetz Hesed (não desejar nada para si mesmo), mas saibam que vocês carregam a culpa por todo infortúnio que acontece no mundo! É sua culpa porque vocês receberam a chave para resolver problemas, e outras pessoas não sabem nada sobre isso, elas não receberam nada parecido.

Portanto, em vez de pensar que vocês são justos e que têm direito a uma recompensa, vocês podem chegar a uma compreensão mais verdadeira: que vocês são perversos e que merecem o mesmo sofrimento que toda a humanidade experimenta. Pois, no fim, uma vez que vocês receberam esse conhecimento, a responsabilidade recai sobre vocês. Como Baal HaSulam escreveu, não podemos nos salvar do julgamento.

Da Lição Diária de Cabalá 07/06/26, Rabash, “Quais são os momentos de oração e gratidão no trabalho?”

Como Se Desenvolve A Intenção?

186Na sabedoria da Cabalá, falamos de dois tipos de natureza: a natureza do Criador e a natureza do ser criado. Não podemos mudar nossa natureza, mas, por meio da intenção de doar, podemos torná-la semelhante à natureza do Criador.

No Criador, não há separação entre ação e intenção. Existe apenas ação com a intenção em prol de doar. Contudo, se não houvesse nada em contrário, seria impossível sequer dizer que se trata de uma ação em prol de doar. É simplesmente uma ação dirigida ao ser criado, sem qualquer intenção de receber algo em troca.

Não podemos realmente imaginar tal estado. Contudo, se o ser criado usar seu desejo de receber para se tornar semelhante ao Criador — para se assemelhar a Ele em ação, ou mais precisamente, no resultado final da ação — então, dentro do ser criado, haverá tanto ação quanto intenção.

Inicialmente, nenhuma intenção foi criada no ser criado. Ele possui apenas a ação de receber, de desfrutar, que é chamada de ação animada. Os níveis inanimado, vegetativo e animado da natureza realizam essa ação sem qualquer consciência de intenção.

O nível falante (o ser humano) começa a sentir a estranheza dessa ação. Portanto, inveja, luxúria e honra se desenvolvem nele, com todas as outras formas de desenvolvimento do desejo de receber.

Mais importante ainda, ele desenvolve a sensação do doador. Na medida em que a pessoa sente o doador, a intenção se desenvolve dentro dela. Se não sentíssemos o doador, nossa intenção seria simplesmente a de nos divertirmos, como todos os outros neste mundo. Haveria apenas o desejo de desfrutar, nada mais.

Chamamos isso de receber em prol de receber. Mas, na verdade, não se trata sequer de uma intenção genuína de receber. Pelo contrário, pertence ao domínio das Klipot, forças que sabem o que é doar, mas que ainda assim desejam apenas receber.

A intenção de doar ou a intenção de receber só podem existir quando há uma sensação do doador, uma sensação do anfitrião. Então, torna-se claro para a pessoa o que ela realmente deseja: receber ou dar. Só então ela tem a possibilidade de usar seu desejo de receber de uma forma ou de outra.

Da Lição Diária de Cabalá 06/06/26, Rabash, “Por que a Torá é chamada de ‘Linha do Meio’ na Obra? – 1”

Do Ódio Ao Amor Não É Ficção Científica

252Pergunta: É realmente possível passar do ódio ao amor assim tão facilmente? Num instante você odeia, odeia mesmo, e de repente, depois de algum tempo, digamos, no ano que vem, a pessoa passa a amar. Isso pode acontecer, ou é pura fantasia?

Resposta: Podemos fazer isso. Nós nos encontramos em estados tão extremos, estados opostos a esse sentimento, que somos capazes de fazer isso.

Comentário: Isso é muito estranho. Você disse que, como estamos em estados opostos, podemos fazer isso.

Minha Resposta: Sim, porque vemos onde vamos parar, onde todos os nossos esforços e realizações desaparecem, tudo nos escapa por entre os dedos e não conseguimos realizar nada. Somos como cachorrinhos cegos e tolos. É assim que vivemos. É terrível! Não tenho palavras para descrever!

Mas se pedirmos à natureza que nos transforme, experimentaremos uma transformação de forças, sentimentos e qualidades além de tudo o que poderíamos esperar. Porque o Criador é amor.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 28/04/26

A Diferença Entre Fé E Realização

595.05Pergunta: Qual a diferença entre fé e realização?

Resposta: A diferença entre fé e realização é que a fé é a luz de Hassadim (Misericórdia) e a realização é a luz de Hochma (Sabedoria). Não realizamos nada através da fé.

Só podemos alcançar o Criador, a luz. Não perca de vista estas duas coisas: a luz e o Kli. Talvez você não avance muito por esse caminho, mas certamente formará uma concepção correta e evitará confusões.

O que você está alcançando? Na medida em que você se assemelha a Ele, você vê suas qualidades corrigidas e chama isso de Criador. Você nunca sentirá mais do que suas propriedades corrigidas; de acordo com isso, você formará uma imagem do Criador. Como está escrito, “Yud-Hey-Vav-Hey” (HaVaYaH), cheio de luz, é chamado de “O nome do Criador”.

Quem é o Criador? Esta é a minha alma, Yud-Hey-Vav-Hey, repleta da luz superior devido às suas correções. As luzes, com os Kelim corrigidos, que me proporcionam todo o conjunto de sensações que chamo de Criador, são eu.

Em outras palavras, sua alma é o Criador, porque no estado corrigido, vocês se fundem: “Ele e Seu Nome são Um”, “Israel, a Torá, o Criador são Um”.

Da Lição Diária de Cabalá 09/06/26, Rabash, “O Homem é Recompensado com Retidão e Paz através da Torá”

Não Culpe O Espelho

131Pergunta: Como posso descobrir o que a natureza reserva para mim e para onde ela está me conduzindo?

Resposta: A natureza está lhe mostrando as possibilidades que você tem para mudar o futuro e alcançá-lo. Isso depende da participação de cada pessoa nesse futuro.

Pergunta: Quais são as possibilidades que eu tenho? Não acho que tenha alguma especial. Mas me diga, quais são elas?

Resposta: Sim, você tem!

Pergunta: Quais?

Resposta: Claro, eu não tenho um site onde você entra, paga e recebe uma garantia.

Pergunta: Sim, mas em princípio, o que devo fazer?

Resposta: Você precisa querer descobrir qual é a sua influência sobre o seu futuro. Você deve construí-lo, criá-lo. Ele é o que você faz dele. Elas lhe dizem as leis da natureza, e a partir delas, como se fossem peças de um conjunto de construção, você deve montar o seu futuro.

Pergunta: Qual é a principal lei da natureza?

Resposta: A principal lei da natureza é a correspondência do indivíduo com a lei da natureza. Não estou complicando as coisas. A lei da natureza é a lei de doação e amor universais, da unificação universal, da complementação mútua universal até que a imagem ideal do sistema do mundo se revele diante de nós.

Pergunta: Será que é apenas nessa direção que eu, como pessoa, devo caminhar?

Resposta: Sim. E nada mais.

Pergunta: Ou seja, eu não deveria ter dificuldades com nada?

Resposta: Lute apenas com o objetivo de cumprir esta lei.

Pergunta: Com quem se trava essa luta?

Resposta: A luta é consigo mesmo, claro. Só isso. Portanto, não culpe o espelho. É assim que devemos trabalhar, e então o que fizermos será o que receberemos.

Pergunta: Ou seja, se cada um se voltar para si mesmo — cada um, mas para si mesmo, e não para o outro — vamos inverter completamente essa visão do futuro?

Resposta: Tanto quanto desejarmos. Tanto quanto quisermos, tanto faremos.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 23/04/26

Por Que Estudamos Cabalá?

256Pergunta: Podemos afirmar que a nova geração está se distanciando ainda mais do estudo de “O Estudo das Dez Sefirot”, do “Livro do Zohar” e de fontes Cabalísticas autênticas?

Resposta: Não, não se trata de maior distanciamento. As pessoas simplesmente não conseguem existir nos mesmos patamares espirituais que indivíduos excepcionais como Baal HaSulam ou o ARI.

Vemos a mesma coisa acontecer no nosso mundo. Uma pessoa usa uma quantidade enorme de conquistas científicas e tecnológicas sem entender nada sobre elas. Ela simplesmente sabe como ligar algo numa tomada e apertar um botão para o aparelho funcionar. O que ela realmente sabe além de dois botões num ar-condicionado, vinte botões num computador, e por aí vai? Ela não tem a menor ideia do que realmente acontece por dentro!

Ao usar um telefone celular, ela pode estar familiarizada com apenas duas ou três funções, sem ter a menor ideia das outras duzentas funções que o aparelho contém.

O mesmo se aplica à espiritualidade: há pessoas que se envolvem com ela de forma superficial e exclusivamente para seu próprio benefício, de maneira limitada e pessoal, enquanto outras desejam alcançar as conexões internas entre objetos, dimensões e forças — conhecer tudo. Isso depende da natureza da alma, de suas qualidades internas e de sua essência. Se uma pessoa tem essa necessidade, ela a satisfará.

Pergunta: Então, o fato de estarmos nos afastando das fontes originais não significa necessariamente que estamos piorando?

Resposta: Não estamos nos afastando das fontes. Simplesmente as estamos estudando não com a profundidade que os estudiosos Cabalistas excepcionais o fazem, mas sim, na medida apropriada para as massas, as pessoas comuns que compõem 99% da população mundial.

Pergunta: Mas isso não exigiria um método completamente diferente de interação com a luz?

Resposta: Não, porque estudamos a Cabalá apenas para receber forças dela. E depois de recebermos essas forças, devemos perceber o mundo espiritual. E o perceberemos na medida destinada à nossa alma.

De KabTV, Eu Recebi uma Chamada. Características da nossa Geração”, 30/09/10