Uma Ação, Diferentes Intenções
Pergunta: Pode-se dizer que, à medida que avançamos, a fé acima da razão se torna fé dentro da razão?
Resposta: A fé acima da razão nunca se torna fé dentro da razão. Estamos falando de um mundo que não sentimos. Parece-nos que o que acontece lá pode ser descrito por conceitos que nos são familiares. Fé acima da razão, a qualidade de doação, qualidades espirituais, tudo isso não tem absolutamente nenhuma conexão com o que existe dentro de nós agora.
A fé acima da razão jamais será sentida dentro da razão. Esta obra de Bina e Malchut permanece para sempre. Malchut jamais poderá mudar. O desejo de receber permanece exatamente como foi criado. Ele ama desfrutar receber, e sua plenitude é o Criador, a luz. Pode-se mudar a forma como ele é usado, mas não o desejo em si.
Portanto, é proibido abordar o desejo de receber, suprimi-lo ou tentar alterá-lo de qualquer forma. Quer usá-lo de maneira diferente? Ótimo. Dê-lhe uma direção diferente; determine para que propósito ele será usado. Mas o desejo em si permanece exatamente como era.
A questão é que a diferença entre Klipa (impureza) e santidade não está nas ações em si, mas na intenção por trás das ações. Rabash dá o seguinte exemplo: uma pessoa é cortada com uma faca. Se for para o benefício da pessoa, chama-se operação realizada por um cirurgião. Mas se for para o próprio benefício, chama-se assassinato. No entanto, a ação em si permanece exatamente a mesma.
Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na obra?”
Pergunta:
Pergunta:
Durante nossos estudos, também devemos incluir a situação atual ao nosso redor em nossa oração. Desejamos equivalência de forma com o Criador e que a força superior venha nos corrigir e realizar a transformação necessária em nós.
Palestras sobre os Degraus da Escada
Quando o Criador disse a Abraão para se circuncidar, Abraão consultou seus amigos (Rabash, “E o Senhor apareceu para ele nos carvalhos de Mamre”).
O estado em que uma pessoa adquire a capacidade de ir pela fé acima da razão é chamado de Rosh HaShanah (Ano Novo). Isso significa que ela atinge o ápice de todos os seus estados e revela o nome do Criador, Tzvaot (Senhor dos Exércitos). Ou seja, a pessoa passou por todos os estados de subida e descida, chamados “Tze” e “Bo”, que juntos formam o nome Tzvaot (plural de Tzava [hebraico], “tropa” ou “exército”).
Comentário:
Pergunta:
Não se pode viver num mundo de bondade absoluta. É preciso chegar a ela gradualmente e compreender como o mal participa da criação e como ele nos ajuda a nos tornarmos completamente bons.