Textos na Categoria 'unidade'

Uma Correção Em “Casais” Em Todos Os Níveis

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós (mulheres) nos conectamos durante a Convenção? É para preparar um vaso para a revelação do atributo de doação ou apenas para apoiar os homens?

Resposta: Em primeiro lugar, não há vaso masculino e feminino separados. Malchut do mundo de Atzilut inclui todas as almas nele, e se os homens e as mulheres não se conectam nele, não evocam Zeir Anpin e Malchut a se conectar para atrair a Luz de Cima a fim de corrigi-los.

Hoje, nós, homens e mulheres, ou seja, as almas quebradas, temos que elevar MAN (um pedido de correção) a Malchut do mundo de Atzilut. Ele deve ser incorporado do desejo coletivo dos homens e das mulheres e estar em contato com o seu superior, Zeir Anpin (ZA). Então, eles ativam inclusive um casal superior chamado “pai e mãe”.

Assim, há três casais agindo aqui, que são fases semelhantes de desenvolvimento ou de regressão. Por nossa “iniciativa” nós evocamos o segundo casal, e ele evoca o terceiro casal, e o quarto casal já pertence a Arich Anpin, a Ein Sof (Infinito).

Isso significa que temos que nos estabilizar corretamente com relação aos níveis espirituais que os Cabalistas nos contam. Há duas “metades” aqui, masculina e feminina, que realizam uma ação espiritual, complementam-se a fim de doar. Se agirmos exatamente da mesma maneira, vamos estar adaptados ao superior e vamos descobrir a nós mesmos subindo até Ele.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/13, Shamati # 7

A Força De Um Grupo: Altruísmo Sustentável

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da National Science Foundation): “Bactérias resistentes às drogas são um problema em muitos ambientes, especialmente instituições de saúde. Enquanto as formas em que essas células se tornam resistentes são compreendidas no nível celular, até agora, as estratégias de sobrevivência das bactérias ao nível da população ainda não está claro.

“Um novo estudo realizado por James Collins e seus colegas da Universidade de Boston e do Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering na Universidade de Harvard revela que uma porcentagem surpreendentemente pequena de bactérias realmente se torna ‘supermutantes’ altamente resistentes. De fato, a maior parte das bactérias em estudo sobreviveu sem ser resistente à dose eficaz de antibióticos no ambiente. Isto é, os tipos individuais de bactérias não eram tão resistentes aos antibióticos, como era toda a população.

“Outras experiências mostraram que, além de serem resistentes às drogas, as raras supermutantes produziram níveis elevados de indol, uma molécula de sinalização produzida por bactérias saudáveis. O indol também pode promover a sobrevivência em ambientes hostis. Quando as bactérias experimentam o stress antibiótico, as células mortas e qu estão morrendo param de produzir indol, o que provavelmente contribui para a morte da célula. Ao superproduzir a substância química, as supermutantes podem proteger as bactérias mais vulneráveis, fazendo o suficiente para suportar uma população maior de células.

“No entanto, esta produção de indol custa caro para as supermutantes, que crescem mais lentamente do que as mutantes que não produzem. ‘Este comportamento altruísta apoia um crescente corpo de evidências que sugere que organismos unicelulares atuam como comunidades. Nós achamos que o estudo do comportamento desses níveis da população irá fornecer uma nova e importante compreensão da dinâmica da evolução’, explicou Collins.

“Estes resultados confirmam as observações feitas por profissionais de saúde em todos os lugares: o tratamento de infecções bacterianas resistentes às drogas é mais complicado e desafiador do que qualquer pensamento. De acordo com Collins, ‘as comunidades bacterianas têm um extenso arsenal de técnicas para lidar com o ataque de antibióticos. Ao compreender as diversas estratégias que elas usam para sobreviver, podemos desenvolver tratamentos médicos mais eficazes’”.

Meu comentário: Nada vai ajudar as pessoas contra as doenças, pois estas são o resultado da nossa separação. Até que nós comecemos a agir como bactérias, juntos, não vamos superá-las. E é assim em nosso mundo com tudo. A unidade em todos os níveis é a tendência de desenvolvimento de todas as partes da natureza, e se nós não concordamos com isso, perdemos em todas as áreas de nossas vidas. Os antibióticos não vão ajudar! Para ajudar a nossa saúde, nós precisamos nos tornar mais unidos do que as bactérias. Afinal, qualquer manifestação do mal se destina a nos ajudar a subir acima de nós mesmos.

Um Caleidoscópio De Formas Espirituais

Dr. Michael LaitmanQuando nós nos movemos para nos corrigir, todas as nossas intenções devem ser orientadas para a unidade, e nenhuma delas pode ser de natureza pessoal. Nossos pontos no coração são a única coisa pessoal que temos. Com o que pode este ponto no coração se preocupar exceto em alcançar a unidade com o resto do nosso corpo coletivo, do qual ele acabará recebendo a espiritualidade?

É por isso que nossas tentativas em participar do nosso corpo coletivo nos revelam suas várias formas e características que lemos na Torá: Faraó, um anjo, Moisés, Abraão, Isaac, Jacó, e muitos outros. Quem são eles? São as imagens que toda a humanidade, o grupo, e o mundo adquirem conforme a sua realização.

O quadro descrito na Torá é a forma da alma geral que muda constantemente e se revela numa nova forma. No entanto, ela se revela apenas com a condição de que aspiremos continuamente à unidade. O Livro do Zohar fala sobre isso. Cada palavra e cada linha do Livro do Zohar representam uma revelação profunda e gradual, que continua até que ele se revela plenamente aos “os olhos de todo o Israel”. Não é por acaso que estas palavras são a frase final da Torá.

Nós só revelamos formas espirituais quando estamos conectados.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, O Zohar

Novo Tempo – Nova Percepção

Dr. Michael LaitmanDe Convenção para Convenção nós estamos caminhando para a unidade com uma forte aceleração, e os novos amigos que se juntam a nós captam as informações rapidamente, porque estas já foram armazenadas, existem na rede, e assim que eles se conectam a nós, ela imediatamente entra neles de uma forma natural.

Assim como as crianças que nascem agora aceitam de forma fácil e natural brinquedos eletrônicos, enquanto que nós tivemos que aprender, inventar e nos adaptar a eles, nossos novos amigos parecem estar pré-adaptados a receber a informação espiritual.

A pessoa pode ter inveja do quão rapidamente os recém-chegados se atualizam, e depois de seis meses sabem aquilo que levamos dez anos para aprender. Mas, como se diz, a pessoa nuca inveja seu filho e discípulo.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

O Fruto Proibido: A Segunda Tentativa Fracassada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas que existe realmente apenas uma alma de Adam HaRishon (primeiro homem)?

Resposta: Há um desejo de receber e ele está cheio de Luz. Este estado é chamado de Ein Sof (Infinito). Não há fronteiras ou limites; não importa o tamanho do desejo, a Luz o preenche ao máximo. É por isso que na espiritualidade tudo é medido não por parâmetros quantitativos, mas por qualitativos. Se há “um grama” do desejo, há “um grama” de prazer para combinar com ele, e isso já é Ein Sof, sem limites: a Luz e o desejo são iguais.

Ao mesmo tempo, quando o desejo de receber começa a se conhecer mais profundamente, descobre em si uma maior intensidade qualitativa, até atingir o círculo central chamado de alma de Adam HaRishon. Dentro do meu desejo de receber, na minha Malchut, eu atinjo de onde vim e por que razão. Então, eu realmente quero me unir com a Luz e receber a alma de Adam HaRishon.

Baal HaSulam dá o exemplo do convidado que diz ao anfitrião que quer ser como ele.

– Bem, diz o anfitrião, eu vou fazer isso por você.

Então o convidado elimina a Luz, mas, na verdade, ele age contra o anfitrião e começa a se afastar dele em busca de um estado em que possa provar a si mesmo e ao anfitrião que pode ser como ele, para mostrar ao anfitrião sua verdadeira doação.

Da mesma forma, Adam HaRishon queria provar da “árvore do conhecimento” usando todos os meios possíveis, o que significa receber a Luz em seus vasos de recepção com a intenção de doar. Este foi o “pecado da árvore do conhecimento”, que é semelhante à “quebra dos vasos” no mundo de Nekudim, mas de uma maneira mais revelada. Já há detalhes aqui como: “serpente”, “Eva”, “Jardim do Éden”, e “Inferno”, que significa que há partes inteiras do desejo de receber cuja essência e objetivo que você já entendeu. Assim, você penetra na profundidade do desejo que foi criado pelo Criador. Isso se torna mais detalhado, mais claro, mais maduro, como um fruto que amadurece numa árvore.

Este fruto promete sabores maravilhosos e evoca grande paixão em você. O primeiro sabor era realmente a fim de doar: Adão e Eva receberam toda a Luz de Ein Sof, mas ainda não tinham um desejo completo com Reshimot (genes espirituais) destinado a este prazer. Mas depois, quando as novas Reshimot, os novos gostos, penetraram o desejo, ele não pode renunciar à intenção egoísta na segunda tentativa, ou mais precisamente, não pode evitar ser tentado. Afinal, não há “circunstâncias restritivas”, em espiritualidade. Ali, tudo é resolvido dentro do desejo, e se eu quiser roubar, eu roubo.

Agora nós temos que corrigir esses desejos, os vasos. Quando os corrigimos, voltamos para a alma corrigida de Adam HaRishon.

Por que é uma para todos? Porque todos atingem a unidade com todos os outros. Afinal de contas, a correção é a conexão com todos, graças a qual eu atinjo o vaso unido e nele recebo a única Luz da alma. Você não pode se corrigir separadamente e deixá-los permanecer “maus”. Não há tal coisa. Eu não vou me corrigir se não me conectar com todos e corrigir todos.

É por isso que finalmente cheguei a um estado em que todos estão corrigidos, e eu sou chamado de “justo completo”, o que significa que eu justifico e julgo a mim mesmo e ao mundo à escala de mérito.

Imagine que alguém próximo a você, falando de seu coração puro, diz que o mundo inteiro é bom e que o Criador é bom e benevolente e que simplesmente não pode haver o mal. Você olha para ele e não entende de onde ele vem: “Talvez devêssemos chamar uma ambulância? Será que ele não vê o que está acontecendo no mundo”. Você não entende, mas ele entende que você. Uma vez que ele já subiu a escada da realização espiritual, ele alcança a alma de Adam HaRishon e vê todos em Ein Sof. Embora você sinta o nosso mundo cruel em seus vasos de corrupção, você está realmente lá também.

O que devemos fazer para sentir isto? Apenas uma coisa: corrigir-nos. O mundo não muda, você muda, e então você o vê de forma diferente. É apenas a sua percepção interna pessoal. Hoje você está olhando tudo pelo prisma de suas falhas, de modo que você não vê a verdadeira realidade, mas vê a si mesmo do jeito que é hoje…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/13 “600.000 Almas”

Os Estágios Do Amor Aos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como acontecem as mudanças graduais, de modo que, no final, cheguemos a um estado em que o meu amigo se torne mais importante para mim do que eu? O que eu sinto em cada etapa?

Resposta: Esse tipo de mudança só acontece numa pessoa com a ajuda da Luz que Reforma. Grosso modo, ela pode ser dividida em quatro fases:

1. Nós não sentimos ninguém fora de nós; eles parecem tão “sem vida” para nós. Eles vivem em algum lugar perto de nós, mas não temos nada em comum com eles. Nós nos comunicamos com eles, os abraçamos, cantamos músicas com eles, mas ainda os consideramos como “marionetes” que existem ao nosso lado.

2. Mais tarde, conforme o nível de aflição que nós passamos, desencadeado por nossa preocupação de que não estamos avançando o suficiente, nós começamos a nos preocupar: “O que acontecerá comigo?”. Neste momento, nós continuamos sofrendo e nos esforçando, mas ainda não compreendemos as formas de nos conectar com os outros. Isso não “penetra” nossos ouvidos; são apenas palavras bonitas que eu ouvi um monte de vezes…

A realidade, o processo de aprendizagem, e tudo o que nós fazemos se torna cada vez mais importante para nós, embora nossas preocupações sobre as relações com nossos amigos ainda não sejam muito claras para nós. Nós ainda não sentimos que a nossa conexão nos leva para algum lugar. Parece-nos ser apenas uma espécie de “moralidade” e até mesmo nos faz lembrar os mandamentos religiosos.

3. Depois, nós começamos a negligenciar tudo o que nossos amigos fazem no grupo: conexões, danças, cantos. Não somos capazes de nos comportar dessa maneira. Aos nossos olhos, isso parece muito frívolo; nós concordamos em agir dessa forma só porque isso cria um ambiente bom e agradável e sabemos que temos que inspirar nossos amigos e ficar juntos. Assim, nós nos encontramos nas refeições em conjunto para nos conectar um pouco e talvez até mesmo atrair novas pessoas para nós. Isto é o que nós pensamos.

4. Neste ponto, nós reconhecemos que não importa o que fazemos; isso não funciona para nós. Nós começamos a perceber que neste momento outras pessoas parecem muito mais inteligentes aos nossos olhos. Nós começamos a pensar: “Como é que elas fazem isso?”. Nós começamos a reavaliar a nossa atitude e chegamos à conclusão de que a unidade é importante.

Sem dúvida, isso é o resultado do impacto da Luz, mais do que uma consequência das atividades mútuas entre os amigos. Embora, uma vez que ainda continuamos a participar de atividades conjuntas, a Luz Circundante desça sobre nós. Nós começamos a considerar útil as nossas atividades orientadas para a unidade, mas ainda achando que são puramente teóricas. Nós continuamos sempre falando sobre elas, continuamos lendo e ouvindo sobre o trabalho em grupo mais intensamente do que antes; anteriormente, nós sequer prestávamos atenção aos artigos que descrevem essas coisas. Nós pensávamos que o “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, “O Estudo das Dez Sefirot“, etc., valiam a leitura, mas o artigo “A Última Geração” nos lembrava ideias comunistas.

Aos poucos, sob a influência da Luz Circundante, nós começamos a perceber que temos que trabalhar contra os nossos egos e superá-los. Então, percebemos que superar o nosso egoísmo e se conectar com os nossos amigos é realmente a mesma coisa; é impossível alcançá-lo de forma diferente. É viável apenas enquanto estamos no grupo e exclusivamente através da conexão com os amigos.

Antes, nós nunca valorizávamos as ações externas e as negligenciávamos na medida em que desejávamos que nunca tivessem existido. “Por que temos que nos unir com os outros? ‘Amor ao próximo’ soa repugnante… Você já viu isso acontecer? O que você está falando? Fico envergonhado pelos livros de Cabalá falarem sobre coisas assim…”.

De repente, nós percebemos que o conteúdo interno de nossas ações é totalmente orientado à unidade, à incorporação de nossas partículas internas, em vez dos órgãos corporais. Nós continuamos negligenciando nossas conexões físicas. Se isso não nos leva a juntar os pontos no coração, nós continuamos a desprezar os “truques” e “slogans” como: “Vamos nos unir! Vamos sentar juntos à mesa e conversar!”.

Nós começamos a mudar nossa atitude em relação à unidade. De repente, percebemos que se trata de conectar “os pontos nos corações” com a ajuda da Luz que Reforma. É por isso que nós temos que ficar no grupo. É diferente de passar o tempo no bar, onde as pessoas se abraçam, cantam e se sentem bem. Aqui, nós também sentamos juntos, podemos beber e nos abraçar, embora a nossa intenção não seja a de unir nossos corpos ou alguns ideais terrenos egoístas, mas sim tentar aproximar os nossos pontos no coração e pedir que a Luz nos impacte e conecte juntos. A Luz nos influencia o suficiente conforme os nossos esforços mútuos e o nosso desejo de nos unir.

É assim que avançamos. Passar por estas etapas é essencial. Como resultado, nós ficamos confiantes de que a nossa presença no grupo e as atividades do grupo são necessárias para conectar os pontos no coração com a ajuda da Luz. A partir deste ponto, nós paramos de negligenciar a unidade. Nós já sabemos que a realização espiritual refere-se à unidade e o nosso avanço se torna mais evidente para nós. Ao mesmo tempo, descobrimos uma nova dificuldade no nosso caminho: Temos que descobrir a forma de separar o nosso “eu” do ponto que contribuímos para a unidade; temos que estar preocupados em dar à “externalidade” mais peso do que ao nosso “eu”. Para isso, nós também precisamos da Luz. No entanto, essa é a próxima fase, que também é composta de quatro subfases.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, O Zohar

Não Precisamos De Muitas Palavras

Pergunta: A convenção “Uma chama no Deserto” parece estar fechando o círculo que a primeira convenção no deserto começou há cerca de um ano atrás. Nós sentimos que a fase anterior está terminando e há novas oportunidades para nós sobre a conexão emocional conosco. O nosso grupo mundial será semelhante a o quê após o seu nascimento espiritual, quando conseguirmos alcançar a conexão?

Resposta: Eu não acho que a nossa forma externa vai mudar muito, e a conexão interna não pode ser descrita em palavras. Haverá uma conexão entre nós, que você vai sempre sentir como se o seu filho estivesse longe de você, a distância física separa você, mas você o conhece e o sente  tão bem que a imagem dele tornou-se uma parte sua e está vivendo em você; e é assim que todos nós vamos sentir um ao outro.

Nós não precisamos falar muito, uma vez que entendemos  os sentimentos uns dos outros internamente através da adesão. Haverá poucas palavras e os esclarecimentos serão curtos e mais simples. É como se estivéssemos comendo uma salada, e eu digo que não há sal suficiente e você já entende isso mesmo quando eu digo a metade de uma palavra. Afinal, você está provando o mesmo prato, e sente a mesma realidade.

Nós não necessitamos de palavras intermináveis ​​e poderosos meios de comunicação, a fim de criar a conexão entre nós como fazemos hoje, quando não nos sentimos conectados. Nós vamos nos corresponder, mas em pocu tempo e direto ao ponto, uma vez que vamos entender o que cada um sente, de qualquer forma. Vamos nos tornar “um homem em um coração”.

[97648]
Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 8/1/13,”Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Material Relacionado:
Acompanhar De Perto A Situação Geral
Não Mais Distâncias
Convenção Mundial Sem Fim

A Unidade Ideal da Mulher

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a unidade das mulheres? Qual é a sua forma ideal?

Resposta: A forma ideal da unidade das mulheres significa que você não vai sentir só a si, mas todas as mulheres como uma mulher unificada, uma única imagem, um único desejo. Este desejo estará acima de seu corpo e dos seus cálculos individuais, acima de vários equívocos e da rejeição mútua.

Quando, por causa do objetivo, você for capaz de subir acima de si mesma e criar a imagem de uma mulher unificada, esta será ideal, pois será baseada no desprezo pelo egoísmo.

Comece a subir um pouco acima do seu egoísmo atual, acima de todos os tipos de problemas menores, das pequenas tolices terrenas, e mesmo que ainda não seja uma mulher ideal, você terá uma menininha ideal.

Então, o egoísmo crescerá, alguns problemas e incômodos femininos surgirão, e você subirá acima deles, tornando-se consciente de que tudo isso é dado a você de propósito, para criar a imagem de uma mulher ideal mais madura. Não pense que será fácil. Todo o trabalho é baseado nisso: unir-se acima de todas as rejeições possíveis.

Da Lição Virtual 06/01/13

Convenção Das Mulheres: Esperando O Avanço Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual o papel que nós jogamos na Convenção das mulheres: Bina ou Malchut, preparando um lugar onde os homens podem trazer a sua unidade ou exigindo deles a “captura” da realização?

Resposta: Através da sua unidade nesta Convenção, vocês preparam um desejo muito sério, que devem dar aos homens nos poucos dias que faltam para a Convenção deles.

Nós estamos fazendo isso três dias antes da Convenção dos homens, para que vocês possam transferir aos homens a sua carga, o seu espírito, de modo que eles venham para o Congresso de um jeito que eu jamais vi antes.

Eles devem estar cheios de responsabilidade, intensidade e determinação para fazer tudo. Assim, ao receber os desejos, as intenções e a força de vocês, eles serão capazes de se unir entre si.

A mulher empurra o homem nas explorações e conquistas. Façam de modo que eu sinta nos homens, que vêm a nossa Convenção e que estão ao redor do mundo, que eles receberam esta carga de vocês, e que vocês os empurram, os levam à frente e apoiam; vocês ficam atrás deles, os orientam e não desistem. Eles devem sentir isso!

Vocês precisam acumular tanto poder em si mesmas que isso faria os homens se superar e conectar com o seu desejo, a Hissaron (carência) geral. Então, na Convenção dos homens, não na próxima, mas nesta Convenção dos homens, a unificação do desejo unificado da mulher ocorre com a ajuda da unidade dos homens.

Pergunta: Como é que os homens entenderão e sentirão isso, pelos nossos olhos ardentes…?

Resposta: Vocês têm que dizer isso a eles, orientá-los em todos os sentidos, assim como fazem em casa. Às vezes, vocês pode fazê-lo mesmo sem palavras, o que funciona ainda mais, porque o silêncio de uma mulher é percebido pelos homens de forma muito mais efetiva. Portanto, experimentem. Talvez, algumas palavras possam ser o suficiente, mas o homem deve sentir que vocês realmente esperam o avanço espiritual dele.

Da Lição Virtual 06/01/13

O Reflexo Dividido Da Unidade

Baal HaSulam, “600.000 Almas”: Diz-se que há 600 mil almas, e cada alma se divide em várias faíscas. Devemos entender como é possível que o espiritual se divida, já que inicialmente, apenas uma alma foi criada, a alma de Adão HaRishon.

O mundo espiritual é como uma imagem holográfica em que cada parte inclui todo o quadro, mas de uma forma minimizada. É como olhar para alguém de uma distância grande, essa é a diferença entre a parte e o todo.

Isso significa que, embora a alma geral parece ser dividida em muitas almas, em muitas pessoas, é uma e existe em todos, mas em diferentes “dimensões”.

A questão é: porque as diferentes dimensões criaram tais perceções diferentes para pessoas diferentes.

Na verdade, você e eu somos a mesma pessoa. Estamos simplesmente olhar para uma alma de diferentes distâncias. O retrato espiritual não está realmente dividido, só parece mais perto ou mais longe de nós.

Se, por exemplo, eu vejo o mundo de Assiya, eu realmente vejo o mundo de Ein Sof (Infinito), mas nas dimensões do mundo de Assiya. A diferença é apenas até que ponto eu posso discernir o mundo de Ein Sof em meus vasos, em meus desejos atuais.

Assim, se há apenas sete bilhões de pessoas que vivem no mundo, é porque é assim que a alma geral está dividida aos nossos olhos hoje. Em cada uma delas há uma centelha dessa alma, mas ela mesma é uma. As faíscas são escondidas até que o momento venha. Elas estão imersas no nosso ego e são mais como pontos pretos. Elas são a parte posterior da alma, o seu embrião que está “vestido” no desejo de receber que acorda um dia.

Hoje, cerca de um milhão de pessoas no mundo estão ligados a esse despertar de uma forma ou de outra. Nas gerações anteriores, por vezes, apenas alguns se uniram. Esta é a estrutura da realidade e é assim que deve ser. Todo mundo retorna ao círculo geral de acordo com a raiz de sua alma individual até que nos unamos para apagar todas as diferenças entre nós.

Afinal, em um corpo inteiro todas as células são igualmente importantes, assim como uma estrutura indivisível holográfica. Cada parte é igual ao todo, uma vez que sem ela o todo desaparecerá.

Mas, no caminho para o fim da correção tudo é construído na forma de uma pirâmide, todo mundo segue o “pastor”, este é a ordem da correção das almas. Essa é também a forma como foi com o povo judeu, quando estavam nos níveis espirituais: Havia um rei, havia o grande sacerdote, havia o Sinédrio …

Hoje é um pouco diferente: Nossos fluxos de doação para a rede geral de conexões que está espalhada em uma só alma e acelera o desenvolvimento do mundo, sem o conhecimento para o tempo que ai vem. Mais tarde, assim que os novos problemas e aflições aparecem, quando a confusão aumenta, as pessoas vão procurar e entender que não está no poder da religião, nem no poder da política a solução para ajudá-los.

A humanidade terá de enfrentar a ameaça de uma aniquilação geral global e gritar por socorro. Então as pessoas vão ouvir a mensagem dos Cabalistas. Mas estes serão situações muito difíceis e temos que estar prontos para eles. Afinal, podemos suavizar esses momentos, de modo que eles vão aparecer por apenas um momento, como a abertura do Mar Vermelho, e será resolvido imediatamente.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabala 07/01/13, “600.000 Almas”