Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Da Grandeza Do Ego À Grandeza Da Fé

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati , artigo 96: “O Que Significa o Desperdício do Celeiro e da Bodega, na Obra”:  A base sobre a qual ele construiu a ordem do trabalho foi a menor possível, e tudo isso estava acima da razão. Somente aquele que é um verdadeiro idiota pode ser tão baixo a ponto de prosseguir sem qualquer base para estabelecer a sua fé, literalmente, sem nenhum apoio.

Além disso, ele aceita esse trabalho com grande alegria, como se tivesse tido conhecimento e uma visão real sobre os quais estabelecer a certeza da fé. E nessa medida exata do motivo acima, como se tivesse adquirido através da razão. Portanto, se ele persiste nesse caminho, ele nunca cairá. Ao contrário, ele pode estar sempre em alegria, por acreditar que está servindo um grande Rei.

Nós temos que descer do alto do nosso ego, da nossa confiança de que sabemos e entendemos tudo, que temos tudo sob controle. Deverá ser de tal forma que cheguemos ao reconhecimento da impotência total, do zero absoluto, 100% de pequenez. Na medida em que o nosso conhecimento anterior era grande, nessa medida nós estamos indo contra a nossa razão e estamos felizes com isso, sentindo que é a coisa certa.

Nós não queremos contar com nada que venha do nosso desejo de receber. É porque tudo o que vem dele é, sem dúvida, uma mentira, não importa o quão verdadeiro e real possa parecer.

Claro que é possível descer tão baixo e subir à fé somente pela Luz que Reforma, mas não temos qualquer poder de fazer isso, uma vez que não temos nada, exceto o nosso ego. Nós só podemos nos analisar pela alegria que sentimos quando voltamos para os mesmos problemas, os mesmos erros, entendendo cada vez melhor até que ponto temos que estar num estado de humildade.

Tudo isso tem que ser na fé acima da razão: na medida em que eu sou capaz de ignorar minha mente. Eu aceito minha mente, mas só para trabalhar acima e avançar nesse sentido. É impossível adquirir os atributos de doação sem passar pelo ponto zero da auto-humilhação.

É o mesmo ponto que é chamado de embrião (Ibur), a concepção. Este nível aparece constantemente diante de nós a cada vez, com novas condições e nova profundidade do desejo (Aviut). Nós descemos a “zero”, e temos que justificar o nosso passado, o que é chamado de “doar a fim de dar”, e, em seguida, justificar o passado para os outros, chamado de “receber a fim de doar”. Isso significa que primeiro nós corrigimos os erros e, depois, transformamos os erros em méritos.

Mas quando nós os transformamos em méritos, nós os trazemos à humildade, pois é apenas o Criador que faz e determina tudo. Assim, a estrutura que construímos é baseada neste ponto de humildade, no estado de embrião que cresce cada vez mais e se anula.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/05/13

Mesma Peça, Cenário Diferente

Dr. Michael LaitmanNós todos estamos conectados por uma “teia” de forças que penetra em todos os nossos relacionamentos. Em geral, estas são forças de recepção ou forças de doação. Se a pessoa não descobre nenhuma das forças, é como se ela estivesse pendurada no vazio. Geralmente, no entanto, as forças positivas ou negativas são reveladas a ela, e juntas tecem a rede geral.

Portanto, existe a “teia” e depende da pessoa em que medida ela a sente, até que ponto está nela e até que ponto quer que estas forças sejam corporais ou espirituais.

Nós podemos dizer que estamos numa posição “fixa” nesta rede, independentemente da nossa localização física. E o ditado, “quem muda seu lugar, muda sua sorte”, refere-se às “coordenadas” espirituais. Se eu passo de um país para outro, vejo pessoas diferentes e um ambiente diferente em torno de mim, isso não significa que eu mudei minha posição no sistema de alguma forma.

Eu estou no mesmo ponto, na mesma rede, mas agora ela simplesmente parece ser diferente. Mesmo que minha “sorte” tenha mudado, ou seja, as forças que atuam sobre mim, isso não significa que eu mudei minha posição na rede espiritual. Apenas as manifestações, as “vestimentas”, a cena no teatro do Criador, pelo qual Ele me maneja, mudou. Mas o diretor é o mesmo, a peça é a mesma peça e por trás do novo cenário, existem as mesmas cenas…

Pergunta: Mas o que eu devo enfatizar? Onde eu deveria fazer um esforço?

Resposta: O Criador me diz: “eu trouxe você para um ponto de escolha, agora realize-o”. Ele me trouxe ao grupo, mas é apenas o local de escolha, enquanto a escolha em si está em minhas mãos. É como chegar à urna de votação que já foi preparada para mim, e agora a escolha é minha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, “A Garantia Mútua”

Democracia Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o trabalho espiritual e interno é dividido no mundo corrigido? Diferenças internas entre pessoas recebem expressão externa?

Resposta: No mundo corrigido todos vão compreender que devem realizar 100%, a fim de corrigir o seu desejo. Para todos isto é de acordo com seu nível e desejo.

Algumas pessoas vão estudar de manhã à noite e vão perceber internamente o material que aprenderam. Esta será a sua função, semelhante à criação de um software. Outras estarão ocupadas na maio parte do seu dia com organização, dedicando apenas uma pequena parte do seu tempo à aprendizagem. Algumas pessoas serão os operadores; algumas irão se realizar no serviço, e assim por diante.

Todo mundo vai agir de acordo com o grau de sua deficiência e a sua expressão neste mundo. Isto é porque uma pessoa se expressa de acordo com seu desejo interno, de acordo com seu nível dentro do sistema geral, dividido em cinco níveis de Aviut (a densidade do desejo). Cada um de nós pertence a diferentes partes, diferentes “órgãos”. Poderia ser o “fígado”, ou o “cérebro” ou os “pulmões”… Num sistema completo todos são importantes, porque cada órgão, cada parte tem sua função, que estabelece todas as nossas obras externas.

Portanto, quantitativa e qualitativamente, minhas correções são derivadas da fonte espiritual de minha alma. Nesse sentido, sendo uma “célula”corrigida no lugar certo dentro da totalidade das almas, eu preciso receber a Luz que Reforma.

Diz-se: “Não há nenhuma coerção na espiritualidade”, “a pessoa aprende o que seu coração deseja”. De acordo com sua influência, o próprio sistema estabelece o lugar de uma pessoa, e cabe a cada um tomar conta de si mesmo sobre a forma de sua participação escolhida. Possivelmente, esta “revisão” permitirá que ela avance. E talvez a pessoa entenderá que não está pronta para mais do que isso, ficará satisfeita no círculo exterior, e este será o lugar de sua correção.

Nem todos nós precisamos nos esforçar internamente. A parte externa de cada nível se encontra com a parte interna de todos os níveis, e juntas constroem uma pirâmide da partes “sobrepostas” de Galgalta ve Eynaim e AHP. Este é um princípio universal derivado da espiritualidade.

Possivelmente, você sonha com a igualdade universal. Todos são iguais no sentido em que de Cima cada um recebe tudo o que for necessário de acordo com o seu desejo (vaso). Em todo o resto, nós somos diferentes. A democracia do lado do Criador está em que todos nós somos amados no mesmo grau, e todos nós englobamos um círculo de adesão. Junto com isto, há uma hierarquia que caracteriza a escada espiritual até o fim da correção.

Portanto, os tomadores de decisão são aqueles que alcançam alturas espirituais e desejam mais sabedoria e aderência, não aqueles que querem mais dinheiro e controle. Tais pessoas foram uma vez chamadas de “Sinédrio” ou “A Grande Assembleia” entre povo de Israel.

Por outro lado, o conceito de “igualdade” na sociedade moderna é destrutivo. A visão de igualdade traz o fascismo. Todos os sociólogos, cientistas políticos e pessoas de outras profissões sabem que um regime fascista é o mais igualitário: sempre falam do “cidadão comum”, do “trabalhador comum” e assim por diante. Nós sabemos os resultados. Portanto, a estrutura correta é uma pirâmide espiritual onde cada um tem oportunidade igual para a autorrealização.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/13, Escritos do Baal HaSulam

Tocando A Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 19:12-13: E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte, certamente morrerá.

Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte.

Pergunta: Por que existem todas essas condições para se aproximar do Monte Sinai?

Resposta: Um “Monte” significa 125 graus de ascensão ao Criador, e inclui todo o ego de uma pessoa. Cinco mundos X cinco Partzufim X cinco Sefirot (5X5X5) = 125 graus. Estas são as etapas de acordo com o que a pessoa deve mudar internamente enquanto sobe os níveis até o topo, fundindo-se com o Criador.

Entretanto, a nação está na base do monte. Ela ainda não recebeu a Torá, as instruções para a correção do ego, e assim não pode “tocar” a ascensão espiritual sem estar pronta para isso.

Quando uma pessoa trabalha com seu ego e deseja começar a subida espiritual com ele, em sua forma atual, ela só irá se confundir e se destruir. É como uma criança que grita “eu quero” e entra num lugar que não deve, e nós temos que protegê-la de se machucar. É a mesma coisa aqui, quando uma pessoa que não sabe as instruções, não consegue se aproximar da ascensão espiritual, a menos que as conheça.

Afinal, as instruções dizem como ela deve gradualmente se corrigir, de acordo com quais etapas e de que forma, e é a única maneira da pessoa subir. E mais, ela terá que enfrentar problemas em todos os níveis: ela será empurrada para baixo do monte, vai cair e subir novamente, tentando subir de um nível para outro, como uma criança que ainda não é forte o suficiente para levantar uma perna.

A pessoa é jogada de volta, ela cai, rola alguns níveis para baixo e, em seguida, tem que subir novamente, mas como ela sobe para os níveis anteriores, ela já os entende melhor. Ela pensa: “Uau! Agora eu entendi”! Ela tenta subir um pouco mais alto, e cai dois níveis para baixo. Depois, quando ela sobe do nível mais baixo para o nível médio e, em seguida, para o superior, ela começa a entender o nível médio, melhor, pois já descobre nele não a Luz de Nefesh, mas a Luz de Ruach.

Ela começa a entender melhor esse nível, e depois cai três níveis para baixo. Caso contrário, como ela pode entender isso? Para entender todas as razões ela tem que descer. É a partir deste estado, quando ela é criada como “existência a partir da ausência”, antes mesmo da criação do nosso mundo, e antes do seu atual entendimento de como ela é e o que ela é, é justamente a partir deste ponto que ela tem que entender seu eu atual e como continuar.

Portanto, do ponto atual de nossa vida, nós nos lembramos dos anos que se passaram e os compreendemos melhor do que quando estávamos apenas vivendo-os. Por isso dizemos: “Foi assim ou eu estava sonhando?”

Ou seja, nossa vida era como um sonho. Agora, se nós atingimos os níveis superiores e olhamos para trás a partir do nosso nível atual, nós começamos a entender que tudo isso era predeterminado precisamente para que agora, na minha forma atual, eu seja capaz de ver todo o meu passado e concorde com aquele que preparou tudo isso para mim: o Criador.

Pergunta: Será que isso significa que eu justifico todo o meu sofrimento, não importa o que eu tenha passado?

Resposta: A questão é que agora eu não vejo mais todo o sofrimento. Eu vejo as mudanças necessárias que eu tinha que percorrer para estar em contato com o Criador hoje. Eis porque há sempre mais descidas do que as anteriores.

O Livro do Zohar nos fala sobre o Rabi Shimon que passou por todos os níveis da realização espiritual, e quando ele estava a um nível antes do fim da correção, ele desceu até o fundo e só então sentiu que estava enfrentando o último nível (125º nível).

Pergunta: Isso significa que ele tinha a centelha do último nível nele?

Resposta: Caso contrário ele não estaria na parte inferior, uma vez que só é possível medir a si mesmo em relação ao topo. Assim, a pessoa não pode progredir espiritualmente se não recebe o método de correção e não passou pelos três dias de afastamento em relação ao seu ego.

Os três níveis são necessários para separar totalmente o seu eu do seu atributo, e para passar para o próximo. É porque os dois níveis que estão próximos um do outro têm algo em comum, e a pessoa tem que estar não entre dois níveis, mas entre os três níveis, o que significa que ela tem que passar do nível inferior para o superior e, em seguida, para uma ainda maior. Então, através do nível médio, ela se desconecta do nível mais baixo.

Depois, é possível corrigir a si mesmo para “lavar sua vestimenta”, o que significa corrigir um determinado nível do ego, a quarta parte.

Então você pode chegar perto do Monte Sinai num determinado círculo. Você tem que ver este círculo e compreender a si mesmo, seus atributos egoístas em comparação com os altruístas. Quanto mais a pessoa se corrige, mais alto ela pode subir o monte, que simboliza o ego, e subir acima dele. Afinal de contas, todo o ego do Faraó, tudo o que o Egito representa, o ego universal, se transformou no Monte. Sinai.

Você só podia escapar do Egito, mas aqui você tem que subir acima do seu ego e começar a trabalhar com ele. A diferença entre estes dois estados é que, no meio, você recebe esse método de correção, a Torá. Afinal, sem o método de correção, você não pode sequer começar a se corrigir. Agora você tem a chance de subir o monte.

Pergunta: O que significa “nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado”, e “soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte”?

Resposta: Uma pedra significa o ego, “o coração de pedra”. O chifre do carneiro é a descida da Luz Superior da realização, da revelação. Eu a recebo ao ouvir (o atributo de Bina). Quando eu começo a ouvir o som do chifre do carneiro, ele me corrige, e eu começo a ver, o que significa que a visão, a compreensão, é revelada em mim. A visão é um nível mais elevado.

De Kab Tv, “Segredos Do Livro Eterno” 18/02/13

Um Jogo Com Surpresas

Dr. Michael LaitmanA pessoa é composta por dois componentes: seu próprio “eu” e sua existência. Nós podemos renunciar à nossa própria existência, provando para o nosso ego que vale a pena. Nós vemos que o mundo muda, seus valores também mudam, tornando-se cada vez menos materialista. O desejo de receber muda não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente, e por isso prefere satisfações mais sutis.

Além disso, existem muitos tipos de pessoas, e cada uma gosta de coisas diferentes: música, arte ou esportes, que são considerados mais “espirituais” do que simplesmente ocupações “materialistas”. Mas, em essência, estes são todos os tipos de satisfações egoístas materialistas, e são todas iguais em relação ao desenvolvimento espiritual de uma pessoa. A única diferença está em quanto uma pessoa prefere uma preocupação pessoal em comparação com uma preocupação coletiva. Isso determina o seu desenvolvimento.

Sempre houve pessoas que gostavam de trabalhar para o bem de todos. Elas forneceram inspiração para as pessoas fazerem revoluções sociais, ficarem à frente de movimentos de caridade e ajudaram os necessitados. Dez por cento de toda a humanidade tem uma inclinação para a doação, seu ego desfruta doar. Isso permite que a pessoa se sinta superior, respeite a si mesma, orgulhe-se de si mesma, mesmo que ninguém saiba sobre seus bons atos. Este é um tipo especial de egoísmo.

Mas renunciar ao “eu” é impossível. É possível fazer algo parecido com isto apenas através da Luz que Reforma, e mesmo isso não é diretamente, mas indiretamente. A pessoa investe numa sociedade, tenta ser incluída nela, e, em seguida, a Luz começa a influenciá-la e a mudá-la através da sociedade.

Apenas desta forma é possível uma mudança. Esta é a patente exclusiva, já que, na verdade, não queremos que isso aconteça. É impossível desejar isso de verdade, mas como somos capazes de agir desta forma, a mudança em nós acontece. Isso é chamado de “eu me esforcei e encontrei”. Nós estamos dispostos a fazer um esforço especial para sermos incluídos no ambiente, como se tivéssemos o desejo de doar, como se desejássemos descobrir o Criador e dar satisfação a Ele.

Tudo isso é “como se”, mas neste jogo há certa condição para todos estes esforços entrarem no sistema por “diversão”, mas, de verdade, é como se nós realmente desejássemos isso. E o sistema começa a reagir a nós. Enquanto a pessoa não está realmente pedindo, ainda assim, de repente, ela encontra uma resposta. Ela sempre encontra algo que não esperava de forma alguma, e, portanto, isso é chamado de “achado”. Isso sempre é descoberto como uma surpresa, rápida e abruptamente. Poratnto, por meio de correções externas nós chegamos às correções internas, através da correção da existência da realidade nós podemos corrigir a própria realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Rabash

Uma Situação Especial

Dr. Michael LaitmanNós estamos numa relação muito especial com o Criador. Se a pessoa coloca todas as suas esperanças egoístas Nele, assim como todas as pessoas neste mundo, então está tudo bem. Todo mundo acredita que o Criador é bom e que Ele nos envia coisas boas e se preocupa conosco. Embora as pessoas sofram, elas sempre encontram uma justificativa para isso. Nós vemos que não é muito difícil manter uma simples crença. Bilhões de pessoas realmente acreditam na existência de uma força superior e estão prontas para fazer diferentes sacrifícios e até mesmo a sacrificar a sua vida por essa crença.

Isso é tão simples, uma vez que decorre do nosso ego. A pessoa elogia e glorifica o Criador e está pronta para se esforçar e a realizar diferentes rituais religiosos. No entanto, nós não podemos sequer pensar Nele e somos céticos sobre se ele realmente existe, se Ele é o bom e benevolente, se tudo vem Dele ou não. Isso é tão difícil, pois não deriva do ego, mas do ponto no coração, da forma que é oposta à atitude geral de todos para com o Criador.

No entanto, nos foi dado um ambiente para que a nossa atitude para com o Criador não derive do ego, mas do fator oposto. Através do ambiente, nós podemos realmente atribuir-nos ao Criador, na medida em que a sociedade aumenta sua importância aos nossos olhos. Quanto mais todos nós consideramos a sociedade como importante, mais a pessoa pode atribuir maior importância aos valores que são aceitos na sociedade, incluindo a importância do Criador.

Se a pessoa liga o ambiente ao seu ponto no coração, então o Criador está dentro da sociedade e Ele gradualmente entra na pessoa, em seu ponto no coração. Isto é o que devemos exigir do nosso grupo. Sem isso, não há nenhuma chance de que possamos revelar o Criador: apenas ao conectar o ambiente ao nosso ponto no coração para que o Criador se revele na conexão deles num todo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/04/13

Desenhe Um Novo Mundo Dentro De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem é responsável por cortar os fios que nos conectam com este mundo, para que possamos nascer na espiritualidade?

Resposta: Só você! Isso deve ser feito voluntariamente!

Nós precisamos de um período de preparação só para nos desconectar da nossa etapa anterior, sair do “útero”, e depois, sem ter um solo firme sob os nossos pés, começar a medir a nós mesmos, nossas ações e nossos novos passos usando uma ferramenta qualitativamente diferente que não inclui parâmetros como “tempo” (agora, então, hoje, amanhã, etc.), “acumulação de bens”, “superioridade sobre os outros”, ou “segurança”.

Todas as propriedades que definem o egoísmo (tempo, espaço, passado, futuro, presente, realização, vazio, e assim por diante) desaparecem. Elas simplesmente deixam de existir. Nós entramos num espaço diferente, numa outra matriz, uma dimensão alternativa que transporta valores completamente diferentes, definições absolutamente divergentes, onde tudo é pesado num tipo diferente de escala. Nossa atitude para com tudo ao redor muda drasticamente.

Nós não vemos qualquer paralelo no mundo, já que as nossas observações da natureza inanimada, vegetal e animal só nos permitem observar diferentes níveis de egoísmo que descrevem cada uma dessas camadas. Os animais são mais egoístas do que os outros níveis da natureza, e é por isso que eles se movem mais rápido, fornecem alimento, reproduzem, e assim por diante As plantas têm menos egoísmo, ao passo que a natureza inanimada é muito menos egoísta. No entanto, todos eles são construídos para consumir, absorver, conquistar, cativar e reter.

Mas aqui tudo é dirigido para frente. E nós não podemos compreender este “oposto”. Este não é apenas o mesmo valor absoluto, mas um sinal negativo.

Afinal de contas, nós construímos o mundo em nossas sensações, valores e definições: este é maior, este é menor, isso me influencia melhor, e isso me afeta de forma ruim. Esta é a forma como o mundo se reflete no meu egoísmo, quando na realidade o mundo não existe. Todos estes espaços, objetos, visões, sensações, relações de que algo está mais perto, mais longe, melhor ou pior, tudo isso é formado em meu egoísmo em particular.

Se ele desaparece para mim, eu começo a definir tudo em relação à outra propriedade: a propriedade de doação. Ou seja, eu começo a desenhar dentro de mim um novo mundo como resultado da ausência.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 18/02/13

Em Nome De Uma Ideia Coletiva

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, a interação integral entre as pessoas acontece num grupo de dez, com a condição de que eles tentem resolver juntos, internamente, os seus problemas. Seu objetivo é alcançar o equilíbrio, e não importa o quão diferente eles sejam e quão diferente considerem a tarefa que enfrentam, eles devem se apoiar e chegar a uma resolução comum, sem qualquer conflito.

Por fim, sua decisão pode ser completamente estranha a cada um deles, mas eles ainda vão considerá-la correta. Todo mundo vai aceitá-la, uma vez que no período de tomada de decisão, muitos membros do grupo mudam drasticamente os seus pontos de vista original.

Há dois fatores definidores aqui: primeiro a pessoa muda seu ponto de vista, sob a influência de outras pessoas, tentando controlar completamente a si mesma. Ela simplesmente flui com o fluxo e fica sob a influência das crenças dos outros. De repente, ela descobre que pensa da mesma forma que os outros, embora anteriormente tivesse uma opinião contrária.

Isso também pode ser feito de uma maneira oposta: ela vê que os outros pensam de forma diferente, mas não consegue desistir de uma opinião pessoal. Ainda assim, segue a maioria. Assim, ela “amarra” seu ponto de vista à abordagem geral e vai junto com eles. Ela não desiste de sua opinião, mas reconhece que é melhor agir em conjunto com os outros do que imprudentemente insistir em seu ponto de vista pessoal, uma vez que somente juntos eles podem chegar a uma nova decisão. Assim, ela desiste da sua abordagem pessoal em prol da ideia geral.

Ao mesmo tempo, ela ainda continua a experimentar o conflito interno, mas este se torna muito mais equilibrado. A pessoa percebe que continua pensando do seu jeito, mas para manter as conexões com os outros, ela se prepara para subir ao nível deles e pensar como eles.

Em outras palavras, existem dois níveis em nós: “eu” e “nós”. Neste caso, se o “eu” aceita a atitude dos outros sem conflitos internos e ainda preserva “Sua” própria opinião, ela permanece internamente calma. Ele não causa desequilíbrio interno no “eu”. Pelo contrário, o “eu” sente que conseguiu superar a si mesmo e essa ideia deixa o “eu” muito confortável.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/ 04/13

A Dispersão É Boa Para O Ímpio E A Convenção É Boa Para O Justo

Dr. Michael LaitmanOs Escritos do Maguid de Koznitz, “A Obra de Israel”: Os sábios disseram: “A dispersão é boa para os ímpios e a Convenção é boa para o justo”. Isso porque o ímpio se separa do Criador, acha que se coordena de acordo com seu próprio desejo, e assim diz: “Eu vou governar”, que é a fonte da quebra.

Assim, cada ímpio sente que “eu vou governar”. Portanto, eles estão no mundo da separação e não conseguem se conectar como os círculos porque não podem se sentar juntos, e assim a dispersão é boa para eles. No entanto, embora cada justo trabalhe com o Criador num estilo diferente, todos eles ainda visam a uma única coisa: ao seu Pai no Céu, e eles se reúnem e se juntam como um homem com um coração.

Quando cada um se abaixa e louva o trabalho do Criador, isso lhe dá o poder e a mente para trabalhar para Ele, e por isso não se sente superior ao seu amigo, e no mundo de verdade eles se unem entre si.

A pessoa deve se convencer o mais rápido possível e não deixar o tempo passar até que finalmente escute e acredite que o mundo espiritual não se encontra além de algumas galáxias distantes ou em alguma dimensão longe. Ela se encontra, de fato, numa dimensão diferente, mas essa dimensão está em seu coração, nos desejos e pensamentos do seu coração. Tudo está no coração do homem, nos seus desejos: “o coração entende”, o coração pensa.

Apenas controlando o desejo é possível chegar à dimensão superior, onde o superior habita, e Ele é o único que doa em relação ao menor, aquele que recebe em seus pensamentos, desejos e intenções.

A pessoa só pode ter pensamentos que visam e operam pela unidade através da auto-anulação e submissão, ou seja, os pensamentos dos justos podem se unir, pois são todos destinados a uma fonte, à sua unificação com o Criador. Os pensamentos dos ímpios, no entanto, são cada um para o seu próprio benefício, e assim todos eles estão separados e não podem alcançar nada.

Portanto, nós devemos descobrir o mais rápido possível, de forma verdadeira e decisiva, que o primeiro nível espiritual significa a auto-anulação, a conexão com os outros, de qualquer maneira possível. Não devemos ter medo de que isso seja muito honesto e que alguém possa ficar com medo e fugir. O Criador nos dá um exemplo, mostrando-nos que o mundo inteiro está numa crise terrível que insere desespero e desamparo no coração das pessoas.

Assim, como resultado de todos os nossos esforços em nos conectar egoisticamente e encontrar a espiritualidade onde ela não se encontra realmente, nós devemos descobrir esse desespero. Então, desse desespero, como está escrito: “e os filhos de Israel suspiraram do trabalho”, nós seremos forçados a nos voltar à força superior e exigir que Ele nos salve.

Quanto mais rápido e corretamente nós descobrirmos o fato de que não está em nosso poder alcançar a auto-anulação, mais rápido seremos capazes de alcançar a verdade. Isso só é possível através da conexão, da unidade, e da lutar pela raiz única.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/04/13

Abraão, O Pai Do Grupo Cabalístico

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Baal HaSulam dificilmente menciona o grupo em seus artigos?

Resposta: Não há quase nada a dizer sobre o grupo, pois é uma condição óbvia. Se você não trabalha na conexão com o grupo, você não tem um vaso espiritual.

Portanto, Baal HaSulam só tem alguns artigos sobre o grupo. O grupo Cabalístico é um conceito conhecido desde os tempos de Abraão, que foi o primeiro Cabalista que teve que trabalhar em grupo. Antes dele, não havia necessidade disso, já que a ideia da conexão das almas não havia sido revelada. As almas eram tão puras até então, que não precisavam se conectar entre si para se conectar com a espiritualidade.

Embora conheçamos a história de Caim e Abel, essa conexão ainda está no nível das raízes da inclinação ao mal. Portanto, Abraão foi o primeiro a precisar de um grupo, embora ele já tivesse atingido a espiritualidade.

Ele foi o primeiro elo de uma cadeia de vinte gerações, de Adam Ha Rishon (o primeiro homem) até Noé, e de Noé até Abraão (dez Sefirot da Luz Direta e dez Sefirot da Luz Refletida). Ele foi o primeiro que começou a organizar um grupo, e por isso é considerado o pai da nação de Israel. Esta nação é o grupo Cabalístico.

O conceito de grupo foi então formado, e é impossível revelar a espiritualidade sem ele. Quanto mais nós avançamos, maiores os grupos se tornam. Primeiro os grupos eram apenas um professor e um aluno, como se diz: “O mínimo de muitos é dois”.

Existiram diferentes histórias ao longo da história, mas o resultado final é que elas estão todas destinadas, no final, a ser uma só. Durante os eventos diante do Monte Sinai, quando o desejo de receber do Egito foi revelado, a unidade do grupo de toda a nação de Israel como um só grupo foi crucial. As condições da reunião diante do Monte Sinai eram as condições de um grupo Cabalístico: ser “como um homem com um coração”, “cada um deve ajudar o seu amigo”, “não faça aos outros o que é odioso a você”, “ama teu amigo como a ti mesmo”, e “todo Israel são amigos”, conectados em garantia mútua.

Estas são as condições para a existência do grupo, porque a “nação de Israel” é 0 grupo Cabalístico.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/13, Shamati # 25