Exalte A Ideia De Doar
Pergunta: Quando animo o espírito de um amigo, não estou aumentando seu desejo de receber? Ele precisa me retribuir esse gesto de alguma forma?
Resposta: A questão é que tudo depende do tom das suas palavras neste momento, da sua intenção ao elogiar um amigo. Não estou exaltando-o pessoalmente. Estou exaltando a ideia de doação mútua que existe em nosso grupo. Ao fazer isso, educo todo o grupo e a mim mesmo sobre o quanto o ato de doar é especial e espiritual.
Com a intenção de elogiar um amigo, agradecendo-lhe em público, devo evocar uma certa atitude em relação ao ato de doar, e não em relação a ele pessoalmente. Isso deve elevar a todos nós ao nível de apreciar a importância de doar.
Este é um problema que podemos observar em nosso cotidiano. Posso lhe dar algo e você o aceitará com carinho porque lhe faz bem. Mas posso lhe dar o mesmo presente de uma forma ou com uma atitude que fará com que você queira se livrar dele a todo custo. Você se sentirá muito mal. Em outras palavras, posso evocar em você todo tipo de sensações simplesmente pelo fato de lhe dar algo.
Devemos revestir o elogio a um amigo com a intenção de exaltar não o amigo, mas o Criador que nos deu a força para agir. Porque se você não tivesse recebido essas forças do Criador, não seria capaz de fazer nem mesmo algo insignificante que seja bom para mim.
Descobrimos que, para mantermos boas relações entre nós, não nos voltamos uns para os outros, mas sim para a força superior que nos dá essa capacidade.
Em primeiro lugar, o combustível, a intenção dentro de cada um de nós direcionada à doação, só pode ser dada do alto se formos dignos dela. Com isso, glorificamos a força superior, não a nós mesmos.
Em segundo lugar, a organização se torna tal que, por mais que elogiemos alguém no grupo, não podemos nos orgulhar disso, porque a atmosfera geral é tal que isso simplesmente não acontece. Estamos ocupados com o progresso, não com a admiração uns pelos outros.
Da Lição Diária de Cabalá 24/02/26, Rabash, “Propósito da Sociedade – 2”
Existe uma ação chamada doação, e a posição do Criador como o doador. Ao realizar atos de doação dentro do grupo e, assim, construir seu Kli, aperfeiçoando-se nessa ação e tornando-se semelhante ao Criador nessa ação, a pessoa atinge o status de Criador.
Pergunta:
Quando uma pessoa trabalha com a grandeza do grupo, ela trabalha contra o seu desejo de receber. Eu quero que o Criador seja o mais grandioso possível porque isso me dá mais confiança, mais paz; eu pertenço a algo grandioso!
Estudamos que alcançar a adesão ao Criador é o objetivo. O meio para esse fim é a construção de um vaso (Kli). A adesão ao Criador é um vaso cheio de luz, o estado final quando as qualidades do vaso se tornam as mesmas que as qualidades do Criador. Então, uma pessoa preenche esse vaso com luz refletida, com sua atitude em relação ao Criador, e o Criador preenche o vaso com Sua atitude em relação à pessoa, com luz direta.
Pergunta:
As relações entre amigos devem ser profissionais e direcionadas apenas para a correção. É assim que testamos o grupo. Não importa quantos problemas ainda tenhamos que enfrentar, conseguiremos transformá-los em algo útil? Essa é a grandeza do grupo.
O grupo é o meu espelho. Na medida em que o construo, ele me constrói. Tanto a minha atitude em relação a ele quanto a atitude dele em relação a mim são desvinculadas do meu desejo de receber, o que me ajuda a construir relações de doação em vez de expandir e preencher espaços de recepção.
Pergunta: