Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Três Condições Do Trabalho Espiritual

939.02Existem três condições para o trabalho espiritual em grupo.

Primeira condição: “faça um Rav para si”. Um Rav (professor) é alguém superior a mim que me orienta. O que ele diz define meu caminho. Ao dar orientações, ele deve sempre conceder ao aluno certa liberdade, parecer fraco, às vezes confuso e, por vezes, contraditório. Isso proporciona ao aluno obstáculos, diversas dúvidas e reflexões sobre se o professor está certo; isso deixa espaço para o aluno realizar a ação de “faça um Rav para si”.

A segunda condição é “compre um amigo para si”. Preciso encontrar pessoas que, assim como eu, passem pelo mesmo processo que eu, e, ao investir nelas, eu me fortalecerei. Como investi esforços em meus amigos, essas forças se tornam minhas — eu as comprei; eu as adquiri.

E a terceira condição é “julgue a todos favoravelmente”. Isso significa que, quando vejo obstáculos impostos por diversas pessoas, devo interpretá-los como vindos de representantes do Criador, que têm o propósito de me confundir com várias situações que são ótimas para o desenvolvimento gradual da minha alma em direção ao Criador.

Assim, há um professor diante de mim, para com quem devo agir de acordo com o princípio de “faça Rav para si”; há amigos com quem trabalho de acordo com o princípio de “comprar um amigo”; e há o ambiente externo, o mundo inteiro, todos os outros, que julgo favoravelmente, pelo fato de que eles próprios não realizam nenhuma ação, mas o Criador me influencia por meio deles. Assim, vejo-os apenas como marionetes, e não como personagens que são culpados ou justos em suas ações.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/26, Rabash, “Torne-se um Rav e Compre um Amigo – 1”

O Que Se Deve Esperar De Um Grupo?

938.01Pergunta: O que é exigido de nós no grupo? Devemos analisar cada ação para verificar se ela visa nosso próprio benefício ou o benefício do nosso amigo?

Resposta: Em um grupo, devemos exigir que cada pessoa mantenha seu pensamento interior de alcançar a união com o Criador e, a partir desse pensamento, como que para retroceder: “Só posso alcançar isso desenvolvendo o grupo”.

Desenvolver o grupo significa que, apesar do estado pessoal de cada um e do nosso estado comum atual, direcionamos todos os nossos pensamentos e ações para alcançar o Criador.

Para alcançar isso, precisamos construir um Kli, um desejo comum e unificado entre nós. Chegar ao Criador significa alcançar a equivalência de forma com Ele, ou seja, alcançar a força de doação. Isso se chama amor.

Se eu amo alguém, então, no meu cuidado por essa pessoa, revelarei o Criador. Ela se torna importante para mim, como um em meio a vários zeros, a ponto de eu precisar do amor pelo Criador mais do que do amor por mim mesmo.

Por que eu deveria respeitar um amigo e pensar que o grupo é maior do que eu, que eles são um e eu sou alguns zeros? Buscar o Criador deveria me obrigar a fazer isso. Se eu me propusesse apenas a aumentar a percepção da importância do grupo, isso se tornaria egoísta.

Somente se a percepção da importância do Criador me obrigar a considerar o grupo com importância, somente então o grupo poderá me ajudar e me dar os vasos (Kelim) corretos.

Da Lição Diária de Cabalá 18/02/26, Rabash, “De acordo com o que é explicado sobre ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”

Um Congresso É Uma Oportunidade Para Agradecer Ao Criador

938.04Algumas palavras sobre o recente congresso internacional de Cabalá, enquanto ele acontecia: sinto um espírito completamente diferente neste congresso em comparação com os anteriores; há uma aspiração especial de todos em direção à unidade universal, e eu me incluo nesse grupo. Isso não requer minha participação externa; o esforço interior de todos os amigos é suficiente.

Na abertura do congresso, cada participante compôs uma oração a partir do centro do grupo, e os amigos pediram que todas as orações incluíssem a oração do professor.

Minha oração é que todos nos sintamos reunidos em um só lugar, incluídos em um só coração, e que não sintamos nenhuma separação. Não creio que seja preciso um esforço enorme para nos unirmos, porque já estamos juntos.

Não há necessidade de tensão excessiva; que todos se sintam bem e à vontade. Afinal, já realizamos um extenso trabalho e aprendizado prévio. Agora, precisamos apenas perceber, ainda que levemente, a conexão, a unidade que já conquistamos. Podemos desfrutar desse estado justamente porque o merecemos por meio dos esforços que investimos.

O congresso é uma consequência, não um local de trabalho. É uma oportunidade para agradecer ao Criador. Mas nada deve obscurecer nosso desejo de conexão. Durante os três dias do congresso, podemos desfrutar dos frutos do trabalho que realizamos previamente.

Contudo, a conexão deve ser correta para que não comecemos a desfrutar de forma egoísta e acabemos cedendo. Este é o prazer da unidade, na qual desejamos nos unir a todos os nossos amigos, o prazer da conexão que está sendo revelada.

Há espaço para oração em tal situação? Certamente, pois o sentimento de unidade revela quão insuficiente ele ainda é.

Agradecemos ao Criador por nos conduzir, através de todas as nossas tentativas e esforços para nos conectarmos, à sensação de como “é agradável estarmos juntos”. Esta é uma oração de gratidão. A reunião de amigos, a refeição, tudo deve ser em gratidão pelo fato do Criador nos dar a oportunidade de estarmos conectados com todos, por nos trazer a este congresso e despertar a conexão entre nós. Nossa gratidão em si será a oração.

De uma Conversa durante uma Refeição 19/02/26

Sinta-se No Centro Do Círculo

942Eu sinto que estou participando de um congresso. Só no primeiro dia, 3.000 pessoas compareceram, 800 delas vindas de diferentes países, e outras 3.500 se conectaram virtualmente. Todas dizem que o congresso tem um ar excepcionalmente sério e responsável.

Portanto, o mais importante é manter a concentração para que cada aspiração seja feita com a intenção de alcançar o objetivo em sua verdadeira essência.

Eu desejo que todos os participantes sintam uma conexão no centro do encontro, no centro do congresso. Espero que todos sintam isso e que isso nos conduza adiante, passo a passo.

É muito simples: basta anular a si mesmo e elevar todos os participantes ao céu. Não há dúvida de que o Criador ficará satisfeito conosco.

Quando eu estudava com meu professor Rabash, jamais imaginei um movimento mundial tão amplo como o Bnei Baruch, envolvendo milhares de pessoas. Não sinto que isso tenha sido obra minha; tudo veio do Alto. Não há outro além Dele. Devemos ver o Criador no centro da nossa unidade e desejar apenas uma coisa: agradecer-Lhe por tudo o que Ele fez por nós.

Por um lado, fico feliz com o que está acontecendo hoje, mas, por outro, tenho certeza de que alcançaremos uma unidade tal que cada pessoa revelará que está no centro do círculo, conectada com todas as outras. Dentro dessa conexão, receberemos tudo o que nos foi destinado.

Este é o ápice do desenvolvimento: trabalhar por muitos anos, da manhã à noite, e, no fim, sentir que você não fez nada, mas o Criador fez tudo. Afinal, você permitiu que o Criador realizasse toda a obra por meio de você. A pessoa se entrega ao Criador e permite que Ele faça tudo pelo desenvolvimento do mundo através dela. Em última análise, a pessoa deve perceber que, na realidade, ela não fez nada, mas o Criador fez tudo, e tudo o que lhe acontece, ela deseja devolver ao Criador.

Você faz tudo o que o Criador quer que você faça, mas tudo isso se deve ao Criador. E o mérito de uma pessoa é apenas este: tornar-se um Kli digno do Criador.

De uma Conversa durante uma Refeição em 19/02/26

Quem É O Amigo?

938.05Pergunta: E se eu tiver investido demais em um amigo?

Resposta: Você fala como se tivesse conquistado um amigo, como se tivesse investido esforços nele e agora ele o tratasse bem. “Eu lhe dei um doce e agora ele é meu amigo”.

Mas, em nossa compreensão, um amigo é alguém que me ajuda a conectar-me com o Criador. Um amigo é uma força adicional através da qual me aproximo do Criador, que é essencialmente meu amigo. E invisto meus esforços no grupo precisamente para receber dele a força necessária para me conectar com o Ser Superior.

Assim, não preciso manter constantemente boas relações com todos para que sejam todos meus amigos no sentido físico, onde as pessoas me tratam bem e eu as trato bem.

No grupo, estados muito difíceis são possíveis, estados enviados pelo Criador. Não podemos medir nosso verdadeiro estado pelo que acontece nele. Podemos passar por turbulências e convulsões onde todos estão em estados de incompreensão e ódio, quando um não consegue entender o outro, etc., e ainda assim esses estados são benéficos, e estamos falando verdadeiramente de um grupo de amigos.

Eles são chamados de amigos porque cada um quer dar a si mesmo e ao outro para se aproximar do Criador, e todos entendem que esse é o sistema.

A questão de sermos ou não amigos não é verificada pelos sentidos humanos: olho e não vejo ninguém aqui que seja amigo no sentido corpóreo; a única coisa que é real é o objetivo compartilhado.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/26, Rabash, “Faça para e Si um Rav e Compre um Amigo – 1”

Líder Do Povo

232.01Pergunta: Como você pode ajudar um amigo que se meteu em apuros no sentido concreto?

Resposta: Suponha que um amigo venha até mim e me conte sobre algum problema que está enfrentando. Não importa exatamente qual seja; digamos que ele não esteja se sentindo bem. Relacionando-me com ele como alguém do grupo, como uma força com a qual avanço em direção ao Criador, eu assumo seu problema e começo a orar ao Criador por seu desejo não realizado (Hisaron). Isso é chamado de: “Aquele que ora por seu amigo é atendido primeiro”.

Devo assumir o Hisaron dele e os problemas dele em vez dos meus e me voltar ao Criador com eles como se eu não tivesse problema algum. Se eu realmente não tivesse nenhum, haveria pouca sabedoria nisso.

Mas se eu também tiver problemas muito grandes, e ainda assim assumir os problemas do amigo em vez dos meus, mantendo a consciência do que estou fazendo, ou seja, deixando de lado um pouco o meu ego e trabalhando em direção ao Criador com o Hisaron do amigo, isso é um trabalho puramente espiritual.

Pergunta: E quanto à direção do trabalho do próprio amigo?

Resposta: Qual é a minha preocupação? Peço ao Criador que melhore a sua situação, ou seja, que o avance em direção ao objetivo, pois a falta de progresso nessa direção lhe traz esses infortúnios. Isso pode se manifestar em qualquer coisa, desde uma dívida de 10.000 dólares até doenças ou desastres.

Devo aceitar o nível corpóreo do meu amigo como meu próprio nível espiritual. O que isso significa?

Ao suprimir meu próprio desejo de receber, acolho o desejo do meu amigo e trabalho com ele. Isso significa que trabalho espiritualmente; trabalho em doação a outra pessoa. Se eu tomar quaisquer problemas materiais de um amigo, por mais banais que sejam, em lugar dos meus próprios problemas, dos meus próprios pedidos, e os organizar de tal forma que eu realmente peça ao Criador por eles, isso é chamado de ser “o líder do povo”.

Um líder do povo é aquele que assume todos os problemas do povo em vez de todos os seus próprios e se volta ao Criador com eles, desejando que sejam plenamente realizados, e não ele mesmo, que recebam tudo, desde seu estado atual até a correção final, e ele não. E ele está pronto para isso.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/26, Rabash, “Faça para e Si um Rav e Compre um Amigo – 1”

Sob A Influência Do Grupo

942Comentário: Uma pessoa que está em estado de descida sente como se ela e seu desejo de receber fossem uma só coisa.

Minha Resposta: Em um estado de descida, a pessoa se identifica verdadeiramente com o desejo de receber. Ela está imersa nele, completamente sob seu controle, e nem sequer percebe que é algo ruim. É semelhante a como o povo de Israel não se sentia mal no Egito. Eles se sentiam bem lá e não percebiam o peso do trabalho.

“E os filhos de Israel suspiraram de cansaço”, isso aconteceu mais tarde, quando veio outro Faraó, que se tornou mau. Antes disso, ele era bom: trabalhamos, mas também desfrutamos do nosso esforço. É assim que uma pessoa se sente.

Pergunta: Se tal situação existir, o grupo deve ir até a pessoa e descrever a sua situação? Ou a pessoa deve ir até o grupo e pedir ajuda?

Resposta: O grupo pode oferecer diversas coisas a uma pessoa, incluindo conselhos gerais, pois é por meio disso que a pessoa se desenvolve.

Por exemplo, somos afetados ao ler artigos sobre estados que ainda não alcançamos, ou em que talvez já estivemos, ou que talvez venhamos a alcançar mais tarde. Precisamos despertar a luz interior para que ela nos conduza constantemente a novos estados. O grupo pode discutir isso.

Como isso influencia você? Será que você se lembra da grandeza do Criador? Mas outras pessoas também proclamam algo semelhante à sua maneira. Como isso pode influenciá-lo?

O grupo deve transmitir, por meio de diversas impressões, a compreensão de que alcançar o estado eterno e perfeito é a única coisa que se apresenta diante de vocês.

Você tem um ponto no coração; você chega ao grupo sem saber nada. Mas se você se conectar com ele através desse ponto central, o grupo age sobre você como o útero materno age sobre um embrião. Ele desenvolve você. E tudo o que você precisa fazer é se anular, se anular diante dele.

Há pessoas que vêm e, não importa quanto tempo passem nas aulas, não entendem nada. Então, vão trabalhar na cozinha por um ou dois meses, e isso se torna sua forma de autoanulação perante o grupo. De repente, começam a sentir que o grupo as está influenciando. Isso acontece sob a influência da luz.

Da Lição Diária de Cabalá 13/02/2 , Rabash, “Qual é a preparação para receber a Torá no trabalho?-2”

A Força Que Nos Impulsiona Para A Frente

939.02Pergunta: Como é possível que um sentimento como a inveja seja uma força que nos impulsiona em direção ao objetivo?

Resposta: Não é apenas a inveja que me impulsiona em direção ao meu objetivo. Não há nada de bom ou ruim em mim, pois é assim que avalio minhas qualidades e meu estado de espírito. Na realidade, nada foi criado em vão, nada é desnecessário para alcançar a meta.

Podemos nos sentir como qualquer coisa, mas à medida que aprendemos, descemos a este mundo do mais alto grau, e tudo o que existe em nós agora se tornará mais tarde, com a ajuda das telas (Masachim), as melhores qualidades.

Portanto, não devemos nos preocupar em corrigir traços de caráter, mas apenas em nos esforçarmos para alcançar o objetivo — e então todas as nossas qualidades, todas as partes do desejo, servirão apenas como auxílio.

Uma pessoa não deve esconder ou reprimir nenhum de seus desejos; esse não é o método da Cabalá! A Cabalá diz o oposto. Se uma pessoa reprime algo dentro de si, ela mata uma parte da criação que existe dentro dela.

Devemos seguir apenas a lei: “A luz contida na Torá nos conduz de volta à fonte”. Ou seja, durante o estudo e durante as diversas atividades em grupo, quando todos os meus pensamentos estão voltados para a correção, a luz circundante (Ohr Makif), a luz que retorna à fonte, brilha sobre mim. Não há outra forma de correção.

Ninguém deve achar que é capaz de avaliar quais de suas qualidades são boas e quais são ruins, ou que tipo de correção cada uma requer. Do contrário, começará a abordar a correção seletivamente, decidindo o que corrigir em si mesmo e o que não corrigir. Não há maior tolice do que afirmar que se entende alguma coisa sobre isso!

Uma pessoa deve agir somente onde possui um ponto de livre escolha, ou seja, onde pode organizar para si um ambiente que a influencie. Em todo caso, ela precisa de alguma força externa que a impulsione e a atrapalhe.

A força externa é o ambiente ou o Criador. Mas, infelizmente, ainda não consigo influenciar o Criador para que Ele me ajude; ainda não tenho um desejo suficiente para que Ele responda. Ele responde apenas a um desejo completo e perfeito.

É precisamente o ambiente que constrói em mim esse desejo completo, para que depois eu possa me voltar ao Criador, e então a luz me reconduzirá à fonte.

Da Lição Diária de Cabalá 09/02/26, Rabash, “O que significa que, antes da queda do ministro egípcio, seu clamor não foi atendido, na Obra?”

O Que O Grupo Nos Ensina

938.01Pergunta: Se eu sentir que o grupo não está fazendo o que deveria, isso significa que não estou preparado para essa situação, ou o grupo realmente não está fazendo o que deveria? Como posso saber se o problema é meu?

Resposta: O grupo deve executar sua ação em relação a você se você se comprometer a executar suas ações em relação a ele.

Estamos falando tanto de ações externas quanto de ações internas. Ações externas por si só não significam nada! Se realizarmos apenas ações externas, seremos apenas uma empresa.

Por isso, as ações internas são extremamente importantes aqui. O que eu quero do grupo? Com ​​que propósito invisto meu desejo, energia e esforços nele? Estou fazendo isso sem motivo? Quero alcançar algo através dos meus esforços!

Com minhas ações, estou essencialmente exigindo do grupo que realize todas as minhas aspirações, que me faça progredir, que me desperte. Caso contrário, por que estou fazendo tudo isso? Apenas para passar o tempo?

Preciso receber algo do grupo. A questão é: o que estou pedindo?

É isto que o grupo deve me ensinar: o que pedir a ele.

Da Lição Diária de Cabalá 08/02/26, Rabash, “E houve tarde e houve manhã”

Inveja Boa E Má

219.01Pergunta: Surgem em mim sentimentos como inveja, desejo e ambição quando vejo que me falta o que meu amigo tem em relação ao Criador?

Resposta: Não! Existem inveja, luxúria e glória negativas e positivas. Se vejo algo de bom em outra pessoa, posso pensar que teria sido melhor não ter visto, para não sofrer. Afinal, quando vejo alguma qualidade positiva nela, isso me faz sentir mal.

Ou então vejo algo bom e isso desperta em mim o desejo de também alcançar isso. Então devo ser grato àquele que me deu a oportunidade de ver esses prazeres especiais que podem ser conquistados. Antes eu nem sequer pensava que tais coisas existissem no mundo. Isso é uma inveja boa.

A inveja má acontece quando vejo pessoas que estão se saindo bem, mas não sinto desejo suficiente para ser como elas. Ou seja, considero que o esforço que preciso fazer é muito maior do que o prazer que obteria. O fim não justifica os meios.

Em outras palavras, sou preguiçoso. Isso se chama preguiça. E para evitar o sofrimento, eu simplesmente gostaria que isso também não existisse para elas. Ou então fico irritado por ter visto isso e agora sinto inveja. Tudo se inverte. Em vez de me esforçar para alcançar um nível mais alto, desejo ver essas pessoas em um nível inferior ao meu. “O sofrimento de muitos é metade da consolação”. Elas têm menos e eu tenho mais, e imediatamente meu humor melhora.

Tudo depende do objetivo da pessoa: de como ela quer usar qualidades como inveja, luxúria e honra. Ou ela quer ascender com a ajuda delas porque a importância do objetivo a obriga a isso, e então usa essas qualidades de forma útil, eficaz e construtiva.

Ou pode ser o contrário, quando ela quer destruir tudo o que vê no outro porque o conforto é mais importante para ela do que o progresso. O sofrimento ainda não é forte o suficiente para que ela queira abandonar o estado atual. Tudo depende do cálculo e do que esperamos do estado em que nos encontramos.

Imagine a situação. Vemos que metade das pessoas aqui presentes está dormindo, e a outra metade não se importa. Dentro delas, não existe um desejo ardente de se libertar desse estado, onde “a morte é melhor que a vida”. Pergunte a elas: “Vocês desejam que seu próximo estado revele que não há possibilidade de estagnação?” Elas responderão: “Bem… podemos tentar, talvez seja melhor assim”.

Mas também há aquelas que dirão que estão esperando por isso e estão prontas para tudo, porque sem isso não há progresso. Portanto, tudo depende da preparação prévia. No grupo deve haver alguma ideia, algum objetivo, pelo qual valha a pena existir.

Da Lição Diária de Cabalá 14/02/26, Rabash, “O que significa ‘O Criador não tolera os orgulhosos’ na Obra?”