Textos na Categoria 'Sociedade'

Russos Não Querem Ser Independentes

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Escola Superior de Economia, Moscou): “A análise mostrou que o russo médio, em comparação com pessoas de outros países, demonstra valores mais acentuados de segurança e autoafirmação e valores menos pronunciados de abertura , inovação, criatividade, liberdade e independência, risco, diversão e prazer”.

“O pior são os valores de se preocupar com as pessoas e a natureza. Os russos não são capazes de combinar cuidado e igualdade, cuidado e abertura. A preocupação com os outros, abertura e independência ocupa o último lugar”.

“Os russos tendem a serem conservadores, sonhando ter poder e riqueza; as regras da vida não são importantes para eles. Eles não estão prontos para o conformismo sócio-positivo e a atividade independente. O tipo mais comum de russos é aquele que não tem manifestado certo valor; eles preferem o valor da preservação”.

“Os valores de abertura, independência e cuidar dos outros são de 1% na Rússia”.

“Os russos são líderes na adesão aos valores individualistas, egoístas, que contradizem o estereótipo de que os russos têm um forte senso de coletivismo. O paternalismo é expresso no elevado valor de segurança e no baixo valor de independência. Os valores mostram alta estabilidade e não mudam muito ao longo dos anos. Compromisso com os valores não significa adesão a eles na prática”.

“Trinta por cento apresenta uma tendência a punir o generoso! Se em outros países 20% das pessoas punem os mais gananciosos, na Rússia 15% pune o mais generoso. O motivo é a competitividade, o desejo de vencer, derrotar, ser o primeiro. A sociedade na Rússia tende a consumir, mas não é o desenvolvimento, mas um método de adaptação que não requer esforços”.

Meu Comentário: O estudo é relevante apenas nesta fase do “desenvolvimento” da civilização, e a crise vai continuar a “equalizar” a todos. Agora, o vencedor é aquele que irá basear a correção da sociedade no método da Educação integral e da Sabedoria da Conexão.

Veja O Quão Bom É O Nosso Faraó!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eles falaram sobre altruísmo no noticiário e sobre as organizações sociais que organizam a ajuda mútua entre as pessoas: a permuta de coisas que as pessoas não precisam, apartamentos de férias, etc. Elas já estão implementando o que falamos?

Resposta: Isso é muito ruim, porque o Faraó está brincando com elas dizendo: “Eu tenho tudo que vocês precisam! Por que vocês precisam fugir de mim para o deserto? Adorem o Senhor aqui no Egito!”.

Não devemos nos incorporar em tais sociedades, mas sim seguir o nosso próprio caminho. Certamente nada de bom virá disso. Nós podemos tornar nossa vida um pouco mais confortável dessa forma e pintá-la com cores mais brilhantes, mas este não é o objetivo do nosso mundo. Portanto, tais iniciativas não vão durar muito tempo, mas vão entrar em colapso como todas as outras ideias agradáveis que a humanidade tem tentado implementar.

Por que organizações como o Greenpeace falham? Porque é impossível corrigir o ego dessa maneira. A pessoa não muda, apenas faz tudo a partir da perspectiva do seu ego. Pior ainda, é como Bina que entra em Malchut, os sete anos de saciedade, quando querem desfrutar de todos os atributos de doação, Bina.

Estes são os filhos de Israel que entram no Egito e causam o seu desenvolvimento, o protegem, e se certificam que todos os seus celeiros estão cheios. Tudo isso é graças ao atributo de Bina, o que significa que Israel entra no atributo quebrado de Malchut, no Egito.

Primeiro isso traz os sete anos de saciedade, quando nós damos. Eu dou a você e você me dá e a vida é bela e boa! Depois esta euforia termina com um golpe terrível, os sete anos de carência. Estes não são os anos que levam ao êxodo do Egito, mas os anos que conduzem à verdadeira quebra.

Pergunta: Mas quando saímos para o público, nós lhes oferecemos a mesma coisa.

Resposta: Mas nós somos os únicos que oferecem isso, ao servir como um mediador entre a Luz que Reforma e o povo. Nós lhes trazemos o remédio; trazemos o tubo através do qual o líquido intravenoso fluirá e os curará.

Nós não somos o verdadeiro líquido intravenoso, mas o tubo de distribuição deste remédio. As organizações altruístas sobre as quais você ouve falar no noticiário simplesmente agem dentro dos limites deste mundo: “Vamos nos comportar bem! Vejam o quanto o nosso Faraó desfruta! Como ele é bom para o seu ego e o meu ego!” Isso não acompanha o objetivo da criação, e por isso não há como possa ser cumprido ou executado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

O Método De Recuperação

Há vários tipos de depressão. Há a depressão pessoal e há a depressão geral, coletiva.

Depressão pessoal é passiva. Depressão coletiva é ativa e é caracterizada, por exemplo, por pessoas escalando, juntas, uma barricada. Elas não repousam ao redor, calmamente, esperando por tempos melhores, ao invés, elas vão para demonstrar, destruindo e quebrando tudo à sua volta, só para ficarem juntas.

Seu poder e apoio mútuo baseia-se nisto. Este é um fenômeno terrível, pois uma depressão como esta pode cultivar o fascismo e o nacionalismo.

Então, é muito importante mudar a sua direção, usando o método da sabedoria da conexão.

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De KabTV, “Segredos do Livro Eterno”, de 20 / 11/13

Material relacionado:
Depressão: A Doença Do Século
Estudo: Depressão Se Espalha Como Infecção

 

Metade Das Universidades Norte-Americanas Desaparecerão

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Bloomberg): “O Dowling College, que recebeu uma nota negativa para os seus recursos financeiros de credores no mês passado, simboliza o crescente sofrimento de muitas pequenas faculdades particulares que dependem quase inteiramente de matrícula para as receitas. Já se passaram cinco anos desde que a recessão terminou e as suas finanças ainda estão piorando. Dívida estudantil ascendente, a concorrência de programas on-line e as pobres perspectivas de emprego para os graduados estão diminuindo suas reservas de candidatos.

“O professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, previu que até metade das mais de 4.000 universidades e faculdades nos EUA pode falir nos próximos 15 anos. A crescente aceitação da aprendizagem on-line significa que o ensino superior está maduro para a reviravolta tecnológica, ele disse”.

Meu Comentário: Escolas e universidades serão substituídas por um novo sistema de educação que vai levar a pessoa para uma sociedade integral, cuja principal tarefa será a de trabalhar na criação de uma humanidade cada vez mais unificada.

O Mundo Está Na Expectativa De Mudanças

Dr. Michael LaitmanOpinião (Vardan Baghdasaryan, historiador e cientista político russo): “Dólares e Euros compreendem coletivamente 85,4% das reservas mundiais. O ditame do Ocidente é estabelecida de facto. A saída do beco sem saída está na mudança do próprio paradigma.

“O desafio da alternativa comunista não foi buscar as maneiras de otimizar o sistema de transações monetárias, mas levantar a questão da rejeição da própria ideia de dinheiro.

“A corrente parasita “dinheiro – mercadoria – dinheiro”, foi, de acordo com Marx, a evolução programada do sistema “mercadoria – dinheiro – sistema mercantil”. A introdução do dinheiro foi um momento histórico fundamental da gênese do parasitismo mundial. Assim, o retorno do sistema “mercadoria-mercadoria” um novo nível de desenvolvimento parece ser uma solução prática”.

Meu Comentário: No livro A Última Geração, Baal HaSulam escreve sobre a sociedade do futuro produzindo apenas o que é necessário para uma existência normal, uma vez que os recursos da Terra são limitados. O que é necessário é calculado com base na distribuição igualitária para todos. A participação na produção das necessidades também é distribuída igualmente entre todos.

O tempo restante após a produção de bens e serviços necessários é dedicado ao estudo e à realização do método de conexão integral entre todas as pessoas. Estima-se que a participação de todos na produção de bens e serviços essenciais será reduzida para algumas horas de trabalho por semana.

A Arma Mais Forte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos perceber que os jovens estão prontos para perceber questões sérias e que podemos passar da dramatização para debates reais?

Resposta: Basicamente, cada jogo deve ser seguido por uma discussão ou as discussões em si devem ser realizadas na forma de um jogo.

É impossível fazê-lo de outra maneira, uma vez que jogamos constantemente jogos. Quando eu tento encontrar a minha imagem, eu vejo que realmente a não tenho. Eu sou realmente lançado de um estado extremo ao outro. Portanto, onde está a imagem mais bonita que eu possa assumir e estar vestido? Eu tenho que achar isso nas discussões.

Uma pessoa realmente não existe por si mesma. Nós somos um produto da nossa sociedade, nascemos disformes e somos formatados sob a influência de nossos pais, do jardim de infância, da escola, da mídia, etc. O ambiente nos transformou naquilo que ele queria, como massa de pão.

Agora, nós queremos esclarecer tudo isso: o que ele fez comigo, que atributos e desejos eu tenho, há algo realmente meu em mim? Este é realmente o estado que eu tenho que alcançar, no qual eu vou ver que não há nada em mim que seja meu.

Mais tarde, nós temos que mostrar às crianças que o melhor atributo é a bondade e ela pode abrir tudo para elas. Se usamos isso corretamente, é uma arma muito poderosa. Isso nos faz fortes e nos dá uma sensação de confiança, e é útil para o homem e para a sociedade. Mas isso é revelado gradualmente nas discussões.

Depois vem a fase do esclarecimento do que este atributo significa: bondade, boas relações mútuas e uma boa conexão.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 12/12/13

Projeto Inovador “O Futuro Da Humanidade”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do GlobalScience.ru): A humanidade é um mecanismo vivo. A sua regulação está baseada no princípio dos sinais de saída, ou seja, nos resultados da atividade humana. O papel regulador pertence ao direito penal. Mas o direito penal é a regulamentação tardia; o trabalho já foi feito, um erro foi cometido, um crime foi cometido.

A essência do projeto inovador “O Futuro da Humanidade” é mudar o modelo do mecanismo. O regulador é a moralidade integral. Esta regulação baseia-se não no resultado, na saída, mas no princípio da entrada social. Neste caso, os erros e os crimes são eliminados.

Meu Comentário: Está tudo correto, mas nós não vamos conseguir sem a educação integral para a população em geral, a fim de alcançar a moralidade integral.

Evitando O Destino Fatal

Dr. Michael LaitmanComentário: Eu acho que uma pessoa moderna precisa ter uma compreensão clara do que está acontecendo no mundo. Ela está absorvendo um fluxo de informações sobre desastres naturais, acontecimentos trágicos e problemas sociais, embora ainda não tenha uma visão clara do que está acontecendo.

Resposta: Claro, nós temos que ver todo o sistema em geral. Mas uma pessoa moderna ainda não sente o medo universal do futuro. Para isso, ela tem que estar em um nível completamente diferente, ter uma visão mais ampla de mundo, e ser capaz de ver horizontes distantes. Na minha opinião, esse medo vai surgir em pessoas simples quando a natureza começar a nos despertar através de desastres graves que irão agitar a pessoa: algo sem precedentes está se aproximando de você e você não consegue evitá-lo.

É possível de alguma forma amenizar, ocultar, fugir ou esconder o que acontece em uma sociedade. A pessoa ainda não se sente como um coelho acuado que vê um javali se aproximando. Neste estado, não seremos capazes de fazer coisa alguma, porque a própria natureza vai nos sacudir, a fim de trazer à consciência que tudo isso é o destino fatal e implacável. É desejável que a pessoa perceba esta imagem não no momento da ação em si, quando o desastre já é inevitável, mas de antemão, a fim de descrever e compreender como evitá-la.

Nós temos que mostrar tudo isso no livro de Educação Integral, falar sobre a natureza do próprio egoísmo e como em nosso mundo não podemos corrigi-lo por todos os meios, pois não possuímos as ferramentas para isso. Nós somos movidos pelo desejo de nos satisfazer, nos saciar, mesmo à custa de outros. Ou simplesmente queremos humilhar os outros, já que quando nos elevamos acima deles, nos sentimos mais confortáveis. Esta é uma imensa força egoísta que funciona em todas as direções.

O ego é a única força da natureza. Todas as leis químicas, biológicas, físicas e genéticas são derivadas somente do ego. Todo o nosso mundo é um grande ego. Este é o desejo de receber, de ser preenchido, o desejo de absorver, de ser fortalecido, de alcançar a satisfação máxima, e assim por diante. Além disso, eu constantemente sinto e meço o meu estado em relação ao ambiente. Se eu tenho um pau na minha mão e meu vizinho tem dois, eu já me sinto magoado.

Disso decorre que não há força no mundo que possa de alguma forma reduzir o ego. Portanto, onde está a segunda força que estará pronta para equilibrá-lo? Isso é especificamente o que devemos encontrar agora.

A pessoa só encontra esta força numa sociedade organizada de maneira correta. Quando tal sociedade está olhando para o tsunami que se aproxima, ela começa a se unir para que dentro da conexão correta entre eles, eles descubram o atributo altruísta geral, onde todos estão incluídos nos outros e se tornam um todo coletivo. Essa força vai se opor e resistir ao ego individual e coletivo. Quando nós tivermos em nossas mãos as duas forças e pudermos usá-las corretamente, vamos atingir o sistema equilibrado, a relação correta no que diz respeito a nós mesmos, a sociedade, a natureza e ao mundo.

De KabTV “Um Mundo Integral” 24/10/13

Sete Anos De Fome

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: …Uma vez eu interpretei o ditado de nossos sábios: “Aquele cuja Torá é o seu comércio”. A medida de sua fé é evidente em sua prática da Torá porque as letras da palavra, Umanuto (seu comércio), são as mesmas (em hebraico) da palavra, Emunato (sua fé).

É como uma pessoa que confia em seu amigo e lhe empresta dinheiro. Ela pode confiar nele com um quilo, e se ele pede dois quilos ela se recusa a emprestar-lhe. Ela também pode confiar nele com cem quilos, mas não mais. Além disso, ela poderia confiar nele o suficiente para emprestar-lhe metade de suas propriedades, mas não todas as suas propriedades. Finalmente, ela pode confiar nele com todas as suas propriedades sem um pingo de medo. Esta última fé é considerada “fé completa”, e as formas anteriores são consideradas “fé incompleta”. Preferencialmente, é fé parcial, seja mais ou menos.

Na passagem acima, o dinheiro é usado apenas como um exemplo. Na verdade, ele fala sobre a nossa disponibilidade de recusar tudo o que temos em prol de nossos amigos. Isto é o que Baal HaSulam chama de “fé completa”.

Pergunta: O que significa recusar tudo o que eu tenho?

Resposta: É uma questão de sensibilidade. Você está pronto para desistir da coisa mais preciosa em prol do seu amigo, a oportunidade entrar na espiritualidade. Se você não está pronto para isso, você não está trabalhando em prol do Criador. Nesse caso, você não tem fé, e, com isso, está separado da espiritualidade.

Pergunta: Por que é chamado de fé?

Resposta: Neste contexto, a fé significa doação, o poder de autoanulação, a renúncia pessoal. No entanto, você não deve sequer tentar seguir essa condição por si mesmo. O poder de doação descerá até você com a ajuda da Luz que Reforma, sob a condição de que você peça por ele. Para isso, você deve se esforçar e fazer parte do grupo. Então, devido a ciúmes, paixões e ambições, você verá que seus amigos já atingiram os estados mais elevados e que deseja ser como eles. Se não, a aflição vai empurrá-lo nessa direção e mesmo assim você ainda vai sentir o desejo de mudar de recepção para doação.

Em todo o mundo, observam-se ondas de crise que “resumem” o giro do desenvolvimento atual. O que exatamente isso nos trouxe? Por um lado, as vidas de inúmeras pessoas tornaram-se muito melhor. Elas já não são tão pobres como aqueles que costumavam não ter nada, exceto suas vidas.

Por muito tempo as pessoas acreditaram no capitalismo. Em outras palavras, elas confiavam que sua motivação egoísta iria deixá-las alcançar o sucesso. Realmente, por que não deveriam melhorar a sua vida? Claro que, em seu caminho para o sucesso, elas precisavam ficar dentro de quadros rígidos da lei, dentro de limites legais concretos, ao invés de fazer um clima de permissividade total e derramamento de sangue. Cada um tem a liberdade de fazer o que quiser! Você quer entrar na produção industrial, comércio, bancos, tecnologias, etc.? Lute por isso e alcance. Como resultado desta atitude, as pessoas começaram a perseguir o sucesso e aplicaram tremendos esforços neste caminho.

Por outro lado, elas obtiveram a liberdade financeira, tornaram-se mais educadas, acumularam propriedades pessoais, começaram a viajar por todo o mundo, e se acostumaram com a abundância total. Neste ponto, elas se tornaram muito vulneráveis ​​aos golpes do destino, ao contrário de quando costumavam ser pobres.

Isso explica por que “sete anos de fome” só acontecem depois de “sete anos de abundância”. Em algum ponto no tempo, os judeus tiveram uma ótima vida sob o governo de um rei egípcio generoso que lhes forneceu as melhores condições possíveis de vida. O Faraó costumava ser um “presidente”, enquanto Yosef (José) costumava ser o seu “primeiro-ministro” que desfrutava poderes ilimitados. Nem uma palavra ruim poderia ser dita sobre qualquer um deles. Isto é como o Criador “exaltou” todo o povo de modo que ele “ganhou peso” e se tornou “obeso”. Então, o Criador começou a retirar a “gordura da abundância” do povo judeu, para que eles pudessem experimentar novas tendências na própria “pele”.

A redução da renda e a perda de capital são duas coisas diferentes. É uma sensação diferente quando deixamos de ganhar um adicional de mil dólares, do que quando perdermos apenas cem dólares que já estavam em nosso bolso. Estes infelizes cem dólares nos deixam ainda mais triste do que se deixássemos de ganhar um extra de mil, uma vez que já era nosso. Durante um mês inteiro nos lembramos da perda daqueles cem dólares, ao passo que a perda dos mil potenciais não deixa um gosto tão amargo em nós.

É por isso que hoje em dia a humanidade é elevada a um nível material muito alto. Neste momento, o “depósito de gordura” está sendo tirado de nós, camada por camada, até que a “carne” seja revelada, ou seja, até que todo o tecido corporal seja “tirado” do osso. Isso é chamado de “sete anos de fome”, que vai acabar nas “dez pragas do Egito”, durante as quais “os egípcios” vão continuar “odiando e desprezando os judeus”. Em outras palavras, a nossa oposição ao nosso próprio egoísmo torna-se insuportável para nós, e não sabemos o que fazer com isso por mais tempo. Ao mesmo tempo, sabemos que é o nosso ego que não nos permite respirar.

Hoje, nós temos tudo: estruturas bancárias, uma indústria desenvolvida, sistemas de saúde e boa educação… qualquer coisa que queiramos! No entanto, esses mecanismos agem contra nós. Os médicos e farmacêuticos estão interessados ​​em manter as pessoas doentes ​​para que eles possam nos alimentar com medicamentos questionáveis ou, na maioria das vezes, inúteis. A indústria e o comércio se transformaram em “instrumentos enganosos e sugadores de dinheiro”. Para encurtar a história, todos os sistemas artificiais com os quais costumamos contar acabaram por apodrecer.

Isso aconteceu apenas alguns 60-70 anos atrás. Nós pensávamos que estávamos nos aproximando do “futuro brilhante”, em que todo mundo ia ter uma casa, um trabalho, gozar de boa saúde, sair de férias e ter um plano de previdência decente. Em vez disso, quando chegamos a certo nível, os nossos desejos egoístas começaram a descer e a enterrar nossas esperanças. A classe média está desaparecendo gradualmente, e tudo está voltando aos círculos anteriores: elites no topo e bilhões de pessoas famintas na parte inferior. Isto é o que sete anos de fome parecem.

Como pode ser? Onde está a lógica? As elites devem ter medo que este cenário cause grande tumulto e distúrbios. Os pobres vão fazer perguntas e será impossível detê-los. Além disso, a classe alta não será capaz de parar de sugar tudo do seu povo, não vai deixar nada para eles, e isso vai levá-los à completa pobreza. O egoísmo não vai permitir que a classe superior mude o seu comportamento porque este é o programa que está enraizado nela.

Em seu próprio caminho para a riqueza, bem como durante sua queda na pobreza, a pessoa mede e avalia suas perdas. Pessoas que estavam no topo e depois caíram, irão pensar muito sobre o que realmente aconteceu com elas. Enquanto elas pensam sobre suas vidas, de repente, vão ver: “O nosso egoísmo nos devorou. Nossa própria natureza é o nosso inimigo. Ele não nos permite viver bem. Se não corrigirmos nossa natureza, estaremos totalmente perdidos”.

Mesmo a elite que vai sobreviver e vencer as batalhas do capital vai se sentir dessa maneira. Digamos que apenas uma centena de vencedores vai sair do inferno das lutas pela sobrevivência. Eles vão “dobrar” os outros. Não haverá quaisquer elos de transição alimentando as camadas intermediárias da sociedade. Futuros mecanismos de governo farão a transição para um espaço virtual. No final, cada um vai fazer uma pergunta importante: “O que eu faço agora?” Eles vão ver que seu egoísmo destrói fronteiras, enlouquece, e faz o que quer. Nossa natureza nunca nos permitirá obter o equilíbrio.

É tão óbvio! Não basta distribuir parte de nossos rendimentos aos pobres e apoiar a sua subsistência? No entanto, mesmo a maior assistência caritativa desaparece sem qualquer traço, como na África. Não importa o quanto nós dispensemos aos necessitados; nunca sobra nada e nunca é o suficiente. Suas necessidades apenas continuam a crescer.

Este é o ponto em que as pessoas vão começar a gritar sobre o mal que será revelado nelas, quando entenderem que não podem lidar com o seu egoísmo. É como se uma cobra rastejasse dentro de cada um de nós e agora nos come por dentro, como um tumor canceroso que não pode ser tratado.

Este é o cenário de como o mundo externo irá se desenvolver. Não temos o direito de sentar e esperar que isso aconteça. Nós temos que finalmente notificar as pessoas sobre a metodologia de correção, e isso deve feito imediatamente.

Nós estamos nos esforçando para fazê-lo. Nós aceleramos o tempo e nos desenvolvemos em conjunto com o Criador, com o grupo, com o exemplo do que temos que finalmente alcançar. Nós sabemos de antemão o que o nosso desenvolvimento vai nos trazer: unidade, a aspiração de ajudar uns aos outros a aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos, a distribuição igual que se baseia na educação integral. Nós montamos este ideal e constantemente aspiramos a isso.

Assim, além dos problemas que nos empurram por trás, nós temos mais uma força que nos puxa para frente. Mesmo que os golpes no futuro sejam muito fortes, nós temos um transporte de energia adicional que nos atrai para frente. Nós temos conhecimento, aspiramos a nossa missão e buscamos o nosso objetivo. Nós estudamos a imagem que está na nossa frente e ela começa literalmente a florescer e acelerar o tempo.

De uma forma ou de outra, todo mundo vai, no final, perceber que o egoísmo é mal e vai nos matar. Isso vai se tornar tão óbvio que tudo o que vamos ter que fazer é cavar nossos próprios túmulos. Afinal de contas, não podemos ir contra a natureza, a menos que utilizemos a metodologia da correção que é criada especialmente para isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/13, Escritos do Rabash

Pico Espiritual Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em qualquer pessoa, há uma matriz psicológica de como deve ser um líder. Quando a pessoa vê alguém que é diferente do resto da multidão, ela vê esse indivíduo internamente como uma “unidade distinta”. É verdade que os líderes fanáticos surgem como resultado do fato de que as massas os percebem como tais? É possível ter uma transição harmoniosa, quando em vez de líderes fanáticos haverá sábios que chegaram ao poder? Em outras palavras, os sábios também devem ser também incluídos na matriz psicológica do modo como as pessoas visualizam seus líderes?

Resposta: Sim, é verdade. Para isso, duas condições devem ser observadas. Primeiro de tudo, um sábio deve entender que ele é um líder (ou mesmo um ditador em um sentido) e impor suas ideias sobre a sociedade pelo benefício geral dos outros.

O sábio deve sair do seu espaço restrito e descer ao nível do público geral, a fim de ser aceito pela sociedade e começar a trabalhar para o público. Ele deve criar um pequeno grupo de pessoas e discípulos afins que divulgam suas ideias.

Na verdade, essas pessoas deveriam estar fazendo o trabalho dos profetas. Elas devem ir para o mundo e espalhar (pregar) as ideias do sábio. Em geral, nós já vimos esses exemplos históricos, no momento da criação das novas religiões.

Por um lado, é um trabalho muito sério e importante que o sábio deve realizar. Por outro lado, ele só pode funcionar se a sociedade estiver preparada para isso e se elas mostrar preocupação social e evolucitiva, o que significa que o público precisa do conhecimento que o sábio oferece.

É por isso que o sábio e a sociedade devem se cruzar. A sociedade deve “pegar” o que o sábio está falando, o conceito, e considerá-lo como algo necessário para a sobrevivência. Se este for o caso, sua interação começa: o público deve consentir em aprender com o sábio, em estar “debaixo” e seguir seus discípulos.

Este processo não depende do público, mas sim do nosso desenvolvimento evolutivo. Nosso modo de desenvolvimento é chamado de “crise”, pois não podemos prever nada, e estamos rompendo com o nosso modo de vida anterior.

Em breve veremos as contradições entre o que é possível e o que realmente existe nos seres humanos e civilizações. Num mundo de abundância, haverá fome. Possibilidades ilimitadas de se manter saudável não vão impedir que o mundo inteiro fique doente. Independentemente de ter grandes fontes de energia, o mundo vai sofrer com sua escassez, etc.

Confusa e devastada por inúmeros conflitos e problemas, impotente e atormentada, a humanidade não vai conseguir encontrar a resposta para: “Por que isso está acontecendo com a gente? Para onde isso está nos levando?” Por outro lado, a questão interna vai gradualmente emergir: “Para que eu vivo? Por que eu sofro?”.

É assim que somos construídos neste desenvolvimento evolutivo; nossos desejos internos progressivamente se transformam, e, no final, a humanidade vai desenvolver a necessidade de revelar o sentido da vida. Por isso, nossa próxima etapa está revelando qual o sentido da nossa existência e da existência do universo.

Neste caso, não será difícil para o público determinar quem pode guiá-los: a pessoa que pode tornar a vida deles significativa. Assim, haverá um sábio, seus profetas, os discípulos, os administradores, os educadores, que serão os líderes da sociedade e organizarão a humanidade de uma forma adequada. Este grupo será semelhante ao Sinédrio bíblico e se tornará “o pico espiritual do mundo”.

De KabTV “Através do Tempo”, 18/03/13