Textos na Categoria 'Oração'

A Zona Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós devemos pedir ao Criador?

Resposta: Só pode haver um pedido: a Luz que Corrige, a força. Eu não posso mudar a mim mesmo. A humanidade inteira está gradativamente se desesperando tentando fazê-lo. Está se tornando claro que, no final, nós só ficamos mais confusos, até mesmo nos sistemas que nós próprios construimos.

É verdade que nós devemos alcançar o desespero em nosso trabalho. Isso não é fácil. O Baal HaSulam escreve que não há momento mais feliz na vida de uma pessoa que aquele em que ela se torna completamente desiludida em sua força. Então, quando ela vê que não tem outra escolha, ela se volta ao Criador, e o Criador responde, porque o seu apelo é absoluto.

A Luz não age antes que exista o desejo. Existem 125 níveis no caminho em direção a ela. Se eu subo ao primeiro nível, e me falta a Luz até mesmo na menor quantidade, então a Luz me influencia. Assim, eu entro na zona da Luz. No quinto nível, a minha necessidade aumenta, e a Luz age de acordo, porque eu fiquei mais perto dela. Essas são as leis na zona da Luz.

Enquanto nós existimos no nível deste mundo, nos falta o pedido. Tão logo surja o pedido, a Luz começará imediatamente a trabalhar, visto que ela criou o desejo e o mantém. O desejo jamais pode fazer algo sozinho.

Neste caso, como o desejo pode ter uma carência (Hissaron) pela Luz? Existe uma centelha de Luz no desejo, que foi deixada nele após a quebra das almas, e isso desperta você, atrai-lhe à Luz, embora o desejo lhe puxe para baixo.

Não se espera nada da pessoa antes que a centelha se manifeste, pois ela está simplesmente se desenvolvendo egoisticamente. Porém, uma vez que a centelha inflame, a Luz pára de agir e lhe dá a oportunidade de pedir por ela. Nesta fase, você é levado a um lugar onde possa ampliar sua centelha até começar a desejar a influência da Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 1/10/10, Shamati # 38

As Menores Flutuações Na Intenção

Pergunta: Ler o Livro do Zohar, com a certa intenção o transforma na “poção da vida.” O que significa “a poção da morte” ao ler o Zohar?

Resposta: O Zohar pode funcionar como a “poção da vida” ou a “poção da morte”, e usando a Luz da Torá pode ser bom ou ruim.Tudo o que acrescenta força à nossa natureza pode vir a ser útil ou prejudicial, ou seja, transformá-la na “poção da vida” ou na “poção da morte.” Esta é a razão pela qual sempre nos referimos à intenção (ao invés de ação ) como a coisa mais vital.

Nós nem sequer percebemos a extensão na qual todos nós vivemos no mundo das intenções. Às vezes eu sou empurrado por alguma coisa, mas a minha atitude muda radicalmente quando eu começo a entender que foi feito com boa intenção. Mudou alguma coisa? Só a minha percepção da intenção que está por trás da ação.

Assim, a única diferença reside na intenção: O que exatamente eu antecipo a partir de uma ação? A diferença está em usar a Luz como a “poção da vida” ou a “poção da morte.” É a diferença entre dois mundos.

Nosso avanço ocorre apenas na intenção e do nível da nossa capacidade de compartilhar, diferenciar, e senti-la, a fim de sentir a menor flutuação da nossa vontade pessoal e não a intenção do nosso ambiente.

A partir da 2 ª parte da lição diária de 9/27/10 de Cabala , o Zohar

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O Zohar É O Remédio Para Todas As Doenças

Que Orações Chegam Ao Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Rabash escreve que o Criador “ouve a oração de cada boca”. Mas você diz que a oração deve ser interna. Portanto, qual oração Ele ouve?

Resposta: A oração é um desejo que realmente chega ao Criador. Existem apenas duas forças no mundo: a força de recepção (atração) e doação (rejeição). E há uma lei da equivalência de forma: conforme a sua similaridade, as forças (objetos) se aproximam, e conforme o seu grau de diferença, elas se separam.

Visto que o Criador é o absoluto desejo de doar, Ele “espera” de nós a equivalência com Ele, em que o desejo de receber gostaria de se tornar semelhante a Ele e também tornar-se a força de doação. Para garantir isso, Ele colocou Sua centelha, “o ponto no coração”, o ponto inicial da qualidade de doação, no desejo de receber, a nossa natureza. E nós devemos cultivá-lo.

O Criador só responde a uma oração por isso. Todos os outros tipos de oração não O alcançam. O Criador ouve a oração de todos que estão pedindo a força de doação. O Criador é a lei de doação; portanto, ele não reage a nenhum pedido, exceto a capacidade de doar. E se nós não pedimos por ela, Ele nos envia um sofrimento ainda maior para que possamos perceber o que deveríamos estar pedindo.

Da Lição baseada no Artigo do Rabash, 17/09/10

Revelando O Criador Através Do Zohar

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós lemos O Zohar, o que é importante para mim? Conhecer o texto em todos os seus detalhes ou conhecer o Criador? Afinal de contas, O Zohar fala sobre Ele e Suas ações. Será que eu quero saber o que está escrito a respeito das ações em si, ou sobre onde e de Quem vêm essas ações?

Há um ponto de quebra oculto aqui, que leva ao sucesso ou fracasso, à Luz ou escuridão, à revelação do Criador ou lembrança do texto, estudar a Torá ou alcançar Aquele que dá a Torá. O objetivo é revelar e conhecer o Criador que está por trás do texto. Ele é exatamente o que é importante para mim, e é por isso que eu penso sobre a forma de revelar a força através das ações que são descritas aqui.

É como se eu me sentasse à mesa com o Anfitrião que preparou os pratos mais requintados para mim. No entanto, eu nem sequer olho para os pratos ou presto atenção em qualquer coisa a minha volta. Não significa que eu abandono tudo; eu só uso isso para revelá-Lo e para obter uma conexão com Ele.

Antes de mais nada, por que eu vim para essa mesa? Eu vim por causa do Anfitrião, a fim de encontrá-Lo, e não pela comida. Uma vez que eu realizo várias ações a fim de conhecê-Lo, eu estou autorizado a pegar qualquer coisa que eu queira da mesa, para saboreá-la e apreciá-la. Eu posso fazer qualquer coisa, desde que Ele seja importante para mim e o restante seja apenas um meio.

À medida que lemos O Zohar, nós estudamos as ações do Criador, e o único propósito para isso é revelá-Lo. Nós devemos nos concentrar no que está por trás do texto e tentar penetrar através dele. Por um lado, o livro parece confundir-me. Por outro lado, através do meu esforço em penetrá-lo, de repente eu começo a perceber o Criador por trás dele. Não há nenhuma outra oportunidade de revelá-Lo. Não há nenhuma outra conexão com o Anfitrião.

Eu não O compreendo, porque Ele se esconde atrás da mesa. Eu só posso compreendê-Lo ao estudar os pratos que me foram dados. Por exemplo, eu gosto de doces e Ele os preparou para mim. Ele criou-me para gostar de doces e Ele os deu para mim. O que Ele deseja com isso? Além disso, eu realmente não gosto de coisas amargas, mas Ele me dá o amargo. Por quê? Eu preciso revelá-lo através de mim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

O Portão da Oração

Dr. Michael LaitmanA fim de alcançar um novo nível eu preciso adquirir um desejo ou peso adicional no coração. Assim, eu posso analisá-lo e fazer um apelo com uma oração completa, até perceber que não consigo permanecer nesse egoísmo, que o que me falta é a qualidade de doação. Eu não digo ao Criador que estou me sentindo mal, pedindo-Lhe que torne as coisas melhores para mim. A minha oração só pode ser esta: “É bom que Você tenha me dado esse mal, para que eu possa entender como desejar a doação e elevar-me ao amor dos outros”.

Eu não peço que o mal seja retirado, porque ele é a única base sobre a qual eu posso construir, senão eu permaneceria uma besta. Em vez disso, eu devo examinar este mal, esta sensação de vazio, de modo a reconhecê-lo como uma ajuda contra meu egoísmo, forçando-me a conectar com os outros.

Eu agradeço pelo “mal” e espero que ele permaneça, porque senão eu cairia no meu egoísmo. Porém, acima do mal, eu quero construir uma atitude de doação em relação a todos os outros. Portanto, eu vejo o mal como um ajudante que me liberta dos meus desejos egoístas, visto que o sentimento de desagrado me permite desconectar deles.

Se uma pessoa se queima, ela já não quer mais tocar o objeto que a queimou. Da mesma forma, eu começo a não querer esses desejos e, acima deles, eu construo uma atitude de doação. Isso requer um novo começo, Rosh Hashana (Ano Novo), um estado em que eu não desejo mais as realizações do passado, porque eu as sinto como mal. Pelo contrário, agora eu quero construir acima disso uma atitude de doação aos outros. Essa transformação, a transição de um nível ao outro, é chamada de Início do Ano Novo.

 

Então, depois de verificar que sou incapaz de fazê-lo sozinho, eu chego ao Yom Kippur, tendo apenas o desejo, mas sentindo que me falta a força. É assim que eu chego à oração, e isso é chamado de Dia do Perdão (Expiação). Nesse estado, eu não julgo o Criador, mas sim a mim mesmo, porque me falta a força para doar, e aqui reside o meu pecado.

É isso que eu clamo no Yom Kippur quando expio todos os meus “pecados”. O verdadeiro significado do Dia do Perdão é a revelação do Kli que está pronto para a correção. Rosh Hashana é o ponto crucial, quando eu decido rejeitar o desejo e a abordagem anteriores, e resolvo lutar pela doação. Mas nos 10 dias que separam Rosh Hashana do Yom Kippur eu verifiquei que sou incapaz da doação. Agora, pela primeira vez, eu me dirijo ao Criador com um apelo verdadeiro e consigo contato com Ele.

Este apelo finalmente alcança-O, porque eu não peço satisfação, apenas a força de correção. Assim, eu chego ao portão da oração.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 15/09/10, Trechos sobre o Yom Kippur

O Dia Do Perdão É Um Dia De Alegria

Dr. Michael LaitmanO Yom Kippur, o Dia do Perdão, é um estado onde é revelado o Kli (desejo) que precisamos corrigir. O Rabash escreve em muitos artigos que a pessoa chega ao Dia do Perdão de acordo com seu estado interior, o qual pode ser revelado sem qualquer conexão com o início do feriado conforme o calendário.

Cada um de nós atravessa esses estados em nosso desenvolvimento, incluindo ascensões chamadas Rosh Hashaná (Ano Novo), Yom Kippur (Dia do Perdão) e outros. Yom Kippur é um estado muito elevado. Uma grande Luz deve nos influenciar a fim de revelarmos esse nível em nós; toda uma sequência de ações é necessária. A pessoa deve se esforçar muito dentro do grupo, em nossa união, onde ocorreu a quebra. O local da quebra é dado a nós para que possamos corrigí-lo. Assim, nós entenderemos o que é chamado de correção, o que significa a estrutura deste lugar, e como a Força Superior criou e continua a apoiá-lo. Como resultado, nós descobrimos o Criador.

Para alcançar isso, nós nos esforçamos de acordo com a principal regra da Torá: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Conforme os Cabalistas nos aconselham, primeiro nós a percebemos em um ou vários grupos pequenos em vez de toda a humanidade, visto que seria impossível de outra forma. Ao tentarmos perceber esta regra na união entre nós, de acordo com o método dos Cabalistas, nós vamos do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador, e descobrimos até que ponto não estamos na qualidade de amor e doação.

Nós não estamos falando sobre a vida neste mundo e quão bom ou ruim nos sentimos. Nós não verificamos o bem e o mal de acordo com isso, nem chegamos ao Dia do Perdão dessa maneira. Somente estando em um grupo, aspirando à conexão entre nós, e despertando a Luz que Corrige, é que eu percebo como sou consumido pelo ódio e a rejeição em relação aos meus amigos, que estão tentando se unir a fim de revelar o Criador no grupo.

Eu revelo a força de separação, a força da quebra em mim, e somente em relação a essa força é que eu posso dizer que revelei o mal. Então, com esse mal, eu posso me dirigir ao Criador e exigir Dele a correção. Assim, o Dia do Perdão torna-se um dia de alegria, porque eu revelo a aflição do egoísmo, a minha própria natureza, que precisa ser corrigida. Eu revelo a condição, “Eu criei o egoísmo”, e agora eu posso pedir ao Criador pela Torá, que é a força para corrigí-la. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela devolve a pessoa à fonte” (ao Criador).

Primeiro, nós devemos trabalhar muito duro na união entre nós; então, a Luz Superior brilha sobre nós desde o nível de ELUL (que significa “Eu sou do meu Amado e meu Amado é meu”). Depois nós chegamos à Rosh Hashana, o estado onde desejamos um novo começo, novas mudanças no caminho, a união entre nós, o nascimento de um novo sistema ou de um novo ser humano (Adão) em nós. Somente depois de passar por tudo isso nós chegamos ao estado onde verificamos todas as nossas dez qualidades. No 10º dia após o Ano Novo, o qual marcou o início do novo caminho, nós chegamos ao Dia do Perdão.

Nesse momento, por um lado, nós estamos realmente em um estado de completo desespero e falta de força, e, por outro lado, sentimos uma grande alegria, porque agora podemos finalmente gritar ao Criador pedindo-Lhe que nos ajude, com a total confiança de que Ele nos ajudará. Nós temos esta confiança, porque já nos analisamos e chegamos a compreensão de que só vivemos no mal, incapazes de fazer qualquer coisa em relação a isso. Mas agora, por força da conexão entre nós, nós temos a confiança de que o Criador está nos ajudando e está apenas esperando por esse momento especial.

O Baal HaSulam escreve que “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa que aquele em que ela descobre que é totalmente impotente e perde a fé em sua própria força, uma vez que esforçou-se o máximo possível, mas não alcançou nada. Isto ocorre porque exatamente neste momento, durante este estado, ela está pronta para a oração completa e clara ao Criador!”. Este momento é chamado de Dia do Perdão. Deste momento em diante, a pessoa pode ter certeza que receberá a Luz de Correção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 15/09/10, “Yom Kipur”

Nós Damos Garantia A Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos ajudar e apoiar os amigos que estão no estado de descenso?

Resposta: Primeiro, nós devemos apoiá-los internamente, através da oração, do pedido, e do pensamento coletivo em relação a todos. Todos nós “assinamos” um “acordo” sobre a garantia mútua (Arvut) e a assistência mútua no caminho espiritual. Por isso, nós devemos ter certeza de que todos participam de forma plena, e isso depende unicamente do apoio do grupo.

Eu não deveria culpar o amigo se ele é incapaz de se esforçar ao máximo para alcançar o objetivo; eu deveria me culpar por sua fraqueza, que eu sou incapaz de despertá-lo. Na verdade, ele depende completamente de mim. O apoio mútuo no momento em que ninguém tem força e que cada um dá cem por cento, isso é chamado de garantia mútua.

Se eu assinei o contrato, isso significa que eu me comprometi em fornecer o avanço espiritual a todos. Eu concordo em ajudar que todos atinjam a meta; como um fiador de uma conta bancária, eu garanto que o meu amigo terá a força para manter o foco no objetivo.

Se eu assinei o contrato, significa que agora ele depende de mim! Se o meu amigo cai, eu tenho que entender que ele cai aos meus olhos, em relação a mim, para me dar a oportunidade de despertá-lo. E ao revivê-lo, eu revivo uma parte da minha alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 6/9/10“E Jacó Partiu”

Um Guia Para O Livro Do Zohar: O Oceano De Luz E Bondade

Dr. Michael LaitmanExtratos do meu próximo livro, Um Guia para O Livro do Zohar

É importante entender por que precisamos de tudo isso. O fato é que, em primeiro lugar, o Criador deseja doar; por isso, não há como pedir-Lhe para nos dar Luz e prazer como costumamos fazer.

O Criador tem o que precisamos e Ele tem o desejo de dar isso. No entanto, Ele quer que nós não apenas recebamos Dele, mas nos tornemos como Ele, o que significa ser grande, independente, doador, e semelhante a Ele na qualidade de amor e doação. Portanto, é exatamente isso que nós temos que pedir, a fim de adquirirmos aquilo que o Criador tem: o desejo de doar e a qualidade de amor e doação.

Nós estamos acostumados a pedir satisfação, mas o que precisamos pedir é a correção. Tão logo nos corrijamos, a Luz do Criador nos satisfará imediatamente. Em outras palavras, o nosso problema é que nós não entendemos o que é que devemos pedir ao Criador. Nós existimos em um oceano de Luz, bondade e prazer, mas nos falta o vaso necessário para sentir toda esta abundância. Este vasso é a qualidade de amor e doação, e é isso que precisamos pedir ao Criador. Tão logo adquiramos esta qualidade, a Luz da abundância nos preencherá por si só.

Existe apenas uma restrição estabelecida pelo Criador, apenas uma condição para o recebimento da Luz: nós temos de ser como Ele. Afinal de contas, Ele deseja que nós sintamos tanto prazer quanto Ele.

Agradeça O Criador Pelo Bem, Assim Como Pelo Mal

Questão: Como uma pessoa aprende a elevar sua oração (uma solicitação ao Criador) corretamente?

Resposta: O trabalho todo de uma pessoa destina-se a saber como responder corretamente ao chamado do Criador, quando a Luz do Alto a afeta. Estou separado do Criador por cinco fases (cinco mundos) de emanação de Luz (0-1-2-3-4 ), e eu começo a receber as impressões disso, no ultimo estágio  4, onde eu sou capaz de compreender “o quê e como.” Entretanto, se eu não tiver atingido o estágio 4, eu ainda não entenderei que o meu despertar vem do Criador e não retribuo com um pedido.

Mesmo quando o nosso ponto no coração (o desejo de alcançar algo maior, algo espiritual) for despertado, ainda não entendemos para onde ir, o que devemos fazer, e quem é que está nos chamando. Nós simplesmente iniciamos a pesquisa para o efeito e causa da nossa vida. [Leia mais →]

Não Pare De Pedir!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu sentir que a minha oração é egoísta, eu deveria parar de orar?

Resposta: A pior coisa que você pode fazer é parar de pedir. Isso significa que você está retornando ao estado animado, uma vez que o animal não pode e não consegue orar. Nós estamos falando de uma oração verdadeira, a sua correção, e não de lágrimas ou palavras de um livro.

A oração é o pedido para a conquista da pura doação altruísta. Mas como você pode pedir pela doação altruísta se isso é ainda mais egoísta? Acontece que você só pode orar se não for para si mesmo. Assim que você começa a pedir para si, não é mais espiritual, porque você está pedindo ao Criador para satisfazer o seu egoísmo.

A oração ao Criador é apenas em relação a força de doação. É assim que começa a oração . Mais tarde, você deve determinar porque e para que você precisa dela. Eu tenho que descobrir se eu quero dar para receber ainda mais para o meu egoísmo.

Todos os 125 graus que a pessoa ascende são discernimentos dos níveis de oração. Eu recebo a Luz de AB -SAG, a qual eu preciso para avaliar os detalhes do meu desejo. Em cada estado espiritual, a cada novo nível, mais eu consigo discernir. Assim, eu começo a entender porque tudo é necessário: este mundo, amigos e inimigos, os tolos e os sábios, os escravos e os heróis e aqueles que são movidos pelo desejo e poder. Eu preciso examinar o meu relacionamento com todos eles e aspirar ao Criador.

Como eu faço para saber se a minha oração é altruísta, que não contém qualquer interesse pessoal ou vantagem para mim? Eu só sei isso quando eu oro para os outros. Isso me ajuda a avaliar a minha oração. Como resultado, eu sou capaz de compreender porque o Criador fez a mim e ao mundo inteiro do modo que somos. Toda a realidade é criada e organizada para uma finalidade: para que nós possamos aprender a pedir corretamente ao Criador e receber o que pedimos – a natureza do Criador, a verdadeira qualidade de doação para substituir nosso egoísmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/10, Rabash , Shlavei HaSulam