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O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2

Capturadores de Intenção

Reunimo-nos aqui para “capturar” a nossa intenção e não deixá-la escapar, mesmo que por um segundo. É o que se chama o homem, a cabeça, o esclarecimento. O resto não é importante. Se mergulharmos nesta análise mais e mais profundamente, nós, de repente, vamos sentir que existimos no espaço comum. Um deles é melhor, outro é pior, mas não importa. Mais importante – todos nós estamos em um campo coletivo e esclarecemos a nossa intenção juntos.

Cada pessoa pode estar em seu próprio estado, mas quando todas analisam a sua intenção, a oração interior surge acerca de como esclarecê-lo melhor e de uma forma mais inteligível. Se minha intenção é egoísta ou de doação em relação a onde eu olhava, ao que eu disse, ao que eu cheirava, em como eu estava sentado, ou o que eu fiz – tudo, absolutamente, em todos os níveis. Pode chegar a um ponto em que começarei a sentir como o sangue corre em nossas veias, como o sistema nervoso e outros trabalham dentro dos nossos corpos.

Uma pessoa verá a criação inteira de dentro para fora, tão transparente, e vai perceber que tudo está trabalhando por uma questão de recepção egoísta. Enquanto ela, vendo isso, quer clarificar  o que “por causa da doação” pode significar.

Como resultado dos esforços para esclarecer a intenção, começamos a sentir o grupo. E então cada esforço individual acrescenta-se ao resto-na clarificação da intenção e desejo de alcançar a qualidade de doação. A intenção de doar não pode ser particular, individual. Ela está sempre conectada com as idênticas  intenções das outras pessoas.

Assim, nesta intenção de doar, na aspiração em direção a ela, de repente começamos a sentir que não estamos sozinhos. Próximo a mim estão enormes forças que, de repente, eu noto grandes fontes de doação: as almas dos cabalistas de todas as gerações. Eu me sinto como uma criança que quer se juntar a eles:  Para agarrar a suas mãos para que eles possam me elevar, assim como um adulto leva uma criança pela mão, dirige e a ensina. [Leia mais →]

Valorize Cada Gota de Luz

Não importa quanto esforço que uma pessoa faça e quais discernimentos ou ações execute –  ela possui um número infinito de possibilidades para cometer um erro se não se apegar à fonte de fé que transmite Luz à ela.

Ela não vai nem saber que está cometendo um erro. Independentemente do seu nível –  ela será como “um homem que se perde no campo” ou “um burro vagando no campo” (o desejo de receber prazer). É preciso ter uma admiração pela grandeza da fonte de Luz. Apenas com a sua ajuda, podemos discernir o nosso estado, determinar a direção correta, e dirigir.

A Luz organiza e transforma tudo isso para nós, enquanto não sabemos em que nível estamos. No mundo espiritual, nós sempre avançamos de um estado para outro sem compreender onde estamos atualmente. Isto é assim porque nós sempre nos elevamos a partir do desejo de receber prazer com o desejo de doação. Vamos mudar a nossa intenção, e, portanto, nunca podemos saber o que está à nossa frente até mesmo o mais ínfimo passo.

Este avanço só é possível mediante a fé acima da razão.Somente a Luz pode levá-la se você pegá-la e satisfazer as condições dadas a você. Esta é a essência de todo o nosso trabalho (elevar o homem, a oração), quando preparamos todas as condições, todos os nossos desejos e capacidades, de modo que mais tarde iremos entregar tudo para a Luz Superior com plena confiança de que ela vai fazer tudo.

Isto requer uma grande quantidade de esforço nosso, mas no final tudo isso é o trabalho da Luz e por isso é chamada de o trabalho do Criador.

É por isso que é necessário tratar o Livro do Zohar com respeito, tanto quanto possível. Embora certamente isso nunca vai ser suficiente uma vez que uma pessoa é incapaz de realmente apreciar este brilho superior chamado Zohar. No entanto, tente valorizar cada palavra como se você recebesse dela uma porção a mais da medicina, mais uma gota de infusão, que derrama o elixir da vida em você.

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 8/3/12, Escritos do Rabash, “Purim”

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O Lugar Para O Trabalho Está Entre Os Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O nosso estado é como aquele do nascimento. Um nascimento é uma ação concreta que ocorreu ou não. No entanto, se eu fizer essa pergunta agora aos meus amigos eu vou ter todo tipo de respostas num espectro total, como se houvesse numerosos matizes de cinza aqui. É dessa forma que deve ser, ou isso é apenas um de dois, preto ou branco?

Resposta: Há um exemplo muito bom para isso, o êxodo do Egito. Ele pode estar relacionado a uma única pessoa, que inclui todas essas qualidades dentro de si, uma vez que o mundo todo está dentro dela. Porém, ele também pode ser visto como o êxodo de muitas pessoas de todos os tipos, entre os quais existem homens e mulheres, idosos e crianças, bebês, pessoas relacionadas com a nação de Israel, e os Egípcios, a assim chamada “multidão misturada”. Todos estão saindo; todos estão fugindo.

Nesta multidão, há aqueles que sonharam com isso por muitos anos e alguns que estão seguindo junto com seus parentes. Há crianças e bebês que são levados por seus pais. Há idosos que não teriam ninguém para cuidar deles se eles permanecessem. Há aqueles que viram a multidão em fuga e só então se decidiram se juntar a ela.

Mas, há aqueles que vão à frente da multidão, que estão determinados a escapar, e, na frente de todos eles, Moisés está liderando o caminho. O que significa que podemos ver que entre aqueles que chegam ao Monte Sinai há todo tipo de pessoas. E dentro de uma única pessoa, atingindo este estado da primeira união acima da montanha do ódio entre ela e seus amigos, há também uma multidão de desejos e pensamentos, desde o ponto mais alto do coração que a conduz como o antepassado, Moisés, até os mais difíceis e vãos desejos.

No final, é exigido de todos eles, todos tão diferentes e cada um com tudo confinado dentro de seu espectro de desejos, pensamentos e intenções; é necessário que todos eles estejam prontos para a conexão mútua tanto quanto nós, estando abaixo da Machsom, somos capazes disso. Claro, tudo isso está acontecendo num mundo de decepção por causa do egoísmo, Lo Lishma, mas nada mais é exigido de nós.

Nós devemos entender que a abordagem espiritual não é difícil, mas muito simples. O problema é que não estamos direcionados à espiritualidade! Eu não estou direcionado à união! Se eu fosse capaz de permanecer na aspiração pela união por algumas horas, eu a teria alcançado. Porém, eu não quero isso, e estou gastando horas em todas as coisas possíveis, exceto na espiritualidade. Portanto, no final, uma única vida não é suficiente para alcançá-la.

O problema é que nós continuamos esquecendo onde precisamos nos esforçar. Se você se esforça no lugar correto, então não importa se você tem pouca água; se você a utiliza para a semente plantada na terra, essa semente irá brotar. Por outro lado, se você derrama a água na areia do deserto, então nada vai sair daí.

É por isso que todo o problema reside na qualidade da intenção. Enquanto que em termos de quantidade, nós a estamos enchendo demais, contornando, fazendo algo, e permanecemos satisfeitos porque usamos toda nossa força. Porém, se você visse como realmente é, você entenderia que não fez nada no lugar certo. Esta é toda a questão. É nisso que estamos trabalhando e tudo depende disso.

Cada um já está sobrecarregado de conhecimento teórico, ciência e artigos. O que resta é aplicar o esforço no lugar certo, apenas entre os corações. Assim, nós vamos ter êxito. Em nosso estado atual nós podemos alcançar isso em poucas horas para ao menos tocar o vaso espiritual, e então tudo será muito mais fácil.

Da Convention de Arava 24/02/12, Lição 4

Atingir O Limite


A pessoa também precisa de ajuda do Alto para alcançar o desespero absoluto. Nós somos incapazes disso sozinhos. É uma grande coisa sentir o seu limite: isso é ‘eu’, e isso não é mais ‘eu’. Somente o Criador pode dar este sinal, este limite, a fronteira entre Ele e eu.

Nós fazemos diferentes ações com diferentes truques, até que, de repente, chegamos ao desespero, vendo o chamado “decreto do Céu” nele, o que representa um sinal de Cima. Baal HaSulam escreve, Não há maior estado de felicidade no mundo do que quando a pessoa se encontra desesperada com suas próprias forças… Afinal, este estado chega até ela do Criador, e não há mais nada que possa ser feito.

Nós estávamos juntando nossos pequenos esforços, um de cada vez, e então os recebemos simultaneamente, já acumulados num único todo. Nós não colocamos nossos esforços em alguma caixinha, eles são coletados num vaso comum e seu resultado vem do Criador. Ninguém sabe quando isso vai acontecer. É por isso que a saída do Egito é feita às pressas e na escuridão.

Quando tentamos alcançar a união, nós começamos a trabalhar nela juntos e, de repente, descobrimos o poder do desespero, rejeição e impotência. Este desespero nos leva a uma demanda: nós precisamos de ajuda para nos unir. E nós gritamos. Este grito é seguido pela ajuda do Alto.

Assim, é impossível alcançar o Criador sem primeiro se tornar desesperado internamente e fazer um esforço concentrado. Afinal, o Criador é uma força, que é especificamente revelada através do trabalho e do esforço mútuo. No indivíduo não há Criador. A Luz superior só pode existir num vaso, corrigido até certo ponto, e um indivíduo é uma “peça quebrada” do todo.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição # 6

A Matéria É Uma Intenção Não Realizada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos formando um desejo coletivo antes de ir para Arava. Como podemos reduzir o caminho de tal desejo para que ele faça a transição do esforço material para a realização espiritual?

Resposta: Na verdade, não existe tal coisa como dois mundos, material e espiritual. Quando nossas ações não têm intenção, parece-nos que agimos dentro da matéria. O mundo à nossa volta é “visível” por causa da deficiência de intenção; é por isso que somos obrigados a trabalhar com “concreto armado”, passando por problemas e fazendo brotar demandas. Eles nada mais são que a materialização dos defeitos da nossa intenção. É disso que se trata o nosso mundo material. Até o momento, não há saída a não ser trabalhar com “barro e tijolos”, como os filhos de Israel fizeram enquanto estavam no exílio do Egito.

Os Cabalistas deram várias recomendações que nos permitem atrair a força superior até nós, a fim de sermos alterados. Eu não sei quem eu sou neste momento, já que sou formado de milhares de parâmetros e não sei como mudá-los. Além disso, eu não possuo qualquer capacidade de autoregulação. Transformações reais são de natureza qualitativa; eu não estou qualificado no momento para visualizar o próximo passo ou forma.

Esta é a razão porque temos este mundo e o grupo, brinquedos com os quais “brincamos”. Tudo bem que eu atue de forma materialista e egoísta; agindo assim, eu aciono a influência da Luz superior sobre mim. Ela é um remédio muito incomum: eu posso me conectar a uma noção chamada “nós” e juntos nós ativamos o mecanismo do grupo com a ajuda da intenção, dos estudos, da disseminação e assim por diante. Assim, nos envolvemos um mecanismo ainda mais superior, GAR do mundo de Atzilut, do qual recebemos a Luz Circundante (Ohr Makif) que nos modifica. Nós tentamos nos conectar uns com os outros, participamos de vários eventos e refeições comuns, estudamos e disseminamos. A coisa importante nestas atividades é a nossa união.

Nós participamos de todos os tipos de atividades com intenção egoísta (Lo Lishma) com o melhor de nossa habilidade, como crianças que não sabem respostas precisas às suas perguntas. Ao agir assim, nós iniciamos um sistema que compreende nossas ações como uma mãe que sente o seu filho mesmo que ele ainda não seja capaz de expressar seus desejos. Ela sabe o que ele quer antes que ele grite.

O sistema maternal está pronto para decifrar o nosso apelo. É Bina que deu à luz a nós e a quem os nossos apelos retornam através de um círculo fechado. Não importa se os nossos esforços são de natureza material, eles vão resultar na “descoberta” espiritual.

Os Cabalistas definiram com precisão o local e detalhes dos esforços humanos: o trabalho em grupo deve ser o mais unificado possível. Ao mesmo tempo, nós devemos nos dirigir ao mundo com a mensagem que o Criador deseja que transmitamos aos outros; se concordarmos, a “descoberta” virá até nós por todos os meios.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/12, “A Paz”

Onde Nós Encontramos A Chave Do Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanNós não devemos ter vergonha da fraqueza, pensando que a fraqueza pode arrefecer o nosso desejo de avançar. Há um “portão das lágrimas” em cada etapa, que só abre após a pessoa compreender sua própria impotência. E como poderíamos até mesmo ter a capacidade? Afinal, o avanço acontece através do poder adicional de doação. Nós não temos isso; é preciso adquiri-lo.

É por isso que eu estou certo em descobrir que não tenho a capacidade de avançar. Eu também estou certo em descobrir que não tenho nenhum desejo de avançar. O que acontece depois? Só uma coisa: realiza-se o apelo direto ao Criador, através do grupo, para Ele corrigir a conexão entre nós. Então, cada vez que isso é feito, uma nova etapa da nossa união torna-se revelada.

A pessoa é incapaz de fazer algo por conta própria. Não importa o quão forte ela às vezes pense que é, não importa o quão certa ela é, que ela atingirá tudo, ela fracassará em tudo. Está escrito: “Não acredite em si mesmo até o dia que você morrer”.

É por isso que ter um grupo que constantemente desperte a pessoa é uma condição necessária. Por esta razão, quando uma pessoa não sabe como avançar e se desespera, o seu orgulho geralmente se culpa. Portanto, ela é incapaz de receber o apoio do grupo.

Não há nada que se envergonhar disso; a pessoa só precisa trabalhar com ele. Mas, basicamente, esta é a única perturbação. Existe uma enorme força no grupo. Como no conto sobre o rabino Yossi Ben Kisma. Ele era um grande Cabalista em sua geração, e seus alunos eram pessoas muito simples. Mas ele recebeu muita força deles, já que sabia como trabalhar com eles. E ele era uma grande pessoa! E este conto fala de pessoas pequenas.

É por isso que quando a pessoa diz que o Criador não a está ajudando, é seu orgulho falando. Como ele se manifesta? Em sua incapacidade de anular-se perante o ambiente para receber dele o valor e a grandeza da espiritualidade e, assim, perceber o poder do Criador que a ajuda e a realização da grandeza da espiritualidade.

É por isso que não há razão para chorar pelos distúrbios. Está escrito: “A minha alma chorará em segredo” em ocultação, na escuridão. Chorar é bom, mas tudo depende do que você está chorando: não chore por não ter ajuda; não há ajuda. Você precisa chorar pelo fato de que seu orgulho não o está deixando a se rebaixar um pouco diante de seus amigos, do Criador, e receber ajuda deles.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12

A Oração É Um Desejo De Conexão

Nós não passamos pelos níveis dos “antepassados”, e tudo o que aconteceu no início: “Primeiro Homem”, Babel, a Terra de Canaã, Jacó e seus doze filhos, a descida para o Egito. Começamos a descobrir a nós mesmos como se já estivéssemosno Egito. Este tempo pertencia aos “antepassados” e é incorporado em nós na forma de Reshimot (reminiscências, genes informacionais), nossos atributos internos.

Começamos a trabalhar no Egito até que descobrimos que estamos em um desejo egoísta e que temos que fugir, porque nós recebemos cada vez menos vitalidade deles. Anos se passam até que descobrimos isto, a fim de escapar.

Se ao mesmo tempo, estamos em um grupo e vamos ajudar um ao outro, ele diz “e os Filhos de Israel suspiraram pelo trabalho”, que significa todos juntos. O êxodo do Egito ocorre em conjunto.
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Um Diálogo Com Faraó

Pergunta: Desde que vim para a convenção eu estou falando com o “faraó” em mim, faço perguntas e ele me responde. Ele diz: “. O que você faz, está gostando” Eu vou trabalhar na cozinha, Faraó diz: “não importa, você ainda está gostando.” Se eu limpar os banheiros, eu gosto disso também. Finalmente eu digo a Faraó, que eu tenho uma meta para a qual eu cheguei à convenção, um outro objetivo para alcançar o estado em que todos estão conectados. Faraó me diz que mesmo essa conexão, que eu estou esperando,é, eventualmente, “para mim”. Se assim for, o que devo fazer?

Resposta: Divirta-se! Digo isto a sério. Se eu posso fazer coisas diferentes para a sociedade, tanto físicas quanto mentais, para pensar sobre elas o tempo todo e para apreciá-las, isso é maravilhoso. Quem disse que temos que sofrer?

Mas, depois de realizar várias ações desse tipo, de repente, você vai ver que não as aprecia mais. De repente, você vai se perguntar: “Por que eu preciso de tudo isso?” E assim por diante. Em seguida, o “Faraó” é revelado.

No primeiro momento são os “sete anos de saciedade”, tudo é bom de uma maneira egoísta. Na verdade, seu Faraó está certo, ele diz que o que você faz, você faz isso por ele. Então, faça isso por ele, como no Egito nos primeiros sete anos de saciedade onde todos trabalham fazendo tudo para o faraó e eventualmente, descobrir que é a força do mal.

Por que o Faraó mau, de repente, aparece em vez do Faraó bom? É porque nós avançamos em direção ao Criador. À medida que avançamos o desejo de que anteriormente parecia ser bom começa a parecer mal. O grupo é bom, o estudo é bom, os amigos são bons, eu quero estar com eles e estar de plantão, para limpar os banheiros, para trabalhar na cozinha, tudo é bom e eu gosto de cada minuto que estou nesta sociedade é assim que cada novato que vem para o grupo se sente. Então, de repente, ele começa a sentir falta de respeito, ao ponto de explodir, e não se preocupa com nada, ele não sente vontade de fazer coisas e não quer nada: “Que obrigações? Para quê?”

“Porquê?” Isso ocorre porque os “sete anos de fome” começam. O que é a fome? A pessoa não sente prazer em estar no grupo, em estar com os amigos, e isso é avanço.

Tudo é revelado de acordo com a ordem dos graus. Devemos ser felizes e sérios e seguir essa linha com cuidado, e aceitar o que é revelado ao longo do caminho. A Torá nos diz sobre isso, afinal, a Torá é uma instrução (tem a mesma raiz, em hebraico). Nos diz onde você vai ficar preso e que você deve fazer no caminho para a revelação da Santidade.

Então você tem não tem escolha, você tem que entrar no Egito, você tem que fazer este tipo de trabalho, e você tem que sair. Só então você receberá a Torá, a instrução de como avançar da forma mais clara.

Isso ocorre porque a Torá é só sobre a correção dos desejos. Você corrigirá os seus 613 desejos da intenção de “a fim de receber” para a intenção de “a fim de doar”, e então você descobre o Criador.

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Da Convenção de Arvut Arava Lição # 2, 23/2/12

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A Última Gota de Esforço

Pergunta: Quando você está incorporado em uma ação coletiva, às vezes você se sente unido com os amigos, mesmo em seus pensamentos, mas no último momento você sente que algo está faltando, um esforço dentro de um esforço, a última gota. Como podemos alcançar essa última gota para que possamos chegar ao clamor geral, de modo que seremos capazes de abrir os nossos corações de uma vez por todas?

Resposta: Essa última gota é exatamente o ponto de nascimento, a ponto do êxodo do Egito , e é a mais difícil. Uma pessoa está pronta para ir quase até o fim, e então ela vê um muro na sua frente, algo que ela não pode superar, e, de repente, tem desculpas sem fim. Sua inclinação para o mal lhe diz: “Você ainda tem que cuidar disso e daquilo, e  você não estudou todo o Estudo das Dez Sefirot, no entanto, você não sabe todos os artigos do Shamati,  no entanto, ainda há tanta coisa que você tem que fazer “, e assim por diante.

E é o mesmo em relação aos amigos, o que significa que quando você realmente chegar ao ponto que agora você pode quebrar o seu ego e se conectar, fazer o ponto de solda entre você e os amigos, você pode “fazê-lo”. Criar um ponto de solda significa que esta gota de cola agora caí sobre a conexão entre você e os amigos, e se cola junto a uma adesão única. Você não pode fazer isso. No último momento, de repente você recua.

Somente um esforço geral vai ajudar aqui. Portanto, a oração de um indivíduo não ajuda. A oração deve ser a “oração de muitos,” quando você reza para os amigos e não para si mesmo, e quando todo o grupo ou a maioria do grupo reza unido. Mas você está nos falando de um esforço individual. Você pode me dizer sobre um esforço individual por mais mil anos –  nada vai acontecer com você. A direção é familiar, mas é errada, porque você não se preocupa com a conexão com os amigos.

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A partir da  Convenção de Arava Arvut Lição # 3, 24/2/12

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