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O 50º E Último Portão

Dr. Michael LaitmanO mesmo processo se repete em todos os níveis. O símbolo disso são os feriados que se repetem a cada ano, a cada novo ciclo. Tudo isso é revelado de acordo com os Reshimot (genes espirituais), com respeito aos que recebem, que esclarecem suas Luzes, centelhas e vasos, e passam por estas fases. Assim, uma pessoa passa por 49 “portões de impureza” e chega ao 50º portão de Bina. Então, tudo que parecia terrível para ela muda. O nível superior parecia impossível de alcançar e horrível, mas ela está pronta para aceitá-lo acima da razão em todas as formas possíveis.

Assim, por seus esforços, ela passa pelos 49 portões, e cada vez parece que não consegue avançar, mas de alguma forma ela supera o obstáculo e passa. No 50º portão ela para, não consegue atravessá-lo, e daí uma oração nasce nela, que a ajuda a fazer isso.

Ester simboliza a ocultação dupla de ambos os vasos de recepção e de doação. As correções feitas por Mordechai parecem levar a um resultado oposto, que se destina a ser a Luz especial “Mor-Dror” (pura mirra). Assim, nós chegamos a Purim, onde o pior estado de desamparo é revelado, mas nós tentamos atribuí-lo ao Criador e estamos prontos para trabalhar em doação, acima dos piores estados, a fim de invertê-los, ao nos elevar acima deles e revelar o estado oposto. A Luz se veste em tudo isso e a ajuda de Cima é revelada.

Nós devemos entender que tudo depende da pessoa, enquanto não há nenhuma ação por parte do superior. Todo o sistema superior já existe, mas nós o despertamos: Partzufim, Abba, Ima, Arich Anpin, ao elevar a nossa oração (MAN) a ZON de Atzilut.

E quando há um “despertar de Cima”, é somente se for a sua vez no ciclo de nossas ações mútuas, de acordo com o nosso despertar de baixo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Nós Recebemos A Luz?

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que o futuro está em nossas mãos. Nós somos os únicos que o determinam. Se ficarmos de braços cruzados, nada de bom vai acontecer. Não devemos pensar em nós mesmos; devemos nos preocupar em como levar o método de correção às pessoas e começar a cumpri-lo.

A disseminação em si é, na verdade, a realização. Isso porque a pessoa muda – seus pensamentos e desejos mudam, e sua atitude em relação ao mundo – e assim, ela já doa. Não são as ações físicas que são tão importantes aqui, mas as mudanças internas que afetam o sistema espiritual que gerencia o mundo.

Assim, eu convido a todos aqueles que estão conosco a se aproximar, e o que é mais importante, a investir na disseminação. Hoje, trata-se de Israel em primeiro lugar. Nós podemos “suavizar” a situação econômica e o estado de segurança sem esperar que desastres aconteçam.

Na verdade, até mesmo assistir as nossas aulas tem um impacto. Afinal, assim a pessoa “absorve” a ideia de Baal HaSulam e toda a cadeia de Cabalistas que desce até ela a partir da força superior. Ela aprende sobre o sistema de criação e os princípios que ele atua e pelo qual é operado. Assim, ela participa até certo ponto do processo de seu próprio livre arbítrio, e este é o seu investimento.

Pergunta: Há muitas pessoas influentes hoje entre os telespectadores do nosso canal de televisão em Israel, pessoas que estão entre os tomadores de decisão no país.

Resposta: Na verdade, eles não decidem nada. As decisões vêm inteiramente do Criador, da Luz, mas nós podemos ser incorporados lá até certo ponto e criar um impacto.

De qualquer forma, ninguém determina nada neste mundo. O plano é muito simples. Nós, seres humanos, estamos abaixo, e acima de nós está a fonte de Luz que nos traz a doação. Nós podemos doar ao Criador de acordo com a lei de equivalência de forma (∾). Então, a Luz que vem faz uma curva e já é sentida de forma diferente por nós. Nós elevamos MAN e pedimos que o Criador nos dê a preparação e prontidão para receber a Sua Luz e ser compatível com Ele.

A Luz é o doador e eu sou o que recebe. Eu peço que Ele me deixe doar um pouco. Se eu realmente não posso doar, eu quero pelo menos a mínima adaptabilidade, de modo que haverá uma conexão entre nós, de modo que não seremos opostos um ao outro.

Este é o pedido de correção que eu elevo. Então, nós começamos a agir, a nos conectar. Assim, nós cooperamos com a Luz.

No entanto, quando não elevamos MAN , a Luz nos traz sofrimento e se transforma em escuridão e sofrimentos terríveis.

Não há nenhuma outra força exceto a Luz, mas ela age em nós pela frente ou por trás (posteriormente). Isso significa que tudo depende de como nós a recebemos. Nossa ação está em nos preparar para recebê-la corretamente. Depende da pessoa e do quanto ela entende, sente e está pronta para avançar. No final, a nossa consciência deve crescer.

Eu espero que mais pessoas nos ouçam e aprendam o que temos a dizer. Nossos sites na Internet e nosso canal de TV podem fazer o trabalho, e não teremos que procurar outros canais para alcançar as pessoas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar

O Chapéu Certo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode-se dizer que o milagre de Purim simboliza certa exceção às regras absolutas?

Resposta: A leve iluminação que surge na imagem de Mordechai evoca e leva à grande Luz; nós devemos primeiro entender que o esclarecimento é realizado pela Luz de Hochma e não pela Luz de Hassadim. É a Luz de Hochma que separa os itens, os “corta” como uma faca: isto é bom e isso é ruim, isso é assim e isso é assado.

Sem Hamã, este esclarecimento seria impossível. Mas Hamã tem que vir através de Mordechai. Assim como uma lanterna não é suficiente no escuro, ela deve primeiro ser centrada no ponto certo, o que significa preparar a deficiência antecipadamente; Hamã deve ser adicionado a Mordechai de modo que seja possível controlá-lo corretamente.

Quanto ao milagre de Purim, é como o milagre do êxodo do Egito; se não há uma grande Luz que brilha, não podemos ligar os vasos. Nunca houve uma Luz tão grande como em Purim, uma Luz que conecta todas as extremidades à “linha média” e depois as eleva à primeira restrição.

Pergunta: Por que foi necessário matar Hamã?

Resposta: Hamã simboliza a intenção “a fim de receber”. É possível deixar essa intenção viva?

Afinal de contas, não se trata dos vasos de recepção que são eternos, mas sim da intenção, de como usar Malchut: se de um modo egoísta ou de maneira altruísta, com a intenção de receber ou com a intenção de doar. Quem vai gerenciar o tesouro do rei, toda a Malchut, em favor do rei, Mordechai ou Hamã?

Primeiro todos os meus vasos, todos os meus desejos, são egoístas: “a fim de receber” (↓). Tudo isso é chamado de “Hamã”. Por outro lado, “Mordechai” é a intenção de só doar (↑). Então, nós temos que mudar nossos vasos de uma intenção para outra. Com isso nós matamos “Hamã” e elevamos “Mordechai”.

Ao mesmo tempo, os vasos permanecem os mesmos, e nós alteramos apenas a “cobertura”, o “chapéu”, a intenção, que é chamada de cabeça do Partzuf. Os tesouros, Malchut com todos os seus 127 estados, permanece, mas nós só passamos o controle de Hamã para Mordechai.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/13, Shamati nº 37, “Artigo para Purim”

Bondade É Uma Constante Que Não Pode Ser Mudada

Dr. Michael LaitmanÉ óbvio que nós temos muitas queixas ao Criador sobre o nosso estado, as condições que gostaríamos, e sobre o anfitrião que é responsável por tudo o que nos acontece. Mas isso não vai ajudar. Ou nós concordamos com as condições que nos foram dadas, ou avançamos pelo caminho do sofrimento.

Afinal de contas, a fim de definir tais condições, temos que conhecer todo o processo, todo o sistema; temos que entender que tudo é para o melhor e que é impossível cumprir as condições se não conhecermos os sistemas e não estivermos em constante ocultação, à medida que avançamos de baixo para cima. A única coisa que nos resta é acreditar que todo o nosso trabalho tem que ser feito acima da crítica e reclamações. Quando olhamos para tudo a partir do nosso ego, não podemos chegar a nenhuma outra conclusão, uma vez que o avanço é, na verdade, em relação ao desejo de doar e não em relação ao desejo de receber. Portanto, em nosso estado, nunca seremos capazes de entender como podemos avançar.

Diz-se, “Abra um portão para mim que seja tão grande quanto o buraco de uma agulha”, ou seja, esforcem-se apenas um pouco, “e eu vou abrir os portões superiores diante de você”. Mas nós temos que descobrir “o buraco da agulha” por nós mesmos, e isso é uma tarefa muito difícil, pois eu tenho que abaixar a cabeça, anular o meu orgulho e entender que não vamos ser capazes de perceber e apreciar nada dentro do nosso ego, mas sim que é pelo sentimento de nossa pequenez, o abaixamento das nossas cabeças, que começamos a entender o que está acontecendo.

Afinal, é pela ocultação do nosso ego que começamos a conhecer o Criador que está oculto e começamos a nos assemelhar a Ele de alguma forma. Uma mãe que cuida de seu bebê também está em ocultação dele, já que o bebê não sabe o quanto ela se importa; ele também não tem que saber. O que importa é que o resultado de todos os seus esforços será cumprido por ele, as condições para o seu crescimento.

Mas se nós ansiamos pelo Criador, nós temos que descobrir Suas ações no que diz respeito a nós e repeti-las por nós mesmos. A fim de fazer isso, temos que nos humilhar, como uma mãe que se esquece de si mesma em prol do seu bebê, ou como o Criador em relação aos seres criados. Nós só sentimos o resultado do cuidado do Criador para conosco, mas todas as Suas ações no que diz respeito a nós, não são reveladas, uma vez que somos bebês que não conseguem entender nada.

Portanto, como podemos ser evocados de modo a querer conhecer a obra do Criador? É impossível sabê-lo até nos tornarmos pais também. Só então apreciaremos o que nossos pais fizeram por nós. Para crescer no mundo espiritual e se tornar pais espirituais, o Criador não preenche todos os nossos desejos infantis, Ele não nos serve mingau doce como uma mãe amorosa, não muda nossas fraldas e não nos diverte com diferentes brinquedos para que possamos ser felizes. Ele não estraga o nosso desejo de receber, mas sim evoca diferentes perguntas em nós, sofrimentos e discernimentos desagradáveis ​​com os quais temos que trabalhar para descobrir a razão para isso, já que assim, seremos capazes de descobrir a Sua obra.

Se eu não me sinto bem, tenho que descobrir o porquê. Claro, primeiro eu sinto insatisfação; é minha resposta natural. Eu me ressinto do fato de que me sinto mal! O próximo pensamento já está voltado ao Criador e ao por que Ele age desta maneira. Ele está errado; Ele deve mudar! Mas se o problema não vai embora e eu não posso sair dele, os golpes me forçam a ser mais paciente. Eu não ressinto mais isso; eu pergunto: “Qual é o ponto deste tipo de vida?”. Isto me leva a estudar as ações do Criador.

Disseram-me que sou responsável por tudo que acontece. Eu fiz alguma coisa? Tudo é feito pelo Criador! Acontece que tudo é oposto aquilo que me parece, “Não há outro além Dele”, “o bom e o benevolente”, e todo o bem que Ele me dá se transforma em diferentes forças contrastantes dentro de mim. Eu não vejo que tudo isso decorre do bom e benevolente. Embora às vezes algo de bom aconteça, é principalmente ruim.

Eu tenho que determinar que é um fato que tudo que recebo vem do Criador, que é bom e benevolente e que não há outro além Dele. Se eu fizer isso no estado que recebo agora, vou alcançar meu primeiro nível espiritual. Mais tarde, o mesmo tipo de trabalho é esperado de mim, mas mais qualitativo e sublime. Isto significa que o nosso trabalho é primeiro ver que somos a fonte do problema e não o Doador, e depois nos corrigir para que o problema desapareça. O Doador, Sua ação, e eu deveriam se conectar num todo chamado de “adesão”. Esta será a prova de que eu alcancei uma equivalência de dentro Dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Nós Precisamos De Um Novo Começo

Dr. Michael LaitmanQuando eu tento imaginar como o meu nível espiritual realmente tem que ser e se posso subir até ele por meus sentimentos, meu conhecimento e meus esforços, eu percebo que não posso. Se eu chego às conclusões certas, descubro que sem a ajuda do Criador não conseguirei. Depois de tudo, eu tenho que corrigir minha intenção para doar ao Criador e só consigo alcançar isso através do amor dos outros, pela conexão com os amigos.

Aqui eu vejo até que ponto trabalho na direção oposta, esquecendo tudo sobre o amor dos outros, incapaz de pensar constantemente na garantia mútua, na conexão e no amor dos amigos.

Parece que o amor dos amigos e a correção dos meus desejos são duas coisas diferentes. Eu tenho que amar os amigos e depois vou estar pronto para fazer-lhes um favor e ficar um pouco mais perto deles. Mas a correção dos meus desejos e a revelação do Criador são coisas íntimas e pessoais que pertencem apenas a mim. Eu não consigo me conectar a essas condições, e este é o nosso principal problema.

Portanto, nós temos que trabalhar constantemente na conexão de “Israel, a Torá e o Criador”. A Torá é revelada somente pela Luz que Reforma, que conecta todos estes componentes. Afinal, a importante regra da Torá é “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. A Torá significa todos os vasos e Luzes onde o amor é revelado: a partir de uma forte conexão que se transforma em amor.

Nós temos que imaginar um vaso comum chamada “Torá”, que é todo o desejo de receber que foi criado e está quebrado em pedaços que estão muito longe uns dos outros, cheios de ódio mútuo. Eu quero tudo isso seja coberto com amor; eu realmente quero isso! Então eu preciso do Criador e me concentro Nele através deste desejo coletivo.

Nesse caso, eu realmente preciso do Criador. Eu O atraio não apenas para que Ele me traga prazer, mas como resultado de uma dor insuportável causada por minha incapacidade de me conectar com o amor geral nas relações entre nós.

Este amor tem que ser expresso em relação ao grupo de alguma forma, em relação aos amigos, mesmo se não seja aberto, mas mais internamente. Isso já depende da pessoa, do tempo, da altura em que ela está. Os Cabalistas de Kotzk costumavam expressar uma atitude oposta externamente; nós seguimos as instruções do Rabash para mostrar amor e preocupação pelos amigos abertamente.

Nós temos que constantemente nos preocupar apenas com o vaso geral, a conexão geral que atrai a Luz que Corrige e a Luz que enche o vaso. O Criador é revelado somente nesse vaso, como aquele que o constrói, sustenta, cura e preenche.

Tudo isso acontece nesse estado, o problema é que nós não o imaginamos corretamente, mas acreditamos que o Criador pode ser revelado dentro de nós, que entrará em nossos corações individuais. Esta é a forma como cada egoísta pensa, uma vez que costuma atrair toda a bondade e todas as conquistas para si mesmo.

Este é todo o problema. Só através da garantia mútua podemos apoiar um ao outro, a fim de manter o foco no centro do grupo, a nação de Israel, e todo o mundo como um sistema onde tudo acontece. Não há nada além disso.

Caso contrário, simplesmente não estamos vivendo na realidade. Todas as perspectivas, exceto esta são chamadas de “uma realidade imaginária”. Não é sequer tão imaginária quanto o nosso mundo, mas, na verdade, fictícia e totalmente egoísta.

Portanto, nós temos que descobrir a cobra que está no nosso caminho, que constantemente nos leva de volta para o nosso coração impuro. Nesse caso, é impossível administrar sem a decisão do grupo, que este tem que ser a nossa única preocupação, e só com a ajuda dos amigos eu posso manter corretamente o foco no grupo, a fim de ver a minha correção nele.

Esta é a razão porque não conseguimos pensar no benefício do Criador, na verdadeira doação, mas tudo depende um do outro, e nossos pensamentos são destinados no sentido de receber e não doar. A revelação do Criador parece um doce.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 13/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Você Aprende Do Alto?

Pergunta: Como o menor pode evocar o superior para ajudá-lo?

Resposta: Na medida em que eu me anulo, eu me dou a chance de receber a partir da força superior pensamentos, atributos e desejos corretamente ao invés dos meus “próprios” poderes, pensamentos, atributos e desejos. Na verdade, eu mudo a minha forma. Mas a nova forma é tão diferente da forma antiga que é como se eu mudasse totalmente a mim mesmo.

De fato, apenas os meus valores e minha perspectiva mudam, mas parece é como se eu me tornasse uma pessoa totalmente diferente.

A oração, MAN, significa um vazio que foi criado em mim, uma deficiência para o atributo de doação, em vez de antigos desejos para receber que eu tinha antes. Eu não sei o que é outorga e como deve ser para que possa tomar o lugar dos desejos que eu restrinjo, mas eu quero que um coração novo entre no vazio que eu preparei para ele, uma nova mente. Isso significa que eu elevo o MAN, uma oração, abrindo espaço dentro do meu desejo de receber para o novo uso. [Leia mais →]

Olhe No Lugar Certo E Você Vai Encontrar

Dr. Michael LaitmanRabash, “Volta, ó Israel, ao Senhor teu Deus”: O que significa que o Senhor cura os corações quebrados (partidos), pois sabemos que a principal coisa numa pessoa é o coração, que “um coração” é o vaso que recebe a Santidade do Alto. É assim como nós aprendemos a partir da quebra dos vasos, o que significa que se um vaso se quebrou, ele não pode conter nada que é colocado nele. Além disso, se um coração está quebrado, significa que o desejo de receber domina o coração e assim a abundância não pode entrar, pois tudo o que o desejo de receber recebe vai para as cascas e isso é chamado de “quebra do coração”.

O Criador não pode ajudar uma pessoa a menos que o coração sinta que está quebrado, já que até então, não há ninguém para ajudar. O coração é quebrado de uma só vez, mas nós o corrigimos em pequenas partes, e este é realmente um grande alívio no nosso trabalho. Afinal, não temos que fazer grandes esforços para corrigir tudo de uma só vez a partir do nosso atual estado egoísta direto ao mundo de Ein Sof (Infinito).

Em vez disso, podemos realizar uma correção gradual, em pequenas porções, como se estivéssemos transferindo o tesouro do rei, movendo uma moeda de cada vez, de um lugar para outro. Ainda assim, é difícil para nós realizar o primeiro movimento, uma vez que significa se mover com a intenção oposta: de “a fim de receber” para “a fim de doar”. Portanto, isso não pode ocorrer a menos que esclareçamos nossos desejos e intenções, diferenciemos os desejos e as intenções, entendamos o que está em nosso poder e o que não está, e onde está a nossa parte e onde não está.

Nós devemos esclarecer tudo isso para que possamos discernir exatamente o que significa um coração quebrado, e exatamente o que precisa ser corrigido. Leva um longo tempo para esclarecer este discernimento. Isto é porque nós esquecemos este grupo, os outros, e o fato de que o desejo tem que ser coletivo. Todo mundo começa a pensar em si mesmo, em como se sente por dentro, e isso não tem nada a ver com o coração quebrado.

O coração está quebrado, uma vez que não consegue se conectar com os outros. É disso que se trata a quebra, mas nós não pensamos assim. Tentamos imaginar nossa quebra pessoal, e leva muito tempo até que a localizemos corretamente. Quando isso acontece, torna-se claro que é um problema simples e concreto que precisa ser corrigido.

É preciso muito trabalho para o vaso entender que nada pode acontecer com ele individualmente, mas apenas coletivamente, que é apenas parte do vaso geral e uma parte da Luz. Mas quando há um diagnóstico, não há necessidade de chamar o médico e imediatamente ver como a correção e o preenchimento surgem naquele lugar.

Portanto, é muito importante que alcancemos o pensamento geral, o sentimento geral, de modo que todos sintam que estão num campo de força da garantia mútua. Toda a nossa busca é feita num lugar totalmente errado. Nós estamos buscando dentro de nós mesmos em vez de procurar entre nós, e, assim, todos os nossos poderes vão para o lixo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 13/02/13

O Ponto Onde Oração E Gratidão Se Encontram

Dr. Michael LaitmanExistem dois tipos de trabalho: sentir uma deficiência e sentir completo bem-estar. Afinal, fomos criados da matéria que está sempre em um estado de vazio. Portanto, nós aspiramos por uma conexão com o Criador, que nos criou e que tem tudo o que nos falta.

Se incluirmos estas duas forças dentro de nós, a força natural de recepção (nossa matéria) e a força de doação (a pequena “centelha” que está em nós e que queremos desenvolver para que domine toda a nossa matéria), temos que esclarecer duas coisas: por um lado, no que diz respeito à matéria, temos que esclarecer a centelha de doação, e por outro lado, no que se refere à centelha, temos que esclarecer e examinar a matéria. Em outras palavras, por parte da criatura, temos que estudar o Criador e também nosso próprio desejo.

Por isso, nós fazemos um tipo de trabalho com nosso desejo de receber, que é um trabalho de solicitações, orações e a tristeza da Shechina (Divindade), a destruição do Templo. Se não sentirmos todas as dificuldades deste estado em sua completa severidade, não seremos capazes de alcançar a oração correta, ou seja, chegar a uma solicitação tão intensa que irá atrair uma resposta de doação da Luz.

Isso ocorre porque a Luz apenas doa um desejo completo. Os níveis do desejo completo são chamados de “níveis espirituais”, e temos que atingir pelo menos o nível mais baixo.

O outro tipo de trabalho é quando nós estamos diante do Criador que nos criou, nos gerencia, cuida de nós, corrige-nos e eleva-nos à Sua altura de perfeição. Então, nosso trabalho é em gratidão e louvor.

Estas são duas formas opostas, e em ambos os casos, a pessoa tem que se certificar de que uma não vai anular e encobrir a outra. Ambas as formas são essenciais para uma medida completa e verdadeira. O confronto entre elas, a tensão entre ambas, cria um ponto que vai atrair a Luz tão fortemente sobre si mesma que vai elevar a pessoa e virar uma das extremidades do seu trabalho em Keter e a outra extremidade em Malchut. Assim, o primeiro nível de espiritualidade de uma pessoa feito de dez Sefirot está dentro do desejo de receber, das solicitações, implorando, do coração partido, e também de gratidão e bendizendo o Criador, ou seja, desde o ponto de Keter. Assim é como nós devemos avançar.

A pessoa constantemente se esquece dessas coisas e fica confusa. Ela acha que a confusão é uma coincidência e decorre das dificuldades diárias da vida. Ela supõe que se vivesse sozinha em algum lugar numa ilha deserta no meio do oceano, longe das interrupções diárias, iria avançar rapidamente e com sucesso ao longo do caminho espiritual. Ela, no entanto, tem que se preocupar com coisas infinitas e atravessar a vida enfrentando diferentes problemas, tanto interna como externamente.

Mas esta é uma atitude errada, pois tudo pertence a um sistema. Não há nenhuma justificação para mover ou alterar as condições externas. A pessoa deve tentar se esforçar constantemente e permanecer no trabalho espiritual sem mudar nada externamente, para que através do ambiente que tem agora, ela seja capaz de dar alegria ao Criador.

Nós devemos entender que este é o ambiente que o Criador preparou para ela. Mais tarde, a pessoa vai entender em que medida estas condições foram as mais adequadas para o seu avanço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Posso Parar De Pensar Em Mim?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que vaso a pessoa descobre a espiritualidade?

Resposta: Na Luz de Retorno, ou seja, na doação, quando ela se preocupa com o outro mais do que consigo, quando o outro é mais importante para ela do que ela mesma.

Pergunta: O que é a pessoa deve anular a fim de adquirir o vaso espiritual?

Resposta: Ela deve anular os pensamentos sobre si. Como posso eu, que só consigo pensar em mim, mudo para um estado em que vou mudar totalmente a mim mesmo, para o bem dos outros? Onde posso obter tal desejo? Onde posso encontrar forças para fazer tal esforço?

Aqui, a Luz que Reforma me ajuda. É o chamado “milagre do êxodo do Egito”: eu tiro meus sentimentos (coração) e a mente fora do controle do meu desejo, do carinho por mim e coloco-os em outro. Claro, eu não posso fazer isso por mim mesmo. Um prisioneiro não pode se libertar da prisão, e você não pode se puxar pelos cabelos para fora de um pântano. Depois de tudo, o desejo e a preocupação comigo mesmo são tudo que eu tenho.

Mas a Luz vem e tira essa preocupação do desejo e coloca-a em outra pessoa. Então, eu começo a cuidar dela como uma mãe que se preocupa com o seu bebê. Afinal de contas, a mesma coisa acontece com ela, mas num nível egoísta: é como se ela estivesse hipnotizada, em sua preocupação com seu bebê, olhando para ele o tempo todo e se preocupando com ele. Se nós não conhecêssemos esses processos neste mundo, poderíamos pensar que ela tinha perdido a cabeça.

Este é também o trabalho da Luz, mas a mãe não é obrigada a pedir para ser capaz de amar seu bebê; ela simplesmente recebe este amor do Alto. No nosso caso, no entanto, é diferente. A pessoa recebe uma escolha, “Você quer permanecer no “nível animal”? Vá em frente. Mas se você quer subir ao nível espiritual, você precisa ativar essa força”.

Você precisa constantemente melhorar, tornar-se mais sábia, e, em suma, é necessário adquirir a mente do Criador a fim de ativá-Lo. Esta é a diferença entre os dois níveis, o fato de que você O ativa. É sobre isso que se diz: “Meus filhos me derrotaram”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/02/13, Um Discurso para a Conclusão do Zohar”

Quando A Doação Está Além Das Minhas Forças

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a “oração de um indivíduo”?

Resposta: A “oração de um indivíduo” é o esclarecimento de uma pessoa. Em geral, a pessoa pode realizar uma “oração de um indivíduo” ou uma “oração coletiva”. A “oração” é uma deficiência que eu descubro no meu coração. Mas eu a descubro intencionalmente, primeiro esclarecendo a oração, que é chamado de “oração antes de uma oração”. Neste nível preliminar, eu faço muitas correções para chegar à especial deficiência interna que será compatível com a quantidade de Luz que está diante de mim e que eu quero adquirir.

Eu a adquiro, a compro pagando com o meu esforço, minha força, minha deficiência, através do meu “apetite”. É como se eu entrasse numa padaria e “congelasse” na frente de um bolo maravilhoso. Mas eu sou colocado numa balança, minha deficiência é medida, e me dizem:

– Você tem uma deficiência de apenas 150 gramas e este bolo vale meio quilo, de modo que você não pode comprá-lo.

Então, minhas papilas gustativas são examinadas por um sensor especial, e me dizem:

– Seu paladar não funciona. Na verdade, você quer peixe e não um bolo. Os dois não podem sequer ser comparados, volte outra hora quando você tiver a quantidade e a qualidade certa para o bolo, e então você vai receber.

Portanto, eu preciso de uma deficiência pela doação. Onde eu posso comprar essa deficiência em nosso mundo, a fim de chegar à “loja” do Criador com ela e comprar esse “bolo”? Onde posso conseguir o dinheiro para comprar o bilhete com o qual posso entrar na doação? Isso já é “uma oração antes de uma oração”; eu penso constantemente na deficiência (em quantidade e qualidade) que devo ter, pois, caso contrário, não tenho um vaso real.

Se eu compreendo todo esse processo, então há uma “oração de um indivíduo” e uma “oração coletiva” nele. Mas estes são apenas nomes. Na verdade, eu sempre oro por mim, eu sou sempre um, e não há nada além de mim. Mas eu quero ligar e conectar aqueles que estão aparentemente externos a mim: todos os meus desejos e pensamentos que foram jogados fora pelo ego e que parecem estar espalhados de acordo com a corrupção no meu vaso. Eu quero trabalhar acima desta “espessura” (Aviut) do desejo, e, portanto, sou atraído à “oração coletiva”, querendo vê-los como uma unidade completa…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/ 02/13, Um Discurso para a Conclusão do Zohar”