Textos na Categoria 'O Criador'

Liberdade Completa!

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Bahar” (no Monte Sinai), artigo 85: …”E Ele me disse, ‘Tu és Meu servo, Israel, por quem hei de ser glorificado’”. “E Ele me disse, ‘Tu és Meu servo’ é o grau de escravo, a linha esquerda, Malchut. “Israel” é o grau do filho, a linha direita, ZA. Quando eles são incluídos como um, porque está escrito: “Em quem hei de ser glorificado””.

As duas linhas: a esquerda, o nível do escravo (Malchut), e a direita, o nível do filho (Israel), devem ser unidas e glorificadas, o que significa ser reveladas.

Por um lado, nós temos que nos submeter totalmente e nos escravizar ao governo superior. Nós podemos dizer, é claro, que agora Ele nos governa e que estamos totalmente escravizados a Ele e que não podemos fazer nada sem Ele, mas este é o atributo de um mau escravo.

A linha esquerda tem que ser leal ao seu mestre, afirmando: “Eu quero ser seu escravo. Eu quero que Ele me governe internamente através dos desejos sobre os quais não tenho controle”. Esta é a minha liberdade. A minha liberdade é escolher permanecer sob o domínio do Mestre ou deixá-Lo. Eu escolho o Seu domínio porque não posso me sentir mais livre do que quando estou sob Seu governo.

Mais tarde, quando eu subo ainda mais, o nível do escravo entra para o nível do filho. A diferença entre o nível do escravo e o nível do filho é que eu faço tudo o que meu Pai deseja e não o meu Mestre. Agora eu quero realizar todas as suas ações de forma consciente, mesmo que Ele não me obrigue a fazê-lo. E mesmo que Ele não sabia sobre isso, aqui eu trabalho sem conexão com Ele, e sou como Ele.

Esses dois estados devem ser claramente sentidos por uma pessoa e, assim, o terceiro estado aparece entre eles, a linha do meio, quando eu não sou nem escravo nem filho. A linha do meio não existe na natureza. Ela é criada e aparece na conexão entre as linhas direita e esquerda, dando a pessoa uma sensação de liberdade completa. É como estar num vácuo, onde a primeira condição do escravo não funciona ou não tem qualquer impacto sobre mim, e o mesmo ocorre com a segunda condição do filho.

Eu posso me desconectar totalmente de qualquer conexão com o Criador e ser independente em todas as minhas ações, desejos e pensamentos. Liberdade total!

É disso que trata o pensamento da criação, que está levando a pessoa à sensação de liberdade que leva à sua escolha do estado para estar onde o Criador existe e ansiar por Ele. Se eu anseio por que isso em 10%, 15%, ou 20%, eu gradualmente me transformo nessa imagem exata, a mesma réplica, e, nessa medida, eu sou chamado de Adam, um ser humano.

Eu me desconecto do Criador na linha do meio, porque caso contrário não tenho livre-arbítrio. Esta não é uma ilusão de liberdade. Eu preciso sentir que estou totalmente livre. Além disso, esse sentimento vem de encontro a uma cacofonia de todos os tipos de desejos, anseios e tentações egoístas. O orgulho, a inveja, o desejo de fazer o que quiser, e de ser o mestre do universo crescem numa pessoa.

Imagine que você está imerso em água e na superfície, em vez de água transparente, o fundo turvo de repente sobe, e é todo seu, as ondas de seus pensamentos e desejos egoístas. Na verdade, é sobre este pano de fundo que você começa a fazer um ser humano de si mesmo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/14

De Um Jubileu Para Outro

Dr. Michael LaitmanUm novo ciclo de venda da terra começa depois do jubileu. Eu posso vendê-la para alguém por 10 anos, a outra pessoa por 20 anos, e assim por diante, até o ano do jubileu, quando a terra mais uma vez torna-se minha.

Eu não posso vendê-la novamente, visto que esta terra não pode ser propriedade de outra pessoa até o ano do jubileu. O indivíduo sente que é um estranho, um estrangeiro na terra e que a terra não é sua, mas pertence ao Criador que estava apenas alugando-a a ele. A razão é que a terra simboliza nosso desejo.

Pergunta: O que significa isso num nível mais interno de entendimento? Como eu posso vender o meu desejo?

Resposta: Você pode fazer o que quiser com ele, a fim de obter a colheita correta dele, mas você deve saber que, no final, você tem que devolver o desejo corrigido ao Criador sob a forma de doação. O jubileu simboliza a compatibilidade completa com o Criador. O jubileu é comum e compartilhado por toda a nação. Todo mundo sabe sobre ele; você não pode enganar ninguém, e não há necessidade de apresentar quaisquer documentos. É assim que a contagem da terra sempre foi feita: de um jubileu para outro e no momento em que tudo volta ao início.

Comentário: Isto é sentido como um ponto muito profundo, e tudo é muito complicado. Nós, que existimos nessa dimensão, achamos difícil de entender.

Resposta: Se você está conectado ao Criador, à força geral da natureza, e sabe que está subordinado a ele, nada é complicado ou difícil.

Hoje nós começamos a sentir de forma bem acentuada que somos governados pela natureza e que não temos escolha. Nós não controlamos as coisas e todas as nossas noções ingênuas de que somos os mestres da natureza e que podemos ter tudo o que queremos dela à força estão desaparecendo gradualmente.

Nós somos como crianças pequenas que, sem a mãe e o pai, começam a perceber que foram deixadas sozinhas numa caixa de areia gigante sem saber o que fazer a seguir e que a corrompemos a tal ponto que brincar nela é impossível. Todos os jogos de crianças acabaram; é hora de crescer.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

O Desejo É A Única Imagem De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 25: 6-7: Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; e ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.

Tudo o que pertence a uma pessoa, a seu vaso, que é formado das partes dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, dividido horizontalmente, verticalmente e para cima, tem que estar incluído em seu trabalho. Ela tem que preparar os seus desejos para que eles estejam prontos para ser preenchidos com a Luz Superior. Um servo, uma empregada, o gado e os animais são todos partes de uma pessoa.

Quando chegarmos a esse estado, veremos que todas as outras partes da natureza (o inanimado, vegetal e animal), que sentimos externamente a nós, serão preenchidas com a mesma Luz e ficará claro que não são externas, mas que todas existem internamente. Nós vamos descobrir que o nosso mundo externo e interno é um mundo geral, completo. Isto significa que a minha parte animal e todo o mundo animal que me rodeia, a minha parte vegetal e todo o mundo vegetal que é externo a mim, a parte da natureza inanimada em mim e todo o universo, são, na verdade, um único todo.

Acontece que a figura humana singular que criamos quando nos conectamos totalmente inclui toda a criação no seu interior, que nós sentimos como um todo. Não há divisão em eu e outros. Os seres humanos, animais, plantas e a natureza inanimada, todos se tornam um único desejo, onde o conceito de um Criador é atingido, que é a força singular da natureza. Isso é tipificado pelo sétimo milênio.

E a atitude do Criador em relação a isso – a realização do pensamento de Sua criação, o plano, Suas ações, Seu principal desejo inicial de criar o ser criado em Sua forma e imagem – já é os próximos três milênios: o oitavo, nono e décimo. Então tudo é encerrado num todo único que não é dividido em milhares de anos, e o ser criado entra em outra dimensão, sobre a qual não sabemos nada. Mas ela existe, uma vez que temos pistas disso nos escritos de grandes Cabalistas, mas nada mais.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Um Shabat De Descanso Solene No Sétimo Ano

Dr. Michael LaitmanPergunta: A que se refere o seguinte versículo: “Levítico 25: 3-4: Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um Shabat dedicado ao Senhor. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas”?

Resposta: Todos os seis anos de trabalho na terra são seis anos de correção do nosso desejo quando constantemente trabalhamos nele. E no sétimo ano o desejo corrigido será preenchido com a Luz do Criador.

Então não precisamos fazer nada, já que a Luz preenche o desejo geral e conecta, enfraquece e domina-o de tal maneira que a principal coisa para nós é não interferir.

O que significa que todas as ações que competem a nós devem ser dirigidas de tal forma que não perturbemos o Criador de mergulhar em nós, preencher, conectar e nos colocar juntos como um único pacote, onde todas as características do Criador nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante são conectadas pela primeira e única Luz num único conjunto.

E isso é chamado de sétimo ano, que é o ano do descanso solene. Portanto, isso é chamado de Shabat (sábado), a liberdade e a cessação do trabalho. Mas, na verdade, há um trabalho interior muito forte, só que é dirigido no sentido oposto, na medida em que eu me anulo e não faço nada, possibilitando que o Criador atue.

Ao mesmo tempo, eu estou junto com Ele em pleno acordo e união. Eu trabalho, mas o meu trabalho se resume numa ação sincronizada com o Criador, e isto é muito complicado e difícil.

Então eu tenho que me preparar para o descanso de modo que toda a densidade do ego, todos os seis anos durante os quais eu o corrijo, me levarão ao sétimo ano, o ano do descanso solene, o ano da Shmittah (desapego) .

Depois disso virá o oitavo, nono, décimo anos (milenares), o que corresponde à conquista do nível de GAR, os níveis de Bina, Hochma e Keter. Neles eu atinjo a mente do Criador, Seus planos, e Ele, Ele mesmo. Este é o nível mais alto, chamado os segredos da Torá.

O que se quer dizer com os segredos da Torá? Depois que eu alcanço o sétimo milênio, todas as minhas imagens, todo o aparato da minha compreensão e consciência está tão transformado que só então eu serei capaz de entender o que os três níveis superiores simbolizam: o oitavo, nono e décimo milênios.

Pergunta: É possível dizer que os seis anos de trabalho da terra são arar, elevar e transformar o ego?

Resposta: Sim, eu transformo o ego do mesmo modo que nós transformamos o solo quando o aramos antes da semeadura. As sementes espirituais da pessoa não podem crescer se ela não transformar seus desejos (a terra). Isto é realizado durante os seis anos, e no sétimo ano a realização acontece através da Luz do que foi plantado.

Pergunta: É só então que os brotos aparecem?

Resposta: Não, eles saem a cada ano. É que durante os seis anos (Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzah, Hod e Yesod) eu trabalho no solo de tal forma que, no sétimo ano, tudo o que eu obtive na obra, que eu cavei em meu ego, está pronto para ser preenchido pela Luz.

Então a Luz percebe isso sem minhas ações. Agora eu termino meu trabalho através de ações opostas, visto que eu devo ajudar a Luz a fazer isso a partir do seu lado e não do lado do solo.

Pergunta: O que significa “o preenchimento pela Luz”?

Resposta: Quando os desejos da pessoa se transformam completamente para serem semelhantes à Luz em quantidade e qualidade, então ela sente que a Luz é encontrada dentro dela.

Na verdade, a Luz estava sempre nela, só que agora a pessoa começa a sentir isso porque preparou seus sentidos, sua compreensão, para isso. Ela vê que, mesmo antes disso, ela estava no mundo do Criador, e que tudo estava cheio de Luz, “não há outro além Dele”, mas agora ela sente e descobre isso. Este é o sétimo milênio.

Portanto, o Shabat é chamado de um dia santo, porque é a soma de todo o imenso trabalho que uma pessoa passa para alcançar o Criador, para descobri-Lo dentro de si.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

O Ano Do Criador

A Torá, “Levítico”, 25:1 – 25:5: E o Senhor falou a Moisés no Monte Sinai, dizendo: Fala aos filhos de Israel e você deve dizer-lhes: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás os seus frutos, mas, no sétimo ano, a terra deve ter um descanso completo, o sábado do Senhor; você não semeará seu campo, nem podará a sua vinha. Você não deve colher o que crescer depois de sua colheita, e você não deve escolher as uvas que você tinha reservado [para si], [devido à] este deve ser um ano de descanso para a terra.

À primeira vista, parece que na seção semanal da Torá Ba’har nos são dadas leis que nos dizem como trabalhar a terra, plantar e cultivar a terra. Mas se examinarmos esta seção a partir da perspectiva dos nossos desejos interiores, que são divididos nas naturezas da natureza inanimada, vegetal, animal, e falante (os quatro níveis dos desejos egoístas), podemos compreender como nos focar na correção, no nosso trabalho espiritual.

Os desejos no nível da natureza inanimada, por exemplo, não se desenvolvem ou desenvolvem tão lentamente que não sentem o seu desenvolvimento durante a sua existência, o que significa durante um ciclo de vida inteiro. Os desejos, que se mantêm a um nível fixo, pertencem ao nível da natureza inanimada. Eu não quero que eles mudem, mas eu tenho que fazer esforços, a fim de conseguir isso.

Vamos dizer que eu tenho que, constantemente, amar e preocupar-me com os meus amigos. Ou seja, o meu nível de interação com eles é constante e não-vivente, porque eu não os desenvolvo. Mas, ao mesmo tempo, o nível desenvolve-se, pois trabalho constantemente na sua estabilidade. Assim, ele avança e as relações mútuas com os meus amigos mudam. Quando permanecem no nível da natureza inanimada o nosso caráter não muda, mas nós ascendemos a um nível ainda mais elevado. Portanto, nossa mutualidade, amor e nossa incorporação no outro, o entendimento de que partilhamos e o apoio muda constantemente.

Pergunta: Será que isso significa que as relações mútuas entre os amigos tornam-se mais fortes se atingirem um nível ainda mais alto?

Resposta: Eles se tornam mais fortes, mas isto é quando eu concentro todas as minhas ações em manter a estabilidade da natureza de nossas relações mútuas. Imaginem em que medida o nível da natureza inanimada está verdadeiramente vivo, uma vez que pertence a mim e não à natureza externa que o rodeia.

Pergunta: Então, o que simbolizam nossos desejos no nível vegetativo do vegetativo? A Torá diz: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás a sua produção.

Resposta: Isso significa que eu processo o nível vegetativo do desejo, o que significa que eu incluo todos os meus pensamentos independentes e desejos, a fim de manter as relações com o amigo na unidade bilateral mais forte, em garantia mútua.

Eu desenvolvo-os sobre os próximos níveis quando eu os crio a partir do nível inanimado ao nível vegetativo e depois para o nível animal e nível falante. Em relação a estes níveis eu, constantemente, certifico-me de que todas as minhas ações pertencem à natureza inanimada é assim que eu mantenho o nível fixo de relações mútuas.

O sétimo ano é uma ação muito especial, que, graças ao fato de que eu tenho trabalhado em todos os meus seis parâmetros (Hesed, gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod), recebo, do Alto, o próximo nível de subida.

Eu salto sobre ele como um número no balcão, sem qualquer esforço adicional de minha parte. No sétimo ano, eu não faço nada, já que tudo vem a mim do Alto.

Em outras palavras, o nível inanimado da natureza só parece ser a natureza inanimada para nós, já que todos os outros níveis originam-se dele. A fim de avançar eu tenho que trabalhar com o nível inanimado, primeiro, que é simbolizado pela terra.

Então, eu tenho que trabalhar com o nível do vegetativo sobre a terra, a fim de produzir frutos para me alimentar. A fim de fazer isso eu aro e semeio a terra com a ajuda de um tipo especial de nível animal (animais) que foram criados para que possamos usá-los, a fim de nos desenvolver.

Quando recebemos o fruto da terra, temos que usá-los, a fim de nutrir a terra na forma de fertilizantes. Isso é feito tanto pelo nível animal ou pelo nível vegetativo. Então eu transformo-os em alimento para o vegetal, animal, e os níveis humanos.

Acontece que o nível inanimado da natureza alimenta todo o ciclo, e então, quando eu chegar ao sétimo ano eu não trabalho, porque Malchut conecta e opera na Luz de Retorno (Ohr Hozer) e tudo o que eu tenho feito entra em erupção a partir de baixo. Assim, quando eu conecto o trabalho que tem sido feito eu posso entrar em contato com o Criador.

Esta é a razão que o sétimo ano é chamado o ano do Criador. Tudo o que eu criei pelo meu esforço é vertido para este ano, recebendo o poder da Luz que me suspende para o próximo nível. Não posso ascender a ele por mim. Quando eu cumprir internamente todos os esforços sobre os quatro tipos de desejos, eu completo o trabalho e vou para o próximo nível, onde acontece a mesma coisa, mas de uma qualidade diferente, e eu passo por uma experiência totalmente diferente.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/7/14

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O Tesouro Escondido Em Nossos Bolsos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Última Geração”, Parte 2: …Na verdade, não há nada mais natural do que entrar em contato com o próprio criador, pois Ele criou a natureza. Na verdade, toda a criatura tem contato com o seu criador, como está escrito: “Toda a terra está cheia de Sua glória”, exceto que não sabemos ou sentimos isso.

Na verdade, aquele que é premiado com o contato com Ele alcança apenas a consciência. É como se a pessoa tivesse um tesouro em seu bolso, e não soubesse disso. Junto vem outra pessoa e permite que ela saiba o que está em seu bolso. Agora, ela realmente ficou rica.

Agora, quando ela descobre esse tesouro, sabe que tem a propriedade disso e sabe como usá-lo. Antes, ela colocava a mão no bolso e não sabia que tipo de tesouro estava em seu poder, ao passo que agora o descobre no bolso e sabe como usá-lo.

Pergunta: Portanto, que tesouro é esse que temos em nosso poder sem o nosso conhecimento sobre ele?

Resposta: Nós estamos num mundo que está oculto de nós. Nós não vemos mais do que um por cento de toda a realidade que nos rodeia. Basicamente, nós vemos apenas um pequeno mundo, comprimido, e completamente distorcido. Nós não prestamos atenção no tesouro que possuímos.

Pergunta: Será que a sabedoria da Cabalá possibilita que eu descubra esse tesouro?

Resposta: A sabedoria da Cabalá nos revela gradualmente todo o mapa, até que possamos utilizar este tesouro corretamente. Nesse meio tempo, só este mundo é revelado para nós, e nós o estamos destruindo. Portanto, como é possível revelar mais para nós? A sabedoria da Cabalá nos explica onde podemos nos desenvolver e que tipo de meta podemos alcançar.

Pergunta: E um tesouro está esperando por nós no final da estrada?

Resposta: Nós o descobrimos gradualmente. Aos poucos, nós estamos autorizados a colocar a mão no bolso e usar parte do tesouro, se soubermos como usá-lo corretamente. Se aprendermos a usá-lo corretamente com os poderes e conhecimentos que nos são dados, ele se revela diante de nós.

Do Programa da Rádio Israelense 103 FM 15/02/15

O Que É A Alma?

Dr. Michael LaitmanA alma é o desejo de amar e de doar, que uma pessoa desenvolve dentro de si mesma. Desta forma, ela começa a sentir o mundo espiritual.

Nós agora só temos o desejo de receber e apreciar, atraindo a nós mesmos tudo o que nos parece bom, ao passo que o desejo de doar indica que eu incluo os desejos de outras pessoas e começo a satisfazê-los.

Com isso, eu adquiro a minha alma, pois a alma se encontra fora do meu corpo e não dentro dele. Eu não me identifico com este mundo, mas com o meu desejo de doar. Eu saio de mim mesmo e sinto a realidade externa. Desta maneira eu começo a perceber a realidade espiritual, o próximo nível.

Baal HaSulam escreve em Pri Hacham (O Fruto do Sábio), “A Emanação da Alma:” Toda pessoa foi criada somente para atingir a alma completa e iluminada do Criador, abençoado seja Ele, digna de adesão constante e eterna.

Do Programa da Rádio Israelense 103 FM, 01/02/15

Como Ter Sucesso Na Escola Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sou uma pessoa prática real que não acredita em qualquer poder superior ou outra coisa. Eu só quero saber como governar a sorte (destino).

Resposta: Você pode governar a sorte se mudar a si mesmo, para ser como o poder da sorte.

Pergunta: E se eu sou um ateu, será que posso governar a boa fortuna de acordo com o seu método?

Resposta: Isso não está relacionado à fé. É uma técnica com a qual as pessoas práticas e pragmáticas que querem ter sucesso na vida chegam a um resultado muito mais rápido.

Pergunta: Como posso governar a sorte?

Resposta: A força que move você ao longo da vida não muda. Você tem que se tornar como essa força. Assim como uma criança que não quer ir para a escola tem que mudar seu ponto de vista, sua direção.

A criança precisa ver que se ela muda para caber no grau em que se encontra, não quer mudar o grau de acordo com ela, mas, se ela se senta calmamente e estuda, faz o seu dever de casa, então ela pode alcançar um grande objetivo como resultado.

Pergunta: Pelo que eu entendi, o objetivo de toda essa escola da vida é me ensinar a amar?

Resposta: É verdade; não há nada além disso. Está escrito: “‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ é a principal regra de toda a Torá”.

O que se pode ganhar com isso? Ao alcançar as propriedades do amor, você se conecta a um poder superior e alcança o mesmo estado em que esse poder reside na eternidade e perfeição, sem quaisquer restrições.

Pergunta: Quem é o poder supremo no seu exemplo sobre a escola? É o principal?

Resposta: Imagine que há alguém acima do diretor da escola, eterno e perfeito. E ele deseja que você alcance a mesma condição que ele, para se tornar eterno e perfeito, à custa de suas mudanças internas, de sua transformação interna. Quando? Aqui e agora! Afinal de contas, não há tempo e tudo depende do seu esforço e perseverança.

Pergunta: O que é o poder superior?

Resposta: Um poder superior é a força abrangente, única da natureza, além da qual não há nada. E nós estamos todos nela. Nós só existimos porque essa força é o poder do amor e doação, e nós devemos atingir o mesmo estado em que ela reside.

Nós vamos alcançá-la, uma vez que devido a essa força nós recebemos a Torá, a chamada Luz que Reforma, o método da Cabalá, através do qual podemos mudar a nós mesmos facilmente e nos tornarmos como o poder da sorte.

Qualquer pessoa que queira governar a sorte tem que vir para a Cabalá, e aprender como ter uma boa sorte o tempo todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/01/15

O Preenchimento Do Completo Vazio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de eu me preparar para o vazio contínuo e a sensação deste preenchimento?

Resposta: Há a correção dos vasos e o preenchimento dos vasos. Tudo se passa dentro de uma pessoa e eu tenho que preparar o meu vaso, a fim de receber tudo como bom e nada mais é necessário.

Eu recebo tudo o que tenho do Alto, do Criador, do “não há outro além Dele” e, portanto, tenho que ansiar em me sentir bem apenas a partir do fato de que recebo Dele. Isso é chamado de purificação dos vasos, o nível de Bina, Hafetz Hesed. O desejo de receber é corrigido de tal modo que não exige nada para si, exceto a sensação de conexão com o criador, que é o que preenche-o completamente.

Eu não me importo com nenhum estado que possa vir, do melhor ao pior, todo o terrível vazio e os diferentes estados extremos, uma vez que estou acima do meu vaso com um Masach (tela) e a Ohr Hozer (Luz de Retorno).

Se estou aderido ao fato de que tudo vem do Criador, eu aceito integralmente todos os estados com a minha mente completa e do fundo do meu coração, em todas as minhas contas, desejos, intenções e sentimentos. Isso se chama o nível de doação absoluta, Hafetz Hesed, a primeira correção essencial do desejo de receber, após o qual é possível chegar à doação ao Criador. Este é um tipo de limpeza do meu ego.

Se o estado vem do Criador e eu estou num mundo que é totalmente gerido pela força superior, eu não me importo com o que sinto no meu desejo de receber. Se isso foi enviado pela força superior, deve ser bom, e, portanto, estou calmo.

Eu não sinto que sou um hipócrita e não me pressiono, mas, na verdade, sinto que estou realmente em estado de correção. Qualquer coisa pode acontecer em minha mente e coração, mas eu só quero estar aderido num ponto, ao pensamento de que isso vem do Criador.

Por isso, eu estou em doação real em Hafetz Hesed, acima de todos os eventos que possivelmente podem vir junto, sejam guerras, problemas, medos, ansiedades, conflitos, erupções, os piores eventos possíveis e os melhores. Eu sei que isso vem do Criador e esse pensamento é suficiente para cobrir todos os sentimentos em meu desejo de receber.

Uma Luz que Reforma muito forte que vem de cima é necessária para tal correção, a Luz de Hochma que afeta o meu desejo de receber e eleva-o ao vaso de Bina. Mas, enquanto, ela ilumina de forma oculta, na forma de Ohr Makif (Luz Circundante). [

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Ver Outros Mundos

Dr. Michael LaitmanA integração entre as duas forças, recepção e doação, é a base da criação. A ciência moderna está se aproximando desse fenômeno, mas ainda não está pronta para senti-lo. Os cientistas estão se aproximando de um limite após o qual vão descobrir que tempo, espaço e movimento não existem, que não há vida e morte, e que a matéria não existe, nem mesmo as partículas fundamentais. Em vez disso, tudo isso se encontra em nossas sensações.

O que existe? Como podemos adquirir os sentidos para a nova dimensão?

Os cientistas já chegaram à conclusão de que não há vida e morte, mas que tudo é derivado de algum tipo de sensação interna. Portanto, quem somos nós? Será que meu corpo realmente existe, ou só parece dessa forma para mim? O conceito de “existência” desaparece; para quem ela existe? Artigos científicos recentes indicam que eles chegaram à conclusão que ela é puramente uma contemplação interna.

Pergunta: Suponha que os Cabalistas têm um objetivo que muitas pessoas podem ver como transitório, mas ainda é um objetivo. O objetivo dos cientistas é simplesmente descobrir alguma coisa, e o que mais?

Resposta: O mesmo objetivo existe para nós e para os cientistas. Nós queremos descobrir o propósito da vida! Que diferença faz se nós o chamamos de Criador, natureza ou de qualquer outra coisa? Eu quero descobrir a verdade, mas não estou pronto para fazer isso, porque eu descubro isso em relação a mim mesmo; e, se eu mudar, ele também muda. Isso quer dizer que já não é a verdade, não é mais absoluta, e se nós estamos falando sobre o absoluto, eu não posso alcançá-lo. Eu não estou preparado para sentir e entender isso, porque não estou pronto para isso. Eu devo mudar a mim mesmo de antemão. No entanto, como posso mudar em relação ao mesmo espaço em que vou descobrir a verdade?

Esta é verdadeiramente a teoria da relatividade, mas não a de Einstein. Pelo contrário, é mais moderna. Afinal de contas, nós nos encontramos agora no limiar de atravessar a barreira para a compreensão de um novo espaço. É possível chamar isso de um espaço, pois é sentido dentro de nós, semelhante ao nosso espaço. No entanto, cabe a cada um de nós verificar se temos sentido a verdade. Isto é obrigatório. Nós só podemos analisar isso com a condição de que saímos de nós mesmos e nos calibramos em relação a algo eterno e pleno. Como podemos fazer isso? É exatamente aqui que a ciência para e falha. Portanto, os cientistas acabarão nos ouvindo. Eles terão um grande desejo de avançar, juntamente com a grande decepção de que não podem avançar por causa da barreira que não estão prontos para atravessar. Eles vão entender que do outro lado da barreira se encontra algo que não estão prontos para perceber porque não têm outros sentidos. Onde estão esses sentidos? Como eles são adquiridos? Como podemos mudar, a fim de adquiri-los?

Quando um estado como esse for criado, eles estarão prontos para nos ouvir e entender. Eles terão todas as condições prévias de anseio, uma tremenda atração para o avanço, o reconhecimento de sua impotência, e a sensação de que estamos falando de algo que surge no mesmo padrão que a sua sensação.

O que é a ciência? É o desejo de descobrir o Criador. Os cientistas aspiram a descobrir o Criador, mas eles O chamam de natureza. Nós também O chamamos de natureza, mas para eles a natureza é só as leis que agem neste mundo, e nós estamos dizendo que a natureza é muito mais ampla. Nós oferecemos a investigação sobre as leis do outro mundo.

Quando as pessoas se tornam objeto de investigação, seus valores são alterados. Isto ocorre mesmo que não pensemos desta forma, porque nos acostumamos a pensar que somos imutáveis. Por exemplo, numa fórmula matemática, um fator é a constante, e o resto dos fatores mudam, e é assim que vamos resolver a equação. Depois disso, nós começamos a mudar este fator e não mudamos os outros, e assim por diante.

É assim conosco também. Nós achamos que não precisamos mudar a nós mesmos e estão explorando a natureza mutável. No entanto, quando chegamos a uma barreira, um beco sem saída, começamos a ouvir e a entender algo como investigadores. No entanto, se começamos a mudar a nós mesmos, pode ser que também descubramos que causamos uma mudança? Quando começamos a ser alterados, adquirimos novos sentidos.

Os cientistas dizem que a percepção é subjetiva. Se a emoção é subjetiva, vamos mudar o sujeito, e assim vamos ver outros mundos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/13