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O Filme Da Nossa Vida Tem Um Bom Final

760.1Os chatos podem ser divididos em duas classes; aqueles que têm uma disciplina própria e aqueles que não precisam de disciplina (AA Milne).

Pergunta: Alan Alexander Milne escreveu muitas coisas, mas é lembrado principalmente pelo Ursinho Pooh. Em um de seus escritos ele observou: “Nunca se sabe exatamente quando uma pessoa fica entediada com outra. A história de sucesso de um estranho no golfe é intolerável, mas a própria parece interessante. Uma pessoa não pode ver a sua própria história com a impaciência de quem está de fora”.

Você pode nos dizer como ver que somos chatos?

Resposta: Não sei se precisamos ver isso. Só precisamos ficar em silêncio. Sou a favor do silêncio. É normal que as pessoas fiquem sentadas e caladas, ou pensem em algo em comum, ou até mesmo em algo próprio de cada um. Por que falar?

Comentário: E elas devem concordar: “Vamos sentar em silêncio”. Então, vamos sentar em silêncio e pensar.

Minha Resposta: Deveria ficar claro sem precisar dizer.

Pergunta: Então não deveríamos envolver outras pessoas?

Resposta: Não devemos fazer nada! Há ruído de todos os lados: informação, música, sabe-se lá o quê e como. Mas, em princípio, nada disso é necessário.

Pergunta: E não somos chatos então? Apenas ficamos sentados, em silêncio.

Resposta: Sim, podemos sentar e ficar em silêncio.

Comentário: Mas isso ocorre apenas se houver relacionamentos bons ou calorosos entre as pessoas.

Minha Resposta: Sim, compreensão.

Pergunta: Então, é necessário que tenhamos relacionamentos tais que possamos nos sentar juntos em silêncio?

Resposta: Sim.

Comentário: Não é tão simples; já é intimidade.

Minha Resposta: Todas as conversas levam a discussões, a alguns problemas. Sente-se, fique em silêncio e tudo ficará bem. Quando você começa a falar, surgem inconsistências.

Pergunta: Este princípio definitivamente funciona entre pessoas próximas. Mas para isso ainda precisamos estar próximos.

Por favor, conte-nos sobre ser chato. Há autores de direção que disseram: “Não me importa quantas pessoas assistem ao meu filme. Deixe-as crescer com o meu filme. Como você se sente em relação a isso: não “Eu sou chato”, mas simplesmente “Eles já atingiram o meu nível”?

Resposta: É indispensável. Cada pessoa que cria algo tem aquele orgulho de pessoa criativa.

Pergunta: E elas não conseguem se livrar disso?

Resposta: Absolutamente não!

Pergunta: Então essa ideia de que as pessoas deveriam amadurecer com o meu trabalho, você aceita?

Resposta: Sim.

Pergunta: Mas há outra abordagem – ao estilo de Hollywood. O que eu as alimento, sei que elas consumirão. E eu as alimento deliberadamente de uma forma de baixa qualidade ou que segue uma fórmula conhecida. Como você se sente sobre isso? Não sou chato, milhões me observam.

Resposta: Não sei. Também não entendo realmente uma pessoa que cria algo para as massas. Não deixa impressão interna, moral, não toca o coração, mas as pessoas precisam disso.

Pergunta: Então, todas essas abordagens estão corretas na sua opinião?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então aqui está uma pergunta. Voltamos ao Criador de uma forma ou de outra, nunca O deixamos em todos os nossos papéis. Não temos para onde ir.

Então, que tipo de diretor Ele deveria ser, na sua opinião? Um diretor que é compreendido ou para quem você precisa se desenvolver? O que Sua direção faz conosco?

Resposta: Ele quer que pensemos, encontremos soluções e tentemos implementá-las.

Comentário: Mesmo assim, Ele nos considera seres pensantes.

Minha Resposta: Sim, absolutamente!

Comentário: Essa é uma posição elevada.

Minha Resposta: Caso contrário, nossas vidas não teriam sentido. Ele estabelece um certo nível de nosso desenvolvimento para cada momento de cada pessoa.

Pergunta: Então, com toda a Sua direção – e Ele é um grande diretor, um grande roteirista – já vemos isso: para onde Ele está nos levando?

Resposta: Para perceber a necessidade de nos elevarmos acima de nossa natureza.

Pergunta: E todo esse filme que estamos assistindo é praticamente o fim?

Resposta: Sim.

Pergunta: Isso é considerado um bom final? Depois de passar por guerras, sofrimentos, catástrofes?

Resposta: É um bom final, claro! Porque concordamos com o que alcançamos e esperamos pelo momento final quando eu O revelar em minha natureza.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 04/03/24

O Que Posso Fazer Se Odeio Este Mundo?

423.03Dina escreve:

O que devo fazer com meu ódio por este mundo? Muitas pessoas se sentem assim hoje. As pessoas odeiam este mundo! Elas o odeiam! E muitas até perguntam: “Por que nasci? Por que trazer uma criança a este mundo?”

Minha Resposta: Mas é verdade. Está chegando o momento em que uma pessoa ficará totalmente desapontada com este mundo. O egoísmo humano está crescendo e não pode ser preenchido. As pessoas não sabem com o que preencher. Então, cada dia que vivem parece forçado e insatisfatório.

Pergunta: O que pode ser feito sobre isso?

Resposta: Nada!

Pergunta: Apenas sente-se sem fazer nada?

Resposta: Não faça nada.

Comentário: Mas ainda morando nesse estado o tempo todo, não sei sobre isso.

Minha Resposta: Eu entendo esse estado. Especialmente na minha juventude, tive muitos desses estados: para que viver, por que viver?

Pergunta: A base deste ódio contra este mundo é algo que você não entende?

Resposta: Não, é ódio pelo vazio que este mundo evoca em você.

Pergunta: Mas ainda assim, primeiro existe uma razão para isso acontecer de uma forma ou de outra?

Resposta: Sim.

Pergunta: Hoje você certamente está transmitindo e entendendo que algo está acontecendo com as pessoas. E as pessoas odeiam este mundo por uma razão. Por quê?

Resposta: É para tornar este mundo melhor para você e para os outros.

Pergunta: É a isso que precisamos chegar?

Resposta: A solução existe, mas cada um deve encontrá-la por si mesmo.

Pergunta: Então você está dizendo que é por isso que as pessoas são levadas a tal estado?

Resposta: Sim.

Pergunta: Você também diz que este mundo nos foi dado pelo Criador. Vemos assim porque Ele quer que vejamos assim?

Resposta: Sim, o Criador deseja a nossa decisão acertada sobre como percebo o mundo e como quero vê-lo e senti-lo.

Para que durante a minha vida neste mundo eu me transformasse em um ser que se aproxima do Criador com meus pensamentos, aspirações e assim por diante. O Criador, tendo criado este mundo, deu-me a oportunidade de revelá-Lo para subir acima dele.

Pergunta: E o que eu vejo? O que estou revelando? Por enquanto, estou revelando este mundo que odeio.

Resposta: Para revelar o mundo odiado, a fim de elevar-se acima dele, de um mundo condenado, terrível e egoísta para um mundo gentil e belo.

Pergunta: Então, vou ver assim?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então, se minha aspiração é transformar esse ódio em outro estado, ver este mundo de forma diferente, se eu repetir isso constante e mecanicamente, isso funcionará mesmo que mecanicamente?

Resposta: Funcionará até mecanicamente. Para isso, devo mudar radicalmente a minha atitude em relação ao mundo, em relação às pessoas, em relação a tudo.

Pergunta: À força?

Resposta: À força. Não é fácil. Este é o trabalho de autoaperfeiçoamento descrito pela Cabalá.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 15/04/24

Era Uma Vez Uma Marcha Da Morte

566.01Pergunta: Você tem um aluno e eu tenho um amigo muito próximo, Gilad Shadmon, que está conosco há 30 anos.

Seu pai estava em Auschwitz e aos 15 anos foi evacuado como parte da Marcha da Morte de Auschwitz em 1945. Os prisioneiros vivos restantes foram levados para outros campos em toda a Polônia. Pessoas morreram de fome e exaustão durante a marcha forçada e muitas foram baleadas no caminho.

Seu pai contou que estava com 12 adolescentes, de 15 anos. Eles estavam com muita fome, mas quando conseguiram um pedaço de pão, decidiram que cada um pegaria um pedacinho e passaria para o próximo.

Ele foi um dos primeiros, quase um pedaço inteiro de pão foi passado para ele. Naquele momento em que estava mordendo, sentiu: “Não consigo me conter, vou comer o pedaço inteiro”. Mas ele se conteve, e todos os outros também. Cada um pegou um pedacinho e passou adiante.

Essa história me impressionou muito. Por que você acha que ele se conteve, esse adolescente absolutamente faminto?

Resposta: Porque ele estava conectado com seus amigos. O que mais poderia tê-lo contido? Então ele se conteve.

Pergunta: Então esta é uma conexão real?

Resposta: Sim, não permite uma pessoa – a ponto de ela simplesmente morrer no local.

Pergunta: Então esse estado de conexão que você acabou de mencionar é superior a tudo, certo? Maior que a fome, maior que a morte.

Resposta: Provavelmente. Não sei, não experimentei isso. Eu não posso dizer.

Pergunta: Mas você ainda tem confiança de que isso aconteceu justamente por causa disso? Ele viu esses caras parados ao lado dele e sentiu isso?

Resposta: Sim.

Pergunta: Embora se saiba que as pessoas famintas – e há muitos exemplos na história – esquecem tudo, até mesmo os seus parentes mais próximos. É um instinto, elas começam a comer. Talvez elas não sejam culpadas, essas pessoas?

Resposta: Não.

Pergunta: Mas aqui, estes são adolescentes. Ainda há algo nisso?

Resposta: Nessa idade, as pessoas podem negligenciar a si mesmas. Adultos, não mais. E antes dessa idade, crianças, claro, não. Mas adolescentes, sim.

Pergunta: Então, alguma coisa nos adultos ainda desaparece? E os adolescentes ainda sentem que há futuro nesta conexão?

Resposta: Sim.

Pergunta: Outra pergunta. Eram pessoas famintas e hoje estamos bem alimentados. Não pensamos nos outros, ou seja, naqueles que têm fome, e assim por diante. E mesmo os adolescentes de hoje, bem alimentados, não pensam nas outras pessoas famintas.

Por quê? O que aconteceu? Precisamos ver por nós mesmos ou o quê? O que é preciso?

Resposta: Não, são circunstâncias completamente diferentes, diferentes áreas da consciência são ativadas em nós, os bem alimentados. Portanto, não podemos ser comparados a eles.

Comentário: Então você não pode dizer: “Havia tanta nobreza lá…”.

Resposta: Não! Você não pode transferir isso mecanicamente.

Pergunta: Você não pode comparar?

Resposta: Não.

Pergunta: Isso pode ser chamado de nobreza? Na língua russa, existe uma palavra tão elevada como “nobreza”.

Resposta: Não sei se é nobreza. A vida simplesmente faz assim.

Pergunta: Então, nesse momento, chega a compreensão de que a conexão é tudo, acima da vida e da morte, acima de tudo – conexão?

Resposta: Sim.

Pergunta: Mais cedo ou mais tarde a humanidade, o mundo, sentirá que isso é tudo?

Resposta: Isso virá.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 08/04/24

Não Há Mais Nada Para Fazermos Neste Mundo

627.2Alexandre escreve:

Não sou casado e nunca tive amigos verdadeiros. Há um ano comecei a assistir seus programas e percebi porque isso está acontecendo comigo. Exigi demais dos outros quando deveria ter exigido de mim mesmo. Mas parece tarde demais para mudar agora. Conheço alguém, as coisas parecem boas e, de repente, sinto uma irritação intensa e não consigo me controlar. digo algo duro ou simplesmente desapareço, evitando encontros. Eu não consigo me superar. E tudo acaba. Já fui a psicólogos, até a um psiquiatra e a uma cartomante, mas isso continua se repetindo. Eu não sei o que fazer”.

Pergunta: Que conselho você pode dar a ele?

Resposta: O único conselho que se pode dar é encontrar um grupo que o apoie e o envolva na conexão entre eles, entre todos os membros do grupo e com o Criador. Ele deveria ver exemplos de conexão entre as pessoas e como elas se elevam em direção à conexão com o Criador, e isso o colocará no caminho certo.

Comentário: Você já está caminhando em direção à conexão com o Criador, um grupo que busca conexão com o Criador.

Minha Resposta: Com certeza, sim. Ele deve entender que é exatamente disso que ele precisa.

Comentário: Isto é, ao nível do nosso mundo: fazer amigos aqui, estar juntos aqui, e aqui…

Minha Resposta: Não, isso não é mais relevante.

Comentário: Viver normalmente, conhecer alguém, finalmente casar.

Minha Resposta: Deixe-o se conectar com aqueles que lhe são dados de cima e perceba a conexão correta.

Comentário: Então você está dizendo que a conexão dele deveria ser com aqueles que querem se elevar ao nível do Criador, elevar-se acima deste mundo, e não com aqueles que querem se estabelecer neste mundo.

Minha Resposta: Exatamente.

Pergunta: Tudo isso continuará a se expandir ainda mais? Deveríamos procurar especificamente tais grupos? Existem ciências neste mundo, psicologia…

Resposta: Temos que completar tudo neste mundo. Complete o máximo possível e não deixe nada para depois. Completar-se neste mundo significa lutar pela conexão entre nós e com o Criador e para que tudo isso chegue à sua forma correta.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 08/04/24

Viva Como Uma Sombra Correndo Sobre A Água

198Feliz é aquele que, entre os tormentos,
Entre as ansiedades e as paixões barulhentas da vida,
Como uma rosa que floresce impensadamente,
E mais leve que uma sombra correndo sobre as águas (Anna Akhmatova).

Pergunta: Você concorda que caminhamos em meio a tormentos e ansiedades? A vida é assim?

Resposta: Provavelmente. Sim.

Comentário: Em segundo lugar, ela diz que feliz é aquele que, como uma rosa, floresce impensadamente.

Minha Resposta: Em geral, sim. Assim como as leis da natureza a impulsionam a se desenvolver, ela também cresce.

Pergunta: Assim como uma rosa cresce de acordo com a natureza, uma pessoa também deveria crescer?

Resposta: Sim.

Pergunta: Semelhante ao que devemos cultivar?

Resposta: Semelhante à natureza. Isto significa que, ao estudar a natureza, devemos descobrir capacidades dentro de nós para imitá-la.

Pergunta: Mas tudo na natureza é baseado em instintos e somos seres racionais.

Resposta: E devemos fazer isso racionalmente. É muito, muito difícil. Mas é exatamente isso que devemos fazer.

Pergunta: Então, vemos como a natureza se submete à harmonia universal, e nós, com a nossa razão, deveríamos nos submeter a ela?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que preciso fazer com a minha mente que me diz que tenho o meu “eu”, as minhas opiniões, e assim por diante?

Resposta: Anule tudo isso tanto quanto possível.

Pergunta: E será este o caminho para a felicidade se eu puder anulá-la?

Resposta: Sim.

Pergunta: Anna Akhmatova diz que se deve viver com leveza. Ela escreve: “Viver como uma sombra correndo sobre a água”. Ou seja, você não vira a água; você é como uma sombra correndo sobre a água. Na sua opinião, é por natureza?

Resposta: Uma pessoa deve se assemelhar a uma sombra correndo sobre a água, mas, ao mesmo tempo, deve compreender que isso exige trabalho sobre si mesma.

Pergunta: E novamente voltamos à mesma coisa – à anulação?

Resposta: Sim.

Pergunta: Qual é esta regra que é tão difícil para nós cumprirmos?

Resposta: O egoísmo deve ser anulado!

Comentário: É tão difícil! É tão difícil dar esse passo!

Minha Resposta: O principal é não esquecer.

Pergunta: Então qual é o propósito do meu “eu”?

Resposta: Justamente anulá-lo.

Pergunta: Tenho talento em alguma coisa, tenho sucesso, sei que minha opinião está correta. O que devo fazer sobre isso?

Resposta: Você precisa desenterrar tudo isso. É como usar uma faca para retirar a parte podre de uma maçã e descartá-la.

Pergunta: Meu “eu” saliente é a parte podre?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que restará então?

Resposta: Algo bom, adequado para a vida.

Pergunta: E a minha opinião? O que eu deveria fazer com ela?

Resposta: Se permanecer após tal transformação, você viverá com ela.

Pergunta: Para que me foi dado o meu “eu”? Acontece que me foi dado precisamente para que eu pudesse…

Resposta: Para que você possa anulá-lo e, em vez disso, encontrar no mundo circundante, na natureza, forças que juntas lhe permitam criar-se semelhante à natureza, semelhante ao Criador. Essa é a questão principal.

Pergunta: Nesse caso, uma pessoa pode considerar sua vida feliz?

Resposta: Acho que uma pessoa pode considerar-se feliz se der um passo em frente em direção à natureza universal e unificada e se integrar nela como um todo integral.

Pergunta: Como você avalia pessoalmente sua vida? Tão feliz?

Resposta: Avalio minha vida, no geral, como feliz. Pesquisei muito e passei muito tempo me testando – o que e como. Não alcancei a categoria mais alta das minhas pesquisas. Mas estou feliz por ainda ter descoberto onde está a verdade e como abordá-la. Continuaremos com o resto.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/03/24

Quando As Profecias Dos Sábios Se Tornarão Realidade?

417Pergunta: Há uma história bem conhecida do Rabino Akiva , o grande professor de gerações, quando ele e três sábios estavam no meio das ruínas do Segundo Templo, e de repente uma raposa correu pelo local onde ficava o Santo dos Santos. Todos os sábios choraram, mas Rabi Akiva riu de repente. Eles perguntaram a ele: “Por que você está rindo?! Animais selvagens já estão correndo onde estava o Santo dos Santos!”

Ele disse: “Uma profecia foi cumprida, a profecia do profeta Urias, de que o Templo seria destruído, e isso significa que outra profecia também será cumprida, a profecia de Zacarias, que diz que Jerusalém será reconstruída”. E assim por diante. Em resposta, os sábios disseram: “Akiva, você nos confortou!”

Rabi Akiva entendeu que a profecia da futura Jerusalém e da Terra de Israel seria cumprida.

Como você comentaria as palavras de Zacarias em sua profecia?

Sua profecia refere-se ao período da redenção final, que é chamado de “fim dos tempos”. Ele viveu 350 anos antes da nossa era.

Zacarias predisse: “Eis que farei de Jerusalém um cálice que embriague para todos os povos ao redor. E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra de carga para todos os povos; todos os que se sobrecarregam com isso ficarão gravemente feridos; e todas as nações da terra se reunirão contra ela (Zacarias 12: 2-3).

O que é o “fim dos tempos”?

Resposta: O fim dos tempos é quando chegou a hora de realizar um julgamento justo sobre todas as pessoas.

Pergunta: Como podemos nós, judeus, tornar-nos um “cálice que embriague” para todas as nações?

Resposta: Porque as nações verão que nas nossas mãos está a capacidade de nos corrigirmos e, assim, corrigirmos o mundo, mas não conseguimos fazê-lo.

Pergunta: É isso que significa se tornar um “cálice que embriague”? Parece que esse momento está se aproximando. Vejo como as pessoas estão começando a nos tratar.

Resposta: Sim, virá em ondas, às vezes subindo, às vezes caindo, e chegará a um ponto em que o mundo inteiro desejará nos destruir.

Pergunta: Então, isso realmente se tornará um cálice que embriague?

Resposta: Sim, mas nossas ações devem ser opostas. Devemos mostrar ao mundo que somente nos unindo poderemos salvar o mundo e então uma força chamada “Messias” surgirá dentro de nós.

Isso tirará toda a humanidade do egoísmo e a elevará a um nível espiritual. “Messias” vem da palavra “retirar”.

Pergunta: Além disso, Zacarias escreve: E acontecerá naquele dia que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém (Zacarias 12:9).

Até agora, os exércitos e as diplomacias atuais estão em luta. Em que caso o Criador entra em batalha? Está escrito aqui que Ele, o Criador, luta por Israel.

Resposta: Ele não luta por Israel tal como existe hoje. Ele luta pela manifestação da fé no Criador no mundo e pela necessidade de Ele ensinar a toda a humanidade como verdadeiramente devemos viver.

Pergunta: Aqui diz: “Procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém”. O que isso significa?

Resposta: Jerusalém representa o temor de Deus. É Ira Shlema, medo completo, diante do Criador.

Pergunta: Então continua: “E não haverá mais extermínio; mas Jerusalém habitará em segurança” (Zacarias 14:11). Como você entende isso?

Resposta: Entendo que a partir de então as pessoas não atacarão mais umas às outras. Elas tentarão viver em paz e seguir plenamente, tanto quanto puderem, as leis do Criador.

Pergunta: Você está se referindo a todas as pessoas do mundo neste caso?

Resposta: Sim.

Comentário: Embora seja dito que “Jerusalém habitará em segurança”.

Minha Resposta: Jerusalém representa o mundo inteiro.

Pergunta: Seguindo em frente. Zacarias prediz: “Jerusalém será habitada sem muros” (Zacarias 2:8). Quando não há mais necessidade de construir muros, que tipo de Estado é esse?

Resposta: Esta já é a redenção comum das pessoas do seu egoísmo, de todos os preconceitos, crenças, e assim por diante, e a revelação do Criador a todas as nações.

Pergunta: Você está falando novamente sobre o mundo?

Resposta: Sim.

Pergunta: “Sim, muitos povos e nações poderosas virão buscar o Senhor dos Exércitos em Jerusalém e suplicar o favor do Senhor (Zacarias 8:22). …naquele dia o Senhor será um, e um só será o seu nome” (Zacarias 14:9).

O que significa “nações poderosas virão buscar o Senhor dos Exércitos em Jerusalém”?

Resposta: Porque Ele deve ser revelado nesta cidade, neste lugar. Mas Jerusalém está no coração de cada pessoa, no lugar mais central e secreto. Eles se esforçarão para senti-Lo ali: “Existe um Criador em mim, no centro, nas profundezas do meu coração?” E todos vão buscar assim.

Pergunta: Eu tenho esse ponto de medo diante do Criador?

Resposta: Você tem. Cada pessoa tem.

Pergunta: Eles encontrarão precisamente este ponto? Então o que significa “o Senhor será um e o seu nome um?

Resposta: Então eles conectarão todos esses pontos no coração, e Deus será um e Seu nome será um.

Comentário: Isso é muito lindo! Se dissermos: “o Senhor é um”, então todas as religiões, todas as crenças…

Minha Resposta: Tudo isso será abolido. Haverá uma aspiração.

Pergunta: Quando dizemos “O Senhor é um”, estamos falando sobre a qualidade do Senhor? Amor, doação, é isso que queremos dizer?

Resposta: Sim.

Pergunta: Continuando: “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém será chamada cidade da verdade” (Zacarias 8:3).

Esta frase eu volto para Sião sempre segue os judeus, atrás do povo. Poetas e Salmos falam sobre isso. O que significa o regresso a Sião para o mundo, se já estamos falando do mundo?

Resposta: Sião, ou melhor, Tzion, vem da palavra “Etzia”, saída e distanciamento. Ou seja, ao distanciar-se de Jerusalém e vir como se fosse a Jerusalém, através destes pequenos passos, o Criador cria em nós um desejo real de revelá-Lo.

Pergunta: Se você disse que este é o ponto de medo diante do Criador dentro de nós, então nós o perdemos, o encontramos, o perdemos e o encontramos novamente. Como resultado, ele fica mais forte?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então, ao fazer isso, chegamos cada vez mais perto dele?

Resposta: Sim, desta forma ele se revela cada vez mais em nós.

Pergunta: Deveria haver sempre essas entradas e saídas em nós?

Resposta: Sim.

Pergunta: Elas existem. Você perde, então você encontra… O tempo todo, seja na descrença ou na fé, é assim que você é.

Pergunta: Jerusalém como a “cidade da verdade”. “Verdade” o que significa aqui?

Resposta: A verdade é quando for revelado que existe verdade no mundo.

Pergunta: Isto se relaciona com o medo diante do Criador?

Resposta: Sim.

Pergunta: É isso que é a verdade?

Resposta: A verdade é conhecer o Criador.

Pergunta: Dizemos constantemente: “Buscamos a verdade. Buscamos a verdade.” É isso que estamos buscando? Estamos constantemente buscando o Criador?

Resposta: Sim.

Comentário: Mas Ele se esconde atrás de todas as vestimentas, e assim por diante.

Além disso, há uma frase muito bonita, apenas o cântico dos cânticos!

Diz: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Nas praças de Jerusalém ainda se assentarão velhos e velhas, cada um com o seu cajado na mão, para todas as idades. E as praças da cidade estarão cheias de meninos e meninas brincando nas suas praças” (Zacarias 8:4-5).

Minha Resposta: Lino!

Comentário: Muito lindo!

Minha Resposta: Isto é tranquilidade, esta é a sabedoria que desce sobre a cidade, que representa todas as aspirações da humanidade, e que receberá toda esta sabedoria e a distribuirá a todas as nações.

Pergunta: É muito interessante aqui. Por que fala especificamente dos idosos que se sentarão em paz com o seu cajado na mão para todas as idades” e depois fala imediatamente de meninos e meninas brincando?

Não existe uma espécie de meio-termo, apenas velhice e juventude.

Resposta: Isso ocorre porque quanto mais uma pessoa se esforça pela sabedoria, mais jovem ela se torna. Os mais sábios e os mais jovens de cada pessoa se encontrarão, se compreenderão e coexistirão em alegria.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/03/24

Somos Alienígenas Nesta Terra

712.03Pergunta: O grande Cabalista Baal HaSulam contou uma parábola sobre um homem que cometeu um crime grave contra o rei e foi condenado a 20 anos e foi exilado para uma ilha remota onde havia outros exilados.

Uma vez lá, a doença da amnésia o atingiu. Ele esqueceu que tinha esposa, filhos, amigos e conhecidos. Ele começou a pensar que o mundo inteiro nada mais era do que o que ele via, esse lugar distante com gente, e pensou que nasceu ali. Ou seja, tudo isso se tornou verdade para ele.

A questão é: podemos dizer que estamos exilados nesta Terra?

Resposta: Na verdade, não é o nosso local de nascimento e desenvolvimento. Ou seja, somos alienígenas nesta Terra. Ainda não tivemos a oportunidade de saber de onde e como. Mas somos estranhos aqui nesta Terra.

Não somos adequados nem em nosso desenvolvimento nem em nossa natureza para o que está aqui. Existimos desta forma porque é assim que o Criador deseja por enquanto.

Pergunta: Por que não tratamos esta Terra como uma mãe?

Resposta: Não temos nenhuma conexão com ela.

Pergunta: Por que estamos sendo punidos?

Resposta: Não somos punidos. Estamos passando por uma fase de desenvolvimento. Não há punição nisso.

Pergunta: Então precisávamos estar aqui para nos desenvolver? A ponto de nossa conexão atingir o nível de um poder superior?

Resposta: Sim, não creio que sentiremos isso aqui, na vida terrena, mas estamos caminhando nessa direção.

Pergunta: Alguém pode perguntar: qual é a verdadeira realidade? Tomamos nossa existência como verdade. Mas não é verdade, como você diz. Não é assim?

Resposta: Correto.

Pergunta: O que é isso – realidade real, verdade?

Resposta: A realidade real é que podemos nos afastar das nossas ideias habituais sobre a natureza, sobre nós mesmos e sobre o Criador, e perceber a nossa natureza cósmica.

Pergunta: Mas como é?

Resposta: É totalmente sobrenatural e não tem nada a ver com nosso corpo, pensamentos ou qualquer coisa. Devemos nos elevar acima de tudo isso. O mundo real é o que está lá fora em algum lugar…

Pergunta: Acima de todos os sentidos, acima de tudo?

Resposta: Acima de tudo! É o que compreenderemos mais tarde em nossas sensações completamente novas.

Pergunta: E isso, em princípio, não pode ser descrito para uma pessoa? É impossível. Somente quem compreendeu isso pode sentir a realidade real.

Resposta: Sim.

Pergunta: Por favor, diga-me o que ainda precisamos fazer para retornar daqui para lá.

Resposta: Só precisamos querer nos unir.

Pergunta: Pelo que entendi, a humanidade agora quer acordar cada vez mais porque este sonho está se tornando cada vez mais terrível. Quase todo mundo tem uma forte sensação de que algo mudou. Isto é uma busca pela verdade ou é apenas uma fuga do sofrimento?

Resposta: Não é nem mesmo uma fuga do sofrimento.

Pergunta: O que é isso? Uma pessoa está simplesmente procurando onde se sentirá bem?

Resposta: Uma pessoa está procurando algo para aderir. Caso contrário, cada segundo fica mais prolongado e não faz sentido. É difícil para uma pessoa e nada mais.

Pergunta: E nada mais? Não existem pensamentos superiores?

Resposta: Não! Nada e lugar nenhum.

Pergunta: Será que eles, mais cedo ou mais tarde, nos apresentarão a compreensão de que devemos, como você diz, dar todos esses passos em direção à eternidade, em direção à verdade, em direção à nossa pátria?

Resposta: Chegaremos lá. Espero que de alguma forma acordemos de um barulho terrível, estrondoso e vejamos o céu explodindo. O que vai acontecer conosco? É aí que começaremos a pensar.

Pergunta: Então toda a tarefa é chegar à questão de uma forma ou de outra?

Resposta: Sim.

Pergunta: Ainda não chegamos a esta questão?

Resposta: Não! Cheguemos à questão egoísta: “O que acontecerá conosco?” Pelo menos chegue perto dela e essas rodas começarão a se mover lentamente.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 25/03/24

Como Israel Pode Defender Sua Independência?

294.2Prezado Michael Laitman,

Tenho 92 anos. Moro em Israel há 34 anos. Amo este país, amo meu povo. Meus filhos, netos, bisnetos, estão todos aqui, não sobrou ninguém.

Diga-me, celebramos o Dia da Independência em Israel há 76 anos. Defendemos Israel em seis guerras. Hoje estamos em guerra novamente e vejo que as feras estão contra nós. O Hamas são feras. No norte, existem terroristas do Hezbollah. O Irã não nos deixará em paz. Existe tanto antissemitismo em todo o mundo! É assustador para um judeu andar pelas ruas. Tanta gente quer que o nosso país não exista e isso me preocupa muito.

Michael, diga-me, poderemos celebrar a nossa independência daqui a um ano ou daqui a dez anos? Não estou pensando em mim mesmo quando faço essa pergunta.

Minha Resposta: Eu entendo você e estou muito emocionado com suas palavras. Penso que ainda celebraremos o Dia da Independência de Israel de tal forma que será um feriado para o mundo inteiro. Para o mundo inteiro!

Chegaremos ao ponto em que a ideia delineada na Torá se tornará a ideia fundamental da existência da humanidade “ame o seu próximo como a si mesmo” em primeiro lugar.

Pergunta: Então você está dizendo que se o país seguir esta lei celebraremos esses feriados o tempo todo?

Resposta: Absolutamente.

Comentário: Mas diga-me, é possível que sejamos expulsos daqui à força?

Minha Resposta: Não creio que possamos ser expulsos daqui. Não creio que haja tempos difíceis pela frente. Agora precisamos pensar não só em nós mesmos, mas também no mundo: o que dizemos ao mundo, o que precisamos mostrar, aonde precisamos conduzi-lo. É assim que defenderemos a nossa independência.

Pergunta: Deveríamos também defendê-la militarmente hoje?

Resposta: Claro! Claro, devemos.

Pergunta: Você não tem dúvidas sobre isso?

Resposta: Não. Para Israel, a paz é um meio de difundir a ideia de “amar o próximo como a si mesmo” para a humanidade. Não devemos esquecer isso e nos comportar sempre de acordo com esse princípio.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 06/05/24

Devemos Celebrar A Independência

294.2Marcos escreve:

Quero perguntar sobre o Dia da Independência de Israel. Hoje, fala-se de tanta negatividade sobre Israel, e há tanto pessimismo, dúvida, amargura e tragédia no país. Caro Michael, diga algo encorajador, algo edificante no nosso Dia da Independência. As pessoas vão ouvi-lo, muitas o ouvem.

Minha Resposta: Eu espero que aqueles que me escutam e me ouvem, ouçam a minha aprovação à nossa celebração do Dia da Independência. Não importa como foi estabelecida, embora haja muitas questões aqui.

Acredito que seja um feriado necessário. Ninguém pode cancelá-lo. Há muitos que não o aceitam porque não é um feriado religioso.

Comentário: Mas é sabido que o seu professor, Baal HaSulam, o professor dos professores, um grande Cabalista, celebrava este dia. Ele até levantava a faca “sagrada” no Shabat que usava para cortar a Chalá do Shabat, e nela estava escrito: Medinat Yisrael, que significa o Estado de Israel. Este foi um desafio para os judeus ortodoxos. Ele fez isso. Então, ele reconheceu e apoiou totalmente este feriado?

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: Como ele deve ser preservado?

Resposta: Não precisamos preservá-lo. Só precisamos restaurá-lo constantemente. Porque enquanto existirmos somos obrigados a lutar para celebrar este dia uma vez por ano precisamente porque o povo decidiu que esta é a sua independência e deve ser assinalada.

Pergunta: Você disse a palavra “lutar”. Isso significa que temos que lutar por isso? Será que finalmente chegamos a um ponto em que este dia…?

Resposta: Não, isso não pode ser.

Pergunta: Será sempre através de uma luta?

Resposta: Enquanto o nosso mundo se opuser ao mundo espiritual.

Pergunta: Na sua opinião, o que o Dia da Independência de Israel significa para o mundo? Para nós, é como a nossa segurança, a nossa liberdade. Mas para o mundo, o que é isso?

Resposta: Para o mundo, a independência de Israel é uma data fundamental que marca a transformação do mundo do mundo antigo para o mundo moderno, e de um mundo onde os judeus existiam como pessoas oprimidas, perseguidas e pressionadas para um mundo onde podemos existir com orgulho em nosso próprio país.

Pergunta: Você acabou de dizer que isso deveria ser para os judeus. Ou você realmente disse que é um feriado para o mundo também?

Resposta: Também significa muito para o mundo porque é precisamente graças aos Judeus, graças a Israel e graças à nossa independência que podemos continuar a nossa existência de uma forma que permite que o mundo exista.

Pergunta: Então damos algo ao mundo?

Resposta: Não é que damos algo; mantemos o mundo sobre nós.

Pergunta: Este pequeno ponto que é pouco visível, como um buraco de agulha, mantém o mundo sobre si mesmo e é o centro do mundo?

Resposta: Sim.

Pergunta: Por que você diz isso com tanta confiança?

Resposta: Porque simboliza aquele pedaço do mundo que se esforça para fortalecer este mundo, para tornar todos iguais e dignos.

Pergunta: E isto é Israel?

Resposta: Isto é Israel, claro. Seu objetivo é fazer o mundo para todos.

Pergunta: A existência de Israel é destinada especificamente ao mundo?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então isso será aceito pelo mundo?

Resposta: Então o mundo aceitará isso.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 06/05/24

Última Geração – O Começo

963.4Pergunta: Marido e mulher administravam um hotel para pessoas comuns. Um dia, um rico comerciante chegou lá. A esposa viu seus ricos pertences e disse ao marido: “Eu tenho um pó chamado “esqueça tudo”. Vou adicioná-lo ao seu arroz e ele esquecerá alguns de seus belos pertences.” Então ela fez isso.

O convidado jantou, elogiou a anfitriã e partiu de madrugada. O marido e a mulher correram para o quarto dele em busca de coisas valiosas que haviam sido esquecidas. De repente, o marido gritou: “Ele esqueceu, esqueceu!” “Esqueceu o quê?” sua esposa exclamou alegremente. “Ele se esqueceu de pagar a noite”.

A questão é esta. Sempre queremos decepcionar a confiança de alguém, que é a nossa condição – um sorriso, boas ações, ações e assim por diante. Uma pessoa pode sentar-se com um pai ou parente idoso sabendo que sua propriedade se tornará sua. As mulheres se casam com milionários e assim por diante. Todas as novelas são construídas sobre isso. Uma pessoa não é punida por isso; é assim que ela recebe. É o nosso mundo. Na parábola, eles são punidos – o comerciante esqueceu de pagar.

Por favor, diga-me se uma pessoa ainda é punida por isso porque está tentando fazer outra pessoa dormir e tirar algo dela.

Resposta: Naturalmente, ela é punida.

Pergunta: Mesmo que ela talvez não sinta isso?

Resposta: A natureza não se importa que ela não sinta isso. Na natureza, tudo isso está perfeitamente equilibrado.

Pergunta: Mas toda a humanidade é assim. Sorrimos da mesma forma para conseguir alguma posição e fazemos amizade com as pessoas para tirar algo disso. Esta é a natureza humana?

Resposta: Sim, claro.

Pergunta: E ainda somos punidos por isso. Pelo quê? Tendo este mundo?

Resposta: Sim. É o nosso castigo. Este mundo é um castigo.

Pergunta: Então, tudo o que acontece, incluindo as guerras e todo esse sofrimento, é causado pela nossa atitude?

Resposta: Sim. Não desejamos felicidade e bondade a ninguém, nem nada deste tipo.

Pergunta: Simplesmente desejar. Mas a culpa não é nossa, não é?

Resposta: Vá até aquele que o criou e diga a Ele: “Veja como você me criou! O que posso fazer? Eu apenas espalhei sementes de ódio ao meu redor. E foi você quem me fez assim”.

Pergunta: E Ele espera que vamos até Ele com isso?

Resposta: Ele está esperando que revelemos e digamos a Ele, e então Ele consertará o problema.

Pergunta: O que você acha do provérbio: “Não cave um buraco para outra pessoa; você mesmo vai acabar nele”?

Resposta: Eu particularmente não acredito neste provérbio.

Comentário: Embora você tenha acabado de dizer que estamos sendo punidos.

Minha Resposta: Sim, mas é tudo relativo. Quantos buracos cavamos para os outros e depois não percebemos que eles estão vindo até nós? Se eles viessem, seria bom. Aprenderíamos rapidamente.

Pergunta: Como isso combina? Você primeiro disse que estamos sendo punidos de alguma forma. Então, ainda estamos sendo punidos?

Resposta: Sim, mas não sabemos para quê, porquê ou como. Isso é um problema.

Pergunta: Se fizéssemos algo errado e acertássemos imediatamente, entenderíamos que era terrível. Então não entendemos?

Resposta: Não.

Pergunta: Mas é bom assim: e se eu fizesse algo terrível e conseguisse na hora? Isso é bom ou ruim?

Resposta: Não, isso é ruim. Isso não nos educaria. Seríamos como soldados.

Comentário: Mas uma pessoa perceberia: eu faço algo terrível e sou punido.

Minha Resposta: Ela faria isso porque percebeu que suas ações estavam erradas.

Pergunta: Mas na realidade, como deveria ser?

Resposta: Em primeiro lugar, não querer fazer o mal.

Pergunta: Não querer odiar? Este deveria ser o nosso pedido principal?

Resposta: Sim.

Pergunta: Devo sentir que quero fazer o mal e odiar?

Resposta: Sim! Necessariamente! Me sinto mal por ter descoberto isso e pedido ao Criador para mudar essa propriedade em mim.

Pergunta: Será que algum dia chegaremos lá?

Resposta: Necessariamente!

Pergunta: Então, este é o final de uma forma ou de outra?

Resposta: Sim.

Réplica: Se eu puder agora de alguma forma me recompor e sentir que…

Resposta: Você não pode.

Pergunta: Quando essa hora chegar, o que posso fazer? Você diz que eles estão nos levando para lá.

Resposta: Esta é chamada de “última geração”. Estamos no começo, ainda apenas no começo.

Pergunta: O que é a última geração?

Resposta: É quando a humanidade revela sua natureza maligna, oposta ao Criador, e deseja apaixonadamente a mudança.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 04/03/24