Viva Como Uma Sombra Correndo Sobre A Água

198Feliz é aquele que, entre os tormentos,
Entre as ansiedades e as paixões barulhentas da vida,
Como uma rosa que floresce impensadamente,
E mais leve que uma sombra correndo sobre as águas (Anna Akhmatova).

Pergunta: Você concorda que caminhamos em meio a tormentos e ansiedades? A vida é assim?

Resposta: Provavelmente. Sim.

Comentário: Em segundo lugar, ela diz que feliz é aquele que, como uma rosa, floresce impensadamente.

Minha Resposta: Em geral, sim. Assim como as leis da natureza a impulsionam a se desenvolver, ela também cresce.

Pergunta: Assim como uma rosa cresce de acordo com a natureza, uma pessoa também deveria crescer?

Resposta: Sim.

Pergunta: Semelhante ao que devemos cultivar?

Resposta: Semelhante à natureza. Isto significa que, ao estudar a natureza, devemos descobrir capacidades dentro de nós para imitá-la.

Pergunta: Mas tudo na natureza é baseado em instintos e somos seres racionais.

Resposta: E devemos fazer isso racionalmente. É muito, muito difícil. Mas é exatamente isso que devemos fazer.

Pergunta: Então, vemos como a natureza se submete à harmonia universal, e nós, com a nossa razão, deveríamos nos submeter a ela?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que preciso fazer com a minha mente que me diz que tenho o meu “eu”, as minhas opiniões, e assim por diante?

Resposta: Anule tudo isso tanto quanto possível.

Pergunta: E será este o caminho para a felicidade se eu puder anulá-la?

Resposta: Sim.

Pergunta: Anna Akhmatova diz que se deve viver com leveza. Ela escreve: “Viver como uma sombra correndo sobre a água”. Ou seja, você não vira a água; você é como uma sombra correndo sobre a água. Na sua opinião, é por natureza?

Resposta: Uma pessoa deve se assemelhar a uma sombra correndo sobre a água, mas, ao mesmo tempo, deve compreender que isso exige trabalho sobre si mesma.

Pergunta: E novamente voltamos à mesma coisa – à anulação?

Resposta: Sim.

Pergunta: Qual é esta regra que é tão difícil para nós cumprirmos?

Resposta: O egoísmo deve ser anulado!

Comentário: É tão difícil! É tão difícil dar esse passo!

Minha Resposta: O principal é não esquecer.

Pergunta: Então qual é o propósito do meu “eu”?

Resposta: Justamente anulá-lo.

Pergunta: Tenho talento em alguma coisa, tenho sucesso, sei que minha opinião está correta. O que devo fazer sobre isso?

Resposta: Você precisa desenterrar tudo isso. É como usar uma faca para retirar a parte podre de uma maçã e descartá-la.

Pergunta: Meu “eu” saliente é a parte podre?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que restará então?

Resposta: Algo bom, adequado para a vida.

Pergunta: E a minha opinião? O que eu deveria fazer com ela?

Resposta: Se permanecer após tal transformação, você viverá com ela.

Pergunta: Para que me foi dado o meu “eu”? Acontece que me foi dado precisamente para que eu pudesse…

Resposta: Para que você possa anulá-lo e, em vez disso, encontrar no mundo circundante, na natureza, forças que juntas lhe permitam criar-se semelhante à natureza, semelhante ao Criador. Essa é a questão principal.

Pergunta: Nesse caso, uma pessoa pode considerar sua vida feliz?

Resposta: Acho que uma pessoa pode considerar-se feliz se der um passo em frente em direção à natureza universal e unificada e se integrar nela como um todo integral.

Pergunta: Como você avalia pessoalmente sua vida? Tão feliz?

Resposta: Avalio minha vida, no geral, como feliz. Pesquisei muito e passei muito tempo me testando – o que e como. Não alcancei a categoria mais alta das minhas pesquisas. Mas estou feliz por ainda ter descoberto onde está a verdade e como abordá-la. Continuaremos com o resto.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/03/24