Textos na Categoria 'Mandamentos'

Ações Espirituais Nas Alegorias Da Torá

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYkra“, artigo 73:  Todos os sacrifícios são masculino e feminino, uma vez que o sacrifício está acima do coração, que se refere ao pensamento que está acima do coração. E deve ser conhecido do que se trata o coração, o que significa o pensamento.

O pensamento que é inteligente é considerado masculino, e o coração é considerado feminino, Bina, o coração entende que recebe de Hochma e porque o sacrifício se eleva, é tudo masculino.

Não há nenhuma razão para tentar imaginar todas as alegorias da Torá (sacrifício, fogo, fumaça, etc.) de acordo com os conceitos corpóreos. Tudo deve estar acima do pensamento, e o pensamento é totalmente abstrato.

Isto se refere apenas às correções emocionais internas que uma pessoa realiza em seus desejos e intenções, e nada mais. A Torá não nos obriga a realizar essas ações no nível físico.

Nós sabemos que nos últimos dias do Segundo Templo, as pessoas faziam tudo o que está escrito na Torá com muito entusiasmo e até mesmo queimavam animais, mas não se envolviam na correção interior, de modo que o segundo Templo foi destruído. A mesma coisa aconteceu com o primeiro Templo, que estava num nível espiritual mais alto.

É assim que a queda completa da humanidade ao nível corporal gradualmente aconteceu, e a correção interior deu lugar à ações mecânicas.

Nós não devemos tomar todas as instruções da Torá literalmente, porque se diz que devemos comer os sacrifícios, ou seja, que devemos receber a Luz de Hochma, a Luz da sabedoria nos desejos corrigidos, e não que devemos, literalmente, comer carne.

As alegorias da Torá são tão confusas para uma pessoa que não está preparada que nós evocamos imagens e sentimentos totalmente diferentes que estão relacionados com o nosso mundo material. A transição desta linguagem para o verdadeiro significado da Torá, que fala somente sobre ações espirituais, é um grande problema.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/13

Shabat Espiritual

Dr. Michael LaitmanComentário: Nosso entendimento interior do Shabat é diferente da compreensão religiosa no judaísmo baseada na materialização dos mandamentos.

Resposta: Os compromissos físicos que os judeus religiosos observam diariamente são repetições materiais de ações espirituais, que a Cabalá recomenda segui-las.

No entanto, a Cabalá não nos ensina apenas a cumprir ações físicas neste mundo material, nem recomenda sentar sem fazer nada durante os Shabats. A Cabalá nos ensina a corrigir o nosso ego durante os seis dias da semana, ou seja, a se conectar com os outros. Quando estabelecermos uma conexão clara com os outros, vamos perceber que somos incapazes de nos conectar com eles no nosso próprio sétimo dia.

Nós vemos que o comunismo, socialismo, comunas e kibutzim não podem mudar o estado das coisas no mundo. Isso só é possível se agirmos de acordo com o esquema que nos dá a oportunidade de reunir corretamente todas as partes quebradas nos primeiros seis dias, resultando, no sétimo dia, com todos os nossos desejos e aspirações para reunir todos novamente, acumulando e sendo colados sob a influência da força superior que uma vez os quebrou. Portanto, juntando de volta as partes da alma comum, nós permitimos que a Luz, que uma vez as quebrou, as cole novamente.

Ao agir assim, o que nós vamos conseguir? Quando trabalhamos durante os seis dias, nós começamos a entender exatamente como exatamente essas partes podem ser reunidas, vemos se elas correspondem, como impactam e ajudam umas às outras, como se anulam diante uma da outra e se conectam acima do seu egoísmo.

Mas nós estamos apenas tentando! As pessoas são incapazes de fazer qualquer coisa por conta própria, que é o que a União Soviética e outros países do mundo tentaram fazer; algumas sociedades estão tentando fazer isso agora.

Mas isso é impossível, porque nos falta a força capaz de mudar as coisas, porque só estamos em nosso desejo de receber. Mas, se o fizermos corretamente, iremos gradualmente acumular a Luz Superior, e depois que terminarmos a construção deste sistema, a Luz vai nos influenciar e conclui-lo.

Se deixarmos como está ou simplesmente negligenciarmos, não vamos atingir a conexão correta com a Luz. Na verdade, para isso serviu a quebra, de modo que a partir de agora, do ponto mais inferior quebrado, nós devemos colar as partes quebradas num novo todo. A quebra ocorreu para que pudéssemos entender as propriedades da Luz, para nos conectar e subir ao seu nível. Este é o propósito da criação, a razão para tudo o que acontece com a gente e todo o universo.

Portanto, o sétimo dia da semana é a pedra angular e é chamado de “Shabat“, da palavra hebraica “shvitah“, que significa isenção de trabalho. Nós permitimos que a Luz trabalhe em vez de nós, e para estarmos incluídos nela. Os seis dias não se referem aos dias atuais; são ações que podem ser feitas, por exemplo, em 15 minutos, mas podem levar dois meses.

Cada sétimo estágio deve ser sempre em acréscimo dos seus esforços. Você olha para a ação da Luz e começa a entender suas propriedades. Em outras palavras, as qualidades da Luz entram no sistema de conexão mútua que criamos. Então, nós subimos ao próximo nível e atingimos as propriedades da Luz conforme os nossos esforços durante os seis dias da semana.

Esta é a forma como nós trabalhamos, semana após semana, até chegarmos à reunificação completa de todas as partes quebradas numa única alma unificada e atingimos a Luz que age dentro do sistema, isto é, o Criador: a força original que fez todo o universo. Este é o nosso trabalho, a nossa meta, o nosso progresso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

Fazer Um Sacrifício É Se Aproximar Do Criador

Dr. Michael LaitmanA essência inicial da criação é o desejo. O desejo é realmente neutro e pode ser dirigido em qualquer direção, para si ou para outros; ele pode estar em qualquer lugar e ter qualquer aspecto. Mas quando uma intenção egoísta “a fim de receber para si mesmo” é adicionada a ele, ele se torna cruel e mal, uma vez que é focado não só em sua satisfação, mas também na inclinação de não dar aos outros.

Toda a natureza de uma pessoa é a inclinação ao mal. Diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal; eu criei a Torá como tempero”. A inclinação ao mal é chamada de nosso desejo que tem a intenção constante “a fim de receber para si mesmo”.

Rejeitar o uso egoísta dos desejos é uma ação espiritual chamada “realizar um sacrifício”. Em outras palavras, sacrificar o nosso ego não anulando-o, mas anulando o uso egoísta dos desejos.

Realizar um sacrifício é a capacidade da pessoa de realmente cortar pedaços de seus desejos nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza.

Todos os desejos são divididos em quatro partes: os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza. Cada parte tem seu próprio aspecto da correção do seu ego para o altruísmo, a doação.

O trabalho mais simples é o trabalho com os desejos no nível inanimado da natureza. A Torá representa a construção do Tabernáculo, a preparação de diferentes objetos de ouro e pedras preciosas, o uso de sal na comida, a água, e tudo o que obtemos da terra.

Todas as plantas na natureza pertencem aos desejos no nível vegetal: grama, sementes, cereais e alimentos preparados a partir desses materiais, como o pão que é feito de farinha, etc.

As diferentes categorias de desejos no nível animal são descritas na Torá sob a forma de pássaros, peixes e animais, e já são sublimes desejos egoístas que devem ser mortos em certo ritual e a carcaça deve ser refrescada de uma maneira especial.

Cada um dos desejos corporais de uma pessoa deve ser processado de uma maneira especial, de modo que possa ser transformado de um uso egoísta para um uso altruísta. Isto é o que as leis da Kashrut se referem, ou seja, que elas são limpas do ego.

O último nível dos desejos são os desejos humanos, quando já temos que trabalhar em nós mesmos. Esta intenção mais elevada é chamada de sacerdote (Cohen), a mais baixa é chamada de Levi, e uma ainda mais baixa é chamada de Israel (as massas).

Realizar um sacrifício significa mudar os desejos de um nível egoísta para um nível altruísta. Por outro lado, não é um sacrifício, uma vez que em hebraico a palavra “Eid” (vítima) significa aproximar-se, ou seja, uma ação que nos aproxima do Criador.

Em geral, todas as leis e regras que a Torá apresenta se referem apenas à correção do ego. A parte principal, os sacrifícios (“Kurbanot“- vítimas), são os níveis que descrevem a aproximação da pessoa do Criador e a correção do ego ao altruísmo: do ódio aos outros para o amor aos outros.

Todas as ações espirituais são realizadas dentro de uma pessoa no grupo quando ela está junto com amigos que compartilham as mesmas ideias e com quem ela esclarece os elementos de seu comportamento interior e exterior: como cooperar com elas corretamente e como o grupo afeta cada um dos seus membros.

Assim, cada um, junto com a força geral de anseio pela doação e amor que se revela entre todos, gradualmente revela tais atributos altruístas que podem realmente elevar o grupo acima do nível egoísta. Isso é chamado de transição do nosso mundo para o mundo superior.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/13

Os Sinais De Ruptura Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que na época do feriado da Páscoa (Pessach) é tão importante a realização de atividades físicas neste “mundo imaginário”?

Resposta: Isso é importante para que possamos trabalhar com elas como se estivéssemos trabalhando com características espirituais. Os símbolos do feriado da Páscoa indicam que queremos nos abster completamente do desejo de receber, nos libertar do Faraó. Depois disso, nós começamos a corrigi-lo, a construir o “Bezerro de Ouro”, mas isso já é após o Êxodo do Egito.

Nós fugimos e nos separamos dele, mas levamos conosco os vasos de ouro e prata. No deserto todos os nossos desejos são despertados novamente e nós lamentamos a perda da carne, cebola e alho que comemos no Egito. Tudo isso vai ser depois, mas por enquanto nós simplesmente nos separamos do Faraó.

A separação é possível a partir de algo que é conhecido por você. Nós não temos um sentimento de nosso desejo de receber que fará com que seja possível nos separarmos dele, porque não o sentimos. Como é possível se separar do “coração de pedra” se eu não o sinto e não entendo o que é isso?

Nós estamos em tal estado, no momento do Êxodo do Egito onde precisamos descobrir as 49 portas de Tuma’a (impureza), mas não sabemos exatamente o que elas são. Assim, nós realizamos um exercício através de atividades simbólicas em nosso mundo que mostram o nosso anseio de sermos separados do nosso desejo de receber em prol da recepção, que é chamado de “Hametz” (fermentação).

Na época do êxodo do Egito é proibido estarmos conectados ao desejo de receber. Portanto, nós temos que levar a cabo estas condições com precisão: em todos os lugares onde você pode ver o seu desejo de receber em prol da recepção, você precisa ser separado dele. Faça esta ação no mundo físico também e você vai ver como isso é difícil; ele depende de você e coloca você num estado único.

Os símbolos que conectam ramo e raiz, esses momentos únicos, os Cabalistas sempre relacionaram com reverência a estas condições.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/14, O Zohar

Vocês Estão Partindo Agora!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “Isto é para Judá”: Aquele pão, que nossos pais comeram no Egito.

Hagadá: “A Mitzva de comer Matza foi dada aos filhos de Israel mesmo antes deles partiram do Egito, com respeito ao futuro êxodo, que era para ser com pressa. Disso resulta que a Mitzva de comer Matza foi dada a eles enquanto eles ainda estavam escravizados…”.

A Mitzva de comer Matza foi dada com antecedência porque o Êxodo do Egito aconteceu de repente, com pressa. De repente, veio a ordem: “Em outro momento vão!”; “E o pão, como é que é possível partir sem pão”?

Assim, a Mitzva foi dada com antecedência para preparar tudo para que no momento do Êxodo, da fuga, teríamos tudo o necessário. Mesmo agora nós estamos fazendo isso porque estamos muito felizes com isso, que todas as redenções acontecem de repente. Portanto, nós sempre temos esperança de que a cada momento a redenção possa vir.

Da mesma forma que lhes disseram no Egito: “Vocês estão partindo agora!”, isto é o que eles vão nos dizer hoje; na verdade, em pouco tempo haverá uma proclamação e todos vamos partir. Nós vamos começar a subir para o nível da redenção. Por isso estamos tão felizes em comemorar este feriado, lembrando este milagre a cada ano.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/14, Escritos do Baal HaSulam

A Torá Do Exílio E Da Era Da Redenção

Pergunta: Por que a Torá está escrita de uma forma que não nos puxa para a conexão? Em vez disso, ela fala sobre vários crimes e punições que são totalmente opostos à lei de não pensar sobre nós mesmos.

Resposta: Será que isso significa que a linguagem da Torá afasta-o das ações corretas? A Torá fala sobre tudo de uma maneira que faz com que seja difícil focar a correção. Primeiro de tudo, não há qualquer menção do grupo, de conexão, ou amor. Sim, está escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e ainda mesmo que esta seja a principal lei daTorá, esta frase é citada apenas em um dos livros, não em todos eles.

Não está escrito antes de cada mandamento que primeiro temos que amar o nosso próximo como a nós mesmos e a partir daí amar ao Criador, e, em seguida, observar as leis da Kashrut ou reposição de danos. Esta regra principal é mencionada apenas uma vez, a lei é ensinada às crianças no início de seus anos de escola, mas não há nenhuma referência a esta noção em qualquer outro lugar em todo o livro. [Leia mais →]

Um Grande Desejo Significa Uma Grande Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, Item 65: Você já sabe que existe uma relação inversa entre Luzes e vasos: nos Kelim, os superiores crescem primeiro (ver item 62), razão pela qual o primeiro era mais completo na parte prática do que o último. Mas com as Luzes, onde as inferiores entram primeiro, a última é mais completa do que a primeira.

Pergunta: Qual é o significado da “parte prática”? Ela se refere às Mitzvot (mandamentos) práticas?

Resposta: Estas são Mitzvot que realizamos entre nós no nível físico, porque nossas intenções ainda não foram suficientemente reveladas. Nós ainda não temos um desejo que seja profundo o suficiente.

A mesma coisa também é típica da evolução da humanidade. Com o tempo, nós gradualmente avançamos do trabalho físico para o trabalho mental, para áreas mais delicadas, quer se trate de mecanismos de precisão, nanotecnologia, biologia, etc.

Este já é o trabalho dos vasos pesados, aqueles que têm um grande Aviut (espessura) do desejo. Quando você resiste, há toda uma variedade de Luzes que correspondem à profundidade atual do seu ego. Você começa a trabalhar com as Luzes, com as intenções, com os vasos delicados, mas fortes, como com um feixe de laser em vez de instrumentos manuais. Até mesmo o pensamento torna-se um meio que nos permite mudar o mundo, e nós já estamos perto disso.

Antes, quando tínhamos um pequeno desejo, não conseguíamos penetrar no interior do mundo e descobrir todos os seus componentes. Sem uma grande inclinação ao mal não poderíamos dividir, classificar e organizá-lo.

Há o trabalho prático e o trabalho em nossa intenção: o primeiro é sempre em GE, enquanto o último é em AHP. Contanto que os vasos sejam puros, no nível de Aviut da fase da raiz, da fase um e dois, há uma vantagem para as ações. Em outras palavras, a intenção neste estado é chamada de uma ação. Diz-se: “Faça tudo o que estiver em seu poder”.

Essa ação não é realizada manualmente, mas a intenção é pequena. No entanto, ela não é suportada pela grande espessura do desejo e não é estabelecida acima da resistência. Eu ainda não estabeleço uma intenção oposta ao que é revelado dentro de mim.

Por outro lado, a verdadeira intenção sobe acima do desejo mais forte, no nível três e quatro de Aviut. Este é o lugar onde o verdadeiro ego está oculto, contra o qual eu tenho que trabalhar. Não é mais pouca coisa. Quando uma criança pequena obedece sua mãe mesmo quando ela não quer, é uma coisa, mas se você perguntar a um rapaz de 15 anos que já se sente maduro o suficiente e vence a mais forte resistência interior para fazê-lo, é algo totalmente diferente. Esta é a diferença entre uma ação e uma intenção, e isso tem a ver com as Mitzvot de fazer e não fazer.

Pergunta: Portanto, o que, neste sentido, são as ações físicas que realizamos no grupo: deveres, etc.?

Resposta: Essas ações também são consideradas de acordo com a intenção. Diz-se que Mitzvot não precisam de uma intenção, o que significa a intenção correta a fim de doar. Ainda assim, tudo é considerado de acordo com a intenção, mesmo que por enquanto ela seja egoísta, mas dirigida à meta.

“Eu quero chegar ao Criador”

“O que significa isso?”

“Eu não sei, ser bom”

“Mas ser bom significa a fim de doar”

“Portanto, eu quero agir a fim de doar!”

A verdade é que eu não tenho ideia do que significa doar e só digo que a quero, mas é o suficiente para fazer parte da correção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Vire-se Na Direção Do Bem

Dr. Michael LaitmanCada pessoa deve descobrir 613 desejos em si e corrigi-los. Apenas em relação a isso é que vale a pena aspirar à disseminação na vida pública, em tudo. Tudo o que é destinado a esse objetivo, você precisa aceitar. E tudo o que é contra isso, você precisa anular. Nisso, não pode haver compromisso; somente a lei superior, a aderência do Kli e da Luz, deve determinar o que cabe a nós fazer.

Nós esperamos descobrir todos os 613 partes do nosso desejo de receber, e por meio da conexão num grupo tenhamos êxito em esclarecê-los, vejamos seu egoísmo e comecemos a trabalhar em sua correção para a doação. E isso só é possível fazer através da Luz que Reforma, que é chamada de Torá.

Por isso toda a nossa existência só é possível graças à Torá e às Mitzvot, ou seja, que devemos descobrir os 613 desejos de ódio infundado e corrigi-los para doação e amor, o que é chamado de cumprir as Mitzvot. Uma Mitzva simboliza que através da Luz Superior que é chamada de Torá, nós nos aderir ao Criador e, com isso, Lhe damos satisfação.

Isso é porque hoje, em relação a Ele, nós somos como filhos ingratos. Imagine-se que seus filhos não querem conhece-lo, desprezam e odeiam você, estão contra você em tudo, sequer querem olhar em sua direção. É assim que nos comportamos hoje em relação ao Criador. E mesmo isso não é um exemplo suficiente, porque nós não amamos os nossos filhos como o Criador nos ama.

Por isso nós damos ao Criador grande satisfação quando começamos a nos aproximar Dele, a amar, a descobrir o nosso bom relacionamento, abrindo nosso coração e alma diante Dele. Tudo isso Lhe traz grande alegria. Tentem descrever e sentir essa condição: que sofrimentos terríveis nós atraímos de Cima através do nosso comportamento atual! O Criador está esperando que viremos nossos rostos para Ele e comecemos a nos aproximar, a reconhecê-Lo e concordar em aceitar tudo isso de bom que Ele quer nos dar. E pode ser que, finalmente, nós entendamos que este é verdadeiramente o bem eterno.

Da Discussão numa Refeição 21/02/14

Medo, A Base Para A Conexão Mútua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estive na Convenção em Israel pela primeira vez, e não consegui me livrar do medo de perder algo grande. Eu senti uma grande diferença entre estar no meu grupo e estar aqui, no grupo Bnei Baruch. O pensamento me assombra o tempo todo. Não é este o ego, ou é o medo normal de perder essa intensidade que é sentida num Congresso?

Resposta: Esta intensidade não desaparece em nenhum lugar. Ela existe no plano espiritual. Se você estiver conectado a ele, então você está nele. Se você está distante, então você o perde, e depois disso, você pode se conectar novamente. Isso é eterno.

Que você sente medo é muito bom. Qual é a primeira Mitzva? É a Mitzva do medo (temor). Eu poderia ser desprendido do nível espiritual, poderia perdê-lo, não ser capaz de doar, e assim por diante. Esta é a coisa principal. Portanto, você tem uma base muito boa para ficar numa boa conexão com a gente.

Subindo Os Níveis De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos conectar as duas expressões: “mandamentos que não precisam de uma intenção” e um “mandamento sem intenção” é como um corpo sem alma?

Resposta: “A implantação dos mandamentos não requer uma intenção” refere-se ao fato de que, mesmo quando ainda não temos a intenção a fim de doar, ainda tentamos nos conectar com os amigos e isso nos leva à intenção correta de amor e doação.

Uma intenção a fim de doar significa que eu me concentro em você e quero preenchê-lo. Uma pessoa neste mundo não tem essa intenção. Nós nascemos sem ela, vivemos nossas vidas, e chegamos ao grupo. Isso significa que o mandamento não precisa de uma intenção. Portanto, comece do jeito que você é.

Mesmo que você tenha uma intenção, ela é apenas para si mesmo e não para qualquer outra coisa (é assim que fomos trazidos para a Sabedoria da Cabalá). Assim, estude e você terá sucesso.

Suponha que temos dois níveis de energia. O nível mais baixo é a intenção a fim de receber que não tem a intenção de doar. Há uma fase de preparação (Acham) para a intenção a fim de doar entre este nível e o próximo, e depois há a Machsom (barreira que nos separa do mundo superior).

Acima da Machsom nós descobrimos a intenção que é externa a mim, ou para doar, o atributo de Bina, a Luz de Hassadim (misericórdia). Depois, há a intenção de receber a fim de doar, ou a Luz de Hochma, e há o fim da correção (Gmar Tikkun).

Primeiro nós estamos no nível mais baixo no qual temos um desejo normal e saudável de receber a fim de desfrutar.

Aos poucos, nós chegamos ao reconhecimento de que não temos a intenção de doar.

A pessoa decide: “Eu devo começar a mudar a mim mesma”, e assim ele atinge a fase da preparação muito séria para a intenção a fim de doar chamada tempo de preparação (Zman Achan).

Este trabalho muito duro pode levar meses e até anos. Gradualmente, sob a influência da Luz Superior, a pessoa atinge a intenção de doação fora de si mesma.

Ao mesmo tempo, ela não dá nada, mas simplesmente existe como um embrião (Ubar). Ela se adere ao superior e se anula como um embrião, ou como uma criança pequena em relação a um adulto, sem interferir no seu crescimento na medida em que permite que o superior faça o que for necessário com ela: “Faça o que quiser comigo; eu concordo com tudo”, e isso é dirigido contra o seu ego crescente.

Quando ela completa a correção de todos os seus desejos, ela sobe para o último nível onde pode receber prazer a fim de doar em prol do Criador.

Este é um nível muito alto, e nós queremos alcançá-lo ao realizar e completar todas as correções.