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Atingir A Idade Do “Bar Mitzvah”

Dr. Michael LaitmanAgora é preciso esclarecer que os problemas devem realmente ser resolvidos antes e durante a Convenção. Caso contrário, isso não vai ser chamado de uma “Convenção”, uma convocação, uma conexão.

Pergunta: É compreensível que nós precisamos nos sentir felizes com a conexão. Mas nós também temos que temer não alcançar a conexão?

Resposta: Há uma idade específica, abaixo da qual a criança está isenta dos mandamentos (Mitzvot) porque ela é pequena. Depois que nós começamos a educá-la e dizer-lhe o que ela está autorizada a comer e o que está proibida de comer, ou que pode fazer algo assim e não está autorizada a fazê-lo dessa maneira.

O primeiro mandamento é chamado de “temor” na presença do Criador. Eu temo se vou ser capaz de dar-Lhe satisfação ou não. Essa ação vai torná-Lo mais feliz? O que vai torná-Lo menos feliz? Para isso, eu devo chegar à idade da maturidade, “Bar Mitzvah“, ou seja, o nível quando uma pessoa está ciente de que é responsável por seus pensamentos, intenções e ações de correção. A “Mitzvah” é correção. A questão é, será que chegamos a esta idade?

Se nós já estivéssemos assim hoje, sentiríamos temor, apreensão: “Amigos, o objetivo diante de nós é dar satisfação ao Criador! Se não fizermos isso, vai ser muito ruim”. Vai ser muito ruim não para nós mesmos, mas ruim para o outro, para os outros, caso contrário, isso não é chamado de “Mitzvah“, se eu estou pensando em mim mesmo. Mas se nós conseguirmos dar satisfação ao Criador, isso vai ser bom para todo o mundo! O que estará conosco não importa para nós.

Isso significa que nós temos que fazer muitas correções preliminares antes de chegarmos à realização deste primeiro mandamento do temor, da apreensão, do pensamento: “Eu estou dando satisfação ao Criador, ou não?” É proibido que você obtenha algum tipo de benefício em troca, pois isso não será mais um mandamento, não será uma doação, isso não vai ser dar satisfação ao Criador. É possível dar satisfação ao Criador somente se não houver interesse próprio, se a pessoa for torná-Lo feliz, sem considerar a perda ou ganho pessoal. Nós ainda devemos enfrentar este nível, fazendo uma restrição em nosso ego para que o resultado não seja considerado em relação a nós mesmos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Para Corrigir O Coração…

Venha e veja as palavras do sábio Rabbi Even Ezra em seu livro, Yesod Mora, (A Fundação do Medo) p. 8b: “E agora observe e saiba que todas as Mitzvot que estão escritas na Torá ou as convenções que os patriarcas estabeleceram, apesar de serem a maioria em ação ou na fala, todas são para o coração…”
Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”

Aqueles que se ocupam exclusivamente das vestes da Torá estão gravemente equivocados. E quando a exigência do Criador é abandonada e a maioria da multidão dos sábios da Torá não sabe o seu propósito, e eles consideram a sabedoria da Torá com a sua finalidade como mera adição de alguma ironia aos debates talmúdicos – os quais, embora realmente sagrados e preciosos – eles não vão iluminar nossas almas.
Rav Kook, Igrot (Cartas), Parte 2, nº 153

A Geração Com Que Lidamos

A Geração Com Que Lidamos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam: “O Mérito da Recordação”: E esta é a questão de diminuir o valor das gerações, até que tenham atingido a última restrição em nossa geração, na qual “a sabedoria dos autores deve exalar, e aqueles que temem o pecado serão detestados”, já que este é o estado que se encontram todas as massas, e elas não sentem qualquer obrigação de se empenhar na obra divina e não sentem qualquer deficiência quando se está faltando. Esta é a forma da nossa geração com que lidamos.

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 36: Nós aprendemos com as palavras do Tikkunim do Zohar que há um juramento que a Luz de misericórdia e de amor não vai despertar no mundo antes que as ações de Israel em Torá e Mitzvot tenham a intenção de não receber recompensa, mas apenas para dar satisfação ao Criador…

Assim, a duração do exílio e da aflição que sofremos depende de nós e espera que mereçamos a prática de Torá e Mitzvot Lishma. E se nós apenas atingirmos isso, esta Luz de amor e doação (Lishma), que tem o poder de estender, despertará imediatamente, como está escrito: “E o espírito repousará sobre ele, o espírito de sabedoria e de entendimento”. Então, nos será concedida a redenção completa.

Um Mandamento Sem Um Objetivo É Como Um Corpo Sem Alma

Certamente, há uma opinião comum que o objetivo principal da religião e da Torá é apenas a purificação das ações, que tudo o que é desejado diz respeito à observação das Mitzvot (mandamentos) físicas, sem quaisquer acréscimos ou algo que possa resultar disso. Tivesse sido assim, aqueles que dizem que estudar as ações reveladas e práticas é suficiente estariam certos.

Todavia, esse não é o caso. Nossos sábios já disseram, “Porque o Criador deveria se preocupar se a pessoa abate na garganta ou na nuca? Afinal, todas as Mitzvot foram dadas apenas para purificar as pessoas”.  Então, há um propósito além da observação das ações, e as ações são simplesmente preparações para este propósito. Portanto, evidentemente, se as ações não estão organizadas para o objetivo desejado, é como se nada existisse. Também está escrito no Zohar: “Uma Mitzvá (mandamento) sem uma direção é como um corpo sem uma alma”. Portanto, objetivo também deve acompanhar a ação”.

Baal HaSulam, “O Ensino da Cabala e sua essência. ”

Se a pessoa quiser corrigir seu desejo egoísta de receber e transformá-lo num desejo de doar, só há um remédio à sua disposição: a Luz, sob a condição de que ela esteja envolvida em estudar a Torá com a intenção de corrigir seu desejo.
Rabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada) “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho para o Criador”

…O Criador nos deu a Torá e Mitzvot, que nos foi ordenado cumprir apenas a fim de dar satisfação ao Criador. Se não fosse pelo engajamento em Torá e Mitzvot Lishma (em Seu Nome), para dar satisfação ao Criador com elas, e não para nos beneficiar, não teria havido nenhuma tática no mundo que pudesse nos ajudar a inverter a nossa natureza.

Agora você pode entender o rigor de se engajar em Torá e Mitzvot Lishma. Se a intenção da pessoa na Torá e Mitzvot não é para beneficiar o Criador, mas a si mesmo, não só a natureza do desejo de receber nela não será invertida, como o desejo de receber nele vai ser muito mais do que aquilo que ele recebeu pela natureza da sua criação.
Baal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“

A Meta: Amor Ao Próximo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Então, qual é a coisa mais importante que precisamos dizer às pessoas?

Resposta: Nós precisamos alcançar as pessoas com o fato de que sem uma mudança na natureza do homem, do ódio pelos outros para o amor, nós estamos indo contra a evolução da natureza para uma forma integral, e com isso estamos evocando problemas pessoais e coletivos cada vez maiores.

Nós devemos falar sobre isso em todos os canais de comunicação, que adquirir a característica do “amor ao próximo” é a meta da sabedoria da Cabalá; este é o resultado do trabalho espiritual correto (a obra do Criador).

Esta é a diferença entre a sabedoria da Cabalá e a religião: A Cabalá aceita a condição de que “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a grande regra geral da Torá, enquanto a religião supõe que o que é essencial é a realização de necessidades físicas. Por isso, ela abandona a correção da natureza humana, para a qual foi especificamente projetada.

Cabalá considera que, se a meta não é “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, então toda a Torá não é respeitada, porque esta é a regra geral abrangente da Torá, já que especificamente essa meta dá à pessoa a característica de doação, Lishma (em prol do Criador).

Se a pessoa não aspira a subir acima do seu ego, suas ações só aumentam o ego. Em vez de se aproximar da característica de doação e amor, ou seja, da revelação do Criador, ela se afasta mais do Criador e se transforma na “multidão misturada”, que são os “servos tementes a Deus do Faraó”, cuja totalidade das ações é em prol do seu ego, em prol de uma recompensa neste mundo e no outro mundo.

Os Mais Importantes Mandamentos

Pergunta: Porque é que nós trabalhamos especialmente no 613º mandamento que é o amor ao próximo e no 612º mandamento que é o medo do Criador, quando estes dois mandamentos derivam de todos os outros 611 mandamentos? Isto significa que estes dois mandamentos teriam de ser considerados menos importantes do que todos os outros.

Resposta: Tudo o que temos de atingir é:

1. Uma Restrição, a Masach (tela) sobre a Luz de Hassadim, o que significa por cima do atributo de Bina, para estar acima de todos os nossos desejos, para doar a fim de doar, e este é o 612 º mandamento, recebendo a luz de Hassadim.

2. Depois nós temos que cumprir o atributo de “receber a fim de doar ” no atributo de Keter, que é o 613º mandamento, o mandamento do amor, da unidade, o acolhimento da Luz de Hochma pela Luz de Hassadim.

Todos os outros mandamentos são correções particulares e realmente compõem estes mandamentos, e assim, no Talmud Eser Sefirot estudamos apenas sobre estas duas correções. Mas quando ansiamos por elas, nós gradualmente nos corrigimos, cumprindo os desejos privados de que a alma é feita, em todas as suas 613 peças. Então, pense sobre estas duas correções e todas as outras formas privadas serão cumpridas em você por si mesmas sob a influência da Luz Circundante (Ohr Makif).

Realizar Mitzvot Externa E Internamente

Dr. Michael LaitmanComentário: Os ortodoxos se queixam que você está revelando a sabedoria da Cabalá ao mundo inteiro, embora os judeus sejam os únicos que têm que aprender primeiro.

Resposta: É isso mesmo! Mas, por outro lado, é dito que os judeus não vão sair do exílio até difundirem toda a sabedoria entre as nações do mundo. Eu apoio a saída dos judeus do exílio e, portanto, eu dissemino o nosso método às nações do mundo. Eu faço tudo como indicado em nossas fontes.

Deixe aqueles que discordam de mim explicar sua posição com base no sistema da criação, como a sabedoria da Cabalá nos ensina. Eu estou pronto para mudar a minha abordagem. Eu sou meu próprio inimigo, ou inimigo de alguém? Eu não quero preencher o desejo do Criador?

Talvez eu esteja errado em alguma coisa. Diz-se: “nunca acredita em si mesmo, até o dia da sua morte”. Estou pronto para ouvir.

O que está perturbando os ortodoxos? É o fato de que eu não ensino os meus alunos a observar as Mitzvot (mandamentos)? Eu estou esperando que nós atinjamos o nível adequado de compreensão para que possamos sentir estas Mitzvot dentro de nós. Então será mais fácil para eu explicar aos meus alunos como realizá-las.

Eu não posso dizer-lhes agora que quando realizamos o ritual ato de lavar as mãos, primeiro lavamos a mão direita e depois a esquerda, ou que, primeiro, amarramos os cadarços do sapato no pé direito e depois os cadarços do sapato no pé esquerdo. Isso não vai dar em nada, porque é apenas a manutenção de uma condição: a de começar tudo a partir da linha direita (o amor ao próximo, a fim de doar), e na medida em que a linha esquerda será revelada (um ego ainda maior).

Eu posso explicar todas as Mitzvot que foram escritas na linguagem deste mundo usando seu atributo interior.

Mas o Ari nos fala sobre isso, usando uma linguagem Cabalística elevada, falando sobre mundos, Partzufim, Sefirot, etc. Isso pode ser explicado não só pela linguagem das Sefirot, mas também pela linguagem dos atributos, ou seja, usando a linguagem da psicologia dos atributos humanos: doação, recepção, misericórdia, justiça, etc.

Mas todas as linguagens foram feitas para corrigir o coração. Em seu comentário à Torá, Eben Ezra diz: “Todas as Mitzvot foram feitas apenas para corrigir o coração da pessoa”, ou seja, o seu ego.

Será que nós também achamos que temos que desistir de certa parte do nosso ego, que é revelada em nós quando realizamos o ritual de lavar as mãos (eu não sou contra isso e não digo que não devemos fazê-lo)? Nós devemos verificar constantemente a nós mesmos?

Normalmente, eu estou dentro de mim com o meu ego. Se eu o anulo no que diz respeito ao atributo de doação e amor que é chamado de Criador, e o passo através do outro, eu tenho que verificar se estou visando o outro modo, de modo que quero doar a ele, que quero seu bem-estar apesar do meu ego, para que eu possa ter certeza de que estou agindo corretamente e que não estou mentindo para mim mesmo.

A fim de fazer isso, eu avanço ao longo da linha direita. Se a linha esquerda é revelada ao mesmo tempo, eu a puxo para a linha direita novamente e só mais tarde é que ela se transforma em linha média. Será que eu estou neste processo interno (não importa como você o chama, você pode chamá-lo de meditação ou uma oração)?

Se for esse o caso, nós devemos realizar ações mecânicas. Se não, talvez elas distraiam a pessoa. Eu vejo que aqueles que as realizam não pensam no seu desempenho interno, no seu significado interior. Nenhum de nós sabe disso.

Eu quero que todos os meus alunos no mundo todo (e não apenas os judeus) comecem a sentir os movimentos internos de “Eu – o grupo – o Criador”, até certo ponto, quando eles se anulam perante o Criador, e o grupo está entre eles como o elo.

Quando eu realizo tudo isso, não importa o que eu faça no mundo (eu com respeito ao Criador e o grupo ou a humanidade, toda a natureza, o mundo inteiro no meio), eu deveria sempre fazer isso, de modo que não importa o que eu encontre, eu deveria agradar o Criador pelo mundo. Então eu realizo uma Mitzva.

Se eu quiser beber um copo de água, por exemplo, como posso doar ao Criador e deliciá-Lo? Eu O abençoo. Eu O abençoo porque realmente sinto isso e transmito a Ele através das pessoas. Estou incorporado nisso e sinto que estou realmente pronto para subir ao mesmo nível não para mim, mas para Ele, para os outros.

É como se eu transmitisse o prazer de mim mesmo para eles e para o Criador e não o tomasse para mim. Além disso, não é que eu não pego o prazer para mim, mas também realizo a primeira restrição sobre o meu ego e agora penso em como ainda posso doar algo aos outros.

Então, eu entendo (um sistema de conexões é criado entre nós) que só se eu receber o prazer, eu serei capaz de passá-lo a eles. Este é um nível superior de recepção, a fim de doar. Só então eu faço esse movimento, a intenção interior que é tão poderosa que me enche de prazer, em que eu me sinto uma enorme deficiência, mas não a satisfaço só para mim, mas para os outros.

É todo um sistema de correções, decisões e medidas internas muito sérias. Só depois disso é que posso fazê-lo.

Portanto, se a pessoa consegue abençoar o copo de água espiritual, o que significa recebê-la realmente para doar e para passar o prazer através de toda a humanidade ao Criador, então ela já está em um nível espiritual muito elevado.

Eu espero que nós sejamos ao menos capazes de nos aproximar de um estado em que eu possa explicar estas coisas de forma livre, fácil e simples aos meus alunos. Eles vão começar imediatamente a entender, e nós poderemos explorar o que as Mitzvot significam. Este será o nosso sistema de formação interna. As 613 Mitzvot são o sistema dos níveis espirituais, o nosso sistema de correção “a fim de doar” ou “de receber a fim de doar”.

Mas isso vai acontecer quando tivermos não só uma linguagem comum escrita ou oral, mas também uma linguagem comum de sensações. Mas se eu só ensino-lhes as Mitzvot, sem entender o significado profundo delas, eles vão se equivocar. Eles se equivocar e quem sabe no que isso vai dar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/13

A Coisa Principal É Estar Dentro Do Círculo De Luz

Dr. Michael LaitmanNós somos inconscientemente geridos pela intenção “a fim de receber”. Não há nada que possamos fazer sobre isso, já que é a forma como nascemos. Mas se executarmos as ações corretas, mesmo que a nossa intenção ainda seja incorreta, o que significa que corporalmente tentamos estar em um círculo, em conexão, e atraímos a garantia mútua tanto quanto podemos, nós, portanto, nos tornamos aptos para a Luz Superior, mesmo sem a intenção “a fim de doar”.

Nós não nos adaptamos a Luz Superior em si, mas sim à sua iluminação à distância, chamada Luz Circundante. Esta Luz Circundante começa a nos afetar de acordo com os nossos esforços para chegarmos à conexão, para alcançarmos “não faça aos outros o que é odiado por você”, “ama teu amigo como a ti mesmo”, em conexão e em auto anulação. Mesmo que essas ações não sejam acompanhadas de uma intenção “a fim de doar”, elas ainda aproximam a Luz que Corrige de nós e graças a ela nós gradualmente adquirimos a intenção “a fim de doar”. Assim, nossas ações adquirem a intenção de doação e nós começamos a subir a escada espiritual.

Por isso, diz-se que “Mitzvot (mandamentos) não exigem uma intenção”, e que até mesmo ações sem as intenções certas podem começar a nos corrigir e levar ao primeiro nível espiritual, ao nível de Nefesh de Santidade. O caminho espiritual começa a partir deste nível. Portanto, nossas ações tornam-se mais focadas, com a intenção de Lishma (em Seu nome), para o Criador, de uma forma mais consciente. Nós realizamos 613 correções em cada nível: 613 correções no nível de Nefesh, 613 correções no nível de Ruach, 613 correções no nível de Neshamah, 613 correções no nível de Haya e 613 correções no nível de Yechida, e assim somos recompensados ​​com a grande Luz, a Luz de Ein Sof (Infinito).

Pergunta: Por que dizem que “uma Mitzvah sem intenção é como um corpo sem alma”.

Resposta: Trata-se das Mitzvot verdadeiras, mas o que nós fazemos agora ainda não é uma Mitzvah. Diz-se que “a pessoa é recompensada com o objetivo da criação, cumprindo a Torá e as Mitzvot“. Torá é a Luz que Reforma que vem e corrige o nosso desejo com a intenção “a fim de doar”. Correção é chamada de Mitzvah.

Isto significa que a Luz Superior executa a Mitzvah corrigindo o desejo, mas é a pessoa que atrai a Luz Superior. A pessoa que atrai a Luz Superior ainda não tem a intenção correta, e ela só executa todas as ações para atrair a Luz que Reforma. Quando a Luz vem, ela já realiza as correções que são chamadas de Mitzvot. Portanto, o nosso papel é apenas de constantemente trazer-nos a um estado ou estabelecer o estado mais próximo da Luz Circundante, a Luz que Reforma.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/10/13

Elos

Dr. Michael LaitmanOs sábios disseram: “A pessoa deve estar sempre envolvida com Torá e Mitzvot mesmo que seja em Lo Lishma, pois de Lo Lishma ela chega à Lishma“.

No artigo “613 Recomendações e 613 Mandamentos”, a Introdução ao Livro do Zohar nos explica que a pessoa consiste de 613 desejos, e para corrigi-los nós realizamos os 613 mandamentos. Afinal, isto é especificamente o que nós foi ordenado fazer: corrigir cada desejo e usá-lo para a doação.

Em geral, os desejos ou os mandamentos são divididos em 248 Mitzvot positivas e 365 Mitzvot proibidas. Sobre os desejos “proibidos” nós precisamos impor uma restrição (Tzimtzum) e não usá-los. E com as 248 Mitzvot (desejos), nós precisamos usá-las como recepção em prol da doação. Assim é como a pessoa corrige todos os seus 613 desejos em prol da doação: parte deles através da ação e parte deles através da inação.

A Luz que Reforma corrige todos os desejos. Antes ela era Ohr Pnimi (Luz Interior) que preenchia os desejos e, depois, ela foi removida deles e ficou fora como Ohr Makif (Luz Circundante). Agora, todos os desejos estão corrompidos com a intenção em prol da recepção, mas nós podemos ligá-los à Ohr Makif de modo que ela os influencie e os corrija com uma intenção em prol da doação, em vez de em prol da recepção. Depois, conforme a mudança da intenção para prol da doação, essa Ohr Makif entrará no desejo no papel de Ohr Pnimi.

Desta forma, nós servimos como intermediários, como “elos” entre a Ohr Makif e o desejo corrompido. Este é o nosso trabalho.

Da Lição Diária de Cabalá 26/08/13, O Livro do Zohar — Introdução, “Regozijar-se nos Feriados e Não Dar aos Pobres”

Entre Duas Criações

Pergunta: O que são “mandamentos práticos “?

Resposta: Mandamentos práticos são correções que somos capazes de fazer hoje. Toda a Torá e os mandamentos são ações corretivas que são feitas com a ajuda da Luz .

Como está escrito : ” Eu criei a inclinação para o mal , Eu criei a Torá como tempero . ” A inclinação para o mal é o ” material”, o desejo egoísta. A ” Torá ” é o poder para a sua correção . Um homem , eu , devo ser posicionado entre elas.

Sou eu quem organiza a ligação entre a Torá e a inclinação para o mal . Como está escrito : “Aquele que atinge a Luz escondida na Torá pode ver com ela de uma ponta a outra do mundo. ” Eu sou o único que define o egoísmo como o mal e a Torá como tempero . O meu dever principal é iniciar o encontro do tempero para corrigir a inclinação para o mal , então eu construo todo o sistema, fazendo desta forma, mudando de uma inclinação para o mal para uma para o bem, o que significa que eu estou a seguir os mandamentos.

Há mandamentos práticos que é possível usá-los de imediato, e há mandamentos que ainda não estão disponíveis para nós. Em geral, é sobre a metodologia do cumprimento dos mandamentos ( ações corretivas ) , com a ajuda da Torá ( a Luz ) .

” Mandamento ” é a transição do mal para o bem, do receber para a doação, de intenção egoísta para a altruísta em cada desejo dado. É feito pela Luz. Assim, antes de mais nada, eu preciso identificar o mal com a ajuda da Luz da Torá. Então, eu vou ser capaz de fazer um pedido que me vai levar a uma boa inclinação .

Eu lido com todas as etapas deste caminho devido à Luz . ” Ama o teu próximo como a ti mesmo ” é a grande regra geral da Torá, a forma corrigida. A forma corrupta ( a má inclinação ) significa ódio contra nossos vizinhos. Portanto , a Torá não é um rolo de pergaminho que é mantido em uma estante especial, mas a Luz que Reforma .

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 12/07/12 , O Zohar