Textos na Categoria 'Mandamentos'

O Que Significa Ouvir As Mitzvot?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ouvi dizer que muitos judeus ortodoxos têm sua audição verificada antes de Purim, de modo que possam ter certeza de que ouvem a Mitzva (mandamento) “lembre o que Amaleque fez a você…”.

Até onde eu entendo, é uma interpretação totalmente nova da observação da Mitzva. O que você tem a dizer sobre isso?

Resposta: Como no nosso mundo a pessoa é feita de um corpo e um desejo, ela pode cumprir o que é exigido dela fisicamente ou em seu coração (desejo). Há outra maneira de observar isso com alma, com a intenção de doação (Lishma), por sua causa, mas é acessível apenas àqueles que estudam seriamente a sabedoria da Cabalá guiados por um professor.

De qualquer forma, quanto mais cuidadosamente a pessoa observa essa Mitzva e ouve-a com seus ouvidos ou seu coração, mais ela sente que é justa… A sabedoria da Cabalá, por outro lado, conclama a pessoa a atingir um nível que é superior ao ouvido ou o coração (ambos os quais estão no ego). Ela fala sobre a subida acima do ego, acima da intenção para o meu próprio benefício, para a intenção não para o meu próprio benefício (Lishma).

No Que Devemos Pensar Antes E Depois Da Correção

laitman_624_02_0Baal HaSulam, Carta # 16: “… antes de fazer uma Mitzva [mandamento], a pessoa não deve considerar a Providência privada. Pelo contrário, ela deve dizer: “Se eu não for por mim, quem será por mim?'”

Uma Mitzva é a correção do desejo de uma pessoa, uma vez que no estado em que ela se encontra, ela está separada do Criador.

Ela quer conectar este estado ao Criador como a força superior, “Não há outro além Dele”, “o bom e benevolente”. Assim, ela restaura este estado ao estado em que estava antes da quebra.

Esta é a forma como ela recolhe estes estados vez após vez, como está escrito, “até que muitos centavos se acumulam numa grande soma de dinheiro”, e ela completa a correção de sua alma.

Nós recebemos 613 desejos corrompidos, para começar, que tentamos restaurar à adesão. Antes de realizarmos uma Mitzva – quando eu entendo que estou num estado corrupto porque não estou em adesão, em unidade com a força superior – eu não devo pensar na Providência privada, mas, em vez disso, devo dizer: “Se eu não for por mim, que será por mim?”.

… Mas, depois do fato, a pessoa deve reconsiderar e acreditar que não foi por “minha força, e o poder da minha mão” que eu fiz a Mitzva, …

Isso significa que eu executo uma Mitzva, que me esforço o máximo e posso usar todos os meios – o Rav, o grupo, o estudo, a difusão, tudo – para agradar o Criador e amarrar-me ao “Não há outro além Dele”. Ao mesmo tempo, eu levo em conta apenas “Se eu não for por mim, quem será por mim”, e que tenho que tomar todas essas ações por mim mesmo.

No entanto, depois de ter conseguido algo, eu devo dizer que este sucesso foi pré-determinado e pronto, e que o Criador preparou isso para mim com antecedência. Se eu estou aderido ao “Se eu não for por mim, quem será por mim”, e, finalmente ao, “Não há outro além Dele”, esse é o meio para alcançar a adesão completa.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/14, Escritos de Baal HaSulam

Quanto Ao Dano De Alimentos Geneticamente Modificados

laitman_759A Torá, “Levítico“, 19:19: Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o de espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.

Em nossos tempos, nós fazemos exatamente o contrário, criando produtos alimentares geneticamente modificados. Este fenômeno entrou na destruição geral da humanidade. Nós mudamos muito e sequer imaginamos como o consumo destes alimentos está nos influenciando.

Se eu compro um quilo de tomate e os mantenho na cozinha em temperatura ambiente de vinte e cinco graus e eles permanecem como eram quando eu comprei há um mês, este é um sinal de que eles não estão vivos. É algo que não tem vitalidade!

Tomates como estes não estão crescendo ou não são vivos, e são alimentos que, em princípio, o corpo não precisa, pois, na verdade, este é um conjunto de todos os tipos de elementos químicos. E mesmo que eles nutram meu corpo, isso não é nada do que deveria ser da natureza. Por fim, só agora estamos começando a descobrir de que maneira essas ações nos influenciam, se há uma conexão entre elas, a moralidade social, e nossa visão de mundo.

Junto com isso, dentro de mim, poderia haver a substituição não só dos programas internos, mas também dos próprios elementos do meu corpo. Houve um tempo, há 10-15 anos, quando pensávamos que os hackers que inseriam vírus num computador só poderiam prejudicar programas de computador, mas não o próprio sistema. Por fim, nos demos conta de que eles também podem prejudicar o computador em si.

Nós não imaginamos as consequências do consumo de alimentos geneticamente modificados. Nada no mundo deve ser mudado de tal maneira. Mas, por outro lado, ao nos distanciarmos da natureza, estamos começando a compreender que tipo de beco sem saída nós entramos. Em outras palavras, esta é a lei da negação. E mesmo que a nossa “besta” não esteja particularmente sofrendo, o “humano” em nós vai se tornar cada vez pior. É assim que ele vai ser com tudo! Caso contrário, não pode haver qualquer tipo de reconhecimento do mal.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 09/04/14

Irmãos Por Uma Causa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado do mandamento: “Não odeie seu irmão em seu coração”?

Resposta: A Torá nos ordena a não odiar nosso irmão, já que irmãos naturalmente se odeiam, o que se revela naturalmente.

Um irmão é o seu reflexo no próximo nível e, portanto, você não deve odiá-lo, uma vez que ele mostra o que você deve completar a fim de tornar-se pleno.

Pergunta: Será que isso significa que ele é o meu reflexo, segundo o qual eu devo preparar a minha ascensão?

Resposta: É um sistema completo. Por que Jacó tem doze filhos, por exemplo? Abraão teve apenas um filho Isaac, porque Ismael é um sistema totalmente diferente. Eles não se complementam mutuamente. Isso só vai ser descoberto mais tarde, no final dos tempos.

Ter muitos filhos indica a incompletude dos pais. Jacó teve doze filhos porque não era perfeito. A fim de atingir o nível de Israel, ele teve que tornar todos os doze níveis perfeitamente adaptáveis, uma vez que eles ainda estavam separados.

Essas relações mútuas se aplicam a toda a família, a todas as setenta almas. Os doze filhos de Jacó são os doze atributos que derivam dele que devem se fundir num todo integral. Só então eles vão se tornar Israel (Yashar El), direto ao Criador, que visam o Criador. Assim, eles descobrem o que e quem eles devem corrigir ao longo da subida dos muitos níveis de correção.

Jacó deve fazer com que o ódio surja entre os irmãos, e José deve ir para o Egito. Então o Faraó aparecerá entre eles e vai mantê-los separados, e apesar do seu ego, eles vão ter que se conectar acima dele. Como resultado da conexão das doze tribos, a alma única geral será corrigida, embora ainda não consigamos testemunhar isso.

Comentário: Você diz que a separação entre os irmãos decorre do fato de que os pais são imperfeitos.

Resposta: Certamente. Caso contrário, seria apenas uma continuação. Mas isso só pode ser cumprido ao longo da linha média. Este é o lugar onde acontece a unidade correta cada vez que ela é voltada diretamente ao Criador.

As doze tribos irão estabelecer sua base comum chamada a terra de Israel, na medida em que elas começarem a se conectar corretamente. Isto incluirá todos os atributos humanos e todas as partes que se encontram distantes umas das outras. Elas vão gradualmente começar a se conectar até que se reúnam novamente num ponto de conexão com o Criador. Mas este ponto, na terceira fase, será no nível do Criador.

Há um ódio inicial pelos outros nas pessoas que foi dado a nós pela natureza. Pergunte a qualquer pessoa que tem filhos se eles sempre se dão bem, se estão sempre juntos, e você terá uma resposta negativa. Irmãos sempre competem, seja consciente ou inconscientemente.

Eles podem estar juntos apenas quando há uma grande força, uma grande recompensa que os puxa para frente e pela qual se conectam. Esta recompensa anula seu ódio natural.

Em nosso mundo, só pode haver uma unidade forte entre irmãos por uma causa. Se a causa desaparece, eles se separam de novo, uma vez que o ódio interno sempre existe. Assim, a Torá não está errada.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”

Sua Recompensa Por Guardar Os Mandamentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você considera os Mandamentos que Moisés deu aos judeus a chave para a paz interior, ou seja, o equilíbrio entre altruísmo e egoísmo?

Resposta: Claro. O mais importante deles, “Você deve amar o seu próximo como a si mesmo”, é o fundamento de toda a Torá, que é um manual sobre como atingir essa condição. Infelizmente, aqueles que se consideram seguidores e crentes através da observação da Torá nem sempre perseguem esse objetivo.

Pergunta: Os mandamentos que Moisés passou, incluem apenas as boas ações e alertam para não se cometer as más. Mas nada foi dito sobre como isso seria recompensado.

Resposta: Nenhuma compensação deve ser pedida pelo cumprimento dos mandamentos. Se você quiser amar o seu próximo e tratá-lo bem, você deve fazer isso de forma totalmente incondicional. Então, a satisfação interior que você recebe disso será a sua recompensa.

De um Programa “Opinião Especial” 17/08/14

Ação Em Vez De Intenção

laitman_281_02Pergunta: O desempenho (performance) externo da Torá, é descida ou não?

Resposta: O desempenho externo da Torá é o resultado do exílio do povo de Israel. Antes disso, ele fez apenas um trabalho interno, porque todo mundo estava na realização do Criador. Sim, houve problemas, distúrbios e guerras, mas tudo isso faz parte de uma poderosa análise interna.

Depois, nos dias do Rabi Akiva, o povo de Israel caiu do grau de amor fraternal para o de ódio infundado. Se no passado todos tinham entendido a Torá num sentido espiritual já que seus vasos, desejos, estavam em revelação, depois de cair para o nível material, eles começaram a entender a Torá no sentido material. Como consequência, eles começaram a realizá-la como vemos hoje: fortalecendo-se apenas por ações, não por intenção.

Os vasos de Israel têm Galgalta ve Eynaim, parte que está envolvida em intenções, e AHP, parte que está envolvida em ações. Assim, aconteceu que há duas Torás:

  • Para os vasos de Galgalta ve Eynaim, é a sabedoria da Cabala, chamada de verdadeira e também ciência oculta, porque está sendo revelada apenas para aquele que levanta o véu sobre ela;
  • A ciência das ações materiais explícitas, realizada por parte do povo de Israel, pertencente ao AHP.

Nós não vamos avaliar ninguém ou julgar ninguém. Não há inteligente ou estúpido, bom ou ruim. Ninguém deve ser punido ou desprezado. Simplesmente, estes são os fatos. Nós deveríamos ter chegado a este após a quebra dos vasos e exílio. Esta é a maneira como os vasos, desejos, são dispostos no processo de sua correção.

Mas agora surge a pergunta: Como nós podemos nos tornar coletivamente despertados para a verdadeira obra do Criador?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que Leva Ao Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a humanidade moderna anseia novamente por religião?

Resposta: Há uma crise no mundo. Após a última guerra mundial, que ocorreu há menos de três gerações, a população dos países desenvolvidos tinha previsibilidade, estabilidade e confiança no futuro. Enquanto que, agora, com o surgimento da crise global, ela sente incerteza, instabilidade, falta de demanda, certamente a falta de um futuro e uma falta de esperança no sucesso.

Além disso, este sentimento abrange todo o planeta. Este sentimento evoca ondas de preocupação o tempo todo. Nada é estável, nem o futuro, nem quaisquer planos. Depois de perder toda a esperança, permanece apenas uma esperança, que é a esperança no Criador, uma imagem pronta para tomar a primeira posição no mundo e estabilizá-lo. Então a pessoa cria o Criador para si mesma.

A sabedoria da Cabalá diz que não há nada no mundo além da natureza, a força de doação e amor que cria tudo, nos direciona e desenvolve para um estado onde podemos entender a nossa diferença e oposição a esta força, e querer nos assemelhar a ela; isto é, adquirir a característica de doação e amor. Portanto, o objetivo, “E Amarás o teu amigo como a si mesmo” (Vayikra 19:18) deve se tornar o princípio de todas as nossas atividades.

As religiões ouviram este mandamento e o esqueceram, porque a fim de implementá-lo, elas tinham que mudar a natureza egoísta da pessoa numa altruísta (para doação e amor para todos). Não há nenhum lucro no altruísmo; portanto, todas as religiões falam sobre “e amarás”, mas nenhuma delas implementa isso ou entende sua intenção, porque dentro das características egoístas não é possível compreender a característica da doação.

Se elas entendessem o que “e amarás” significa, todas as religiões desapareceriam e tudo o que separa as pessoas desapareceria. O moderno anseio pela religião levará a sua reavaliação pela humanidade e sua substituição por uma religião chamada “amor”.

Consulte também o artigo, “A Essência da Religião e seu Propósito”.

Os Mandamentos São Ouvidos Apenas Quando Chegamos À Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado da perspectiva Cabalística de cada um dos dez mandamentos, como “Não roubarás” ou “Não matarás”, etc.?

Resposta: Nós não entendemos o verdadeiro significado dos dez mandamentos que simplesmente parecem como instruções morais para nós.

O mandamento “Honra teu pai e tua mãe”, por exemplo, refere-se à conexão entre os Partzufim de ZON (Zeir Anpin e o Nukva) e Aba e Ima (pai e mãe) superiores.

O mandamento “Não roubarás” é a proibição de utilizar o desejo de desfrutar por minha própria causa, que é chamado de roubar. De quem você está roubando? Da Luz, do Criador.

Todos os dez mandamentos se referem ao desejo de desfrutar. É sobre as limitações que temos que implementar em Malchut. Estas limitações são chamadas de Masach (tela) e Luz de Retorno (Ohr Hozer). Devido ao fato que Malchut aceita essas limitações, ela pode se tornar a vestimenta para as dez Sefirot, e por isso é chamado os dez mandamentos.

Um mandamento (da raiz hebraica “declaração”) é o que nasce na boca do Partzuf, Peh de Rosh. Todas estas ações são executadas no mundo de Atzilut.

Somente depois que nós nos tornamos como um homem em um só coração é que recebemos os dez mandamentos. Caso contrário não podemos ouvi-los. Nós temos que estar no nível de Bina para poder ter o ouvido que possa ouvir as dez declarações do Monte Sinai.

Primeiro nós temos que passar por um período de preparação e chegar à conexão no nível de um homem em um só coração, e só então é que vamos ouvir os mandamentos. Caso contrário nos faltarão os vasos para compreendê-los.

Todos os dias uma nova confusão e uma nova compreensão são sentidas durante o estudo. Você faz uma pergunta e depois pode ser confundido uma centena de vezes e compreender uma centena de vezes a fim de leva-lo ao ponto onde você faz a pergunta. Tudo depende dos vasos.

Pergunta: Estes mandamentos, como “Não roubarás” e “Não matarás”, também operam no mundo corpóreo?

Resposta: Claro que nós também precisamos da mesma coisa que está escrita no sentido espiritual em nosso mundo, mas a correção da alma ocorre no mundo espiritual. Ainda assim, nós temos que criar o ambiente certo no mundo corpóreo, para que nele sejamos capazes de alcançar a correção espiritual.

Primeiro nós devemos entender que a base para todas as correções é a principal regra da Torá: “Ama o teu amigo como ti mesmo”. Isto significa que todas as correções, todos os detalhes descritos na Torá, são explicações de como devemos alcançar o cumprimento das condições de amar os outros.

Minha atitude, qualquer que ela seja — para com os amigos, o mundo externo, todos os mundos espirituais, tudo —, tem que ser só por amor, na medida em que eu me amo. É isso! Cada ação que eu faço tem que ser acompanhada pelo pensamento que faço isso pelos outros. Amor não é só falar as palavras. Deve haver um desejo real dentro de mim que me obriga a fazê-lo. Caso contrário não é chamado um mandamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/14, Shamati 66

Deixe O Criador Ser Revelado Em Nós

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico (Shemini)”, 09:01 – 09:04: E aconteceu, no oitavo dia, que Moisés chamou a Aarão e seus filhos, e os anciãos de Israel. E disse a Aarão: “Toma um bezerro para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto, sem defeito; e traze-os perante o Senhor”.

A pessoa tem que tomar dois de seus desejos (um bezerro e um carneiro) e purificá-los da intenção egoísta, o que significa elevar o seu desejo para o uso apropriado: do lugar mais baixo e mais pecaminoso para cima, para a Luz.

“Depois falarás aos filhos de Israel, dizendo: ‘Tomai um bode para expiação do pecado, e um bezerro, e um cordeiro de um ano, sem defeito, para holocausto; também um boi e um carneiro como sacrifício pacífico, para sacrificar perante o Senhor, e oferta de alimentos, amassada com azeite, pois hoje o Senhor vos aparecerá’”.

Se uma pessoa não trouxer uma oferta, o Criador não será revelado. A fim de fazer isso, ela deve primeiro preparar tudo: o dia, o lugar e o tempo. Em segundo lugar, trazer e oferecer não deve ser feito pelas nações do mundo, nem pelos filhos de Israel, e nem pelos levitas, e nem mesmo por meio de Moisés, mas apenas pelos Cohanim (sacerdotes) e dos Cohanim, apenas por Aarão.

Tudo tem que estar pronto na forma exata que Moisés disse. Preparar significa escolher os seus desejos, um lugar e um tempo. Isto significa o movimento, tempo, desejo e intenção, que todos devem vir a proporcionar um desejo corrigido para doar, para se conectar com os outros. Isto significa que deve haver o atributo de Aarão em cada pessoa que leva certo desejo (um bezerro ou um carneiro), mata-o de certa maneira e prepara-o de certa maneira e, depois, serve ao Criador para que Ele possa prová-lo.

A subida dos desejos a fim de amar e doar é descrita desta forma alegórica. É porque no nosso mundo não há outras palavras para descrever a ascensão dos desejos para a doação à sociedade e com isso ao Criador. Ao mesmo tempo, o sentimento do Criador desce tanto para a sociedade e para a própria pessoa que está realizando o papel de Aarão.

Comentário: A Torá fornece muitos detalhes! Por exemplo, um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, etc.

Resposta: Quando você começa a trabalhar você não tem esses detalhes. Então, primeiro há a Mishná (conjunto de leis) que lhe diz exatamente como realizar essas ações. Em seguida, a Mishná se torna incompreensível, visto que o ego cresce e se torna claro como devemos trabalhar com ele. Se uma pessoa soubesse o que fazer com um quilo do seu ego, o que cortar e o que pesar, então agora o seu ego cresce a uma centena de quilos. Há novas opções agora: avareza, inveja, luxúria, etc., e torna-se obscuro como a tirar a pele da oferta, que parte dela pode ser usada ou não, e como prepará-la. É quando o problema com o cumprimento dessas regras surge que o Talmude Babilônico (ensino) aparece.

Tudo começa a partir da Torá, mas conforme o ego cresce, há a crescente necessidade de comentários na Mishna, e quando o ego cresce até que se torne incontrolável, o Talmude aparece. Então, as pessoas não têm escolha a não ser simplesmente estudá-lo. Este estado é chamado de exílio (Galut).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/12/13

Não Cozinhe O Cabrito No Leite De Sua Mãe

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado espiritual de separar o leite da carne?

Resposta: A Torá diz: “Não cozinhe o cabrito no leite de sua mãe”. A carne não pode ser comida com leite, uma vez que assim você causa um curto-circuito entre as coisas mais importantes, as linhas direita e esquerda.

Leite simboliza a linha direita, a Luz de Hassadim (misericórdia), que decorre do desejo de doar. Assim, no nível físico, o leite é o alimento para as crianças. No entanto, a linha esquerda, carne, simboliza recepção, rigidez, egoísmo.

Nós não devemos congregar essas duas linhas, porque elas só podem se conectar na linha média, quando você recebe da linha esquerda egoísta apenas o que a linha direita altruísta direita pode incluir nela, e cria a linha do meio como resultado das duas.

A fim de criar a linha do meio, nós temos que descer de dez a seis Sefirot, de GAR à VAK, o que significa trazer o estado de grandeza do Partzuf à pequenez, porque até o fim da correção é impossível receber a fim de doar em todo o desejo, exceto uma pequena quantidade.

Malchut só pode ser usada na subida à Bina. A ascensão de Malchut à Bina é um estado de pequenez ou seis Sefirot. Portanto, é possível comer laticínios seis horas após comer carne.

Em nosso mundo, seis horas é uma medida condicional, e, portanto, em diferentes comunidades o tempo de separação entre carne e leite difere. Em certas comunidades, o intervalo entre laticínios e carne é de três horas e, em outras, é de uma hora. Mas, no geral, a maioria das comunidades mantém seis horas.

Quanto à carne, ela pode ser comida meia hora depois dos laticínios (exceto pelo queijo duro, que é o mesmo que a carne). Embora as leis que proíbem a combinação de leite e carne não sejam tão convenientes, elas decorrem da pequenez do Partzuf espiritual.

Pergunta: Será que nossos amigos em todo o mundo têm que manter essas leis?

Resposta: Não, nós não ditamos nada a ninguém. Isso se refere ao trabalho espiritual e seu objetivo de receber a fim de doar. Nós podemos tentar convencer as pessoas de manhã à noite que é importante sentir amor em relação ao amigo, mas não podemos exigir que alguém realmente o faça.

Além disso, uma pessoa pode manter a tradição e outra não pode. Nós nunca exigimos dos outros, mas apenas de nós mesmos. Por outro lado, aqueles que não mantêm a tradição não devem interferir nos costumes daqueles que o fazem. Nós devemos respeitar os costumes dos outros, não importa quais sejam eles.

Da Lição Diária de Cabalá 17/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman