Textos na Categoria 'Israel'

Pela Unificação Do Povo De Israel

962.6Pergunta: Deveríamos orar para que o povo de Israel se una porque eles são os mais quebrados? Como você deve se orientar corretamente nesse sentido?

Resposta: Dirigir-se corretamente significa almejar uma tal unificação entre si que cada nação chegue a compreender que um futuro brilhante só pode estar na unificação entre eles.

Somente assim alcançaremos tudo o que desejamos, exceto uma coisa – governar os outros, ditar aos outros – e cada pessoa compreenderá qual é a sua singularidade, qual é o seu trabalho e o que deve fazer para beneficiar os outros.

E outros farão o mesmo por ela, e o amor mútuo absoluto e o cuidado mútuo, de todos e de tudo reinarão.

Isso é inerente à natureza, é como deveria ser e será. Tudo isso só depende de nós hoje, o quanto podemos chegar pelo menos um passo mais perto disso. Por esta razão, ocorrem guerras.

Pergunta: Deveríamos, em nossa oração, ajudar internamente o povo de Israel a se unir entre si?

Resposta: Sim, é necessário unir-nos a este nível, defender-nos e corrigir-nos. Porém, o mais importante para nós é divulgar essa ideia para toda a humanidade.

Da 2a prte da Lição Diária de Cabalá 13/10/23, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”

O Mundo Precisa De Correção Por Meio Da Unidade

214Gradualmente, as nações do mundo concordarão que devemos viver em amizade e cooperação, e em reaproximação entre nós. Afinal de contas, de outra forma não poderá haver progresso no avanço da humanidade.

Portanto, estamos nos aproximando de um estado onde parte da humanidade começará a compreender que a aproximação entre as nações é necessária não apenas para evitar guerras; é uma necessidade que vem da própria natureza, da sua fonte, o Criador.

A difícil situação no país forçará as pessoas a se interessarem pela sabedoria da Cabalá. Embora estejam acostumados a associar a Cabalá com algum tipo de milagre, misticismo ou ritual, na verdade, a Cabalá ensina a estrutura da realidade, que inclui todo o universo, todas as pessoas, toda matéria inanimada, plantas e animais, ou seja, toda a natureza do universo, sem exceção.

Devemos compreender que vivemos num mundo que precisa de correção através da unidade. Há muito trabalho pela frente para obrigar todos os habitantes do mundo a pensar sobre isso. Não há outra maneira de alcançar a correção do mundo e chegar à paz e à tranquilidade, a uma vida boa, para não reencarnar neste mundo, que está caindo no ponto mais baixo da realidade, a menos que nos conectemos em um só homem com um coração.

Uma pessoa deve perceber isso claramente para que na turbulência desta vida, não importa o quão confuso ela esteja todos os dias com os bilhões de pessoas ao seu redor, ela ainda não se desconecte do propósito da vida e não caia sob o controle de desejos de riqueza, poder, conhecimento ou quando sua única preocupação é com comida, sexo e família.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/10/23, “Introdução ao Livro do Zohar”

Na Luta Contra A Inclinação Ao Mal

200.02Pergunta: Se o nosso grupo mundial travar uma guerra interna com a sua inclinação ao mal, ajudará o mundo?

Resposta: Claro. Somente desta forma poderemos chegar à correção completa (Gmar Tikkun); é apenas lutando contra o nosso egoísmo e nos voltando ao Criador para que Ele nos ajude nisso.

Pergunta: É possível dizer que vemos uma guerra externa porque não podemos usar a luz atraída por nós para uma conexão maior?

Resposta: Sim.

Pergunta: Por que uma pessoa cai em tais sentimentos que o Criador não a ajuda?

Resposta: Porque ela precisa investir muito mais de si mesma em conexão com o Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/10/23, “Reforçando-nos com Não Há Outri Além Dele”

“Reféns Da Nossa Divisão” (Times of Israel)

Michael Laitman, no Times of Israel: “Reféns da Nossa Divisão”

Duas reféns americanas, Judith e Natalie Raanan, uma mãe e sua filha originárias de Illinois, que foram capturadas pelo grupo terrorista Hamas durante seu ataque mortal a Israel neste mês foram liberadas na última sexta-feira. Mas ainda assim mais de 200 reféns que foram raptados e levados cativos permanecem em Gaza. Embora precisemos fazer todos os esforços possíveis para os trazer de volta, devemos também compreender que, em última análise, é a conexão entre nós que nos protege e nos libertará do perigo e do sofrimento.

Rezo do fundo do meu coração pelo bem-estar dos reféns e espero que consigamos retirar cada pessoa em segurança. Envio condolências a todos os familiares das vítimas e desejo uma rápida recuperação a cada um dos feridos.

Precisamos garantir que tais horrores nunca mais se repetirão e encarar esta guerra como a última. Não podemos ficar sentados quietos e esperar ser massacrados, precisamos nos defender. Ao mesmo tempo, não devemos nos envolver num conflito sem fim, mas aspirar a alcançar a solução desejável em que vivamos em paz permanente. No entanto, não seremos capazes de erradicar a guerra até que primeiro alcancemos a paz entre nós.

Basta recordar os recentes protestos e gritos que ecoaram nas ruas e praças israelitas mesmo antes desta guerra para perceber como o ódio encheu e obstruiu os nossos corações; as manifestações visavam anular o “outro lado” das nossas disputas, e isso nos enfraqueceu enormemente. Embora não haja problema em expressar posições divergentes e entrar em disputas, é imperativo respeitar uns aos outros e manter sempre em mente que somos um só povo.

Neste momento a nossa dor é tão avassaladora que os nossos ressentimentos são contidos, mas olhando para trás na nossa história, é claro que assim que os inimigos externos forem derrotados, o nosso ódio interno irá explodir mais uma vez. E uma vez que a nossa separação se torna evidente, ela faz o jogo daqueles que querem nos exterminar, pois nos consideram divididos, fracos e vulneráveis.

O povo judeu tem uma qualidade particular através da qual iremos ascender ou cair – é o potencial de nos tornarmos “como um homem com um coração”. Enquanto lutamos pela garantia mútua, pelo aumento da unidade, evocamos uma força positiva capaz de neutralizar gradualmente o ódio e de nos conduzir a um futuro de paz.

Antes de mais nada, como judeus, devemos ser um exemplo de coesão, compreensão e solidariedade mútua acima das diferenças, o que nos transformará numa força esclarecedora para o resto do mundo. Conforme expresso pelo Rav Kook, o primeiro Rabino Chefe de Israel: “O movimento genuíno da alma israelense no seu aspecto mais grandioso é expresso apenas pela sua força sagrada e eterna, que flui dentro do seu espírito. Foi isso que fez, está fazendo e ainda fará dela uma nação que permanece como uma luz para as nações”.

Somente os nossos pensamentos e ações direcionados para a unidade nos libertarão da guerra e nos levarão a um estado de calma e prosperidade.

“Você Se Sacrificaria Para Salvar Outras Pessoas?” (Times Of Israel)

Michael Laitman, no Times of Israel: “Você Se Sacrificaria Para Salvar Outras Pessoas?”

Muitas pessoas agora contemplam esta questão à medida que surgem várias histórias de autossacrifício para salvar outros na atual guerra Israel-Hamas.

Por exemplo, no primeiro dia da guerra, seis amigos sobreviventes contaram como o cabo Matan Abergil salvou suas vidas saltando sobre eles para absorver a força de uma granada que havia sido lançada em seu veículo blindado. Além disso, Tali Hadad, mãe de seis filhos, dirigiu de um lado para outro para levar 13 feridos ao centro médico de emergência em Ofakim enquanto a cidade estava sob ataque.

O que passa pela cabeça dessas pessoas que colocam suas próprias vidas em risco pelo bem dos outros?

Acontece simplesmente que elas estão fazendo a coisa certa. Elas veem salvar os outros como a ação boa e correta a ser tomada naquele momento, e essa visão lhes dá força para realizá-la.

É impressionante porque vai contra o nosso instinto de sobrevivência. No entanto, temos uma inclinação para colocar as nossas próprias vidas em risco pelo bem dos outros. Instintivamente, somos como animais – embora o reino animal possua vários exemplos de autossacrifício para salvar outros animais – mas os atos de autossacrifício para salvar outros nos mostram que temos capacidades que vão além dos nossos instintos básicos de sobrevivência.

Deveríamos aprender com esses atos de bravura que é simplesmente assim que devemos nos relacionar uns com os outros. Cada pessoa abriga esse potencial. É o potencial de nos dedicarmos completamente ao bem dos outros. Para criar uma sociedade com fortes laços unificadores, precisamos despertar este potencial nos nossos corações.

Um dos problemas atuais em Israel é que histórias de bravura e autossacrifício circulam em tempos de emergência, mas onde está a nossa apreciação destas qualidades na nossa vida quotidiana? Em tempos mais calmos, ignoramos essas histórias em favor de um discurso mais divisivo, tomando partido uns contra os outros.

Visto que, para começar, a unidade acima da divisão nos uniu como nação, nada nos ajudará até que percebamos – em todos os momentos – que estamos em constante estado de emergência até alcançarmos: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Precisamos alcançar um estado onde mantenhamos constantemente conexões positivas de apoio mútuo, cuidado e amor acima de todas as nossas inclinações divisivas. Quando fizermos isso, veremos os conflitos mundiais diminuírem à medida que um mundo novo, harmonioso e pacífico se abre.

O Que Significa Ser O Povo De Israel?

961.1Ao pensar em como a catástrofe de 7 de Outubro, este pogrom, poderia ter acontecido ao povo de Israel, percebemos que aparentemente nós próprios permitimos que isso acontecesse. Afinal, não existe unificação entre nós como uma nação, não lutamos pela unidade, negligenciamos uns aos outros e não nos aproximamos ano após ano. Não atendemos aos requisitos necessários para sermos chamados de povo de Israel.

Se estivéssemos falando de alguma outra nação, talvez esta fosse uma situação normal. Mas Israel só se tornou uma nação depois de ter sido unida. E se não houver unidade, não há nação – essa é a singularidade do povo de Israel.

Há milhares de anos, concordamos em nos tornar o povo eleito sob condições especiais. Não devemos esquecê-las porque elas determinam a existência do nosso povo, que é obrigado a ser um homem com um coração e “todos em Israel são amigos”. Devemos nos esforçar para nos tornarmos mais unidos a cada ano. Mas está acontecendo o oposto; ano após ano, há cada vez mais protestos de rua, como se o país inteiro estivesse envolvido numa briga entre torcedores de futebol depois de uma partida.

Portanto, não é surpreendente que o desastre nos aconteça. Antes de acontecer, uma enorme disputa política eclodiu no país e despertou muitas emoções e agressões. Este foi o ponto crítico da divisão interna.

Precisamos nos elevar acima de todas as disputas. Embora nossas opiniões sejam diferentes, mantemos boas relações. As divergências não atrapalham nossos bons relacionamentos porque nos sentimos próximos e relacionados, como uma família na qual há amor. Caso contrário, não podemos ser considerados uma nação.

Do alto, há um desejo de nos mostrar que nada nos ajudará se não houver relações sinceras entre nós, o povo de Israel, ou seja, quando eu estiver perto de você e você estiver perto de mim e assim estivermos todos próximos uns dos outros.

De KabTV, “Uma Observação Interna”, 15/10/23

Faça O Ódio Se Transformar Em Amor

547.01Pergunta: Por que não existem dois estados separados nas pessoas, amor ou ódio, para que um homem possa trabalhar entre eles, mas também existe uma tal Klipa (impureza) quando o amor nacional se torna fascismo e chauvinismo que une as pessoas por ódio por outros. Por que existe esta terceira forma?

Resposta: Esta é uma forma extrema de egoísmo. As pessoas muitas vezes confundem isso com amor pelo seu povo.

Pergunta: Se você perguntar aos seus vizinhos se eles amam o seu povo, eles dirão: “Claro que amamos, mas para vivermos felizes, precisamos destruir os nossos inimigos”. Por que as pessoas confundem isso com amor?

Resposta: Porque se você ama alguém que está contra você, você é um inimigo do seu povo. E se você o odeia e o destrói, você é um herói para o seu povo.

Pergunta: Acontece que existe algum tipo de confusão no mundo. Por que o Criador não fez com que existissem simplesmente dois estados extremos: ódio e amor? Então você poderia escolher.

Resposta: As pessoas ficam confusas e pensam que estão apaixonadas, embora isso não tenha nada a ver com amor. Mas se o amor e o ódio estivessem separados, não seria possível transformar o ódio em amor. Seria como se você domesticasse animais e eles se vendessem para você como alimento.

Nosso objetivo é transformar o ódio em amor. Esse é ponto principal.

Portanto, o ódio que se desenvolve entre as nações em relação a outras nações deve existir. Deve ser reconhecido como o ódio errado e deve ser transformado na consciência correta do que odeio e do que amo.

Pergunta: É possível que, no estado corrigido, seus vizinhos, que agora estão atirando foguetes contra você, amem você e digam: “Nós amamos nossos vizinhos”?

Resposta: Isso não acontece imediatamente. Isso não pode ser feito em uma única etapa. Mas sabemos de casos em que antigos inimigos mortais se tornaram amigos devotados.

Pergunta: Então você vê que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer?

Resposta: Tenho certeza de que deveria ser assim, porque quanto mais ódio for manifestado, mais amor será manifestado. Precisamos explicar às pessoas que esta é a lei da natureza.

Pergunta: Deveria ser um amor universal global para que a pessoa pudesse superar todas as diferenças?

Resposta: Sim. Em última análise, isto será assim porque da unidade na dezena chegaremos à unidade com o Criador. Portanto, nos elevamos acima de todas as forças da natureza na unificação e no amor, e todas as forças da natureza se unem dentro de nós: tanto o amor quanto o ódio.

Da Lição Diária de Cabalá 14/10/23, “A Nação”

Para Aqueles Que Avançam Rumo À Correção

558Pergunta: Deveríamos sempre nos ver como meio culpados e meio inocentes. É o mesmo para Israel e as nações do mundo?

Resposta: É para aqueles que avançam rumo à sua correção.

Pergunta: Como podemos evitar que a parte interna ou a qualidade de Israel afunde cada vez mais?

Resposta: Elevem-na cada vez mais, unindo-se uns aos outros, e a conexão entre nós se tornará cada vez mais forte.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/23, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”

Nos Falta O Criador

261Pergunta: O que falta para equilibrar a força do mal com a força do bem?

Resposta: Falta-nos o Criador se aproximando de nós e sendo revelado entre nós. Então essa força nos dominará e seremos completamente diferentes — gentis, receptivos e solidários uns com os outros, como um homem com um só coração.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/23, “Reforçando-nos com Não Há Outro Além Dele”

Somos Todos Irmãos, E Não Apenas Na Desgraça

229Manifestações, lutas partidárias pelo poder, gritos nas ruas e ódio que dividiram a nação: esta é a situação em Israel nas vésperas da guerra.

Devemos lutar contra a nossa desunião. E o problema não é que as pessoas pertençam a partidos diferentes, tenham opiniões diferentes e se manifestem, mas que queiram se anular e, assim, enfraquecer-se mutuamente. Afinal, se discuto com alguém, sou obrigado a respeitá-lo na mesma medida e a reconhecer seu direito à própria opinião, que pode ser correta.

Agora, em tempos de guerra, parece que o ódio desapareceu e as pessoas estão unidas no apoio mútuo. A dor é tão forte que nos esquecemos do nosso ódio. Mas não nos afastamos muito do estado que existia antes da guerra, e alguns dias podem ser suficientes para voltarmos a ele.

Embora estejamos unidos pela dor comum, apresentamos uma frente e deixamos de lado o nosso ódio mútuo. Mas ele não foi a lugar nenhum. Vemos exemplos maravilhosos de assistência mútua e de autossacrifício, mas tudo isto é consequência do golpe que recebemos. E assim que a ameaça externa enfraquecer e se afastar, todo o ódio irá novamente transbordar de dentro.

Afinal, todos permaneceram devotados à sua opinião. Unidade significa que estou pronto a anular-me para me unir ao outro – e assim estamos todos entre nós. Enquanto isso, não existe tal unidade e garantia mútua entre o povo, mas existe um estado que Baal HaSulam chama de “irmãos no infortúnio”.

Vemos muitos exemplos de como as pessoas estão agora se anulando pelo bem comum e estão prontas para ajudar umas às outras, doar e defender o país. Mas não devemos nos iludir porque isto está acontecendo sob a pressão de uma tragédia comum e não podemos transferir esta unidade para outro nível, a fim de continuar o desenvolvimento correto.

Precisamos chegar ao zero absoluto, onde não haja influência externa que nos obrigue a nos unir, e a partir deste ponto zero começar a construir a nossa unidade, não porque uma ameaça externa esteja nos pressionando, mas porque nós mesmos decidimos viver desta forma em uma boa conexão uns com os outros e queremos nos aproximar, sentir e amar um ao outro. Isto requer uma mudança de consciência e não uma pressão externa.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 17/10/23, Escritos do Baal HaSulam, “Exílio e Redenção”