Textos na Categoria 'Israel Hoje'

“ONU: Perspectivas Para A Paz Entre Israel E Os Palestinos Estão Diminuindo”

laitman_273_02Nas Notícias (MIGNews): “O Coordenador Especial das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio, Nikolay Mladenov, disse que um futuro de paz para Israelenses e Palestinos não pode ser alcançado no contexto da glorificação do terror entre os Palestinos e as contínuas atividades de assentamento Israelense. Em um comunicado, Mladenov disse que Palestinos e Israelenses ‘alcançaram o ponto onde muitos em ambos os lados perderam a fé no compromisso com o outro para criar um futuro para os dois Estados, vivendo lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo. No final, a triste realidade para os povos de ambos os lados do conflito é que que as coisas que eles mais valorizam – soberania e segurança – estão escapando de todos’. Mladenov também disse que ‘um futuro pacífico para ambos os povos não pode ocorrer contra o fundo de declarações que glorificam o terrorismo e justificam o assassinato; o respeito mútuo não pode vir como resultado de facadas feridas, tiroteios e colisões de carro. Os heróis não matam as crianças adormecidas’…

“No Quarto relatório, [a ONU] disse que” Israel deve parar a política de construção de assentamentos e expansão, a designação de terras para uso exclusivo do interesse de Israel e a negação do desenvolvimento Palestino”. … O relatório também examina a onda Palestina de violência em outubro que matou pelo menos 214 Palestinos, 34 Israelenses, dois Americanos. Israel afirma que mais de dois terços dos Palestinos mortos foram em resposta a seus ataques contra Israelenses. O relatório irritou os Palestinos, que ficaram frustrados pelo fato de ambas as partes terem sido criticadas, não apenas Israel. … Entre as recomendações contidas no relatório, exortou-se Israel a levantar o bloqueio à Faixa de Gaza e foi pedida a restauração do controle da Autoridade Palestina sobre o Hamas governando a Faixa de Gaza. Israel mantém um bloqueio para impedir o ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel”.

Meu Comentário: Embora esse relatório tenha sido relativamente equilibrado, é preferível que a ONU não intervenha, mas antes de tudo coloque a sua casa em ordem. Só então os nossos vizinhos entenderão que devem concordar com a criação de relações bilaterais e não sonhar com a aniquilação do Estado de Israel.

Nova Vida # 492 – O Público E A Liderança: Uma História De Amor

Nova Vida # 492 – O Público E A Liderança: Um História De Amor
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

A liderança do país está conectada ao público ou há uma desconexão total entre os dois? Qual é a conexão correta entre os chefes de Estado e as pessoas que os permitem operar como uma unidade harmoniosa?

Resumo

As tempestuosas eleições trazem um fato triste: aqueles que lideram o Estado ou que querem alcançar altas posições no governo estão separados do público, de seus desejos e suas necessidades. Muitos de nós sabemos como chegamos a essa situação extrema que é a fonte de tantos problemas e até mesmo da total incompetência dos serviços do governo central.

De Uma Família Para Um Estado

A mais antiga unidade de conexões na sociedade é a família. Milhares de anos atrás, cada indivíduo na família nuclear e estendida sentia que todos os outros membros da família eram parte dele. Era assim que as pessoas viviam há milhares de anos, mas por causa da mudança nas circunstâncias, quando as nações cresceram, as pessoas começaram a escolher representantes que as gerenciassem. Nossos desejos cresceram e mudaram com o tempo e, consequentemente, a humanidade passou por diferentes formas de governo: da escravidão para a monarquia aos parlamentos divididos em várias partes. Mas, gradualmente, um novo problema surgiu, uma ruptura entre a liderança e o público, o que significa que a cabeça já não estava conectada ao corpo …

Para que o corpo opere adequadamente, ele deve estar conectado à cabeça de alguma forma. Em um sistema político a cabeça às vezes está conectada ao corpo e às vezes está menos, às vezes ela resiste ao corpo, e, às vezes, o corpo resiste a ela; em vez de funcionar em conjunto, há uma diferença entre eles.

Antes de cada eleição, cada partido afirma que pode ser a cabeça que vai funcionar melhor com o corpo, a fim de satisfazer todos os desejos e deficiências que ele se sente, e que a essência de cada partido é servir a todo o corpo. Mas todos nós sabemos que ocorre exatamente o oposto no dia seguinte às eleições. Os líderes que são eleitos esquecem que a natureza do homem é basicamente egoísta…

A Solução: A Cabeça Deve Servir Ao Corpo

Para que a liderança opere harmoniosamente com o público, os chefes de Estado devem ser pessoas que mantêm a relação do “ama teu amigo como a ti mesmo”. Eles devem estar separados de seus interesses pessoais, devem deixar de lado seus desejos de benefícios pessoais diretos ou indiretos, enquanto governam o povo.

Em um corpo saudável, a cabeça deve receber os desejos do corpo e calcular como satisfazê-los. Em um país saudável os líderes devem perceber os desejos do povo e implementá-los. Os próprios líderes não devem ter nenhum outro desejo além desse desejo.

De KabTV “Nova Vida # 492 – O Público E A Liderança: Uma História De Amor”, 06/01/15

Como Eu Posso Ser Salvo?

400Pergunta: Ultimamente, muitos judeus de língua russa estão deixando Israel e viajando para a Europa, Canadá e Estados Unidos. Como é possível tornar a vida em Israel mais segura?

Resposta: Deixar a terra não vai nos ajudar, devemos nos unir. Eu não estou falando para todos os judeus se mudarem para Israel, mas cabe a eles se unir onde estão vivendo. Existe um método para esse propósito que estamos explicando e se esforçando em implementar. Ele se chama “sabedoria da Cabalá”.

É a sabedoria de como descobrir o nosso estado superior dentro da unidade entre nós e mostrá-la ao mundo inteiro. No momento em que as nações do mundo sentirem que estamos aplicando o método da união, então, inconscientemente, com o sexto sentido, elas vão entender que isso é especificamente o que estavam esperando de nós e vão parar imediatamente de nos culpar por todo o seu sofrimento. Pelo contrário, vão começar a se relacionar com a gente com respeito e preocupação.

Só assim podemos ser salvos e trazer o mundo ao estado correto.

Pergunta: Será que isso significa que não precisamos ir a lugar algum?

Resposta: Isso não vai ajudar. Hoje, em um estado geral de antissemitismo, com tudo o que existe no mundo, você não vai encontrar um canto na superfície da Terra onde será possível se esconder.

Não é sensato se esconder atrás de outro nome de família, ir a algum lugar onde eles não saibam quem são os judeus, se esconder em um lugar isolado oculto e silencioso e assim por diante. Não existe tal coisa! É porque a força espiritual está no trabalho. Ela vai encontrar todo mundo e reuni-los todos juntos em um só lugar.

Do Webinar 08/05/16

Judeus Russos Em Israel

laitman_565_02Pergunta: Será que a população de língua russa em Israel, que se integrou com êxito na sociedade israelense, se tornou a base para a unidade da nação?

Resposta: Não. A esperança que muitos tinham não se tornou realidade; a população de língua russa não se tornou a base para um novo Israel, embora ideólogos do Estado que vieram para Israel no final do século XIX e mais tarde fossem de origem russa.

Mas os Cabalistas do século XX acreditavam que os judeus russos formariam a base de uma nova sociedade israelense, que, por sua vez, seria a base para uma nova humanidade. Em outras palavras, o caminho está aberto para os judeus russos nesse sentido.

De KabTV “Uma Conversa Sobre o Dia da Independência” 30/04/16

Ynet: “Toda Disputa Não É Uma Luta”


Nós estamos acostumados a ser varridos por confrontos culturais, mas, na realidade, quando as diferenças entre nós continuam a aumentar até um sentimento de ameaça, há um método especial de como manter todas as opiniões, bem como se manter em um objetivo comum acima delas.


Os israelenses gostam de discutir sobre quase tudo. Eles discutem em casa, irrompem no Facebook, e dominam a estrada, e em quase todos os lugares possíveis. Até mesmo o hall dos funcionários públicos eleitos em Israel tornou-se uma arena para as mais proeminentes disputas relatadas. O Knesset israelense é o principal ponto de encontro para a cultura do debate.

No momento em que um “amigo” se levanta e oferece seu discurso, imediatamente o seu “amigo” se levanta contra ele e o contradiz. A crítica construtiva para o debate ou questões iluminando em nossas mentes são bem-vindas, mas grande parte da discussão que encontramos hoje é motivada por interesses estreitas, e não de um desejo de beneficiar a sociedade.

Ostensivamente, a polarização e a divisão na sociedade israelense refletem fracasso, mas a sabedoria da Cabalá afirma que uma sociedade desenvolvida é aquela que sabe como conter os opostos dentro dela, uma ampla gama de opiniões diversas. O pluralismo, as diferenças de opinião e discurso público, mesmo que entre em conflito, são importantes manter e até intensificar, mas acima deles, é necessário construir uma espécie de cola que nos une acima das diferenças, ou no final, vamos nos “devorar” uns aos outros.

É Tudo Meu

A história judaica está entrelaçada com conflitos e oposições entre as diferentes partes da sociedade onde o pico é representado pelo ódio infundado que se desenvolveu entre as pessoas que posteriormente levou à destruição do Templo. Desde então, uma força dominante agiu entre o povo de Israel, conhecida na sabedoria da Cabalá como o egoísmo ou a linha esquerda; quando a usamos apenas em sua forma natural, ela gera ódio e divisão. Nós podemos aprender sobre a intensidade da oposição entre nós do provérbio: “Dois indivíduos seguram uma peça de roupa. Um deles diz: ‘Eu o encontrei’, e o outro diz, ‘eu o encontrei’. Um deles diz: ‘É tudo meu’, e o outro diz: ‘É tudo meu’. Em seguida, um jura que a sua participação nele não é menos da metade, e o outra jura que a sua participação nele não é menos da metade … “, e eles discordam.

No final, a disputa entre os dois, leva à conclusão de que, na verdade, em todas as áreas todos nós agarramos esse xale de oração no mesmo destino comum que nos une. No entanto, para equilibrar a força negativa que faz com que todas as pessoas se preocupem apenas com elas mesmas, é preciso despertar a força positiva que pode nos colar juntos e elevar calor e um sentimento de família, conectando-nos acima de todos os conflitos que nos dividem. Na sabedoria da Cabalá, essa força é chamada de linha direita. Para despertá-la, devemos nos esforçar e conectar entre nós.

A Estrada Dourada

O ponto de partida para a primeira comunicação entre nós é a aspiração comum para o futuro melhor que todos esperam. Um objetivo comum pode desenvolver dentro de nós a disposição de ceder e ouvir os outros. Nós não precisamos admitir nossas posições pessoais ou nossa individualidade. Pelo contrário, à luz do objetivo comum e apesar das diferenças, tentamos criar conexão.

Como resultado disso, um novo ponto de contato é criado entre nós. Esse não é um compromisso ou uma ponte temporária, mas uma linha média que equilibra as duas linhas opostas e as complementa. A questão é semelhante aos casais que discutem entre si, mas têm sempre em mente a relação conjugal ideal que os une. Especificamente, as discussões em curso e o desejo de dominar o outro cria a infraestrutura que ajuda a ascender acima da luta entre eles e cria uma nova conexão.

A Sabedoria da Conexão

Não vamos nos permitir afundar em lutas sociais sem fim que farão com que a nação se deteriore em corrupção terrível e brutalidade. Devemos considerar todos esses casos como um sinal que expressa o imperativo de trazer a paz entre todos os concorrentes.

Está no poder da sabedoria de conexão trazer essa unidade, sem eliminar as diferenças entre nós. A mágica do método é que ele muda a atitude em relação à disputa. De repente, a imagem parece diferente em propósito e assume um novo significado. A oposição é esclarecida como um motivo único que foi criado por nós, para que pudéssemos subir ainda mais acima das diferenças e se conectar em um sistema de relações mutuamente responsáveis.

Se não agirmos, mais cedo ou mais tarde as oposições poderão levar a um curto-circuito social que vão interromper todos os sistemas do país. Para evitar isso de forma proativa, é melhor para nós assumir a responsabilidade e considerar seriamente a criação de um organismo que, intencionalmente, irá orientar e direcionar corretamente todos os cidadãos na nação de Israel, uma espécie de conselho socioeducativo nacional, que regularmente iniciaria processos e eventos sociais para desenvolver o valor da unidade na consciência social. O futuro da sociedade está nas mãos de cada um de nós.

Do Artigo no Ynet 06/04/16

Paz Entre Israel E A Turquia

Pergunta: Qual é a sua atitude em relação ao restabelecimento de um acordo de paz completo com a Turquia?

Resposta: Eu só posso julgar em relação às mudanças globais. E aqui estamos a falar de uma mudança local. Eles discutiram um pouco, fizeram a paz, e não sabem quem ganha e quem perde.

Todo mundo entende que os acordos são assinados apenas para o momento em que eles são benéficos para os dois lados, caso contrário, eles são violados.

Pergunta: Você é a favor da assinatura de acordos de paz?

Resposta: Nós não temos nenhuma possibilidade de chegar a um acordo com os árabes do Oriente, mas apenas com os árabes do Ocidente (com Gaza), porque eles precisam de ajuda e recuperação

Pergunta: O que você quer dizer quando usa o termo “paz” (Shalom)?

Resposta: Por paz Quero dizer “totalidade” (Shlemut). Isto não é a assinatura de um acordo de não-agressão que, num dado momento é benéfico para os dois lados, que é assinado por um tempo curto e é violado a maior parte do tempo. Totalidade é o desejo de conexão em um todo único sem fronteiras, não apenas encontrar o contato uns com os outros. Nós vemos que, mesmo na Europa, isso não está acontecendo porque não há nenhuma sensação de um único todo. Eles organizaram ligações bancárias e comercialização entre eles, mas não criaram, ao mesmo tempo, uma conexão entre os povos.

Pergunta: Em que momento é que a totalidade começa? [Leia mais →]

Nova Vida # 726 – Lidar Com A Dor E A Perda

Nova Vida # 726 – Lidar Com A Dor E Perda
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual é a maneira correta de lidar com a morte de parentes e como podemos continuar a estar ligado eles, mesmo após a sua morte?

Uma pessoa existia e, de repente, ela se foi. Nossa percepção é limitada. Não podemos digerir isso mesmo que estejamos acostumados a essa percepção. Mas existe uma possibilidade de desenvolver a visão para além da vida e da morte.

A sabedoria da Cabalá ensina que é possível chegar a um nível mais elevado de existência, um corpo espiritual, durante nossas vidas. Isso depende da construção de uma atitude oposta em relação à realidade, uma atitude anti-egoísta, uma atitude de amor e doação para com os outros.

Com essa atitude atualizada, a imagem da realidade é alterada e parece completamente diferente. Isso é chamado de mundo superior. Quando alguém morre, ele não desaparece. Ele terminou seu papel por ora e continuará em outra forma.

Mesmo depois que uma pessoa morre, nós estamos conectados a ela e a influenciamos para melhor com nossas boas ações. A correção da atitude da pessoa em relação ao mundo certamente ajuda as almas dos defuntos. Cabe a nós abordar o amor ao próximo.

De KabTV “Nova Vida # 726 – Lidar Com A Dor E A Perda” 05/05/16

“Não Há Tal Coisa Como Livre Arbítrio”

Laitman_507_03Nas Notícias (Atlantic): “Durante séculos, filósofos e teólogos têm mantido quase unanimemente que a civilização como a conhecemos depende de uma crença generalizada no livre arbítrio, e que perder essa crença poderia ser desastroso. …

“As ciências têm ficado mais ousadas em sua afirmação de que todo o comportamento humano pode ser explicado através das leis exatas de causa e efeito. Essa mudança de percepção é a continuação de uma revolução intelectual que começou cerca de 150 anos atrás, quando Charles Darwin publicou pela primeira vez A Origem das Espécies. …

“Galton lançou um debate que se alastrou durante o século XX sobre a natureza versus criação. As nossas ações são o efeito do desdobramento da nossa genética? Ou o resultado do que foi impresso em nós pelo ambiente? …

“Nas últimas décadas, a investigação sobre o funcionamento interno do cérebro ajudou a resolver o debate natureza-criação e desferiu um novo golpe na ideia do livre arbítrio. Scanners cerebrais nos permitiram espreitar dentro crânio de uma pessoa viva, revelando complexas redes de neurônios e permitindo que os cientistas alcançassem amplo consenso de que essas redes são formadas por ambos, os genes e o ambiente. Mas há também um consenso na comunidade científica de que o disparo de neurônios determina não apenas alguns ou a maioria, mas todos os nossos pensamentos, esperanças, memórias e sonhos. …

“Muitos cientistas dizem que o fisiologista americano Benjamin Libet demonstrou na década de 1980 que não temos livre arbítrio. Já se sabia que a atividade elétrica se acumula no cérebro de uma pessoa antes que ela, por exemplo, mova a mão; Libet mostrou que esse acúmulo ocorre antes que a pessoa tome conscientemente a decisão de mover. A experiência consciente de decidir agir, que nós normalmente associamos com o livre arbítrio, parece ser um acréscimo, uma reconstrução post hoc de eventos que ocorre após o cérebro já iniciar o movimento. …

“O debate natureza-criação do século XX nos preparou para pensarmos em nós mesmos como moldados por influências além do nosso controle. … O desafio colocado pela neurociência é mais radical: ele descreve o cérebro como um sistema físico como outro qualquer, e sugere que não mais desejaremos que ele opere de um modo particular do que desejaremos que o nosso coração bata. A imagem científica contemporânea do comportamento humano é um dos neurônios disparando, fazendo com que outros neurônios disparem, produzindo nossos pensamentos e ações, em uma cadeia ininterrupta que remonta ao nosso nascimento e além. Em princípio, nós somos, portanto, completamente previsíveis. Se pudéssemos compreender a arquitetura e a química do cérebro de qualquer indivíduo bem o suficiente, poderíamos, em teoria, prever a resposta desse indivíduo a um determinado estímulo com 100 por cento de precisão.

“Saul Smilansky, professor de filosofia na Universidade de Haifa, em Israel … chega a uma conclusão dolorosa: ‘Não podemos permitir que as pessoas internalizem a verdade’ sobre o livre arbítrio.

“Smilansky está convencido de que o livre arbítrio não existe no sentido tradicional, e seria muito ruim se a maioria das pessoas percebesse isso.

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá não existe livre arbítrio conforme a definição comum. Todas as ações de uma pessoa são inconscientes, e se realizam inconscientemente e só depois compreendidas, e algumas delas nem sempre são bem compreendidas. Muitos textos Cabalísticos, como o artigo do Baal HaSulam “Tu Me Cercastes Por Trás e Pela Frente”, os artigos do Shamati, etc., falam sobre isso. Outra parte da literatura Cabalista descreve o que depende de uma pessoa. Toda a literatura Cabalista é dividida em duas partes: a parte que depende do Criador e a parte que depende da pessoa.

O estudo da Cabalá, na verdade se resume ao estudo e implementação de nosso livre arbítrio, mas nós podemos definir e implementá-lo apenas na medida em que entendemos as ações do Criador e quando os nossos atributos se tornam iguais aos Dele através da adesão a Ele como a um parceiro. O significado de nossas ações está em nosso entendimento e nossa conexão completa entre todas as ações de uma pessoa e as do Criador. Isto é chamado de adesão.

Ynet: “Como Construímos Jerusalém Se Há Uma Ruína Em Nosso Coração?”


Jerusalém, o Monte do Templo e o Templo incorporam dentro deles muito mais do que aquilo que vem à mente quando pensamos neles pela primeira vez. O seu significado espiritual nos leva ao entendimento necessário de que a conexão entre nós não é apenas para o nosso benefício, mas para o benefício de toda a humanidade.

Quarenta e nove anos atrás, paraquedistas entraram em Jerusalém, libertaram a Cidade Velha, e a uniram. Parece que não há nenhuma cidade do mundo em que cada pedra dentro dela está mergulhada em uma história tão importante para a formação da espécie humana. A cidade que dá esperança a um povo inteiro é hoje o foco de anúncios ultrajantes desprovidos de toda a lógica da UNESCO, de que “o povo judeu não tem nenhuma ligação religiosa com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações”.

As organizações internacionais estão tentando cortar a conexão entre o povo judeu e sua herança. A UE intervém em todas as atividades na cidade, e devido ao ritmo dos acontecimentos, não se surpreenda se o mundo iluminado acordar amanhã de manhã e decidir que Jerusalém não está ligada à nação de Israel, e isso não significa apenas a separação de Jerusalém Oriental.

Incansáveis ​​esforços e dinheiro são investidos na criação de uma falsa consciência, que deve despertar essa questão no coração de cada um de nós: Como pode ser que a capital de Israel – uma cidade antiga que engloba em si a história abundante do povo de Israel, nossa religião e cultura, a cidade onde dois templos foram construídos e, infelizmente, também destruídos – é passível de ser apagada do mapa da terra de Israel? Em geral, de onde veio uma oposição tão determinada entre as nações do mundo para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel? O que isso diz sobre a atitude negativa em relação a nós como povo?

Nós Temos a Chave para os Portões

A sabedoria da Cabalá mantém que a razão para essa perseguição está em não termos percebido nosso papel como povo, um papel que está enraizado em nós desde a natureza da criação, sobre cuja base o povo de Israel foi estabelecido. De acordo com a sabedoria antiga, a humanidade está ligada por uma rede de ligações mútuas. Nessa rede, o povo de Israel se destinava a ser “uma luz para as nações”, ou seja, ligado de modo que a força positiva que é inerente à natureza fosse transmitida ao mundo e funcionasse para conectar as pessoas e nações.

O mundo inconscientemente sente que a fonte de todo o mal e a raiz do sofrimento experimentado vem diretamente do fato de que o povo de Israel não realiza o seu papel. Esse sentimento continua a borbulhar cada vez mais, e está se cristalizando em uma agenda que se expressa nas tentativas de boicotar a nação de Israel. Vozes da comunidade internacional estão pedindo o reconhecimento de que o mundo estava enganado quando permitiu o estabelecimento da nação judaica no Oriente Médio e que talvez chegou a hora de tomar o cetro.

Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreve:

“O judaísmo deve apresentar algo novo às nações. Isto é o que elas esperam do retorno de Israel à terra! Não é por meio de outros ensinamentos, no que nunca inovamos. Neles, nós temos sido sempre seus discípulos. Pelo contrário, é a sabedoria da religião, da justiça e da paz. Nisso, a maioria das nações são nossos discípulos, e essa sabedoria é atribuída somente a nós. … ”

“Isso certamente provaria às nações o acerto do retorno de Israel à sua terra, mesmo para os árabes. No entanto, um retorno secular como o de hoje não impressiona as nações, e nós temos que temer que elas vendam a independência de Israel para as suas necessidades, sem mencionar o retorno para Jerusalém”. (Rav Yehuda Ashlag, Baal HaSulam, “Os Escritos da Última Geração”, Parte 1, Seção 12, pp. 75-76).

A UNESCO, a ONU, a UE e o resto dos organismos internacionais que nos protegem são uma espécie de reflexão para nós sobre a falta de cumprimento de nossa função. Em outras palavras, nós estamos determinando nosso destino com nossas próprias mãos. Se o mundo está exibindo tanto ódio e antissemitismo em relação a nós que negam a conexão entre o nosso povo e a nossa casa, isso depende apenas de nós. Em nossas mãos está a escolha para decidir o futuro de Jerusalém como a capital de Israel, para melhor ou para pior. O que cabe a nós é decidir implementar uma mudança essencial nas relações interpessoais entre nós, conectando-se como “um homem em um só coração”, em vez de cada pessoa estar preocupada apenas com ela mesma. Como resultado da força positiva que criamos entre nós, nós equilibramos as forças de separação e levamos a termo o sistema de conexão entre as pessoas. As forças de conexão entre nós, também vão permear as nações do mundo e obrigá-las a iniciar um processo similar, para nos conectar e reconhecer como a origem da ligação e bondade.

Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta” (Salmos 122:3)

De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma ligação paralela e direta entre o sistema chamado de terra espiritual de Israel e o estado da terra física de Israel. O desejo (Ratzon) que está no coração de uma pessoa é chamado de Eretz, a terra de Israel (Eretz Yisrael), que tem um desejo Yashar El (Direto a Deus), o que significa que tem desejos narcisistas, mas só de amor pelos outros (Os Escritos do Rabash). Jerusalém vem das palavras “Ir Shalem” (Cidade Perfeita/Plena) e Irah – (Medo), uma cidade que é construída sobre o medo da separação, representando o sentimento da necessidade em preservar a conexão aperfeiçoada entre nós.

No centro do medo compartilhado de Israel, bem no coração da conexão entre nós, um estrato espiritual único é revelado que é chamado de Monte do Templo. Nele, nós podemos construir o Templo, um termo para uma conexão mais interna entre nós, um desejo compartilhado por amor. No momento em que paramos de lutar pela conexão interna, as ligações começam a se desvencilhar, e o povo de Israel é expulso. Quando as raízes escondidas na terra são arrancadas, isso mata a árvore inteira. É assim que o primeiro Templo foi destruído, é assim que o segundo Templo foi destruído, e é assim que tem continuado até hoje. E essa não é a destruição de um edifício construído em madeira e pedra, mas a destruição da rede de amor entre nós que se conecta em um. Isso porque “A casa [Jerusalém] foi arruinada por causa do ódio infundado” (Rabbi Israel Segal, Netzah Israel, Capítulo 4).

A mesma regra se aplica em nossos dias, “De acordo com a conexão do povo de Israel e seu despertar para o amor e o medo, Jerusalém é construída” (Koznitzer Maguid). Jerusalém será construída apenas quando a estabelecermos pela primeira vez em nossos corações com as relações corrigidas de conexão e amor. Até então, o ódio infundado vai continuar, e Jerusalém continuará como a capital em ruínas até lá, como uma cidade dividida, cheia de conflitos e derramamento de sangue, pois em vez de um lugar onde mora o amor, depois da destruição, o poder de separação e ódio domina.

“O Messias se senta na porta de Jerusalém e espera que as pessoas sejam dignas de redenção. Ele está algemado e precisa de pessoas completas para libertá-lo de suas correntes. … Agora ele almeja homens de verdade” (Ditos do Rabino Menachem Mendel). A sabedoria da Cabalá, a sabedoria da verdade, é um método que nos ensina como conectar e aplicar a regra geral: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Com a ajuda do poder de conexão, nós podemos realizar o nosso papel como uma nação e restaurar o conceito espiritual de Jerusalém para toda a sua glória.

Então, Jerusalém será a capital do amor para toda a humanidade. Como está escrito: “No futuro, Jerusalém será como todos de Israel, e Israel será o mundo inteiro” (o Yalkut Shimoni). Então o mundo vai entender as palavras dos profetas: “… pois a minha casa será chamada de casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7), e “porque todos me conhecerão do menor ao maior” (Jeremias 31:33).

O que mais os sábios da Cabalá escrevem sobre Jerusalém?

Do artigo no Ynet 02/06/16

Nova Vida # 588 – Os Limites Da Liberdade De Expressão

Nova Vida # 588 – Os Limites Da Liberdade De Expressão
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Por que a sociedade abusa da liberdade de expressão hoje? Como podemos aprender a usar corretamente a liberdade de expressão, e como podemos ensinar uma crítica social eficaz?

Resumo

Há atores, músicos e artistas influentes cujas opiniões são altamente consideradas, mas, na verdade, não há justificativa para isso. As pessoas perderam qualquer senso de bom gosto e aqueles que se expressam de uma forma mais vulgar são mais considerados. A mídia também está se tornando mais provocadora e podemos definitivamente dizer que cruzamos a linha.

A humanidade está em retrocesso: no passado, ansiávamos em saber mais, e hoje temos tudo, mas as pessoas são como um rebanho. Hoje não há nenhuma razão em restringir as pessoas artificialmente e fechar suas bocas. Nós temos que investir em educação e publicidade. Isso não pode ser feito de imediato. Só pode ser feito através de um processo educativo que inclua toda a sociedade. Nós temos que aprender que a nossa atitude negativa nas relações mútuas é muito prejudicial em todos os aspectos da nossa vida. Afinal estamos conectados e integrados.

Todo mundo quer se sentir bem, mas as pessoas não sabem que o seu bem-estar depende do bem-estar dos outros. Uma pessoa que souber usar sua liberdade de expressão com eficácia será um componente mais positivo na sociedade. Afinal, todo mundo é especial, e ninguém pode contribuir para a sociedade com aquilo que os outros podem contribuir e por isso é vital que todos cooperem nesse sistema.

Hoje tudo é baseado somente em poder. Aqueles que são mais fortes, ricos e astutos podem comprar para si uma plataforma. O problema hoje não é a liberdade de expressão, mas o fato de que não educamos o público para o amanhã. Deve haver alguma forma de controle, um controle inteligente, que decorra de conhecer as leis do desenvolvimento humano.

De KabTV “Nova Vida # 588 – Os Limites Da Liberdade De Expressão”, 21/06/15