Textos na Categoria 'Israel Hoje'

Nova Vida # 795 – A Sabedoria Da Tribo

Nova Vida # 795 – A Sabedoria Da Tribo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

De acordo com o programa da natureza, não devemos deixar a estrutura tribal. O egoísmo nos mantém separados uns dos outros e precisamos aprender a nos conectar.

Uma pessoa se torna mais sábia em uma tribo porque aprende a sabedoria da natureza, a sabedoria da conexão.

Na dimensão emocional ou espiritual, descobrimos que somos todos um, que somos todos parte do sistema de Adam HaRishon (o Primeiro Homem).

Abraão ensinou seus alunos a se conectar acima do egoísmo crescente que nos separa, sobre como “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12); então, eles foram bem-sucedidos na proteção da vida tribal através da conexão. Em conexão, descobrimos o poder interno na natureza, a força do bem, a força da conexão, graças à qual tudo existe. A revelação dessa força desenvolve sabedoria em nós. “Hochma” (sabedoria) é composta pelas mesmas letras que “Koach Ma” (o que fortalece). Uma pessoa aprende a identificar antecipadamente as forças negativas que vêm e sabe como equilibrá-las com a ajuda das forças positivas.

A natureza é um único sistema conectado, uma energia positiva chamada vida flui entre todas as células vivas na natureza; a força superior conecta tudo. Se transcendermos o ego, penetraremos na natureza do mundo superior, a porta para um mundo novo.

A vida hoje está nos obrigando a retornar à sabedoria da conexão que Abraão descobriu e a tornar-se uma única tribo conectada.

A física explora a conexão entre partículas inanimadas, enquanto a sabedoria da Cabalá explora além do tempo, espaço e movimento.

De KabTV “Nova Vida # 795 – A Sabedoria Da Tribo”, 29/11/16

The Jerusalem Post: “A Melhor Resposta De Israel À Resolução Da ONU”


Na minha coluna regular no Jerusalem Post, o meu novo artigo: “Melhor Resposta De Israel À Resolução Da ONU

De forma previsível, Obama está usando suas últimas semanas no cargo para realizar seus objetivos contra Israel. Mas como Israel deveria responder?

Mesmo que Israel desacredite legitimamente a resolução da ONU, ele também deve ver que esse voto unânime de ódio e raiva contra ele traz uma mensagem forte. O mundo espera que Israel guie o caminho para uma solução, e rápido. Mas cabe a Israel descobrir qual deve ser essa solução.

O Que o Mundo Não Sabe

Como eu escrevi na minha última coluna, a resolução é apenas o culminar dos oito anos de esforços de Obama em forçar suas políticas neoliberais destrutivas sobre o mundo. Já escrevi sobre o erro inerente ao liberalismo, que seus objetivos elevados podem estar corretos, mas carece da forma para alcançá-los.

No final deste ano de terror, que os líderes mundiais não sabem como prevenir, e à medida que o mundo testemunha a Europa sofrendo os resultados mortais de sua abordagem neoliberal de fronteiras abertas para com os imigrantes muçulmanos, esses líderes têm a audácia de tentar forçar os mesmos erros liberais sobre Israel sem a menor preocupação com as implicações de segurança que teriam sobre um Estado tão pequeno. Pois, que solução real para o conflito a ONU está oferecendo? Como Obama, os líderes europeus e os líderes de países como a Venezuela podem ensinar a Israel qualquer coisa sobre a resolução das questões centrais que dividem israelenses e palestinos?

Assim como os líderes mundiais pensaram de forma imprudente que simplesmente deixar entrar milhões de pessoas de culturas completamente diferentes em suas terras, sem nenhuma preparação prévia para essa assimilação no nível humano, psicológico, resultaria de forma mágica em um céu pacífico, estão agora forçando uma solução artificial entre dois Estados que pode levar o título de “independência” mútua, e acalmar a consciência liberal, mas que não fará nada para alcançar a coexistência pacífica entre as duas nações.

Israel aprendeu com seus erros. A retirada da Faixa de Gaza terminou com a escalada da violência contra Israel. As terras agrícolas dos colonos judeus foram transformadas em plataformas de lançamento de foguetes com túneis subterrâneos de terror debaixo deles, incitando uma guerra inevitável que causou tantas baixas, especialmente no lado palestino. Nada pode nos garantir que o mesmo não acontecerá com uma retirada para todas as outras fronteiras antes de 1967.

O Que o Mundo Sabe

Apesar dos esforços ineficazes, há uma boa razão para os líderes mundiais forçarem a resolução deste conflito. A quantidade de pressão e atenção que esse conflito tem recebido ao longo do caminho não é apenas indicativa do enorme preconceito contra Israel. O próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, admitiu o viés, com 223 resoluções da ONU aprovadas na última década condenando Israel, mas apenas 6 condenando a Síria – o local dos últimos seis anos da mais terrível crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial. É também indicativo de como o mundo de alguma forma sente que ESSA crise é a fonte de todas as outras, que a resolução desse conflito vai servir de modelo para o mundo, o remédio para todos os seus outros males.

O enigma dessa atitude em relação a Israel está enraizado no passado e no futuro de Israel. No momento é claro ver que, inconscientemente, o mundo espera que Israel resolva seus problemas; ele simplesmente não entende como.

Acima da Direita e da Esquerda

Cabe a Israel encontrar as respostas. No entanto, embora Israel tenha razão em se recusar a repetir os erros do passado, o que põe em perigo a sua segurança, isso não significa que esteja indo na direção certa. À medida que Israel aperta suas medidas de segurança e evita o contato com o outro lado, o problema não é realmente tratado, assegurando que a guerra e os conflitos continuarão.

São necessárias novas soluções que vão além do que foi tentado até agora. A abordagem típica da esquerda exige conciliações que ignorem irresponsavelmente as lacunas culturais, o ódio e as ideologias religiosas; enquanto a abordagem típica da direita política é a manutenção da segurança e a promoção dos objetivos de Israel, vivendo para sempre sobre nossa espada, sem tomar medidas reais para alcançar a coexistência que trará o conflito à sua solução. Nenhuma das duas abordagens por si só pode produzir os resultados desejados. O que eu acredito que POSSA funcionar é algo completamente diferente.

Israel Tem A Chave

O que deve ser primeiro reconhecido é que a coexistência quando um ódio tão profundamente enraizado está presente não nasce de decisões tomadas no papel ou trocando-se terra, mas a partir de uma verdadeira mudança de relações e atitudes entre os dois lados. Sem essa mudança na realidade da animosidade entre as nações, elas continuarão a lutar entre si em uma guerra que não leva a nada até que um lado seja completamente apagado.

Em segundo lugar, a separação completa não é possível. Evacuar judeus de todos os assentamentos e criar uma “zona livre de judeus” não vai curar o ódio e o perigo para Israel, com a carta do Hamas afirmando sua intenção de destruí-lo e crianças sendo educadas para assassinar cada judeu. Além disso, Israel não é “livre de muçulmano”; é uma sociedade incorporada com muitas religiões e culturas. Assim, alcançar um avanço na qualidade das relações entre israelenses e palestinos é crucial para todos.

Alguns podem dizer que é impossível alcançar tal unidade, mas eles devem saber que não é assim. Por milênios os judeus foram inconscientemente levando dentro deles o único método que pode conectar as pessoas acima de todas as diferenças.

Descoberta de Abraão

Milhares de anos atrás, Abraão, pai de todas as religiões abraâmicas e pai comum de judeus e palestinos, descobriu o segredo da unicidade de toda a vida. Ele ensinou a seus discípulos o método de alcançar a harmonia entre os seres humanos. Essa sabedoria profunda que o mundo passou a conhecer, de maneira tão superficial, pelos preceitos de “ama o teu próximo como a ti mesmo” e “não faça aos outros o que odeias” – foi esquecida pela maioria. Mas não foi perdida. Ela foi levada adiante por gerações e elaborada por sábios judeus da Cabalá em muitos textos, como o Livro do Zohar e, mais recentemente, os escritos de Baal Hasulam. Hoje, na medida em que recebe formas práticas modernas, ela está conseguindo reunir judeus e muçulmanos em cada oportunidade que é aplicada à tarefa.

O método de Abraão vem da raiz de ambas as nações e por isso é a única maneira de avançar para a cura dessa antiga luta familiar. O Rav Kook escreveu sobre o futuro dessas relações que “o amor fraternal de Esaú e Jacó, de Isaque e de Ismael, os elevará acima de toda a calamidade causada pelo mal, e os transformará em luz e misericórdia” (Igrot Haraia 1,142).

Eu tive o privilégio e a responsabilidade de levar adiante essa sabedoria e transmiti-la aos meus vários alunos, que já a implementam em círculos de discussão em todo Israel.

Eles conseguiram juntar judeus e árabes como vocês podem ver aqui, uma e outra vez. Esse êxito pode ser replicado e deve ser a base de qualquer processo de paz; porque a paz começa com o povo, com a educação, com mudanças de mentalidade e predisposições. Somente construindo cuidadosamente tal paz em nossas sociedades podemos esperar que as decisões tomadas pelos líderes durem e tragam bons resultados em nossas vidas.

Não devemos dar a terra de presente ou comprometer a segurança sem primeiro ter certeza de que um processo de educação para a paz tenha realmente mudado o panorama dos corações e mentes das pessoas. Esses devem ser os assentamentos pelos quais lutamos – os estabelecimentos de amor e amizade entre nós, a construção de pontes entre nossos corações. Só então poderemos viver nossas vidas em felicidade e segurança. Sim, Israel deve se defender, mas também se esforçar para que esse tipo de mudança aconteça.

Previsão para 2017

Eu prevejo que o mundo continuará a pressionar cegamente Israel a tomar a iniciativa. Embora Trump possa tornar as coisas mais fáceis para Israel, não devemos pensar que podemos descansar em seus louros. Israel deve continuar a se esforçar para criar uma coexistência entre judeus e árabes que só Israel pode alcançar, que dará ao mundo o exemplo desesperadamente necessário de como criar a paz em sociedades conflituosas.

Se Israel conseguir pressionar a si mesmo a encontrar essa solução fundamental para o conflito, ganhará imensamente. Em última instância, um Israel unido trará um fim à guerra e ao grande ódio que as nações compartilham para com ele, na medida em que ele finalmente assume sua posição destinada como o líder espiritual do mundo, pavimentando o caminho para a paz durável. Para as nações eu digo, pressionem Israel a se unir, não a se retirar. Aos judeus eu digo, não fiquem tentados a tomar partido; unam-se acima de suas diferenças. Somente quando vocês perceberem que têm a chave, e encontrarem o caminho para criar a paz dentro de vocês, esse conflito e todos os outros serão curados.

The Jerusalem Post 29/12/16

Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”


Da minha coluna no Ynet: “Quem Está Dirigindo O ISIS?”

O Daesh [ISIS, Estado Islâmico] está no topo da lista de fenômenos ameaçadores no final de 2015. Quem está realmente dirigindo a organização terrorista assassina, e qual é a conexão entre a vergonha nas redes sociais de um ex-primeiro-ministro que foi condenado à prisão e conferencistas que foram enviados com ministros?

A estrela mundial em ascensão de 2015 é, sem dúvida, o Daesh – uma organização que foi coroada com a marca mais forte e abrangente para esse ano, graças a sua irrupção generalizada na profundidade da consciência internacional. Ao longo de todo o ano passado, foram exibidos horríveis filmes snuff nas redes sociais, incluindo: decapitações, estupros e assassinatos de mulheres, mostrando ataques em todo o mundo, esfaqueamento e atropelamento nas ruas.

O Daesh, a organização terrorista extremista, está realmente apresentando o desempenho terrorista mais brutal no cenário mundial, mas se olharmos mais profundamente, descobriremos que também estamos conectados e temos uma responsabilidade nessa história.

Daesh Está Aqui

O Livro do Zohar indica que todos nós estamos conectados em um sistema de conexões invisíveis. Imagine uma rede que liga cada um de nós com todas as outras pessoas, uma espécie de rede de pensamentos e emoções que fluem entre nós e ditam decisões e o que fazemos em nossas vidas.

Semelhante a uma pessoa, essa rede de conexões é dividida em duas partes principais: cabeça e corpo. Cada órgão desse sistema tem um papel definido. O povo de Israel serve como ” Rosh – cabeça” (“Israel” = “Li-Rosh” – “Eu tenho uma cabeça”), e o mundo funciona como o “corpo”.

Quando uma pessoa comum desperta um pensamento ruim, uma violência contra outro judeu, ou mesmo apenas um desejo incontrolável de “matar” ou “apunhalar”, esse pensamento dentro da “cabeça do sistema” necessariamente se transforma em um comando no “corpo do sistema”.

Não são apenas atos extremos como assassinato, punhalada ou violência severa contra outros; mesmo quando eu amaldiçoo um motorista que me ultrapassa violentamente na rodovia ou surto com um funcionário da NII [agência governamental] ou com as crianças do bairro que estão perturbando meu descanso, eu estou despertando o mal.

O problema com os pensamentos é que eles são imediatamente percebidos em um piscar de olhos. Em algum outro lugar, alguém já vai representar “meu pensamento” em uma ação contra outra pessoa. Como está escrito no Livro do Zohar (VaYehi): “Israel faz com que o resto dos povos levante suas cabeças no mundo”.

De acordo com essa percepção, quando um terrorista apunhala um judeu nas ruas de Israel – a raiz para essa ação abominável é o resultado direto daqueles incontáveis ​​pensamentos negativos que passam por nossas mentes e também são expressos em nossas atitudes negativas em relação aos outros.

A Conexão Escondida entre as Relações entre Nós e o Estado do Mundo

Hoje em dia nós estamos lidando com ondas crescentes de ódio global contra a nação de Israel. Reconhecendo o fato de que especificamente aqui, no sistema de relações que construímos entre nós na nação de Israel, o destino da humanidade é decidido, e quando o ódio explode entre nós, ele “desperta” o ódio em todo o mundo através desse sistema oculto das conexões. Se o inimigo não fosse tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros.

De repente, um terrorista mata centenas de pessoas em Paris. O mundo esclarecido nos acusa de responsáveis ​​pela ação – um exemplo é a Suécia, que marcha à frente no campo dos inimigos e não tem vergonha de apontar o dedo acusador à nação de Israel como responsável pelo terror mundial. Um líder Daesh lutando em muitas frentes de guerra se volta especificamente para ameaçar os judeus e as organizações anti-israelenses convocam de todas as etapas possíveis para nos boicotar.

Nós devemos entender que as coisas são decididas para o bem ou para o mal em um estrato mais interno. Maus pensamentos e atitudes negativas entre nós convidam a uma atitude hostil e ações antissemitas em relação a nós, porque “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto por conta de Israel” (Yebamot 63a).

A Conexão é o Nosso DNA

Em virtude do nosso papel de “cabeça do sistema”, devemos injetar o poder da conexão, o poder da vitalidade, no resto dos povos. Essa conexão é a nossa essência como o povo escolhido, mesmo desde os dias de nosso pai Abraão, que nos reuniu em uma única nação de um amontoado de tribos estrangeiras na antiga Babilônia.

Em certo sentido, devemos admitir que o Daesh são nossos “amigos” – não por causa da destruição e crueldade que trazem ao mundo, mas pela descoberta necessária que nos foi imposta para mudar a base das relações entre nós, e principalmente, os pensamentos que espalhamos pelo mundo. Uma mudança como essa nos levará do ódio fraternal ao amor de Israel.

Tão estranho quanto parece, cabe a nós “agradecer” ao Daesh, porque se não fosse por um inimigo tão cruel, continuaríamos lutando e brigando uns com os outros. O Daesh nos concede uma oportunidade de atualizar nossa função como povo – conectar-se entre nós como um homem com um só coração e restaurar a força da conexão positiva com o mundo. A beleza é que quando nos conectarmos, a ameaça do Daesh se dissipará. Essa organização terrorista é “ativada” por nós como uma marionete. Portanto, quando nos unimos, o Daesh tem medo!

O Real Inimigo É Nós

A tarefa mais importante que temos diante de nós é se unir contra o nosso verdadeiro inimigo: a separação, polarização e divisão entre nós. Nós somos culpados de possibilitar que o terrorismo e todo o mal do mundo atuem sem controle. A forma de lidar com o ódio crescente é aplicar a sabedoria da conexão: a sabedoria da Cabalá, através da qual podemos elevar o valor da unidade acima do crescente egoísmo e preocupação pessoal.

A separação entre nós possibilita que a ideologia do Daesh ocupe o centro do cenário mundial. É uma ideologia que se baseia na falsa unidade do ódio. Em contraste com ela está a ideologia da unidade do amor ao próximo, “E você amará seu amigo como a si mesmo” (Levítico 19:18); somente através de seu poder podemos neutralizar todos os inimigos do poder do mal que o alimenta e ganha o carinho do mundo.

Então, o que vai acontecer em 2016? Depende de nossos pensamentos!

Do Artigo no Ynet 30/12/15

Vida Nova # 656 – Da Grécia Ao ISIS

Nova Vida # 656 – Da Grécia Ao ISIS
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Hoje não há nenhuma abordagem com a mitologia grega no mundo. Essa abordagem evoluiu mais tarde no cristianismo. O islã está ocupando o palco hoje, assegurando às pessoas uma boa vida aqui e no céu imediatamente se as pessoas simplesmente concordarem em se unir a sua ideologia.

O objetivo do islamismo extremista é assustar os europeus para que eles tenham medo de deixar suas casas. Em contraste com o islã, o judaísmo nunca forçou ninguém. No final, o islamismo extremista e o cristianismo virão contra Israel.

A percepção dos Macabeus diz que devemos nos unir com amor e destruir os gregos entre nós, as forças de separação. Dentro do “E Amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) nós descobrimos “E amarás ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 6:5), a força superior na natureza. Matias, o Asmoneu, disse: “Quem for a favor do Criador, siga-me” – esse foi um convite para se conectar à vida com a força de amor e doação.

Hoje o chamado, “Quem for a favor do Criador, siga-me”, é dirigido a toda a humanidade.

De KabTV “Nova Vida # 656 – Da Grécia ao ISIS”, 03/12/15

Dia Internacional De Solidariedade Com Os Palestinos

laitman_600_02Comentário: Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução para dividir a Palestina em dois Estados, um Estado árabe e um Estado judeu. Mais tarde, o dia 29 de novembro tornou-se o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Por um lado, a ONU declarou que há dois Estados, e, por outro lado, esse é um dia de solidariedade apenas com o povo palestino.

Meu Comentário: A ONU constantemente toma uma posição antissemita, por isso não é surpreendente. Nós simplesmente temos que entender como agir de modo que todas as suas decisões não tenham um impacto negativo. Nós temos que realizar a nossa missão, independentemente do que as nações do mundo façam sob a forma da ONU, UNESCO e outras organizações internacionais.

Se realizássemos a nossa missão como uma nação entre as outras nações do mundo, não teríamos inimigos, todos iriam nos apoiar e apreciar as suas relações conosco e ser gratos pela enorme força do bem que traríamos ao mundo graças a qual o mundo existe. Mas não fazemos isso.

Apenas a nação de Israel pode aproximar o Criador do mundo, de modo que Sua força do bem comece a preencher tudo. Portanto, todas as outras nações do mundo se ressentem de nós; inconscientemente, elas sentem que podemos fazer isso, mas não fazemos.

Pergunta: Como podemos sentir a responsabilidade que temos?

Resposta: Devemos acreditar no que os Cabalistas dizem e entender que eles atingiram todas as forças e sistemas que sustentam o nosso mundo. É por isso que eles nos advertem.

Pergunta: Uma pessoa moderna que não acredita em mais nada, pode, de repente, começar a acreditar, simplesmente assim?

Resposta: Não, ela tem que estudar a sabedoria da Cabalá e, assim, ser capaz de ver que esse sistema opera. Afinal de contas, você também pode negar a segunda lei de Newton, se declarar que “você não acredita!” Mas quando um tijolo cai sobre sua cabeça, em vez de uma maçã, você percebe que isso não tem nada a ver com fé. Essa é a razão das pessoas terem que se familiarizar com a sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 30/11/16

Ynet: “Registro De Unidade: O Que Nos Faz Israelenses Felizes?”


Da minha coluna no Ynet: “Registro De Unidade: O Que Nos Faz Israelenses Felizes?”

O questionamento de tantas pessoas sobre o sentido da vida é o que me motivou a ir em uma jornada transnacional, de norte a sul, para me reunir com lideranças locais e prefeitos, e falar com milhares de pessoas sobre como realizar o método de conexão entre nós. Como a temporada de férias terminou, o Rav Laitman resume sua jornada transnacional em Israel.

Eu passei os últimos dois anos no meu quarto, profundamente envolvido nos escritos Cabalísticos, escrevendo artigos para a imprensa mundial, tentando explicar a autêntica sabedoria da Cabalá e sua relevância para as nossas vidas através de uma variedade de canais de mídia. Todas os dias entre as três e as seis horas da madrugada, como os Cabalistas têm estudado por muito tempo, eu dou lições diárias para milhares de estudantes. Centenas de pessoas se sentam diante de mim no centro de Cabalá La’am em Petach Tikva e milhares mais se juntam a eles pela Internet em Israel e no mundo inteiro: desde Berlim, Nova York, Moscou, Tóquio, América do Sul, África, e até mesmo países árabes. Eu ensino apenas de fontes Cabalísticas autênticas e, juntos, estudamos essa sabedoria antiga de como se conectar.

O fluxo de perguntas enviadas a mim diariamente por estudantes e pessoas que navegam na web e redes sociais, juntamente com a preocupação genuína com o que está acontecendo na sociedade israelense, me estimulou a me levantar da minha mesa e a quebrar minha rotina diária para sair em uma turnê de palestras e reuniões em todo o Estado de Israel para falar com as pessoas em todos os lugares sobre o método de conexão que pode unir Israel.

No próximo ano, o povo e o Estado de Israel enfrentarão sérios perigos. A ONU e a UNESCO estão agindo contra o nosso direito de existir, negando a nossa conexão com nossa herança judaica. As organizações BDS estão dando o seu melhor para deslegitimar o Estado de Israel. O antissemitismo está levantando sua cabeça feia na medida em que judeus de todo o mundo estão sendo perseguidos, e os meios de comunicação mundiais continuam a difamar o nosso nome. Essa tendência, que ameaça nossa própria existência, não vai parar e só vai continuar crescendo. Há um bom número de organizações no mundo hoje que estão agindo para destruir o Estado de Israel, e se fosse possível, a comunidade internacional se esforçaria em nos eliminar do mapa histórico. A única solução a qual podemos recorrer é estreitar as relações entre nós, unir forças e cumprir o nosso papel singular.  Assim que começarmos a nos conectar, a atitude hostil da humanidade em relação a nós irá mudar imediatamente para uma atitude de apoio. A jornada para “conectar Israel” que eu realizei me fez sentir que a nação de Israel está pedindo unidade e me deu esperança de que o seu povo se aproximará mais.

Tempos Críticos

Nós começamos a jornada no ponto mais ao norte, ao pé do Monte Naftali, no Kibutz Kfar Hanasi. A audiência, que incluía membros do kibutz da área e pessoas de assentamentos e aldeias da alta Galiléia, não ficou indiferente e exigiu uma explicação de como eu sei que Israel está enfrentando tempo críticos. Eu expliquei que, de acordo com a perspectiva global da natureza, a nação de Israel tem uma missão. Se adiarmos a missão que nos foi dada de realizar o método de conexão por nós mesmos e transmiti-lo à humanidade, poderemos perder a oportunidade que nos foi dada de melhorar nossas vidas. Tudo o que devemos aprender é como cobrir todas as nossas transgressões com o amor, como a sabedoria da Cabalá nos fala.

Minha jornada continuou em um evento impressionante na “cidade da energia” de Hadera. Eu tive uma conversa muito interessante com o Sr. Tzvi Gendelman, prefeito de Hadera, e nós conversamos sobre a contribuição dos círculos de discussão que meus alunos estão realizando com o povo de Hadera. Eu estava feliz em atender um público muito animado e intrigado no centro de Cabalá La’am local que perguntou sobre como eu acredito que podemos mudar a face da sociedade israelense. Eu expliquei que, de acordo com a sabedoria da Cabalá, a mudança só pode vir do fortalecimento da força de conexão entre nós.

Na verdade, foi no meu encontro com o povo de Tel Aviv, na terceira parada ao longo da minha jornada que eu senti uma espécie de virada. A cidade que não dorme mudou, e enquanto a imagem de Tel Aviv tem sido por anos a da capital do egoísmo, da audácia e desconsideração, eu realmente senti um espírito totalmente diferente no público jovem que veio em massa ao centro de Cabalá La’am de Tel Aviv. Eles me fizeram perguntas provocativas e relevantes, mas eu fiquei especialmente impressionado com o desejo de entender para onde está dirigida a nossa vida no século XXI. Parece que, na verdade, é porque Tel Aviv é uma cidade tão global que a consciência do que está acontecendo no mundo tem um impacto muito forte sobre ela e desperta dúvidas entre as pessoas. Portanto, o meu encontro com o povo de Tel Aviv, tal cidade aberta, amigável e moderna, revelou um grande potencial para a realização do sentimento de unidade.

Eu ou Nós?

Em Haifa, eu tive uma série de reuniões com vários líderes locais – incluindo o prefeito de Haifa, Sr. Yona Yahav, o prefeito de Nesher, Sr. Avi Binemo, e o prefeito de Acre, Sr. Shimon Lankri. Os três líderes são muito diferentes entre si, e cada um entende à sua maneira quão profunda é a crise em que se encontra a sociedade israelense. Sendo representantes do público e, como resultado do seu trabalho diário com as pessoas, eles compreendem e se identificam com a necessidade de unidade na sociedade israelense como a solução para todos os problemas que estamos enfrentando.

“Todo mundo tem sido contra os judeus durante séculos, e eu não vejo qualquer mudança no futuro”, concluiu o prefeito de Haifa. “Infelizmente, não estamos protegendo o nosso precioso Estado, e eu não estou surpreso que a geração mais jovem queira sair do país. Essa é a razão de eu sair para ensinar estudos de cidadania para alunos do décimo segundo ano escolar. Eu digo aos alunos que setenta anos depois deles nos queimarem no Holocausto, a história se repete. Nós destruímos o Primeiro Templo, destruímos o Segundo Templo, e da mesma forma também iremos destruir o Terceiro Templo, a última chance que Deus nos deu após o golpe do Holocausto. Eu fico devastado depois de cada lição. A divisão na nação está crescendo, e o ‘eu’ domina o ‘nós’.  É nosso dever combater esse fenômeno o mais rápido possível e com toda a nossa força”.

O encontro perturbador com os prefeitos, as reações opostas, e a rejeição que encontrei no que diz respeito à mensagem de conexão na humanidade e no que diz respeito aos artigos que publico na imprensa global, juntamente com a crescente crise na Europa, aguçam o meu entendimento do quanto o mundo se deteriorou e em que medida o seu ódio por Israel tem crescido. Não, eu não estou falando apenas de antissemitas, mas também da atitude dos judeus que vivem no exterior que exibem uma atitude cada vez mais negativa em relação ao Estado de Israel. Infelizmente, são eles que estão liderando as organizações que estão tentando deslegitimar o Estado de Israel.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma razão para isso: a hostilidade que os nossos irmãos judeus no exterior exibem em relação a nós decorre do fato de que não estamos cumprindo o nosso papel na correção do mundo. O nosso direito de existir na nossa terra depende da estreita conexão entre nós e em aproximar os nossos corações. O Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) disse há cem anos que estamos vivendo aqui em um tempo emprestado e que a oportunidade que nos foi dada é apenas para permitir que cumpramos o nosso papel de Luz para as nações do mundo, o que significa se conectar como um homem em um só coração, dando assim um exemplo para todas as nações do mundo. A escolha de implementar isso ou perder a oportunidade está em nossas mãos.

O Novo Israelense

Apesar dos perigos que a nação de Israel enfrenta, eu estou muito esperançoso de que seremos bem-sucedidos. Meus alunos dedicados em vários centros de Cabalá La’am em todo Israel e o público que anseia em entender a sabedoria da conexão, que conheci na minha jornada por todo o Israel, me fazem acreditar que a mensagem de conexão acabará por permear as pessoas e que tudo vai mudar para melhor.

Eu continuei minha jornada para Ashkelon, Beer Sheva, Rehovot, e outras cidades. Eu fui calorosamente recebido em todos os lugares, e a atmosfera era boa. Eu gostei de ouvir as muitas perguntas intrigantes e avançadas sobre como implementar o método da conexão. No final do último evento em Ashkelon, eu recebi um grande buquê de flores e desejei que o povo de Ashkelon e todo o povo em Israel comemorasse o ano novo em paz.

Nós temos uma nação muito especial e pessoas incríveis, e eu espero e oro que despertemos, nos conectemos e entendamos que a chave para o nosso sucesso está nas boas relações entre nós, restaurando assim a vida próspera do passado, da época em que o amor fraternal florescia entre nós, e as nações do mundo eram nutridas pela força da união entre nós. Agora que as férias acabaram, eu desejo ao povo de Israel um bom ano novo, um ano de mudanças positivas.

Do Artigo no Ynet 25/10/16

Incêndios Em Israel

laitman_222Comentário: Em Israel há um desastre, incêndios estão queimando florestas, campos e vastas áreas.

Resposta: Isso está acontecendo devido a causas naturais, bem como a atividade terrorista. Há uma enorme seca na maioria das áreas; os campos de vegetação seca devem ser queimados intencionalmente, porque podem se incendiar como pólvora. Não há lugares suficientes onde a água tenha se acumulado que possam ser usados para extinguir um incêndio imediatamente. As áreas não estão preparadas. Ao contrário dos Árabes, os Judeus adoram se cercar de árvores. Portanto, as cidades estão cheias de vegetação seca com ramos secos e espinhos que podem ser inflamados muito rapidamente e carregar o fogo com velocidade terrível. Tudo isso deve ser levado em conta e tratado.

A sabedoria da Cabalá diz que, enquanto não estivermos conectados com uma boa conexão entre nós, teremos que investir esforços e tomar muitas medidas para prevenir desastres desse tipo.

Uma pessoa não pode operar na direção certa cem por cento. Mas ela deve pelo menos fazê-lo em um grau particular. Infelizmente não estamos operando na direção certa, nem na área da economia, nem no campo político, e especialmente na estrutura da sociedade.

Mas não temos escolha; essa é uma lei da natureza! Cabe a nós compreendermos que, enquanto não formos semelhantes à natureza e não estivermos cumprindo suas leis primárias, ela se revelará para nós negativamente, nos “conduzirá” de todas as formas “à felicidade através da vara”.

Se começarmos a aproximar-nos nas condições que nos foram dadas, nada de ruim acontecerá. Não teríamos medo de ninguém. Ninguém seria capaz de se virar para nós com uma palavra ruim, com uma espada, ou com uma metralhadora. O problema reside apenas nas relações entre nós.

Se não fizermos isso, tudo vai queimar.

Portanto, devemos repensar sobre como podemos criar um futuro seguro para nós mesmos e não pôr fogo em nossa própria casa.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 23/11/16

“Bandeira Do Estado Islâmico Esvoaça Livre Na Suécia”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Fox News): “Uma promotora sueca pode ter estabelecido um precedente perigoso na semana passada em relação à bandeira do Estado islâmico.

“A promotora Gisela Sjovall anunciou na semana passada que um homem de 23 anos não seria acusado depois de postar a bandeira em sua página do Facebook em junho, de acordo com o The Local. As autoridades de Laholm haviam investigado o homem, que veio para a Suécia proveniente da Síria, por suspeita de cometer “discurso de ódio”.

“Em comparação com o símbolo nazista que chegou a ser um símbolo de preconceito contra o povo Judeu, o mesmo não poderia ser dito da bandeira do Estado Islâmico”, acrescentou Sjovall.

Pergunta: Por que isso está acontecendo mesmo que essa decisão seja incompatível com o senso comum?

Resposta: Esta tendência é totalmente compatível com o programa da criação segundo o qual os muçulmanos devem conquistar a Europa, subjugá-la, pintá-la de verde com a cor do Islã e, em seguida, juntamente com os europeus, conquistar Jerusalém.

Pergunta: A promotora sueca que tomou esta decisão entende isso?

Resposta: Definitivamente não, mas isso é o que está “gravado” no programa da criação e ele implementa isso. A Luz Superior opera e influencia uma pessoa e a pessoa supostamente toma decisões e assim expressa a visão da Luz Superior. Estamos todos em uma matriz de pensamentos e desejos e agimos em conformidade. Não há razão para queixar-se da promotora Sueca que é como uma máquina biológica que expressa a corrente geral de todas as forças que estão operando em nosso mundo.

Pergunta: Isto confirma mais uma vez que o Islã é uma entidade extremista?

Resposta: Se o Islã não fosse de natureza extremista, eles não estariam vindo conquistar a Europa. Estamos realmente vendo que os muçulmanos têm uma intenção muito precisa: vir e tomar. Eles têm muitas justificações diferentes. Afirmam que os Europeus os escravizaram e oprimiram por cinco ou dez gerações. Então agora eles podem levar tudo para si. Do seu ponto de vista, tudo é deles. Compreensivelmente, todas as correntes islâmicas serão de natureza extremista porque só o Islã pode se opor a todos e escravizá-los. Ninguém acreditava que uma revolução assim aconteceria, que eles chegariam à Europa para conquistá-la, e a conquista já está próxima.

Todo esse processo está acontecendo unicamente e apenas para obrigar o povo de Isarel a se unir e, assim, dar o exemplo ao mundo. Se os Judeus quiserem se unir voluntariamente e mostrar ao mundo como fazer isso, o mundo aceitará imediatamente esse exemplo e o seguirá, porque, através dessa unidade, eles atrairão o poder espiritual. Portanto, tudo depende apenas dos Judeus. É impossível que isso mude. A única questão é como seremos obrigados a fazer isso: através de um pequeno sofrimento ou de muito sofrimento.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/10/16

“Minha Casa Deve Ser Chamada Uma Casa De Oração Para Todos Os Povos”

laitman_938_03Torá, Deuteronômio, 12:5: Mas o lugar que o Senhor vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.

A alma comum é dividida em doze tribos, porque consiste no nome de quatro letras do Criador “Yod-Hey-Vav-Hey” (chamado HaVaYaH), e cada uma dessas letras inclui três linhas: direita, esquerda e do meio.

Quatro vezes três é igual a doze partes, ou seja, doze tribos, doze tipos diferentes de trabalho para corrigir os desejos que devem se conectar em um único todo.

O lugar onde as doze tribos trabalham será chamado de Terceiro Templo – a morada do Criador. Afinal, o Criador está onde se conectam os desejos, expectativas e aspirações acima do egoísmo de toda a humanidade, como está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7).

Isso não foi dito sobre os dois primeiros Templos, porque eles eram preliminares e tiveram que ser destruídos e reconstruídos na forma do Terceiro Templo que será construído em nossos corações.

Até agora estamos apenas começando a espalhar essa ideia em todo o mundo. Mas o impulso foi dado. Já começamos a avançar nessa direção.

Quando eu era jovem e ao lado do meu professor, parecia-me que isso estava prestes a acontecer, e agora eu entendo que é necessário ir e trabalhar. Afinal, os Cabalistas trabalharam nisso todos estes milhares de anos e não entraram em pânico, não ficaram deprimidos e não se desesperaram.

Eles sabiam que tinham que colocar sua pequena pedra no quadro geral: atrair mais e mais pessoas, conversar, mostrar e, pelo menos, dar forma a elas, direcioná-las à visão do futuro estado comum, onde podemos revelar o único Criador em nosso coração comum.

Nós vivemos em um tempo maravilhoso quando fazemos uma transição da ocultação absoluta do mundo superior para sua realização! Começamos a falar sobre esse mundo, a desenvolver o método de descobri-lo e a difundi-lo em todos os lugares, tanto a nós mesmos como às nações do mundo.

Claro, isso requer tempo. Espero que meus alunos tenham seus alunos, que continuarão este trabalho – estou absolutamente certo disso. No entanto, quando isso se manifesta, depende da nossa persistência.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Nova Vida # 586 – Entre Cultura E Espírito

Nova Vida # 586 – Entre Cultura E Espírito
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Há muitas opiniões conflitantes sobre cultura. Muitas obras de arte foram baseadas no ódio. Naturalmente, aqueles que governam querem influenciar a educação e a cultura, e isso é verdade em todo o mundo.

Um artista ou um compositor é abençoado com um talento, mas isso não significa que eles sejam mentalmente mais desenvolvidos que outros. Há uma infinidade de exemplos de livros e peças escritos por pessoas que odiavam a humanidade e não eram intelectuais.

Uma pessoa com uma mente desenvolvida é uma pessoa que ama os outros, e pode ser uma pessoa muito simples. Educação e amplo conhecimento cultural não significa que a pessoa seja necessariamente boa ou ruim para os outros. Isso é medido pelo coração da pessoa, sua atitude para com os outros, não com o quanto ela aprendeu.

Estudar a sabedoria da Cabalá muda a pessoa para melhor e corrige sua natureza egoísta. Um intelectual é a pessoa espiritual que valoriza as boas relações entre as pessoas acima de tudo. Um intelectual é uma pessoa que está acima da matéria, acima das relações egoístas entre as pessoas. Um intelectual não critica os outros, uma vez que entende as pessoas e sabe que o coração do homem é mau desde a sua juventude. Ele sabe que é apenas humano para tirar proveito de tudo para o seu próprio bem, para suprimir os outros, e aspira a ajudar as pessoas a transcender a sua natureza.

Mesmo se você for educado, um compositor ou um filósofo, isso não significa que é um intelectual, que está acima do ego. Uma pessoa cultural é uma pessoa que todo mundo se sente confortável em estar ao seu lado. Ela não é orgulhosa e não pensa levianamente dos outros. Cultura significa conhecer a natureza humana e, portanto, relacionar-se com todos com amor e compreensão.

A cultura israelense original é uma cultura baseada inteiramente no “ama teu próximo como a ti mesmo”, e é nessa base que a nação de Israel foi fundada: um processo educativo que transforma a pessoa em uma pessoa culta, mudando sua natureza má, como é requerido para alcançar esse nível.

Mas engajar-se em composição e arte torna as pessoas ainda mais egoístas do que outros. Não é culpa delas. O grande egoísmo que é construído nelas não lhes permite se sentar calmamente, e elas têm que se expressar. É natural para uma pessoa menosprezar os outros, não considerá-los como iguais, e não deseja-los perto dela.

Um processo educativo que muda a natureza de uma pessoa para o bem faz bom uso da arte e da composição. O teatro, por exemplo, pode ilustrar a nossa situação atual, quão baixo nós caímos, e que correção precisamos.

De KabTV “Nova Vida # 586 – Entre Cultura E Espírito”, 31/03/14