Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Não Seja Um Dos 999 Que Caem

Dr. Michael LaitmanDe uma lição do Rabash: Num lugar onde a espiritualidade não é importante o suficiente, as cascas têm um porão. Por exemplo, se a pessoa pretende se levantar para a aula matinal, mas pensamentos e cálculos vêm à sua mente: “Por que eu deveria me levantar? O que vou aprender? Qual é a questão de tudo isso?”.

No momento em que a espiritualidade não parece importante, tais pensamentos imediatamente emergem e amarraram a pessoa na cama com cordas grossas para que ela não seja capaz de se levantar… por isso, nós precisamos da força que acompanha que não nos deixará cair”.

O que falta a todos os grupos, e na verdade a cada pessoa de uma maneira ou de outra, é a força que acompanha. Caso contrário, nós caímos um por um, como se diz: “Mil entram na sala de aula e um sai professor”. Isso significa que 999 caem.

É muito provável que eles realmente não caiam fisicamente, mas estão enfraquecidos internamente e prontos para “continuar” desta forma, sem atingir a meta da criação, o objetivo da vida. Eles não afirmam que é necessário encontrar uma resposta para a pergunta “qual é o sentido da minha vida”, mas amadureceram e não sentem que têm a força para fazê-lo. Isso tudo ocorre porque eles não construíram para si apoiadores, um “trilho” que irá apoiá-los e ajudá-los a levantar-se e não deixá-los cair. Isto é muito importante.

É como fazer um tratado de ajuda mútua, um compromisso para com as relações entre os amigos, entre os grupos. Por isso, é tão importante saber o que está acontecendo em cada grupo e ajudar uns aos outros.

É como se diz: “Não há profeta em sua própria cidade”, e os amigos de outros grupos às vezes podem ajudar a pessoa e influenciá-la mais do que aqueles que estão ao seu lado. Ela pode suspeitar que seus amigos tenham algum interesse próprio e pode encontrar culpa em suas intenções egoístas. Mas ela não se sente assim em relação aos outros grupos. Ela vê que pessoas de outros lugares começam a falar dela e lhe mostram quanto ela é importante para elas; por outro lado, ela entende que é preciso corrigir alguma coisa dentro de si, como se diz: “Você deve colocar juízes e policiais em todas as suas portas”.

Isso é muito importante. Normalmente, após cada subida coletiva, várias pessoas caem, porque após uma subida há sempre o endurecimento do coração. Nós devemos estar de guarda!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/03/12, Shamati # 8

Lembrando Cada Um O Que É Importante

Dr. Michael LaitmanEu não corrijo a mim mesmo, mas sim a minha incorporação nos outros. Não há nada a corrigir em mim, exceto a minha conexão com os outros.

Quem são os “outros?”. Aqui nós devemos entender que o “eu” que eu era ontem não é o “eu” que sou hoje. Eu tenho que esclarecer a relação entre eu e os outros de acordo com os diferentes estados em que eu estou. Todos os dias a pessoa começa uma nova folha e as correções são sempre no que diz respeito à conexão mútua entre os Partzufim.

É dito que o amor entre as pessoas visa o amor pelo Criador. O amor dos amigos é o mesmo vaso, a mesma atitude na qual eu expresso a minha doação a Ele. Afinal, o Criador é a lei geral, o atributo geral que eu descubro no respeito mútuo entre todos nós.

Não existe nada exceto o vaso geral. Na minha atitude para com os amigos, no meu espírito, no meu coração, eu crio o Criador. Até então Ele realmente não existe.

Pergunta: Nós estamos tendo um exercício no grupo: todos devem pensar em todos, se preocupar com todos os outros em seus pensamentos. Nós lembramos cada um a pensar nisso e adicionar, “com a ajuda do Criador”. Isso nos leva ao amor verdadeiro?

Resposta: Sim, se você quer dizer que tudo só pode existir com a ajuda da Luz que Reforma, então você realmente está criando as condições necessárias para a realização.

O amor não tem limites; ele se espalha de Ein Sof (Infinito) em diante. Cada vez nós o definimos de forma diferente: quando saímos de nossos atuais desejos e intenções. O exercício atual é efetivo contra o esquecimento: um amigo lembra o outro acerca de três condições: eu, ele e a força superior, a Luz que Reforma. Em outras palavras, a Luz que Reforma nos traz de volta um ao outro. Antes a Luz residia na conexão entre nós e agora, quando ela nos “solda” de novo, ela preenche a condição necessária para a correção, a fim de residir entre nós novamente. Isso é chamado de Mitzva (mandamento) na linguagem da Cabalá.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 01/02/12, O Estudo das Dez Sefirot

Um Medicamento Para O Dia Inteiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa pode fazer durante a leitura do Livro do Zohar, a fim de ficar em contato com o grupo durante todo o dia?

Resposta: Você recebe certo medicamento de manhã, uma injeção. Suponha que eu tenho pressão alta. Eu tomo um comprimido de manhã para que eu possa me sentir bem o dia inteiro. A pílula faz o seu trabalho porque trabalha no mesmo nível: inanimado, vegetal e animal.

Por outro lado, o nosso desenvolvimento espiritual depende dos nossos esforços. Minha cura depende da minha participação. Por quê? Porque graças a cura, a partir do nível animal, eu atinjo o nível humano (do homem).

Então, não basta tomar uma “pílula” de manhã, por exemplo, meia hora antes de ler O Livro do Zohar, quando estou muito entusiasmado e comovido até as lágrimas pelas fortes emoções. Não é o suficiente. Eu tenho que organizar uma programação diária para que eu possa estar sob esta influência o resto das 23,5 horas.

Em nosso mundo, a pílula tem um efeito sobre mim por 23,5 horas se eu a ingerir por meia hora. Gradualmente, à medida que os sucos digestivos são extraídos, a pílula libera todas as substâncias que contém de modo que estas são absorvidas pelo corpo durante várias horas.

Nos temos que fazer o mesmo. No entanto, a pessoa não pode fazer isso porque ela está constantemente em seu nível, enquanto aqui, ela tem que estar entre os dois níveis. Dois níveis, como diz O Zohar, são as letras “Hey” superior e “Hey” inferior. O “Hey” superior é Bina que age em mim, e eu sou Malchut, o “Hey” inferior. O que deve estar entre nós? O Criador.

Então, eu tenho que colocar o Criador diante de mim, o que significa que todos os despertares que minha Malchut sente, o meu desejo, como resultado de receber meia hora de “infusão”, toda a sua preparação potencial para a correção, tudo deve ser revelado praticamente durante as 23,5 horas. Eu tenho que ajudá-la tentando não me separar do objetivo: “Israel (aquele que anseia pelo Criador), a Torá (a Luz que as reformas), e do Criador são um”. Para isso eu recebi a injeção.

Claro, eu só posso fazê-lo com a ajuda do grupo em que estamos em um pensamento e, portanto, influenciamos uns aos outros. Não há outra escolha. Uma pessoa não pode fazê-lo por si mesma. Mesmo que ela escreve milhares de memorandos e os coloque em toda parte, ela não vai vê-los. Mesmo que ela pegue um servo para lembrá-la, ela não vai ouvi-lo.

Isso só é possível na forma que está acima dela, quando a força que a obriga a ouvir, isto é, para estabelecer uma conexão entre as duas letras “Hey“, vem até ela. Você só pode fazer isso no grupo.

Portanto, a garantia mútua é expressa quando você está nessa atividade, na absorção do medicamento que já está dentro de você. Se você o engolir e não usá-lo, é como se você recebesse veneno de uma cobra, porque todo remédio é veneno. Não é por acaso que o símbolo da medicina é uma cobra enrolada em torno de um copo de veneno.

Se você não usar esse meio corretamente, ele se torna a poção da morte. Então, você vai descobrir isso através do sofrimento e não da Luz. Esta é a mecânica, e ela deverá funcionar desta maneira. Não há nada aqui exceto as leis da natureza.

Esta é a raiz de todos os erros que as pessoas fazem ao longo de suas vidas e ao longo da história humana. Você poderia escrever romances inteiros sobre o assunto, mas a humanidade já não tem tempo para lê-los…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/12, O Zohar

Inclusão Na Mente Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a capacidade de “sentir o mundo através de todos”?

Resposta: Se eu estou incluído nos outros, se eu sinto o que eles sentem e penso o que eles pensam, então, obviamente, eu possuo capacidades muitas vezes maiores do que uma pessoa comum. Eu sou muito mais amplo, sou capaz de incluir muito mais coisas dentro de mim. Afinal, a nossa percepção de qualquer fenômeno depende do número de parâmetros que somos capazes de apreender, da resolução da nossa visão.

O número de parâmetros depende da quantidade de coisas opostas que estão incluídas em mim. Devido ao contraste entre elas, eu distingo as partes individuais e posso construir a partir delas, como blocos de construção, muitas opções. Ao mesmo tempo, compreendo que estas construções são compostas de como elas diferem umas das outras.

E se os sentimentos e a razão que recebo dos outros são absorvidos por mim, eu me torno dono de qualidades diferentes e opostas. Então, eu percebo o mundo de uma forma mais multifacetada e, em relação à percepção planar anterior, esta parece ser uma entrada numa nova dimensão.

Psicologicamente, esta é uma percepção completamente nova, um mundo novo. Através dela eu supero as limitações do corpo, associado com as categorias de tempo, movimento e espaço, já que estou incluído na humanidade. Eu adquiro seus sentimentos compartilhados, suas atuações mentais – os dados que vem da natureza.

Eu recebo a oportunidade de alcançar o sentimento e a mente inerente à natureza, que existem dentro dela como minha raiz. Todo o desenvolvimento no mundo vem disto. Neste desenvolvimento, eu vejo que volto para esse lugar, para esta raiz do sentimento e da mente dentro da natureza, de onde toda a cadeia da criação evoluiu: o inanimado, vegetal, animal e eu – o ser humano que alcança a raiz e, assim, completa o círculo de desenvolvimento.

Eu quero enfatizar que não é por acaso que a natureza está nos empurrando para um estado de garantia mútua, de modo que literalmente perderemos nossas qualidades individuais. Na verdade, nós não as perdemos, mas apenas nos elevamos acima delas porque elas são corporais, pertencentes ao nível animal.

Cada aspecto indivídual dentro de mim diz respeito a cuidar do corpo para que ele sobreviva da melhor maneira possível ao tempo que lhe é disponível. Mas o desenvolvimento consiste em nos elevarmos acima da preocupação com o corpo, a uma preocupação comum. Essa preocupação comum nos propicia qualidades completamente diferentes, não as corporais. Graças a elas, eu revelo o programa e o propósito da criação, a intenção da natureza na qual um único elemento não se desenvolve por acaso – tudo avança de acordo com um programa. E eu posso alcançar e compreender este programa.

Assim que eu me dirijo para uma visão integral, conectando-me com outras pessoas, eu imediatamente começo a entender esta visão integral, troco meus “óculos” por óculos redondos e integrais. Eu vejo a totalidade da natureza e não recebo dela apenas um canal estreito relacionado ao meu próprio corpo, do que quer que me traga benefício ou dano: alimentação, sono, entretenimento, e assim por diante. Não, eu não vivo por isso! Eu vivo num nível independente do meu corpo e já olho para a natureza que está acima de dos corpos. É como se eu não estivesse mais dentro de um corpo: eu julgo, verifico e controlo a partir da mente e do sentimento humano universal. Esta fase diferente fundamentalmente da atual.

Agora, eu sou apenas um animal avançado, dentro de certos limites, e não está claro se este avanço está numa boa ou uma má direção. Mas, devido à inclusão na mente global, eu atinjo uma nova dimensão. Eu mudo qualitativamente a minha percepção do mundo em que me encontro. Ela se torna verdadeira, já que eu não vejo o mundo através de uma estreita fenda egoísta, atraindo para mim o que é benéfico e afastando o que é prejudicial; pelo contrário, eu literalmente saio dela e vivo no mundo. Lá, a percepção é completamente diferente, não através de uma peneira egoísta, através da qual vejo somente o que é útil ou prejudicial para mim, mas completamente independente de mim. Isto é o que significa a nova dimensão inerente ao homem.

Então, eu realmente revelo a mente e o sentimento que existe lá, no interior do estado brilhante fora do meu corpo, por trás da parede com uma fenda estreita, através da qual eu espreito. Eu entendo todo o processo e finalidade da criação.

Nossa pesquisa mostra que isso é realmente assim, que isso é algo indescritível e imperceptível para nós. Mas nós já estamos começando a perceber que, evidentemente, este nível existe. Ele pode ser comparado à matéria escura: ele existe, mas nós não percebemos, mesmo que componha 90% de toda a matéria no Universo.

Da mesma forma, nós ainda não conseguimos revelar o sentimento e a mente comum que existem no Universo. No entanto, cientistas que estudam o cosmos falam da presença de um forte sentimento e mente lá, como sons que não podemos captar, ouvindo apenas algum tipo de ruído. Nós não podemos revelar esses fenômenos porque pertencem a uma dimensão acima de nós.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 3, 29/12/11

Despertar Do Mundo


O mundo está esperando. Ele ainda não sabe, mas na realidade ele precisa. É por isso que vocês têm que se levantar o mais rápido possível e se preparar para o papel de guias.

É óbvio que hoje os governos são incapazes de governar o mundo. Afinal, já não ele não se comporta mais de acordo com as leis materiais. Este período terminou.

Os dois mundos se tornaram tão próximos que a “indução” espiritual já está atuando sobre nós de cima, embora ela ainda não seja tão clara. Hoje, a humanidade tem que despertar da maneira correta e esta é sua tarefa.

No entanto, essa é a finalidade de vocês se unirem. Eu não posso estabelecer um grito de socorro por vocês. Somente quando vocês realmente começarem a se unir cada vez mais com amigos é que vocês encontrarão o ajuste necessário. A coisa mais importante aqui é colar tudo junto, para que tudo se funda numa única coisa. Eu não farei isso por vocês, já que nós estamos falando da calibração dos desejos comuns que estão unidos como vasos comunicantes.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição # 6

Usando Os Obstáculos Para Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanQual é o propósito da união do grupo e do amor de amigos? Nós recebemos cada vez mais obstáculos, e temos que conectá-los ao quebra cabeças geral da união. Cada vez nós estamos conscientes de que tudo vem Dele: “Não há ninguém além Dele”, “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

Quando nós chegamos a isso, vemos que recebemos uma grande ajuda, pois isso atua como parte da realidade para o nosso benefício. Nós temos os amigos, o grupo, e juntos podemos constantemente conectar tudo o que está acontecendo conosco à unidade do Criador. Cada um de nós apoia os outros e, juntos, tentamos conectar nossas aspirações, a fim de tratar o Criador de forma mais objetiva, enquanto o desejo geral está em constante crescimento e está sendo corrigido.

Neste caso, eu não vou ser intrigado do porque eu preciso dos amigos, da unidade, do grupo, e do amor ao próximo. Sem isso, eu simplesmente não seria capaz de resolver os problemas de conexão entre o Criador e eu.

Este jogo é maravilhoso. Como o Baal HaSulam escreveu na Carta 1, A verdade é que todas as guerras neste exílio são uma visão verdadeiramente maravilhosa, e todas elas trazem o bem. Em outro lugar ele dá o exemplo da ascensão ao palácio do rei. Nós estamos constantemente experimentando as mudanças e transformações abruptas neste jogo, às vezes sentindo a união por alguns minutos, depois quebrando em pedaços e juntando-nos num todo, sem parar.

Trabalhar com obstáculos é o elemento principal do nosso trabalho. Primeiro, nós os neutralizamos, porque a pessoa não pode sentir a unidade enquanto sente os obstáculos. Eu acabei de anulá-los, a fim de esquecer tudo e me conectar com os meus amigos. Este é o menor grau, a concepção (Ibur).

Então, eu recebo obstáculos de natureza diferente; eu simplesmente não consigo mais anulá-los, não posso apagá-los da minha percepção. Agora, eu preciso aprender a permanecer sempre na unidade, apesar deles. Surgem desejos de uma Aviut (aspereza) cada vez maior, os quais não poderão ser eliminados. Eu vivo com eles: por um lado, eu sinto o obstáculo em relação à unidade; por outro lado, eu os venço, eu me elevo acima disso e me conecto. Isto é chamado de infância (Yenika).

Finalmente, eu começar a usar os obstáculos a fim de me unir, o que é chamado de maturidade (Gadlut).

Assim, nós trabalhamos sempre com obstáculos. Não há nada a fazer sem eles. Eles refletem a distância entre o Criador e nós, e estamos constantemente cobrindo esta distância: primeiro, neutralizando os obstáculos, depois, elevando-se acima deles e, finalmente, agindo de acordo com eles.

Então, todo o processo pode ser dividido em duas partes. Após a fase preliminar, durante a qual nos preparamos, chega um momento em que podemos nos unir. Este é o primeiro ponto acima da Machsom (a barreira para a espiritualidade): nós entramos na doação em prol da doação. Em relação ao grupo, é dito sobre isso: “Qualquer coisa que você odeie não faça ao seu amigo”. Isso ainda é uma união passiva: “Eu ainda não estou realmente unido com os amigos, mas pelo menos não estou prejudicando ninguém”. Nós podemos não ser capazes de dar um ao outro ainda, mas esta é a nossa forma de avançar.

Então, nós chegaremos à recepção em prol da doação, a fase do amor.

Assim, todo o trabalho é efetuado com os obstáculos. É por isso que a única preparação é buscar a força e os meios. Quando uma pessoa enfrenta um problema, ela descobre o que pode ser benéfico para ela e o que afasta, de modo que isso não fique no caminho. É assim que nós sempre temos que nos preparar em termos dos obstáculos, neutralizando e até mesmo usando-os sempre que possível. Graças a eles nós avançamos, e se houver uma oportunidade de nos unir ao tê-los – melhor ainda.

Quando nós realmente tentamos começar a trabalhar, vemos que, sem reciprocidade, não podemos dar um passo a frente. Quando eu enfrento um obstáculo, não posso superá-lo sozinho; eu vou esquecer e fugir. Somente em união com os outros, quando nós criamos o lugar em que nos conectamos, podemos começar a usar os obstáculos para o benefício desta união. Nós nos unimos apesar deles, e então conseguimos.

É por isso que não devemos tratar os obstáculos como efeitos individuais de certos fatores individuais. A solução para qualquer obstáculo está na maior união entre as pessoas, a fim de revelar a forma de doação, e é isso que se chama o Criador.

Da Convenção de Arava  24/02/12 Lição, # 4

Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanNo grupo, a pessoa não só deve mudar a si mesma em relação ao ambiente, mas também deve ensinar os outros a fazê-lo. Esta é a razão para a quebra. Nenhum de nós tem a força para resistir à intenção egoísta, mas quando a pessoa realmente percebe a necessidade de mudar a sua intenção para uma altruísta, ela adquire a possibilidade de receber a força de seus amigos. De repente, isso se transforma num princípio muito simples: se você deseja se unir com seus amigos, a fim de doar a eles, você pode receber a força para mudar a sua intenção para com eles através dessa unidade.

Basicamente, nós agimos num desejo, numa única linha: se eu quiser conferir ao meu próximo (amigo), eu posso receber a força para fazê-lo através dele. Mas onde é que ele conseguiu essa força? Ele recebe da raiz, que está por trás dele. É por isso que está escrito: “Eu vivo no meu povo”. Em outras palavras, o Criador, a força superior, a raiz, que criou a intenção de doar, vive no grupo. Ele me diz: “Se você tratar direito o seu próximo, a fim de doar a ele, você vai Me encontrar nele, no ponto exato onde a sua doação estiver direcionada. Então, sua intenção mudará, e você realmente será capaz de perceber isso”.

Está escrito em relação a esta ação: “Israel, a Torá e o Criador são Um”. Desta forma, nós começamos a ver toda a realidade. Agora, em vez do mundo corporal diante de mim, eu vejo o ambiente. Eu não me importo com o que está nele. O que importa é que, na minha busca por forças para doar, eu passo por ele e atinjo a raiz, o Criador que existe dentro de meus amigos. Eu quero me unir com os meus amigos a fim de doar a eles: eu encontro o Criador dentro deles, que fornece a força para me conectar com eles. Assim, eu me uno com Ele através deles.

Então, a pessoa começa a trabalhar em duas linhas. Por um lado, ela vê como o Criador a força a usar o seu próximo; ela percebe diferentes pensamentos cruéis que chegam a ela de dentro do grupo sobre como usar os outros, lucrar à custa deles e receber prazer do grupo. Mas, em resposta a este prazer direto, a pessoa restringe a sua intenção e, por outro lado, busca a oportunidade de doar aos seus amigos, permanecendo na mesma linha. Ele quer trabalhar para o bem e benefício de seus amigos e retornar ao Criador através deles, construindo assim as 10 Sefirot da Luz Refletida.

Agora, a pessoa tem os “dois lados da moeda”. Ao compará-los e avaliar o grau em que pode usá-los, ela se torna preparada a aceitar o convite do Criador e desenvolver a atitude correta para com Ele. Duas realidades se abrem diante dela:

  • Quando eu receber o prazer diretamente do Criador através da natureza ou do ambiente, se eu estiver preparada para continuar a receber mais e mais, este tipo de existência é percebido como “este mundo”.
  • Mas se eu dôo o máximo que eu posso e me dedico aos meus amigos e ao Criador, eu revelo outra existência, oposta, na Luz Refletida.

Desta forma, a pessoa adquire dois mundos.

Da Convenção de Arava 23/02/12 Lição # 1

Sua Peça Perdida No Quebra-Cabeça Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a pessoa perde o estímulo no processo, isso significa que ela não se esforça o suficiente pelo amor ao próximo?

Resposta: Se a pessoa é desencorajada em seu desenvolvimento espiritual, isso normalmente decorre do orgulho, de seu posicionamento acima dos outros. Esta é uma doença geral que se encontra em cada um de nós. O orgulho é a base do desejo de receber, que vem até nós diretamente do Criador. O Criador é único. Assim, nós também nos sentimos como sendo únicos.

Eu sou realmente único porque sou uma peça do quebra-cabeça geral que não é encontrada em mais ninguém. Assim, eu justificadamente sinto que sou especial. A questão é apenas como vou usar minha singularidade? Vou tentar complementar os outros da forma que for possível?

O quebra-cabeça espiritual não é o mesmo que o quebra-cabeça corporal, onde cada peça está em contato apenas com alguns vizinhos mais próximos, e longe de todos os outros. No quebra-cabeça espiritual eu estou conectado a todos. Isto é espantoso! Imagine que há 600.000 peças do quebra-cabeça e eu estou conectado a cada uma delas. Além disso, cada uma delas está conectada a todas as outras peças. Esta não é uma conexão simples, mas em cada nível, todos os nossos Keterim (coroas) estão conectados uns aos outros; em todos os níveis de Bina estão conectados uns aos outros, e assim por diante.

Assim, há uma estreita conexão de doação entre nós que ainda precisamos descobrir. No fim da correção, graças à nossa sensibilidade e compreensão desta complicada conexão, esta se torna revelada “620” vezes mais intensa: em vez de Nefesh de Nefesh, NRNHY de NRNHY.

Imagine que havia este sistema simples de 600.000 peças ligadas em série, uma após a outra, como um rebanho de ovelhas. De repente, elas se conectam em todos os tipos de vínculos, complementando e preenchendo-se mutuamente em todas as situações e atributos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/2/12 , Shamati # 35

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

Onde Nós Encontramos A Chave Do Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanNós não devemos ter vergonha da fraqueza, pensando que a fraqueza pode arrefecer o nosso desejo de avançar. Há um “portão das lágrimas” em cada etapa, que só abre após a pessoa compreender sua própria impotência. E como poderíamos até mesmo ter a capacidade? Afinal, o avanço acontece através do poder adicional de doação. Nós não temos isso; é preciso adquiri-lo.

É por isso que eu estou certo em descobrir que não tenho a capacidade de avançar. Eu também estou certo em descobrir que não tenho nenhum desejo de avançar. O que acontece depois? Só uma coisa: realiza-se o apelo direto ao Criador, através do grupo, para Ele corrigir a conexão entre nós. Então, cada vez que isso é feito, uma nova etapa da nossa união torna-se revelada.

A pessoa é incapaz de fazer algo por conta própria. Não importa o quão forte ela às vezes pense que é, não importa o quão certa ela é, que ela atingirá tudo, ela fracassará em tudo. Está escrito: “Não acredite em si mesmo até o dia que você morrer”.

É por isso que ter um grupo que constantemente desperte a pessoa é uma condição necessária. Por esta razão, quando uma pessoa não sabe como avançar e se desespera, o seu orgulho geralmente se culpa. Portanto, ela é incapaz de receber o apoio do grupo.

Não há nada que se envergonhar disso; a pessoa só precisa trabalhar com ele. Mas, basicamente, esta é a única perturbação. Existe uma enorme força no grupo. Como no conto sobre o rabino Yossi Ben Kisma. Ele era um grande Cabalista em sua geração, e seus alunos eram pessoas muito simples. Mas ele recebeu muita força deles, já que sabia como trabalhar com eles. E ele era uma grande pessoa! E este conto fala de pessoas pequenas.

É por isso que quando a pessoa diz que o Criador não a está ajudando, é seu orgulho falando. Como ele se manifesta? Em sua incapacidade de anular-se perante o ambiente para receber dele o valor e a grandeza da espiritualidade e, assim, perceber o poder do Criador que a ajuda e a realização da grandeza da espiritualidade.

É por isso que não há razão para chorar pelos distúrbios. Está escrito: “A minha alma chorará em segredo” em ocultação, na escuridão. Chorar é bom, mas tudo depende do que você está chorando: não chore por não ter ajuda; não há ajuda. Você precisa chorar pelo fato de que seu orgulho não o está deixando a se rebaixar um pouco diante de seus amigos, do Criador, e receber ajuda deles.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12