Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Centelhas Que São Iluminadas Num Círculo De Corações

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume II, Carta 8: E depois de já ter adquirido essa vestimenta mencionada anteriormente, centelhas de amor prontamente começam a brilhar dentro de mim. O coração começa a desejar se unir com os meus amigos, e parece-me que os meus olhos veem meus amigos, meus ouvidos escutam suas vozes, a minha boca fala com eles, as mãos abraçam, os pés dançam em círculo, em amor e alegria juntamente com eles, e eu transcendo meus limites corporais. Eu esqueço a vasta distância entre eu e meus amigos, e a terra dispersa por muitos quilômetros não vai ficar entre nós.

É como se os meus amigos estivem dentro do meu coração e vissem tudo o que está acontecendo lá, e eu fico com vergonha dos meus atos mesquinhos contra os meus amigos. Então, eu simplesmente saio dos vasos corporais, e parece-me que não há nenhuma realidade no mundo, exceto meus amigos e eu. Depois disso, mesmo o “eu” é anulado e está imerso, misturado nos meus amigos, até que eu fico em pé e declaro que não há nenhuma realidade no mundo, apenas os amigos.

É claro que é impossível de alcançar tal estado por meus próprios esforços simples. Somente a Luz superior pode nos levar a este estado, à medida que ela age em nós por um longo tempo até que evoca em nós o desejo coletivo. Então, todos nós somos incorporados numa rede, e cada um sente a sociedade.

Cada um vai ver que este é o centro de sua vida, e este é o lugar onde recebe a força da vitalidade e sua impressão. Neste respeito mútuo, ela descobre gradualmente a forma do Criador, já que pela doação mútua, os amigos mantém um campo a partir do qual, como na matéria que se desenvolve e descobre, a forma do Criador é descrita e revelada.

Assim, quando atingimos um desejo coletivo, as condições corporais deixam de existir. O desejo é a única matéria, a partir da qual, pela doação mútua, nós começamos a estabilizar e esculpir a imagem do Criador, revelando-a a todos. A pessoa percebe que fora desta rede geral não há nada, exceto os amigos.

É por isso que nós estamos neste estado em tal mundo, e através das ações e dos estados corporais, podemos alcançar o mundo espiritual. Caso contrário, não poderíamos fazer nada.

Isso só pode ser assim, através das ações corporais e da Luz que nos eleva para ações espirituais, mas a impressão vem da conexão geral entre todos. Eu creio que isso já exista entre nós de certa forma.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/07/12

Curso De Responsabilidade Mútua: Um Curso Intensivo Pós-Crise

Dr. Michael LaitmanHoje, nós precisamos criar um sistema de educação e formação integral. Dentro de sua estrutura, vamos explicar o que é o método de correção, como o mundo funciona, que liberdade de escolha uma pessoa tem, e como o nosso egoísmo se desenvolveu ao longo da história e o beco sem saída que entrou hoje. Vamos falar sobre o fato de que o fim do desenvolvimento egoísta é sentido como uma crise, que um novo mundo global e integral está sendo revelado a nós, tanto do lado da natureza como desastres ambientais e na sociedade humana, o que inevitavelmente se juntou ao quadro de um sistema integral, com o resultado de que agora todos dependem uns do outro.

Tudo isso não é revelado acidentalmente, mas para nos forçar a corrigir a conexão entre nós e para avançarmos para a próxima fase de desenvolvimento. A peculiaridade desta etapa é que ela consiste de duas forças integradas e interligadas: forças de egoísmo na linha de esquerda e forças de doação e amor na linha direita. Assim, vamos construir uma nova relação com o mundo e temos que olhar de forma diferente. Ao melhorar a nós mesmos, corrigimos a família, meio ambiente, educação, cultura, ciência, economia, finanças, e tudo mais. Afinal, somos nós seres humanos que construímos tudo isso e, portanto, mudando a nós mesmos, vamos mudar todos estes sistemas também. Isto será a consequência da nova natureza humana interna que mudou e atingiu o equilíbrio.

Nós vamos distribuir esse conhecimento para as pessoas através de cursos disponíveis para todos. Quinze reuniões de duas a três horas vão abrir os olhos da pessoa para um novo mundo no qual ela se encontra. As reuniões vão expandir os horizontes de uma pessoa, fazer uma ligação entre a história, hoje e amanhã, e irá revelar sua própria natureza e a natureza do mundo. Isso lhe dará uma compreensão do processo evolutivo pelo qual estamos indo.

Tudo vai ser apresentado em um conjunto, incluindo o papel do povo de Israel e das nações do mundo. Ao revelar esta imagem integral, a pessoa vê que tudo está baseado no apoio e responsabilidade mútua. Assim, a ajuda mútua é exigida de cada um e todos, a fim de alcançarmos um mundo “redondo”. Na verdade, esta metodologia não introduz nada de novo, em comparação com a mesma metodologia de Abraão que estabeleceu as bases do povo judeu que nós usamos hoje.

Cursos de responsabilidade mútua rapidamente permitirão que as pessoas possam sentir a situação mudar para melhor, tanto em seus países quanto ao redor do mundo. Os resultados serão vistos dentro de vários meses.

Pergunta: O que deve ser enfatizado: o treinamento em responsabilidade mútua ou mesas redondas?

Resposta: Este é um sistema único: os workshops são parte do programa do curso. A principal coisa é começar a perceber isso, e um resultado positivo não vai deixar você esperando.

De uma Discussão 05/06/12

Tudo É Alcançado Pela Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a nossa conexão se torna a base para a revelação dos níveis espirituais?

Resposta: Cada nível é um mundo que você sente, um mundo que é tecido pela conexão entre todas as almas. A primeira conexão que veio do mundo de Ein Sof (infinito) gradualmente diminuiu até que foi destruída e tornou-se totalmente independente em nosso mundo. Agora, a partir deste ponto, começa a subida nos mesmos níveis de conexão e é a única coisa que você tem que revelar.

A “matéria” das almas é o desejo de receber, e a conexão entre elas é o sistema que nós estudamos. As dez Sefirot, os Partzufim espirituais, são toda a essência dos diferentes métodos de conexão mútua entre as almas.

Em geral, um corpo inteiro é assim formado à medida que subimos à Malchut de Ein Sof, e todas as conexões são 100% doação sem quaisquer obstáculos e deficiências. Então, desaparece toda a resistência na transição entre nós e a conexão é imediatamente cumprida em velocidade infinita. Este é o estado de Ein Sof.

A adesão indica uma única coisa: o que eu tenho num determinado momento, você também tem e vice-versa. Esta comunicação é ilimitada. Ela não se limita ao tempo e à resistência do ego. A “resistência” entre nós desaparece e nossos desejos cooperarem livremente e em toda a sua extensão.

Pergunta: Como isso deve ser expressado nos workshops?

Resposta: Nossa adesão durante os workshops é um esforço: nós queremos nos unir tão fortemente, tanto quanto pudermos imaginar, para que cada um perca o seu sentimento do eu e sintamos um desejo, um pensamento, um todo. Por esses esforços, desde o ponto de união, nós pensamos numa solução para a questão que nos foi dada pelo professor. A solução está dentro da conexão.

Portanto, durante o workshop, nós ansiamos encontrar a resposta através da união. Cada vez que procuramos por uma solução, queremos alcançar a união, sem usar nossa lógica. Afinal, não vamos analisar logicamente as palavras dos Cabalistas.

Sem conexão, não há nenhum sentido em sentar num círculo. Então, para que nós precisamos dele? Para uma conversa intelectual ou um debate científico? Não, a missão é dada apenas para criar uma nova qualidade. Então, sentindo a qualidade coletiva, você encontrará a solução.

O workshop serve apenas para criar um vaso coletivo que pertence a um nível superior. Vamos tentar alcançá-lo com todo o esforço possível, mas se não há nenhuma solução, isso significa que não conseguimos.

Não tem nexo mencionar a conexão enquanto estamos no processo. Ela deve ser o objetivo desde o início. Será que nós podemos vir a um wokshop não para nos conectar, e nesta conexão encontrar o próximo nível ou pelo menos encontrar a solução para a questão que leva a ele?

Da 1a parte da Lição Diária de Cablaá 13/07/12, Escritos do Baal HaSulam

Encontrando Um “Humano”

Dr. Michael LaitmanNo workshop, todos devem verificar constantemente a si mesmos, e os amigos devem se apoiar e lembrar um ao outro este ponto, para que durante o workshop todos sintam o medo de abandonar a conexão. Durante toda a nossa vida, nós devemos nos apegar ao centro do grupo, não só durante a aula ou workshop.

No entanto, a lição ou o workshop é o momento principal para trabalhar no nosso pensamento coletivo, que determina tudo. Aqui, nós precisamos do apoio mútuo, sem palavras, e, ao mesmo tempo, temos que sentir o calor interno. Nós temos que descobrir certo campo coletivo que constantemente nos impele e nos mantém “no ar.” Tudo depende de nós.

É como se você estivesse assinando um contrato com os amigos para que eles constantemente cuidem de você e tenham certeza que você não abandonará este campo com seus pensamentos. Pague-os para que eles cuidem de você. Isso é chamado de “comprar para si um amigo”. Você tem que dar algo ao amigo para que ele esteja motivado a estimulá-lo constantemente.

No entanto, como ele pode estimulá-lo se estamos todos no mesmo nível, e ele precisa de alguém para instigá-lo? Aqui, a providência superior age, sobre o qual está escrito: “o Criador está dentro do Seu povo”.

Se decidirmos que estamos empenhados em estimular um ao outro, o Criador nos impele. Ele nos dá esse poder para que pelo menos alguém do grupo esteja constantemente em contato com a espiritualidade e seja consciente. Isso significa que “o Criador habita entre Seu povo”.

Se há uma conexão, esta é chamada de casa de oração (Beit Knesset), onde o Criador está presente. Como está escrito: “Eu vim para a casa de oração e não encontrei uma única pessoa?”. No entanto, se há uma conexão entre nós, então o Criador virá e encontrará um “humano” nela!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/12, O Estudo das Dez Sefirot

Mudando O Programa Antigo

Dr. Michael LaitmanEu tenho que entender que, nos meus relacionamentos mútuos com os outros, a força positiva está do lado de fora, e a força negativa está dentro de mim. Não é por acaso que está escrito: “O coração do homem é mau desde a sua juventude”.

É uma questão de como percebemos a nós mesmos e o mundo. Naturalmente, nós imaginamos que o mundo é corrupto e que nós somos corrigidos. Nós cuidamos de nós mesmos, pensamos no que é bom para nós, e olhamos para tudo da perspectiva de como usar tudo a nosso favor. Eu constantemente me preocupo somente com uma coisa: “Como posso me sentir melhor”.

Este indicador, este programa interno que está constantemente ativo dentro de nós, é o ego. Este programa concentra todos os meus pensamentos e desejos numa única direção: usar o mundo em meu próprio benefício.

Se eu imaginar que o meu hardware, meu “ferro”, é o ponto de partida, minhas habilidades, meus atributos, o potencial dos meus pensamentos e desejos que estão nele, então o ego é o meu software. Este software de auto-realização foi instalado dentro de mim.

Meus atributos não são bons nem maus, mas o software egoísta que age sobre mim obriga-me a usá-los para meu próprio benefício e, ao mesmo tempo, à custa de outros, pois isso me permite sentir acima daqueles que estão ao meu redor. Este é o nosso ego, a inclinação ao mal. A inclinação em si é o “ferro”, e o mal é o software, a adição.

Agora, eu devo transformar esse software de mal em bem. A inclinação permanece a mesma, mas eu mudo o modo de utilizá-lo. Eu vejo que a perseguição infinita do benefício próprio só me prejudica no final. A inclinação ao mal é ruim para mim, mas, quando eu começo a mudá-lo com a ajuda do ambiente numa boa atitude para com os outros, isso realmente me atrai o bem.

Como isso acontece? Por que me sinto bem quando eu trato bem os outros, e me sinto mal quando  machuco os outros? Porque assim eu me aproximo mais da verdade e começo a sentir que os outros e eu somos a mesma coisa.

É como uma mãe que “se funde” com seu filho. Isso nos une tão estreitamente que nos sentimos como um todo e nos fundimos num novo sistema, inseparável da relação mútua ao deixar de diferenciar o que acontece comigo ou com outra pessoa.

Assim, toda a humanidade se torna uma família. Talvez não imediatamente, mas é um começo, e nós já compreendemos que esta abordagem é totalmente baseada em na psicologia.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12

 

Um Fenômeno Deslumbrante!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Chegou ao meu conhecimento que os Israelenses são muito ligados aos sentimentos. Enquanto que, digamos, na Rússia, uma pessoa está habituada a resolver os problemas com a razão, e quando eu lhe pergunto: “O que é que você sente?”, ela me responde com uma questão: “E o que são sentimentos?”.

Contudo, ao longo do workshop sobre o método integral, que foi realizado para pessoas comuns, eu não tive de explicá-la. Talvez seja um fenômeno da influência do campo integral comum?

Resposta: Eu penso que não é apenas a influência do campo comum. Se você não está lidando com políticos de alto nível, grandes figuras públicas e líderes de todo o tipo, que, pela natureza do seu trabalho, se tornaram tão “encobertos”, então todos os outros podem mudar os sentimentos de forma muito rápida e fácil. Isto pode ser visto nos resultados das mesas redondas.

Mesmo inimigos fervorosos podem se encarar lá, como, por exemplo, representantes árabes dos territórios denominados “ocupados” e estudantes de Tel-Aviv, que são totalmente diferentes, Beduínos de Negev, e por aí fora. Isto é, podem ser professores e logo ao seu lado, os mais recentes repatriados da Etiópia, África. De repente, acontece que a abordagem integral os leva a tal denominador comum que, digamos, depois de 40 minutos de conversa, você já não sente qualquer diferença entre eles.

Esse é um fenômeno deslumbrante! Ele não pode ser explicado por qualquer outra coisa além do fato de que nos movimentamos em direção à coincidência dos interesses comuns com a natureza, que começa a ser revelada dentro de nós no próximo nível; hoje, isso é sentido como indesejado, como uma crise, etc. Na realidade, se nos movemos em direção a isso, ocorre que aqui, em nós, uma nova força emerge, novas oportunidades, uma nova estrutura interna da natureza.

De repente nós saltamos para uma nova plataforma, que se move para algum lugar, e se torna simples e fácil para nós. Baseado em nossos novos interesses comuns, que literalmente criamos em 30-40 minutos, podemos atingir acordos e resolver variadas questões. Nós queremos permanecer neste sentimento. Isso deve ser constantemente cultivado e desenvolvido, e se tornará a coisa mais importante para nossas vidas.

Obviamente, nós precisamos primeiro fornecer condições básicas de vida, comida e abrigo, para todos. Mas, em princípio, isto é o que é materialmente necessário hoje para o homem, como representante do mundo animal; tudo o resto será avaliado do ponto de vista dos interesses comuns. Manter os interesses comuns, a confiança e o apoio comum, a interação, o calor, a segurança, tudo o que o homem inconscientemente sente vindo disso que ele apreendeu nesta conexão, será o mais importante para ele.

Sem arrependimentos, ele irá refutar todo o tipo de excessos, apenas para manter este sentimento e existir nele, viver nele, de forma que lá ele terá tudo que for necessário para a vida, e o mais importante, a percepção de si mesmo num ambiente caloroso, em harmonia. Isto porque aqui ele começa a sentir a revelação de uma força especial, uma qualidade especial. Isto vem da natureza global integral, que hoje começa a nos influenciar desta forma.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 30/5/12

Prepare-se Seriamente Ou Divirta-se, Você Decide!

Dr. Michael LaitmanTudo depende da preparação e há a questão do grupo aqui, pois a conexão é a expressão da aquisição do atributo de doação, a aproximação, a adesão entre aqueles que trabalham juntos e seguem um caminho; é uma expressão de o atributo de amor que eles adquirem.

A unidade entre eles é semelhante à unicidade do Criador, pois se eles querem ser “como um homem em um só coração”, que significa estar mutuamente incorporado em pensamento e desejos, sem quaisquer diferenças entre si, como um sistema integral, eles anseiam se assemelhar ao Criador que é Um.

Assim, eles se preparam, todos eles juntos e cada um por si, para sentir o verdadeiro sabor da refeição que foi preparada pelo Criador.

É por isso que nos foi dado o livre arbítrio em nosso mundo, a fim de nos permitir chegar à refeição dos ímpios ou à refeição dos justos. Você decide se você se prepara a sério, ou se você brinca com os brinquedos!

Nós falamos daqueles que alcançaram a sabedoria da Cabalá. Nós não podemos exigir nada de quem ainda não chegou a ela. Eles simplesmente continuam a sofrer com a crise general que os empurra a se corrigir debaixo. Estas pobres pessoas não entendem o que está acontecendo. Elas esperam a salvação, mas a salvação só pode vir daqueles que se prepararam corretamente para a refeição do rei. Então, através deles, a refeição vai chegar a todos os outros que ainda não começaram a se preparar.

Portanto, todo o nosso trabalho está no grupo, na reciprocidade, “como um homem em um só coração”, como se diz: “Cada homem deve ajudar o seu irmão”, “não faças aos seus amigos o que você odeia”, “Ama o amigo como a ti mesmo” e “Do amor dos seres criados ao amor do Criador”.

Todos estes princípios só podem ser preenchidos através de uma conexão, uma vez que esta é a preparação para a revelação de nosso relacionamento com o Criador, para que Ele seja revelado dentro de nossa preparação, dentro da conexão. Isso significa que o atributo de doação e amor se revela nos vasos que preparamos e corrigimos, a fim de revelar esse atributo de acordo com a lei da equivalência de forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/12, Escritos do Baal HaSulam

A Correção Do Mal: Ir Até o Fim

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve descobrir todo o vaso corrompido do desejo. Mas ela só descobre isso se ela quiser chegar à bondade e doação. Portanto, se a pessoa ainda não começou seu trabalho espiritual e não se conecta com o grupo na esperança de chegar à doação ao Criador, ela não se aproxima da inclinação ao mal.

Portanto, a inclinação ao mal que os Cabalistas falam não existe em nosso mundo. Nossos desejos corporais visam comida, sexo, família e os desejos humanos visam dinheiro, respeito e conhecimento. No seu conjunto isso é chamado de nível “animal”.

Quanto à inclinação ao mal, ela começa num nível mais elevado, se a pessoa está inclinada ao amor, a conexão e a garantia mútua. Se ela age nesse sentido, ela descobre cada vez mais o tamanho da inclinação ao mal. Ao mesmo tempo, a Luz é revelada a ela, que evoca nela o desejo de se corrigir. No final, a pessoa chega a um estado onde não pode suportar o mal e a partir desse ponto ela começa a transformá-lo numa inclinação ao bem.

Há dois níveis aqui: Bina, que significa “doar a fim de doar” (a correção dos 248 desejos) e Keter, que significa “receber a fim de doar” (a correção dos 365 desejos). No final, a pessoa corrige toda inclinação ao mal.

Mas o mal é revelado pela primeira vez quando a pessoa faz as primeiras tentativas de doar. Assim, a inclinação ao mal não é revelada em nosso mundo, ou seja, não na pessoa que não atrai a Luz que Reforma a fim de se corrigir. Todos os discernimentos que são revelados em pessoas comuns não precisam de correção, já que é sua natureza. Seus desejos e atributos não ficam no caminho da verdadeira conexão.

A verdade só está sendo revelada nestes dias. No centro da humanidade há os Cabalistas (os antepassados), e nós, o Bnei Baruch, estamos em torno deles. Todos os outros não anseiam por doação, mas eles vão receber uma “iluminação” de nós e, depois, eles vão entender que há apenas uma forma: a conexão.

A pessoa que tenta formar um sistema de conexão mútua é aquela que descobre a inclinação ao mal, a força de resistência, sua relutância, e o dissabor dessa ideia. Portanto, se a pessoa não descobre a sua conexão com o ambiente, com o grupo, ela não descobre a inclinação ao mal, já que ela só é descoberta naquilo que é contra a quebra entre nós. Assim, é uma grande coisa descobrir toda a matéria da criação, a inclinação ao mal, e só quem avança cada vez mais até o Gmar Tikkun (o fim da correção) pode fazer isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Eu Escolho Vocês, Irmãos!

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa compreende a natureza de seu trabalho, ela começa a tratar o seu ambiente de maneira diferente, porque vê que não tem vontade própria e que tudo vem do Criador. É por isso que ele não permite que ela seja considerada uma criatura.

Ela será chamada de criatura quando se virar para o ambiente e receber o desejo dele. Então esses desejos serão registrados em sua conta.

Ou seja, ela precisa abaixar a cabeça e entender que apenas os desejos que recebe do ambiente são chamados de Shechiná, o lugar para a revelação do Criador, que é chamado Shochen (Morador). É por isso que a inclusão no grupo é totalmente obrigatória para o avanço espiritual.

Diz-se que é necessário amar os amigos: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Afinal de contas, nessa conexão mútua, chamada de amor, a pessoa revela o mundo espiritual, o Criador.

Na verdade, eu não escolho os amigos. Minha escolha vem depois. No início, o Criador me traz ao grupo, e eu não tenho qualquer liberdade aqui. Minha escolha inicia mais tarde, quando eu realmente me conecto com eles e devo responder a pergunta: Por que eu preciso e o que quero receber deles?

Assim, eu avanço, cada vez escolhendo os amigos, porque tenho que ver todos eles como grandes, apesar do fato deles parecerem para mim cada vez mais insignificantes e vazios. Isso significa que eu os escolho, porque agora eu escolho precisamente esses amigos que o Criador me deu para o avanço espiritual.

Desta forma, eu avanço e construo sozinho um novo desejo. Este próprio desejo que recebo do ambiente e no qual quero me tornar semelhante ao Criador, para revelar a força de doação, é chamado de ser humano.

Todo mundo é obrigado a mostrar o seu amor pelo grupo, porque nós temos que apoiar uns aos outros, que é chamado de garantia mútua. Todo mundo se torna uma garantia para o resto, que todos eles terão força o suficiente para revelar a força de doação e atingir equivalência com o Criador. É por isso que eu sou responsável por todos, eu assinei a sua garantia. Sua espiritualidade está em minhas mãos, assim como a minha espiritualidade está em suas mãos. E se um de nós fizer um buraco no barco comum, todos nós vamos nos afogar em nosso egoísmo, nossas intenções egoístas, e não seremos capazes de revelar o Criador.

É por isso que, quanto mais avançamos em direção à revelação do Criador, mais rigorosas e exigentes se tornam as condições. Nós precisamos entender que estamos diante das leis da natureza da Luz e do desejo, e não pode haver compromissos e concessões. Tudo é feito de acordo com as leis das relações entre essas duas forças.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/12, Escritos do Rabash

Eliminando As Diferenças No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a Arvut (garantia mútua) do ponto de vista de uma mulher? Significa o apoio e elevar a importância da meta?

Resposta: Desde que o mundo começou a descobrir a crise geral, não há nenhuma diferença entre homens e mulher quanto a alcançar o mundo superior, no trabalho entre eles. As mulheres também se sentam nos workshops e participam deles como os homens, e elas experimentam os mesmos sentimentos não menos do que eles. Assim, eu não penso que haja qualquer diferença entre homens e mulheres.

Parece-me que tudo isso está gradualmente desaparecendo. Todas as diferenças anteriores se tornarão mais internas. Isto significa que dentro de cada um de nós existem duas linhas, um homem e uma mulher, e nós precisamos juntá-las outra vez numa linha comum, no mesmo Adam (ser humano) que foi criado, não como um homem ou uma mulher, mas como ele incluía ambos no início, entende-se que ambas as naturezas do homem e da mulher agem nele.

Quando o Rabash começou a escrever seus artigos, ele os deu a um grupo de mulheres, e as mulheres leram e discutiram. Isto significa que ele estava preocupado com a forma como elas os perceberiam.

Na época do Rabash, nós tivemos que ampliar o quarto feito especialmente para as mulheres, onde elas estavam presentes e escutavam nossas classes três vezes. Eu estou convencido de que hoje em dia não há nenhum problema com a presença das mulheres em seu apoio e sua participação ativa e igualitária com os homens. Eu pessoalmente não vejo nenhuma diferença especial, e com os anos, veremos cada vez menos. Mas nos locais onde os homens se abraçam e conectam não há lugar para as mulheres, mas isso por causa das perturbações que existem em nós homens.

E se as mesas redondas são dispostas lado a lado, mesmo na mesma sala, ou em duas salas diferentes, é somente para que nós não nos distraiamos no nível corporal, para não nos perturbar. Portanto, não há nenhuma diferença. Eu pessoalmente não sinto interiormente que haja uma diferença. Além disso, eu ouço as respostas das mulheres nos workshops que nós organizamos aos domingos e vejo o quanto elas compreendem a essência e o quanto elas captam tudo que acontece, não menos que os homens. Assim, não há nenhuma necessidade em prestar a atenção nisso.

Nós só precisamos diferenciar as mulheres dos homens em uma coisa. Entrar na organização das mulheres e trabalhar nela é somente para mulheres. Em todas as outras coisas, não deve haver separação.

Da Discussão durante a Refeição em Toronto, 19/06/12