Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

O Colete Salva Vidas Para Aqueles Se Afogando No Mar Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, eu tenho perdido todo o interesse e desejo pela espiritualidade. Eu me afastei do grupo, mas o grupo não se esqueceu de mim e continuou a cuidar de mim com amor constante. É por isso que, apesar de tudo, eu decidi vir para a Convenção em Roma, e fiz um enorme esforço para fazê-lo. E agora aqui, eu sinto vergonha diante dos meus amigos, que mais uma vez me levaram em seus braços, e eu tenho experimentado o amor de meus amigos com uma nova força ao longo destes dois dias. Mas o que eu preciso fazer para me certificar de que não me distanciei novamente após o Congresso? Eu tenho muito medo disso.

Resposta: Eu sinto muito por tudo o que você experimentou. Mas não há outro caminho, exceto aceitar que tudo vem de uma fonte, e nós precisamos ser gratos pelas coisas boas e ruins. Eu sou muito grato por seus amigos que trabalharam tão duro e foram capazes de trazê-lo de volta. Eu espero que, de hoje em diante, todos vocês vejam somente bondade e misericórdia, amor e carinho, que esperam por você.

Mas, ainda assim, não importa o que aconteça, você precisa se agarrar ao grupo com toda a sua força, porque ele é o colete salva-vidas atirado ao mar para aqueles que estão se afogando. Não temos mais nada para agarrar.

E, acredite, vocês ainda vão ver todo o país se agarrando ao seu grupo como se fosse um colete salva-vidas. Assim, tornem-se mais fortes, ajudem uns aos outros, e continuem. Desejo-lhes sucesso!

Da 5ª refeição na Convenção Italiana 30/09/12

A Dança Que Dura A Eternidade

Dr. Michael LaitmanEu estou muito satisfeito por termos começado a compreender a grandeza da força altruísta através da conexão entre nós, porque, em geral, esta é a única oportunidade para dominá-la. Isso acontece quando estamos juntos no grupo e começamos a tentar, de alguma forma, recriar e cultivar o estado de doação, amor e respeito mútuo entre nós. Quando nós estamos em garantia e união mútua, então, gradualmente, começamos a sentir o que esta adesão pode nos dar e como ela é incomum.

Com base na minha prática, eu acho que a coisa mais importante é sentir algo sobrenatural, especial, o que emerge na pessoa. Dentro dela, o sentimento, a propriedade que não lhe era familiar antes, começa a ser formada. Ela sabe que isso só pode existir dentro da conexão com os outros

Então, essa propriedade pode gradualmente desaparecer, como na névoa, esfriar, dissolver, mas a pessoa ainda mantém o registro das informações desse estado, a chamada Reshimo. Ela ainda vai se esforçar por isso, vai saber, entender e lembrar. No entanto, isso não é suficiente; é preciso agitar esta propriedade constantemente e alimentá-la, como qualquer órgão do corpo que cresce, qualquer propriedade, se cuidarmos dela o tempo todo. Se nós a agitarmos repetidamente, ela mostra as suas novas propriedades, novas conexões; não é como costumava ser. Quando a fazemos surgir da obscuridade onde ela estava perdida, nós descobrimos suas novas dimensões.

É por isso que caminhos, graus e estados inexplorados estão diante de nós. E neste caminho, nós certamente veremos muitas vitórias, subidas, decepções, e o que parece perdas. De tudo isso, com o nosso esforço constante, com certo número de workshops e Convenções, vamos chegar a um ponto em que essa força que se manifestará em nós se tornará tão claramente sentida e alcançada por nós, tanto em nosso poder, que iremos controlá-la. Vamos começar a interagir com ela e senti-la como dois parceiros sentem um ao outro na dança.

Essa ação mútua entre a pessoa, a força de doação e a força de recepção (o homem é a linha do meio), é o estado que eu espero sejamos capazes de alcançar na próxima Convenção, e talvez ainda mais cedo. Tudo depende de quão intensamente nós seremos capazes de desenvolver em nós mesmos os estados que temos vivido e não os esqueçamos. Portanto, tudo está diante de nós.

Da Lição Virtual 23/9/12

Quando A Sepultura Fica Cheia

Baal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Na verdade, sabemos que, por essa razão, a Torá não foi dada aos nossos santos pais, Abraão, Isaac e Jacó, mas foi retida até ao êxodo do Egito, quando eles saíram e se tornaram uma nação inteira de 600 mil homens de 20 anos de idade ou mais. Em seguida, a cada membro da nação foi perguntado se ele concordava com esse trabalho exaltado. E uma vez que todos e cada um na nação concordaram com isso no coração e na alma, e disseram: “Faremos e ouviremos”, depois tornou-se possível manter toda a Torá, e o que antes era impossível se tornou possível.

No início todos participam individualmente no grupo e não por vontade própria, mas por obrigação. Vemos que respeitar nossas obrigações para com os nossos amigos é seguir a opção de ser atencioso com todos e seguir o caminho espiritual. Até que ponto uma pessoa entende que seu avanço depende totalmente de sua cooperação mútua e sua conexão com os outros, na elevação acima de seu ego, acima de sua fraqueza e sua preguiça? Será que ele pelo menos procura os poderes da cooperação geral e do trabalho geral?

Se mantivermos essas condições, então, de um conjunto de pessoas comuns forma-se um grupo. Então, como no exílio no Egito, experimentamos diferentes períodos, bons e maus, nós trabalhamos duro e temos que transformá-lo em santo trabalho para o Criador. Aqui tudo depende de quanto as pessoas conseguem identificar o local em que elas possam cumprir a meta.

Não pode haver um êxodo do Egito a menos que encontrem a deficiência em si que lhes permita unir-se mais de perto. Isto porque a saída da escravidão egoísta é dores de parto, quando eu simplesmente tenho que chegar à conexão, quando estou melhor morto do que vivo. Então, eu entendo que eu estou enterrado no meu desejo, em meu ego, como num túmulo. De lá, eu nasço para a Luz, mas só se eu me conectar com outras pessoas. Esta é a única maneira do nascimento poder ter lugar. Então eu alcanço a entrega da Torá, o que significa que eu chego à instrução, o guia, a conexão com os outros.

Não pode haver qualquer outro tipo de trabalho e não pode haver um êxodo do Egito, se eu não gritar que eu quero servir o Criador. É com este desejo que Moisés se vira para o faraó: “Quero trabalhar para o Criador, para me conectar em garantia mútua” Por isso, eu tenho que sair do ego, superá-lo, escapar de Faraó. É uma obrigação, uma vez que o próximo nível é tão desejável, tão necessário, que eu sou como um embrião em desenvolvimento que não pode mais ficar no ventre de sua mãe e deve nascer.

Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “E isto é para Judá”, dizendo que o resgate futuro já está revelado no nível anterior, no exílio. A diferença entre o exílio (Galut – גלות) e redenção (Geula – גאולה) é a letra “Aleph” (א), que simboliza o Criador, o campeão do mundo. O Criador não pode ser revelado no exílio (Galut) uma vez que não pode haver um vaso corrigido aí. É porque você ainda está no seu ego, mas quando você subir acima do seu ego, ele é chamado o êxodo do Egito, e depois de adquirir o primeiro vaso espiritual, então você pode revelar o Criador.

Da 4 ª parte da Lição Diária da Cabala 24/09/12, “Matan Torah (Entrega da Torá)

A Conexão Entre Nós Consiste De Dez Sefirot

Dr. Michael LaitmanNão basta simplesmente se conectar com as centelhas dos nossos amigos. Nós também temos que estudar; o conhecimento vai nos moldar e ensinar como nos conectar com as centelhas. Até agora, não temos ideia de como nos unir, já que não estamos familiarizados com o sistema espiritual. Assim, nós lemos sobre ele, ouvimos e estudamos. Nós aprendemos que temos que nos conectar e formar um sistema que consiste de 10 Sefirot, Partzufim, mundos, Luz Circundante e Luz Direta. Todos estes nomes descrevem a conexão que precisamos alcançar entre nós.

A principal coisa é ajustar-nos para receber ajuda do Alto. Não basta apenas pensar em se conectar com as centelhas dos nossos amigos; nós precisamos de alguém que nos unirá juntos. Nós temos que apelar à força superior para que Ela faça esse trabalho para nós. Nós levamos a nossa conexão quebrada à força superior e reclamamos de nossa incapacidade de nos unir. É semelhante a um bebê chorando que se aproxima de sua mãe e pai com um brinquedo reclamando que não consegue fazer nada porque o brinquedo está quebrado e não funciona mais.

A Luz superior propositalmente quebrou o vínculo entre nós, para que pudéssemos exigir que ele fosse restaurado. Quando alguém apela para a força superior com este pedido, juntamente com seus amigos, isso significa que já está dentro do sistema corrigido. Isso é chamado de “Israel, a Torá e o Criador são um”.

Israel representa todos nós, aqueles que estão orientados “diretamente ao Criador” (Yashar-El). A Torá é a Luz que buscamos a fim de sermos reunidos novamente. Nós estudamos suas ações com os livros. O Criador é a força superior, a fonte da Luz que retorna à benevolência e nos reúne de volta juntos. Isso explica porque isso se chama retornar à fonte do bom estado que existia antes da quebra. É assim que atingimos a correção.

Neste ponto, nós temos que esclarecer numerosas fases, embora tenhamos que entender que a pessoa é totalmente incapaz de fazê-lo por conta própria, porque ela vai sempre tender a trabalhar internamente e presumir que tem poder suficiente e qualidades para apelar ao Criador e gritar para Ele por conta própria.

Mas, eu nunca vou ser capaz de me dirigir ao Criador sem apresentar o vaso quebrado que consiste de pelo menos 10 amigos que querem se reconectar. Eu serei um deles. E se existem amigos que entendem que precisam se conectar, a fim de revelar o Criador, e se eles tentam apelar ao Criador, para que reine a doação e o amor entre eles, isso acontece.

Da Discussão na Refeição em Comemoração ao Rabash, 20/09/12

A Garantia Mútua É A Condição Para O Nosso Nascimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanGraças à garantia mútua a pessoa chega a um estado em que sente que todos a apoiam, a fim de fornecer-lhe tudo o que ela precisa. Em seguida, ela pode pensar nos outros. É somente sob esta condição que ela se eleva acima de seu ego.

Não há outras forças. O ego é a única força que nos domina e apenas num grupo podemos neutralizá-lo.

Se o grupo não neutralizar e anular o meu ego, eu nunca serei capaz de fazer isso sozinho. Eu serei sepultado nele para sempre e não poderei nascer, sair dele. A garantia mútua é a lei da vida para mim, é a condição prévia para o meu nascimento espiritual.

A menos que eu receba do grupo o sentimento seguro de proteção integral e de provisão de tudo o que preciso, eu não serei capaz de elevar-me acima de mim. Na verdade, é a garantia mútua que dá nascimento a este sentimento em mim, e não depende mais de mim. Se os amigos me influenciarem por sua garantia mútua, eu não vou parar de pensar neles de forma alguma. É assim que funciona.

É como um bebê nos braços de sua mãe, que sente que não tem problemas. Ele se sente instintivamente seguro, e que será suprido com tudo o que precisa. Assim é como eu devo me sentir, como um bebê nos braços do grupo, que sente que todos os seus problemas sumiram, todos os pensamentos, ansiedades e perguntas.

Não há nada que esteja conectado a mim; é como se eu estivesse flutuando no ar. A partir de agora eu posso começar a pensar nos outros.

Nós estamos falando de leis imutáveis, de forças que atuam sobre nós. Não é minha fantasia ou um palpite. Se a força da garantia mútua age em mim, eu me desapego, e não faz nenhuma diferença se eu quero ou não. Se os amigos agem em mim com esta força, eu estou livre da dominação do ego. A partir desse instante eu posso pensar nos outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

O Amor Não É O Que Nós Pensamos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”: É porque, na verdade, com relação a uma pessoa que ainda está dentro da natureza da Criação, não há diferença entre o amor por Deus e o amor por seu companheiro. Isto é porque qualquer coisa que não seja ele é irreal para ele.

Eu não posso sentir os outros. Eu os sinto na medida em que dependo deles. Em outras palavras, eu realmente não sinto os outros, mas sinto minha dependência deles, o quanto eu posso perder se algo acontecer com eles.

Esta é a única maneira de calcular tudo. Mesmo a mãe sente o quanto ela pode perder se o bebê tiver algum problema. Esta é a escala que chamamos de “amor”.

“Eu te amo” significa que eu dependo de você. Então, não é de forma alguma o amor espiritual, mas o amor corporal. Eu gosto de alguém e temo que algo possa acontecer com ele, pois, caso contrário, eu vou sofrer. Eu amo alguém com quem me sinto bem. Ele pode ser o meu filho que me dá prazer.

Nós, porém, estamos falando de algo que é totalmente diferente: sobre como, do amor pelas criaturas, chegamos ao amor pelo Criador. Apesar de usarmos o exemplo do amor de uma mãe em nosso mundo, nós não sabemos realmente o que significa o amor no nível “humano”.

Nós temos que desenvolver um tipo totalmente novo de amor. A palavra em si é enganosa, e nós temos que ter o cuidado de não cometer erros. Trata-se de uma relação e de um discernimento totalmente diferente, sobre a doação que vai de mim para fora, para alguém que está fora de meus sentimentos.

Hoje, eu sinto todos. Eu sinto o que está acontecendo no mundo, e é apenas de acordo com o cálculo de ganhar ou o medo de perder. O desejo de receber está à procura de fontes de prazer e fica longe do que possa prejudicá-lo.

Estas são as únicas coisas que entram em mim, mas eu não sinto nada, isso não faz parte do meu prazer ou sofrimento. Isto porque o meu “material sensível” é o desejo de desfrutar. É a Masach (tela) onde as imagens da minha realidade são refletidas. Em tal exibição, eu só posso ver coisas que estão dentro da faixa de meu interesse, o que poderia me trazer benefício próprio ou dor e sofrimento.

Há coisas que eu não sinto, porque não me causam prazer ou dor, como diferentes campos, ondas, raios-X, e assim por diante. À medida que nos desenvolvemos, nós reconhecemos mais coisas a que devemos prestar atenção, porque elas podem ser benéficas ou prejudiciais.

É o mesmo quando se trata do amor dos amigos. Nós não sabemos o que significa e não o sentimos em nossos sentidos. Com o que podemos compará-lo? É ruim quando você é amado? Não é o amor dos amigos em relação a mim, mas meu amor para com eles, quando eu me entrego totalmente a eles, cuido deles, me preocupar com eles, os ajudo, e doo a eles.

Quem precisa de tal amor em nosso mundo? Se eles me amassem e me servissem, seria outra questão: “Eu estou pronto para receber o seu amor. Vá em frente; quem é o primeiro?”.

No entanto, nós estamos falando de uma transição para o nível do amor ao Criador, da garantia mútua. O objetivo da criação é amar ao amigo (próximo). Através disso, nós podemos desfrutar a doação, mas só a doação a fim de não desfrutar. Nós estamos doando contra o desejo, superando-o.

Portanto, nós devemos prestar um pouco mais de atenção no sentido correto do nosso trabalho em grupo. É impossível interpretá-lo de acordo com as imagens em nosso mundo. Proximidade, amor e conexão são conceitos que existem acima da superação, acima da Machsom (barreira). Até então, eu não vou superar nada, mas estou simplesmente passando pelo período de preparação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, “Matan Torá (Entrega da Torá)”

Mover-Se De Um Ataque Para Uma Guerra Diária

Dr. Michael LaitmanÉ muito importante participar das Convenções e reuniões que temos, já que este ataque realmente avança a pessoa e lhe permite chegar mais perto e se conectar a outros.

Há pessoas que ainda acham muito difícil sentar-se com outros, e elas contam as horas até que tudo isto finalmente acabe e elas possam ir para casa. Mas é importante sentir até mesmo tais situações profundamente, já vez que é uma boa forma de aprender. Nós devemos apenas tentar não ficar presos neste estado por um longo tempo e avançar o mais rapidamente possível. Tudo é determinado de acordo com a forma como você se subjuga diante do ambiente.

Não devemos pensar que estamos avançando apenas durante esses ataques, quando estamos sob a influência do poderoso ambiente, subjugando-nos diante dele, já que não temos escolha. É possível avançar ainda mais rápido durante a lição diária habitual. Em cada lição uma luz muito forte nos é revelada, ainda mais forte do que durante a Convenção.

A questão toda é que durante a lição nós não conseguimos manter a mesma nitidez dos sentidos e a devoção na mesma intensidade. Durante as Convenções, as ações especiais, as condições especiais e a sensação do ataque, nos influenciam. Durante a lição é uma guerra contínua.

Nós temos que construir o poder durante a Convenção, o poder que atingimos durante o ataque, mas depois temos que cumpri-lo no dia a dia e entender que estas são as verdadeiras condições da guerra. Durante a lição nós estamos numa guerra diária, até que, finalmente, chegamos à verdadeira oração.

Eu tenho que constantemente examinar a mim mesmo e constantemente manter as três condições da oração. Não há nada, exceto uma oração, um pedido, que inclui a sensação de como o Criador é grande, uma autoanálise para saber se eu fiz tudo que foi possível, e se estou realmente dedicado à meta com toda a minha alma e a valorizo mais que a própria vida. A fim de fazer isso eu tenho que constantemente examinar a mim mesmo, já que tudo que está conectado é a essência da minha atitude para com o superior, o nível superior, o sistema unificado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Shamati # 209

Para Cima No Balão Da Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanNós ainda não somos capazes de prover um ao outro com a força constante da garantia mútua, e às vezes entramos nesta condição e depois saímos dela. No entanto, nós devemos tentar minimizar o estado de saída, aqueles momentos em que voltamos a ficar preocupados conosco mesmos e nos afogamos no desejo de desfrutar. Tentem sair desse estado rapidamente, e encontrar apoio que os ajudarão a superar as preocupações convosco mesmos.

Cuidar de si mesmo parece bastante justo e justificado para nós. Nós nos sentimos inseguros e incertos sobre a recepção de nossas necessidades. No entanto, acima desse sentimento, deve haver a força da confiança chamada força da fé, a força de doação.

Talvez, a pessoa se encontre em situações muito perigosas e assustadoras. Elas não devem ser encobertas. Em vez disso, a pessoa deve exigir a força de cobertura acima delas de si mesma, do grupo, e do Criador para que não haja um vazio que precise ser preenchido com as necessidades e as coisas além do necessário, e a pessoa constrói esta cobertura, a tela, acima deste sentimento de falta e de vazio.

Ela deveria tentar fazer isso o mais rápido possível, nessas situações, nesses momentos da vida, quando a força da garantia mútua, a proteção, desaparece. Nós podemos mostrar a nossa dedicação à meta nesses momentos.

Nós não somos responsáveis pelos momentos de descida, e você não deve se arrepender que caiu, perdeu a confiança e a fé na doação e na garantia mútua. O Criador constrói novos vazios em nós, porque nenhum momento é igual ao outro.

Nós devemos dar graças que, agora, acima de seus sentimentos de insegurança, você pode construir uma conexão e doação ainda maior para fortalecer estes conceitos, de modo que eles se tornem telas fortes e protetoras para nós. A correção final significa preencher todos os momentos de descida, todos os espaços vazios que se abrem devido à revelação de um maior egoísmo, com a força da garantia mútua e confiança proveniente da doação, da adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Uma Conexão Mais Estreita!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos usar a lição, a fim de reforçar a conexão entre nós? Como podemos entrar no canal que você abre e manter um ao outro?

Resposta: Nós temos que sentir que estamos mutuamente conectados um ao outro. Se vocês não sentirem que estamos conectados em nossos corações um pouco mais hoje do que estávamos há dois dias, então vocês não alcançaram nada na Convenção. Este é o indicador de sucesso da Convenção. Nós sentimos a conexão um pouco mais, o calor e a proximidade entre nós; nós atravessamos determinado processo, experimentamos determinado evento que nos conectou e criou um entendimento, sentimento, ação, energia, investimento comum, e um conhecimento geral do que nós tivemos. Tudo isso construiu uma conexão e agora o sentimento de conexão tem que desenvolver.

Nós temos que sentir isso, especialmente durante as lições, uma vez que durante a lição nós realmente desenvolvemos mais profundamente as nossas conexões, e então eu tenho que manter o que sinto dentro de mim e, assim, avançar. Passo a passo, de lição em lição, de um dia para o outro, eu tenho que sentir, assim como faço agora, depois de ter me aproximado um pouco do outro após a Convenção.

Isso não é sentido na mente nem no coração, mas no sentimento de conexão, à medida que nós nos aproximamos um do outro. Um pouco mais desses esforços e vamos começar a sentir fenômenos diferentes entre nós – que algo está começando a se mover, a se agitar dentro, e este já é o embrião espiritual.

Assim, nós devemos desejar que todos os nossos desejos e pensamentos girem em torno disso e eles farão parte de nossa conexão mútua. Este é o chamado “centro do grupo,” o sentimento coletivo que é construído por ações similares.

É impossível realizar Convenções diárias, isso não é bom; nós imediatamente sentiríamos que é inútil. Mas nós temos que renovar nossas conexões durante a lição matinal. Naturalmente, haverá ainda os problemas diários, as dificuldades e o endurecimento do coração, como de costume. Mas é isso que nós temos que fazer: Nós temos que verificar diariamente e avaliar o ponto da nossa conexão e com ela avançar.

Eu acho que hoje isso deve ficar mais claro para todos do que era antes.

Pergunta: A lição matinal é um trabalho em grupo?

Resposta: Sim. Nós Sabemos isso dos alunos do Rabi Shimon, que também vieram para a lição matinal e descobriram a conexão mútua entre eles e escreveram sobre ela no Livro do Zohar. Primeiro, eles sentiram o mal entre eles, o ódio, um fogo que arde entre eles; eles não podiam olhar um para o outro ou se conectar. Em seguida, eles superaram esse estado e alcançaram a conexão: amor, união, reciprocidade, e descreveram estes níveis em seu livro. É assim que o Livro do Zohar foi criado.

Não há nada mais exceto a proximidade entre as pessoas, quando esclarecemos e descobrir entre nós os níveis e os tipos de conexão. Este é o mundo espiritual. Se em vez de receber, em vez do desejo de ganhar um do outro, chegamos à doação, quando todo mundo quer dar aos outros, então o mundo corporal muda para o mundo espiritual e lá nós encontramos a realidade transcendental.

Nós devemos entender que apenas nessa direção é que vamos descobrir as fontes e compreender como foi descrito pelos Cabalistas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Perguntas e Respostas

Do Egoísmo Ao Amor É Uma Parada Ascendente

Dr. Michael LaitmanO único meio para o avanço espiritual é trabalhando no grupo, graças ao qual nós esclarecemos se queremos nos conectar um com os outros. No final, nós descobrimos que não podemos nos conectar, nem sequer queremos, e rejeitamos totalmente a conexão mútua.

Toda a nossa natureza se revolta contra tal conexão. Nós estamos prontos para tolerar qualquer coisa, exceto isso. Há relações que nós apreciamos e queremos, mas a conexão com os amigos, uma conexão mútua onde cada indivíduo serve o geral, o nosso coração nunca vai concordar com isso.

Somente tal relação mútua é chamada de “conexão”, onde cada um é como um componente num circuito elétrico, ou num motor. Assim, em cada sistema integral, cada componente é parte do sistema e tem que realizar o seu trabalho e manter suas obrigações para com as outras partes.

A fim de fazer isso, é preciso anular o ego. As pessoas cujo ego não é tão desenvolvido estão prontas para estar com as outras, e é fácil para elas estar próximas, sentir as outras, ser amigas. No entanto, quanto mais a pessoa se desenvolve, mais o seu ego cresce e mais difícil ela acha se conectar com as outras. Afinal, ela não sente que tem amigos.

Antigamente, mesmo algumas décadas atrás, as pessoas se sentiam perto umas das outras, mas hoje todo mundo vive por si. Nós nem percebemos como todos estão fechados em seu nicho. Nós nos escondemos atrás da tela do computador e chamamos isto de relacionamento. Sentimo-nos melhor assim, mais confortáveis! Toda a humanidade é assim agora.

Existem diferentes métodos para fazer as pessoas se conectarem, que se baseiam principalmente no nazismo, fascismo e fundamentalismo. Esses métodos são destinados a despertar o sentimento de solidariedade nas massas. Em certa medida, eles impedem seus desenvolvimentos psicológicos e por isso é mais fácil de manipulá-las.

Porém, no desenvolvimento espiritual há duas abordagens opostas que estão integradas. Por um lado, a pessoa tem que ser muito desenvolvida, um grande individualista. Cada um deve sentir que está totalmente isolado e que não pertence a mais ninguém. Isso é tão importante que parece como se ele não pertencesse a este mundo.

Por outro lado, nós somos obrigados a nos conectar de forma tão poderosa que todos devem se anular totalmente contra seu desejo de anular os outros. É a exigência mais irreal que pode existir em nosso mundo, e é contra a tendência do desenvolvimento humano. Afinal, à medida que o ego se desenvolve as pessoas se tornam cada vez mais distante uma das outras. Todo mundo se afasta dos outros e se escondem atrás de seu computador, seu celular, ou em casa.

Todo mundo vive no nicho que criou para si mesmo. De repente, ele é obrigado a fazer o contrário: deixar seu nicho e se conectar em seu coração e alma. Aliás, nós temos que fazer isso não por sermos forçados, mas querendo isto por nós mesmos! Afinal de contas, nós descobrimos que essa unidade é o valor mais alto.

Não há nenhuma vantagem nisto, mas este é o lugar onde está a verdade. Por isso, é muito difícil abordar os valores de doação e amor, se internamente em nossos sentimentos, não encontramos uma justificativa para isso.

Mas este é o princípio segundo o qual o mundo espiritual funciona! Para adquirir estes valores, que são totalmente opostos aos nossos valores atuais, nós temos que recrutar a ajuda da força superior. Assim, ela irá nos influenciar e nos mudar.

Nós temos que pedir isso durante o estudo. Afinal, nós estudamos as ações que ocorrem num nível mais alto – ações de doação, de amor e conexão – trabalhando nos sistemas das almas. Não se trata de um sistema mecânico sem emoção, mas um sistema vivo no qual a mente e os sentimentos agem de acordo com a lei da garantia mútua.

Nós estudamos as relações entre os nossos desejos, que estão em doação mútua, e queremos nos assemelhar a eles, o que significa estudá-los, conectar a eles e entrar no mesmo estado. Assim, somos atraídos a este estado e estimulamos a influência da força chamada “Luz que Reforma”.

Nós temos que pensar e estudar esses estados superiores, sobre como nossos desejos egoístas agem com lealdade na doação mútua.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/12, O Zohar