Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Perder-Se A Fim De Encontrar

Dr. Michael LaitmanA pessoa passa por várias fases antes de chegar a sua primeira correção espiritual, a equivalência de forma com o Criador. A palavra “lugar” é frequentemente usada em referência ao Criador. Por que o Criador é chamado de “lugar”?

Um lugar é um desejo. Um lugar que recebeu o atributo de doação é, na verdade, a imagem do Criador. Assim, todas as intenções, todo o trabalho de uma pessoa, devem ser destinados ao mesmo lugar: a fim de corrigir os seus desejos para que eles sejam a fim de doar. A imagem do Criador que é revelada no lugar corrigido, ou seja, nos vasos corrigidos, já é o resultado da influência das duas linhas.

A primeira fase da correção de uma pessoa é quando ela para de pensar em si mesma e já começa a entender e sentir que a correção é cumprida apenas através da conexão. A pessoa já entende que deve estar num grupo que é considerado um no que diz respeito ao Criador. Aos poucos, ela entende o conceito de conexão e não se vê como uma parte separada do grupo, como sendo cortada do geral. Como está escrito: “… porque eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel”.

Graças ao seu trabalho no grupo, a fim de alcançar a garantia mútua, os pensamentos dos amigos e a influência da Luz que é atraída por nossos esforços coletivos, a pessoa chega a esse estado quando começa a olhar para tudo do centro da grupo. Então, ela sente um novo endurecimento do coração, e deve chegar ao “lugar” repetidamente. Depois de um tempo, ela entende que sofreu uma mudança que antes não parecia importante. A opinião pública, o estado do grupo, torna-se muito caro para ela.

As pessoas do grupo se tornam importantes e queridas para ela, e ela começa a se preocupar com elas mais do que com seus próprios filhos. É porque ela sente a família no nível corporal, físico, enquanto sente os amigos no nível espiritual. Ela entende que tem a obrigação com sua família, mas começa a entrar plenamente nos corações dos amigos, quer viver lá, e garantir-lhes tudo de melhor. No final, o estado dos amigos determina e impõe todos os seus pensamentos e ações, e determina com o que ela se preocupa, como uma mãe que só se preocupa com seu bebê, e tudo o que ela faz é para ele. É assim que a pessoa começa a tratar o seu grupo.

Gradualmente, o conceito do Criador é esclarecido no grupo de acordo com os esforços da pessoa em organizar e retratar o vaso geral, o lugar corrigido, um só coração e mente geral, e a dor que ela sente no momento, pois ela não pode chegar a tal unidade, e de acordo com tais esforços, a imagem do Criador começa a ficar clara para ela neste grupo unificado.

A Luz Circundante a influencia através do seu desejo pelo centro do grupo, pelo desejo de ver que todo mundo está corrigido e aguardando o Criador, que é revelado de acordo com os esforços da pessoa no grupo. Assim, ela se aproxima do Criador através do grupo.

No momento, nós não entendemos como uma pessoa pode se perder no grupo e, ao mesmo tempo, sentir que ela existe, age e opera. Do ponto de vista do seu ego, o seu eu desaparece totalmente, mas, da perspectiva da doação, ele realmente cresce até que a pessoa se eleva ao nível do Criador, que é revelado no grupo. Baal HaSualm diz: “É natural que, quando a Luz do geral ilumina, o individual é anulado no que diz respeito ao seu próprio eu e não sente a si mesmo”, mas sente o geral e o Criador nele!

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/01/14

Meu Coração Está Nas Mãos Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanNa ideia da intenção, o princípio, “Cada um vai ajudar o seu amigo”, está ativo. Pois, “Um prisioneiro não pode se libertar da prisão”, mas apenas os amigos podem tirá-lo. O apoio dos amigos é chamado de “Arvut”, e se ele for encontrado, mesmo por um momento,  não vou esquecer a intenção e meu coração estará sempre aberto na direção certa.

Eu não estou preparado para fazer isso por mim mesmo, mas só com os amigos. Meu coração se encontra nas mãos dos seus amigos, e só eles podem dirigi-lo ao Criador, que se encontra no centro do grupo. Portanto, eu dependo deles completamente. Como eu devo compensá-los em troca de um trabalho como esse? Eu os compenso com a mesma moeda, ou seja, de forma idêntica eu penso neles, estou preocupado com suas intenções. Nenhum deles é capaz de fazer isso sozinho, e cada um também requer a ajuda dos amigos.

Se pensarmos juntos e estivermos preocupados que a intenção correta não cesse nos outros, que seus corações permaneçam sempre abertos e prontos para a descoberta do Criador no centro do grupo, com isso, nós garantimos a mesma preocupação e o mesmo tratamento dos outros. No final, eu vou descobrir que todo mundo já está no estado final corrigido e eu não via isso com meus olhos corrompidos, como está escrito: “Todo aquele que rejeita algo, o faz com suas próprias falhas”. E se eu me dirigir corretamente em relação ao trabalho com os amigos, doando a eles, vou descobrir a sua doação para mim.

Isso significa que todo o trabalho que eu faço em mim mesmo, eu faço através de um trabalho sobre os outros. Nesse meio tempo eu faço isso por motivos egoístas (Lo Lishma), onde estou direcionado para me corrigir desta forma. Mas, apesar de tudo, isso já está sendo feito no sentido correto: de mim mesmo para fora. De Lo Lishma nós chegamos à Lishma, à doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/14, Workshop

Eu – Nós – Um

Dr. Michael LaitmanSe nós ansiamos em atingir o estado de Arvut, nós devemos de certa forma retratar essa meta como um estado geral em que estamos conectados, a fim de descrever para nós mesmos o que significa estar “juntos”. Foi assim que chegamos ao conceito de “centro do grupo”, a unidade que é produzida entre nós e é estabelecida como o nosso bem comum.

Nós nos tornamos parceiros na construção desta comunhão de “Casa, Kli e vaso”. Cada um deve trazer a parte mais essencial e valiosa de seu coração, o “ponto no coração”, e, portanto, a partir de dez “pontos no coração”, nós construímos este Kli. De “Eu” + “Eu” + “Eu” + “Eu” que estão conectados entre si, surge o “Nós”. Depois disso, este “Nós” também se derrete e se torna “um”.

Este é um problema psicológico. Nesse meio tempo, nós não sentimos ou entendemos como isso é possível, mas é assim que acontece. Certamente tudo é realizado apenas através da influência da Luz, mas de acordo com os nossos esforços. Então nós chegamos ao conceito de “bola de framboesa”. Este não é um termo Cabalístico, mas é como estamos chamando-o. Como crianças que estão jogando bola, é assim que, nesse meio tempo, vamos jogar com a unidade.

Desta forma, nós chegamos à terceira seção no caminho, a bola de framboesa, e é preciso esclarecer o que é isso. Uma bola de framboesa é a nossa unidade, a conexão entre nós, dentro da qual todos desaparecem. Cada um sai do seu “eu” para todos nós, e depois este “todos nós” torna-se um.

Esquecer-se de si mesmo e se conectar em conjunto também é possível na vida regular, como equipes esportivas, grupos de criminosos, ou piratas. Isto é muito fácil quando todo mundo tem um objetivo egoísta comum: roubar um banco ou navegar num submarino. Houve um incidente em que um submarino começou a afundar e parte da tripulação poderia ter escapado. Mas quando souberam que a outra metade não seria capaz de sair do submarino, eles voltaram porque não podiam abandonar seus amigos, e se afogaram com eles. Este trabalho especial que eles tomaram para si possibilitou que pudessem entender como seria possível viver sem o outro. A conexão se tornou mais cara para eles do que a vida. Mas isso ainda é uma abordagem egoísta no âmbito deste mundo, embora este fosse um ato muito especial.

A bola de framboesa é especial porque nós precisamos entender como nos conectar. Nós ainda estamos aprendendo a nos unir. Entretanto, estas são tentativas e não ações práticas, apesar de sermos completamente sérios sobre como trabalhar com elas.

Isso é educação. Após isso, nós devemos estabelecer esse conhecimento para os nossos alunos nos cursos integrais e explicar o que está acontecendo conosco e com toda a humanidade e o que deve acontecer se quisermos que a nossa evolução contínua avance em um bom caminho, no caminho do “Eu vou apressá-la”. Se não, nós temos que avançar pelo caminho do sofrimento pelas mesmas etapas, mas em total confusão, sem compreender o nosso desenvolvimento e sem sentir nada, exceto o mal.

Imagine a imensa diferença no avanço através de explicações, ajuda mútua e a influência da Luz, ou escapar dos golpes; quanto sofrimento vamos passar! A diferença entre o caminho do sofrimento e o caminho da Luz é imensa.

Portanto, a primeira etapa é entender o Arvut (garantia mútua). A segunda etapa é do que ele é composto. A terceira etapa é a bola framboesa: como a partir do conceito de “Nós”, nos tornamos “Um”. Isso é possível com a condição de que dentro desta unidade, nós começamos a sentir o Criador, a entendê-Lo. A sensação de que estamos à procura Dele juntos, como uma tropa de elite, nos leva à verdadeira unidade, a um todo perfeito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção

Nove Passos Para A Descoberta Espiritual

Dr. Michael LaitmanNossa meta é chegar à equivalência e harmonia com a Luz, em outras palavras, chegar ao fim da correção, ao amor eterno e à doação. Este estado requer a nossa consciência e a elevação a todas as características necessárias, a fim de entender o que nos falta para nos equivalermos à Luz, que mudanças internas devemos passar.

Isto é, todo o nosso trabalho é entender o que eu estou sentindo agora e o que estaria sentindo no estado corrigido. Em cada estado, eu devo reagir como a Luz.

A cada momento da minha vida, eu devo desejar o equilíbrio com ela, ou seja, a equivalência de forma. Para isso, primeiro é necessário estar consciente das propriedades da Luz. No entanto, nesse meio tempo, nós estamos em ocultação e não sentimos a Luz. Enquanto não chegamos à equivalência de forma com ela, como eu posso me assemelhar à Luz, se eu não a sinto?

Aqui, uma condição nos salva, que foi criada especialmente para nós: este mundo. É um milagre que não existe em nenhum dos outros mundos. Aqui, neste mundo, mesmo que eu esteja na quebra completa, totalmente oposto à Luz, apesar de tudo, eu tenho a possibilidade de descobrir os desejos que, como eu, estão à procura de equivalência com a Luz. Assim como eu, eles recebem essa aspiração do Alto, esta gota de sêmen, este “ponto no coração”, sem o qual essa aspiração não seria despertada.

A partir deste ponto, nós já podemos começar com ações similares às da Luz. Ou seja, quando interagimos uns com os outros, podemos criar a partir de nós mesmos um exemplo do que se chama a ação da Luz: doação, amor, ajuda mútua, cooperação mútua e despertar. Nós temos a oportunidade de fazer essas ações que a Luz faz conosco para aquecer uns aos outros um pouco, para agitar, ou seja, para despertar o desejo e a inveja num amigo.

Em vez da Luz, do Criador, nós temos o grupo. O Criador leva a pessoa à boa sorte e diz: “Pegue!” Em outras palavras, Ele a leva a um laboratório, coloca-a no modelo através do qual podemos avançar com a ajuda dos amigos, apesar do nosso estado quebrado, arruinado. O Criador nos leva até eles, e agora você começa a agir!

Tudo o resto depende de você, da maneira com a qual você faz o trabalho e se relaciona com o grupo como com o Criador que doa a você. Quando você começar o diálogo, o trabalho recíproco com o grupo, você vai esclarecer como o grupo influencia você e você influencia o grupo. Então, é possível subir em conjunto.

Portanto, nós temos que chegar a um estado chamado Arvut (garantia mútua), que obriga a ajuda mútua e a influência mútua por todos a cada membro do grupo. Nós nos apresentamos diante de cada amigo como a doação da Luz, do Criador sobre ele, e ele deve reagir a nós como uma criatura que quer se corrigir e se assemelhar à Luz.

Em outras palavras, cada um quer se identificar com o grupo, estar conectado, aderir a ele, para se tornar um homem com um coração, com uma só mente. Ou seja, eu tenho que me fundir nos amigos para que absolutamente nada seja deixado de mim. Eu quero mergulhar no grupo. Isso é o que cada um deve fazer, e com isso, todo mundo está ajudando a todos.

Como resultado disto, após a última gota de esforço, nós realmente nos tornamos um homem com um coração. Essa gota é como o último pedaço que comemos numa refeição, e depois dele vem a saciedade, e nós sentimos que estamos cheios. Desta forma, nós completamos um HaVaYaH completo, dez Sefirot. Você vê, apenas a última fase, Malchut de Malchut, sente, entende e sabe com quem está lidando, por que e como deve se comportar, como é construída, como o Criador é construído, e que o deve ser feito em resposta se recebe tudo Dele: a Luz e o desejo.

Portanto, Arvut é a primeira fase – conexão num único todo – e parece que não há nada mais a fazer. No entanto, nós entendemos que, por enquanto, estas são apenas palavras, como se diz, “o fim da ação está no pensamento inicial”. Em pensamentos, nós já queremos chegar ao resultado final, mas você deve ir por uma via que pode ser longa. Você vê, eu devo construir a mim mesmo, e só então vou reconhecer o Criador.

Tudo é criado de cima de uma forma perfeita, mas a criatura deve atingir essa perfeição, estar ciente do Criador, tornar-se como Ele, compreendê-Lo em toda sua profundidade, e se assemelhar a Ele em todas as suas ações. Você vê, se o estado da criatura é inferior à equivalência completa com o Criador, não se considera que o Criador tem sido benéfico com ela.

Nós temos que passar por todas essas etapas, e enquanto não tivermos terminado a fase anterior, não podemos passar para a próxima fase. Portanto, desde o início, nós estamos falando sobre a Arvut, sobre alcançar equivalência de forma com o Criador, sobre a harmonia com a natureza: realizar a cópula, abraçar, beijar, todas as expressões de equivalência de forma com o Criador, e, apesar de tudo, estas são ainda palavras, e agora nós começamos a construir este estado, ou seja, entramos na segunda fase em diante. Em geral, é possível descobrir as nove etapas no caminho para a descoberta espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

A Cabeça De Uma Pessoa Controla O Seu Corpo

Dr. Michael LaitmanO trabalho de uma pessoa com o grupo pretende manter a conexão com os amigos, mesmo que ela se afaste deles fisicamente, quando vai trabalhar ou quando vai para casa. Eu não deveria romper com eles, mesmo quando estou em estados difíceis, não só cansado ou com indiferença, mas mesmo quando sinto ódio e repulsa.

A Luz Superior joga comigo, enquanto eu tenho que dividir-me em duas partes. A primeira parte é tudo o que eu sinto, já que todos esses sentimentos vêm da Luz em meu desejo. A segunda metade determina o que devo fazer, ela me controla.

É como se eu tivesse dois papéis. O primeiro papel é o de sentir tão profundamente quanto puder os estados que a Luz me traz. O segundo papel é controlar o meu sentimento e entender de onde ele vem, o que ele faz e como devo mudá-lo, a fim de avançar para o estado desejado.

Eu tenho que ser um perito, examinando, esclarecendo e verificando-me, para me dirigir à meta. Mais tarde, esses dois discernimentos se fundem e, assim, tornam-se o corpo (Guf) e a cabeça (Rosh) do Partzuf espiritual. A cabeça determina o que acontece no corpo e como ele deve funcionar, mas só se esta parte, o meu especialista, tiver o controle sobre a outra parte, sobre o desejo.

Nesse meio tempo eu tento existir nestes dois papéis e ver-me constantemente de fora, esclarecendo o que a Luz faz comigo, como eu mudo, como devo mudar, e como devo reagir a cada estado.

Eu estou constantemente me avaliando a partir deste sistema de controle. Eu mudo ao me tornar mais independente do meu sentimento, dos discernimentos em meu desejo. Eu tento fazer o meu melhor para não me identificar com o desejo e para me elevar acima dele. Isto significa que a minha “cabeça” está acima do “corpo”.

Esta é a função da segunda fase ao longo do caminho do nosso progresso espiritual. Eu espero chegar a um estado em que sinto que todos os desejos e inclinações que são criados em mim pela Luz são bons, embora eu não os sinta dessa forma e não veja que são importantes, uma vez que tudo está quebrado. Mas eles são bons e benéficos para o meu avanço e essenciais ao longo do caminho: eu tenho que corrigi-los gradualmente, um por um, coletá-los à uma meta, à adesão ao Criador, uma vez que são partes da minha alma.

Então, eu me examino como um avaliador que vê todas as corrupções em mim, e fico contente com isso, uma vez que apenas corrigindo-as eu posso avançar. Se eu descobrir mais corrupções, é um sinal de que estou avançando bem, já que revelei deficiências tão grandes que deveria fazer alguma coisa. Isto significa que, por um lado, este problema pode ocupar todos os meus pensamentos e todo o meu coração. Eu me encontro numa situação terrível e não sei o que fazer. Os problemas são tão grandes que a minha cabeça explode por causa da horrível tensão.

Mas, por outro lado, eu deveria saber que este estado inteiro foi enviado a mim pelo Criador para que eu só posso resolver todos estes problemas na conexão com Ele e com a meta. A solução para o problema começa quando a meta se torna mais importante do que o problema.

Se é assim que eu vejo essas duas abordagens, então eu não me importo com o que acontece comigo: minha meta é ser corrigido e me assemelhar ao Criador em doação, amor e adesão, que são mais importantes para mim do que o meu estado pessoal. Assim eu resolvo cada estado. Se eu me coloco acima do estado, este geralmente não precisa mais de uma solução. Eu vejo que não preciso de mais nada, “tudo é resolvido no pensamento”. No que diz respeito ao nosso estado, isso significa que cada estado é menos importante do que a nossa garantia mútua, uma vez que a garantia mútua é a meta que temos que alcançar na conexão entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

A Zona Neutra

Pergunta: Conexão é alcançada pela anulação total de cada indivíduo a completo zero. Mas qual é a diferença entre isto e a psicologia vulgar?

Resposta: A diferença é muito simples: perante quem nos anulamos a nós mesmos? Eu anulo-me a mim mesmo perante os outros e eles se anulam a si mesmos perante mim, mas e depois? Esta é a condição para revelar a força da Luz.

A auto-anulação de todos perante todos os outros cria um ponto neutro no centro do círculo no qual não há forças egoistas que operem. Este é o ponto do nosso desejo mútuo geral, uma vez que nos conectamos e neutralizamos o nosso ego. Estabelecemos a nova realidade neste ponto, um novo espaço no qual descobrimos a força superior.

 

Todos os nossos desejos estão concentrados no centro do círculo no qual há a força do desejo, conexão, auto-anulação, união e garantia mútua. Por outro lado, diz-se que não há um lugar vazio e que há sempre uma certa qualidade, uma certa força. Mas aqui no centro, não há nada.

Um lugar chamado desejo. Aqui o nosso desejo colectivo está concentrado, mas é como se estivesse anulado, dado que nenhum de nós quer usar o seu próprio desejo, e só quer doar sobre os outros. Assim criamos um novo lugar especial numa dimensão diferente, numa altura diferente.

Começamos de Malchut, e então Zeir Anpin, Biná, Chochmá, até que alcançamos Keter, a ponta daYod. Isto significa que a partir de dez esforços que fizemos (Yod significa o numero 10 em hebraico), alcançamos a ponta da Yod, na qual o Criador é revelado. Esta é a essência do centro do grupo, no qual construímos um novo espaço, uma nova dimensão com atributos especiais pelos nossos esforços e nossa anulação. É aqui que a força superior pode ser revelada.

Então somente após a quebra e a correcção recebemos um meio, um vaso, no qual o Criador é revelado. Caso contrário é impossível o revelar dado que não temos um sensor para o detectar, nenhum sentido natural para o sentir. Ele parece somente quando o estabilizamos desta maneira: Todos somos egoístas, mas queremos nos elevar acima do nosso ego e nos anular a nós mesmos perante todos os outros. Queremos tudo isso em prol de nos assemelharmos ao Criador, queremos adquirir a Sua forma e Seus atributos de modo a nos assemelharmos a Ele.

Assim, criamos um novo estado no centro do grupo chamado um ventre, Shechiná. Somente pela nossa anulação mútua podemos criar  o novo espaço com os novos atributos numa nova dimensão que não existia anteriormente em Malchut de Ein Sof (Infinito). Este espaço para a revelação do Criador aparece somente agora graças aos nossos esforços.

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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 01/02/14, Lição sobre o Tópico: “9 Degraus”

Graus De Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanTudo o que precisamos é seguir a condição da garantia mútua entre nós. A partir do momento que começamos a observá-la e à extensão da nossa complacência a ela, começamos a aproximar-nos da meta. Todos os 125 degraus da escada espiritual, do mundo de Assiya ao mundo do Infinito, são os níveis da nossa garantia mútua, da nossa crescente conexão mais forte uns com os outros.

Nossa entrada no primeiro degrau, o primeiro nível espiritual, depende inteiramente de nós alcançarmos a garantia mútua como no Monte Sinai. A Doação da Torá vem do Alto, e a garantia mútua tem de vir de baixo, de nós. Então, o “despertar do Alto” e o “despertar de baixo” ocorrem juntos, e o Criador e a criatura começam a aproximar-se. O Criador aproxima-se das Suas criações e a criação avança para o Criador até que se fundem num que é chamado o estado da Correcção Final (Gmar Tikkun).

Desta forma, nossa tarefa é alcançar garantia mútua. Se queremos a Luz que Reforma, ou seja, a Torá nos influencie, temos de saber que ela se manifesta a si mesma somente ao grau de garantia mútua entre nós.

Até que comecemos a criar pressão interna para nos tornarmos parte uns dos outros, nos conectarmos e alcançarmos a garantia mútua, a Luz não começará a nos influenciar e corrigir. A Luz modifica somente o nosso desejo de conectar e alcançar o estado de garantia mútua à extensão que a procuramos.

Tudo o que precisamos e tentar e esforçar. Isto é chamado uma “oração,” um desejo, uma exigência, um pedido para alcançar uma conexão especial que é chamada “garantia mútua.” Quanto mais queremos nos aproximar uns dos outros, mais fortemente sentiremos que somos incapazes de alcançar união.

A Luz influencia-nos com o seu lado oposto: ela dá-nos um desejo inicial, uma chance que é chamada “colocar nossa mão no bom destino e nos direccionar a o tomar.” Ela dá-nos as ferramentas: um professor, livros e puxa-nos para nos conectarmos.

Ao mesmo tempo, a Luz repulsa-nos uns dos outros ao criar uma tensão entre nós. Por um lado, é nos dito que nos temos de conectar, mesmo que não nos seja atractivo, temos de brincar como se nos tentássemos unir. Somente se um grupo compreende este princípio e entende que este passo é essencial, ele pode avançar.

Isso leva tempo. Por vezes leva-nos anos a considerar esta condição como um pré-requisito sério. Ela é a condição mais dura uma vez que é oposta à nossa natureza. Se nos reunirmos ao redor da noção de “garantia mútua,” isso significa que finalmente apanhámos a extremidade da corda, o ponto final de um feixe que está espalhado do mundo do Infinito a este mundo.

Estamos a começar a perceber que somente através da nossa conexão e ao grau de alcançarmos garantia mútua podemos prolongar a um vaso espiritual no qual eventualmente revelaremos o mundo superior, eternidade, e o Criador. Todas estas coisas se revelam aqui e agora, nesta vida.
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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 12/31/13, Preparação para a Convenção

 

Ficar Ou Não Ficar Juntos, Eis A Questão

Dr. Michael LaitmanHá uma luta constante no grupo: ficar ou não ficar juntos. Um membro pode estar num estado de ascensão e outro num estado de descida, e um influencia o outro mutuamente. Mas nós temos que nos manter conectados, reforçar e fortalecer essa conexão não importa como, apesar de todos os obstáculos, sejam internos ou externos, que compõem a “carne” do próximo nível.

Os obstáculos externos vêm de pessoas que estão perto ou distantes de nós e do mundo inteiro. Em geral, trata-se de tudo o que acontece nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza e os seres humanos. Tudo isso age em nós como nossos vasos externos, e tudo pertence a nós.

Para aderir ao nosso ponto no coração, nós tiramos os nossos trajes, a carne, as nossas características individuais e deixamos apenas os simples pontos no coração, ignorando qualquer outra coisa, e, portanto, aderimos um ao outro. Mas, depois, nós recuperamos as formas que anteriormente rejeitamos: todo este mundo.

Não há outra escolha. Este é o nosso vaso e nós temos que usá-lo. No final da correção, o mundo inteiro, todo o universo, tudo o que eu vejo, sinto e percebo se tornarão um só corpo. Tudo isso volta para mim na forma de diferentes obstáculos e eu tenho que me conectar, apesar das interferências.

Num estado de descida, ou seja, de ocultação, os amigos parecem rudes e grosseiros, e eu não tenho nenhum desejo de me conectar com eles. Num estado de ascensão, ou seja, de revelação, eles parecem ser justos perfeitos e eu quero abraçá-los e não desistir. Então eu caio na ocultação de novo e sinto medo: Em que tipo de grupo eu caí? Eu tenho que fugir dele o mais rápido possível.

Assim, eu sempre subo e desço. Eu vejo isso dessa forma através de meus atributos de dentro dos meus vasos. O movimento entre as subidas e descidas determina meu nível superior. Se eu aceito as subidas e descidas da mesma forma, e não me preocupo com o estado em que estou, já que eu estou aderido, conectado, em garantia mútua, tentando me agarra o máximo que puder, tanto durante a subida como na descida, os meus esforços constroem o próximo nível nesta amplitude.

Quando eu quero permanecer conectado aos amigos durante a subida e a descida, é um estado chamado de anseio, ou enrijecimento, já que eu realmente desejo me conectar. Quando completamos a medida do nosso esforço e superamos todos os obstáculos, a ação da Luz tem lugar na fase final que satisfaz a conexão entre nós e estreita a nossa garantia mútua.

Aqui nós temos que considerar a distância: há uma razão para sair para trabalhar e para ficar confuso. Todas as ações neste mundo são muito especiais. Nós devemos entender e perceber que a garantia mútua é o ponto de conexão a partir do qual nós já nos encontramos na mesma escada que vem e sobe para o mundo do Infinito.

Nós nos despimos de tudo pelos nossos esforços mútuos e deixamos apenas os pontos no coração e começamos a nos conectar. Agora estamos tentando fazer isso acima de todos os obstáculos, quando estamos juntos, e, especialmente, quando nos afastamos um do outro e sentimos que estamos dispersos por toda parte, separados pela distância e pela falta de conexão.

Nós temos que dar o nosso melhor para superar todas essas interferências. Então, nos reunimos em Convenções e eventos especiais, a fim de sentir o que significa estar juntos quando não há distância entre nós. Parece que estamos testando até que ponto a distância física age em nós e como podemos estabelecer a condição que não provoca qualquer alteração no nosso sentimento e na conexão mútua entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Lição sobre o tema: Preparação para a Convenção

A Esfera Fundida

Dr. Michael LaitmanO caminho para sair da crise (nosso ego), ou seja, o método de educação integral, é formado por nove fases, estações, ou lições.

A primeira fase: Introdução ao conceito de garantia mútua, pelo qual entendemos que a unidade é uma coisa maravilhosa.

A segunda fase: Superar a resistência do ego com a ajuda de um ambiente forte,

A terceira fase: Esclarecer o centro do grupo, a “esfera (bola) de framboesa”.

O centro do grupo não é apenas uma atitude positiva para com os amigos e a prontidão em ajudar um ao outro. A esfera (bola) de framboesa significa que eu paro totalmente de me relacionar com os outros pessoalmente. Isso significa que parece que estamos livres de nossos trajes externos, da nossa pele, do corpo, dos ossos, de todas as características interiores inatas, deixando apenas a centelha, a Reshimo (reminiscência espiritual). Somente a Reshimo é deixada de cada um de nós, o que significa a espiritualidade interna de cada um, o seu desejo de conexão.

Eu não vejo mais rostos. Se eu os vejo, eu tenho que trabalhar em mim para que não vejo nada. Meus amigos são a sua determinação e seu esforço para chegar a conexão. Esta é a única parte espiritual, a Reshimo quebrada que é revelada e os esforços do amigo para chegar a conexão, o que significa trazê-lo de volta ao estado corrigido apesar desta Reshimo.

Portanto, agora nós não vemos rostos, personalidades, sexo, comportamentos ou hábitos que as pessoas possam ter. Se eu ainda identificar as diferenças nas relações dos amigos entre si, então não é um grupo. No grupo todo mundo é igual, ou seja, eu não vejo nenhuma diferença entre eles. Todos os amigos parecem Reshimot e esforços para chegar a conexão.

Este é o lugar onde a terceira fase da esfera de framboesa começa. Ela termina quando todos se conectam em um conceito, subindo acima de si mesmos, chegando a conexão e descobrindo nela a solução que ninguém tinha antes. Isso é chamado de superior “tudo incluído”. Já é um passo à frente, onde Keter do inferior se torna Malchut do superior.

Este estado é chamado de esfera de framboesa, no qual todas as centelhas, as Reshimot se derreteram e se fundiram como gotas de água que se conectam numa grande gota.

Uma vez eu vi um relatório de uma estação espacial onde não havia gravidade e onde havia um vazamento. O astronauta colocou um balde lá e quando balançou o líquido, ele caiu como uma enorme queda cósmica, meio metro de raio, que foi realizada em conjunto pela tensão externa e as forças de cooperação molecular mútua que liga todas as moléculas.

Nós devemos ver a mesma coisa em nossa esfera de framboesa. Nós nos encontramos no espaço ao anular todas as nossas forças e ao construir uma esfera de unidade. Claro, nós temos que apoiá-la constantemente, uma vez que existem interrupções que constantemente vêm junto com relação à unidade. Nós lutamos pela nossa unidade, já que queremos continuar a viver, pois a nossa esfera de framboesa é o começo da escada espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o tema: “9 Passos”

A “Bola De Framboesa” – Um Embrião De Unidade

Dr. Michael LaitmanNós começamos a construir a imagem de um ser humano na “bola de framboesa” e não paramos. Esta é a nossa correção. O centro do grupo, que é estabelecido pelo nosso esforço e nossa participação mútua, e é chamado de garantia mútua, se torna o ponto final na escada espiritual pela qual começamos a subir.

No momento em que nos tornarmos mais fortes, seremos capazes de entender e de fazer mais. Então, vamos ter mais oportunidades de realizar o trabalho corpóreo e espiritual na humanidade, ou seja, de sermos “luz para as nações do mundo”.

A coisa mais difícil é atingir esse ponto final na escada, de onde começamos a nossa ascensão espiritual. Este é o ponto onde ocorre a luta. De cada nível nós caímos para o estado de “Shimon do mercado”, ou seja, ao nível corpóreo, animal, e a partir deste ponto, temos que nascer.

Esse estado não é oposto à ascensão espiritual, que é um estado benéfico, o estado do Faraó, que lhe dá um sentimento de escravidão e redenção. Pelo contrário, é uma queda a tais profundidades que nos sentimos totalmente desconectados das linhas esquerda e direita, do bem e do mal, e nos deterioramos por todo o caminho até a parte inferior da escada.

Este é o estado a partir do qual sempre começamos, e assim voltamos à noção de bola de framboesa, a unidade do grupo. Nós podemos subir ao mais alto nível e ainda cair abaixo da bola de framboesa e ter que subir de volta a ele.

Este é o nosso primeiro ponto de união que sempre vai existir em qualquer estado, mesmo no estado mais elevado. Da bola de framboesa vamos entrar no estado de Ibur (concepção), Yenika (sucção) e Mochin (mente).

Pergunta: Como nós podemos imaginar a bola de framboesa?

Resposta: A única coisa que devemos saber é que ela se refere a estarmos juntos, em garantia mútua, a condição para receber a Torá, o que significa atrair a Luz que Reforma, a fim de nos tornarmos como um homem em um só coração. Isto significa que devemos sempre querer e exigir, e a Luz virá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o tema: “9 Passos”