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Uma Semana De Trabalho Mais Curta Sugerida Na Alemanha

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da CNBC): “Um grupo de 100 acadêmicos, sindicalistas e políticos alemães está convocando para uma semana de trabalho de 30 horas com remuneração integral, informou o diário alemão Tageszeitung nesta segunda-feira, com os requerentes argumentando que a redução da semana de trabalho é a melhor maneira de lidar com o aumento do desemprego.

“A taxa de desemprego na Alemanha, que aumentou para 7,4 por cento em janeiro, permanece bem abaixo dos 26 por cento alcançados na Espanha. Mas numa carta aberta publicada na segunda-feira e citada pelo jornal, o grupo disse que a redução da jornada de trabalho poderia ajudar os trabalhadores alemães.

“Segundo o plano, elaborado por políticos de partidos de esquerda, filósofos e acadêmicos, uma semana de trabalho de 30 horas seria introduzida gradualmente ao longo de vários anos. Ela melhoraria muito a produtividade, argumentou o grupo, o que por sua vez ajudaria os empregadores a pagar o salário integral”.

Meu comentário: Nós vemos como o mundo percebe gradualmente as propostas do método de educação integral, mas pelo caminho do sofrimento, em vez de uma abordagem razoável e da redução equilibrada e planejada da produção “desnecessária”. Neste ritmo e forma, a redução da economia vai demorar muitos anos, acompanhada do sofrimento das massas em todo o mundo e, naturalmente, por protestos, reeleições e outros problemas indesejáveis.

É necessário explicar à elite e às massas para onde nós, todos os seres humanos, estamos indo através da força natural de desenvolvimento: para a sociedade (economia) de consumo racional (necessário) e a unificação universal integral. Para fazer uma transição para este estado, nós temos que entender o que está acontecendo e nos ajustar a ele, e isso é conseguido através do método de educação integral.

Numa Ilha Deserta E Em Manhattan

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que queremos corrigir a pessoa. Que parte dentro de nós é chamada de ser humano?

Resposta: Se nós separarmos as três principais necessidades físicas do homem que estão relacionadas com o corpo físico (animal) – comida, sexo e família -, a realização desses desejos é a satisfação das necessidades animais normais. O próximo nível dos desejos – riqueza, poder, fama e conhecimento – pertence às aspirações humanas, e você deve satisfazê-las apenas de acordo com o ambiente social que o rodeia.

Você pode satisfazer os seus desejos animais na família independentemente de onde você mora: numa fazenda, numa pequena aldeia, ou numa ilha desabitada. Você tem uma família, esposa e filhos, tem comida suficiente e vive em paz. Se os seus desejos são maiores do que comida, casa e família, então você não pode viver numa ilha desabitada. Você quer estar em Manhattan, porque só lá você tem a oportunidade de realizar sua aspiração por riqueza, poder, fama e conhecimento.

Pergunta: No entanto, o que estaria de errado se eu fosse um médico famoso e ganhasse cem vezes mais do que os outros?

Resposta: Se você está em seu estado animal numa ilha separada, em equilíbrio com o meio ambiente e consumindo tanto quanto precisa, você não agride a natureza. Você come e se reproduz, e está tudo bem.

No entanto, em Manhattan, com desejos de riqueza, poder e conhecimento, você também deve estar em equilíbrio com a natureza material que o rodeia. Você se encontra numa nova “selva”, mas será que você está em equilíbrio com ela? Surge a pergunta: o que é “equilíbrio” na sociedade atual, não em algum lugar numa ilha ou numa aldeia, mas em Manhattan?

Isso significa que você dá tanto quanto recebe. Isso é a lei básica da natureza, a lei de equilíbrio.

Esta lei também se aplica aos nossos corpos. Tudo o que existe – a natureza inanimada, vegetal e animal – aspira ao equilíbrio. E se o equilíbrio desaparece repentinamente, esta é uma condição temporária, uma doença, como no nosso corpo, quando existe uma diferença entre os vários parâmetros internos.

A questão é se tudo isso é estabelecido corretamente. Se considerarmos nosso sistema interno natural, então podemos medir a saúde da sociedade como a saúde do corpo. De acordo com este sistema, você pode aprender como devemos nos comportar no ambiente, isto é, com a nossa própria espécie.

O fato é que os lobos, ursos ou tigres não destroem o meio ambiente. Eles tomam tanto quanto precisam de comida e nada mais. Estando em desequilíbrio com a natureza, nós a destruímos e, assim, destruímos a nós mesmos.

Imagine se um urso saudável matasse todos os coelhos com suas patas. O que ele iria fazer amanhã? Morreria de fome. Assim, a natureza instintivamente cria nos animais um reflexo de proteção, e um urso bem alimentado não quer nada mais. Ele pode brincar com os outros coelhos.

O instinto de caçador só desperta nele com a sensação de fome. O urso não é inimigo daquele que ele mata; ele não faz isso para dominar os outros. Ele não anseia por poder, como geralmente é mostrado nos desenhos animados. Não é verdade! O urso vê os outros animais como fonte de sua energia e nada mais.

No entanto, o ser humano vê na outra pessoa um objeto que pode dominar. Quanto mais eu a humilho, mais eu me sinto melhor. Eu estou disposto a subjugar o mundo inteiro e quero isso. Eu quero saber mais do que ninguém, para ter mais influência do que qualquer outra pessoa, para que todos se curvem para mim, para que eu seja o mais rico. Eu quero que o meu “Eu” exista. Tudo o resto é apenas minúsculos insetos, rastejando ao meu redor.

É claro que a pessoa não pode ser responsabilizada por isso, porque a natureza desenvolve todos esses desejos dentro de nós. Com que propósito ela os desenvolve?

Mesmo que não saibamos por que, ao menos precisamos entender a causa de todo o nosso sofrimento. É apenas no fato de que temos que entrar em equilíbrio uns com os outros. Qualquer estado de desequilíbrio traz grandes problemas, e eles nos levam à destruição.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

O Homem É Mais Perigoso Que Um Animal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma pessoa que usa e suprime outra pessoa não está em equilíbrio com a natureza. Mas isso não é natural para ela, pois esta é a sua natureza?

Resposta: É natural se você usar algo só para as suas necessidades biológicas, dentro dos limites do seu egoísmo animal, como o lobo que come o cordeiro para viver e nada mais.

Mas o ser humano está disposto a escravizar todas as pessoas na terra. E isso é natural, porque de acordo com o seu potencial de desenvolvimento biológico ele é apenas um animal, e sua parte humana ele deve usar num nível completamente diferente.

Em seu corpo físico (animal), a pessoa tem que receber certa quantidade de energia. Cada animal pode usar o ambiente para isso. Ele está localizado num determinado nicho biológico, que é a sua casa, onde ele come, reproduz e assim por diante. Esta é a maneira que qualquer criatura biológica existe, desde um pequeno inseto até os elefantes.

É por isso que a nossa condição proteica necessita de energia. Para este propósito, você pode usar o ambiente como os animais que atacam uns aos outros, matam e comem dentro desta estrutura. A respeito disso, as pessoas no passado eram realmente como os animais.

Mas, além de atacar, os animais têm uma maneira especial de proteção. Se, por exemplo, os tigres estão lutando uns com os outros, eles não prejudicam o outro, mas apenas ameaçam, determinam quem é o mais forte, e o mais fraco obedece e sai. Isso acontece com todos os tipos de animais: ninguém nunca prejudica o outro, porque não come sua própria espécie.

No entanto, existem canibais entre os seres humanos. Os animais não têm isso, eles nunca usam sua própria espécie como alimento, mas a alimentação tem certo padrão: eles matam e comem apenas alguns tipos de animais e apenas nas quantidades necessárias para repor a energia da vida. Se um leão estiver com a barriga cheia, você pode andar ao lado dele que ele não vai olhar para você.

O ser humano não pode ter o suficiente. Seu egoísmo, além do tipo animal, também é humano. E pela adição do egoísmo humano, ele está disposto a subjugar o mundo inteiro.

No passado, o egoísmo estava num nível simples. Depois, ao longo dos milênios, ele se desenvolveu em nós cada vez mais, e ultimamente tem aumentado exponencialmente. Agora, ele começa a se tornar redondo e muda de individual para integral, para global.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Saúde É Uma Necessidade Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grande pensador e médico Rambam trouxe um conjunto de postulados, um dos quais se lê: “Viver de forma saudável é uma necessidade espiritual”. Você poderia comentar sobre isso?

Resposta: A nossa saúde é uma das condições de equilíbrio geral entre o homem e a natureza, do equilíbrio da própria pessoa e sua adesão com o Criador. É por isso que o equilíbrio em todos os níveis – mental, moral, físico, ético, espiritual e fisiológico – é o mesmo sistema de equilíbrio completo. Não há dúvida de que a pessoa que, no futuro, em conjunto com todo o mundo, alcançar a completa correção, receberá de todos os lados apenas um “feedback” positivo, e que o saldo global a tornará totalmente saudável.

Nós podemos falar sobre a eternidade, o infinito, e a vida eterna, mas tudo isso não é para nós agora. Nós não entendemos todas aquelas belas mudanças que podem ocorrer numa pessoa de acordo com as nossas noções atuais, o corpo material não pode existir para sempre. Mas esse não é o ponto.

O fato é que isso só é possível quando o ser humano for incluído no regime geral, quando todas as pessoas no mundo estiverem interligadas corretamente, se complementarem e equilibrarem mutuamente umas nas outras, de tal forma que a saúde de todos será determinada pela saúde correta de cada um.

Pergunta: Quando Rambam diz que a saúde física é uma necessidade espiritual, o que significa a palavra “espiritual”?

Resposta: O mundo espiritual significa o futuro estado espiritual de uma pessoa, quando ela sobe acima de sua parte animal e começa a tornar a sua parte espiritual mais saudável, a parte que agora não é sentida por ninguém, exceto pelos Cabalistas. Cada pessoa tem um tipo de latência interna, estado embrionário, similar a uma criança pequena que incorpora potencialmente seu futuro filho, ou seja, a parte espiritual de uma pessoa não se manifesta de forma alguma.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

A Fonte De Todos Os Problemas Do Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode motivar um médico a mudar? É claro para o paciente que ele quer ficar saudável, mas para um médico? Como pode um médico e um paciente ser encorajados a se tornar mais próximos uns dos outros?

Resposta: Eu nasci e cresci numa família de médicos. Minha mãe é ginecologista, meu pai era dentista, e meus tios também eram médicos. Se, de repente, alguém ficasse doente, logo havia um estetoscópio, medicamentos. Todos sabiam o que fazer, você tinha tratamento, e estava tudo bem, sem problemas. Neste sentido, todo o posto de saúde estava em minha casa.

O mesmo sentimento de família deve existir entre médicos e pacientes; caso contrário, não há confiança em relação ao médico. Mas hoje, um médico não pode permitir isso. Não importa quantos presentes você dê, ele ainda está inundado de pacientes.

Portanto, deve existir um sistema completamente diferente, com ênfase não em medicamentos, mas na atenção à pessoa, tal como na antiga medicina chinesa.

Isto é, o sistema de assistência à saúde deve incluir toda a vida de uma pessoa. Essa é uma tecnologia de vida: como você nasceu, o que você respira, o que você come, o impacto do seu ambiente, como seu corpo reage a tudo isso (como um sistema biológico para o sistema circundante), e como viver a sua vida: casar, dar à luz, ficar velho e morrer.

Mas tudo isso deve ser visto como um sistema que está em equilíbrio com a natureza. Para isso, a pessoa tem que estar orgânica e integralmente conectada à natureza, respeitar suas leis, compreender o que é exigido dela, e como ela tem que estar sintonizada com uma interconexão mútua.

Assim como a harmonia e o equilíbrio dentro de nós significa a saúde do corpo, o equilíbrio na natureza significa a saúde do meio ambiente. Portanto, deve haver homeostase entre nós e o meio ambiente. Nós perturbamos o equilíbrio da natureza, prejudicamos o equilíbrio dentro de nós mesmos, mas o mais importante, isso perturba o equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aqui, nós não correspondemos a ele de forma alguma.

Sabe-se que a natureza circundante age de acordo com a lei de auto-estabilização: você dá tanto quanto recebe. Assim, a homeostase é sustentada e o equilíbrio é preservado. Mas nós estamos em absoluta disparidade com a natureza, porque consumimos barbaramente tudo e não damos nada em troca, apenas a poluímos.

Tudo depende da educação da pessoa, da sua educação ambiental em primeiro lugar. Mas nós chamamos isso de educação integral, pois, a fim de mudar a atitude humana em relação à natureza e a sociedade, é necessário mudar o próprio ser humano.

Nós vivemos na sociedade que constantemente nos afeta de forma negativa, e nós fazemos o mesmo, sendo conduzidos por nosso egoísmo: só para consumir, suprimir o outro, ganhar o máximo possível ou, melhor ainda, roubar, sem dar nada em troca. Assim, nós temos que corrigir ambos: o ser humano e toda a sociedade.

Como resultado, nós chegamos a uma única conclusão: o homem precisa ser mudado. A única fonte de todos os problemas do universo é o ser humano. Infelizmente, nenhuma atenção é dada a esta questão.

Portanto, agora nós podemos ver como, por um lado, a crise nos pressiona, e ela vai limpar tudo, mas por meio da sua mão firme. A natureza não conhece dúvidas, ela pressiona de modo que algumas espécies sejam extintas, e isso é o que pode acontecer com a humanidade: tudo está caminhando para isto. Nós vamos ter que enfrentar a Idade do Gelo e outros problemas ambientais e sociais. Nós vemos que o nosso desequilíbrio com a natureza não nos leva a nada de bom.

Por outro lado, nós temos o método nas mãos que mostra como podemos mudar o ser humano e torná-lo parte integral da natureza. Então nós seremos capazes de ver toda a natureza: inanimada, vegetal, animal e humana, como um único organismo. A propósito, este é também o ponto de vista da medicina chinesa que trata o ser humano não como uma parte separada, mas como estando integrado no regime geral da natureza.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Um Caleidoscópio De Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível separar o desejo de riqueza do desejo de dinheiro? De acordo com a hierarquia de necessidades de Maslow, o primeiro desejo é o desejo de riqueza, então o desejo de controle, e só então o desejo de conhecimento. Hoje, o dinheiro é tudo: se eu tenho dinheiro, eu tenho saúde, riqueza, conhecimento e controle. Segue-se que o dinheiro é a mais alta expressão do desejo de uma pessoa.

Resposta: Na verdade, cada fase de nossa evolução é expressa de forma diferente na hierarquia das necessidades. No passado, o principal desejo era o desejo de uma família. Uma casa, uma família e parentes eram a base de tudo. É por isso que várias gerações da família viviam juntas.

Até então, o fornecimento de alimentos como fonte básica de energia era muito importante. Mas como os nossos desejos mudam o tempo todo e estão em constante movimento e combinação, o próximo desejo era o desejo por sexo. Anteriormente, ele tinha um papel importante na evolução do homem, mas hoje podemos dizer que este desejo está sendo substituído por outros.

O desejo de riqueza também está desaparecendo gradualmente. No passado as pessoas estavam prontas a se sacrificar para alcançar a riqueza, mas hoje é exatamente o oposto: o ego tornou-se muito preguiçoso. A pessoa prefere primeiro conhecer a razão e o sentido de algo. Ela não se sente trabalhando 20 horas por dia, a fim de ganhar dinheiro.

No passado as pessoas viajavam para lugares diferentes em busca de riqueza. Elas estavam prontas para trabalhar duro toda a sua vida só para subir a escada do sucesso, de um homem simples a um grande administrador. Mas hoje essa ideia não atrai os jovens. A pergunta sobre o sentido da vida surge na pessoa em primeiro lugar: “Então, o que vem agora?”.

Pergunta: Os jovens podem não ser atraídos para isso, mas para aqueles que controlam o mundo, o dinheiro é tudo.

Resposta: Nós temos que entender que o mundo é construído como um sistema totalmente diferente, onde 90% das pessoas estão na parte inferior. Elas são totalmente controladas e sequer suspeitam disso. Elas estão sendo manipuladas por vários sistemas de controle, meios de comunicação e outros meios. Elas estão num sistema construído desde Cima.

Dez por cento das pessoas são aquelas que controlam todos os sistemas. Então, de acordo com a hierarquia, há dez famílias (clãs) que controlam tudo. Mas não é uma questão de riqueza, já que centenas de bilhões de dólares estão em suas mãos. Estas são aquelas que imprimem dinheiro se for preciso. Elas têm um padrão totalmente diferente de controle.

Esta pirâmide é muito rígida. Você não pode invadir o sistema de controle, mesmo que você seja uma pessoa muito talentosa. Chegar ao topo é praticamente impossível, a não ser que você de repente se case numa dessas famílias.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Da Audição Externa Para A Interna

Dr. Michael LaitmanNa medida em que a pessoa sente a importância da meta, ela está pronta para renunciar a tudo o que a impede de alcançá-la. Mas leva tempo até que ela começa a ouvir o que está sendo dito, porque o coração é quem ouve e não os ouvidos. Ela pode revisar muitas vezes o que está escrito nos artigos, mas ela não ouve. Então, ela começa a ouvir, mas não entende. Depois disso, ela começa a entender algo, mas não o absorve. Daí, ela começa a absorvê-lo, mas, por enquanto, isso não toca seus desejos.

Quando isso finalmente penetra em seus desejos, ela começa a comparar o que tinha com o que entra em seus desejos agora. Ela começa a calcular e decidir o que fazer, para esclarecer qual desejo é preferível: qual é mais útil, eterno, igual, e assim por diante. Então, ela decide se é capaz de abandonar o seu eu atual, seu ego, se consegue esvaziar um lugar por outro dentro de si – ela é obrigada a fazê-lo. Será que ela quer isso ou não?

Depois disso, ela já começa a agir na sua escolha, querendo que o ambiente externo a influencie o máximo possível, de modo que ela possa fazer um cálculo dentro do seu coração com relação ao bem do outro e não ao seu próprio bem. Tudo isso tem que ser com sua concordância, por sua livre escolha, acima do seu desejo egoísta anterior. Desta forma, ela avança em direção à meta.

Portanto, nós vemos muitas pessoas que aprendem que estão, supostamente, junto com todos, mas ainda ouvem apenas com a “audição externa”. Pode levar anos antes que isso entre nelas. Algumas começam a ouvir somente após 10 a 15 anos, e outras muito mais rápido. Há todos os tipos de reações da alma, pois, basicamente, isso tem a ver com a sua correção.

Portanto, até que a pessoa perceba a necessidade de transformar a sua essência interior privada em coletiva, muito tempo vai passar. Esta constitui a parte mais difícil do nosso trabalho, o passo mais difícil. Após isso, a pessoa só aumenta o desejo de doar, mas primeiro ela precisa estabilizar e consolidá-lo, colocá-lo no topo da montanha, acima do seu ego, e isso requer um grande trabalho. A pessoa só pode pedir aqui para ter paciência e um pouco de submissão, que é o que nos ajuda.

Assim, nós não temos nenhum fundamento para estar com raiva das pessoas que ouvem sobre o método de educação integral e ainda não sabem como implantá-lo, explicá-lo para as pessoas. Ainda não é a hora delas absorverem o método internamente. Há uma diferença entre a capacidade de ouvir e capacidade de realizá-lo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 21/04/13

Preocupações e Prospectiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Podemos dizer que um método linear e individual de resolução de problemas (por exemplo, encontrar uma solução para a dependência de drogas) leva ao crescimento deste fenômeno?

Resposta: Sim, nós podemos. Estes problemas vão continuar expandindo-se, visto que nosso o egoísmo continua se desenvolvendo. Se nós não envolvermos as pessoas numa interação altruísta, elas nem saberão o que fazer com elas mesmas e vão se sentir como sendo totalmente destroçadas.

É por isso que vários problemas como a dependência de drogas, terrorismo, suicídios e assim por diante, se tornarão fenômenos regulares. As pessoas têm que fazer alguma coisa com elas mesmas, mas elas não sabem o que exatamente deveriam estar fazendo. Assim, estes problemas só vão crescer. A única coisa que podemos fazer é ensinar a todos como entrar numa nova esfera integral da natureza.

Em primeiro lugar, as pessoas têm que aprender a se organizar num pequeno ambiente integral. Em seguida, elas vão sentir que ele as torna muito mais confortáveis quando estão passando por várias situações infelizes, tais como problemas familiares, problemas sociais e assim por diante.

As pessoas vão se sentir mais seguras e confiantes. Elas vão inclusive sentir que o mundo em que estão conectadas se torna muito mais amigável para elas, não para os outros, mas para elas particularmente.

A autorregulação individual começa a ocorrer, uma homeostase que nos preenche de potenciais, sensações e sentimentos completamente diferentes.

Da Palestra sobre Educação Integral, 02/04/13

Terminologia E Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: As ciências sociais contemporâneas não oferecem condições adequadas para a definição do nosso próximo estado, quando todos nós nos tornaremos conectados. Como devemos transmitir este fenômeno através da linguagem científica?

Resposta: Você não deve usar termos antigos, já que eles vão ser entendidos convencionalmente. Aqui, nós temos a oportunidade de “brilhar” e desenvolver uma nova linguagem.

Pergunta: O que pode ser “novo” exceto a integralidade? Os cientistas têm dificuldade em compreender os termos “integralidade” e “compartilhamento”, já que soam especialmente abstratos para eles.

Resposta: Na epoca da União Soviética, eu costumava ouvir constantemente a palavra “compartilhamento”. É uma palavra muito adequada! Nós subimos gradualmente para uma conexão boa e benevolente entre nós, uma inclusão recíproca e mútua, mesclando e estabelecendo contatos que nos permitem fazer um grande retrato (mosaico) composto por cada um de nós. Cada um neste mosaico é uma parte separada preocupada em como combinar com as “saliências e concavidades” dos outros, como completar os outros corretamente.

Talvez a “integralidade” seja demasiado abstrata de uma noção. Por outro lado, “inter” e “entre” são prefixos que são usados numa base constante; nós apenas temos que nos acostumar a eles. “Integralidade” pode ser substituída por algumas outras palavras. Eu a estou usando porque me parece que ela define muito bem o próximo estado que o mundo estará em breve.

Pergunta: O principal menosprezo criado por cientistas é o seguinte: “Como pode um estado psicológico da mente levar ao bem-estar financeiro ou ao desaparecimento de doenças?”

Resposta: Vamos consultar as estatísticas. De onde vem a instabilidade financeira? Ela não é originada pelo nosso egoísmo? Não são todos os bancos usurpados por um pequeno grupo da elite que “devora” tudo e ainda não aproveita bem o que eles têm? Todas as “verdinhas” que eles juntam apenas se deterioram.

Por que a nossa saúde está do jeito que está? É porque é muito mais rentável vender medicamentos e criar dispositivos de diagnóstico do que curar doenças. Isso permite vender mais medicamentos, gerando mais lucros. Em outras palavras, até mesmo o sistema de saúde diz respeito em como aumentar os lucros de alguém.

Nós já mencionamos o sistema de ensino? É um completo fracasso. O mesmo se aplica aos valores da família, a educação das crianças, artes, cultura, etc.

Quando os cientistas estudam todas as esferas da nossa vida e exploram muitos fenômenos sociais, eles veem que a causa da negatividade é o egoísmo humano. Ele estraga tudo. Dê uma olhada em nossa cultura ou ciência! Não tem mais nada a ver com a ciência; é uma fonte de dinheiro. Hoje em dia, tudo é para compra e venda.

Em outras palavras, o egoísmo consome tudo que existe em todos os países, em todo o mundo… Tudo está sujeito a “cortar” e “serrar”. Não está claro que temos que nos corrigir, em vez de corrigir o mundo externo?

Nós nunca seremos capazes de corrigir o que já foi danificado, a menos que as pessoas comecem a se observar de forma diferente e ver o mundo de um ângulo diferente: ao menos através de alguns elementos de cumplicidade, reciprocidade, harmonia, consideração e integralidade. Isso explica por que o mundo continua a rolar ladeira abaixo. É por isso que a educaçao integral é a nossa tarefa mais importante e urgente.

Da Palestra sobre Educação Integral 02/04/13

Era Uma Vez Um Marido E Uma Esposa…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje as pessoas sentem a distância entre a vida real e seu bem-estar psicológico. Eu me lembro que os nossos avós não experimentavam esta discrepância. Entretanto, para uma pessoa contemporânea (mesmo que ela tenha uma família) a boa atmosfera psicológica está separada do bem-estar material. Existe uma maneira de demonstrar que estas coisas estão, no entanto, conectadas?

Resposta: Não importa se eles são estranhos ou uma família. Eles ainda têm que frequentar os mesmos workshops, ouvir as mesmas explicações, elevando-se acima do seu egoísmo.

Antes, o nosso egoísmo não era tão grande como agora! Era uma vez “um marido e uma esposa”; eles tinham uma “galinha” (ou seja, um lar, uma casa, uma horta, etc.). O marido trabalhava, sua esposa cuidava da casa. Era um arranjo doméstico à moda antiga. A vida da família girava em torno da casa, da comunidade, dos filhos, etc.

Hoje, não é nada parecido. Neste momento, todos nós trabalhamos para alguém, para alguma sociedade, algo ininteligível. Na parte da manhã, levamos nossos filhos para jardins de infância, nos apressamos para o nosso trabalho, e depois que terminamos o dia de trabalho, vamos para os supermercados… De lá, nós corremos de volta para casa, esquentamos rapidamente a comida, alimentamos todos e, tão logo quanto possível, damos banho nas crianças, e vamos para a cama. No dia seguinte, repetimos o mesmo padrão.

Isso é semelhante de alguma maneira com o jeito anterior foi estabelecida a vida familiar? Antes, as pessoas costumavam ter uma casa, um lar. Hoje, apenas chamamos de lar. Todo mundo tem posses individuais; mesmo os cônjuges têm contas bancárias distintas.

Portanto, nós temos que ensinar as pessoas em nossos workshops a subir acima do seu egoísmo e unir-se para além dele. Caso contrário, a família deixará de existir, uma vez que o nosso egoísmo nos separa dos outros, nos empurra, enquanto não realizamos nenhuma ação em resposta. E os funcionários do Estado não podem fazer nada aqui. Dois egoístas não podem ser forçados a permanecer num território.

Por que eu preciso de uma família? Eu vou trabalhar e ganho meu próprio dinheiro; não preciso de ninguém! Se eu precisar, à noite eu posso trazer para casa quem eu quiser. Eu posso ir a um supermercado, comprar alimentos já prontos, os aqueço no micro-ondas e os como no jantar. Todo o arranjo serve o propósito de permitir que todos possam viver separadamente. Fabricantes de bens de consumo obtêm o máximo de benefícios se houver apenas uma pessoa na casa, já que duas pessoas sozinhas vão comprar mais de tudo: televisores, geladeiras e máquinas de lavar roupa…

Da “Discussão sobre Educação Integral” 02/04/13